Canção Nova e os políticos

Há anos que a Comunidade Canção Nova é visada pelos políticos que, conhecendo o raio de influência da emissora, se aproximam dela com objetivo de angariar votos dos católicos. Vários políticos têm aparecido nos encontros e acampamentos realizados pela comunidade e transmitidos pela televisão.

Anos atrás, o ex-deputado Salvador Zimbaldi (não sei de que partido) andava pelos corredores da Canção Nova e, devido à sua presença “caridosa”, a Canção Nova quase entrou numa fria. O deputado queria doar  ambulâncias superfaturadas para a comunidade (ver a notícia aqui).

O deputado federal Gabriel Chalita (hoje PMDB, mas ex-PSB e ex-PSDB) sempre foi um homem presente na comunidade, visto que é nascido em Cachoeira Paulista, cidade onde está a sede da comunidade. O deputado é um grande colaborador da obra e quem tem aproximado a direção da Canção Nova com os políticos. Foi através dele, quando ainda Secretário de Educação de São Paulo, que a comunidade recebeu de doação do governador paulista uma fazenda de 87 hectares (ver aqui).

O problema é que vários políticos que se aproximam da comunidade católica se dizem cristãos, mas pregam ou vivem uma moral política diferente da moral católica. Claro, isso escandaliza os fiéis que pensam mais ou menos assim: “como pode um homem deste estar na Canção Nova e defender o aborto, o casamento gay ou participar de esquemas de corrupção?” Não que estes (os políticos) não sejam homens falíveis, mas pelo menos deveriam dar exemplo na vida pública.

O  fato mais recente envolvendo a Canção Nova e um político foi a presença do deputado Edinho Silva, presidente do diretório estadual do PT em São Paulo. O deputado, ao lado do bispo de Jales – Dom Demétrio Valentini – se tornou apresentador do programa “Justiça e Paz” na TV católica, fato que desencadeou um enorme protesto entre os católicos, pois o dito deputado foi um dos responsáveis pela apreensão dos folhetos da regional sul I da CNBB nas eleições presidenciais de 2010 que alertava os católicos para não votar em candidatos que apoiavam o aborto, além de que ele havia manifestado recentemente apoio ao movimento GLBT por ocasião de uma passeata. Ressalte-se que o mesmo afirma em seu site ser um católico da teologia da libertação, a heresia condenada pelos Papa João Paulo II e Bento XVI por incorporar conteúdos marxistas.

Após a presença do então deputado no programa da TV Canção Nova, a quantidade de protestos solicitando a coerência da comunidade ganhou repercussão entre a blogosfera católica e chegou até ao blog do Reinaldo Azevedo. Fato que fez que Dom Benedito Beni, bispo da diocese de Lorena, intervisse e pedisse a retirada do deputado petista do programa. Diante disso, a direção da emissora resolveu retirar do ar todos os programas apresentados por políticos, desde o petista Edinho Silva até o deputado Gabriel Chalita, passando por Eros Biondini, Myriam Rios, Paulo Barbosa e Lu Alckimin.

É preciso ressaltar que até o Pontifício Conselho das Comunicações parabenizou a Canção Nova pela retirada dos políticos da grade de programação da emissora.

tuite-vaticano

É preciso ficar de olho nestes políticos oportunistas que usam da religião para proveito pessoal!

 

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Sobre catolicosconservadores
Casado, advogado, católico.

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