Crônicas de uma diocese do sul de Minas

A diocese da região cafeeira tinha um bispo muito ligado a uma corrente teológica dos tempos modernos. Este bispo implantou o “chip teológico” em quase todos os padres e seminaristas.

Numa dessas igrejas da diocese havia um padre, ou melhor um monsenhor que se opunha à nova teologia… Esse sacerdote havia estudado em Roma e sabia dos erros teológicos dessa nova teologia, ainda que a nova teologia tinha se espalhado pelo país tupiniquim alguns anos depois de sua ordenação. Mas erro é percebido desde longe,ainda que ele seja sutil.

Esse sacerdote morreu e deixou muitos frutos. A paróquia administrada por ele durante décadas, conservou a piedade cristã com a oração do terço, as devoções populares, a missa diária e a adoração eucarística.

A diocese mudou de bispo, um faleceu e este foi substituído pelo atual. O bispo, logo que assumiu, foi bajulado por vários sacerdotes e um deles, o padre administrador da paróquia daquele monsenhor, se tornou “amicus curiae” e obteve grande confiança do sr. bispo.

Acontece que após o falecimento daquele monsenhor naquela paróquia as coisas começaram a mudar. As missas continuaram solenes, com uma bela liturgia, mas com o tempo novos padres foram chegando… aquele que bajulava o bispo ficou como administrador daquela paróquia. Este gostava de algumas coisas daquele monsenhor falecido, mas algumas coisas precisavam ser “modernizadas”.

Começou a tirar as toalhas do altar, criticava aqueles que rezavam demais, implantou as mais “belas” pastorais e colocou à frente de cada pastoral alguém alinhado às suas ideias.

Quando um grupo resolveu investir na paróquia com adoração, encontros de oração, logo o padre deu um jeito de acabar com aquilo, porque ele não era o destaque nestes encontros.

Logo reapareceu outro grupo que queria a celebração da missa tridentina e aí sim, o padre enfureceu de vez. Disse que esse bando queria voltar ao latim, sendo que não sabiam nem mesmo o português. Criticou o atual papa dizendo que ele era “gaga”, ultrapassado, papa do concílio de trento e por aí vai. Por outro lado, exaltou um herege, Leonardo Boff, dizendo que esse seria até canonizado pela Igreja, pois era um santo. Na confissão, dava algumas orientações desorientadas…

Ele rechaçava qualquer possibilidade de uma celebração eucarística no rito tradicional, mas aceitava a missa afro num dia de festa famosa da cidade e ai de quem criticasse aquela missa.

Mas um dia esse padre revolucionário, que o povo tanto amava foi chamado para trabalhar ao lado do bispo. Agora sim, ele tinha todo o poder e começou a influenciar desde a sede do bispo naquela paróquia que ele havia deixado. Queria que os seus fãs fossem exigentes com os dois padres que ficaram no lugar e que agissem como ele. Como não estava conseguindo começou a pressionar os dois padres e agora esses padres estão à mercê do poder do super-padre. E quem poderá defender esses sacerdotes? Chapolim Colorado? Este não existe. O bispo diocesano? Este está nas mãos do presbítero. Só de Deus virá a solução!!!

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Sobre catolicosconservadores
Casado, advogado, católico.

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