Pe. Fábio, ex-padre Dalcides e suas heresias

O site http://extraecclesiamsalusnulla.blogspot.com/ fez um apanhado de heresias presentes nos livros de Pe. Fábio de Melo e do ex-padre Dalcides.

Nós católicos deveríamos ler com mais atenção os livros dos padres midiáticos, visto que, por fanatismo ou idolatria midiática, poderíamos deixar passar algumas ideias incompatíveis com a doutrina da Igreja. Adaptei o texto do site e coloco um resumo aqui:

 

Leia com atenção o trecho retirado da carta 2 página 15 do livro “Cartas entre amigos” do Pe. Fábio de Melo e Gabriel Chalita (novo peemedebista aliado de Dilma) e veja se não há um certo relativismo nas ideias:
 
“(…) Por isso não tenho receio de afirmar que o específico das religiões não consiste em responder às perguntas, mas em nos ensinar a conviver com elas. Na tentativa de resolver os conflitos que nos afligem, corremos o risco de atentar contra a sacralidade dos fatos. Dessa forma, deixamos de plantar as flores e insistimos em chorar sobre as pedras. Diante do sobrado demolido, Cora Coralina resolveu escrever o poema, pois sabia que as palavras poderiam resguardar o significado de tudo o que as pedras insistiam em sepultar. Gosto de compreender a ressurreição de Jesus da mesma forma. Diante da ausência sentida, a saudade fez o apóstolo intuir e proclamar: “Ele está no meio de nós!”. O grito nasce do reconhecimento da transformação acontecida. Eles não eram mais os mesmos. O sobrado crístico já estava erigido na alma de cada um. João, o homem que era chamado “filho do trovão”, o homem de temperamento difícil, revestia- se de docilidade. Pedro, o homem que mal sabia falar, o homem que foi frágil até o momento da morte do melhor amigo, estava mergulhado numa coragem invejável. Eles se olhavam e percebiam que Ele não havia ido embora, mas apenas modificara a forma de ficar.

Isso retira a necessidade que temos da materialidade da ressurreição. Não importa que haja um corpo encontrado ou um corpo desaparecido. (frase copiada do teólogo liberal Torres Queiruga) O que a ressurreição nos sugere é muito mais que um corpo material. O mais importante, e o que verdadeiramente pode mover o cristianismo no tempo, não está na prova material da ressurreição, mesmo porque não a temos. O que possuímos, e isso ninguém pode contestar, é o fato de que os discípulos nunca mais foram os mesmos depois da vida, morte e ressurreição de Jesus (se não tem corpo, cadê ressurreição? – comentário meu). A declaração cristã “Ele está no meio de nós!” nos assegura a continuidade do plantio das flores. Onde existir um ser humano comprometido com as palavras e a proposta de Jesus, lá Ele estará presente. Isso não é lindo, meu amigo? Teilhard de Chardin, teólogo jesuíta, chamava isso de “cristificação do universo”. Esta mística nos permite uma aproximação ainda mais interessante da eucaristia, acontecimento ritual que nós, católicos, chamamos de “presença real de Cristo”. O que é a presença real? A matéria consagrada? O pão e o vinho somente? Não. Juntamente com as duas substâncias está o bonito e sugestivo significado da ausência. A comunidade que celebra, enquanto celebra, prepara a chegada do que vai voltar. A volta de Jesus não é apenas um acontecimento escatológico, reservado ao final dos tempos, mas induz a comunidade a um comprometimento histórico com as dores do mundo. Jürgen Moltmann, grande teólogo alemão contemporâneo, aprofunda de maneira muito preciosa o conceito de esperança. Segundo ele, a esperança cristã é sempre operante, porque nos mobiliza a atualizar no tempo a presença do esperado.Com isso, podemos saborear a espera. Ao socorrer os necessitados, podemos antecipar a volta de Jesus. Ao consolar o coração de uma mulher que perdeu um filho, e com ela sendo solidários, podemos dar início ao processo de sua cura.Isso também é celebrar o mistério eucarístico. É deitar a toalha branca sobre o altar do coração humano, reconhecendo nele a dor que precisa ser redimida, e elevá-lo, em prece, aos céus. É a ausência humana sendo curada através da presença comprometida, movida por uma esperança operante, que encontra motivos para continuar na celebração sacramental que nasceu da ausência sentida.O motivo da última ceia foi a preparação da ausência. Foi a oportunidade que Jesus teve de sacramentar em seus discípulos a coragem da continuidade. Nada mais bonito que preparar a ausência com um jantar entre amigos. O prato principal não era material. Do que eles precisavam era aprender a mística do alimento. Nós nos transformamos no que comemos. O que Jesus propunha não era um ritual de antropofagia. Comer e beber juntos significa estarmos comprometidos. O banquete não é lugar para saciar somente a fome do corpo, mas também a fome da alma. Ao estar com os que amo para me alimentar, de alguma forma eu os trago para dentro de mim.Ao interpretar a transcendência do amor interpessoal, o filósofo Gabriel Marcel intuiu que amar consiste em olhar o amado nos olhos e dizer: “Tu não morrerás jamais!”. Ele pode ter aprendido isso ao contemplar a última ceia. Cora Coralina disse a mesma coisa, mas com palavras diferentes, que você citou em sua carta: “Não morre aquele que deixou na terra a melodia de seu cântico, na música de seus versos”.O amor nos socorre do esquecimento. Retira o poder definitivo da lápide, porque sobrevive na continuidade do que plantamos. Por isso a ausência é lugar de encontro. Basta exercer a força da visão poética, a via que costuma salvar o mundo de seus desesperos e ruínas.Uma bonita expressão atribuída a São João da Cruz, o grande místico cristão, nos diz que “o que podemos conhecer de Deus são as pegadas de sua ausência”, uma frase que desconcerta os religiosos ávidos por sinais concretos. O que temos de Deus são vestígios. Por isso é tão importante não perder o desejo de procurar. Encontrar respostas é satisfação temporária. O bom mesmo é a investigação que nos mobiliza. As teologias nascem dessas ausências. É a partir delas que as teologias postulam as suas verdades, porque a ausência é uma categoria cheia de sugestões.Volto à eucaristia. O que celebramos e o que vemos é muito pouco perto de tudo o que verdadeiramente significa o rito. Não podemos materializar a eucaristia, retirando-a da totalidade de sua abrangência. Digo isso, meu amigo, porque reconheço suas dores como eucarísticas. Assim como foi também a dor de Hannah Arendt, de Cora Coralina e de tantos homens e mulheres que semearam o mundo de flores e sentido.Da mesma forma que não posso reduzir a eucaristia a um detalhe de sua totalidade, também não quero reduzir sua carta a uma simples resposta.Permita-me dizer que suas perguntas, nascidas de suas ausências, saudades e indignações, em vez de me provocarem o desejo de lhe responder, fomentaram em mim muito mais silêncios que palavras. O pouco que escrevo é apenas um modo que tenho de dividir o que creio sobre tantas coisas, e que por ventura entra no contexto de suas falas. Talvez eu não tenha respondido absolutamente nada. Não importa. O mais bonito de tudo isso é saber que suas palavras me fizeram pensar nos sobrados que já reconstruí dentro de mim. Ausências às quais aprendi a atribuir sentido. Sofrimentos que antes eram capazes de me sepultar e que agora me sugerem experiência de plantio de flores.O mais importante é que no sacramental desta carta pude recebê-lo em minha casa e a seu lado deitar a toalha branca sobre o altar dos nossos significados, para juntos repetirmos no tempo o que nele não cabe. A matéria que celebramos? Ainda não sei. Vou seguir o conselho do poeta. Vou conviver com ela e saborear o seu poder de silêncio, antes de encontrar as palavras que possam dizê-la ao mundo.Obrigado pela eucaristia que sua carta me permitiu celebrar. Confesso que, ao terminar a leitura, tive o ímpeto de repetir uma expressão ritual, aquela que assegura a sacralidade da palavra proferida: “Palavra da Salvação!”. No íntimo de meu coração, rezei dizendo: “Glória a Vós, Senhor!”.

Além do Pe. Fábio, outro livro que está em voga é o livro de Dalcides Biscalquim, ex-padre salesiano e ex-apresentador de programa na TV Canção Nova. O ex-padre espargiu relativismo na sua entrevista no programa do Gabriel Chalita.

Só que é preciso ter cuidado (você pode ler, mas presta atenção) com os escritos de alguém que disse que depois de 10 anos de sacerdócio viu que não era feliz e que a sua escolha foi motivada por questões estéticas e, depois de 10 anos no ministério, realizou o sonho que ele tinha antes de ser ordenado: o matrimônio. Quer dizer então, que se eu estiver casado há 10 anos e falar que escolhi a vocação errada, posso voltar atrás e ser sacerdote, religioso ou celibatário? Queria eu entender melhor esse negócio. 

 

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Sobre catolicosconservadores
Casado, advogado, católico.

14 Responses to Pe. Fábio, ex-padre Dalcides e suas heresias

  1. só pra começar… que falta de vergonha na cara do Pe. Fábio de Melo! O Chalita eu nem comento, é uma …, no pior sentido possível! Herege da TL! Tem a mentalidade do Boff e do ex-Frei Betto, que nem sei qual é o nome de verdade.
    Mas agora… Pe. Fábio… cria vergonha na cara! Lembre-se que é “Sacerdote do altíssimo!”.

    Já o caso do ex-padre é ainda pior. Já teve sua chance filho… abandonou a cruz de Cristo. É proibido de exercer ministérios na Igreja. Fica na sua. Coloque-se no seu lugar e não venha ensinar heresia.

    Lugar de palhaço é no circo! Não venham fazer da Igreja, corpo místico de Cristo, o seu picadeiro!

    • norma says:

      Irmão, sinto muito, ter que te dizer isso mais não seria melhor voce calar sua boca e respeitar as pessoas.o palhaço mesmo é voce,não falou nada de agradavel e ainda faltou com o respeito.pior que seja alguém, espere o julgamento do senhor! se voce não gosta dos catolicos conteha-se ao menos em respeita-los.São seres humanos capazes de fraquezas como voce com esta opiniao sem logica! Deus te transforme, e faça voce notar que todos nos somos fracos capazes de inumeras fraquezas, já que se acha tão santo na sua religião ore por eles e por mim também, porque apartir de hoje estarás na minhas orações, paz e bem!

      • marcelo says:

        carismatico hipocrita. ta tomando as dores de um sujeito que utiliza a imagem da Igreja para se promover. um suposto padre que esta levando muitas almas para o inferno. um lobo vestido de cordeiro. um apostata. Mostrando o quanto essa renovação carismatica esta corroendo a Igreja de dentro para fora. Deus tenha piedade da sua alma.

    • Francisco says:

      Confesso que nunca ninguem me olhou com tanto amor como O Ex. Pe. Dalcides, sou muito agradecido, aprendi muito com um olhar. Todo vazio que um ser humano sente é falta de Amor, falta de ser Amado, fui Amado por um olhar, se ele tá errado não sei, isso quem sabe é Deus, sei que um homem me ensinou amar os outros com um olhar, Sou um Homem Amado por Deus que não segue nada, mas que ama o Ser Humano.

      Irmãos não podemos julgar ninguem, pois nesse mundo não sabemos nada, creio que o amor nos levará pelo melhor, Se um dia olhar nos olhos do seu próximo veja amor, veja como foi o Senhor diante de Natanael:

      45. Filipe achou Natanael, e disse-lhe: Havemos achado aquele de quem Moisés escreveu na lei, e os profetas: Jesus de Nazaré, filho de José.
      46. Disse-lhe Natanael: Pode vir alguma coisa boa de Nazaré? Disse-lhe Filipe: Vem, e vê.
      47. Jesus viu Natanael vir ter com ele, e disse dele: Eis aqui um verdadeiro israelita, em quem não há dolo.
      48. Disse-lhe Natanael: De onde me conheces tu? Jesus respondeu, e disse-lhe: Antes que Filipe te chamasse, te vi eu, estando tu debaixo da figueira.
      49. Natanael respondeu, e disse-lhe: Rabi, tu és o Filho de Deus; tu és o Rei de Israel.
      50. Jesus respondeu, e disse-lhe: Porque te disse: Vi-te debaixo da figueira, crês? Coisas maiores do que estas verás.
      51. E disse-lhe: Na verdade, na verdade vos digo que daqui em diante vereis o céu aberto, e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem.

  2. Isa Silva says:

    Acho que ao invés de procurarmos detalhes nas palavras dos livros citados, deveríamos rezar mais pela nossa Igreja! Se formos olhar realmente as coisas erradas que ocorrem nela nos diversos cantos do mundo, simplesmente deixaríamos a religião. Mas é muito mais fácil criticar do que rezar, não é mesmo? Padre Fábio, por exemplo, tem feito muito mais cristãos católicos se aproximarem de sua Igreja do que muitos religiosos e leigos nas paróquias que não testemunham sua fé. Por isso, irmãos, criar um blog para ofender seus próprios irmãos de Igreja, isso pra mim é muito pior! Isso nos divide…daqui a pouco alguém vai querer fundar a Igreja Católica conservadora…isso é piada! Mesmo assim, peço a Deus por todos que preferem difundir o sentimentos de divisão entre cristãos!

  3. TEREZINHA DE JESUS ALMEIDA AZEVEDO says:

    ACHO QUE AS PESSOAS QUE ESCREVERAM TANTAS BOBAGENS É SOMENTE POR DESPEITO, PORQUE FALAR DE GABRIEL CHALITA DE
    PE. FABIO DE MELO E DALCIDES, TODOS PRECISAM LAVAR A BOCA COM
    PERFUME.
    AMO TODOS ELES.
    MORO EM SALVADO BAHIA.

  4. Quem somos nós para julgarmos alguém? Por acaso fazemos parte do tribunal eclesiástico do céu? Nossa igreja, assim como todas as outras são feitas de seres humanos. Como criaturas que somos temos nossas limitações não cabendo a nós o julgamento de nossos irmãos. Você que tanto critica faça a sua parte, cumpra a sua missão de cristão batizado. Acredito que pelo menos o batismo você que tanto critica tenha recebido. E é através do batismo que nos tornamos filhos de Deus e os filhos de Deus, não falam mal dos outros, não critica os seus irmãos; pelo contrário: ama e perdoa! Abraços. que Deus abençoe você……

  5. Antonio Passerini says:

    Sabe porque você não entende? Porque a sua infelicidade é tão grande que ultrapassa as palavras, quanta amargura!!!! Você é uma pessoa presa as regras, instituições, que sinto avisar Não são infaliveis!
    Meu filho a vida não é certa, ninguem tem certeza de nada, as pessoas erram, escolhem caminhos errados, aprendem, crescem se modificam. Nenhuma religião é dona da verdade, Jesus é amor!
    Procure fazer o bem principalmente a você mesmo, veja se é feliz, se é livre. Cresça, você vai descobrir o verdadeiro amor de Jesus.
    Deus te abençoe…
    Antonio

  6. Reginaldo Flozino de Souza says:

    Não é questão de julgar ou deixar de julgar…Essa gente anda propagando heresias e isso é intolerável.Quem defende os comunistas e ex -sacerdotes que não se colocam em seus lugares mostram-se “tolerantes” somente com esses lobos em pele de “cordeirinhos” e não “toleram ” aqueles que denunciam esses pecadores!Ora,se os justos se calarem “as pedras falarão”.Vocês “toleram tudo” menos ouvir a verdade” !Fábio de Melo ,Gabriel Chalita e tantos outros estão se esbaldando em cima da omissão dessa gente covarde!Parabéns ao redator por sinal muito corajoso!
    Meu sincero apoio,Reginaldo Flozino de Souza -Anápolis-Go

  7. Juliana says:

    Vocês tem que respeitar mais as pessoas e as suas escolhas. Acordem, a vida muda a sociedade e seus costumes principalmente mudam. Não peço que vocês concordem,apenas q deixem de ser tãp fundamentalistas a ponto de se fechar em um mundinho aonde cabe apenas a verdade cega de vocês. Entendo e respeito a opinião de vocês, mas vcs hão de concir q a RCC está trazendo mto + pessoas pra igreja principalmente os jovens…

  8. Karine magalhães says:

    Pe Fabio de melo ja me provou q é hipocrita.No seu programa na tv e em suas pregaçoes ele é incisivo,chega a ser grosseiro.Ja em suas apresentaçoes globais ao ser interrogado por Faustao e Jô Soares,fica todo bobo e ate meio molenga nas suas respostas.Deixei de assisti-lo

  9. Claudia says:

    nunca li tanta bobagem e desconhecimeto da palavra de Deus!
    hereges saõ vcs que julgam as pessoas em seus tribunais pessoais e colocam em nome de Deus! vcs são invejosos, julgadores do proximo, cobiçam o sucesso e a posiçao de vontade e liberdade dos outros! hipocritas que se vestem com a couraça de catolicos conservadores!!!!!devem conservar muitas perversões, suas aberraçoes da inquisição, suas pedofilias, e tantas outras blasfemias a Deus!
    QUE DEUS TENHA PIEDADE DE VCS!

  10. isabel says:

    Qual seria a resposta que jesus daria a todos esses questionamentos? reflitamos!!!

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