A Bíblia e os gays

O artigo abaixo escrito por “Frei” Betto revela a grande ignorância deste “teólogo” da libertação em relação ao homossexualismo e à Bíblia.

Primeiro, ele afirma que ninguém escolhe ser homo ou hetero, mas a pessoa nasce assim (ideia refutada por vários psiquiatras, como exemplo cito Van Ardweeg – psiquiatra holandês que trata pessoas com problemas na identificação sexual. Segundo o psiquiatra, o homossexualismo se desenvolve devido ao ambiente).

Depois, ele alega o grande número de homossexuais mortos no Brasil por causa da discriminação. Fato que não é sempre comprovado, porque as causas da morte de um homossexual nem sempre são por causa de discriminação, mas por envolvimento com drogas, relacionamentos conturbados, brigas, etc. Falar que toda morte de um homossexual é por discriminação é uma ignorância tremenda!

Além  destas afirmações errôneas, o autor ainda usa a Palavra de Deus para defender o que é indefensável: para ele, se o amor vem de Deus, porque ignorar o amor entre pessoas do mesmo sexo? Ora, se esse raciocínio estivesse correto, afirmar “eu matei fulano de tal porque a amo” seria plenamente aceitável, visto que o que motivou um indivíduo ao homicídio é o amor. O amor que leva a matar teve origem em Deus? Não seria uma forma errada de amar? Podemos concluir que o amor entre pessoas do mesmo sexo é uma forma errada de amar. O amor dado ou recebido por qualquer ser humano é algo legítimo e bom, mas o suposto amor entre pessoas do mesmo sexo é uma forma não acertada de dar e de receber amor. Não seria talvez um egoísmo?

Por fim, vale lembrar que todo teólogo deve ter uma hermenêutica de interpretação da Bíblia segundo o magistério da Igreja e a Igreja sempre viu que a prática homossexual é algo que desvirtua o caráter do ser humano, fecha o ser humano à vida e procriação e peca gravemente contra o 6º mandamento. Ou seja, este “teólogo” nã está em sintonia com o ensino tradicional da Igreja em 2000 anos, portanto não merece ser ouvido por aqueles que são católicos. Ele é um herege!

 

É no mínimo surpreendente constatar as pressões sobre o Senado para evitar a lei que criminaliza a homofobia. Sofrem de amnésia os que insistem em segregar, discriminar, satanizar e condenar os casais homoafetivos. No tempo de Jesus, os segregados eram os pagãos, os doentes, os que exerciam determinadas atividades profissionais, como açougueiros e fiscais de renda. Com todos esses Jesus teve uma atitude inclusiva. Mais tarde, vitimizaram indígenas, negros, hereges e judeus. Hoje, homossexuais, muçulmanos e migrantes pobres (incluídas as “pessoas diferenciadas”…).

Relações entre pessoas do mesmo sexo ainda são ilegais em mais de 80 nações. Em alguns países islâmicos elas são punidas com castigos físicos ou pena de morte (Arábia Saudita, Irã, Emirados Árabes Unidos, Iêmen, Nigéria etc). No 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, em 2008, 27 países-membros da União Europeia assinaram resolução à ONU pela “despenalização universal da homossexualidade”.

A Igreja Católica deu um pequeno passo adiante ao incluir no seu catecismo a exigência de se evitar qualquer discriminação a homossexuais. No entanto, silenciam as autoridades eclesiásticas quando se trata de se pronunciar contra a homofobia. E, no entanto, se escutou sua discordância à decisão do STF ao aprovar o direito de união civil dos homoafetivos.

Ninguém escolhe ser homo ou heterossexual. A pessoa nasce assim. E, à luz do Evangelho, a Igreja não tem o direito de encarar ninguém como homo ou hetero, e sim como filho de Deus, chamado à comunhão com Ele e com o próximo, destinatário da graça divina.

São alarmantes os índices de agressões e assassinatos de homossexuais no Brasil. A urgência de uma lei contra a violência simbólica, que instaura procedimento social e fomenta a cultura da satanização.

A Igreja Católica já não condena homossexuais, mas impede que eles manifestem o seu amor por pessoas do mesmo sexo. Ora, todo amor não decorre de Deus? Não diz a Carta de João (I,7) que “quem ama conhece a Deus” (observe que João não diz que quem conhece a Deus ama…).

Por que fingir ignorar que o amor exige união e querer que essa união permaneça à margem da lei? No matrimônio são os noivos os verdadeiros ministros. E não o padre, como muitos imaginam. Pode a teologia negar a essencial sacramentalidade da união de duas pessoas que se amam, ainda que do mesmo sexo?

Ora, direis, ouvir a Bíblia! Sim, no contexto patriarcal em que foi escrita seria estranho aprovar o homossexualismo. Mas muitas passagens o subtendem, como o amor entre Davi por Jônatas (I Samuel 18), o centurião romano interessado na cura de seu servo (Lucas 7) e os “eunucos de nascença” (Mateus 19). E a tomar a Bíblia literalmente, teríamos que passar ao fio da espada todos que professam crenças diferentes da nossa e odiar pai e mãe para verdadeiramente seguir a Jesus.

Há que passar da hermenêutica singularizadora para a hermenêutica pluralizadora. Ontem, a Igreja Católica acusava os judeus de assassinos de Jesus; condenava ao limbo crianças mortas sem batismo; considerava legítima a escravidão;e censurava o empréstimo a juros. Por que excluir casais homoafetivos de direitos civis e religiosos?

Pecado é aceitar os mecanismos de exclusão e selecionar seres humanos por fatores biológicos, raciais, étnicos ou sexuais. Todos são filhos amados por Deus. Todos têm como vocação essencial amar e ser amados. A lei é feita para a pessoa, insiste Jesus, e não a pessoa para a lei.

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Sobre catolicosconservadores
Casado, advogado, católico.

One Response to A Bíblia e os gays

  1. Márcia Lemos Nunes says:

    Este Beto não é frei há muitos e muitos anos! Ele é um político, somente isto! Irrelevante!

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