As contradições do homem moderno

Bento XVI, quando ainda era Cardeal, num belíssimo discurso antes do conclave de 2005 que o elegeria Papa, disse que ” deixar-se levar ao sabor de qualquer vento de doutrina aparece como a única atitude à altura dos tempos atuais. Vai-se constituindo uma ditadura do relativismo que não reconhece nada como definitivo e que usa como critério último apenas o próprio ‘eu’ e os seus apetites”.

Nosso tempo é marcado pelos sabores de qualquer vento de doutrina e pelo relativismo moral. Chega mesmo a ser absurdo a defesa de algumas ideias e muitas, contraditórias. O homem moderno defende coisas indefensáveis e o pior, por não reconhecer nada como definitivo, é um ser profundamente contraditório.

 Por um lado vemos uma defesa exacerbad a favor da natureza e os mesmos que defendem a a vida do planeta, defendem o aborto (a morte dos inocentes).

Aqueles que defendem o homossexualismo, são os mesmos que acusam a Igreja quando veem religiosos homossexuais.

Os ideólogos do divórcio, do sexo sem compromisso, defendem o casamento dos homossexuais. Querem que os heterossexuais se “libertem” do sonho do casamento, apresentando-o como um inferno aqui na terra, mas defendem com unhas e dentes o casamento entre homossexuais.

Aqueles que aproveitam da Igreja para se promoverem, defendem a Igreja quando esta faz um discurso politicamente correto, mas a atacam quando esta fala a verdade que lhes desagrada.

Os homens dos direitos humanos defendem o ser humano até o extremo, mesmo quando alguns são merecedores de punições severas por causa de seus erros, são os mesmos que atacam o homem dizendo que ele é culpado do aquecimento global e da destruição da natureza.

Os “tolerantes” são aqueles que exigem que os cristãos sejam tolerantes com a esquerda, com os gays, com aqueles que divergem, mas quando chega a vez destes mesmos, são eles os mais intolerantes.

Chega-se a pensar: será que o homem moderno tornou-se contraditório, incoerente, louco? Deixamos de ser homens e nos tornamos animais irracionais?

 

Já dizia o incoerente Alexandre, o Grande: “A coerência é própria do caráter dos homens”, daí conclui-se que aquele que tem um discurso incoerente, na verdade é um mau caráter. O homem moderno revela-se deste modo um grande mau caráter. Talvez o homem moderno se tornou um mau caráter, porque antes de mentir para os outros, mente para si mesmo, não tem a coragem de se ver e finge ser aquilo que não é.

Que Cristo nos leve a conhecermos a nós mesmos e nos conhecendo, transcender de nós mesmos em busca daquele que é a Verdade.

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Sobre catolicosconservadores
Casado, advogado, católico.

One Response to As contradições do homem moderno

  1. eu achei interessante mas pouco informativo

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