Canção Nova dá bola fora de novo!

Compartilho com vocês o artigo de Everth Queiroz de Oliveira. Estou plenamente de acordo com tudo o que ele diz abaixo.

Antes de qualquer coisa, é bom adiantar que este blog não é contrário ao apostolado desenvolvido pela comunidade Canção Nova. As postagens que já fizemos sobre as recentes manifestações de respeito à sacralidade na Liturgia são prova disso. Recentemente, inclusive, Cachoeira Paulista acolheu a Santa Missa na Forma Extraordinária do Rito Romano, atitude digna de numerosos elogios.

Só que o problema da vez é político, novamente. Ano passado, após forte protesto vindo do que Edinho Silva (PT-SP) chamou de “setores mais conservadores da Igreja”, o programa “Justiça e Paz”, que seria apresentado pelo político petista, foi tirado do ar. Junto com o deputado, quem deixou a grade de programação da TV Canção Nova foi o deputado Gabriel Chalita, do PMDB – e esta, nas atuais condições, deve ser considerada outra grande vitória alcançada graças à reação dos católicos “conservadores”. A atitude tomada pelos dirigentes da comunidade carismática tinha uma intenção clara: afastar apresentadores que estivessem envolvidos com a política eleitoral. Tanto é verdade que não só Edinho e Chalita foram embora, como os deputados Eros Biondini e Myriam Rios.

Acontece que a saída do deputado Gabriel Chalita foi também – como já dito – uma grande vitória. E por quê? Porque, nas eleições presidenciais de 2010, Chalita fez aliança política com o partido que mais trabalhou para legalizar o aborto em nosso país – o Partido dos Trabalhadores. Durante toda a campanha, afirmou que estes católicos que condenavam a candidata Marta Suplicy ou a até então presidenciável Dilma, por serem favoráveis ao gayzismo e ao aborto, não passavam de mentirosos, cidadãos dispostos a disseminar o que ele chamou de “boataria”. E mesmo sendo amplamente documentados todos os “boatos” defendidos pelos “conservadores caluniadores”, o discurso do político paulista não teve mudança. Mais: recentemente, depois de já eleito deputado federal, Chalita defendeu publicamente o reconhecimento civil das uniões homossexuaisassunto que também já abordamos aqui. Mais uma vez, desafiou descaradamente a doutrina católica, ignorando uma declaração fundamental da Congregação para a Doutrina da Fé, “dando de ombros” para a palavra da Igreja, palavra do até então cardeal Joseph Ratzinger – hoje Papa Bento XVI.

Bom, este homem, que, apesar dos fatos já explanados, “enche a boca” para dizer nos meios de comunicação que é “católico”, foi afastado da TV Canção Nova. Mas, aparentemente, seus laços de amizade com a comunidade carismática não foram totalmente desfeitos. Pelo menos, é esta a mensagem que passa a foto abaixo, tirada durante o Acampamento PHN, que aconteceu neste fim de semana, em Cachoeira Paulista.

O candidato à Prefeitura da cidade de São Paulo aparece, na imagem, ao lado de alguns membros da comunidade Canção Nova, durante o que parece ser um momento de oração. E, ao lado do cantor Dunga, uma personagem nova: o ministro da Saúde do governo Dilma, Alexandre Padilha, o mesmo que já fez a proposta – nojenta – de credenciar mais 30 centros para o aborto “legal” no Brasil, até o final deste ano.

A pergunta é: o que estes dois senhores – um “católico” amante das honrarias do mundo e um mundano amante dos ensejos feministas – estão fazendo no palco do Rincão da Canção Nova? Qual é o real sentido desta palhaçada?

Comemoramos muito a saída de Edinho Silva e de Gabriel Chalita da programação desta TV católica. E não nos calaremos diante desta que pode ser uma nova tentativa de infiltrar nessa comunidade – que tem um belo trabalho de evangelização – as sementes do socialismo, do petismo abortista e do laicismo agressivo, inimigos da religião católica. Por isso, os católicos do Brasil exigem satisfações… Os amigos da Canção Nova pedem – com urgência – uma explicação.