“Lei da homofobia” pode ser votada semana que vem

Adaptação do texto do http://foraplc.blogspot.com
 
Segundo notícias da blogosfera, o senador Paulo Paim (PT-RS) defendeu nesta terça-feira (29), na audiência pública realizada no Senado sobre   lei que criminaliza a homofobia (PLC 122/2006), o desejo de que ela seja votada semana que vem na Comissão de Direitos Humanos.
 
Foram convidados para a audiência o presidente o presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Raymundo Damasceno Assis, os pastores Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, e Wilton Costa, presidente da Frente Nacional Cristã de Ação Social e Política (Fenasp), além do  presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante.
 
Wilton Costa alegou que existe um “debate falso” quando se trata da lei da homofobia. Para ele, o que se crer criminalizar é a  fé das pessoas e a garantia de liberdade religiosa.
– Nós temos pontuado, ao longo dos anos, todas as fragilidades do processo, todos os vícios inconstitucionais. Aqui no Senado é que temos encontrado a oportunidade de fazer o debate amplo e é importante que todos sejam ouvidos. O nosso apelo a essa comissão é que rejeite de fato o PLC 122 – afirmou o pastor, que prometeu entregar à CDH uma relação de entidades do movimento gay que recebem dinheiro público.
 
Mas o maior destaque se deve dar ao pastor Silas Malafaia, que não poupou críticas ao movimento pró-homossexualismo, chamando os ativistas gays  de “parasitas do Estado”, se referindo ao dinheiro público que as ONGs pró-homossexualismo recebem do Governo. “A minha instituição é bancada por quem acredita em mim, mas eles são parasitas do Estado”, momento em que foi aplaudido por alguns presentes.
Ele também lamentou a ausência dos demais convidados, dos movimentos homossexuais e de Marta Suplicy.
Eu gostaria de dizer que não estamos precisando da ajuda dela [Marta] para ter liberdade religiosa e de expressão. Ah, que pena que ela não está aqui. Eu gosto de falar é na cara, não mando recado – assinalou.
 
Ouvida pela Agência Senado, Marta disse que, na hora da audiência, estava presidindo a sessão plenária. De qualquer forma, acrescentou, não esperava nenhum argumento novo dos grupos contrários ao PLC 122/2006.
– Eu estudo esse tema há mais de 20 anos e sabia que seria difícil [surgir] um argumento novo, como efetivamente não surgiu – disse a senadora. Sobre a possibilidade de votação do projeto já na próxima semana, Marta disse que “está conversando com Paim”.
 
Malafaia também repudiou a equiparação dos homossexuais aos negros, por exemplo, como parcela discriminada na sociedade. Segundo o pastor, diferentemente do que ocorre com outros grupos protegidos em lei, no caso do homossexualismo, trata-se de uma escolha comportamental.
O que é o homossexualismo? É um homem ou uma mulher, por determinação genética, e homossexual por preferência aprendida ou imposta. Não tem ordem cromossômica homossexual. Que paridade esses caras estão querendo? – questionou.
O pastor disse que, mantido o raciocínio, será preciso fazer leis para todos os comportamentos dos seres humanos. Segundo ele, os homossexuais querem ficar livres para acusar outras pessoas de serem homofóbicas.
Existe uma diferença entre criticar comportamento e discriminar pessoas. Eles querem dizer que a crítica ao comportamento é discriminação. Eu não quero privilégios para os evangélicos. Os que querem eliminar a discordância, amanhã podem querer eliminar os que discordam. Querem liberdade, mas não querem respeitar o direito dos outros. É o grupo social mais intolerante da pós-modernidade – afirmou.
 
O senador Magno Malta (PR-ES), contrário ao projeto de lei e autor do requerimento para realização da audiência com o senador Vicentinho Alves (PR-TO), afirmou perante os presentes- Eu não sou homofóbico. O sujeito que comete crime contra um homossexual nesse país é capaz também de espancar um deficiente físico, uma criança com síndrome de Down. O que devemos uns aos outros é o respeito. Toda discriminação é criminosa, está na Constituição, não há necessidade de criar uma casta especial no país. Se querem uma lei de qualquer jeito, vamos fazer uma que fale de intolerância – afirmou.
 
O senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) lamentou que os defensores do PLC 122/2006 não tenham comparecido à audiência pública. Ele afirmou que o discurso dos evangélicos não tem ódio, mas é veemente. Crivella disse duvidar que um homossexual seja expulso de qualquer igreja. – Nós somos cristãos, nós amamos com um amor que não é fingido, não é encoberto, não é o amor de quem quer fazer discurso para ganhar voto, para sair bem na fita, para agradar a imprensa – afirmou.
 
 
 
  
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Sobre catolicosconservadores
Casado, advogado, católico.

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