Nova Ordem Mundial e os pilares do cristianismo

Nova Ordem Mundial, este foi o tema do programa do Padre Paulo Ricardo – Parresia – esta semana (15/08).

Vale a pena ver o que ele diz, mas é preciso já destacar que ele cita a defesa da vida, da família e do direito dos pais educarem seus filhos como pilares do cristianismo e como combate central que o Papa trava na atualidade. Ressalte-se também que é luta central do Papa porque é o grande ataque dos defensores da Nova Ordem Mundial e é por onde eles querem avançar para destruir a moral judaico-cristã, moral esta que moldou a sociedade ocidental.

Então, toda vez que alguém se levanta para defender a vida humana, desde a concepção até à morte natural; defender a família tradicional formada por um homem e uma mulher ou ainda para defender o direito que os pais têm para educar seus filhos, esta pessoa não está travando uma batalha só a nível espiritual (claro, a batalha começa por aí e é aí que se consegue a vitória), mas ele está entrando em luta contra todo um sistema que quer destruir a família, menosprezar a vida humana e tirar dos pais o direito de educar os filhos para entregá-los ao poder do Estado.

Por fim, gostaria de frisar: este tema não está em voga por causa da paranóia de alguns religiosos (como afirmam alguns ignorantes), mas porque ele é urgente e se nós, os cristãos, não fizermos nada, Deus virá no fim e nos perguntará “Onde está o teu irmão?”, como fez com Abel após o assassinato de Caim.

A Presidente Dilma e os passos para a legalização do aborto

Fonte: Site do Pe. Paulo Ricardo 

Nas últimas eleições presidenciais, quando a então candidata à presidência da República, Sra. Dilma Rousseff, viu as intenções de voto caírem vertiginosamente após a divulgação da sua posição favorável ao aborto, assinou um compromisso público, no qual firmou a obrigação de não modificar a legislação referente ao aborto. Com isso, conseguiu eleger-se, como é sabido.

Após ser eleita, de fato, a Sra. Dilma Rousseff não tentou modificar as leis que tipificam o aborto, porém, vem trabalhando com afinco e determinação para que o aborto seja implantado no país. Para isso, tem financiado organizações que têm como bandeira o trabalho para a legalização do aborto. Essas organizações lutam pelo que chamam de “direito da mulher” sobre o seu corpo.

Tanto é verdade que a Secretaria de Política para as Mulheres, capitaneada pela sra. Eleonora Menicucci, secretária com status de ministra de Estado, está dando quatro milhões e meio de dólares para as seguintes organizações:

  1. CFEMEA (http://www.cfemea.org.br/)
  2. INSTITUTO PATRÍCIA GALVÃO (http://www.agenciapatriciagalvao.org.br/)
  3. REDE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO (http://www.redeh.org.br/)
  4. COLETIVO LEILA DINIZ (http://www.coletivoleiladiniz.org/)
  5. INSTITUTO MULHER NEGRA (http://www.geledes.org.br/)
  6. CUNHÃ COLETIVA FEMINISTA (http://www.cunhanfeminista.org.br/)

A pergunta que não quer calar é a seguinte: qual a razão para que 4,5 milhões de dólares sejam dados para instituições que publicamente trabalham contra a vontade do povo brasileiro?

Somente duas opções podem ser aceitas, nesse caso:

  1. Ou a Sra. Dilma Rousseff, presidente da República, nada sabe sobre as ações da Secretária de Política para as Mulheres e, diante desta denúncia, irá tomar medidas coerentes com o seu compromisso firmado à época das eleições, destituindo peremptoriamente a Sra. Eleonora Menicucci, posto que suas ações não condizem com a palavra dada pela sra. Presidente;
  2. Ou a Sra. Presidente sabe exatamente o que está acontecendo na Secretaria de Política para as Mulheres, tem pleno conhecimento das ações da Sra. Eleonora Menicucci, as apoia e, portanto, irá calar-se, omitir-se diante da vontade da maioria esmagadora do povo brasileiro, mostrando com essa atitude que está ciente e de acordo com o que ocorre na referida Secretaria e no Ministério da Saúde.

Não existe uma terceira alternativa. O país está diante de fatos claros: o Governo Federal insiste em financiar organizações que historicamente já agiram de forma contrária à vontade da população.

A Frente Parlamentar Evangélica protocolou nesta semana, junto à Câmara dos Deputados, em Brasília, o Requerimento nº 2406/2012, assinado pelo Deputado Federal, Sr. João Campos e subscrito por mais vinte e seis parlamentares, solicitando ao Governo Federal que dê explicações detalhadas sobre o destino dado ao valor de 4,5 milhões de dólares (composto de 3 milhões de dolares recebidos da ONU-Mulheres e mais 1 milhão e meio do próprio governo Federal) e sobre o critério de escolha das organizações que estão recebendo parte desse montante.

Além desse requerimento específico, a mesma Frente Parlamentar endereçou um outro ao Sr. Alexandre Padilha, Ministro da Saúde, questionando acerca da norma técnica que permitirá a liberação comercial do medicamento abortivo conhecido como CITOTEC. Qualquer mulher que queira realizar um aborto será orientada pelo Sistema de Saúde – por meio de uma cartilha que está sendo preparada pelo MS – a adquirir este medicamento em qualquer farmácia e administrá-lo. Tão logo os primeiros sintomas apareçam deve encaminhar-se para um Posto de Saúde. O requerimento pede explicações sobre essa ação gravíssima do Ministério da Saúde, subordinado ao Governo Federal, que porá em risco a vida de milhões de bebês.

Incrível é que essa notícia não foi veiculada na grande mídia, nem mesmo no site da Câmara dos Deputados. Apesar do escândalo que esses atos do Governo representam, tais notícias não serão veiculadas na grande mídia. Caso queria inteirar-se, o cidadão deve recorrer ao Pravda (http://port.pravda.ru/news/russa/27-07-2012/33419-dilma_aborto-0/), veículo de comunicação ligado à Federação Russa. Esta é a censura que o país vive.

Colocar em prática a agenda abortista internacional não é algo que começou ontem. Pelo contrário, tão logo acabou o Governo Militar, organizações internacionais passaram a subvencionar institutos nacionais com o fim único de promover a legalização do aborto.

Recentemente, a Organização das Nações Unidas criou um órgão denominado ONU-Mulheres. Este organismo surgiu “a partir de um forte embasamento, pela fusão de quatro organizações da ONU com um sólido histórico de experiência em pesquisa, programas e ativismo em quase todos os países”. É interessante perceber como eles são claros ao exporem seus objetivos:

“A ONU Mulheres apoia os Estados-Membros da ONU no estabelecimento de padrões globais para alcançar a igualdade de gênero e trabalha junto aos governos e à sociedade civil para formular leis, políticas, programas e serviços necessários à implementação desses padrões. A ONU Mulheres coordena e promove o trabalho do Sistema ONU no avanço da igualdade de gênero.” http://www.onu.org.br/onu-no-brasil/onu-mulheres/

No documento chamado “O Progresso das Mulheres: em busca da justiça”, a ONU-Mulheres afirma na página 43: os comitês das Nações Unidas sobre os Direitos Humanos, sobre os Direitos Econômicos e sobre os Direitos das Crianças já declararam que estão preocupados pela legalização do aborto e exortaram várias vezes os Estados-membros que revisassem ou modificassem a legislação. Vários casos judiciais transcendentais confirmaram o direito das mulheres ao acesso a serviços de saúde reprodutivas, incluindo o aborto, em condições seguras. Ou seja, segundo este documento, o aborto é um direito reprodutivo das mulheres; existe jurisprudência para amparar esse postulado; mais que isso, se o Brasil não reconhecer o aborto como um direito, entrará para a lista de países que desrespeitam os direitos humanos.

Trata-se de um ataque frontal à soberania da Nação. Com esse documento, querem dizer como se deve pensar, em que se deve acreditar e como se deve legislar no Brasil. Isso é inadmissível. É um atentado à democracia brasileira. Fundações internacionais interferindo na maneira de se governar um país. E isso por meio do dinheiro, comprando posturas e subvencionando organizações nacionais para trabalharem contra a vontade da população.

Diante disso, incrivelmente existe um silêncio sepucral, nada se fala sobre o assunto na grande mídia. Não existe uma voz que se levante em defesa não só da soberania do país, mas em defesa da vida das crianças nos ventres maternos. Onde estão os defensores da vida, dos direitos humanos? Onde?

As crianças mortas, assassinadas pelas normas técnicas, pelo CITOTEC, pelo dinheiro dessas organizações internacionais são SILENCIOSAS. Não gritam, não podem defender-se e, por isso, todos fingem que nada está acontecendo. É mister que o povo apoie os Deputados e Senadores que estão chamando o Governo a dar explicações de seus atos. Não só isso, é preciso que cada cidadão se pronuncie, tome atitudes concretas diante desse flagelo que está se abatendo sobre o país.

Cada homem, mulher de boa vontade, independente da crença religiosa, raça ou partido político, mas que esteja disposto a por em risco fama, propriedade, nome, família e até mesmo a própria vida para defender essa geração de nascituros que está sendo ceifada, deve entrar em contato com o Senadores e Deputados, pedir satisfações ao Governo Federal. Saiba como fazer acessando os links abaixo.

A voz do povo deve ser ouvida. é preciso romper o silêncio sobre essa atrocidade que está em vias de ser legalizada. Sejamos nós as vozes daquelas crianças que estão correndo o risco iminente de serem assassinadas silenciosamente nos ventres maternos. Sejamos nós aqueles que gritam pelos nascituros, pelos fetos, pelas crianças, pela VIDA. Não podemos nos calar diante de tão eloquente silêncio e dor.

Foto de mãe forçada ao aborto desperta interesse no mundo todo

 

Milhões de pessoas no mundo inteiro protestaram através das redes sociais pela política abusiva do filho único na China, após a circulação da imagem de uma mãe inconsciente junto ao cadáver do seu bebê abortado à força no sétimo mês de gravidez.
As autoridades da China investigam o caso ocorrido na província do Shaanxi, no norte da China, onde a polícia levou a força à cidadã Feng Jianmei para obrigá-la a abortar o seu segundo bebê porque não pôde pagar a tempo os 40.000 yuanes (6.200 dólares) com os que o governo sanciona a quem ousa ter mais de um filho.
O marido de Feng publicou numa rede social popular da China uma foto do seu filho morto pelo efeito de uma injeção letal que aplicaram diretamente na cabeça do bebê, enquanto a mãe permanecia atada à força a uma cama.
Mais de meio milhão de chineses comentaram o caso deplorando a atitude das autoridades. O caso se estendeu ao Facebook e Twitter e foi reproduzido por meios de comunicação em todo o mundo.
A China instaurou a finais dos anos 70 uma drástica política de controle da natalidade que inclui abortos e esterilizações a força. Os que violam a lei e conseguem ter mais de um filho sofrem consequências trabalhistas e sociais.
Sobre este tema, Carlos Polo, diretor para a América Latina do Population Research Institute, considerou que fazer visíveis estes abusos “é o primeiro passo para a sua erradicação”.
“Desde a primeira visita do nosso Presidente Steve Mosher a China em 1979, o PRI enviou várias equipes de investigação sobre a aplicação da política do filho único. No ano 2009, PRI enviou uma equipe de investigação de campo a seis condados onde o Fundo de População da ONU ajudava a China a aplicar esta política. A evidência de multas impagáveis como neste caso, represálias contra familiares, perseguições, abortos tardios forçados de nascituros meses antes de nascer, etc. se entregaram a funcionários em Washington e outras capitais com a recomendação de deter o financiamento dessa organização de controle populacional. Nosso trabalho permitiu que recortassem centenas de milhões de dólares que infelizmente o governo de Obama voltou a financiar”.
 
Fonte: ACI Digital

Cristianofobia: a intolerância contra o cristianismo

junho 9th, 2012

A Revista Época publicou uma matéria na qual destaca a perseguição sofrida por cristãos em países de maioria islâmica como na África Ocidental, no Oriente Médio, no Sul da Ásia e também na Oceania.

O texto foi assinado pela pesquisadora Ayaan Hirsi Ali, nascida na Somália, e que hoje vive na Holanda. Hirsi Ali falou em seu texto sobre a situação vivida pelos cristãos em lugares onde a liberdade religiosa é combatida com armas, bombas e muita violência, e lembrou os diversos ataques sofridos por cristãos em países como a Nigéria, onde o grupo extremista Boko Haram já matou dezenas de pessoas desde o começo desse ano.

Além da Nigéria, foram destacados também problemas do Sudão onde, governados pelo regime autoritário do norte, muçulmanos sunitas atormentam as minorias cristãs e animistas do sul do país.

Segundo a revista, os extremistas usam as leis contra a blasfêmia como pretexto para empregar a violência contra minorias religiosas, valendo-se de assassinatos brutais, bombardeios, mutilações e incêndios em lugares sagrados.

A pesquisadora cita em seu texto o fato de que a mídia local desses países não divulga os casos de cristofobia, e afirma que a influência de grupos de lobby como a Organização da Cooperação Islâmica é uma das várias origens do problema que faz com que a constante matança de cristãos não seja divulgada.

Veja infográfico que retrata o mapa da violência contra os cristãos nesses países:

Curso pró-vida: A ONU e a reengenharia anticristã

Acontecerá em São Paulo – Igreja Nossa Senhora do Brasil – o curso “A ONU e a reengenharia anticristã” ministrado por Monsenhor Dr. Juan Carlos Sanahuja, colaborador da Pontifícia Academia para a Vida, no dia 26 de maio de 2012.

Os interessados para tal evento, deverá se inscrever, enviando e-mail para:  eventos.provida@congressoprovida.com.br

Na ocasião, o mesmo Monsenhor estará lançando/divulgando o livro de sua autoria – “O Poder Global e a Religião Universal”.

Vale a pena conferir!

Maior estátua de Cristo Redentor do mundo e a retirada dos símbolos religiosos

A maior estátua de Cristo Redentor do mundo foi consagrada na católica Polônia, país do saudoso e Beato João Paulo II.

O monumento supera os 52 metros de altura e foi doado pelos 21 mil habitantes da cidade.

 “O monumento é um sinal visível da fé em Cristo”, disse o bispo Stefan Regmunt, um dos consagrantes.

A estátua ‒ mais alta que o Cristo Redentor do Rio de Janeiro ‒ pode ser vista desde a rodovia Varsóvia – Berlim e a vários quilômetros de distância.

Diferentemente do Brasil, onde uma minoria ateia fundamentalista quer retirar qualquer símbolo religioso dos espaços públicos, na Polônia se construiu este belo monumento. Vale lembrar que por lá, também alguns extremistas tentaram impor suas convicções. Acontece que, a maioria católica por lá não é tão pacata como a de cá. E a maioria venceu!

Aqui no Brasil as coisas andam contra a democracia: a maioria da população pode ser favorável à presença de símbolos religiosos nos espaços públicos, mas a minoria consegue retirá-los; a maioria é contrária à eutanásia, aborto e casamento gay, mas uma pequena minoria está conseguindo impor suas ideias. Tem-se uma impressão de que não estamos vivendo numa democracia plena, mas numa democracia manca.

A retirada dos símbolos religiosos aqui no Brasil, mormente nos fóruns das comarcas do Rio Grande do Sul, só vale para símbolos cristãos, pois se valesse para qualquer símbolo religioso, a primeira imagem a ser retirada seria da Deusa da Justiça – Têmis – símbolo presente em todos os tribunais do país.

Por fim, vale lembrar que quem moldou a civilização ocidental – e o Brasil não está fora disso –  foi o cristianismo. Permitam-me dizer: foi o cristianismo católico, pois o cristianismo protestante só veio 1500 anos depois da morte e ressurreição de Cristo e o início da Igreja.

Retirada dos símbolos religiosos nos espaços públicos

É do conhecimento de todos (suponho!) que os símbolos religiosos serão retirados das salas dos fóruns do Estado do Rio Grande do Sul, conforme determinação da Justiça daquele Estado, mediante solicitação de um grupo de lésbicas. O que eu não compreendo é a total aversão que alguns grupos têm com relação aos símbolos religiosos, principalmente cristãos.

Já dizia um ditado popular: “quem tem medo da cruz é o diabo!”. Hoje não é somente ele. Muitos têm medo e aversão às cruzes presentes nos espaços públicos e não poucas vezes, até nos espaços religiosos (em alguns altares católicos, a cruz já foi retirada).

Dada a relevância do assunto, o Bispo de Frederico Westphalen, Dom Rossi Keller, emitiu uma nota pastoral que demonstra a preocupação e o zelo deste bispo em relação aos símbolos. Ainda assim, ele afirma algo que temos que ter sempre em mente: podem tirar os símbolos, mas ninguém pode tirar nossa fé e a adesão aos princípios e os valores religiosos.

DOM ANTONIO CARLOS ROSSI KELLER
 
PELA GRAÇA DE DEUS E DA SANTA SÉ APOSTÓLICA
 
BISPO DE FREDERICO WESTPHALEN (RS)
 
Nota Pastoral
 
a respeito da determinação do Tribunal de Justiça
 
do Estado do Rio Grande do Sul,
 
determinando a retirada dos símbolos religiosos dos locais públicos da Justiça.
 

O Conselho da Magistratura do TJ – RS determinou, nesta última terça feira, dia 06 de março, a retirada de todos os símbolos religiosos presentes nos prédios da justiça gaúcha.

O pedido para tal decisão tem a sua origem na Liga Brasileira de Lésbicas, através de uma solicitação protocolada em fevereiro de 2012. Tal decisão contraria o que a antiga administração do TJ – RS já tinha deliberado sobre esta questão, entendendo, na ocasião, não existir qualquer princípio preconceituoso na instalação de símbolos religiosos nas dependências dos prédios da justiça.

Como Bispo Diocesano, quero, através desta Nota Pastoral, expressar minha surpresa e meu repúdio a tal decisão.

É lamentável que o egrégio Tribunal de Justiça dobre-se diante da pressão de um grupo determinado, ideologizado e raivoso, contrariando a opinião da grande maioria da população do Estado do Rio Grande do Sul.

A interpretação dada pelo excelentíssimo relator daquilo que é a laicidade do Estado revela distorção de visão.

Como em outros países, orquestram-se movimentos pela expulsão do crucifixo das salas dos tribunais, das escolas e de outros lugares públicos, sob o pretexto de que o Estado deva respeitar as religiões que não adotam o mesmo símbolo, bem como aqueles que não adotam nenhuma forma de expressão religiosa.

Países com elevada tradição jurídica já rechaçaram tais argumentos, demonstrando cabalmente que a exposição passiva, em público, de símbolos religiosos não pode ser entendida como um proselitismo estatal de favorecimento a algum culto, ou como uma afronta à liberdade dos que ou não professam a fé em Cristo ou não professam algum tipo de fé.

No Brasil, o próprio Conselho Nacional de Justiça indeferiu tal pretensão, afirmando que a presença de um símbolo religioso, in casu o crucifixo em uma dependência de qualquer órgão do Judiciário, “não viola, não agride, não discrimina e nem sequer perturba ou tolhe os direitos e a ação de qualquer tipo de pessoa”, na expressão do então Conselheiro Oscar Argollo.

“A liberdade religiosa consiste na liberdade para professar a fé em Deus. Por isso, não cabe argüir a liberdade religiosa para impedir a demonstração da fé de outrem em certos lugares, ainda que públicos. O Estado, que não professa o ateísmo, pode conviver com símbolos dos quais não somente correspondem a valores que informam sua existência cultural, como remetem a bens encarecidos por parcela expressiva da sua população – por isso, também, não é dado proibir a exibição de crucifixos ou de imagens sagradas em lugares públicos”. [1]

Diante de tal decisão, como Bispo Diocesano, venho solicitar:

1. AOS EXCELENTÍSSIMOS SENHORES MAGISTRADOS dos Fóruns das Comarcas presentes na área compreendida pela Circunscrição Eclesiástica da Diocese de Frederico Westphalen, RESPEITOSAMENTE, aentrega dos símbolos religiosos católicos (crucifixos, demais imagens sagradas, Bíblias, etc..), caso os mesmos pertençam ao Tribunal e não ao Poder Judiciário, para os respectivos párocos das Paróquias Sedes das mesmas Comarcas, para que os mesmos custodiem as referidas imagens e delas cuidem.

2. AOS REVERENDÍSSIMOS SENHORES PÁROCOS das Paróquias nas quais existam Fóruns, que recebam os símbolos religiosos católicos das mãos dos Excelentíssimos senhores Magistrados, emitindo um recibo em três vias, detalhando o que foi entregue, sendo uma via para o Excelentíssimo senhor Magistrado, uma via para a Paróquia e uma via para a Cúria Diocesana.

3. AOS SERVIDORES PÚBLICOS DA JUSTIÇA, que professam a fé católica, que mantenham os sinais religiosos católicos que costumam usar pessoalmente (terços, escapulários, medalhas, crucifixos, etc…) e que, no esmero do trabalho em favor da justiça, especialmente no serviço dos mais necessitados e carentes dela, demonstrem sua fé católica, mantendo Jesus Cristo, Nosso Senhor, sempre presente nestes ambientes públicos.

Podem nos tirar os crucifixos e as imagens expostas em locais públicos. Mas jamais poderão tirar de nós a fé e a adesão aos princípios e valores do Evangelho.

Dada e passada em nossa Sede Episcopal, aos sete dias do mês de março do ano do Senhor de dois mil e doze.

+ Antonio Carlos Rossi Keller

Bispo de Frederico Westphalen (RS)