Papa pede missa participativa, mas não sentimental!

O Papa expressou hoje (18), numa entrevista dada no avião que o levava a Benin na África, que a liturgia seja participativa e não sentimental. Parece até que o Papa estava falando para o Brasil. Por quê? Porque, por aqui, nas últimas décadas, se valorizou demais na liturgia o aspecto sentimental. Se a missa é alegre, festiva, cheia de cantos, danças, é  uma missa boa, “gostosa de ir” – como dizem alguns. Há aqueles que dizem mais ou menos assim: “eu sei que há coisas erradas naquela missa, mas eu me sinto bem”. É a ditadura do “sentir-se bem”. Mas se a missa é uma missa “normal”, seguindo as rubricas do Missal Romano, é uma missa “fria”. É o que está acontecendo em nossas paróquias.

Há uma supervalorização do sentimento em detrimento do rito. Alguns padres, seduzidos por essa ideia, tem inventado coisas para colocar na Santa Missa. Alguns inventaram procissão do Santíssimo no meio da missa; outros (como eu já vi) rezam a oração eucarística de uma forma espontânea, improvisada (alguns cometem erros de português absurdos!) e tem aqueles que pulam leituras, orações na Santa Missa para incrementar com cantos e danças (se não pular, a missa fica muito demorada).

É hora de ouvir o Papa! Nós fiéis e todo o povo católico (padres e bispos) deveriam voltar à Santa Missa para participar do Sacrifício Eucarístico, da renovação/atualização do Sacrifício de Jesus e não ficarmos em busca do “sentir-se bem”. A missa, seja ela cantada, curta, longa é a renovação do Sacrifício de Cristo e para validade d´Ela não importa se eu sinto bem ou não, este sacrifício acontece.

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Sobre catolicosconservadores
Casado, advogado, católico.

One Response to Papa pede missa participativa, mas não sentimental!

  1. Isayas says:

    A SOLENE CELEBRAÇÃO DA SANTA MISSA DE SÃO PIO E MAUS EXEMPLOS DE OUTROS LOCAIS
    O mundanismo e a ditadura do relativismo infiltraram-se na Igreja sob vários disfarces, provenientes de interpretações proposital-fraudulentas do Vaticano II: sincretismos, “auês” religiosos, celebrações ruidosas, conotações protestantes, inclusive de músicas, tentativas nivelar ou até superiorizar o povo a Deus e muitas adaptações e interpretações pessoais e (ou) comunitárias secular-sectarizantes.
    É bom frisar que a Igreja possui sérias infiltrações da Internacional Socialista há décadas e outras sociedades secretas ensejando implodi-la; um dos subfrutos oriundos atuantes e nocivos dessas distorções é a Teologia(Heresia) da Libertação/Marxismo Cultural – TL/MC – que de teologia nada possui por imanentizar, socializar todo seu conteúdo transcendente e usá-lo de trampolim para atingir o socialismo-comunismo, sucedendo-o por meio de alguns membros ordenados apostasiados, os ex-freis Boff, Betto, etc., banalizando a doutrina e a liturgia, ainda implantando o materialismo-ateísmo na sociedade; mais uma da TL/MC é a dessacralização do Mistério Eucarístico na Santa Missa, transformando-o apenas em ceia fraterna comum, deixando de lado o respeito, devoção e recolhimentos, tão necessários à sacralidade, sacrificialidade do Memorial da Paixão e Morte incruento de Jesus na cruz.
    Ao acaso a SS Virgem Maria junto à cruz batia palmas, alegrava-se àquele momento, em tão dolorosíssima situação?
    Há, por sinal, muitos católicos de comportamentos superficiais, desvirtuados e alienados à fé, adeptos das seguintes idéias: gosto de ir a uma Missa animada…Cheia de situações atraentes… Um cantor e orquestra lindos… Que “Missa boa” do padre fulano, choro de emoção, isso é que é Missa! A do outro padre, nem me falem, monótona demais, cansativa…Parece que a fé(?) de alguns para existir e funcionar, tem de haver estímulos exteriores…
    Vejam abaixo o atual e oportuníssimo comentário do S. Padre Bento XVI da Carta Apostólica do S. Padre e Beato João Paulo II – Domenica Coena – datado de 24/02/1980.
    “A liturgia não é um show, um espetáculo que necessite de diretores geniais e de atores de talento. A liturgia não vive de surpresas simpáticas, de invenções cativantes, mas de repetições solenes. Não deve exprimir a atualidade e o seu efêmero, mas o mistério do Sagrado. Muitos pensaram e disseram que a liturgia deve ser feita por toda comunidade para ser realmente sua. É um modo de ver que levou a avaliar o seu sucesso em termos de eficácia espetacular, de entretenimento. Desse modo, porém , terminou por dispersar o propium litúrgico que não deriva daquilo que nós fazemos, mas, do fato que acontece. Algo que nós todos juntos não podemos, de modo algum, fazer. Na liturgia age uma força, um poder que nem mesmo a Igreja inteira pode atribuir-se: o que nela se manifesta é o absolutamente Outro que, através da comunidade chega até nós. Isto é, surgiu a impressão de que só haveria uma participação ativa onde houvesse uma atividade externa verificável: discursos, palavras, cantos, homilias, leituras, apertos de mão… Mas ficou no esquecimento que o Concílio inclui na actuosa participatio também o silêncio, que permite uma participação realmente profunda, pessoal, possibilitando a escuta interior da Palavra do Senhor. Ora desse silêncio, em certos ritos, não sobrou nenhum vestígio.

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