Poder Global e Religião Universal por Ronald Robson

As engrenagens de um engodo espiritual.

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A rigor, Poder Global e Religião Universal (Ecclesiae, 2012), do Monsenhor Juan Claudio Sanahuja, não traz informações novas nem secretas, mas traz informações fundamentais expostas de forma ordenada, o que lhes dá uma inteligibilidade que geralmente lhes falta, ainda as reputando a personagens e iniciativas bastante concretas – com o que dá nome aos bois. O leitor brasileiro que opina sobre política já não tem desculpas para ignorar ou dar de ombros diante do projeto totalitário de governo mundial que canta como sereia à elite do ocidente: isso, porque tanto A verdadeira história do Clube Bilderberg (Planeta, 2006), do jornalista espanhol Daniel Estulin, como Corporação (Cultrix, 2008), do scholar inglês Nicholas Hagger, estão publicados no Brasil – claro, são só uma ponta do iceberg, mas pelo menos são uma ponta que abre caminho em nosso mercado editorial. Caminho esse, enfim, que é o mesmo do livro de Mons. Sanahuja, que ainda acrescenta uma peculiaridade aos estudos da matéria: o enfoque da “espiritualidade” que há décadas vem sendo forjada e promovida como caixa de ressonância na qual, para o cidadão comum, fará sentido a destruição sistemática de tudo que de mais honrado temos.

Livros como False Dawn, de Lee Penn, interessam-se mais pela “doutrina” (Helena Blavatsky, Alice Bailey, Barbara Hubbard, Teilhard de Chardin etc.), se assim podemos chamá-la, e pelos grandes promotores da religião universal que se quer baixar como decreto. Já ao Mons. Sanahuja interessam os estratagemas com os quais se baixam o decreto: o desenvolvimento de novos “paradigmas éticos” e “paradigmas religiosos” em uma operação multilateral – e cujo controle foge até mesmo aos grandes engenheiros sociais – de imposição de definições sempre mutáveis de “direitos humanos”, “desenvolvimento sustentável” e outras belas palavras que o leitor bem conhece, e cuja fonte irradiadora próxima o autor localiza nas grandes conferências internacionais da década de 1990, inspiradas no Relatório Kissinger (1974). Mas vamos por partes.

Primeiro: em que consiste o projeto de uma nova religião universal? Consiste na tentativa de “dar uma resposta única e universal a todas as questões que possam ser propostas pelos seres humanos, em qualquer situação em que se encontrem e onde quer que estejam. Para tanto, é necessário, como é lógico, colonizar a inteligência e o espírito de todos e de cada um dos habitantes do planeta”, especificamente através de um “credo religioso”, de todo oposto ao cristianismo (“a ética judaico-cristã não poderá ser aplicada no futuro”, afirmou Hiroshi Nakajima, ex-diretor geral da OMS). O leitor mais precavido poderá fazer um muxoxo ao tentar se lembrar de quando viu, se viu, algum João Batista a pregar o novo Messias da ONU. De fato, são raros os sacerdotes de um novo culto paramentados em praça pública a anunciar seu credo. Mas existem muitos burocratas, ongueiros e professores simpáticos a distribuir, como se fez em setembro do ano passado, em Recife, 50 mil exemplares da Carta da Terra (documento oficial da ONU) em forma de cordel a crianças de escolas públicas (http://www.recife.pe.gov.br/2011/09/30/prefeitura_do_recife_lanca_carta_da_terra_em_literatura_de_cordel_179066.php ). É um dos principais documentos da “espiritualidade ecologista” que põe homem e besta no mesmo nível, ao estilo de um panteísmo verde grosseiro à la Mikhail Gorbachev e sua Cruz Verde Internacional, cujos agentes defendem publicamente a substituição dos Dez Mandamentos pelo decálogo da Carta.

É tortuoso o percurso até a elaboração de um documento como esse. Em 1991, aponta Mons. Sanahuja, uma das agendas de trabalho da UNESCO dava conta da elaboração de uma “ética universal de vida sustentável”. De forma muito clara ali era posta a pedra fundamental do discurso ambiental alarmista que hoje conhecemos bem: “É necessário lembrar a verdade indiscutível de que os recursos disponíveis e o espaço da Terra são limitados” (UNESCO, Diez Problemas Prospectivos de Población, Documento de Trabajo, Caracas, Febrero 1991, pp. 6-9).

Vale a pena aqui citar mais extensamente Poder Global e Religião Universal:

“Nestes documentos de trabalho, a nova ética aparece quase como um paradigma messiânico: um ‘chamado a viver uma nova ética que terá que iluminar as interrelações complexas entre os fatores econômicos, o meio-ambiente e a população’. Seus preceitos, afirmam, deverão guiar a tomada de decisões dos governos, já que estas ‘não deverão ser consideradas como medidas sobre assuntos nacionais, mas sobre assuntos de interesse internacional’, pois, por exemplo, o alto crescimento demográfico de um país pobre cria necessariamente um fluxo migratório para países com melhor nível de desenvolvimento, os quais não têm capacidade de acolher novos imigrantes.”

Apontava-se, no mesmo documento, a necessidade de frear o desenvolvimento industrial em países do terceiro mundo (“o progresso industrial dos países desenvolvidos não se estenderá aos Países do Terceiro Mundo”) com vistas a preservar o meio ambiente; mas, de modo incompreensível, chama atenção Mons. Sanahuja, “o documento acrescenta que a única causa de degradação ambiental nesses países é o fator demográfico, e que é intolerável que ‘os pobres, que serão a maioria no futuro, prejudiquem os ecossistemas do mundo para conseguir se desenvolver a qualquer preço’”.

O que ali se plantava depois se colheria nos Princípios para viver de forma sustentável (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente – PNUMA, 1991), em que se lê que “deve-se alcançar o equilíbrio entre a capacidade de carga da Terra, o volume da população e os estilos de vida de cada indivíduo”. Poucos poderiam, à época da apresentação desses princípios, imaginar que a massificação do aborto e do gayzismo seriam meios de salvar o planeta… É que não se pode perder de vista o que Mons. Sanahuja chama de “paradigma da reinterpretação dos direitos humanos”, assentado sobre a idéia de que os direitos humanos são “evolutivos”. Por exemplo, a Convenção Internacional para a Eliminação de todas as Formas de Discriminação Contra a Mulher (CEDAW, 1979) reivindicara programas de “planejamento familiar”. Posteriormente o comitê de monitoramento dessa convenção “interpretaria” tal reivindicação como referência ao estímulo à esterilização, à contracepção e ao aborto, sem que nada disso constasse no texto original. Mais absurdo é o caso do comitê de monitoramento do Tratado Internacional contra a Tortura, que, por uma hermenêutica jurídica feérica, interpretaria o impedimento ao aborto como um ato de tortura contra a mulher.

Notem que isso não se limita a discussões chiques em salões da ONU: em 2009, o Comitê contra a Tortura efetivamente aplicou tal interpretação ao julgar que a Nicarágua, ao proibir o aborto terapêutico, violava o tratado.

Aliás, muitos desses documentos sequer necessitam ter vigência no direito internacional para que “painéis intergovernamentais” se ponham a trabalhar no que em curto prazo já será matéria universitária respeitável e, em seguida, política de governo. Um exemplo são os “Princípios de Yogyakarta”, que, embora não contem com o aval da “comunidade internacional”, vão pouco e pouco divulgando os “direitos humanos em perspectiva homossexual” através de estudos acadêmicos e cumplicidade de autarquias governamentais. Como se vê, atira-se de todos os lados, mas o alvo é um só: pois a destruição dos modelos correntes de sociabilidade (casamento gay, etc.) e a completa desvalorização da vida humana (aborto, etc.) são aríetes a abrir caminho para um novo projeto civilizacional, cujo esteio popular é o bom-mocismo da devoção ecológica à “Terra como Grande Mãe, Magna Mater, Inana e Pachamama”, como disse Leonardo Boff – sim: o homem é ainda hoje muito influente – na Assembléia Geral das Nações Unidas em 2009.

 

Os capítulos 5 e 6 de Poder Global e Religião Universal, “A confusão dentro da Igreja” e “Notas para uma conduta cristã”, endereçam-se especialmente ao leitor católico, delineando estratégias de oposição ao presente estado de coisas. Curiosíssima é a resenha apresentada, no capítulo quinto, de um livro pouco conhecido, o romance Os três diálogos e o relato do Anticristo, escrito em 1900, do filósofo russo Vladimir Soloviev. Trata-se de uma distopia em que o diabo, no fim dos tempos, apresenta-se como “pacifista”, “ecologista” e “ecumenista”… O leitor há de julgar o que vai ou não de profético aí.

O livro do Mons. Sanahuja se encerra com dois apêndices: o artigo “Obama e Blair. O messianismo reinterpretado”, do filósofo belga Michel Schooyans (que inclusive viveu no Brasil), tratando do governo Obama no que diz respeito, por exemplo, a políticas abortistas; e a conferência “A Terra e seu Caráter Sagrado”, que a irmã canadense Donna Geernaert apresentou no Plenário da União Internacional de Superioras Gerais (UISG, Roma, 2007), e a qual ilustra bem o modo como pessoas de dentro da Igreja pervertem a verdade de Cristo e a põem a serviço da adoração da “Mãe Terra” do novo culto sem altar.

Ronald Robson é jornalista e ensaísta e editor do MSM

Publicado originalmente em www.midiasemmascara.org

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Sermão sobre Pentecostes de São Leão Magno

odos os corações sabem, caríssimos, que a solenidade de hoje deve ser celebrada como uma das festas mais importantes. Ninguém ignora ou contesta a reverência com que se deve festejar este dia, consagrado pelo Espírito Santo com o milagre excelente de seu dom. Sendo, na verdade, o décimo dia depois daquele em que o Senhor subiu ao céu, para se assentar à direita de Deus, refulge como o dia qüinquagésimo após a sua Ressurreição, e traz em si grandes mistérios, referentes a antigos e novos sacramentos, na mais clara manifestação de que a Graça foi prenunciada pela Lei e a Lei cumprida pela Graça. Sim, do mesmo modo como outrora, no monte Sinai, a Lei fora dada ao povo hebreu, libertado dos egípcios, no dia qüinquagésimo após a imolação do cordeiro, assim também, após a Paixão de Cristo, imolação do verdadeiro Cordeiro de Deus, é no qüinquagésimo dia desde sua Ressurreição que se infunde o Espírito Santo nos apóstolos e na multidão dos fiéis. O cristão diligente facilmente vê como os inícios do Antigo Testamento serviram aos primórdios do Evangelho, e como a segunda Aliança foi criada pelo mesmo Espírito que instituiu a primeira.

Com efeito, diz a narrativa dos apóstolos:

“Como se completassem os dias de Pentecostes e estivessem todos os discípulos juntos no mesmo lugar, repentinamente se fez ouvir do céu um ruído como o de vento que soprava impetuosamente, e encheu toda a casa onde estavam. Apareceram-lhes então como línguas de fogo, que se puseram sobre cada um deles; e todos ficaram cheios do Espírito Santo, começando a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia falarem” 1.

É veloz a palavra da Sabedoria, e onde Deus é o Mestre quão rapidamente se aprende a doutrina! Não houve necessidade de interpretação para o entendimento, não houve aprendizado, não houve prazo para estudo, mas, assim que o Espírito da verdade soprou como quis, as línguas particulares dos diversos povos se tornaram comuns na boca da Igreja.

A partir desse dia ressoou a trombeta da pregação evangélica. A partir desse dia as chuvas de graças, os rios das bênçãos irrigaram todos os desertos e a terra inteira, pois a fim de renovar sua face “o Espírito de Deus pairava sobre as águas”2. E, para a expulsão das trevas de antes, coruscavam os relâmpagos da nova Luz no esplendor das línguas flamejantes. Assim se manifestava a luminosa e ígnea palavra do Senhor, dotada da eficácia de iluminar e da força de abrasar, necessárias ao entendimento e à destruição do pecado.

Porém, caríssimos, embora tenha sido admirável a própria aparência desses acontecimentos e não haja dúvida de que a majestade do Espírito Santo tenha estado presente à harmonia exultante das vozes humanas, não se pense que apareceu a sua divina essência naquilo que se mostrou aos olhes corporais. A natureza invisível e comum ao Pai e ao Filho manifestou a qualidade de seu dom e de sua obra por meio do sinal de santificação que bem lhe aprouve, mas conteve em sua divindade a propriedade de sua essência.

Assim como a visão humana não pode perceber o Pai e o Filho também não percebe o Espírito Santo. Na Trindade, com efeito, nada é dissemelhante, nada é desigual, e todas as coisas que se possam pensar a respeito dessa substância não se distinguem pela excelência, pela glória ou pela eternidade. É verdade que, conforme as propriedades das Pessoas, um é o Pai, outro o Filho, outro o Espírito Santo, mas não há divindade diferente, natureza distinta. Assim como o Filho precede do Pai, igualmente o Espírito Santo é Espírito do Pai e do Filho. Não como as criaturas, que são também do Pai e do Filho, mas como alguém que, como ambos, vive, é poderoso e existe eternamente, desde que existem o Pai e o Filho. Por essa razão o Senhor, quando prometeu a vinda do Espírito Santo aos discípulos, antes do dia da Paixão, disse:

“Ainda muitas coisas vos tenho a dizer: quando, porém, vier o Espírito da verdade, ele vos conduzirá para toda a verdade. Pois não falará de si mesmo, mas falará o que tiver ouvido e vos anunciará as coisas que deverão suceder. Tudo o que o Pai tem é meu; per isto disse que receberá do que é meu e vos anunciará”3.

O Pai, portanto não tem algo que não o tenham o Filho ou o Espírito Santo. Tudo o que tem o Pai, tem o Filho e tem o Espírito Santo. Nunca faltou na Trindade essa perfeita comunhão; nela são uma mesma coisa “tudo possuir” e “sempre existir”. Não imaginemos sucessão de tempo na Trindade, não imaginemos gradações ou diferenças. Se, de um lado não se pode explicar o que Deus é, de outro não se ouse afirmar o que Deus não é. Seria melhor deixar de discorrer sobre as propriedades da natureza inefável de Deus, do que afirmar o que não lhe convém. O que concebem, pois, os corações piedosos a respeito da glória eterna e imutável do Pai, entendam-no ao mesmo tempo do Filho e do Espírito Santo, de um modo inseparável e sem diferença. Nossa confissão é ser a Trindade um só Deus, já que nas três Pessoas não existe diversidade de substancia, poder, vontade ou operação.

Assim, se reprovamos os arianos, que pretendem existir diferença entre o Pai e o Filho, reprovamos igualmente os macedonianos, os quais, embora atribuindo igualdade entre o Pai e o Filho, pensam que o Espírito Santo seja de natureza inferior. Eles não vêem estarem incidindo naquela blasfêmia indigna de ser perdoada tanto no século presente como no futuro, consoante a palavra do Senhor:

“A todo o que disser uma palavra contra o Filho do homem será perdoado, mas ao que disser contra o Espírito Santo não será perdoado nem neste século nem no vindouro”4.

Quem permanece, portanto, nessa impiedade fica sem perdão, pois expulsou de si aquele por meio do qual seria capaz de confessar a verdadeira fé. Jamais se beneficiará do perdão quem não tiver advogado para protegê-lo.

Ora, é do Espírito Santo que procede em nós a invocação do Pai, dele são as lágrimas dos penitentes, dele os gemidos dos que suplicam, “… e ninguém pode dizer Senhor Jesus senão no Espírito Santo”5.

O Apóstolo prega de maneira evidente a onipotência do Espírito, igual à do Pai e do Filho, bem como sua divindade, ao dizer:

“há diversidade de graças, mas um mesmo é o Espírito; e há diversidade de ministérios, mas um mesmo é o Senhor; e há diversidade de operações, mas um mesmo é o Deus que opera tudo em todos”6.

Por estes e outros documentos, através dos quais, de inumeráveis modos brilha a autoridade das palavras divinas, sejamos incitados, caríssimos, unanimemente, à veneração de Pentecostes, exultando em honra do Santo Espírito, por quem toda a Igreja é santificada e toda alma racional é penetrada. Ele é o inspirador da fé, o Mestre da ciência, a fonte do amor, o selo da castidade, o artífice de toda virtude.

Regozijem-se as mentes dos fiéis com o fato de, em todo o mundo, ser louvado pelas diferentes línguas o Deus uno, Pai, e Filho e Espírito Santo; com o fato de prosseguir em seu trabalho e dom aquela santificação que apareceu na chama do fogo. O mesmo Espírito da verdade faz refulgir com sua luz a morada de sua glória, nada querendo de tenebroso ou morno em seu templo.

Foi também por auxílio e instrução desse Espírito que recebemos a purificação do jejum e da esmola. Com efeito, segue-se ao venerável dia de hoje um costume de salutar observância, que os santos julgam de grande utilidade e nós vos exortamos, com pastoral solicitude, a que o celebreis com o maior zelo possível. Assim, se a negligência vos fez contrair em dias passados algo de pecaminoso, seja isto penitenciado pela censura do jejum e pelo devotamento da misericórdia. Jejuemos na quarta e na sexta-feira, para sábado celebrarmos juntos as vigílias, com a habitual devoção. Por Cristo, Nosso Senhor que vive e reina com o Pai e o Espírito santo, pelos séculos dos séculos. Amém


Notas:

1 At 2,1-4

2 Gn 1,2

3 Jo 16,12-13.15

4 Mt 12,32

5 lCor 12,3

6 lCor 12,4-6

Fonte:

GOMES, C. Folch Antologia dos Santos Padres. São Paulo- Ed. Paulinas 1979

Pentecostes: verdade histórica!

No início do seu Evangelho, Lucas diz que fez cuidadosa investigação de tudo, para que o leitor possa perceber a solidez dos fundamentos da fé.

No primeiro capítulo dos Atos dos Apóstolos, o Evangelista Lucas afirma que no seu primeiro livro apresentou tudo que Jesus fez e ensinou. Tudo? Sabendo que Lucas sabia que muitas coisas da vida e das palavras de Jesus não foram relatadas no seu livro anterior, podemos entender a palavra “tudo” em relação ao evangelho dele: que tudo ali é relatório de fatos acontecidos e de palavras de Jesus, tudo colhido em informações de testemunhas consultadas por Lucas.

Não faz muito tempo que duas teorias dominavam o campo da exegese dita científica e eram copiadas cegamente pela maioria: Que o evangelho atribuído a Lucas e os Atos dos Apóstolos seriam de dois autores diferentes, e que o autor dos Atos teria fingido que era companheiro de Paulo para angariar credibilidade. Alguns ainda continuam chamando Lucas de mentiroso, alegando como atenuante que os autores daquele tempo não cuidavam da fidelidade histórica dos seus relatos.

O pano de fundo dos argumentos contra a verdade histórica de muitos textos do Novo Testamento é o preconceito pseudocientífico da impossibilidade de milagres. Eliminando a possibilidade de uma intervenção direta do poder de Deus para realizar e confirmar a Revelação Divina no Jesus histórico, precisam substituir os “milagres” por causas naturais.

Qualquer teoria derivada da exegese histórico-critica do protestantismo alemão com sua pretensão de explicar tudo por métodos de crítica literária e de ter para tudo uma explicação que dizem científica serve para jogar o Novo Testamento na vala comum da mitologia.

O primeiro pressuposto para tais teorias é a demora entre os acontecimentos históricos e a redação dos textos evangélicos, um tempo suficiente para a formação de mitos. No século XIX surgiram teorias que colocaram a redação final dos evangelhos no segundo século.

Muitos copiaram tais teorias e só recuaram diante de provas irrecusáveis para recolocar a redação dos evangelhos para o primeiro século. No entanto, ainda prevalecem teorias que dizem que os evangelhos foram escritos meio século depois da morte e ressurreição de Jesus. Ressurreição ???

Quanto mais complicada a teoria, melhor. Fica mais difícil de ser questionada por pessoas sem doutorado e pós-graduação em ciências da religião. Entre as teorias mais complicadas temos a história das fontes com suas variantes e seus adeptos.

Tenho um conhecimento razoável das teorias de exegetas, mas ainda acredito que a razão de tanta semelhança entre textos de autores diferentes tem explicação melhor que a teoria de cópias de pedaços entre os diversos autores. Os relatos são parecidos porque todos se referem aos mesmos fatos e discursos presenciados pelos autores ou recebidos por eles de outros ouvintes da Palavra de Deus em Jesus e testemunhas dos sinais realizados pelo poder de Deus.

O mal não está nas teorias produzidas por especialistas estudiosos. O mal é que são apresentadas como se fossem a última verdade. São muito propagadas em comentários bíblicos e divulgadas em catecismos e manuais de pregação. Tenho muita curiosidade, mas ainda não encontrei nenhuma prova racional para tanta demora entre a vida terrena de Jesus e a redação dos livros do Novo Testamento.

Não há razão objetiva para duvidar que os Atos dos Apóstolos tenham sido escritos depois do Evangelho de Lucas. Quanto à data da redação dos Atos, tenho uma pergunta muito simples: Por que será que o livro termina com a prisão de Paulo em Roma e não fala nada do martírio dele e de Pedro ? Como se explica tal omissão estranha, se o livro foi escrito vinte anos depois da morte dos dois?

Se podemos confiar nas afirmações de Lucas, o seu evangelho foi escrito antes do seu segundo livro, e antes do seu evangelho já existiam outros relatos sobre a vida e os ensinamentos de Jesus. Não seriam os evangelhos de Marcos e Mateus?

Por outro lado, a data exata da redação dos evangelhos não é tão importante, pelo menos para quem crê na promessa que Jesus fez aos seus discípulos: O Espírito Santo vos fará lembrar e entender meus ensinamentos.

Com essa promessa de inspiração divina dos evangelhos a nossa confiança na presença da Palavra de Deus nos evangelhos não depende de teorias de críticos literários, por mais competentes e dedicados que sejam.

Na festa de Pentecostes, os cristãos celebram um acontecimento histórico, ou uma peça de literatura edificante da religiosidade popular?

Ainda no primeiro capítulo dos Atos, Lucas diz que Jesus, antes de subir ao céu diante dos Apóstolos, prometeu a vinda do Espírito Santo, dentro de poucos dias.

No segundo capítulo, Lucas conta o que aconteceu dez dias depois, 50 dias depois da Ressurreição. A vinda do Espírito Santo, no dia de Pentecostes, marcada por sinais impressionantes, fez dos discípulos medrosos missionários corajosos, inteiramente dedicados à sua missão de anunciar o evangelho ao mundo inteiro. Eles tinham feito a sua parte. Estavam preparados com dias de oração para acolher o dom do Espírito Santo.

No nosso século, o mundo está cheio de doutores da lei que não acreditam que foi assim que aconteceu. Não sabem dizer como foi, mas pretendem saber que não foi assim como está escrito. Então, Lucas foi um mentiroso, escritor de fábulas piedosas?

O abismo criado por modernos escribas e doutores da lei entre o Jesus histórico e o Cristo da fé tomou conta da exegese moderna que esvazia o valor histórico dos evangelhos com preconceitos pseudocientíficos que sufocam a simplicidade da fé apostólica.

Tudo que tem cheiro de milagre, de intervenção direta de Deus na história da humanidade, é substituído por explicações “científicas” trazidas da parapsicologia e da medicina. Onde não encontram explicações naturais, falam de mitologia, de produto do imaginário de crenças e tradições populares sem fundamento histórico. A palavra “sobrenatural” já não pode ser usada na teologia, por ser conhecida com significação deturpada para coisas de assombração.

Fico impressionado com a alegação simplória que duvida da verdade histórica de textos evangélicos aparentemente divergentes sobre o mesmo acontecimento ou sobre o mesmo discurso de Jesus.

Quanto à vinda do Espírito Santo, por exemplo, alegam contradições entre Lucas e João. Segundo João, o Espírito Santo teria sido derramado sobre os apóstolos já no dia da ressurreição: Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados… Segundo Lucas, a vinda do Espírito Santo teria acontecido 50 dias depois. Portanto, um dos dois estaria errado, ou os dois.

Na leitura das Escrituras, assim como na vida, quem procura dificuldades, acha. O evangelista João, conhecedor dos Atos dos Apóstolos, não viu contradição, e também não viu necessidade de repetir o que já estava no texto de Lucas, assim como não repetiu o relato da instituição da Eucaristia que já estava nos outros evangelhos. Realçou o dom especial do Espírito Santo para os Ministros do Sacramento do Perdão, confirmados na sua missão, apesar da fraqueza revelada na hora decisiva.

A Igreja de hoje também fala da presença do Espírito Santo já no Batismo. Mesmo assim, faz questão de um momento especial do Dom do Espírito Santo no Sacramento da Crisma.

Por outro lado, já surgem inovadores que querem abolir a Confirmação como Sacramento separado do Batismo. Outros querem aumentar cada vez mais a idade exigida para crismar, como se esse sacramento fosse um prêmio reservado aos heróis que por força própria conseguiram manter-se fiéis nas turbulências da adolescência.

A confirmação é uma realização especial da presença do Espírito Santo para os anos das primeiras decisões pessoais importantes para a vida toda e para superar as dificuldades próprias dessa idade.

È por isso que as orientações sábias da Igreja não exigem mais que 12 anos de idade para a Confirmação.

A questão das interpretações divergentes dos textos evangélicos nas igrejas cristãs e dentro da própria igreja católica devia ser tratada com mais profundidade, mas não resisti ao impulso de colocar algumas considerações, provocado por teorias alheias à fé católica apresentadas por aí ao nosso povo justamente na festa do Espírito Santo.

Acredito na inspiração divina do Evangelho que merece nossa confiança como Palavra de Deus para nós.

Dom Cristiano Jakob Krapf

Poder Global e Religião Universal

Poder Global e Religião Universal

Já está à venda no site Ecclesia, o livro de Monsenhor Juan Claudio Sanahuja – Poder Global e Religião Universal.

   

Autor: Juan Claudio Sanahuja

Descrição: A crise da Igreja é grave. Tenho a impressão de que não se esconde de ninguém que o cataclismo social – que afeta o respeito à vida humana e à família – tem essa triste situação como causa. Michel Schooyans afirma, sem nenhuma dúvida, que a Nova Ordem Mundial, “do ponto de vista cristão, é o maior perigo que ameaça a Igreja desde a crise ariana do século IV”, quando, nas palavras atribuídas a São Jerônimo, “o mundo dormiu cristão e, com um gemido, acordou ariano”.

(…) Soma-se à atitude vacilante de muitos católicos a ditadura do politicamente correto, muito mais sutil que as anteriores e que reivindica a cumplicidade da religião, uma religião que por sua vez não pode intervir nem na forma de conduta nem no modo de pensar. A nova ditadura corrompe e envenena as
consciências individuais e falsifica quase todas as esferas da existência umana.

A sociedade e o estado excluíram Deus, e “onde Deus é excluído, a lei da organização criminal toma seu lugar, não importa se de forma descarada ou sutil. Isto começa a tornarse evidente ali onde a eliminação organizada de pessoas inocentes – ainda não nascidas – se reveste de uma aparência de direito, por ter a seu favor a proteção do interesse da maioria”.

Juventude e Bioética

De 13 a 15 de julho, em Brasília, as Comissões para Vida e Família e para a Juventude, da CNBB, vão promover o Seminário de Juventude e Bioética. O objetivo é aprofundar os conhecimentos sobre temáticas como aborto, anencefalia, células tronco embrionárias e eutanásia. 

As inscrições já estão abertas e podem ser feitas até o dia 1º de julho clicando neste link.. O valor é R$ 150,00 e dá direito à alimentação e a materiais do evento. Para quem desejar, será oferecida hospedagem em casa de família, com custo zero, o que deverá ser informado no ato da inscrição.

O seminário será voltado a jovens ligados aos diversos campos da bioética: saúde, educação, direito, filosofia, psicologia, ciências sociais etc.

Já estão confirmadas as presenças de Dom Fernando Chomali, da Pontifícia Universidade Católica do Chile; Frei Antônio Moser e Dra. Lenise Garcia, membros da Comissão de Bioética da CNBB; e de Dom Eduardo Pinheiro da Silva e Dom João carlos Petrini, presidentes, respectivamente, das comissões para a Juventude e para a Vida e Família.

As questões relacionadas à bioética tem ganhado cada vez mais relevância no Brasil. Recentemente houve a liberação, pelo Supremo Tribunal Federal, do aborto em casos de anencefalia e do uso de células-tronco embrionárias, além da geração por reprodução assistida de uma criança para ser doadora para a irmã. Além disso, uma comissão de juristas nomeada pelo Senado Federal decidiu propor o aumento de casos em que o aborto não será punido, incluindo a incapacidade psicológica da mãe. Diante de tantos desafios, fazem-se cada vez mais atuais as palavras do Papa Bento XVI:

“Convido-vos a seguir com particular atenção os problemas difíceis e complexos da bioética. As novas tecnologias biomédicas interessam não somente a alguns médicos e pesquisadores especializados, mas são divulgadas através dos modernos meios de comunicação social, provocando esperanças e interrogações em setores sempre mais vastos da sociedade”.

Seguindo esse chamamento, as duas comissões da CNBB começam a preparação do Seminário de Juventude e Bioética. O evento é mais um passo de preparação para a Jornada Mundial da Juventude Rio 2013. Mais informações sobre a programação  serão dadas no site dos Jovens Conectados.

Serviço:

Seminário Nacional Juventude e Bioética – clique para se inscrever

Tema: Os desafios da Bioética e o protegonismo do Jovem Católico

Iluminação Bíblica: “Escolhe, pois, a vida” (Dt 30,19)

Data: 13 a 15 de julho

Local: Centro Educacional Maria Auxiliadora (Cema) – 702 Sul, Brasília, DF

Fonte: Jovens conectados

Mons. Sanahuja: “estamos diante de uma revolução semântica”

No dia 23 de maio o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira promoveu mais um importante evento na capital paulista. O palestrante, Mons. Juan Carlos Sanahuja, veio da Argentina para alertar ao público brasileiro sobre a ameaça da nova religião universal imposta pela ONU.

Dr. Plinio Xavier da Silveira abriu da conferência, em nome do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira,  e o Cel. Paes de Lira fez a apresentação do palestrante e do tema com a leitura do prefácio que escreveu para o livro de Mons. Sanahuja, lançado no evento: Poder global e religião universal.

O sacerdote argentino denunciou uma importante arma da guerra psicológica para a implantação de uma nova moral: a “revolução semântica”, que visa a confundir e embaralhar o significado das palavras, utilizando certos termos conhecidos, mas dando a eles um sentido diverso do original para assim induzir suas vítimas a uma baldeação ideológica inadvertida (Cfr. Baldeação ideológica inadvertida e diálogo, de Plinio Corrêa de Oliveira).

A palavra família, por exemplo, tão simpática a todos, embora conste em documentos da ONU, é entendida no vocabulário revolucionário não como uma instituição constituída entre um homem e uma mulher e seus respectivos filhos, mas como qualquer coabitação entre duas pessoas, mesmo sendo ambas do mesmo sexo, para relações sexuais.

A revolução semântica, mostra Mons. Sanahuja, é uma verdadeira invasão das consciências. O “novo poder global” pretendido pela ONU visa a imposição de uma nova moral ao mundo inteiro. A aceitação da prática homossexual, do aborto, da anticoncepção e dos assim chamados direitos sexuais e reprodutivos são temas sensíveis e indiscutíveis para a nova moral.

“O novo poder global precisa de uma religião universal”, afirmou Mons. Sanahuja apontando que a conferência Millennium World Peace Summit of Religious and Spiritual Leaders [Cúpula do Milênio de Líderes Religiosos e Espirituais  pela Paz Mundial] , ocorrida em Nova Iorque, em agosto de 2.000, realizada pela ONU, se manifestou contra as religiões “dogmáticas”, como portadoras do “fundamentalismo”.

Segundo dados apresentados pelo conferencista, em reunião internacional preparatória para o Cairo+10 em 2004, intitulada “Direitos Sexuais e Reprodutivos, cultura e religião”, organizada pelo Fundo de Populações das Nações Unidas e pelo governo holandês, afirmava que foi “vital” intervir recursos humanos e fundos para “convencer aos líderes religiosos a democratizar seu discurso em matéria de direitos sexuais e reprodutivos”.

Um exemplo que chocou a todos foi o ocorrido com a Caritas Internacional que adotou esses objetivos da FPNU “como se não houvesse uma conduta católica multi-secular para ajudar os mais necessitados”, disse Mons. Sanahuja. Para ele, Caritas, organismo da Santa Sé, adotou essa posição através da secretaria-geral do órgão, Lesley-Anne Knight, uma queniana “teóloga” da libertação, que tomou posse do cargo por imposição das Caritas de países ricos. Na Argentina, as farmácias da Caritas distribuem anticonceptivos. Tal situação levou a Santa Sé, no dia 27 de abril, a determinar seu direito de veto na escolha dos indicados para os cargos administrativos.

No final, Mons. Sanahuja respondeu a perguntas e coube ao príncipe Dom Bertrand as palavras de encerramento, lembrando que o Brasil vai mar alto nessa Revolução para extinguir a verdadeira religião e os princípios católicos. Exemplificou com o Estatuto da Diversidade Sexual, que entre outras coisas pretende que o SUS pague as cirurgias de mudança de sexo, oferecendo tratamento hormonal com este fim para jovens… desde os 14 anos!

O Príncipe Imperial exortou todos a seguirem as palavras de Santo Antônio Maria Claret: A Dios rogando y con el mazo dando, o que, em tradução livre, significaria: “A Deus rezando, e com o tacape dando”. Segundo D. Bertrand, devemos rezar e envidar todos os esforços legais e pacíficos para impedir a imposição dessa nova religião atéia e ditatorial, que pretende colocar a Lei de Deus e a civilização cristã de cabeça para baixo.

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Anselm Grun pode estar espalhando teorias contrárias à doutrina da Igreja, afirmam alguns membros da Igreja

Vi a notícia abaixo e penso por bem reproduzi-la, visto que também tenho algumas ressalvas com alguns escritos do famoso monge escritor Anselm Grun. Em um de seus livros que li, vi uma quantidade enorme de frases relativistas que podem levar a interpretações contrárias à doutrina da Igreja. Além disso, alguns anos atrás, numa palestra em São Paulo, o citado autor elogiou a difusão da teologia da libertação, segundo ele, “tão presente nesta terra”. Esta afirmação está gravada em vídeo.

O diretor do grupo ACI, o jornalista Alejandro Bermúdez Rosell, afirmou que os ensinamentos difundidos pelo monge beneditino Anselm Grün são heréticas, pois vão contra a doutrina da Igreja, a qual não  “uma coisa menor ou opinável”.

Em seu podcast em espanhol chamado “Punto de vista” de 23 de maio, Bermúdez criticou que em suas conferências e livros, alguns deles traduzidos também ao português, Grün tenha reduzido as Sagradas Escrituras a “um manual de terapia psicológica”.

“O Pe. Grün, em vez de oferecer uma alternativa à auto-ajuda New Age ele se incorpora a ela”, indicou.

Bermúdez explicou que o problema não são as boas intenções ou a pessoa mesma de Anselm Grün, mas sim o monge que, através de seu ensino, está “empurrando a todos seus leitores por um caminho que apresentado como se fosse doutrina da Igreja quando completamente o contrário”.

O diretor do grupo ACI assinalou que, em sua interpretação de diversas passagens bíblicas do Antigo e do Novo testamento, o monge beneditino retira “todo sentido sobrenatural e religioso, pretendendo que estas sejam simplesmente metáforas psicológicas”.

O sacerdote jesuíta Gabino Tabossi também criticou a aproximação de Grün a diversas heresias e a teorias psicológicas contrárias ao ensino da Igreja.

Como exemplo, o Pe. Tabossi “assinalou que, em uma de suas obras, Grün considera a relação entre o Abraão e Isaac como “despótica e a que tem com Deus neurótica e fictícia”.

“Tal interpretação, além de psicologista, é pouco ecumênica: que não saibam nossos irmãos maiores que um católico tratou como doente e desequilibrado ao progenitor do judaísmo!”.

O Pe. Tabossi denunciou que o monge beneditino, em seus textos, “relativiza o catolicismo quando augura que a fidelidade à própria consciência, acima de qualquer religião, é caminho seguro para a salvação”.

O jesuíta também destacou que enquanto a Igreja ensina que Jesus sempre foi Deus, “a teologia do Grün ensina ao parecer que Jesus foi se fazendo Deus sobre tudo a partir da iluminação que recebeu no dia de seu batismo“.

De acordo ao Pe. Tabossi, a ética do Pe. Grün ensina que “para salvar-se e ser feliz é preciso pecar, ou ao menos, fugir do desejo de erradicação daquilo que nossos preconceitos culturais consideram como condutas ‘anormais’”.

“Nosso autor acredita que o pecado original foi uma coisa necessária e louvável assim, depois dele, os primeiros pais puderam ‘conhecer o bem e o mal’, ganhar em consciência, aumentar a própria ciência moral”.

Por sua parte, o Arcebispo de La Plata, na Argentina, Dom Héctor Aguer, qualificou de “muito pernicioso” o ensinamento de Anselm Grün, por ser um eco da cultura New Age.

Dom Aguer indicou que toda a espiritualidade difundida por Grün está apoiada nas teorias da psicanálise de Carl Jung, abundantes em gnosticismo.

Para o Prelado argentino, o trabalho do monge beneditino “uma espécie de transcrição pseudoespiritual da simbologia de Jung. Isso vai acabar mal”.