Santa Sé desmente rumor sobre renúncia de Bento XVI

Zenit.org – O porta-voz da Santa Sé considera que não tem fundamento algum o rumor divulgado neste domingo, segundo o qual Bento XVI estaria pensando em renunciar ao cumprir 85 anos, em abril de 2012.

Diante das perguntas dos jornalistas que acompanhavam o Pontífice em Freiburg, o Pe. Federico Lombardi SJ, diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, explicou que “a resistência do Papa nesta viagem fala eloquentemente da sua capacidade de enfrentar compromissos muito pesados”.

Na edição deste domingo, o jornal milanês Libero publicou um artigo de Antonio Socci, que faz circular rumores sobre uma possível futura renúncia do Papa, sem oferecer nenhuma fonte nem dado mais concreto.

Por este motivo, o Pe. Lombardi, com um sorriso, respondeu aos jornalistas: “Se Socci diz isso, é preciso perguntar-lhe de onde tirou esta informação. O que sabemos é o que o próprio Papa escreveu no livro ‘Luz do mundo’. Não tenho outras informações”.

Na entrevista “Luz do mundo”, publicada em 2010, em resposta ao jornalista Peter Seewald, Bento XVI declarou: “Se o Papa chega a reconhecer com clareza que, física, psíquica e mentalmente, já não pode suportar a carga do seu ofício, tem o direito e, em certas circunstâncias, também o dever de renunciar”.

Mas, no mesmo livro, o Papa acrescenta, falando das dificuldades da Igreja, em particular após a descoberta dos casos de pedofilia: “Se o perigo é grande, não se deve fugir dele. Por isso, certamente não é hora de renunciar. Justamente em um momento como este, é preciso permanecer firme e encarar a situação difícil. Esta é a minha concepção. Pode-se renunciar em um momento sereno ou quando a pessoa já não pode mais. Mas não se deve fugir no perigo e dizer: que outro faça isso”.

O Pe. Lombardi recordou que “o Papa está muito bem” e, “apesar de que a viagem tenha sido muito cansativa, ele a enfrentou muito bem. Do ponto de vista da saúde, esta viagem foi um autêntico êxito”.

A viagem que Bento XVI concluiu ontem à sua terra natal foi uma das mais intensas de todo o seu pontificado. Ele pronunciou 18 discursos e homilias – alguns deles históricos, tanto para a Alemanha como para a Igreja –, deu uma coletiva de imprensa e teve encontros com todos os representantes institucionais e religiosos da sua nação.

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