A nova estratégia mundial do aborto

Pe. Paulo Ricardo, grande defensor da fé e da vida, trouxe semana passada no programa Parresia um documento intitulado “a nova estratégia mundial do aborto” – documento este aprovado pelo Regional Sul I da CNBB.

O documento revela o plano internacional de grandes fundações multimilionárias na implantação da cultura da morte a nível mundial e agora lançando através do Brasil uma nova estratégia, qual seja, a política de redução de danos.

Você poderá assistir o programa do Pe. Paulo clicando aqui ou ler o teor inteiro do documento clicando aqui.

Faz-se necessária a divulgação do programa e do documento para que mais pessoas se conscientizem da gravidade do momento e do perigo um tanto maior que correm os nascituros.

Nova Ordem Mundial e os pilares do cristianismo

Nova Ordem Mundial, este foi o tema do programa do Padre Paulo Ricardo – Parresia – esta semana (15/08).

Vale a pena ver o que ele diz, mas é preciso já destacar que ele cita a defesa da vida, da família e do direito dos pais educarem seus filhos como pilares do cristianismo e como combate central que o Papa trava na atualidade. Ressalte-se também que é luta central do Papa porque é o grande ataque dos defensores da Nova Ordem Mundial e é por onde eles querem avançar para destruir a moral judaico-cristã, moral esta que moldou a sociedade ocidental.

Então, toda vez que alguém se levanta para defender a vida humana, desde a concepção até à morte natural; defender a família tradicional formada por um homem e uma mulher ou ainda para defender o direito que os pais têm para educar seus filhos, esta pessoa não está travando uma batalha só a nível espiritual (claro, a batalha começa por aí e é aí que se consegue a vitória), mas ele está entrando em luta contra todo um sistema que quer destruir a família, menosprezar a vida humana e tirar dos pais o direito de educar os filhos para entregá-los ao poder do Estado.

Por fim, gostaria de frisar: este tema não está em voga por causa da paranóia de alguns religiosos (como afirmam alguns ignorantes), mas porque ele é urgente e se nós, os cristãos, não fizermos nada, Deus virá no fim e nos perguntará “Onde está o teu irmão?”, como fez com Abel após o assassinato de Caim.

* Conheça as SERÍSSIMAS implicações para o Brasil se o anteprojeto do novo Código Penal Brasileiro FOR APROVADO COMO ESTÁ.

Entrevista com especialista em bioética, Pe. Helio Lucian

Por Thácio Siqueira

Para ajudar os católicos e pessoas de boa vontade do Brasil na reflexão sobre as implicações desse anteprojeto, ZENIT entrevistou o especialista em bioética, Pe. Hélio (para ler anterior entrevista com Pe. Hélio, sobre o aborto no Brasil clique aqui), membro da comissão de bioética da CNBB.

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Qual é a sua opinião sobre o Anteprojeto do Código Penal entregue ao Senado Federal recentemente? Houve participação de católicos preparados em todo o período de estudo e de debate sobre o anteprojeto? O governo se interessou realmente em fazer que a sociedade debatesse todos os pontos? Houve uma aceitação das propostas enviadas pela liderança da Igreja católica, dos cristãos no geral, e de todos os que são contrários ao aborto, como os espíritas e outros grupos?

PE.HELIO – Há que se falar, antes de qualquer coisa, da necessidade premente de um novo Código Penal no Brasil. O atual está defasado, tanto pela sua “idade” – já passa dos setenta anos – como pelo fato de que, desde a sua promulgação durante o “Estado Novo”, foram promulgadas ou outorgadas pelo menos outras três Constituições no Brasil (alguns consideram que foram quatro). Neste período, o Código atual foi sofrendo diversas emendas, perdendo sua unidade e, em alguns pontos, mantendo regulamentações que já não condizem às práticas atuais.

Também é necessário dizer que o texto do Anteprojeto para o novo Código Penal, apresentado pela comissão de juristas, é um texto claro, unitário e, em grande parte, em conformidade com a Constituição Cidadã de 1988.

Ainda que no seu conjunto seja um texto positivo, existem alguns pontos que contradizem tanto a nossa Carta Magna como a opinião da imensa maioria dos brasileiros. Sendo assim, minha preocupação em relação a este Anteprojeto é, em primeiro lugar, uma preocupação em sentido jurídico – um Código Penal não pode legislar afrontando a Constituição, criando ou eximindo de crime aquilo que a Carta Magna defende.

Em segundo lugar, preocupa-me que alguns valores próprios de uma sociedade tentem ser desrespeitados de modo quase despótico, ou seja, sem ampla consulta à sociedade. É verdade que havia um canal de sugestões no Senado no qual foram apresentadas aproximadamente 3.000 propostas, mas pergunto-me: quantas pessoas sabiam que o código penal estava sendo reelaborado e que são 3.000 sugestões para uma população de quase 200.000.000 de habitantes?

O que reivindico – até este ponto – não tem nenhuma conotação religiosa – peço apenas o respeito à Constituição e aos valores próprios de um povo.

Em terceiro lugar – mas não menos importante – preocupa-me que em um País de imensa maioria cristã, alguns valores defendidos pelo cristianismo possam ser simplesmente contrariados. Não se trata aqui de reivindicar a presença de católicos ou de outros cristãos na comissão de juristas, mas sim de defender que os valores cristãos – próprios da nossa sociedade – fossem respeitados. Certamente a laicidade do Estado não pode ser confundida com um laicismo. A laicidade separa o Estado da religião enquanto o laicismo nega todos os valores de uma sociedade.

Finalmente, é bom lembrar que as falhas do Anteprojeto não se referem apenas às questões ligadas à vida – como o aborto e a eutanásia – mas também a outras questões importantes como, por exemplo, o uso de drogas e a aceitação de um terrorismo bom.

Ainda há algo a ser feito ou podemos dizer que a proposta atual é a proposta que vai permanecer?

PE.HELIO – Certamente há ainda muito a ser feito. O Anteprojeto do Código Penal, como diz o próprio nome, não é ainda nem mesmo o projeto que será submetido a votação. Agora é o momento de juristas competentes enviarem emendas ao texto. Este é o momento também da sociedade exercer sua função dentro da democracia – explicando aos amigos o que está em jogo, usando a mídia, as redes sociais, os e-mails, entre outros meios, para que não aceitemos, passivamente, que mudem a nossa sociedade naquilo que não estamos de acordo.

Um modo de nos fazer ouvir também seria enviar e-mails aos Senadores e Deputados, manifestando a nossa opinião através de argumentos racionais – se um ou dois enviam, não surtirá efeito, mas se uma grande porcentagem da população começa a escrever, com certeza nos ouvirão.

O direito não é filho do céu. É um produto cultural e histórico da evolução humana”, frase de Tobias Barreto, que se encontra no cabeçalho da apresentação do Anteprojeto assinado pelo Relator Geral. Essa frase, não mostra a raiz do problema do direito na nossa época contemporânea, que elimina a existência de um direito natural? E que autoriza, de certa forma, as sociedades a inventarem as suas normas de conduta, de acordo com os interesses do momento?

PE.HELIO – De fato, infelizmente, uma parte dos juristas brasileiros interpreta a justiça de um modo puramente positivo. Segundo estes, o que define o certo e o errado é apenas aquilo que está escrito na lei, mas esta não corresponderia a nenhuma natureza humana, ou seja, não expressaria, em forma de lei, o modo como o homem é de fato. É lógico que a expressão da natureza humana pode dar-se de distintos modos ao longo da história – e isso também deve ser contemplado pelo ordenamento jurídico – mas não será a cultura quem configurará o modo de ser do homem. Consequentemente, as leis devem expressar este modo de ser – o matrimônio, a defesa da vida, a busca do bem comum, são elementos que transcendem a cultura, pois pertencem ao homem em si mesmo.

Mas antes de falar desta crise do direito natural é necessário falar da crise da “verdade”. Parece que, em alguns ambientes, a “verdade” deixou de existir – expressões típicas como “você tem a sua verdade e eu tenho a minha”, demonstram tal crise. É certo que podemos ver a realidade desde distintas perspectivas, mas um dos princípios mais básicos da racionalidade humana é o princípio da não contradição – uma coisa não pode “ser” e “não ser” ao mesmo tempo. Um exemplo mais simples: se chegarmos a um consenso absoluto – 100% dos votos – de que uma vaca é um cavalo, não converteremos a vaca em cavalo. As coisas existem na realidade e podemos alcançar o conhecimento delas ou não, mas jamais podemos alcançar duas verdades contraditórias sobre a mesma realidade: a vaca não pode ser vaca e cavalo ao mesmo tempo. Isso nos leva àquilo que o Papa chamou de “ditadura do relativismo” – não se pode impor nada a não ser a absoluta necessidade de ser relativista. Todos os que disserem conhecer uma “verdade” são considerados totalitaristas ou fundamentalistas.

Parte da nossa cultura jurídica sofre também deste mal: segundo esta cultura, seria necessário fazer um ordenamento jurídico que não possua “verdades”, mas apenas normas. Seria a norma que converteria a realidade em “verdade”. A “marcha da maconha”, ainda induzindo às drogas e incentivando o tráfico, é “liberdade de expressão” – segundo o Anteprojeto do Código Penal até mesmo o consumo pessoal de qualquer droga é lícito – enquanto defender a vida de um feto é um desrespeito à liberdade individual.

Desta crise da “verdade” nasce a crise do direito natural. Se não existe “verdade” não pode existir um verdadeiro modo de ser do homem. Sendo assim, todas as liberdades devem ser respeitadas, ainda que destruam a sociedade. A “liberdade” tomou o lugar da “verdade” – e não uma liberdade que busca o bem, mas uma simples liberdade de escolha. Esquecemos que o que deve guiar a sociedade é a busca do bem comum e não a busca dos bens individuais – e assim deixamos de ser uma sociedade fraterna e nos convertemos, como diria Hobbes, em lobos para os outros lobos.

No Anteprojeto, no art. 128, inciso IV fala-se da descriminalização do aborto quando a mulher, até a décima semana, quiser abortar, seguindo o parecer de um psicólogo. É lícito, moralmente falando, que uma mulher decida pela vida do seu filho? A lei tem o poder de definir isso? Não será injusto deixar para a mãe a decisão, principalmente na hora da fraqueza?

PE.HELIO – É necessário, primeiro, distinguir o texto escrito da intenção dada ao artigo – deixemos de lado se a confusão textual foi colocada de modo proposital ou não. O texto mencionado diz que o aborto, até a décima segunda semana de gestação (aproximadamente três meses), não poderia ser punido “quando o médico ou psicólogo constatar que a mulher não apresenta condições psicológicas de arcar com a maternidade”. Segundo o texto, o aborto não seria mais punido, pois se alguém decide abortar, é lógico que se sente – psicologicamente – incapaz de arcar com a maternidade. A Espanha, em 1983, aprovou o aborto com um texto bastante similar a este. As clínicas de aborto tinham psicólogos contratados somente para assinar os prontuários, sem nem mesmo conversar com as mães.

Por outro lado, o Anteprojeto apresenta na justificação do mesmo artigo e inciso – tal justificação não faz parte do texto oficial – que esta despenalização abordada no texto refere-se apenas a “estados psicológicos mórbidos, como a adicção por entorpecentes”. Parece-me que a comissão de juristas é suficientemente competente para redatar – se assim o quisesse – o texto do inciso de forma clara, contemplando somente esta intenção explicitada na justificação. Além disso, mesmo que o texto fosse claro para contemplar somente estes casos citados, não se poderia, nem deveria tomar tal decisão sem uma ampla consulta à sociedade, sendo esse um tema tão sensível aos brasileiros.

Além do aborto, o senhor referia outros problemas também incluídos no Anteprojeto. Quais seriam estes problema?

PE.HELIO – De fato, além da liberação, na prática, do aborto, o Anteprojeto apresenta outros problemas. Não pretendo ser exaustivo, mas para citar alguns, podemos falar dos problemas relativos à eutanásia, à liberação do consumo de drogas e à despenalização de algumas atividades terroristas.

O art. 122 do Anteprojeto apresenta a prática da eutanásia – definida pelo Anteprojeto como “matar, por piedade ou compaixão, paciente em estado terminal, imputável e maior, a seu pedido, para abreviar-lhe sofrimento físico insuportável em razão de doença grave” – como um crime diferente ao do homicídio, reduzindo a pena do mesmo. É verdade que as circunstâncias dramáticas de algumas situações deveriam reduzir a pena de alguém que comete este tipo de homicídio, porém, matar a outra pessoa, ainda que por compaixão, não deixa de ser homicídio. Para deixar claro o valor da vida e a gravidade do crime, o Anteprojeto poderia ter inserido a eutanásia dentro dos crimes de homicídio, incluindo-a apenas nos atenuantes da pena. Porém, o mais grave não é isso, mas sim que o Parágrafo Primeiro do mesmo artigo deixa ao juiz a possibilidade de não aplicar nenhuma pena para os casos de eutanásia, reduzindo dessa forma, o valor da vida, um dos bens primários previstos na Constituição.

Outro problema do Anteprojeto encontra-se no art. 212, Parágrafo Segundo, que exclui de crime a aquisição, armazenamento, transporte e cultivo de drogas para consumo próprio. Segundo o Anteprojeto, “presume-se a destinação da droga para uso pessoal quando a quantidade apreendida for suficiente para o consumo médio individual por cinco dias”. Não há dúvidas que o tráfico de drogas será favorecido com tal medida. Com o intuito de permitir, de um modo velado, o consumo de maconha – um dos verbos contemplados é o de “semear” e “colher”, claramente referidos a esta droga – o Anteprojeto parece esquecer que o tráfico obedece às regras de mercado: aumentando o consumo, aumentará também a oferta. Certamente os distribuidores de drogas jamais levarão consigo uma quantidade maior do que a “suficiente para o consumo médio individual por cinco dias”, e, deste modo, não incorrerão em crime.

Por fim, o Anteprojeto, tratando dos crimes de terrorismo, exclui de crime tais atividades quando movidas por “propósitos sociais ou com fins reivindicatórios” (art. 239, Parágrafo Sétimo). Certamente o limite dos meios utilizados para ser configurado ou não em crime será definido pelo juiz, mas, com esta lei, por exemplo, os jovens que tomaram a reitoria da USP no fim do ano passado, não teriam incorrido em crime algum. Como dissemos anteriormente, a exaltação da liberdade individual por cima do bem comum da população degrada a sociedade e mina a força da autoridade constituída.

Repito o que afirmei no começo desta entrevista – são muitos os pontos positivos do Anteprojeto, mas agora se faz necessário ressaltar as suas deficiências para que, enquanto ainda houver tempo, possamos solucioná-las de modo democrático.

Será que a proposta contida no Anteprojeto contempla a vontade de toda a população brasileira?

A resposta a esta pergunta corresponde, em parte, ao final do que foi dito na pergunta anterior: A maior parte do Anteprojeto contempla a vontade de toda a população brasileira, mas existem pontos complicados, que devem ser revistos e adaptados aos valores próprios da nossa sociedade.

Não podemos permitir que novamente – como vem ocorrendo nos últimos anos no Brasil – a opinião de pessoas que se creem “iluminadas” e com a “missão de iluminar” o ordenamento jurídico brasileiro, corrompam nossos valores e as opiniões da imensa maioria do povo brasileiro.

A Presidente Dilma e os passos para a legalização do aborto

Fonte: Site do Pe. Paulo Ricardo 

Nas últimas eleições presidenciais, quando a então candidata à presidência da República, Sra. Dilma Rousseff, viu as intenções de voto caírem vertiginosamente após a divulgação da sua posição favorável ao aborto, assinou um compromisso público, no qual firmou a obrigação de não modificar a legislação referente ao aborto. Com isso, conseguiu eleger-se, como é sabido.

Após ser eleita, de fato, a Sra. Dilma Rousseff não tentou modificar as leis que tipificam o aborto, porém, vem trabalhando com afinco e determinação para que o aborto seja implantado no país. Para isso, tem financiado organizações que têm como bandeira o trabalho para a legalização do aborto. Essas organizações lutam pelo que chamam de “direito da mulher” sobre o seu corpo.

Tanto é verdade que a Secretaria de Política para as Mulheres, capitaneada pela sra. Eleonora Menicucci, secretária com status de ministra de Estado, está dando quatro milhões e meio de dólares para as seguintes organizações:

  1. CFEMEA (http://www.cfemea.org.br/)
  2. INSTITUTO PATRÍCIA GALVÃO (http://www.agenciapatriciagalvao.org.br/)
  3. REDE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO (http://www.redeh.org.br/)
  4. COLETIVO LEILA DINIZ (http://www.coletivoleiladiniz.org/)
  5. INSTITUTO MULHER NEGRA (http://www.geledes.org.br/)
  6. CUNHÃ COLETIVA FEMINISTA (http://www.cunhanfeminista.org.br/)

A pergunta que não quer calar é a seguinte: qual a razão para que 4,5 milhões de dólares sejam dados para instituições que publicamente trabalham contra a vontade do povo brasileiro?

Somente duas opções podem ser aceitas, nesse caso:

  1. Ou a Sra. Dilma Rousseff, presidente da República, nada sabe sobre as ações da Secretária de Política para as Mulheres e, diante desta denúncia, irá tomar medidas coerentes com o seu compromisso firmado à época das eleições, destituindo peremptoriamente a Sra. Eleonora Menicucci, posto que suas ações não condizem com a palavra dada pela sra. Presidente;
  2. Ou a Sra. Presidente sabe exatamente o que está acontecendo na Secretaria de Política para as Mulheres, tem pleno conhecimento das ações da Sra. Eleonora Menicucci, as apoia e, portanto, irá calar-se, omitir-se diante da vontade da maioria esmagadora do povo brasileiro, mostrando com essa atitude que está ciente e de acordo com o que ocorre na referida Secretaria e no Ministério da Saúde.

Não existe uma terceira alternativa. O país está diante de fatos claros: o Governo Federal insiste em financiar organizações que historicamente já agiram de forma contrária à vontade da população.

A Frente Parlamentar Evangélica protocolou nesta semana, junto à Câmara dos Deputados, em Brasília, o Requerimento nº 2406/2012, assinado pelo Deputado Federal, Sr. João Campos e subscrito por mais vinte e seis parlamentares, solicitando ao Governo Federal que dê explicações detalhadas sobre o destino dado ao valor de 4,5 milhões de dólares (composto de 3 milhões de dolares recebidos da ONU-Mulheres e mais 1 milhão e meio do próprio governo Federal) e sobre o critério de escolha das organizações que estão recebendo parte desse montante.

Além desse requerimento específico, a mesma Frente Parlamentar endereçou um outro ao Sr. Alexandre Padilha, Ministro da Saúde, questionando acerca da norma técnica que permitirá a liberação comercial do medicamento abortivo conhecido como CITOTEC. Qualquer mulher que queira realizar um aborto será orientada pelo Sistema de Saúde – por meio de uma cartilha que está sendo preparada pelo MS – a adquirir este medicamento em qualquer farmácia e administrá-lo. Tão logo os primeiros sintomas apareçam deve encaminhar-se para um Posto de Saúde. O requerimento pede explicações sobre essa ação gravíssima do Ministério da Saúde, subordinado ao Governo Federal, que porá em risco a vida de milhões de bebês.

Incrível é que essa notícia não foi veiculada na grande mídia, nem mesmo no site da Câmara dos Deputados. Apesar do escândalo que esses atos do Governo representam, tais notícias não serão veiculadas na grande mídia. Caso queria inteirar-se, o cidadão deve recorrer ao Pravda (http://port.pravda.ru/news/russa/27-07-2012/33419-dilma_aborto-0/), veículo de comunicação ligado à Federação Russa. Esta é a censura que o país vive.

Colocar em prática a agenda abortista internacional não é algo que começou ontem. Pelo contrário, tão logo acabou o Governo Militar, organizações internacionais passaram a subvencionar institutos nacionais com o fim único de promover a legalização do aborto.

Recentemente, a Organização das Nações Unidas criou um órgão denominado ONU-Mulheres. Este organismo surgiu “a partir de um forte embasamento, pela fusão de quatro organizações da ONU com um sólido histórico de experiência em pesquisa, programas e ativismo em quase todos os países”. É interessante perceber como eles são claros ao exporem seus objetivos:

“A ONU Mulheres apoia os Estados-Membros da ONU no estabelecimento de padrões globais para alcançar a igualdade de gênero e trabalha junto aos governos e à sociedade civil para formular leis, políticas, programas e serviços necessários à implementação desses padrões. A ONU Mulheres coordena e promove o trabalho do Sistema ONU no avanço da igualdade de gênero.” http://www.onu.org.br/onu-no-brasil/onu-mulheres/

No documento chamado “O Progresso das Mulheres: em busca da justiça”, a ONU-Mulheres afirma na página 43: os comitês das Nações Unidas sobre os Direitos Humanos, sobre os Direitos Econômicos e sobre os Direitos das Crianças já declararam que estão preocupados pela legalização do aborto e exortaram várias vezes os Estados-membros que revisassem ou modificassem a legislação. Vários casos judiciais transcendentais confirmaram o direito das mulheres ao acesso a serviços de saúde reprodutivas, incluindo o aborto, em condições seguras. Ou seja, segundo este documento, o aborto é um direito reprodutivo das mulheres; existe jurisprudência para amparar esse postulado; mais que isso, se o Brasil não reconhecer o aborto como um direito, entrará para a lista de países que desrespeitam os direitos humanos.

Trata-se de um ataque frontal à soberania da Nação. Com esse documento, querem dizer como se deve pensar, em que se deve acreditar e como se deve legislar no Brasil. Isso é inadmissível. É um atentado à democracia brasileira. Fundações internacionais interferindo na maneira de se governar um país. E isso por meio do dinheiro, comprando posturas e subvencionando organizações nacionais para trabalharem contra a vontade da população.

Diante disso, incrivelmente existe um silêncio sepucral, nada se fala sobre o assunto na grande mídia. Não existe uma voz que se levante em defesa não só da soberania do país, mas em defesa da vida das crianças nos ventres maternos. Onde estão os defensores da vida, dos direitos humanos? Onde?

As crianças mortas, assassinadas pelas normas técnicas, pelo CITOTEC, pelo dinheiro dessas organizações internacionais são SILENCIOSAS. Não gritam, não podem defender-se e, por isso, todos fingem que nada está acontecendo. É mister que o povo apoie os Deputados e Senadores que estão chamando o Governo a dar explicações de seus atos. Não só isso, é preciso que cada cidadão se pronuncie, tome atitudes concretas diante desse flagelo que está se abatendo sobre o país.

Cada homem, mulher de boa vontade, independente da crença religiosa, raça ou partido político, mas que esteja disposto a por em risco fama, propriedade, nome, família e até mesmo a própria vida para defender essa geração de nascituros que está sendo ceifada, deve entrar em contato com o Senadores e Deputados, pedir satisfações ao Governo Federal. Saiba como fazer acessando os links abaixo.

A voz do povo deve ser ouvida. é preciso romper o silêncio sobre essa atrocidade que está em vias de ser legalizada. Sejamos nós as vozes daquelas crianças que estão correndo o risco iminente de serem assassinadas silenciosamente nos ventres maternos. Sejamos nós aqueles que gritam pelos nascituros, pelos fetos, pelas crianças, pela VIDA. Não podemos nos calar diante de tão eloquente silêncio e dor.

A fé dos primeiros cristãos de acordo com a fé da Igreja atual!

1) Considera agora qual deles é de maior valor: o pão dos anjos ou a Carne de Cristo, que é o corpo da vida.

Aquele maná vem do céu; este está acima do céu.
Aquele, do céu; este, do Senhor dos céus.
Aquele é corruptível, se guardado para o dia seguinte; este é totalmente imune de corrupção e quem o tomar piedosamente não poderá experimentar a corrupção.
Para aqueles brotou a água da pedra; para ti, o Sangue de Cristo.
Àqueles, por um momento, a água saciou; a ti o Sangue do Senhor refresca para sempre.
O povo antigo bebe e tem sede; tu, ao beberes, não podes mais sentir sede, pois, de fato, aquilo era sombra, enquanto isto é realidade
“. (Santo Ambrósio, século IV).

Eis, Amigos, a graça incomensurável dos sacramentos da Igreja, instituídos pelo Cristo nosso Deus: Eles nos dão de modo definitivo e real, nos gestos, palavras e símbolos do rito litúrgico, aquilo que era prefigurado na história do antigo povo de Deus! Sem liturgia não há cristianismo pleno e verdadeiro…

2) Coisa admirável o ter Deus feito chover o maná para sustentar com o alimento celeste os patriarcas. Por isso se disse: O homem comeu o pão dos anjos. No entanto, aqueles que comeram deste pão,todos eles morreram no deserto; o alimento, porém, que tu recebes, pão vivo que desceu do céu, comunica a substância da vida eterna e quem quer que dele comer não morrerá eternamente, pois é o corpo de Cristo.” (Santo Ambrósio, século IV).

Como pode um cristão pensar em ser fiel à fé da Igreja e das Escrituras negando uma convicção que provém dos primórdios da Igreja de Cristo, da fé mesma de nossos pais? Pense nisto!

3)‎”É realmente a verdadeira carne de Cristo que foi crucificada, sepultada; é verdadeiramente o sacramento desta carne. O próprio Senhor Jesus declara: Isto é o meu corpo.

Antes da bênção das palavras celestes era outra realidade; depois da consagração, entende-se o corpo.
Ele mesmo diz que é seu sangue.
Antes da consagração é outra coisa; depois da consagração, chama-se sangue.
E tu dizes: “Amém”; o que quer dizer: “É verdade”.
Confesse o nosso interior o que proclamam os lábios, sinta o afeto o que a palavra soa” (Santo Ambrósio de Milão, séc. IV).

4) ‎”Fixemos o olhar no sangue de Cristo e vejamos o quanto ele é precioso junto a Deus, Seu Pai, porque, derramado pela nossa salvação, levou a todo o mundo a graça do arrependimento” – São Clemente Romano – terceiro Sucessor de Pedro, séc. I.

5) ‎”Sei que sois bem dispostos com fé indefectível e credes plenamente no nosso Senhor. (Ele) por nós penetrado na carne por cravos – nós somos fruto desta bendita e divina paixão! – para elevar, com a Sua ressurreição, um estandarte pelos séculos e reunir no corpo uno da Sua Igreja o Seus santos e os Seus crentes. Ele suportou todos estes sofrimentos por nós, para que fôssemos salvos; e sofreu realmente, como realmente ressuscitou! Eu sei e creio que mesmo depois da ressurreição, Jesus Cristo era na carne. E quando Se aproximou daqueles que estavam ao redor de Pedro… tocaram-nO e, ao contato com a Sua carne e o Seu espírito, creram! Por isso eles desprezaram a morte e triunfaram sobre ela. Para associar-me à Sua paixão, eu suporto qualquer coisa!” – Santo Inácio da Antioquia, bispo do século I, morto devorado pelas feras por causa de Cristo Jesus.

Note:

(1) O santo mártir quer deixar claro que Jesus não é uma lenda: é real! Cremos a partir de fatos reais, de uma dolorosa paixão muito concreta e de uma ressurreição muito real! Num mundo de tantos mitos, cremos numa Realidade maravilhosa!

(2) Por terem visto e tocado de verdade e na verdade, nossos primeiros irmãos não tiveram medo das privações e da morte: por Cristo morto e ressuscitado enfrentaram todos os sofrimentos e triunfaram com Ele!

6) A água viva murmura dentro de mim e me diz: ‘Vem para o Pai!’ Não mais me deleitam o alimento corruptível nem os prazeres desta vida. Desejo o ‘pão de Deus’, aquele pão que é a Carne de Jesus Cristo, filho de Davi; quero por bebida o Seu Sangue, que é o amor incorruptível!“ – Santo Inácio – Bispo de Antioquia, séc. I.

Observe: (1) A água que murmura é o Espírito Santo, que nos atrai a Cristo e, por Ele, ao Pai, nossa última saudade. (2) Quanto mais o Espírito de Cristo age em nós, menos os “alimentos” deste mundo nos atraem, nos satisfazem. (3) O verdadeiro alimento, que sacia, que enche de paz e sentido é o Cristo, que teremos eternamente no Céu e, já agora, no sacramento do Seu Corpo real e verdadeiro de filho de Davi, humano, e do Seu Sangue derramado e entregue, sinal de um amor eterno e incorruptível, aquele amor pelo qual tanto ansiamos!

Conclusão

 Note, meu Amigo, como é belo ser católico: guardamos a mesmíssima fé, professada sem interrupção desde os primórdios: a nossa é a fé de Pedro e de Paulo, de Inácio de Antioquia, de Policarpo de Esmirna, de Irineu de Lião, de Lourenço, de Ambrósio, de Atanásio de Alexandria e de Agostinho de Hipona. É a fé que vem dos Apóstolos e subsistirá, pela assistência do Santo Espírito, até o fim dos tempos!

Dom Henrique Soares da Costa

Canção Nova dá bola fora de novo!

Compartilho com vocês o artigo de Everth Queiroz de Oliveira. Estou plenamente de acordo com tudo o que ele diz abaixo.

Antes de qualquer coisa, é bom adiantar que este blog não é contrário ao apostolado desenvolvido pela comunidade Canção Nova. As postagens que já fizemos sobre as recentes manifestações de respeito à sacralidade na Liturgia são prova disso. Recentemente, inclusive, Cachoeira Paulista acolheu a Santa Missa na Forma Extraordinária do Rito Romano, atitude digna de numerosos elogios.

Só que o problema da vez é político, novamente. Ano passado, após forte protesto vindo do que Edinho Silva (PT-SP) chamou de “setores mais conservadores da Igreja”, o programa “Justiça e Paz”, que seria apresentado pelo político petista, foi tirado do ar. Junto com o deputado, quem deixou a grade de programação da TV Canção Nova foi o deputado Gabriel Chalita, do PMDB – e esta, nas atuais condições, deve ser considerada outra grande vitória alcançada graças à reação dos católicos “conservadores”. A atitude tomada pelos dirigentes da comunidade carismática tinha uma intenção clara: afastar apresentadores que estivessem envolvidos com a política eleitoral. Tanto é verdade que não só Edinho e Chalita foram embora, como os deputados Eros Biondini e Myriam Rios.

Acontece que a saída do deputado Gabriel Chalita foi também – como já dito – uma grande vitória. E por quê? Porque, nas eleições presidenciais de 2010, Chalita fez aliança política com o partido que mais trabalhou para legalizar o aborto em nosso país – o Partido dos Trabalhadores. Durante toda a campanha, afirmou que estes católicos que condenavam a candidata Marta Suplicy ou a até então presidenciável Dilma, por serem favoráveis ao gayzismo e ao aborto, não passavam de mentirosos, cidadãos dispostos a disseminar o que ele chamou de “boataria”. E mesmo sendo amplamente documentados todos os “boatos” defendidos pelos “conservadores caluniadores”, o discurso do político paulista não teve mudança. Mais: recentemente, depois de já eleito deputado federal, Chalita defendeu publicamente o reconhecimento civil das uniões homossexuaisassunto que também já abordamos aqui. Mais uma vez, desafiou descaradamente a doutrina católica, ignorando uma declaração fundamental da Congregação para a Doutrina da Fé, “dando de ombros” para a palavra da Igreja, palavra do até então cardeal Joseph Ratzinger – hoje Papa Bento XVI.

Bom, este homem, que, apesar dos fatos já explanados, “enche a boca” para dizer nos meios de comunicação que é “católico”, foi afastado da TV Canção Nova. Mas, aparentemente, seus laços de amizade com a comunidade carismática não foram totalmente desfeitos. Pelo menos, é esta a mensagem que passa a foto abaixo, tirada durante o Acampamento PHN, que aconteceu neste fim de semana, em Cachoeira Paulista.

O candidato à Prefeitura da cidade de São Paulo aparece, na imagem, ao lado de alguns membros da comunidade Canção Nova, durante o que parece ser um momento de oração. E, ao lado do cantor Dunga, uma personagem nova: o ministro da Saúde do governo Dilma, Alexandre Padilha, o mesmo que já fez a proposta – nojenta – de credenciar mais 30 centros para o aborto “legal” no Brasil, até o final deste ano.

A pergunta é: o que estes dois senhores – um “católico” amante das honrarias do mundo e um mundano amante dos ensejos feministas – estão fazendo no palco do Rincão da Canção Nova? Qual é o real sentido desta palhaçada?

Comemoramos muito a saída de Edinho Silva e de Gabriel Chalita da programação desta TV católica. E não nos calaremos diante desta que pode ser uma nova tentativa de infiltrar nessa comunidade – que tem um belo trabalho de evangelização – as sementes do socialismo, do petismo abortista e do laicismo agressivo, inimigos da religião católica. Por isso, os católicos do Brasil exigem satisfações… Os amigos da Canção Nova pedem – com urgência – uma explicação.

Canção Nova acolhe missa tridentina

Compartilho com vocês o que acabei de ver: pela primeira vez, a Comunidade Canção Nova presenciou uma missa no rito extraordinário – missa tridentina. A Missa no rito antigo foi celebrada dia 15 de julh0/12, na Capela de Santa Rita (abaixo do Centro de Evangelização), pelo Pe. Demétrio Gomes.
Você poderá ver abaixo um trecho da homilia deste grande homem de Deus – Pe. Demétrio – na celebração da Santa Missa.

“Jesus está no chão”

Cardeal Burke fala sobre os abusos na celebração eucarística

Cardeal Burke adverte contra uso excessivo da concelebração.

Cardeal Raymond Burke

Cork, Ireland, Jul 10, 2012 | 01:42 pm CNA – Tradução: Fratres in Unum.com – O Cardeal Raymond Leo Burke acredita que o uso “excessivo” da concelebração — prática em que sacerdotes rezam a Missa coletivamente — pode resultar no obscurecimento de seu papel único na sagrada liturgia.

“Não creio que deveria haver um excessivo  estímulo à concelebração porque a norma é que o padre ofereça individualmente o Santo Sacrifício da Missa”, afirmou à CNA, em 9 de julho, o chefe do Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica.

“Se isso se repete tão frequentemente, pode-se desenvolver dentro dele um sentido de ser um dos participantes, e não realmente o sacerdote que está oferecendo a Missa”.

Um dos mais importantes prelados americanos da Igreja Católica falou à CNA instantes depois de discursar em uma conferência litúrgica internacional na cidade irlandesa de Cork. O evento de três dias, organizado pela Sociedade St. Colman para a Liturgia Católica, aprofundou o assunto “Celebrar a Eucaristia: Sacrifício e Comunhão”.

O Arcebispo emérito de St. Louis se preocupou com o fato de, considerando que a ação do sacerdote é distinta, ele “poder parecer estar participando da Missa da mesma maneira que a assembléia” se concelebra muito frequentemente. “Esse é o perigo que vejo na excessiva concelebração”, declarou.

As palavras de advertência do cardeal ecoam os comentários feitos recentemente pelo responsável pela Congregação vaticana para o Culto Divino, o Cardeal Antonio Cañizares. Ele afirmou em um encontro na Universidade da Santa Cruz, em Roma, no dia 5 de março, que a “ampliação da faculdade de concelebrar precisa ser moderada, como podemos ver quando lemos os textos do Concílio (Vaticano II)”.

O Cardeal Cañizares explicou que a concelebração “é um rito extraordinário, solene e público, normalmente presidido pelo bispo ou seu delegado”, cercado por seus padres e por toda a comunidade. Mas “a concelebração diária exclusivamente por padres, que são praticadas ‘privadamente’… não fazem parte da tradição litúrgica latina”, disse.

Em uma ampla entrevista, o Cardeal Burke também resumiu as razões pelas quais o padre não deve improvisar suas próprias palavras ou orações durante a Missa, uma vez que ele “é o servo do rito” e “não o protagonista — Cristo o é”.

Então, é absolutamente errado para um padre pensar, ‘como posso fazer isso mais interessante?’ ou ‘como posso fazer isso melhor?’”, afirmou.

Ele também observou favoravelmente como o Código de Direito Canônico de 1917 — posteriormente substituído por um novo código promulgado em 1983 — explicitamente afirmava que o padre deveria “acurada e devotamente observar as rubricas de seus livros litúrgicos, tomando cuidado para não acrescentar outras cerimônias ou orações segundo o seu próprio juízo”.

“Que tipo de pensamento é esse de nossa parte para que eu ache que posso melhorar a liturgia que foi transmitida na Igreja ao longo dos séculos? Isso é absurdo”, disse o Cardeal Burke.

Igualmente, o Cardeal elogiou o Código de 1917 por sua clara determinação de que o padre em estado de pecado mortal deveria se abster de celebrar a Missa “sem antes se beneficiar da confissão sacramental” ou, fazê-lo o quanto antes, “na ausência de um confessor”, quando a Missa é “um caso de necessidade” e ele “fez um ato de contrição perfeita”.

“Bem, esse cânone que estava no Código de 1917 foi eliminado e creio que deveria ser reintroduzido, porque a idéia de dignidade pertence de maneira preeminente ao sacerdote que está oferecendo o sacrifício”, afirmou.

O prelado de 64 anos, de Wisconsin (EUA), agora reside em Roma, onde é um próximo colaborador do Papa Bento XVI. Como o atual pontífice, o Cardeal Burke também crê que toda reforma da sagrada liturgia “tem de ser enraizada nos ensinamentos do Concílio Vaticano II” e “devidamente unida à Tradição” da Igreja.

Isso significa evitar ou remover várias inovações, inclusive o uso regular das “Celebrações da Palavra” conduzidas por leigos ou religiosos quando uma paróquia não tem padres para oferecer a Missa dominical.

“Não é bom para o povo participar repetidamente desse tipo de celebração no domingo, porque eles perdem o sentido de que o Santíssimo Sacramento, a Sagrada Comunhão vem do sacrifício”, explicou.

Ele recordou seus primeiros anos como bispo, quando insistiu para que as paróquias reestabelecessem a Missa semanal e foi respondido por paroquianos de que eles preferiam “a Missa do diácono” ou a “Missa da irmã”.

O uso excessivo de tais celebrações, sugeriu, também pode desencorajar as vocações sacerdotais, na medida em que a separação da Eucaristia “da vocação e missão do padre, que é primeiramente a de oferecer o Santo Sacrifício da Missa”, significa que um jovem que é chamado ao sacerdócio “não vê mais diante de seus olhos a identidade da vocação à qual está sendo chamado”. Em consequência,  o número de vocações “despenca”.

O ministro da justiça da Igreja também acredita que há uma direta correlação entre “a hesitação” em aplicar penalidades canônicas nas últimas décadas e “os abusos e a violação da lei da Igreja” que ocorreram no âmbito litúrgico.

Tais penalidades, explanou, são “primeiramente medicinais”, voltadas para “chamar a atenção da pessoa para a gravidade do que está fazendo e chamá-la de volta”.

“As penas são necessárias”, disse ele.

“Se nos 20 séculos de vida da Igreja sempre houve necessidade de sanções, por que em nosso século deveríamos repentinamente pensar que elas não são necessárias? Isso é um absurdo”.

Fonte: Fratresinunum

Brasileira interrompe tratamento de câncer para salvar bebê do aborto

Certas coisas na vida nem precisam de muitas palavras para comoverem ou nos convencerem de uma verdade. Muitas vezes, os argumentos desprovidos de verdade que não são facilmente refutados pela mídia, são destruídos pelos fatos. Isto aconteceu com mais este caso de coragem de uma mulher que resolveu interromper o tratamento de um câncer de mama para salvar seu bebê da morte. Esta é uma verdadeira feminista, que revela a grandeza da mulher e a decisão corajosa de lutar com todas as forças para sobrepor aos próprios desejos egoístas o altruísmo feminino frente à fraqueza de um ser humano indefeso.

Trata-se da brasileira Simone Calixto, médica, que após receber o diagnóstico de um câncer de mama, interrompeu o tratamento, pois quase que simultaneamente ao diagnóstico de câncer, recebeu a feliz notícia que estava grávida. No entanto, após ser diagnosticada, foi-lhe sugerido que ela fizesse o aborto e mediante a proposta, ela interrompeu o tratamento e, de volta ao Brasil (ela residia no Canadá) continuou o tratamento.

A brasileira foi entrevistada pelo jornal “Estado de São Paulo”. Na entevista, ela afirma: “o mais difícil já passou…” (a criança nasceu sem grandes problemas, somente com uma pequena dificuldade de respiração) “… a Melissa é um milagre, uma promessa que se cumpriu” – finaliza a mãe corajosa.

 

 

Muitos católicos afirmam que podem votar no PT, pois somente alguns do partido trabalham pela suposta aprovação do aborto. Alguns chegam a afirmar que todos os partidos políticos brasileiros apoiam o aborto. No entanto, a realidade é bem diferente. O PT inteiro fechou acordo para implantação da cultura da morte no país.Há vários documentos que comprovam isto que digo. Você poderá acessá-los no site http://www.votocatolico.com.br .
E uma vez mais, para confirmar tudo que já foi dito, veja o vídeo abaixo e tente se convencer do óbvio:

Você também poderá acessar o site do Pe. Paulo Ricardo, ver mais este vídeo para tirar suas conclusões:

http://padrepauloricardo.org/episodios/governo-dilma-prepara-se-para-implantar-aborto-no-brasil

Da negação de Deus à negação do homem

 

É possível fazer uma leitura dos acontecimentos históricos que percorrem desde o surgimento do Luteranismo até o relativismo atual através da chave de interpretação da quádrupla negação. Sendo que uma negação prepara o sucessivo “não”.

Vejamos de modo concreto para entender a questão.

DEUS SIM, IGREJA NÃO

É a negação surgida e instaurada por Lutero. Permite uma visão mais subjetivista da fé, onde realça o caráter pessoal da salvação em detrimento do caráter institucional. É possível seguir a Deus, sem seguir uma instituição em concreto. Nega-se o caráter necessário da Igreja para a salvação, para isto, será necessário defender um conjunto de conceitos epistemológicos que será à base do pensamento da filosofia moderna.

DEUS SIM, CRISTO NÃO

Esta segunda grande negação é própria do século da ilustração, onde se busca uma fé fundada apenas na razão. Aceita-se a Deus, mas apenas como um grande relojoeiro que fez sua obra prima (o cosmos), a dotou das forças necessárias para se autogerir e foi embora. A providência é jogada no lixo, surge o DEISMO. Um Deus sem culto e despersonalizado. O homem é senhor total e absoluto de seu próprio destino. Nega-se a transcendência. A realidade não é apreendida objetivamente pelo ser humano, mas construída intelectualmente através das percepções sensitivas que são próprias a toda raça humana.

É no contexto desta segunda negação que surge a Revolução Francesa, retirando dos templos católicos a presença dos santos e de Cristo eucaristia, e erigindo altares à Deusa Razão. Uma “contraditio terminis”, pois “mitologizam” a fé católica, retiram dos evangelhos tudo que seja milagroso e sobrenatural e ao mesmo tempo criam culto e templo para a “Deusa Razão”.

É um racionalismo fundando na irracionalidade do caos e da violência. Destinada intelectualmente ao fracasso, a revolução tinha seus dias contados, apesar da propaganda massiva da revolução perpetrada por Jacques-Louis David criando obras como o Juramento de Horácio (cena dramática que convida a população a pegar em armas) e perpetuando o mártir da revolução no quadro “A morte de Marat”.

A revolução francesa nasce de exigências legítimas de uma população que sofria pela fome, crise nas colheitas e impostos sufocantes. No entanto, conduzida não pela razão que tanto defendia, mas pelo terror das guilhotinas. O lema “liberdade, igualdade e fraternidade”, pese seu caráter evangélico e de se propor como novo evangelho, era escrito pelo sangue de muitos homens e mulheres que não se alinhavam. Vemos a expropriação das propriedades do clero, a assassinato de sacerdotes, religiosos e religiosas. A Fé católica é vista como fundamento do Ancient Regime e como tal deve ser varrida do mapa, como principal inimiga da revolução e de seus ideais.

Surge, então, como resposta a esta barbárie um novo absolutismo que se espalha por toda a Europa. Mas, o mundo já não era mais monárquico, a semente do pensamento revolucionário já tinha sido plantada. E mais tarde crescerá com mais furor através da revolução marxista que veremos a seguir na terceira negação.

DEUS NÃO, O HOMEM SIM

É a última negação presente no séc. XIX. Deus já não é necessário para garantir a ordem do mundo. A única realidade é a material e a este senhor devemos prestar contas. Seu fundamento é a filosofia Hegeliana. Onde o espirito absoluto é traduzido à matéria. E os indivíduos são apenas um momento, uma ocasião para o desenvolvimento da matéria, do mundo perfeito sem classes e de total igualdade.

Na filosofia marxista, não há pessoas, existe apenas o estado, que se desenvolve através da dialética de lutas de classes. O novo homem e nova humanidade marxista é a síntese final do processo dialético, onde a tese são os sistemas econômicos burgueses e a antítese é a classe operária explorada. O marxismo acelera o confronto entre ambas que ocorrerá de modo necessário.

A visão de pessoa humana como um momento do processo dialético materialista é o que justifica a barbárie de mais de 100 milhões de pessoas exterminadas por Stalin. Os comunistas alegam que isto ocorreu porque Stalin desvirtuou a revolução. Em realidade, ele se apresenta como aquele que leva até as últimas consequências os pressupostos filosóficos da revolução.

A negação de Deus só é possível, em última instância, através da negação do ser humano, o que nos conduz a uma quarta negação.

O HOMEM NÃO

A degradação da razão humana conduz a negação da impossibilidade da existência de qualquer verdade absoluta. A filosofia hermenêutica presente na obra “Verdade e Método” de Gadamer é um exemplo. O homem constrói a verdade segundo seu grupo social e cultura, e este grupo com “suas verdades” é que constrói o homem e a verdade das coisas. Deste modo, a verdade é sempre mutável e não um termo “ad quo”, não há uma finalidade para vida humana, mas apenas uma construção de algo caótico a um nada último.

Esta visão epistemológica se apresenta como fundamento do relativismo moral e do indiferentismo religioso. Quando tudo é verdade, não existe verdade. E quando nada é objetivamente verdadeiro, todas as coisas são colocadas no mesmo plano, perdendo seu valor. Priva a racionalidade humana do principio de não contradição, conduzindo a humanidade a ações bárbaras.

Sobre a bandeira da tolerância, o relativismo implanta uma verdadeira ditadura da força e do poder. Pois quando não há uma verdade como critério e medida de nossas ações, se implanta a verdade subjetiva dos mais fortes. Por isso, as politicas e medidas sociais são implantadas não em vistas a um bem comum, ou um critério de bondade e verdade, mas segundo pressões sociais, econômicas ou interesses privados.

Assim vemos a aprovação das uniões homoafetivas, a aprovação do aborto em geral, e do bebê anencéfalo em especifico. O homem volta-se contra o mesmo homem, pois ferido em sua racionalidade, é incapaz de perceber as consequências de seus atos que vão contra a sua própria humanidade.

CONCLUSÃO: UNIDADE SUBSTANCIAL DO SER HUMANO

Existe uma profunda unidade entre as questões religiosas, econômicas, filosóficas, sociais e politicas. Não são elementos separados, pois quem as elabora, vive e pratica é o homem. O ser humano é o centro das questões.

Por isso, um subjetivismo religioso exacerbado de Lutero nos conduz a uma filosofia moderna que coloca o homem como criador da realidade e a Deus apenas como garantidor de uma ordem. Este racionalismo moderno exige a existência de um Deus impessoal e ordenador, surgindo o Deísmo próprio do iluminismo, com sua expressão mais “gloriosa e nefasta” instaurado no culto à “Deusa Razão” no período da Revolução Francesa. Revolução esta guiada por um desejo de fazer o bem, mas com princípios que levariam ao terror. Neste processo de degradação da razão humana o surgimento de regimes ateus, o indiferentismo e o relativismo presentes nos dias atuais são consequências naturais.

Um processo de negação da objetividade das coisas que “corrói” a razão humana, pois negar a capacidade de transcendência humana, é negar a mesma humanidade.

* Daniel Marques é formado em Humanidades Clássicas em Salamanca, Espanha, obteve a graduação e o Mestrado em Filosofia em Roma, e atualmente cursa o 2o. ano de teologia na arquidiocese do Rio de Janeiro.

Contatos: ddsmarques@gmail.com; www.facebook.com/cienciafeculturawww.cienciafecultura.org

A Igreja e o limbo

Gostaria de saber sobre o que a Igreja diz a respeito do limbo. Quanto às crianças mortas sem o batismo, vão para esse lugar de felicidade natural? O limbo existe ou existiu antes da ressurreição de Cristo?

Dom Henrique

O limbo nunca fez parte da fé da Igreja; trata-se somente de um teologoúmenon, isto é, de uma opinião teológica, defendida no passado por vários teólogos católicos, mas atualmente abandonada por quase todos.

Mas, o que seria esse “limbo”? Seria um estado de “felicidade natural” no qual os mortos se encontrariam. Isto é, as crianças mortas sem o batismo ou os homens justos que, sem culpa, não conheceram a Cristo, não poderiam estar nos céus, pois não teriam recebido o batismo que nos purifica da culpa original e também não estariam no inferno, já que não tiveram culpa de não serem cristãos. Observe-seque os teólogos que defendiam a idéia do limbo tinham uma intenção reta: deixar claro que, sem Cristo, é impossível ao ser humano chegar à plenitude da comunhão com Deus. Isto é verdade; mas não é preciso recorrer à idéia do limbo, que não tem sentido. Por quê? Vejamos:

(1) A Escritura nem de longe acena para a possibilidade da existência do limbo. Também a grande Tradição da Igreja não contempla esta idéia.

(2) É verdade que todos nascemos solidários no pecado original, isto é, toda a humanidade encontra-se ferida e quebrada, numa solidariedade no fechamento para Deus: “Por meio de um só homem o pecado entrou no mundo e, pelo pecado, a morte, e assim a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram…” (Rm 5,12). Isto faz São Paulo exclamar com pesar e realismo: “Todos pecaram e estão privados da glória de Deus…” (Rm 3,23): nascemos todos marcados pelo fechamento para Deus, pela incapacidade de agradá-lo realmente! O Apóstolo também aponta o único meio para sair dessa situação, o único meio de voltar à comunhão com Deus, à justiça de Deus: “… e são justificados gratuitamente, por sua graça, em virtude da redenção realizada em Cristo Jesus”(Rm 3,24). Então, para a humanidade, sem exceção, não há salvação fora de Cristo! Nisto, os que defendiam o limbo estavam corretíssimos!

Mas, atenção: se todos já nascemos marcados pelo pecado de nossos primeiros pais, simbolizados em Adão (= pecado original), todos já nascemos também – e muito mais! – marcados pela graça da salvação em Cristo Jesus: “Não acontece com o dom o mesmo que com a falta. Se pela falta de um só, todos morreram,com quanto maior profusão a graça de Deus e o dom gratuito de um só homem, Jesus Cristo, se derramaram sobre todos(Rm 5,15). Que coisa impressionante: nascemos marcados pelo pecado e nascemos marcados pela graça! Nascemos herdeiros de uma carga negativa enorme, de uma dívida impagável e, ao mesmo tempo, nascemos já com um crédito infinito: Cristo nos amou e se entregou por nós (cf. Gl 2,20). Antes que nós o amássemos, ele nos amou primeiro! Então, aqueles que, sem culpa própria, morreram sem o batismo, é verdade que tinham o pecado herdado da humanidade, mas também eram marcados pela graça daquele que morreu por todos (cf. 2Cor 5,14s): “Não acontece com o dom o mesmo que com a falta. Se pela falta de um só todos morreram, com quanto maior profusão a graça de Deus e o dom gratuito de um só homem, Jesus Cristo, se derramaram sobre todos” (Rm 5,15). Então, todos nós, marcados pela morte, somos, mais ainda, marcado pela vida, pois “onde avultou o pecado, a graça superabundou” (Rm 5,20). Assim, aqueles que, sem culpa, não receberam o batismo e viveram retamente, podem, em Cristo, receber a plenitude da salvação.

(3) Você usou uma expressão interessante: “felicidade natural”. As criancinhas mortas sem batismo e os justos não batizados sem culpa própria teriam não o céu (= felicidade sobrenatural, a vida com Deus, a vida plena do próprio Deus), mas uma felicidade somente natural. Ora, não existe para a humanidade outro destino, outra felicidade a não ser em Cristo Jesus! Não existe uma felicidade natural e outra sobrenatural: para todo ser humano, não chegar à glória de Cristo é frustrar-se, é o inferno! E por que isso? Porque fomos todos criados através de Cristo e para Cristo“Ele é a Imagem do Deus invisível, o Primogênito de toda criatura, porquenele foram criadas todas as coisas, nos céus e na terra” (Cl 1,15s); “Nele (em Jesus Cristo), ele (o Pai) nos escolheu antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis diante dele no amor. Ele (o Pai) nos predestinou para sermos seus filhos adotivos por Jesus Cristo, conforme o beneplácito de sua vontade, para o louvor e glória de sua graça, com a qual ele nos agraciou no Amado” (Ef 1,4-6).

Note-se bem a importância destas afirmações: toda a humanidade foi criada para participar da filiação de Cristo, o Filho Amado. Cristo é o destino único e irrenunciável do ser humano, de modo que, não chegar a ele, é frustrar-se. Não há outra felicidade para a humanidade, não há outra bênção fora de Cristo! Mesmo os nossos primeiros pais, foram criados através de Cristo e para Cristo – basta reler essas citações que coloquei acima! Concluindo, toda a felicidade natural do homem tende para a felicidade sobrenatural, que é a comunhão com o Pai através do Filho no Espírito. Não há, não pode haver, outro destino para nós!

Para concluir, você pergunta se o limbo existiu antes da ressurreição de Cristo. Não! A expressão correta é “sheol” ou “mansão dos mortos”, isto é, aquele estado de espera, de não total realização da humanidade, até que Cristo, o Primogênito dentre os mortos, arrancasse a todos dessa situação.

Paternidade e felicidade: receita certa para os homens


Um estudo elaborado por um grupo de psicólogos das universidades Universidade de Riverside, Stanford e British Columbia indica que a paternidade aumenta nos homens os níveis de felicidade em comparação com aqueles que não têm filhos, e evidenciou também que as crianças não são uma fonte de problemas.

Segundo a investigação chamada “Em Defesa da Família: As crianças estão associadas com mais alegria que penas”, os pais que participaram do estudo manifestaram um maior grau de felicidade, emoções positivas e vontade de viver que os homens sem filhos.

Do mesmo modo, contra o que comumente se acredita em várias sociedades do mundo, o estudo demonstrou que os pais são mais felizes quando estão cuidando dos seus filhos que em qualquer outro tipo de atividade cotidiana, “apesar das responsabilidades adicionais às que conduz”.

Nesse sentido, Elizabeth W. Dunn, psicóloga social da Universidade de British Columbia no Canadá, assinalou que os benefícios emocionais da paternidade se relacionam com o aumento da responsabilidade.

“Ao estar pendente dos cuidados de outra pessoa se fomenta certo altruísmo e o homem deixa de estar tão centrado em si mesmo, e partir desta óptica fomenta-se as emoções positivas”, expressou Dunn, quem esclareceu ainda que “não se trata de procurar os sentimentos positivos através dos filhos, mas sim de implicar-se em seu cuidado e educação”.

Finalmente, os investigadores indicaram que o estudo também contradiz aqueles que acreditam que os filhos são uma fonte de problemas. Segundo o estudo, os filhos não prejudicam o desenvolvimento pessoal dos pais nem limitam suas relações sociais.

 
Fonte: ACI digital

Foto de mãe forçada ao aborto desperta interesse no mundo todo

 

Milhões de pessoas no mundo inteiro protestaram através das redes sociais pela política abusiva do filho único na China, após a circulação da imagem de uma mãe inconsciente junto ao cadáver do seu bebê abortado à força no sétimo mês de gravidez.
As autoridades da China investigam o caso ocorrido na província do Shaanxi, no norte da China, onde a polícia levou a força à cidadã Feng Jianmei para obrigá-la a abortar o seu segundo bebê porque não pôde pagar a tempo os 40.000 yuanes (6.200 dólares) com os que o governo sanciona a quem ousa ter mais de um filho.
O marido de Feng publicou numa rede social popular da China uma foto do seu filho morto pelo efeito de uma injeção letal que aplicaram diretamente na cabeça do bebê, enquanto a mãe permanecia atada à força a uma cama.
Mais de meio milhão de chineses comentaram o caso deplorando a atitude das autoridades. O caso se estendeu ao Facebook e Twitter e foi reproduzido por meios de comunicação em todo o mundo.
A China instaurou a finais dos anos 70 uma drástica política de controle da natalidade que inclui abortos e esterilizações a força. Os que violam a lei e conseguem ter mais de um filho sofrem consequências trabalhistas e sociais.
Sobre este tema, Carlos Polo, diretor para a América Latina do Population Research Institute, considerou que fazer visíveis estes abusos “é o primeiro passo para a sua erradicação”.
“Desde a primeira visita do nosso Presidente Steve Mosher a China em 1979, o PRI enviou várias equipes de investigação sobre a aplicação da política do filho único. No ano 2009, PRI enviou uma equipe de investigação de campo a seis condados onde o Fundo de População da ONU ajudava a China a aplicar esta política. A evidência de multas impagáveis como neste caso, represálias contra familiares, perseguições, abortos tardios forçados de nascituros meses antes de nascer, etc. se entregaram a funcionários em Washington e outras capitais com a recomendação de deter o financiamento dessa organização de controle populacional. Nosso trabalho permitiu que recortassem centenas de milhões de dólares que infelizmente o governo de Obama voltou a financiar”.
 
Fonte: ACI Digital

Cardeal Burke fala sobre a Fraternidade São Pio X

Jovem italiana que comoveu o mundo ao defender a vida

 

Neste sábado, na igreja de Santa Francisca Romana, da capital italiana, foi celebrado o funeral da jovem Chiara Petrillo, falecida depois de dois anos de sofrimento provocado por um tumor.

A cerimônia não teve nada de fúnebre: foi uma grande festa em que participaram cerca de mil pessoas, lotando a igreja, cantando e aplaudindo desde a entrada do caixão até a saída.

A extraordinária história de Chiara se difundiu pela internet com um vídeo no YouTube.

A luminosa jovem romana de 28 anos, com o sorriso sempre nos lábios, morreu porque escolher adiar o tratamento que podia salvá-la. Ela preferiu priorizar a gravidez de Francisco, um menino desejado desde o começo de seu casamento com Enrico.

Não era a primeira gravidez de Chiara. As duas anteriores acabaram com a morte dos bebês logo após cada parto, devido a graves malformações.

Sofrimentos, traumas, desânimo. Chiara e Enrico, porém, nunca se fecharam para a vida. Depois de algum tempo, chegou Francisco.

As ecografias agora confirmavam a boa saúde do menino, mas, no quinto mês, Chiara teve diagnosticada pelos médicos uma lesão na língua. Depois de uma primeira intervenção, confirmou-se a pior das hipóteses: era um carcinoma.

Começou uma nova série de lutas. Chiara e o marido não perderam a fé. Aliando-se a Deus, decidiram mais uma vez dizer sim à vida.

Chiara defendeu Francisco sem pensar duas vezes e, correndo um grave risco, adiou seu tratamento para levar a maternidade adiante. Só depois do parto é que a jovem pôde passar por uma nova intervenção cirúrgica, desta vez mais radical. Vieram os sucessivos ciclos de químio e radioterapia.

Francisco nasceu sadio no dia 30 de maio de 2011. Mas Chiara, consumida até perder a vista do olho direito, não conseguiu resistir por mais do que um ano. Na quarta-feira passada, por volta do meio dia, rodeada de parentes e de amigos, a sua batalha contra o dragão que a perseguia, como ela definia o tumor em referência à leitura do apocalipse, terminou.

Mas na mesma leitura, que não foi escolhida por acaso para a cerimônia fúnebre, ficamos sabendo também que uma mulher derrota o dragão. Chiara perdeu um combate na terra, mas ganhou a vida eterna e deixou para todos um testemunho verdadeiro de santidade.

“Uma nova Gianna Beretta Molla”, definiu-a o cardeal vigário de Roma, Agostino Vallini, que prestou homenagem pessoalmente a Chiara, a quem conhecera havia poucos meses, juntamente com Enrico.

“A vida é um bordado que olhamos ao contrário, pela parte cheia de fios soltos”, disse o purpurado. “Mas, de vez em quando, a fé nos faz ver a outra parte”. É o caso de Chiara, segundo o cardeal: “Uma grande lição de vida, uma luz, fruto de um maravilhoso desígnio divino que escapa ao nosso entendimento, mas que existe”.

“Eu não sei o que Deus preparou para nós através desta mulher”, acrescentou, “mas certamente é algo que não podemos perder. Vamos acolher esta herança que nos lembra o justo valor de cada pequeno gesto do cotidiano”.

“Nesta manhã, estamos vendo o que o centurião viveu há dois mil anos, ao ver Jesus morrer na cruz e proclamar: Este era verdadeiramente o filho de Deus”, afirmou em sua homilia o jovem franciscano frei Vito, que assistiu espiritualmente Chiara e a família no último período.

“A morte de Chiara foi o cumprimento de uma prece. Depois do diagnóstico de 4 de abril, que a declarou doente terminal, ela pediu um milagre: não a própria cura, mas o milagre de viver a doença e o sofrimento na paz, junto com as pessoas mais próximas”.

“E nós”, prosseguiu frei Vito, visivelmente emocionado, “vimos morrer uma mulher não apenas serena, mas feliz”. Uma mulher que viveu desgastando a vida por amor aos outros, chegando a confiar a Enrico: “Talvez, no fundo, eu não queira a cura. Um marido feliz e um filho sereno, mesmo sem ter a mãe por perto, são um testemunho maior do que uma mulher que venceu a doença. Um testemunho que poderia salvar muitas pessoas…”.

A esta fé, Chiara chegou pouco a pouco, “seguindo a regra assumida em Assis pelos franciscanos que ela tanto amava: pequenos passos possíveis”. Um modo, explicou o frade, “de enfrentar o medo do passado e do futuro perante os grandes eventos, e que ensina a começar pelas coisas pequenas. Nós não podemos transformar a água em vinho, mas podemos começar a encher os odres. Chiara acreditava nisto e isto a ajudou a viver uma vida santa e, portanto, uma morte santa, passo a passo”.

Todas as pessoas presentes levaram da igreja uma plantinha, por vontade de Chiara, que não queria flores em seu funeral. Ela preferia que cada um recebesse um presente. E no coração, todos levaram um “pedacinho” desse testemunho, orando e pedindo graças a esta jovem mulher que, um dia, quem sabe, será chamada de beata Chiara Corbela.

A importância dos referenciais masculino e feminino

Autor: Lélia Cristina de Melo – colunista da Gazeta do povo

A família não é uma entidade meramente cultural ou ideológica, e, portanto, não é qualquer junção de pessoas que deve ser considerada como tal. Qualquer junção de pessoas é uma dupla, um grupo, ainda que estejam impregnados de um profundo afeto. Um profundo afeto não é, isoladamente, justificativa para iniciar uma família. A família é atemporal e subsiste aos séculos e às circunstâncias.

A adoção de crianças por pares do mesmo sexo denota dois aspectos muito positivos: a tendência à maternidade/paternidade inerente a toda pessoa, e a disposição dos homossexuais para amar e educar crianças. Entretanto, para constituir família, só o amor não basta. Ele não é o único critério, nem resulta suficiente por si só. Esta é uma instituição social, pública, contínua e duradoura, bem como implica em prole.

Na adoção, não se procura uma criança para os adultos; procura-se pais para uma criança. É ela o agente fraco e indefeso a quem a sociedade deve amparar; é a criança que tem direito à família e é sob essa ótica que a questão deve ser analisada.

A família proveniente de um homem e uma mulher é o habitat mais natural dos filhos, sendo esta também a realidade unívoca que impulsiona as gerações. Em sentido estrito, uma família começa no ato conjugal de casais abertos a uma nova vida.

Para o desenvolvimento psicossexual natural da criança e a formação da sua identidade, é necessária a presença dos referenciais masculino e feminino. Sabe-se que a consciência do próprio gênero é fator estruturante do psiquismo infantil; a indefinição neste aspecto afeta o autoconceito, a autoestima e as interações sociais das crianças. Fazem parte inexorável da infância a clareza das realidades e a pertencimento a um sexo ou outro. Isso só é possível quando o núcleo familiar é constituído de casais heterossexuais – posicionamento que, ressalto, em nada pretende desqualificar a intocável dignidade dos homossexuais –, uma vez que a identidade sexual ocorre através das representações psíquicas transmitidas pela intimidade familiar. É essencial a presença das imagens paterna e materna, em que um progenitor sirva de modelo de identificação, e o outro proponha à criança um modelo de complementação.

Tendo em vista tais premissas, seria injusto com a criança privá-la da convivência com as diferenças sexuais pelo vínculo de pais heterossexuais. Segundo David Popenoe, crianças provindas de famílias biparentais passam por estágios de desenvolvimento com mais facilidade, são mais sólidas em sua identidade de gênero, desempenham melhor as tarefas acadêmicas, têm menos distúrbios emocionais e tornam-se adultos melhor preparados.

Desde Freud, passando pela teoria da aprendizagem social e do desenvolvimento cognitivo, há unanimidade nos autores quanto à formação da identidade sexual das crianças ocorrer com o progenitor do gênero correspondente e, ainda que a composição familiar não seja um meio de influência absoluto, é muitíssimo poderoso.

O Estado e a sociedade têm, portanto, à sua frente uma nova sea­­ra­­ com que se ocupar: o destino de crianças que clamam por sua proteção e cuja legislação tem o dever de assegurar, promover e proteger o bem comum e, acima de tudo, o bem integral dos menores; afinal, toda criança tem, constitucionalmente, o direito inalienável de ser acolhida e educada nas condições mais favoráveis possíveis.

Lélia Cristina de Melo, psicóloga, é especialista em Neuropsicologia da Aprendizagem, Desenvolvimento Pessoal e Familiar.

Dom Athanasius: o modo melhor de receber a Eucaristia

Eduardo Verastégui conta sua conversão


Por Claudia Soberón (www.zenit.org) «Eu percebi que estava vazio», conta o famoso ator e produtor Eduardo Verástegui, que teve uma forte conversão ao catolicismo depois da rodagem de um filme em Hollywood.
O jovem Verástegui, originário de Xicoténcatl, pequena cidade ao norte do México, no estado de Tamaulipas, vive há sete anos em Los Angeles, Califórnia.
Verástegui é ator do filme «Bella», um filme a favor da vida, ganhador do Festival de Cinema de Toronto como melhor filme e do prêmio latino «Smithsonian Latino Center», selecionado em vários festivais de cinema de prestígio na América e na Europa.

Nesta entrevista concedida à Zenit em Roma, ele quis revelar o fato que mudou sua vida.

-Como foi sua conversão?
-Verástegui: Depois de 10 anos de carreira, percebi que me faltava algo, mas não sabia o quê; eu me sentia em um labirinto sem saída, querendo usar a saída mas não sabia onde estava, eu me sentia vazio.
Muitas vezes a sociedade nos diz que se não chegamos ao cume da montanha e não somos alguém e não temos reconhecimento e êxito, então somos uns fracassados.
O que eu pensava que me faria feliz e que me daria paz e me faria ser um homem completo e pleno tornou-se uma mentira; eu estava seguindo uma mentira.

Verástegui trabalha também no filme “Cristiada”, sobre a perseguição religiosa no México.

O ator mexicano Eduardo Verástegui, conhecido como um firme defensor dos não-nascidos, protagoniza o novo filme Cristiada, no qual interpreta o beato Anacleto González Flores, um leigo mártir da perseguição religiosa no México.

O filme é dirigido por Dean Wright, produtor de efeitos especiais de filmes como O Senhor dos Anéis, As Crônicas de Narnia e Titanic. A obra se filma em Durango, San Luis Potosí e Cidade do México, e conta em seu elenco com atores como Andy García, Eva Longoria e Peter O’Toole.

Em uma entrevista concedida à cadeia Univisión, Verástegui expressou sua satisfação por este trabalho. “É um filme com uma grande mensagem de fé, amor, esperança, lealdade e valentia sobre a perseguição religiosa que houve no México quando o presidente Plutarco Elías Calles declara a guerra à Igreja e mais de 200 mil pessoas morreram”.

“Eu interpreto a um advogado leigo católico, o beato Anacleto González Flores, a quem chamavam de ‘Ghandi mexicano’ porque foi um herói pacifista que o único que pretendia era defender sua fé católica sem violência e através de várias estratégias pacifistas fez resistência ao governo para defender a liberdade de religião”, explicou.

“Convidaram-me a dar vida a Anacleto’, e na verdade é o personagem que está dando vida a mim, pois foi um grande herói e um mártir mexicano que morreu por defender sua fé. Foi golpeado, martirizado e fuzilado por defender suas crenças. O mais bonito é que morre perdoando seus carrascos”, acrescentou.

Verástegui disse sentir-se muito contente “porque finalmente estou trabalhando em uma missão que é maior que eu mesmo. Sinto que minha vocação, fica muito clara, é participar de produções que contem histórias que inspirem as pessoas, que levem mensagens de esperança, fé, amor, alegria e felicidade. Foi o que fizemos com Bela, com O circo das borboletas, e estamos fazendo com Cristiada e o faremos em um curta-metragem que estamos preparando sobre a vida de Beethoven. Além disso, vamos fazer outros filmes com a mesma mensagem e diferentes historia”.

Dom Bergonzini, o grande defensor da vida, faleceu neste dia!

O grande defensor da vida, Dom Luiz Bergonzini, faleceu nesta madrugada (13/06). Para nós que aqui ficamos, deixa um sentimento de saudade. Para o céu, é uma grande felicidade. ( A alegria que temos é que ganhamos mais um defensor pró-vida no céu)

Honra a este homem que trouxe à tona o tema do aborto para o meio político e com toda coragem denunciou a tática abortista do partido governante.

Pe. Fortea reafirma ensino da Igreja quanto à vestimenta do sacerdote

 

ACI

O famoso sacerdote exorcista espanhol José Antonio Fortea remarcou a importância de que os sacerdotes vistam a batina, como um sinal de consagração a Deus e de serviço aos fiéis.

Numa entrevista concedida ao grupo ACI, durante sua visita ao Peru, onde participou da solenidade de Corpus Christi na cidade de Trujillo, na costa norte do país, o Pe. Fortea indicou que “os clérigos devem vestir-se da mesma forma que os sacerdotes mais exemplares se vestem nessas terras, porque ir identificado é um serviço”.

Depois de destacar que é obrigação da Conferência Episcopal de cada país determinar qual é o melhor sinal sacerdotal, o Pe. Fortea indicou que “a minha recomendação a respeito deste tema é que o sacerdote se identifique como tal”.

Em efeito, o Código de Direito Canônico, no artigo 284 indica que “os clérigos têm que vestir um traje eclesiástico digno, segundo as normas dadas pela Conferência Episcopal e segundo os costumes legítimos do lugar”.

Por outra parte, a Congregação para o Clero, no seu “Diretório para o ministério e a vida dos presbíteros”, expressou “que o clérigo não use o traje eclesiástico pode manifestar um escasso sentido da própria identidade de pastor, inteiramente dedicado ao serviço da Igreja”.

“Numa sociedade secularizada e tendencialmente materialista, onde tendem a desaparecer inclusive os sinais externos das realidades sagradas e sobrenaturais, sente-se particularmente a necessidade de que o presbítero, homem de Deus, dispensador de Seus mistérios, seja reconhecível aos olhos da comunidade, também pela roupa que leva, como sinal inequívoco da sua dedicação e da identidade de quem desempenha um ministério público”, assinala o documento vaticano.

O Pe. Fortea destacou que “não vamos identificados porque gostamos. Pode ser que gostemos ou não. Vamos (identificados) porque é um serviço para os fiéis, é um sinal de consagração, ajuda a nós mesmos”.

O presbítero reconheceu a dificuldade de que a um sacerdote a quem desde o seminário não lhe ensinou sobre o valor do hábito de usar a batina, mude depois, entretanto precisou que nos últimos isto anos “foi mudando para melhor”.

“É fácil mantê-lo (o hábito), é difícil começá-lo. Mas o sacerdote deve ir identificado”, assinalou.

Ao ser consultado se o costume de não usar a batina guarda alguma relação com a Teologia Marxista da Libertação, o Pe. Fortea assinalou que “agora as coisas já mudaram”.

“Foi nos anos 70, 80, onde todos estes sacerdotes se viam a si mesmos mais como pessoas que ajudavam à justiça social. Ali não tinha sentido o hábito sacerdotal, o hábito sacerdotal tem sentido como sinal de consagração”.

Para o famoso exorcista, “agora já passou isso, mas ficou o costume de não vestir-se como tal e claro, é difícil, eu entendo que é difícil. Mas estas coisas estão mudando pouco a pouco”.

A verdadeira Igreja de Jesus Cristo

Cristianofobia: a intolerância contra o cristianismo

junho 9th, 2012

A Revista Época publicou uma matéria na qual destaca a perseguição sofrida por cristãos em países de maioria islâmica como na África Ocidental, no Oriente Médio, no Sul da Ásia e também na Oceania.

O texto foi assinado pela pesquisadora Ayaan Hirsi Ali, nascida na Somália, e que hoje vive na Holanda. Hirsi Ali falou em seu texto sobre a situação vivida pelos cristãos em lugares onde a liberdade religiosa é combatida com armas, bombas e muita violência, e lembrou os diversos ataques sofridos por cristãos em países como a Nigéria, onde o grupo extremista Boko Haram já matou dezenas de pessoas desde o começo desse ano.

Além da Nigéria, foram destacados também problemas do Sudão onde, governados pelo regime autoritário do norte, muçulmanos sunitas atormentam as minorias cristãs e animistas do sul do país.

Segundo a revista, os extremistas usam as leis contra a blasfêmia como pretexto para empregar a violência contra minorias religiosas, valendo-se de assassinatos brutais, bombardeios, mutilações e incêndios em lugares sagrados.

A pesquisadora cita em seu texto o fato de que a mídia local desses países não divulga os casos de cristofobia, e afirma que a influência de grupos de lobby como a Organização da Cooperação Islâmica é uma das várias origens do problema que faz com que a constante matança de cristãos não seja divulgada.

Veja infográfico que retrata o mapa da violência contra os cristãos nesses países:

Ator pornô gay canadense comete atos de canibalismo

Homossexual com histórico de tortura de animais mata e come partes do parceiro, faz sexo com cadáver e envia pé do morto para Partido Conservador do Canadá

Julio Severo
O Canadá, famoso por suas agressivas leis homossexualistas que estão ameaçando sua população e cristãos que pregam a visão bíblica sobre a sodomia, está nas manchetes internacionais desta semana por outro motivo homosexual: O ator pornográfico gay Luka Rocco Magnotta, de 29 anos, torturou, matou e esquartejou seu amante gay Jun Lin, de 21 anos.
 
Luka Rocco Magnotta: o ator pornô gay canibal

De acordo com a polícia canadense, Luka amarrou Jun numa cama enquanto sua câmera o filmava torturando, cortando o pescoço, decapitando e desmembrando o parceiro. Ele intitulou sua filmagem macabra de “Lunático”. No vídeo, que Luka postou na internet, ele aparece fazendo sexo com o cadáver e depois comendo partes com uma faca e garfo.

 
Luka

Depois do assassinato, ele teve a inspiração de enviar ao Partido Conservador do Canadá um pacote contendo o pé apodrecido de seu amante, como manifestação pessoal gay a um partido que, palidamente, combate a agenda gay no Canadá. O jornal Daily Mail também informa que Luka chegou a ameaçar o primeiro-ministro do Canadá.

Se o Partido Conservador combatesse o supremacismo gay de forma realmente vigorosa, o “lunático” gay lhes enviaria o cadáver inteiro.
Em contraste, se um pé tivesse sido enviado a um grupo gay, os supremacistas homossexuais acusariam imediatamente os cristãos de “homofóbicos” e exigiram leis especiais de “proteção” restringindo a liberdade de expressão dos cristãos e seu direito de pregar o que a Bíblia ensina sobre homossexualidade.
Luka tem um estilo de vida abertamente gay, e sua profissão é como um ator pornô gay em muitos vídeos pornográficos na internet.
 
Luka acariciando gatinhos

Contudo, sua presença na internet não se restringe à pornografia. Dois anos atrás, Luka postou um vídeo onde ele aparece acariciando dois gatinhos. Em seguida, a filmagem o mostra colocando os filhotes dentro de um saco plástico e usando um aspirador para sugar todo o ar dali. Através do saco transparente, o internauta podia ver os gatinhos desesperadamente tentando escapar. Depois, Luka mostra orgulhosamente em sua cama um dos gatos já morto.

 
Luka colocando os gatinhos no saco plástico

No vídeo de tortura de animais, Luka aparece anônimo e com o rosto embaçado, e somente com a investigação policial por causa do assassinato do amante dele é que foi possível identifica-lo como o autor do vídeo na internet.

Ele é também o autor de um vídeo onde um gato vivo é dado como alimento para uma cobra.
 
Nina Arsenault, ex-amante transexual de Luka

Nina Arsenault, um dos ex-amantes transexuais de Luka, que ele conheceu numa boate de strip-tease dez anos atrás, disse à polícia que Luka tinha fantasias de matar animais e pessoas. Ele também sempre fazia piadas sobre matar animais.

Embora use o nome profissional de Luka Rocco Magnotta, o nome verdadeiro dele é Eric Clinton Newman. Ele também usa outros nomes falsos.
Seis meses atrás, num email ao jornal The Sun, Luka supostamente disse: “Vocês estarão recebendo notícias de mim de novo. Desta vez, porém, as vítimas não serão animais pequenos”. Ele enviou um aviso semelhante para a BBC.
Luka encontra-se foragido no exterior disfarçado de mulher. Ele é agora um dos criminosos procurados pela Interpol, a polícia internacional, que está fazendo uma busca internacional pelo psicopata gay. Em 3 de junho, informações policiais indicavam que ele estava em Paris, onde passou duas noites com outro gay que havia conhecido numa boate, mas há suspeita de que ele fugiu para outro país. Mais de 190 países estão em estado de alerta sobre ele.
 
Luka em Paris

De acordo com o Daily Mail, Luka pode ter cometido outros assassinatos, o que o colocaria na categoria de “serial killer” — assassino em série.

No Brasil, onde predomina um dos mais fortes supremacismos gays do mundo, a imprensa teve o cuidado de mascarar a realidade do canibal gay. O jornal O Globo “noticiou” o caso cometendo várias omissões, apenas mencionando de passagem que Luka teria tido um “caso amoroso” com sua vítima. O Globo não disse que ele era gay.
A imprensa brasileira é notória por alardear a identificação sexual de supostas “vítimas” homossexuais do que chamam de crimes de “homofobia”. Atrocidades patentemente gays são camufladas, para não manchar a imagem do supremacismo gay disfarçado de vitimismo gay.
O resultado macabro do relacionamento entre Luka e seu parceiro é mais um episódio de “violência doméstica” gay, que supera os números inchados de “homofobia” criados pela propaganda homossexualista.
Quando tal violência sai das quatro paredes do “paraíso” sexual de uma dupla gay, a explosão de insanidade é maior.
Meu livro “O Movimento Homossexual”, publicado pela Editora Betânia em 1998, já identificava que todos os seis maiores assassinos em série dos EUA eram homossexuais. Um dos assassinos gays mais famosos, Jeffrey Dahmer, era também canibal.
O maior assassino em série da Rússia, Andrei Chikatilo, também era gay e canibal.
Enquanto a propaganda da mídia esquerdista leva em direção à imagem do “gay bonzinho” como eterna vítima, a realidade nua e crua mostra uma sociedade proibida de enxergar os gays assassinos, psicopatas e canibais que não se encaixam no estereótipo celestial criado pelas elites sociais. Nos meios de comunicação do Brasil, Luka não é um homossexual. Ele é apenas, vagamente, um homem com um “caso amoroso” com sua vítima.
 
Pior é que, não só a sociedade, mas também os próprios parceiros homossexuais acabam muitas vezes se tornando vítimas dos atos macabros desses “gays bonzinhos”.

Poder Global e Religião Universal por Ronald Robson

As engrenagens de um engodo espiritual.

Poder-global-e-Religiao-Universal

A rigor, Poder Global e Religião Universal (Ecclesiae, 2012), do Monsenhor Juan Claudio Sanahuja, não traz informações novas nem secretas, mas traz informações fundamentais expostas de forma ordenada, o que lhes dá uma inteligibilidade que geralmente lhes falta, ainda as reputando a personagens e iniciativas bastante concretas – com o que dá nome aos bois. O leitor brasileiro que opina sobre política já não tem desculpas para ignorar ou dar de ombros diante do projeto totalitário de governo mundial que canta como sereia à elite do ocidente: isso, porque tanto A verdadeira história do Clube Bilderberg (Planeta, 2006), do jornalista espanhol Daniel Estulin, como Corporação (Cultrix, 2008), do scholar inglês Nicholas Hagger, estão publicados no Brasil – claro, são só uma ponta do iceberg, mas pelo menos são uma ponta que abre caminho em nosso mercado editorial. Caminho esse, enfim, que é o mesmo do livro de Mons. Sanahuja, que ainda acrescenta uma peculiaridade aos estudos da matéria: o enfoque da “espiritualidade” que há décadas vem sendo forjada e promovida como caixa de ressonância na qual, para o cidadão comum, fará sentido a destruição sistemática de tudo que de mais honrado temos.

Livros como False Dawn, de Lee Penn, interessam-se mais pela “doutrina” (Helena Blavatsky, Alice Bailey, Barbara Hubbard, Teilhard de Chardin etc.), se assim podemos chamá-la, e pelos grandes promotores da religião universal que se quer baixar como decreto. Já ao Mons. Sanahuja interessam os estratagemas com os quais se baixam o decreto: o desenvolvimento de novos “paradigmas éticos” e “paradigmas religiosos” em uma operação multilateral – e cujo controle foge até mesmo aos grandes engenheiros sociais – de imposição de definições sempre mutáveis de “direitos humanos”, “desenvolvimento sustentável” e outras belas palavras que o leitor bem conhece, e cuja fonte irradiadora próxima o autor localiza nas grandes conferências internacionais da década de 1990, inspiradas no Relatório Kissinger (1974). Mas vamos por partes.

Primeiro: em que consiste o projeto de uma nova religião universal? Consiste na tentativa de “dar uma resposta única e universal a todas as questões que possam ser propostas pelos seres humanos, em qualquer situação em que se encontrem e onde quer que estejam. Para tanto, é necessário, como é lógico, colonizar a inteligência e o espírito de todos e de cada um dos habitantes do planeta”, especificamente através de um “credo religioso”, de todo oposto ao cristianismo (“a ética judaico-cristã não poderá ser aplicada no futuro”, afirmou Hiroshi Nakajima, ex-diretor geral da OMS). O leitor mais precavido poderá fazer um muxoxo ao tentar se lembrar de quando viu, se viu, algum João Batista a pregar o novo Messias da ONU. De fato, são raros os sacerdotes de um novo culto paramentados em praça pública a anunciar seu credo. Mas existem muitos burocratas, ongueiros e professores simpáticos a distribuir, como se fez em setembro do ano passado, em Recife, 50 mil exemplares da Carta da Terra (documento oficial da ONU) em forma de cordel a crianças de escolas públicas (http://www.recife.pe.gov.br/2011/09/30/prefeitura_do_recife_lanca_carta_da_terra_em_literatura_de_cordel_179066.php ). É um dos principais documentos da “espiritualidade ecologista” que põe homem e besta no mesmo nível, ao estilo de um panteísmo verde grosseiro à la Mikhail Gorbachev e sua Cruz Verde Internacional, cujos agentes defendem publicamente a substituição dos Dez Mandamentos pelo decálogo da Carta.

É tortuoso o percurso até a elaboração de um documento como esse. Em 1991, aponta Mons. Sanahuja, uma das agendas de trabalho da UNESCO dava conta da elaboração de uma “ética universal de vida sustentável”. De forma muito clara ali era posta a pedra fundamental do discurso ambiental alarmista que hoje conhecemos bem: “É necessário lembrar a verdade indiscutível de que os recursos disponíveis e o espaço da Terra são limitados” (UNESCO, Diez Problemas Prospectivos de Población, Documento de Trabajo, Caracas, Febrero 1991, pp. 6-9).

Vale a pena aqui citar mais extensamente Poder Global e Religião Universal:

“Nestes documentos de trabalho, a nova ética aparece quase como um paradigma messiânico: um ‘chamado a viver uma nova ética que terá que iluminar as interrelações complexas entre os fatores econômicos, o meio-ambiente e a população’. Seus preceitos, afirmam, deverão guiar a tomada de decisões dos governos, já que estas ‘não deverão ser consideradas como medidas sobre assuntos nacionais, mas sobre assuntos de interesse internacional’, pois, por exemplo, o alto crescimento demográfico de um país pobre cria necessariamente um fluxo migratório para países com melhor nível de desenvolvimento, os quais não têm capacidade de acolher novos imigrantes.”

Apontava-se, no mesmo documento, a necessidade de frear o desenvolvimento industrial em países do terceiro mundo (“o progresso industrial dos países desenvolvidos não se estenderá aos Países do Terceiro Mundo”) com vistas a preservar o meio ambiente; mas, de modo incompreensível, chama atenção Mons. Sanahuja, “o documento acrescenta que a única causa de degradação ambiental nesses países é o fator demográfico, e que é intolerável que ‘os pobres, que serão a maioria no futuro, prejudiquem os ecossistemas do mundo para conseguir se desenvolver a qualquer preço’”.

O que ali se plantava depois se colheria nos Princípios para viver de forma sustentável (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente – PNUMA, 1991), em que se lê que “deve-se alcançar o equilíbrio entre a capacidade de carga da Terra, o volume da população e os estilos de vida de cada indivíduo”. Poucos poderiam, à época da apresentação desses princípios, imaginar que a massificação do aborto e do gayzismo seriam meios de salvar o planeta… É que não se pode perder de vista o que Mons. Sanahuja chama de “paradigma da reinterpretação dos direitos humanos”, assentado sobre a idéia de que os direitos humanos são “evolutivos”. Por exemplo, a Convenção Internacional para a Eliminação de todas as Formas de Discriminação Contra a Mulher (CEDAW, 1979) reivindicara programas de “planejamento familiar”. Posteriormente o comitê de monitoramento dessa convenção “interpretaria” tal reivindicação como referência ao estímulo à esterilização, à contracepção e ao aborto, sem que nada disso constasse no texto original. Mais absurdo é o caso do comitê de monitoramento do Tratado Internacional contra a Tortura, que, por uma hermenêutica jurídica feérica, interpretaria o impedimento ao aborto como um ato de tortura contra a mulher.

Notem que isso não se limita a discussões chiques em salões da ONU: em 2009, o Comitê contra a Tortura efetivamente aplicou tal interpretação ao julgar que a Nicarágua, ao proibir o aborto terapêutico, violava o tratado.

Aliás, muitos desses documentos sequer necessitam ter vigência no direito internacional para que “painéis intergovernamentais” se ponham a trabalhar no que em curto prazo já será matéria universitária respeitável e, em seguida, política de governo. Um exemplo são os “Princípios de Yogyakarta”, que, embora não contem com o aval da “comunidade internacional”, vão pouco e pouco divulgando os “direitos humanos em perspectiva homossexual” através de estudos acadêmicos e cumplicidade de autarquias governamentais. Como se vê, atira-se de todos os lados, mas o alvo é um só: pois a destruição dos modelos correntes de sociabilidade (casamento gay, etc.) e a completa desvalorização da vida humana (aborto, etc.) são aríetes a abrir caminho para um novo projeto civilizacional, cujo esteio popular é o bom-mocismo da devoção ecológica à “Terra como Grande Mãe, Magna Mater, Inana e Pachamama”, como disse Leonardo Boff – sim: o homem é ainda hoje muito influente – na Assembléia Geral das Nações Unidas em 2009.

 

Os capítulos 5 e 6 de Poder Global e Religião Universal, “A confusão dentro da Igreja” e “Notas para uma conduta cristã”, endereçam-se especialmente ao leitor católico, delineando estratégias de oposição ao presente estado de coisas. Curiosíssima é a resenha apresentada, no capítulo quinto, de um livro pouco conhecido, o romance Os três diálogos e o relato do Anticristo, escrito em 1900, do filósofo russo Vladimir Soloviev. Trata-se de uma distopia em que o diabo, no fim dos tempos, apresenta-se como “pacifista”, “ecologista” e “ecumenista”… O leitor há de julgar o que vai ou não de profético aí.

O livro do Mons. Sanahuja se encerra com dois apêndices: o artigo “Obama e Blair. O messianismo reinterpretado”, do filósofo belga Michel Schooyans (que inclusive viveu no Brasil), tratando do governo Obama no que diz respeito, por exemplo, a políticas abortistas; e a conferência “A Terra e seu Caráter Sagrado”, que a irmã canadense Donna Geernaert apresentou no Plenário da União Internacional de Superioras Gerais (UISG, Roma, 2007), e a qual ilustra bem o modo como pessoas de dentro da Igreja pervertem a verdade de Cristo e a põem a serviço da adoração da “Mãe Terra” do novo culto sem altar.

Ronald Robson é jornalista e ensaísta e editor do MSM

Publicado originalmente em www.midiasemmascara.org

Sermão sobre Pentecostes de São Leão Magno

odos os corações sabem, caríssimos, que a solenidade de hoje deve ser celebrada como uma das festas mais importantes. Ninguém ignora ou contesta a reverência com que se deve festejar este dia, consagrado pelo Espírito Santo com o milagre excelente de seu dom. Sendo, na verdade, o décimo dia depois daquele em que o Senhor subiu ao céu, para se assentar à direita de Deus, refulge como o dia qüinquagésimo após a sua Ressurreição, e traz em si grandes mistérios, referentes a antigos e novos sacramentos, na mais clara manifestação de que a Graça foi prenunciada pela Lei e a Lei cumprida pela Graça. Sim, do mesmo modo como outrora, no monte Sinai, a Lei fora dada ao povo hebreu, libertado dos egípcios, no dia qüinquagésimo após a imolação do cordeiro, assim também, após a Paixão de Cristo, imolação do verdadeiro Cordeiro de Deus, é no qüinquagésimo dia desde sua Ressurreição que se infunde o Espírito Santo nos apóstolos e na multidão dos fiéis. O cristão diligente facilmente vê como os inícios do Antigo Testamento serviram aos primórdios do Evangelho, e como a segunda Aliança foi criada pelo mesmo Espírito que instituiu a primeira.

Com efeito, diz a narrativa dos apóstolos:

“Como se completassem os dias de Pentecostes e estivessem todos os discípulos juntos no mesmo lugar, repentinamente se fez ouvir do céu um ruído como o de vento que soprava impetuosamente, e encheu toda a casa onde estavam. Apareceram-lhes então como línguas de fogo, que se puseram sobre cada um deles; e todos ficaram cheios do Espírito Santo, começando a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia falarem” 1.

É veloz a palavra da Sabedoria, e onde Deus é o Mestre quão rapidamente se aprende a doutrina! Não houve necessidade de interpretação para o entendimento, não houve aprendizado, não houve prazo para estudo, mas, assim que o Espírito da verdade soprou como quis, as línguas particulares dos diversos povos se tornaram comuns na boca da Igreja.

A partir desse dia ressoou a trombeta da pregação evangélica. A partir desse dia as chuvas de graças, os rios das bênçãos irrigaram todos os desertos e a terra inteira, pois a fim de renovar sua face “o Espírito de Deus pairava sobre as águas”2. E, para a expulsão das trevas de antes, coruscavam os relâmpagos da nova Luz no esplendor das línguas flamejantes. Assim se manifestava a luminosa e ígnea palavra do Senhor, dotada da eficácia de iluminar e da força de abrasar, necessárias ao entendimento e à destruição do pecado.

Porém, caríssimos, embora tenha sido admirável a própria aparência desses acontecimentos e não haja dúvida de que a majestade do Espírito Santo tenha estado presente à harmonia exultante das vozes humanas, não se pense que apareceu a sua divina essência naquilo que se mostrou aos olhes corporais. A natureza invisível e comum ao Pai e ao Filho manifestou a qualidade de seu dom e de sua obra por meio do sinal de santificação que bem lhe aprouve, mas conteve em sua divindade a propriedade de sua essência.

Assim como a visão humana não pode perceber o Pai e o Filho também não percebe o Espírito Santo. Na Trindade, com efeito, nada é dissemelhante, nada é desigual, e todas as coisas que se possam pensar a respeito dessa substância não se distinguem pela excelência, pela glória ou pela eternidade. É verdade que, conforme as propriedades das Pessoas, um é o Pai, outro o Filho, outro o Espírito Santo, mas não há divindade diferente, natureza distinta. Assim como o Filho precede do Pai, igualmente o Espírito Santo é Espírito do Pai e do Filho. Não como as criaturas, que são também do Pai e do Filho, mas como alguém que, como ambos, vive, é poderoso e existe eternamente, desde que existem o Pai e o Filho. Por essa razão o Senhor, quando prometeu a vinda do Espírito Santo aos discípulos, antes do dia da Paixão, disse:

“Ainda muitas coisas vos tenho a dizer: quando, porém, vier o Espírito da verdade, ele vos conduzirá para toda a verdade. Pois não falará de si mesmo, mas falará o que tiver ouvido e vos anunciará as coisas que deverão suceder. Tudo o que o Pai tem é meu; per isto disse que receberá do que é meu e vos anunciará”3.

O Pai, portanto não tem algo que não o tenham o Filho ou o Espírito Santo. Tudo o que tem o Pai, tem o Filho e tem o Espírito Santo. Nunca faltou na Trindade essa perfeita comunhão; nela são uma mesma coisa “tudo possuir” e “sempre existir”. Não imaginemos sucessão de tempo na Trindade, não imaginemos gradações ou diferenças. Se, de um lado não se pode explicar o que Deus é, de outro não se ouse afirmar o que Deus não é. Seria melhor deixar de discorrer sobre as propriedades da natureza inefável de Deus, do que afirmar o que não lhe convém. O que concebem, pois, os corações piedosos a respeito da glória eterna e imutável do Pai, entendam-no ao mesmo tempo do Filho e do Espírito Santo, de um modo inseparável e sem diferença. Nossa confissão é ser a Trindade um só Deus, já que nas três Pessoas não existe diversidade de substancia, poder, vontade ou operação.

Assim, se reprovamos os arianos, que pretendem existir diferença entre o Pai e o Filho, reprovamos igualmente os macedonianos, os quais, embora atribuindo igualdade entre o Pai e o Filho, pensam que o Espírito Santo seja de natureza inferior. Eles não vêem estarem incidindo naquela blasfêmia indigna de ser perdoada tanto no século presente como no futuro, consoante a palavra do Senhor:

“A todo o que disser uma palavra contra o Filho do homem será perdoado, mas ao que disser contra o Espírito Santo não será perdoado nem neste século nem no vindouro”4.

Quem permanece, portanto, nessa impiedade fica sem perdão, pois expulsou de si aquele por meio do qual seria capaz de confessar a verdadeira fé. Jamais se beneficiará do perdão quem não tiver advogado para protegê-lo.

Ora, é do Espírito Santo que procede em nós a invocação do Pai, dele são as lágrimas dos penitentes, dele os gemidos dos que suplicam, “… e ninguém pode dizer Senhor Jesus senão no Espírito Santo”5.

O Apóstolo prega de maneira evidente a onipotência do Espírito, igual à do Pai e do Filho, bem como sua divindade, ao dizer:

“há diversidade de graças, mas um mesmo é o Espírito; e há diversidade de ministérios, mas um mesmo é o Senhor; e há diversidade de operações, mas um mesmo é o Deus que opera tudo em todos”6.

Por estes e outros documentos, através dos quais, de inumeráveis modos brilha a autoridade das palavras divinas, sejamos incitados, caríssimos, unanimemente, à veneração de Pentecostes, exultando em honra do Santo Espírito, por quem toda a Igreja é santificada e toda alma racional é penetrada. Ele é o inspirador da fé, o Mestre da ciência, a fonte do amor, o selo da castidade, o artífice de toda virtude.

Regozijem-se as mentes dos fiéis com o fato de, em todo o mundo, ser louvado pelas diferentes línguas o Deus uno, Pai, e Filho e Espírito Santo; com o fato de prosseguir em seu trabalho e dom aquela santificação que apareceu na chama do fogo. O mesmo Espírito da verdade faz refulgir com sua luz a morada de sua glória, nada querendo de tenebroso ou morno em seu templo.

Foi também por auxílio e instrução desse Espírito que recebemos a purificação do jejum e da esmola. Com efeito, segue-se ao venerável dia de hoje um costume de salutar observância, que os santos julgam de grande utilidade e nós vos exortamos, com pastoral solicitude, a que o celebreis com o maior zelo possível. Assim, se a negligência vos fez contrair em dias passados algo de pecaminoso, seja isto penitenciado pela censura do jejum e pelo devotamento da misericórdia. Jejuemos na quarta e na sexta-feira, para sábado celebrarmos juntos as vigílias, com a habitual devoção. Por Cristo, Nosso Senhor que vive e reina com o Pai e o Espírito santo, pelos séculos dos séculos. Amém


Notas:

1 At 2,1-4

2 Gn 1,2

3 Jo 16,12-13.15

4 Mt 12,32

5 lCor 12,3

6 lCor 12,4-6

Fonte:

GOMES, C. Folch Antologia dos Santos Padres. São Paulo- Ed. Paulinas 1979

Pentecostes: verdade histórica!

No início do seu Evangelho, Lucas diz que fez cuidadosa investigação de tudo, para que o leitor possa perceber a solidez dos fundamentos da fé.

No primeiro capítulo dos Atos dos Apóstolos, o Evangelista Lucas afirma que no seu primeiro livro apresentou tudo que Jesus fez e ensinou. Tudo? Sabendo que Lucas sabia que muitas coisas da vida e das palavras de Jesus não foram relatadas no seu livro anterior, podemos entender a palavra “tudo” em relação ao evangelho dele: que tudo ali é relatório de fatos acontecidos e de palavras de Jesus, tudo colhido em informações de testemunhas consultadas por Lucas.

Não faz muito tempo que duas teorias dominavam o campo da exegese dita científica e eram copiadas cegamente pela maioria: Que o evangelho atribuído a Lucas e os Atos dos Apóstolos seriam de dois autores diferentes, e que o autor dos Atos teria fingido que era companheiro de Paulo para angariar credibilidade. Alguns ainda continuam chamando Lucas de mentiroso, alegando como atenuante que os autores daquele tempo não cuidavam da fidelidade histórica dos seus relatos.

O pano de fundo dos argumentos contra a verdade histórica de muitos textos do Novo Testamento é o preconceito pseudocientífico da impossibilidade de milagres. Eliminando a possibilidade de uma intervenção direta do poder de Deus para realizar e confirmar a Revelação Divina no Jesus histórico, precisam substituir os “milagres” por causas naturais.

Qualquer teoria derivada da exegese histórico-critica do protestantismo alemão com sua pretensão de explicar tudo por métodos de crítica literária e de ter para tudo uma explicação que dizem científica serve para jogar o Novo Testamento na vala comum da mitologia.

O primeiro pressuposto para tais teorias é a demora entre os acontecimentos históricos e a redação dos textos evangélicos, um tempo suficiente para a formação de mitos. No século XIX surgiram teorias que colocaram a redação final dos evangelhos no segundo século.

Muitos copiaram tais teorias e só recuaram diante de provas irrecusáveis para recolocar a redação dos evangelhos para o primeiro século. No entanto, ainda prevalecem teorias que dizem que os evangelhos foram escritos meio século depois da morte e ressurreição de Jesus. Ressurreição ???

Quanto mais complicada a teoria, melhor. Fica mais difícil de ser questionada por pessoas sem doutorado e pós-graduação em ciências da religião. Entre as teorias mais complicadas temos a história das fontes com suas variantes e seus adeptos.

Tenho um conhecimento razoável das teorias de exegetas, mas ainda acredito que a razão de tanta semelhança entre textos de autores diferentes tem explicação melhor que a teoria de cópias de pedaços entre os diversos autores. Os relatos são parecidos porque todos se referem aos mesmos fatos e discursos presenciados pelos autores ou recebidos por eles de outros ouvintes da Palavra de Deus em Jesus e testemunhas dos sinais realizados pelo poder de Deus.

O mal não está nas teorias produzidas por especialistas estudiosos. O mal é que são apresentadas como se fossem a última verdade. São muito propagadas em comentários bíblicos e divulgadas em catecismos e manuais de pregação. Tenho muita curiosidade, mas ainda não encontrei nenhuma prova racional para tanta demora entre a vida terrena de Jesus e a redação dos livros do Novo Testamento.

Não há razão objetiva para duvidar que os Atos dos Apóstolos tenham sido escritos depois do Evangelho de Lucas. Quanto à data da redação dos Atos, tenho uma pergunta muito simples: Por que será que o livro termina com a prisão de Paulo em Roma e não fala nada do martírio dele e de Pedro ? Como se explica tal omissão estranha, se o livro foi escrito vinte anos depois da morte dos dois?

Se podemos confiar nas afirmações de Lucas, o seu evangelho foi escrito antes do seu segundo livro, e antes do seu evangelho já existiam outros relatos sobre a vida e os ensinamentos de Jesus. Não seriam os evangelhos de Marcos e Mateus?

Por outro lado, a data exata da redação dos evangelhos não é tão importante, pelo menos para quem crê na promessa que Jesus fez aos seus discípulos: O Espírito Santo vos fará lembrar e entender meus ensinamentos.

Com essa promessa de inspiração divina dos evangelhos a nossa confiança na presença da Palavra de Deus nos evangelhos não depende de teorias de críticos literários, por mais competentes e dedicados que sejam.

Na festa de Pentecostes, os cristãos celebram um acontecimento histórico, ou uma peça de literatura edificante da religiosidade popular?

Ainda no primeiro capítulo dos Atos, Lucas diz que Jesus, antes de subir ao céu diante dos Apóstolos, prometeu a vinda do Espírito Santo, dentro de poucos dias.

No segundo capítulo, Lucas conta o que aconteceu dez dias depois, 50 dias depois da Ressurreição. A vinda do Espírito Santo, no dia de Pentecostes, marcada por sinais impressionantes, fez dos discípulos medrosos missionários corajosos, inteiramente dedicados à sua missão de anunciar o evangelho ao mundo inteiro. Eles tinham feito a sua parte. Estavam preparados com dias de oração para acolher o dom do Espírito Santo.

No nosso século, o mundo está cheio de doutores da lei que não acreditam que foi assim que aconteceu. Não sabem dizer como foi, mas pretendem saber que não foi assim como está escrito. Então, Lucas foi um mentiroso, escritor de fábulas piedosas?

O abismo criado por modernos escribas e doutores da lei entre o Jesus histórico e o Cristo da fé tomou conta da exegese moderna que esvazia o valor histórico dos evangelhos com preconceitos pseudocientíficos que sufocam a simplicidade da fé apostólica.

Tudo que tem cheiro de milagre, de intervenção direta de Deus na história da humanidade, é substituído por explicações “científicas” trazidas da parapsicologia e da medicina. Onde não encontram explicações naturais, falam de mitologia, de produto do imaginário de crenças e tradições populares sem fundamento histórico. A palavra “sobrenatural” já não pode ser usada na teologia, por ser conhecida com significação deturpada para coisas de assombração.

Fico impressionado com a alegação simplória que duvida da verdade histórica de textos evangélicos aparentemente divergentes sobre o mesmo acontecimento ou sobre o mesmo discurso de Jesus.

Quanto à vinda do Espírito Santo, por exemplo, alegam contradições entre Lucas e João. Segundo João, o Espírito Santo teria sido derramado sobre os apóstolos já no dia da ressurreição: Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados… Segundo Lucas, a vinda do Espírito Santo teria acontecido 50 dias depois. Portanto, um dos dois estaria errado, ou os dois.

Na leitura das Escrituras, assim como na vida, quem procura dificuldades, acha. O evangelista João, conhecedor dos Atos dos Apóstolos, não viu contradição, e também não viu necessidade de repetir o que já estava no texto de Lucas, assim como não repetiu o relato da instituição da Eucaristia que já estava nos outros evangelhos. Realçou o dom especial do Espírito Santo para os Ministros do Sacramento do Perdão, confirmados na sua missão, apesar da fraqueza revelada na hora decisiva.

A Igreja de hoje também fala da presença do Espírito Santo já no Batismo. Mesmo assim, faz questão de um momento especial do Dom do Espírito Santo no Sacramento da Crisma.

Por outro lado, já surgem inovadores que querem abolir a Confirmação como Sacramento separado do Batismo. Outros querem aumentar cada vez mais a idade exigida para crismar, como se esse sacramento fosse um prêmio reservado aos heróis que por força própria conseguiram manter-se fiéis nas turbulências da adolescência.

A confirmação é uma realização especial da presença do Espírito Santo para os anos das primeiras decisões pessoais importantes para a vida toda e para superar as dificuldades próprias dessa idade.

È por isso que as orientações sábias da Igreja não exigem mais que 12 anos de idade para a Confirmação.

A questão das interpretações divergentes dos textos evangélicos nas igrejas cristãs e dentro da própria igreja católica devia ser tratada com mais profundidade, mas não resisti ao impulso de colocar algumas considerações, provocado por teorias alheias à fé católica apresentadas por aí ao nosso povo justamente na festa do Espírito Santo.

Acredito na inspiração divina do Evangelho que merece nossa confiança como Palavra de Deus para nós.

Dom Cristiano Jakob Krapf

Poder Global e Religião Universal

Poder Global e Religião Universal

Já está à venda no site Ecclesia, o livro de Monsenhor Juan Claudio Sanahuja – Poder Global e Religião Universal.

   

Autor: Juan Claudio Sanahuja

Descrição: A crise da Igreja é grave. Tenho a impressão de que não se esconde de ninguém que o cataclismo social – que afeta o respeito à vida humana e à família – tem essa triste situação como causa. Michel Schooyans afirma, sem nenhuma dúvida, que a Nova Ordem Mundial, “do ponto de vista cristão, é o maior perigo que ameaça a Igreja desde a crise ariana do século IV”, quando, nas palavras atribuídas a São Jerônimo, “o mundo dormiu cristão e, com um gemido, acordou ariano”.

(…) Soma-se à atitude vacilante de muitos católicos a ditadura do politicamente correto, muito mais sutil que as anteriores e que reivindica a cumplicidade da religião, uma religião que por sua vez não pode intervir nem na forma de conduta nem no modo de pensar. A nova ditadura corrompe e envenena as
consciências individuais e falsifica quase todas as esferas da existência umana.

A sociedade e o estado excluíram Deus, e “onde Deus é excluído, a lei da organização criminal toma seu lugar, não importa se de forma descarada ou sutil. Isto começa a tornarse evidente ali onde a eliminação organizada de pessoas inocentes – ainda não nascidas – se reveste de uma aparência de direito, por ter a seu favor a proteção do interesse da maioria”.

Juventude e Bioética

De 13 a 15 de julho, em Brasília, as Comissões para Vida e Família e para a Juventude, da CNBB, vão promover o Seminário de Juventude e Bioética. O objetivo é aprofundar os conhecimentos sobre temáticas como aborto, anencefalia, células tronco embrionárias e eutanásia. 

As inscrições já estão abertas e podem ser feitas até o dia 1º de julho clicando neste link.. O valor é R$ 150,00 e dá direito à alimentação e a materiais do evento. Para quem desejar, será oferecida hospedagem em casa de família, com custo zero, o que deverá ser informado no ato da inscrição.

O seminário será voltado a jovens ligados aos diversos campos da bioética: saúde, educação, direito, filosofia, psicologia, ciências sociais etc.

Já estão confirmadas as presenças de Dom Fernando Chomali, da Pontifícia Universidade Católica do Chile; Frei Antônio Moser e Dra. Lenise Garcia, membros da Comissão de Bioética da CNBB; e de Dom Eduardo Pinheiro da Silva e Dom João carlos Petrini, presidentes, respectivamente, das comissões para a Juventude e para a Vida e Família.

As questões relacionadas à bioética tem ganhado cada vez mais relevância no Brasil. Recentemente houve a liberação, pelo Supremo Tribunal Federal, do aborto em casos de anencefalia e do uso de células-tronco embrionárias, além da geração por reprodução assistida de uma criança para ser doadora para a irmã. Além disso, uma comissão de juristas nomeada pelo Senado Federal decidiu propor o aumento de casos em que o aborto não será punido, incluindo a incapacidade psicológica da mãe. Diante de tantos desafios, fazem-se cada vez mais atuais as palavras do Papa Bento XVI:

“Convido-vos a seguir com particular atenção os problemas difíceis e complexos da bioética. As novas tecnologias biomédicas interessam não somente a alguns médicos e pesquisadores especializados, mas são divulgadas através dos modernos meios de comunicação social, provocando esperanças e interrogações em setores sempre mais vastos da sociedade”.

Seguindo esse chamamento, as duas comissões da CNBB começam a preparação do Seminário de Juventude e Bioética. O evento é mais um passo de preparação para a Jornada Mundial da Juventude Rio 2013. Mais informações sobre a programação  serão dadas no site dos Jovens Conectados.

Serviço:

Seminário Nacional Juventude e Bioética – clique para se inscrever

Tema: Os desafios da Bioética e o protegonismo do Jovem Católico

Iluminação Bíblica: “Escolhe, pois, a vida” (Dt 30,19)

Data: 13 a 15 de julho

Local: Centro Educacional Maria Auxiliadora (Cema) – 702 Sul, Brasília, DF

Fonte: Jovens conectados

Mons. Sanahuja: “estamos diante de uma revolução semântica”

No dia 23 de maio o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira promoveu mais um importante evento na capital paulista. O palestrante, Mons. Juan Carlos Sanahuja, veio da Argentina para alertar ao público brasileiro sobre a ameaça da nova religião universal imposta pela ONU.

Dr. Plinio Xavier da Silveira abriu da conferência, em nome do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira,  e o Cel. Paes de Lira fez a apresentação do palestrante e do tema com a leitura do prefácio que escreveu para o livro de Mons. Sanahuja, lançado no evento: Poder global e religião universal.

O sacerdote argentino denunciou uma importante arma da guerra psicológica para a implantação de uma nova moral: a “revolução semântica”, que visa a confundir e embaralhar o significado das palavras, utilizando certos termos conhecidos, mas dando a eles um sentido diverso do original para assim induzir suas vítimas a uma baldeação ideológica inadvertida (Cfr. Baldeação ideológica inadvertida e diálogo, de Plinio Corrêa de Oliveira).

A palavra família, por exemplo, tão simpática a todos, embora conste em documentos da ONU, é entendida no vocabulário revolucionário não como uma instituição constituída entre um homem e uma mulher e seus respectivos filhos, mas como qualquer coabitação entre duas pessoas, mesmo sendo ambas do mesmo sexo, para relações sexuais.

A revolução semântica, mostra Mons. Sanahuja, é uma verdadeira invasão das consciências. O “novo poder global” pretendido pela ONU visa a imposição de uma nova moral ao mundo inteiro. A aceitação da prática homossexual, do aborto, da anticoncepção e dos assim chamados direitos sexuais e reprodutivos são temas sensíveis e indiscutíveis para a nova moral.

“O novo poder global precisa de uma religião universal”, afirmou Mons. Sanahuja apontando que a conferência Millennium World Peace Summit of Religious and Spiritual Leaders [Cúpula do Milênio de Líderes Religiosos e Espirituais  pela Paz Mundial] , ocorrida em Nova Iorque, em agosto de 2.000, realizada pela ONU, se manifestou contra as religiões “dogmáticas”, como portadoras do “fundamentalismo”.

Segundo dados apresentados pelo conferencista, em reunião internacional preparatória para o Cairo+10 em 2004, intitulada “Direitos Sexuais e Reprodutivos, cultura e religião”, organizada pelo Fundo de Populações das Nações Unidas e pelo governo holandês, afirmava que foi “vital” intervir recursos humanos e fundos para “convencer aos líderes religiosos a democratizar seu discurso em matéria de direitos sexuais e reprodutivos”.

Um exemplo que chocou a todos foi o ocorrido com a Caritas Internacional que adotou esses objetivos da FPNU “como se não houvesse uma conduta católica multi-secular para ajudar os mais necessitados”, disse Mons. Sanahuja. Para ele, Caritas, organismo da Santa Sé, adotou essa posição através da secretaria-geral do órgão, Lesley-Anne Knight, uma queniana “teóloga” da libertação, que tomou posse do cargo por imposição das Caritas de países ricos. Na Argentina, as farmácias da Caritas distribuem anticonceptivos. Tal situação levou a Santa Sé, no dia 27 de abril, a determinar seu direito de veto na escolha dos indicados para os cargos administrativos.

No final, Mons. Sanahuja respondeu a perguntas e coube ao príncipe Dom Bertrand as palavras de encerramento, lembrando que o Brasil vai mar alto nessa Revolução para extinguir a verdadeira religião e os princípios católicos. Exemplificou com o Estatuto da Diversidade Sexual, que entre outras coisas pretende que o SUS pague as cirurgias de mudança de sexo, oferecendo tratamento hormonal com este fim para jovens… desde os 14 anos!

O Príncipe Imperial exortou todos a seguirem as palavras de Santo Antônio Maria Claret: A Dios rogando y con el mazo dando, o que, em tradução livre, significaria: “A Deus rezando, e com o tacape dando”. Segundo D. Bertrand, devemos rezar e envidar todos os esforços legais e pacíficos para impedir a imposição dessa nova religião atéia e ditatorial, que pretende colocar a Lei de Deus e a civilização cristã de cabeça para baixo.

http://www.ipco.org.br

Anselm Grun pode estar espalhando teorias contrárias à doutrina da Igreja, afirmam alguns membros da Igreja

Vi a notícia abaixo e penso por bem reproduzi-la, visto que também tenho algumas ressalvas com alguns escritos do famoso monge escritor Anselm Grun. Em um de seus livros que li, vi uma quantidade enorme de frases relativistas que podem levar a interpretações contrárias à doutrina da Igreja. Além disso, alguns anos atrás, numa palestra em São Paulo, o citado autor elogiou a difusão da teologia da libertação, segundo ele, “tão presente nesta terra”. Esta afirmação está gravada em vídeo.

O diretor do grupo ACI, o jornalista Alejandro Bermúdez Rosell, afirmou que os ensinamentos difundidos pelo monge beneditino Anselm Grün são heréticas, pois vão contra a doutrina da Igreja, a qual não  “uma coisa menor ou opinável”.

Em seu podcast em espanhol chamado “Punto de vista” de 23 de maio, Bermúdez criticou que em suas conferências e livros, alguns deles traduzidos também ao português, Grün tenha reduzido as Sagradas Escrituras a “um manual de terapia psicológica”.

“O Pe. Grün, em vez de oferecer uma alternativa à auto-ajuda New Age ele se incorpora a ela”, indicou.

Bermúdez explicou que o problema não são as boas intenções ou a pessoa mesma de Anselm Grün, mas sim o monge que, através de seu ensino, está “empurrando a todos seus leitores por um caminho que apresentado como se fosse doutrina da Igreja quando completamente o contrário”.

O diretor do grupo ACI assinalou que, em sua interpretação de diversas passagens bíblicas do Antigo e do Novo testamento, o monge beneditino retira “todo sentido sobrenatural e religioso, pretendendo que estas sejam simplesmente metáforas psicológicas”.

O sacerdote jesuíta Gabino Tabossi também criticou a aproximação de Grün a diversas heresias e a teorias psicológicas contrárias ao ensino da Igreja.

Como exemplo, o Pe. Tabossi “assinalou que, em uma de suas obras, Grün considera a relação entre o Abraão e Isaac como “despótica e a que tem com Deus neurótica e fictícia”.

“Tal interpretação, além de psicologista, é pouco ecumênica: que não saibam nossos irmãos maiores que um católico tratou como doente e desequilibrado ao progenitor do judaísmo!”.

O Pe. Tabossi denunciou que o monge beneditino, em seus textos, “relativiza o catolicismo quando augura que a fidelidade à própria consciência, acima de qualquer religião, é caminho seguro para a salvação”.

O jesuíta também destacou que enquanto a Igreja ensina que Jesus sempre foi Deus, “a teologia do Grün ensina ao parecer que Jesus foi se fazendo Deus sobre tudo a partir da iluminação que recebeu no dia de seu batismo“.

De acordo ao Pe. Tabossi, a ética do Pe. Grün ensina que “para salvar-se e ser feliz é preciso pecar, ou ao menos, fugir do desejo de erradicação daquilo que nossos preconceitos culturais consideram como condutas ‘anormais’”.

“Nosso autor acredita que o pecado original foi uma coisa necessária e louvável assim, depois dele, os primeiros pais puderam ‘conhecer o bem e o mal’, ganhar em consciência, aumentar a própria ciência moral”.

Por sua parte, o Arcebispo de La Plata, na Argentina, Dom Héctor Aguer, qualificou de “muito pernicioso” o ensinamento de Anselm Grün, por ser um eco da cultura New Age.

Dom Aguer indicou que toda a espiritualidade difundida por Grün está apoiada nas teorias da psicanálise de Carl Jung, abundantes em gnosticismo.

Para o Prelado argentino, o trabalho do monge beneditino “uma espécie de transcrição pseudoespiritual da simbologia de Jung. Isso vai acabar mal”.

Xuxa e sua revelação bombástica: “fui abusada quando criança”

Revelação irá abafar escândalo de filme de pedofilia que vem assombrando sua vida e carreira durante décadas?

 
No programa Fantástico de domingo passado, Xuxa alegou que sofreu abusos sexuais na infância. Supostamente, foram três homens.
 
 
Xuxa, no Fantástico, revelando-se vítima de pedofilia

Sua declaração forte trouxe uma alta em sua imagem num momento em que sua carreira já não tem o brilho que tinha antes. O brilho tem sido cada vez mais ofuscado por um sombrio esqueleto em seu armário: Em 1982 ela fez o papel principal do filme “Amor estranho amor”, que contém cenas de pedofilia explícita em que ela seduz um menino.

Xuxa vem travando uma batalha judicial sem tréguas para que o filme, que tem perturbado sua carreira e fama, não seja oficialmente comercializado em DVD. Seus produtores haviam chegado a exigir 100 mil reais por ano para manter o filme “extinto”. O desgaste com o obsceno filme pró-pedofilia tem sido um flagelo na fama e bolso da atriz.
 
Xuxa, em filme pró-pedofilia, fazendo sexo com um menino

A trajetória de Xuxa, com suas recentes revelações de pedofilia na infância, teve um início com contexto previsível. Sabe-se que ela, por costume da família ou vontade própria, gostava de andar nua dentro de casa quando era menina. Crianças de lares com tais “hábitos” não raramente enxergam com “naturalidade” o sexo.

Qualquer homem moralmente são teria dificuldade de visitar uma casa onde o pai permite que sua filha de oito, dez ou doze anos ande “ao natural”. Não chega a ser “fora do normal” um lar com nudez descarada produzir abusos sexuais. É um ambiente produtor de tentações.
Tais lares, além de tornarem suas crianças vulneráveis aos oportunistas sexuais, não veem nada de errado em revistas pornográficas.
 
Xuxa como capa da Playboy: ganhando muito dinheiro

Xuxa não só tinha essa visão, mas também chegou a posar nua para várias revistas pornográficas, inclusive a mais famosa, a Playboy. O que era “natural” para ela acabou também virando fonte de renda.

Mesmo com esse histórico moralmente turbulento, ela acabou entrando no mercado infantil, com um programa primeiramente na TV Manchete e depois na TV Globo, onde dançarinas mirins com trajes curtos e a garotada garantiram para ela e para a TV Globo IBOPE e audiência. Ela passou de coelhinha da Playboy à rainha dos baixinhos.
É uma carreira infantil de sucesso alicerçada em assombrações pornográficas e pedofílicas.
Ela não era, é claro, o exemplo ideal para as crianças. Mas o mundo imundo da TV tem valores inversos de uma família que protege os filhos com valores morais.
Durante o governo de Lula, Xuxa encabeçou a campanha nacional “Não Bata, Eduque!”, lançada por Lula em Brasília. A campanha, de modo ostensivo, buscava a criminalização de pais e mães que aplicam castigos físicos como disciplina para o mau comportamento dos filhos.
Xuxa mostrou sua rebelião a esse mundo com limites para as crianças. Talvez ela anseie um mundo onde as crianças possam tranquilamente andar livres dentro de casa — livres de roupas — e assim estar mais preparadas para ver com naturalidade o sexo e a revista Playboy.
Mas a experiência de uma infância sem limites e sem roupas não trouxe felicidade para a menina Xuxa. Trouxe, pelo que alega ela, estupros. E trouxe, pelo que mostra seu currículo, seu estrelato num filme de pedofilia explícita e participação em revistas pornográficas.
Em todas essas décadas, Xuxa jamais reclamou de ter sofrido peso na consciência pela óbvia incoerência entre sua vida no mercado pornográfico e no mercado infantil. O que importava, talvez, fosse obter dinheiro, fosse de qual fosse a procedência.
Na entrevista ao Fantástico, Xuxa se queixa de um pai ausente, mas quando ela teve oportunidade de fazer diferença na sua vida, ela escolheu ter uma filha sem um pai. Ela determinou que a figura do pai ficasse ausente da vida de sua filha.
Depois de sua recente confissão de abuso sexual na infância, Xuxa deveria abandonar seu ativismo contra os direitos dos pais disciplinarem seus filhos e imporem limites — inclusive o uso de roupas — neles. Abuso e violência não é impor limites nos filhos, conforme hoje esbraveja Xuxa com sua campanha anti-pais, mas a falta de limites.
Seu ativismo agora deveria se limitar aos malefícios da nudez dentro de casa, de como essa prática torna as crianças presas fáceis de pedófilos, do sexo casual e da pornografia.
O ativismo dela deveria também incluir uma campanha de alerta para que os pais bloqueiem toda pornografia em seus lares.
E ela poderia também aproveitar e aparecer novamente no Fantástico para pedir perdão às famílias e crianças do Brasil pelo filme “Amor estranho amor”, onde ela mesma, já adulta consciente e com fome de grana, fez descarada propaganda pró-pedofilia.

Cardeal de Viena esclarece algumas polêmicas na entrevista abaixo

Andrea Tornielli- jornal La Stampa.

Há um mês e meio, contra o parecer do pároco, ele havia deixado em seu posto no conselho pastoral de uma paróquia o jovem Florian Stangl (foto), gay assumido. (O jovem de vinte e sete anos foi votado entre os paroquianos, durante as eleições do novo conselho pastoral de Stützenhofen, ao norte de Viena. O pároco, porém, não quis admitir sua designação. E, aí, interveio o arcebispo, que assumindo a responsabilidade, decidiu convalidar a eleição)

O cardeal Christoph Schönborn, dominicano, 67 anos, aluno de Ratzinger, arcebispo de Viena, está em Roma nestes dias, onde discutiu com as autoridades vaticanas a situação da Igreja austríaca.

Nesta entrevista ao jornal La Stampa, depois de semanas de silêncio, ele volta a falar da sua escolha. Ele a defende, mas, ao mesmo tempo, explica que o ensino católico não muda. E se pronuncia também sobre a dissidência que atravessa a Igreja na Áustria, antecipando as iniciativas que irá tomar com relação aos padres signatários do Apelo à desobediência.

Eis a entrevista.

Cardeal Schönborn, pode explicar por que o senhor ratificou a eleição de Stangl ao conselho pastoral?

A minha decisão havia sido uma “não decisão”, eu apenas decidi não interferir na eleição ocorrida. É a paróquia que deve escolher bem os candidatos para o conselho pastoral, em conformidade com os requisitos previstos. No caso sobre o qual falamos, isso infelizmente não aconteceu.

O senhor se encontrou com Stangl. O que lhe chamou a atenção?

Não pretendo entrar em detalhes, porque as pessoas têm direito à sua esfera privada.

O caso suscitou esperanças em quem espera uma mudança de posição da Igreja com relação aos gays…

Diante de casos de irregularidades, de pessoas que coabitam, de divorciados que se casam novamente ou de casais formados por pessoas do mesmo sexo, nós, pastores, devemos manter firmes os ensinamentos da Escritura e da Igreja, não por fideísmo, mas sim porque estamos convictos de que eles representam o caminho rumo à felicidade. E devemos tentar ajudar todos a levar uma vida conforme a esses ensinamentos.

Por que, então, o senhor decidiu não intervir?

Porque devemos reconhecer que não só aqueles que vivem em uma situação objetiva de desordem moral, mas também nós todos precisamos de perdão e de misericórdia. Estamos caminhando rumo a uma meta que nós reconhecemos com o coração e a mente, mas também estamos conscientes de que são necessários passos de conversão e de paciência. Não devemos justificar certas situações, mas sim pedir uma mudança. Como pastor, eu julguei que, nessa situação particular, no caso de que falamos, havia um caminho em andamento.

O senhor irá admitir que se trata de um precedente…

A posição da Igreja sobre esses temas não mudou, e não se trata de um precedente. É só um caso especial, assim como há outros…

A Igreja deveria demonstrar uma atitude mais misericordiosa com relação aos homossexuais?

A Igreja sempre demonstrou misericórdia para com os pecadores, e todos somos pecadores. Mesmo que nos fixemos apenas em certos pecados e em certas situações de desordem moral, todos nós, como cristãos, devemos nos confessar. Mas não há misericórdia sem verdade. É preciso um caminho de conversão: isso vale para os divorciado em segunda união, mas também para quem vive relações homossexuais. É preciso ajudá-los a reconhecer que o projeto de Deus não é esse, e, se eles se sentem incapazes de seguir o ensinamento da Igreja, que o admitam com humildade, pedindo a ajuda de Deus, confessando-se e tentando não pecar mais. Não podemos mudar o seu projeto, mas devemos lembrar que Deus é infinitamente misericordioso para com os nossos pecados.

As associações gays acusam a Igreja de ter uma atitude discriminatória. Como o senhor responde?

A Igreja deve seguir o que foi revelado nas Escrituras, mas condena o pecado, não o pecador. Depois, há lobbies, o “politicamente correto”, as atitudes exibidas com as quais, no entanto, nem todos aqueles que têm inclinações homossexuais concordam. Um certo rumor, uma certa propaganda gay, o fato de querer estender nas escolas um tipo de educação sexual que acabe promovendo também a homossexualidade… Eu me pergunto: se essa é a normalidade, por que se precisa de tanto barulho? Se essa é a felicidade que Deus quis para o ser humano, por que se precisa de tanta propaganda?

Há quem diga que a Igreja hoje fala muito de moral sexual. O que o senhor acha?

O importante é a relação de amizade com Jesus, o encontro pessoal com ele. Bento XVI não se detém muito nas questões relacionadas à sexualidade, mas insiste na amizade com Jesus, ou seja, na fé. Chamou-me a atenção que, durante o primeiro encontro com os jovens em Colônia, em 2005, o papa nunca citou os temas relacionados à sexualidade. E lembro também que João Paulo II, em 2001, disse que todos os ensinamentos morais permanecem como leis exteriores e incompreensíveis sem a experiência da fé, da relação com Jesus.

Há muita dissidência na Igreja austríaca, centenas de padres assinaram um Apelo à desobediência. O que vai acontecer?

Eu gostaria de esclarecer que uma coisa é a Pfarrer-Initiative, de 2006, assinada por 350 sacerdotes. Outra é o Apelo à desobediência, lançado com grande evidência midiática há um ano: este último, promovido pelo Mons. Helmut Schüller, foi feito sem aviso prévio aos signatários, que não sabiam de nada. Eu logo declarei que não se pode brincar com as palavras e que o Apelo à desobediência é inadmissível. Como bispos, fomos pacientes – segundo alguns, até demais – e agora estamos preparando uma carta pastoral para será lançada durante o Ano da Fé, em que responderemos a todas as questões feitas pelos dissidentes.

O papa os citou na Missa da Quinta-Feira Santa…

Nessa homilia, Bento XVI nos deu um modelo de diálogo, tentando entrar nas suas motivações, responder às suas objeções e, por fim, convidá-los a seguir a Cristo na obediência, que é um caminho de redenção e de liberdade.

E se os defensores da Pfarrer-Initiative não cederem?

Nós lhes diremos: agora é o momento de esclarecer. Depois, tomaremos as nossas decisões, incluindo eventualmente também passos que preveem sanções disciplinares. Espero que não seja necessário.

No caso das sanções, a intervenção será sua ou da Santa Sé?

Nós, bispos, é que interviremos, e não Roma. É um dever que compete a nós, pastores.

Como o senhor julga a propagação dessa dissidência, que pede a abolição do celibato, o sacerdócio às mulheres, os leigos no lugar dos padres nas celebrações?

O movimento se espalhou. Há até uma espécie de “Guia Michelin” da dissidência, com os nomes das associações nos vários países. Trata-se, em grande parte, de sacerdotes da geração de 1968: eu digo isso sem nenhum desprezo, como dado documental. Muitos deles sofrem, devem ser respeitados e muitas vezes levantam problemas reais. Concordamos com o diagnóstico: há uma crise. Mas não compartilhamos a terapia. Parece-me que eles têm em mente a situação da Igreja nos anos 1950 e 1960, quando ela era muito mais forte, vigorosa e enraizada.

Qual é a terapia certa, segundo o senhor?

Uma nova descoberta da fé, que aceite ser a luz do mundo. O verdadeiro programa de contraste à Pfarrer-Initiative são as muitas realidades vivas da Igreja austríaca, das quais ninguém fala: o número crescente de famílias jovens que vivem a sua fé no mundo, com o conhecimento de serem uma minoria criativa; os jovens fascinados com a espiritualidade e com a liturgia dos mosteiros. Estamos acostumados a ser maioria e a dizer tudo sobre todos: agora é o momento de nos reconhecermos minoria e de testemunhar, cada um em seu próprio lugar, a nossa fé.

Vaticano fecha acordo com Benetton sobre imagem polêmica do Papa

15.05.2012 – O Vaticano e a grife italiana Benetton chegaram nesta terça-feira a um acordo em relação à publicação de uma imagem do papa Bento 16 beijando o imã Al Azhar, como parte de uma campanha publicitária de novembro de 2011.

 
Papa Bento 16 beija Ahmed Mohamed el Tayeb, imã da mesquita de Al Azhar (do Cairo), em campanha polêmica da Benetton

Além da retirada da imagem, a marca deverá doar uma quantia em dinheiro para um projeto de caridade da Igreja.

O porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, afirmou que a Benetton reconheceu publicamente o uso da “sensibilidade dos crentes” e reiterou que “a imagem do papa deve ser respeitada e usada apenas com autorização prévia da Santa Sé”.

“A Santa Sé não quis pedir indenizações de natureza econômica, mas quis obter o ressarcimento moral de reconhecimento do abuso realizado e afirma a sua vontade de defender, inclusive por meios legais, a imagem do pontífice”, afirmou Lombardi.

De acordo com o porta-voz, “assim se encerra, também do ponto de vista legal, um episódio muito desagradável, que não deveria ter acontecido, mas do qual se espera poder aprender uma lição de respeito com a imagem do papa e das sensibilidades dos fiéis”.

Fonte: Folha SP

Obama protege os gays em detrimento da família

A Associação Católica de Líderes Latinos (CALL, por suas siglas em inglês), expressou sua profunda decepção pelo ataque contra a família realizado pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ao expressar seu apoio ao mal chamado “matrimônio” gay.

No último 9 de maio, em uma entrevista, Obama afirmou que “os casais homossexuais deveriam ter a possibilidade de casar-se”.

Em um comunicado emitido no dia 14 de maio, o presidente da CALL, Robert Aguirre, assinalou que o matrimônio e a família estão no “coração da comunidade latina”. Nas suas palavras, ele afirma que esta agressão do presidente norte-americano se soma ao fato que a comunidade hispânica neste país sofreu mais duramente que qualquer outro grupo o efeito das políticas econômicas da administração Obama, e sentem como outra agressão frontal ao coração de seus lares, ao matrimônio e à família, a atitude pró-gay do presidente e candidato à re-eleição pelo partido democrata.

De acordo às cifras reveladas pelo presidente deste organismo de liderança católica laical, durante o período de Barack Obama, o desemprego entre latinos cresceu de 6.3% a 11%, a taxa de pobreza aumentou que 20.6% a 26.6%, e a pobreza em vizinhanças hispânicas passou de 27.4% a 36.3%.

“Estou comovido, mas não surpreso, de que este presidente tenha a temeridade de tentar dirigir esta grande nação para um caminho vazio da moral e dos valores cristãos”, assinalou Aguirre.

Para o líder católico, “uma vez mais, este presidente ignorou o cálculo político da identidade religiosa e o potencial poder de votação dos católicos, dos latinos, e de toda a gente de fé, para favorecer uma política pública que nos debilita como sociedade e nação, sob o suposto estandarte da justiça e dos direitos individuais”.

“Este deve ser um chamado para todos os hispânicos para que despertem e percebam a gravidade da situação e da força da voz coletiva latina”.

Aguirre sublinhou que a CALL condena a discriminação contra as pessoas que experimentam atração por pessoas do mesmo sexo, entretanto “proteger o matrimônio entre um homem e uma mulher não tem nada a ver com negar os direitos fundamentais” das pessoas.

“Proteger a instituição do matrimônio significa proteger os direitos dos mais vulneráveis entre nós, nossos filhos, que merecem ser recebidos como um resultado do amor entre uma mãe e um pai, e não devem ser privados desse amor por uma legislação ou política”.

Filme “Redenção”

Este final de semana, assisti o filme “Redenção”. O filme conta a história  real do pastor “metralhadora” Sam Childers, que após um processo de envolvimento com crimes e drogas, se converte e se torna missionário no Sudão – África. Lá, a missão do pastor é resgatar crianças que fogem das vilas que serão atacadas pelo LRA de Kony. O pastor, então, constrói um orfanato para as crianças serem abrigadas.

A história é bem interessante! O homem, cheio de coragem, enfrenta situações embaraçosas e muito perigosas com um único objetivo: salvar crianças!

Problema: o pastor acaba se envolvendo demais com a situação e começa a agir com os mesmos meios que os rebeldes agem: com violência. Claro, a intenção é defender as crianças. Mas a disseminação do ódio entre eles seria o melhor caminho? Não fica claro no final do filme, se o pastor está agindo como já opinava Maquiavel: os fins justificam os meios…

Afinal, eu recomendo ou não o filme? Sim, recomendo-o.

Cultura da morte na Argentina

O Senado da Argentina aprovou a chamada lei de “morte digna”. No debate se insistiu em que esta não é uma lei sobre eutanásia, mas a norma contempla a possibilidade de retirar a alimentação e a hidratação dos pacientes terminais.

Esta norma lembra os casos emblemáticos da americana Terri Schiavo (2005) e da italiana Eluana Englaro (2009) que morreram por causa da inanição e da desidratação alguns dias depois da suspensão dos cuidados básicos de alimentação e hidratação por meio de sondas, quando as autoridades decidiram aplicar a eutanásia.

Diversas organizações e personalidades argentinas criticaram esta nova norma que modifica o artigo 2 sobre a lei dos direitos do paciente na sua relação com os profissionais e instituições de saúde.

O novo texto indica que “também será possível retirar os procedimentos de hidratação ou alimentação quando os mesmos produzam como único efeito a prolongação no tempo desse estágio terminal irreversível ou incurável”.

Isto significa que a pessoa não morreria por conseqüência da sua doença, mas sim de fome ou sede, sendo assim, o que se comete é a eutanásia ao tirar deliberadamente a vida do paciente.

A Rede Federal de Famílias qualificou a lei aprovada como “infame” e criticou que facilite a morte de pessoas que padeçam doenças irreversíveis ou incuráveis. “Não são irreversíveis ou incuráveis em certos estágios o câncer, a leucemia, o HIV, a surdez, a cegueira, o mal de Parkinson, a paralisia cerebral, etc.?”, questionou a organização.

Para a plataforma argentina, com a aprovação desta lei “foi decidido que seja legal o gesto homicida de pedir a própria morte ou deixar que morra a quem deveríamos cuidar com maior esmero”.

“Pode haver maior ruína para uma nação? Estamos matando-nos entre nós! Estamos legislando a morte de argentinos”, afirmou.

Por sua parte, o advogado Jorge Vitale indicou que “embora a morte seja considerada iminente, os cuidados ordinários devidos a uma pessoa doente não podem ser legitimamente interrompidos”.

“O uso de analgésicos para aliviar os sofrimentos do moribundo, inclusive com risco de diminuir seus dias, pode ser usado de forma moral conforme a dignidade humana se a morte não é pretendida, nem como fim nem como meio, mas somente prevista como inevitável”.

Para o letrado, “os cuidados paliativos constituem uma forma privilegiada da caridade desinteressada. Por esta razão devem ser alentados”.

Os representantes do grupo pró-vida Marcha dos Escarpines criticaram que os legisladores argentinos “não escutaram as vozes autorizadas, e não abriram o diálogo democrático que é necessário em um tema tão delicado, que pode ser convertido de forma perigosa em ‘eutanásia’, morte provocada intencionalmente”.

Para o Pe. Rubén Revello, membro do Instituto de Bioética da Universidade Católica Argentina (UCA), a nova lei tem um importante aspecto negativo ao compreender a possível retirada do alimento e da hidratação, pois tais medidas desencadeariam a morte.

“Deve-se permitir que o processo da morte continue e não causá-lo”, remarcou.

No meio do debate pela aprovação da lei, a senadora Sonia Escudero pediu precisamente a modificação no artigo referente ao suposto direito do paciente a não ser alimentado nem hidratado, pois isto seria eutanásia.

A legisladora explicou que “a eutanásia ativa é quando dou uma injeção ao paciente para terminar com sua vida. A eutanásia passiva é quando omito a alimentação. Neste caso, é a segunda”.

A doutrina católica sobre a eutanásia está explicada nos numerais 2276 ao 2279 do Catecismo. Aí se explica que “uma ação ou uma omissão que, em si mesma ou com intenção, provoca a morte para suprimir a dor, constitui um homicídio gravemente contrário à dignidade da pessoa humana e ao respeito de Deus vivo, seu Criador”.

Entretanto, a Igreja afirma que “a interrupção dos tratamentos médicos onerosos, perigosos, extraordinários ou desproporcionados aos resultados pode ser legítima. Interromper estes tratamentos é retirar a ‘crueldade terapêutica’. Com isto a pretensão não é provocar a morte, mas sim à aceitação de não poder impedi-la”. 

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por
ACI Digital

Obama trabalhando pela causa gay

Finalmente, Obama confessa que é a favor do “casamento” gay. “Acabo de concluir que para mim pessoalmente, é importante ir em frente e afirmar que penso que as duplas de mesmo sexo têm o direito de se casar”, Obama disse nesta tarde numa entrevista para Robin Roberts, jornalista da ABC News.
Ninguém ficou surpreso com a declaração de Obama, pois seu governo, desde o início, vem promovendo e impondo a agenda gay com agressividade fenomenal. Em dezembro do ano passado, seu governo ordenou que todas as embaixadas e órgãos dos EUA no exterior fizessem da agenda gay prioridade absoluta. Essencialmente, o decreto de Obama transforma os EUA em umapoderosa agência policial mundial a favor do homossexualismo.
 
Obama acha mais seguro usar Jesus, não Maomé, para apoiar “casamento” gay

Antes de chegar à presidência, Obama era um senador esquerdista que apoiava publicamente o “casamento” gay. Mas desde a primeira eleição presidencial, ele tem se mantido em discrição e “silêncio”, dando a entender que mudou de ideia, embora suas ações descaradamente pró-homossexualismo deixassem claro que sua “mudança” era só de lábios.

O que parece ter arrancado Obama do armário da incoerência entre seus lábios e ações foi a vitória que o povo da Carolina do Norte obteve recentemente contra os supremacistas gays. Esquerdistas de peso como o ex-presidente Bill Clinton entraram na votação do estado americano que estava decidindo proibir ou não o “casamento” gay, a união civil gay e todo tipo de parceria gay.
Billy Graham, o maior evangelista do mundo, entrou na briga, e saíram perdendo Bill Clinton e todos os supremacistas gays. Diante do quadro lúgubre para os extremistas, Obama, num momento de muita emoção e revolta contra a derrota decisiva na Carolina do Norte, não se conteve e saiu do armário, determinado a mostrar para o público americano e mundial que o “casamento” gay é certo e que Billy Graham e o povo da Carolina do Norte estão errados.
Contudo, ele não deixou transparecer tal motivação. O que ele apontou como motivação foi sua “fé”, usando como exemplo a declaração onde Jesus diz que devemos tratar os outros como gostaríamos de ser tratados. Ele disse: “Pensamos acerca da nossa fé, que está na raiz de nossas convicções, não só de Cristo se sacrificando em nosso favor, mas também de nos amarmos uns aos outros”.
Mencionar Jesus hoje para apoiar qualquer ideia ou prática perversa não traz consequências. Mas Obama, o grande defensor do islamismo como “religião de paz”, jamais ousaria dizer que a base para seu apoio ao “casamento” gay é Maomé. O mundo islâmico inteiro se levantaria em brados e bombas.
Entretanto, ofender os cristãos, ou insultando Cristo ou usando o nome dEle profanamente para promover ideias e práticas contra a natureza dEle, é conduta normal de esquerdistas.
No passado, os homens que viviam em aberrações confessavam que a base de seus atos era Satã ou Satanás. Mas hoje, homens desse tipo perderam a vergonha, usando e abusando do nome de Jesus em defesa de suas pérfidas escolhas. Só não ousam usar e abusar do nome de Maomé ou do Corão com o mesmo objetivo.
Com sua confissão em reação à derrota esquerdista na Carolina do Norte, Obama se torna o primeiro presidente dos Estados Unidos a declarar apoio público ao “casamento” gay.
Com informações de LifeSiteNews.

“O sentido de pecado diminuiu” – afirma prefeito do Arquivo secreto do Vaticano

Cidade do Vaticano (Terça-feira, 08-05-2012, Gaudium Press) O lançamento dos livros sobre a história da Penitenciaría Apostólica e o Arquivo Secreto Vaticano foi ocasião para aprofundar na história e importância do Sacramento da Penitência, no serviço do qual se criaram estas duas instituições pontifícias. Promover a confissão sacramental é um dever urgente para a Igreja do século XXI, segundo explicou o Prefeito do Arquivo Secreto Vaticano, Dom Sérgio Pagano, em entrevista concedida a Zenit.
“Sendo nós sacerdotes ou bispos, temos este grave problema ao ver que muitos fiéis se aproximam da comunhão sem a confissão”, afirmou o prelado. “Agora, este sentido do pecado e das faltas diminuiu e isto é um grave problema pastoral”.

 

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Dom Sérgio Pagano

Sobre o preocupante abandono da Confissão por parte dos fiéis, que atraiu a atenção durante seu documento, o prefeito do Arquivo Secreto Vaticano convidou a um melhor conhecimento e prática dos aspectos básicos da fé católica: “Talvez seja necessário retomar desde a catequese de base: desde o Credo aos sacramentos da Igreja, por que foram instituídos, o que comportam, qual é a vantagem de recebê-los”. Este trabalho de catequese para que os católicos se aproximem e vivam os sacramentos é necessário para “que nossos fiéis não vejam muitas vezes grandes símbolos incompreenssiveis”.

 

Dom Sérgio Pagano também alertou sobre a preparação dos sacerdotes para celebrar o sacramento da Penitência: “faltam confessores, uns são muito severos, outros muitoamplos, outros querem realizar uma tarefa de inquisidores, psicólogos, ou de diretores, que não é a tarefa do confessor”.

A Confissão sacramental, tal como se pratica hoje em dia, foi o fruto da experiência da Igreja ao longo dos séculos, e é uma graça muito mais fácil de obter na atualidade, segundo expôs o prelado. “A Igreja antiga convidava – como Jesus – à conversão única e decisiva e dava, a quem se arrependia, o perdão dos pecados em um ato único e irrepetível: o batismo”.

Mas esta única oportunidade demonstrou não ser expressão suficiente da misericórdia divina: “Jesus, de fato, havia ensinado a seus discípulos que haviam recebido o perdão de Deus, que era não para si mesmo ou para negá-lo aos outros, mas para perdoar como Deus perdoa, sem limites nem condições, a não ser o arrependimento e a conversão”, comentou Dom Pagano.

A forma de administrar o perdão de Deus foi objeto de muito estudo e discussão: “Foi um caso longo, discutido e aceso”, explicou. “Também sobre quem teria o poder penitencial. E como, por exemplo, a praxis penitencial do século II, em uma pequena Igreja à margem da vida pública era inadequada para o século IV”.
Dom Pagano descreveu formas iniciais do sacramento, realizadas de forma pública e com penas severas, que inclusive eram desaconselhadas aos jovens por sua dureza. Estas formas, explicou, praticaram-se “até o nascimento da penitência privada que originou-se no Século VII e rapidamente foi acolhida e se enrraizou”.

 

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O evento em torno do qual se geraram estas declarações foi presidido pelo Cardeal Manuel Monteiro de Castro, Penitenciário Maior, e contou com a participação de Dom Gianfranco Girotti, regente da Penitenciaría Apostólica, Dom Pagano, prefeito do Arquivo Secreto Vaticano, e o diretor da Librería Editrice Vaticana, Padre Giuseppe Costa, entre outras personalidades especialistas no tema.

 

Os textos apresentados, “A Penitenciaría Apostólica e seu Arquivo”, de Alessandro Saraco e “A Penitência entre o 1º e 2º milênio. Para compreender as origens da Penitenciaría Apostólica”, de Manlio Sodi e Renata Salvarani, permitem conhecer mais profundamente a história do Sacramento da Penitência. “A leitura destes ensaios corrige por um certo lado algumas visões diversas, que é a ótica da penintenciaría, que olha o sacramento e a sua teologia, a sua praxis, e não tanto ao aspecto cultural, eclesial ou pastoral”.

Com informações da Agência Zenit

Cláudio Fonteles: “O Estado laico”

Artigo extraído do blog http://www.claudiofonteles.blogspot.com.br/ – ex – sub-Procurador da República

Não é de hoje, e com persistência, as grandes empresas jornalísticas de nosso País, sempre que atingem amplo espaço público questões pertinentes à defesa da vida, ou à reflexão sobre a família, vociferam, dogmáticas, em defesa do que chamam: o Estado laico

Querem estabelecer que a República laica não tolera o tratamento de assuntos religiosos, confinados, então, à consciência individual de cada uma das pessoas, e inaceitáveis à difusão pública.

Isso nada tem a ver com República laica. Conduz-nos a gritante erro essa imposição do pensar, “politicamente correto”, a que nos submete o stablishment midiático.

O consagrado Professor de Direito Constitucional José Gomes Canotilho, em sua obra Direito Constitucional – 4ª edição – a partir do estudo dos parâmetros republicanos da Constituição portuguesa de 1911, que encerrou o sistema monárquico, é correto no ensinar que:

2. República laicaSe no tocante à estrutura organizatória da República a Constituição de 1911 não fez senão recolher as idéias do liberalismo radical (e nem todas), quanto a outros domínios tentou plasmar positivamente, em alguns artigos, o seu programa político. Um dos pontos desse programa era a defesa de república laica e democrática. O laicismo, produto ainda de uma visão individualista e racionalista, desdobrava-se em vários postulados republicanos: separação do Estado e da Igreja, igualdade de cultos, liberdade de culto, laicização do ensino, manutenção da legislação referente à extinção das ordens religiosas (cfr. art. 3º, nºs 4 a 12). O programa republicano era um programa racional e progressista: no fundo, tratava-se de consagrar constitucionalmente uma espécie de “pluralismo denominacional”, ou seja, a presença na comunidade, com iguais direitos formais de um número indefinido de colectividades religiosas, não estando nenhuma delas tituladas para desfrutar de um apoio estadual  positivo.”  (obra citada – pg. 247/8, grifei)

Portanto, Estado laico não é Estado ateu. Não é Estado que proíba sejam abordados temas religiosos no cotidiano das pessoas que nele vivem.

O Estado laico, justo porque democrático e plural, é o que garante a convivência pacífica e respeitosa dos que professam os mais variados credos, inclusive os que credo não tem.

O Estado laico, insisto, respeita as convicções religiosas e sua livre expressão.

O mesmo emérito Professor José Gomes Canotilho, já agora analisando  o tema à luz dos preceitos da Constituição portuguesa de 1976, demonstra como o texto moderno enfatiza a ampla liberdade de manifestação religiosa. De se ler:

2.2. A deslocação constitucional da “República laica
1.      A “laicidade da República”, a “República laica”, é também uma das noções ligadas à tradição republicana. Para além dos “momentos emocionais” que o laicismo republicano transporta, pode dizer-se que ele assenta principalmente em três princípios:secularização do poder político,neutralidade do Estado perante as Igrejas, liberdade de consciência, religião e culto. Todavia, a Constituição de 1976, embora herdando alguns dos princípios republicanos de 1910 (cfr. supra, Parte II, Cap. 3, E, I), não adjectivou a República Portuguesa como “República laica” e deslocou os problemas fundamentais do “laicismo” para o âmbito dos direitos fundamentais. Para além de evitar a reposição da “questão do clericalismo”, a Constituição considerou que, verdadeiramente, o que estava em causa eram problemas relativos a direitos, liberdades e garantias: liberdade de consciência, de religião e de culto, proibição de discriminação por motivos de convicções ou práticas religiosas, liberdade de organização e existência das igrejas e comunidades religiosas, liberdade de ensino da religião e o princípio da igualdade perante o Estado de todas as religiões (cfr. art. 41º).” (obra citada – pg. 410/411, grifei)            Nossa Constituição partilha dessa mesma diretriz, visto que, expressamente, no inciso VI, do artigo 5º, afirma que            “é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias

O inciso VII também assegura “a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva”, e o inciso VIII não permite, seja privada, qualquer pessoa, de direitos “por motivo de crença religiosa”.

Todo esse quadro normativo – é óbvio – não enclausura religiosos, e não religiosos, no espaço único de sua privacidade.

Religiosos, e não religiosos, com as respectivas crenças, ou sem qualquer crença, têm o amplo direito de expor essas suas variadas concepções de viver na cotidiana formação da democrática sociedade. Democrática porque acolhe, incentiva e resguarda a pluralidade dos posicionamentos, e democrática, também, porque compreende ser infindável a interação humana, enquanto vida houver.

Eis preciosos ensinamentos do padre Mario de França Miranda, como expostos no seu livro: “Igreja e Sociedade”:“Hoje já se reconhece que as religiões têm algo a oferecer à sociedade civil. São elas que denunciam a marginalização a que são condenados os mais pobres, bem como as injustiças de políticas econômicas. São elas que oferecem uma esperança que sustenta e mobiliza os mais fracos. São elas que, livres de um dogmatismo doutrinário e impositivo, oferecem motivações e intuições substantivas ( e não apenas funcionais ) para as questões sujeitas ao debate público. São elas que, numa sociedade neoliberal e prisioneira de um racionalidade funcional em busca de resultados. Desmascaram a frieza burocrática e tecnocrática apontando os efeitos devastadores de certas decisões. São elas que, para além das macrossoluções milagrosas, apontam para a responsabilidade de cada um e para a imprescindível rejeição de um individualismo cômodo,sem as quais a ética na vida pública ou o problema ecológico não serão solucionados. Aqui a sabedoria religiosa talvez possa ser mais eficaz do que muitos discursos dos tecnocratas.”( pg. 139-40, grifos do autor e meu ).

E, em síntese, correta, prossegue Mario de França Miranda:“Porque a sociedade civil pode se tornar presa de ideologias totalitárias, prisioneira da lógica de resultados, ou do sistema econômico dominante, ela necessita de uma instância que a transcenda e a questione, que a desestabilize beneficamente e que a faça progredir.”( pg. 141, grifos do autor e meu ).

Assuntos de tamanha relevância pedem tratamento cuidadoso e responsável, pena comprometer-se a importante missão não só de informar, mas de formar a opinião pública.  

Claudio Fonteles

Notícia pró-vida: Mãe com câncer terminal comove o Papa com sua história

 

Roma, 04 Mai. 12 / 07:30 am (ACI/EWTN Noticias)

Chiara, uma jovem mãe romana comoveu com sua história o Papa Bento XVI. Doente de câncer preferiu não submeter-se ao tratamento para não afetar a saúde do seu terceiro filho Francesco, cujos dois irmãos morreram há pouco: Maria, que sofria de anencefalia e viveu apenas 30 minutos; e David, que nasceu sem pernas e com problemas nos órgãos internos o que lhe causou a morte horas depois do parto.

Chiara, de 28 anos de idade, chegou a cumprimentar o Santo Padre ao final da audiência geral desta quarta-feira, acompanhada de seu marido Enrico de 33. No caso dos dois primeiros filhos já falecidos, rechaçaram a possibilidade de abortá-los logo depois de saber, pelas análise pré-natais realizadas, de suas graves enfermidades.

Conforme assinala o jornal vaticano L’Osservatore Romano (LOR), os esposos chegaram a ver Bento XVI “sorrindo, com serenidade”. “O Papa, visivelmente comovido, acariciou-os afavelmente”, assinala LOR.

Este casal de esposos afirma ser parte da chamada “Geração Wojtyla”, tendo transcorrido seus primeiros anos da fé em uma paróquia sob a espiritualidade franciscana.

Chiara foi diagnosticada com um carcinoma enquanto estava grávida do pequeno Francesco. Por isso recusou seguir o tratamento para não afetar o seu pequeno, e iniciá-lo uma vez que desse à luz. Mas, já era muito tarde.  O avançou com uma violência tal que agora já não há lugar para a esperança de cura, assinala o LOR.

O projeto da família é exposto por Chiara dirigindo-se a Enrico: “quando eu já não estiver aqui me ocuparei de Maria e David, você que fica, cuide bem do Francesco”.

Ambos afirmam ter como mestre de vida no sofrimento o Papa João Paulo II.
“O Papa de sua infância e adolescência (..), sob Sua escola, explicam, confiam-se cotidianamente à consagração a Maria, com a espiritualidade do Totus tuus e rezam o Rosário todas as quintas-feiras com outras famílias amigas”, afirma jornal vaticano.

Brasília: manifestação pedirá aprovação do estatuto do nascituro

 

Brasília, 02 mar (SIR/ACI/EWTN Noticias) – A Associação Mulheres pela Vida e a Associação Nacional em Defesa do Nascituro, convocam pró-vidas de todo o Brasil para uma manifestação em Brasília no próximo dia 9 de maio, para expressar seu apoio aos deputados que vêm lutando contra o aborto no Congresso Nacional e para pedir o mais rápido possível a aprovação do Estatuto do Nascituro (PL478/2007), um projeto de lei que defende a vida do não-nascido.

Depois de uma manifestação ocorrida no último 25 de abril, na qual defensores da vida de várias entidades e de diferentes lugares do Brasil se reuniram protestar contra o ativismo judiciário do Supremo Tribunal Federal que decretou, extrapolando suas funções, o aborto de crianças anencéfalas, os organizadores pretendem se colocar diante do anexo 3, em frente ao Congresso Nacional a partir das 10h pedindo que o Estatuto do Nascituro seja posto em pauta o mais rápido possível. No dia 25 os manifestantes se reuniram com banners e “sepultaram” simbolicamente em um caixão a decisão do STF de aprovar o aborto dos anencefálicos.

Desta vez a ideia é fazer uma manifestação voltada para o público feminino e realizar uma marcha em torno ao prédio do Supremo com mulheres vestidas de luto, rezando jaculatórias para manifestar sua rejeição pela última decisão abortista do Supremo. Cartazes e banners, também serão levados para pedir a aprovação do Estatuto do Nascituro e o fim do ativismo anti-vida e anti-família do STF. “As mulheres brasileiras não querem o direito ao aborto; as mulheres brasileiras amam a vida”, afirmam fontes das associações pró-vida que convocam a manifestação. “Não queremos o título de assassinas”, afirmam também fontes da Associação Nacional Mulheres pela Vida a ACI Digital. Um dos líderes pró-vida que estarão presentes em Brasília para a marcha e para a manifestação junto ao Congresso é o Padre Pedro Stepien do movimento Pró-vida de Brasília, que em diálogo telefônico com a nossa agência recordou que o Estatuto do Nascituro é importantíssimo para garantir a paz no Brasil.

“Como dizia Madre Teresa de Calcutá: Jamais haveremos de calar diante de tanto sangue derramado injustamente….o maior destruidor da paz hoje é o aborto. Não podemos ser participar do silêncio dos bons”, afirmou o Pe. Stepien. O sacerdote pró-vida declarou também que a manifestação será permanente até que os parlamentares brasileiros comecem a votar projetos que representem o povo brasileiro que na sua imensa maioria (mais de 70%) é contrário ao aborto. “Todos os religiosos que defendem a vida estão convocados para manifestação desta quarta-feira, 9 de maio, para defender o nascituro da ameaça do aborto nas leis brasileiras”, concluiu Pe. Pedro Stepien.

1 ano de blog: Glória a Deus!

O blog está fazendo aniversário no dia de hoje. Começamos nossas atividades no dia 30 de abril de 2011.

Agradecemos a Deus pela graça de evangelizar através das mídias sociais.

Agradecemos a todos que têm colaborado com esta iniciativa.

Felicitamos a todos aqueles que visitam este blog, prometendo que numa data próxima teremos mais novidades neste blog.

 

Relato histórico da primeira missa no Brasil

Por Rafael de Mesquita Diehl 
 
Quase todos nós ao ouvirmos falar da primeira Missa celebrada em território brasileiro imediatamente trazemos à nossa mente a imagem imortalizada pela tela de Victor Meirelles de 1860 e atualmente exposta no Museu de Belas Artes do Rio de Janeiro. A pintura, de estilo romântico, representa os indígenas e portugueses assistindo a uma Missa celebrada pelo Frei Henrique de Coimbra, acolitado por um outro frade, diante de uma grande cruz de madeira armada junto do altar da celebração. Por ocasião dos 512 anos da celebração da primeira missa no Brasil, comemorado hoje, dia 26 de abril de 2012, essa imagem está sendo compartilhada nas redes sociais para relembrar o evento. Contudo, a tela de Meirelles retrata na verdade, a segunda Missa no Brasil, celebrada dia 1º de maio. Como assim?!
No dia 26 de abril de 1500, os portugueses celebraram a primeira missa no Brasil, mas na ilha da Coroa Vermelha, uma ilhota que já não existe mais. Era Domingo da Oitava de Páscoa, e a Missa foi celebrada de forma cantada, sobre um altar montada debaixo de um dossel, assistida por cerca de 1000 homens da esquadra de Pedro Álvarez Cabral. Na praia do continente, cerca de 200 indígenas acompanhavam de longe a cerimônia. 
 
Ao domingo de Pascoela pela manhã, determinou o Capitão ir ouvir missa e sermão naquele ilhéu. E mandou a todos os capitães que se arranjassem nos batéis e fossem com ele. E assim foi feito. Mandou armar um pavilhão naquele ilhéu, e dentro levantar um altar mui bem arranjado. E ali com todos nós outros fez dizer missa, a qual disse o padre frei Henrique, em voz entoada, e oficiada com aquela mesma voz pelos outros padres e sacerdotes que todos assistiram, a qual missa, segundo meu parecer, foi ouvida por todos com muito prazer e devoção. 
Ali estava com o Capitão a bandeira de Cristo, com que saíra de Belém, a qual esteve sempre bem alta, da parte do Evangelho.
Acabada a missa, desvestiu-se o padre e subiu a uma cadeira alta; e nós todos lançados por essa areia. E pregou uma solene e proveitosa pregação, da história evangélica; e no fim tratou da nossa vida, e do achamento desta terra, referindo-se à Cruz, sob cuja obediência viemos, que veio muito a propósito, e fez muita devoção.
Enquanto assistimos à missa e ao sermão, estaria na praia outra tanta gente, pouco mais ou menos, como a de ontem, com seus arcos e setas, e andava folgando. E olhando-nos, sentaram. E depois de acabada a missa, quando nós sentados atendíamos a pregação, levantaram-se muitos deles e tangeram corno ou buzina e começaram a saltar e dançar um pedaço. E alguns deles se metiam em almadias — duas ou três que lá tinham — as quais não são feitas como as que eu vi; apenas são três traves, atadas juntas. E ali se metiam quatro ou cinco, ou esses que queriam, não se afastando quase nada da terra, só até onde podiam tomar
pé.
Acabada a pregação encaminhou-se o Capitão, com todos nós, para os batéis, com nossa bandeira alta.”(Carta de Pero Vaz de Caminha a El-Rey Dom Manuel I de Portugal, Porto Seguro, 1º de maio de 1500. Os grifos são meus)
 
O motivo desta celebração ter sido mais afastada foi provavelmente de que o capitão não se sentia seguro de mandar celebrar a liturgia no continente por ainda não ter contatos suficientes com os nativos da terra.
Foi só na sexta-feira, 1º de maio, que o Frei Henrique de Coimbra celebrou Missa solene diante da cruz de madeira plantada na terra da praia de Porto Seguro, a qual assistiu toda a esquadra e uma grande quantidade de indígenas que se juntaram para observarem a cerimônia.
 
E hoje que é sexta-feira, primeiro dia de maio, pela manhã, saímos em terra com nossa bandeira; e fomos desembarcar acima do rio, contra o sul onde nos pareceu que seria melhor arvorar a cruz, para melhor ser vista. E ali marcou o Capitão o sítio onde haviam de fazer a cova para a fincar. E enquanto a iam abrindo, ele com todos nós outros fomos pela cruz, rio abaixo onde ela estava. E com os religiosos e sacerdotes que cantavam, à frente, fomos trazendo-a dali, a modo de procissão. Eram já aí quantidade deles, uns setenta ou oitenta; e quando nos assim viram chegar, alguns se foram meter debaixo dela, ajudar-nos. Passamos o rio, ao longo da praia; e fomos colocá-la onde havia de ficar, que será obra de dois tiros de besta do rio. Andando-se ali nisto, viriam bem cento cinqüenta, ou mais. Plantada a cruz, com as armas e a divisa de Vossa Alteza, que primeiro lhe haviam pregado, armaram altar ao pé dela. Ali disse missa o padre frei Henrique, a qual foi cantada e oficiada por esses já ditos. Ali estiveram conosco, a ela, perto de cinqüenta ou sessenta deles, assentados todos de joelho assim como nós. E quando se veio ao Evangelho, que nos erguemos todos em pé, com as mãos levantadas, eles se levantaram conosco, e alçaram as mãos, estando assim até se chegar ao fim; e então tornaram-se a assentar, como nós. E quando levantaram a Deus, que nos pusemos de joelhos, eles se puseram assim como nós estávamos, com as mãos levantadas, e em tal maneira sossegados que certifico a Vossa Alteza que nos fez muita devoção.
Estiveram assim conosco até acabada a comunhão; e depois da comunhão, comungaram esses religiosos e sacerdotes; e o Capitão com alguns de nós outros. E alguns deles, por o Sol ser grande, levantaram-se enquanto estávamos comungando, e outros estiveram e ficaram. Um deles, homem de cinqüenta ou cinqüenta e cinco anos, se conservou ali com aqueles que ficaram. Esse, enquanto assim estávamos, juntava aqueles que ali tinham ficado, e ainda chamava outros. E andando assim entre eles, falando-lhes, acenou com o dedo para o altar, e depois mostrou com o dedo para o céu, como se lhes dissesse alguma coisa de bem; e nós assim o tomamos!
Acabada a missa, tirou o padre a vestimenta de cima, e ficou na alva; e assim se subiu, junto ao altar, em uma cadeira; e ali nos pregou o Evangelho e dos Apóstolos cujo é o dia, tratando no fim da pregação desse vosso prosseguimento tão santo e virtuoso, que nos causou mais devoção.
Esses que estiveram sempre à pregação estavam assim como nós olhando para ele. E aquele que digo, chamava alguns, que viessem ali. Alguns vinham e outros iam-se; e acabada a pregação, trazia Nicolau Coelho muitas cruzes de estanho com crucifixos, que lhe ficaram ainda da outra vinda. E houveram por bem que lançassem a cada um sua ao pescoço. Por essa causa se assentou o padre frei Henrique ao pé da cruz; e ali lançava a sua a todos — um a um — ao pescoço, atada em um fio, fazendo-lha primeiro beijar e levantar as mãos. Vinham a isso muitos; e lançavam-nas todas, que seriam obra de quarenta ou cinqüenta. E isto acabado — era já bem uma hora depois do meio dia — viemos às naus a comer, onde o Capitão trouxe consigo aquele mesmo que fez aos outros aquele gesto para o altar e para o céu, (e um seu irmão com ele). A aquele fez muita honra e deu-lhe uma camisa mourisca; e ao outro uma camisa destoutras.
E segundo o que a mim e a todos pareceu, esta gente, não lhes falece outra coisa para ser toda cristã, do que entenderem-nos, porque assim tomavam aquilo que nos viam fazer como nós mesmos; por onde pareceu a todos que nenhuma idolatria nem adoração têm. E bem creio que, se Vossa Alteza aqui mandar quem entre eles mais devagar ande, que todos serão tornados e convertidos ao desejo de Vossa Alteza. E por isso, se alguém vier, não deixe logo de vir clérigo para os batizar; porque já então terão mais conhecimentos de nossa fé, pelos dois degredados que aqui entre eles ficam, os quais hoje também comungaram.
Entre todos estes que hoje vieram não veio mais que uma mulher, moça, a qual esteve sempre à missa, à qual deram um pano com que se cobrisse; e puseram-lho em volta dela. Todavia, ao sentar-se, não se lembrava de o estender muito para se cobrir. Assim, Senhor, a inocência desta gente é tal que a de Adão não seria maior — com respeito ao pudor. Ora veja Vossa Alteza quem em tal inocência vive se se convertera, ou não, se lhe ensinarem o que pertence à sua salvação.
Acabado isto, fomos perante eles beijar a cruz. E despedimo-nos e fomos comer.” (Carta de Pero Vaz de Caminha)
 

Fica assim, desfeito o engano. A primeira missa no Brasil foi celebrada em um Domingo, dia 26 de abril, na ilhota da Coroa Vermelha. O que Victor Meirelles representou em seu quadro de 1860 é a primeira Missa celebrada em terras continentais do Brasil, na sexta-feira, 1º de maio de 1500. Nada disso, contudo, anula a memória deste dia, em que comemoramos a primeira Missa celebrada em terras brasileiras, onde por singular graça e sagrado privilégio, nossa Pátria nasceu sendo oferecida a Deus junto com o Santo Sacrifício de Seu Filho e Senhor Nosso, Jesus Cristo.
Brasil: Terra de Santa Cruz!

fonte: http://www.salvemaliturgia.com/

CPI, Lula, esquerda e a aparente vitória do marxismo brasileiro

A cada dia que passa, fico mais indignado com as notícias que vejo na mídia brasileira: histórias e mais histórias de corrupção! Agora, com a instalação da CPI do Cachoeira, estou ainda mais indignado. (Dizendo isto não estou contra a investigação dos casos de corrupção, mas indignado com tanta corrupção neste país).

Por tudo que ando vendo, o PT, incentivado por Lula, para a instalação desta CPI e Lula lá comemora o fato que o mensalão vai ser esquecido pela opinião pública ante o esquema de corrupção montado por Cachoeira, ainda mais que o esquema está recheado de adversários políticos do PT como o DEM e o PSDB. 

Fico questionando: como o PT calou a oposição (ainda que fraca oposição) e conseguiu a hegemonia neste país? Hegemonia na mídia, na política, na educação, no meio empresarial e na religião! São poucas as pessoas do meio político, religioso, midiático, educacional e empresarial que não se dobraram às ideologias petista-marxista. Falar contra o PT, contra o Lula em alguns ambientes é assustador! Parece que você está xingando a Deus… Alguns religiosos são mais corajosos em defender Lula e o PT do que defender a própria religião.

Na atual conjuntura, a corrupação praticada por um petista não dá em nada. Veja o caso do governador do Distrito Federal – Agnelo Queiroz. Já arquivaram o pedido de impeachment do coitado. Diferentemente do que ocorreu com o ex-governador José Roberto Arruda, denunciado por crime de corrupção, conseguiram a prisão do mesmo e o afastamento do cargo.

Agora, além de conseguirem liquidar com o senador Demóstenes Torres (maior opositor do governo no Senado), vão tentar liquidar com a Revista Veja.

Eles (os petistas) estão conseguindo acabar com os seus inimigos pouco a pouco. Daqui um tempo, todos serão ou declaradamente petistas ou simpáticos com a ideias.

Diante deste quadro, tenho a impressão que estamos vendo a “aparente” vitória do marxismo brasileiro. Digo aparente, por que sei que eles não conseguiram e não conseguirão dominar todas as mentes, mas publicamente parecem serem os vitoriosos. Aí eu volto os meus olhos para Deus e clamo a Sua misericórdia sobre o Brasil, e confio na promessa que Nossa Senhora fez em Fátima (falando em língua portuguesa): “… por fim, Meu Imaculado Coração triunfará”. Espero o triunfo de Nossa Senhora sobre as hostes comunistas-marxistas que reinam sobre o Brasil.

Abortos de anencéfalos autorizados recentemente: o que fazer diante deste quadro?

Ante a decisão equivocada do Supremo Tribunal Federal de legalizar/permitir o aborto em casos de bebê com anencefalia, começam a pulular pelo país afora autorizações para a prática do aborto.

Dia 23/04, a Justiça pernambucana autorizou o abortamento de um bebê anencefálico. A mãe está grávida há 4 meses e, após o diagnóstico de anencefalia, recorreu à Justiça e conseguiu do Tribunal de Justiça do Estado, a autorização do aborto.

Outro caso de autorização do aborto se deu em Minas Gerais (minha terra), dia 24/04, na qual o Tribunal de Justiça autorizou a interrupção da gravidez, depois do pedido ter sido considerado improcedente ante a comarca de Brumadinho. É a primeira autorização no Estado do aborto de anencéfalos após a decisão do STF.

Nós, cristãos pró-vida, o que devemos fazer? Se estiver dentro das nossas possibilidades, ir atrás de mulheres que estejam querendo abortar e mostrar os riscos do aborto, as sequelas e a imoralidade do ato. Tendo ou não tendo possibilidade de fazer isso, devemos orar pelas pessoas interessadas no aborto (mãe, pai, família, médicos) para que a luz do Espirito Santo desperte a consciência deles para verificarem o mal que estão planejando. Se se o aborto já aconteceu, resta-nos clamar a misericórdia de Deus e o arrependimento dos que colaboraram e praticaram o infame ato.

 

“Não mais católico por acidente, mas católicos por convicção’ – afirma bispo americano

 

A decisão do Governo dos Estados Unidos de obrigar as instituições católicas a pagar por medicamentos contraceptivos e abortivos nos convênios médicos de seus empregados ainda repercute no país. Agora foi a vez do bispo de Peoria, no estado de Illinois, Estados Unidos, Dom Daniel Jenky, demonstrar todo o seu descontentamento com a medida do Presidente da República Barack Obama.

Durante a missa que presidiu pelo marco da celebração anual da marcha “Um chamado aos Homens Católicos de Fé”, Dom Jenky fez um paralelo entre as medidas favoráveis ao aborto do Governo norte-americano atual e outras perseguições sofridas pela Igreja Católica em sua história. “A Igreja sobreviveu a invasões bárbaras. A Igreja sobreviveu onda após onde de jihads (”guerras santas” islâmicas). A Igreja sobreviveu a era da revolução. A Igreja sobreviveu ao nazismo e ao comunismo”, salientou o prelado.

Neste sentido, “no poder da ressurreição, a Igreja sobreviverá ao ódio de Hollywood, à malícia dos meios de comunicação e à maldade embusteira da indústria do aborto”. E não apenas a isso. Conforme o arcebispo, a Igreja Católica sobreviverá também à corrupção reinante e “a absoluta incompetência de nosso governo do estado de Illinois, incluído o desprezo calculado do Presidente dos Estados Unidos, seus burocratas nomeados no departamento de Saúde e Serviços Humanos e da atual maioria do Senado Federal”.

Não obstante sua reprovação para com os políticos defensores de práticas abortivas, Dom Jenky destacou aos seus fiéis que é preciso “amar nossos inimigos e rezar por aqueles que nos perseguem”. Contudo, conforme o prelado, como cristãos “devemos também ficar de pé pelo que cremos e sempre estar preparados para lutar pela fé”.

“Não podemos ser mais católicos por acidente, senão católicos por convicção”, disse o arcebispo, sublinhando que a situação nos Estados Unidos diante do presidente Barack Obama chegou a um extremo tal “que esta é uma batalha que poderíamos perder, mas ante o tribunal impressionante de Deus Todo poderoso não se trata de uma guerra onde qualquer católico crente pode permanecer neutro”.

Com informações da EWTN notícias.

Os bispos são os olhos do povo, mas a cegueira de alguns deles é preocupante …

23.04.2012 – Nota de  http://www.rainhamaria.com.br  –  por Dilson Kutscher

Disse São Gregório Magno: (obra — A Regra Pastoral, ou simplesmente Pastoral — tratando dos deveres de um Bispo)

“Os bispos são os olhos do povo. Se os que governam o povo não têm luz, os que lhes estão submetidos só podem cair em confusão e erro”.

Disse também:

A Igreja, nos últimos tempos, será espoliada da sua virtude. O espírito profético esconder-se-á, não mais terá a graça de curar, terá diminuta a graça da abstinência, o ensino esvair-se-á, reduzir-se-á – senão desaparecerá de todo – o poder dos prodígios e dos milagres. Para o anticristo está se preparando um exército de sacerdotes apóstatas”.

O maior sinal que estamos vivendo o fim dos tempos se encontra na falta de respeito ao Sagrado, a substituição das coisas Sagradas de DEUS, pelas profanas do mundo. (dos homens)

INFELIZMENTE e NOVAMENTE, vemos a presença do Bispos envolvidos com a maçonaria.

A Maçonaria é uma seita secreta condenada reiteradas vezes pela Igreja Católica, e não é possível a nenhum católico ser a um tempo maçom e filho da Santa Igreja. Há uma incompatibilidade radical entre a Maçonaria e a Igreja Católica.
Por mais que os maçons procurem iludir os fiéis dizendo se tratar apenas de uma sociedade beneficente e de fins altruísticos, não é possível conciliação alguma entre as duas ideologias. Não se pode ser católico e maçom. Ficam pois assim prevenidos todos quantos estejam para se filiar à Maçonaria que incorrem na pena de excomunhão.
E como excomungados não podem participar da vida da Igreja, estão excluídos do grêmio da Santa Igreja desde o momento em que prestem o juramento maçônico. Esta excomunhão foi lançada pelos Papas Clemente XII, Bento XIV, Pio VII, Gregório XVI, Pio IX, Leão XIII, Pio X e Pio XI. O Código do direito Canônico nos cânones 342, 693, 1065, 1241, 1453, 2353, 2339, inculca penas contra a Maçonaria e os que a ela se filiam. (carta, esclarecendo aos católicos, do Monsenhor Ascânio Brandão)

Noticia que nos chega postada no site http://fratresinunum.com/

O famoso bispo socialista Dom Demétrio Valentini, ordinário de Jales, SP, proferiu uma palestra na terça-feira, dia 10 de abril, na Loja Maçônica Coronel Balthazar, em comemoração ao seu 53º aniversário. Segundo o Jornal da Jales, para Dom Demétrio “ambas as instituições, que tiveram grandes diferenças no passado, estão maduras o suficiente que possam prosperar proveitoso diálogo. D. Demétrio lembrou que, aos 71 anos, ainda tem mais quatro de atividade como bispo, período que poderia ser aproveitado para a aproximação de Igreja e Maçonaria. […]  Como tem bom diálogo com a Maçonaria jalesense, o bispo entende que poderia partir daqui os canais que pudessem repercutir em nível de Brasil. Segundo ele, há mais ou menos 10 anos, já houve, de maneira discreta, as primeiras tratativas neste sentido. O interlocutor com a Maçonaria, em nome da cúpula da Igreja Católica, foi  o cardeal D. Ivo Lorscheider, já falecido”. [ndr. na realidade, D. Ivo não foi cardeal, mas sim o seu primo, D. Aloísio]

n/d

O Bispo recebendo as honras da Maçonaria

 

n/d

O referido Bispo palestrando em plena maçonaria

 

Nota final de  http://www.rainhamaria.com.br

Devemos lembrar o seguinte:

Em 17 de fevereiro de 1981, a Congregação para a Doutrina da Fé publicava uma declaração que afirmava de novo a ex-comunhão para os caltólicos que dessem seu nome à seita maçônica e a outras associações do mesmo gênero, com o qual a atitude da Igreja permanece invariável, e invariável permanece ainda em nossos dias.

No Documento da Congregação para a Doutrina da Fé, com data de 26 de novembro de 1983, e que trata da atitude oficial da Igreja frente à Maçonaria, utiliza a expressão “associações maçônicas”, sem distinguir uma das outras. É vedado a todos nós, eclesiásticos ou leigos, ingressar nessa organização e quem o fizer, está ?em estado de pecado grave e não pode aproximar-se da Sagrada Comunhão. Entretanto, quem a elas se associar de boa fé e ignorando penalidades, não pecou gravemente. Permanecer após tomar conhecimento da posição da Igreja, seria formalizar o ato de desobediência em matéria grave.

Será que muitos Sacerdotes, Bispos e demais religiosos não sabem disto? (ou são rebeldes e desobedientes)

No Código de Direito Canônico, L´Osservatore Romano publicava esta Declaração da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, sobre a maçonaria:

“Foi perguntado se mudou o parecer da Igreja a respeito da maçonaria pelo fato de que, no novo Código de Direito Canônico, ela não vem expressamente mencionada como no Código anterior. Esta Sagrada Congregação quer responder que tal circunstância é devida a um critério relacional, seguido também quanto às outras associações igualmente não mencionadas, uma vez que estão compreendidas em categoria mais amplas. Permanece, entretanto, imutável o parecer negativo da Igreja a respeito das associações maçônicas, pois os seus princípios foram sempre considerados inconciliáveis com a doutrina da Igreja, e por isso permanece proibida a inscrição nelas. Os fiéis que pertencem às associações maçônicas estão em estado de pecado grave, e não podem aproximar-se da Sagrada Comunhão. Não compete às autoridades eclesiásticas locais pronunciarem-se sobre a natureza das associações maçônicas, com juízo que implique derrogação de quanto foi acima estabelecido, e isto segundo a mente da Declaração desta Sagrada Congregação, de 17 de fevereiro de 1981 (cf. AAS 73, 1981, pp. 240-241). O Sumo Pontífice João Paulo II, durante a Audiência concedida ao subscrito Cardeal Prefeito, aprovou a presente Declaração, decidida na reunião ordinária desta Sagrada Congregação, e ordenou a sua publicação. Roma, da Sede da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, 26 de novembro de 1983″. (Obra citada, pág. 100 e 101).

Não se pode ser católico e maçom, nem maçom católico.

Será que um Bispo pode dar este exemplo aos católicos, uma mensagem que o parecer da Igreja está ERRADO.

Que os católicos podem participar SIM da maçonaria. (tudo bem, estamos no século XXI, está tudo liberado)

O Papa, a Igreja e a Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé não devem ser CONSIDERADOS E NEM OUVIDOS.

Que cada católico seja livre para seguir as novidades do mundo moderno, não ouçam mais a IGREJA, NÃO É?

Cada um faça oque bem quiser como católico!!!  (se um Bispo pode, eu também posso)

Dizendo isto, pergunto porque o Arcebispo de Porto Alegre, Dom Dadeus, TAMBÉM insiste em participar de cerimônias na Maçonaria?

 

28.07.2011  – CAMPANHA DA FRATERNIDADE APROXIMA MAÇONARIA E IGREJA
Arcebispo de Porto Alegre Dom Dadeus Grings falou na Loja Maçônica Honra e Trabalho

n/d

Na entrada os convidados passaram por baixo de espadas, seguindo o ritual maçom, o Arcebispo é o segundo

Não vou me alongar nesta questão, imagens valem mais do que 1000 palavras.

O que faz um bispo católico na maçonaria?

A foto abaixo, retirada de fratresinunum.com merece reflexão. O que faz um bispo católico (Dom Demétrio Valentini – bispo de Jales/SP) proferindo palestra numa loja maçônica da cidade? Será que ele estava convidando os membros da maçonaria a uma conversão ou à reconciliação com a Igreja Católica? Ou será que ele foi avisar os maçons que ainda permanece inalterada a punição de excomunhão àqueles que são filiados a entidades secretas conforme notificação do Cardeal Ratzinger em 1983? Quem souber o que ele foi fazer lá, nos informe. Precisamos urgentemente saber o que ele foi falar por lá.

O famoso bispo socialista Dom Demétrio Valentini, ordinário de Jales, SP, proferiu uma palestra na terça-feira, dia 10 de abril, na Loja Maçônica Coronel Balthazar, em comemoração ao seu 53º aniversário. Segundo o Jornal da Jales, para Dom Demétrio “ambas as instituições, que tiveram grandes diferenças no passado, estão maduras o suficiente que possam prosperar proveitoso diálogo”.

Curso pró-vida: A ONU e a reengenharia anticristã

Acontecerá em São Paulo – Igreja Nossa Senhora do Brasil – o curso “A ONU e a reengenharia anticristã” ministrado por Monsenhor Dr. Juan Carlos Sanahuja, colaborador da Pontifícia Academia para a Vida, no dia 26 de maio de 2012.

Os interessados para tal evento, deverá se inscrever, enviando e-mail para:  eventos.provida@congressoprovida.com.br

Na ocasião, o mesmo Monsenhor estará lançando/divulgando o livro de sua autoria – “O Poder Global e a Religião Universal”.

Vale a pena conferir!

Uma palavra clara para os defensores do aborto

“A interrupção da gravidez, absolutamente injustificável, que custa a vida como sempre aconteceu, de numerosas crianças inocentes, permanece uma preocupação dolorosa para a Santa Sé e para toda a Igreja. Talvez o atual debate dos responsáveis políticos sobre a interrupção da gravidez em estado avançado pode fortificar a consciência do fato de que a deficiência diagnóstica da criança não pode ser um motivo para abortar porque também a vida com deficiência é querida e apreciada por Deus e que nesta terra ninguém pode ter a certeza de viver sem limites físicos ou espirituais.”

Papa Bento XVI, ao embaixador da República Alemã
28 de setembro de 2006

César Peluso, ministro pró-vida, fala em nome de todos os pró-vida

Contribuição  de Emanuela Cardoso – blog Carmadelio

Frases corajosas do Presidente do STF, ministro Cezar Peluso, sobre a vida dos bebês anencéfalos (foi difícil selecionar as melhores):

  1. “O ordenamento jurídico reconhece o indivíduo ainda no seio materno como sujeito de direito enquanto portador de vida (…) é sujeito de direito, não coisa nem objeto de direito alheio”

  2. “O doente de qualquer idade, em estado terminal, portador de enfermidade incurável de cunho degenerativo por exemplo, sofre e também causa sofrimento a muitas pessoas parentes ou não, mas não pode por isso ser executado”

  3. “Na ínfima possibilidade de sobrevida, na sua baixa qualidade ou na efemera duração pressuposta, argumento para ceifá-la por impulso defensivo, por economia ou por falsa piedade é insustentável à luz da ordem constitucional que declara, sobreleva e assegura valor supremo à vida humana”

  4. “O bebe anencéfalo pode viver segundos, minutos, horas, dias e até meses, isto é inquestionável (…) a compreensão jurídica do direito à vida legitima a morte dado o curto espaço de tempo da existência humana? Por certo que não!”

 5. “Tenta-se ainda salvar a hipótese de aborto em caso de anencefalia ao confronto com práticas eugênicas, com discriminação contra deficientes, etc. É importante todavia comparar o caso do anencéfalo com outras situações (…) mas que não autorizam de per si a decretação da morte do paciente. A vida humana provida de intrínseca dignidade anterior ao próprio ordenamento jurídico, fora das hipóteses legais específicas, não pode ser relativizada nem pode classificar de seus portadores, segundo uma escala cruel que defina com base em critério subjetivos e sempre arbitrários, quem tem ou não direito a ela”

6. “Havendo vida e vida humana, atributo de que é adotado o feto e bebe anencéfalo, está-se diante de um valor jurídico fundante e inegociável que não comporta margem alguma para esta transigência.”

7. “A curta potencialidade ou perspectiva de vida em plenitude com desenvolvimento perfeito segundo os padrões da experiência ordinária, não figura sob nenhum aspecto razão válida para obstar-lhe a continuidade.”

8. “A ausência dessa perfeição ou potência, embora tenda a acarretar a morte nas primeiras semanas, meses ou anos de vida, não é empecilho ético nem jurídico ao curso natural da gestação, pois a dignidade imanente à condição de ser humano não se degrada nem se decompõe só porque seu cérebro apresenta formação incompleta.”

9. “Independentemente das características que assuma, na concreta e singular organização de sua unidade psicossomática, a vida vale por si mesma mais de qualquer bem humano supremo como suporte pressuposição de todos os demais bens materiais e imateriais”

10. “Tem dignidade qualquer ser humano que esteja vivo, ainda que sofrendo de doença terminal ou potencialmente causando sofrimento ao outro, como o anencéfalo. O feto anencéfalo tem vida, ainda que breve, sua vida é constitucionalmente protegida.”

11. “A alegação de que a morte possa ocorrer no máximo algumas horas após o parto em nada altera a conclusão segundo a qual, atestada a existência de vida em certo momento, nenhuma consideração futura é forte o bastante para justificar-lhe deliberada interrupção. De outro modo, seria lícito sacrificar igualmente o anencéfalo neo-nato.”

12. “Aborto, auxílio ao suicídio, homicídio apresentam objetivamente os mesmos resultados físicos que é subtrair a vida de um ser humano por nascer ou já nascido, sob o argumento de diversas origens tais como liberdade, dignidade, alívio de sofrimento ou direito a autodeterminação.

13. “A mãe não tem poder jurídico de disposição sobre o filho ou filha anencéfalo!”

14. “Nem sempre a Medicina pode garantir que o caso seja de anencefalia. Se há dúvidas sobre o diagnóstico, possível e provavelmente, muitos abortos serão autorizados para casos que não são de anencefalia.”

15. “A natureza não tortura. O sofrimento em si não é alguma coisa que degrade a dignidade humana, é elemento inerente à vida humana.”

16. “Encena-se a atuação avassaladora do ser poderoso e superior e detentor de toda a força infringe a pena de morte ao incapaz de pressentir a agressão e de esboçar qualquer defesa.”

17. “(o aborto) reflete apenas uma certa atitude egocêntrica enquanto sugere uma prática comoda enquanto se vale a gestante para se livrar do sofrimento e da angústia,que são reais.”

18. “A ansiedade (justificativa para o aborto) que, voltada para si mesmo, depende da historia e da conformação psíquica de cada gestante, é exaltada em detrimento do afeto, da piedade, da compaixão, da doação e da abnegação participam da dimensão de grandeza do espírito humano.”

19. “O feto imperfeito não pode ser destruído a fórceps para satisfazer sentimentos quase sempre transitórios de frustração e de insuportabilidade pessoal de uma dor ainda que legítima.”

Festa da Divina Misericórdia

A Festa da Divina Misericórdia que ocorre no primeiro domingo depois da Páscoa, estabelecida oficialmente como festa universal pelo Papa João Paulo II. 

“Por todo o mundo, o segundo Domingo da Páscoa irá receber o nome de Domingo da Divina Misericórdia, um convite perene para os cristãos do mundo enfrentarem, com confiança na divina benevolência, as dificuldades e desafios que a humanidade irá experimentar nos anos que virão” (Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, Decreto de 23 de Maio de 2000).

                                                 Encontra suas origens em Santa Maria Faustina Kowalska,   que na década de 30 obteve de Jesus, revelações acêrca da instituição dessa festa no seio da Igreja, bem como profecias e manifestações que o próprio Cristo mandou que as escrevesse e  retransmitisse à humanidade.  Foi Jesus quem pediu a instituição da festa da Divina Misericórdia a Santa Faustina. Jesus se refere a ela 14 vezes, expressando o imenso desejo do Seu Coração Misericordioso de distribuir, neste dia, as Suas graças.

“Nenhuma alma terá justificação, enquanto não se dirigir, com confiança, à Minha misericórdia. E é por isso que o primeiro domingo depois da Páscoa deve ser a Festa da Misericórdia” (Diário, 570).

Neste dia, estão abertas as entranhas da Minha misericórdia. Derramo todo um mar de graças sobre as almas que se aproximam da fonte da Minha misericórdia;   a alma que se confessar e  comungar alcançará o perdão total das culpas e castigos; nesse dia estão abertas  todas as comportas Divinas, pelas quais fluem as  graças; 

“Que nenhuma alma tenha medo de se aproximar de mim, ainda que seus pecados sejam como escarlate. A minha misericórdia é tão grande que por toda a eternidade não a aprofundará nenhuma mente, nem humana, nem angélica. Tudo que existe saiu das entranhas da minha misericórdia” (Diário, 699).

Dize à humanidade que sofre que se aproxime do meu coração misericordioso, e eu a cumularei de paz (Diário 1074)

                                                 Irmã Faustina era polonesa, natural da vila de Glogowiec, perto de Lodz, a terceira de uma prole de dez filhos. Aos vinte anos entrou para a Congregação de Nossa Senhora da Misericórdia, cujas irmãs se dedicavam à assistência de moças desvalidas ou em perigo de seguir o mau caminho.  Em 1934,  por indicação de  seu diretor espiritual,  iniciou um diário que intitulou “A divina misericórdia em  minh’alma”.  A narração pormenorizada de profundas revelações e de experiências espirituais extraordinárias revela o modo pelo qual Nosso Senhor deseja incumbi-la de uma missão particularíssima – ou seja – a de relançar no mundo a  mensagem da sua misericórdia unida a novas formas de culto quais sejam uma imagem e uma festa comemorativa. 

                                                 A missão da  irmã Faustina iniciou-se em 1931, quando o misericordioso Salvador lhe aparecer em característica visão:  Ela vira de fato Jesus envolto em uma túnica branca. Tinha a mão direita alçada no ato de abençoar, enquanto a esquerda pousava no peito, onde a túnica levemente aberta deixava sair dois grandes raios, um vermelho e outro pálido. A irmã fixou em silêncio o olhar surpreso no Senhor: a sua alma, de início espantada, sentia progressivamente exultante felicidade. Disse-lhe Jesus:  

“Pinta uma imagem de acordo com o modelo que vês com a inscrição embaixo: Jesus, eu confio em Vós! Desejo que esta imagem seja venerada primeiro na vossa capela e  depois no mundo inteiro. 

“Prometo que a alma que venerar esta imagem não perecerá.  Prometo também a  vitória sobre os inimigos já nesta terra mas  especialmente na hora da morte.  Eu mesmo a defenderei com a minha própria glória.”

“Ofereço aos homens um recipiente com o qual deverá vir buscar graças na fonte da misericórdia. O recipiente é esta própria imagem com a inscrição:  Jesus, eu confio em Vós!”

                                                 A pedido de seu diretor espiritual, irmã Faustina perguntou ao Senhor qual era o significado dos dois raios que tanto se destacavam na imagem:  

“Os dois raios representam o sangue e a água. O raio pálido representa a água que justifica as almas, o vermelho representa o sangue, vida das almas.  Ambos os raios saíram das entranhas da minha misericórdia quando na cruz, o meu coração agonizante na  morte foi aberto com a lança”. 

“Estes raios defendem as  almas da ira do meu Pai. Feliz aquele que viver sob a proteção deles, porque não será atingido pelo braço da justiça de Deus.” 

                                                 Em outras ocasiões, Jesus voltou a falar  sobre a imagem: 

“O meu olhar naquela imagem é igual ao meu olhar na Cruz”

“Mediante esta imagem concederei muitas graças às almas;  ela deve recorrer às exigências da  minha misericórdia, pois que a fé, mesmo se fortíssima, nada adiantará sem as obras”.

“Não na beleza da cor, nem na habilidade do artista, mas na minha graça está o valor desta imagem”

TRÊS HORAS DA TARDE: HORA DA MISERICÓRDIA

“Às três da tarde, implora à minha misericórdia, especialmente pelos pecadores e, ao menos por um breve tempo, reflete sobre a minha Paixão, sobretudo sobre o abandono em que me encontrei no momento da minha agonia. Esta é uma hora de grande misericórdia para o mundo inteiro. Nesta hora não negarei nada a alguma que me pedir em nome da minha Paixão. (n. 59)

“Todas as vezes que ouvires soar três horas da tarde, mergulhe toda na minha misericórdia, adorando-a e glorificando-a. Invoca a  sua onipotência para o mundo inteiro, especialmente para os pobres pecadores porque é nessa hora que estará largamente aberta para cada alma. Naquela hora obterás tudo para ti e para os outros. Naquela hora o mundo inteiro recebeu uma grande graça: A misericórdia venceu a justiça.

“Procura nessa hora realizar a Via Sacra, se os teus deveres não te impedirem. Se não for possível vai um momento à capela e venera o meu Coração cheio de misericórdia no Santíssimo Sacramento. Se não puderes ir à capela, recolhe-te um momento em oração no lugar onde te encontrares. 

                                                 Eis uma invocação que se pode dizer às três horas da tarde e que Irmã Faustina repetia freqüentemente durante o dia, para renovar a  sua consagração à Divina Misericórdia: 

“Ó Sangue e Água que jorras do Coração de Jesus como fonte de misericórdia para nós, confio em Vós”. 

Fonte: http://www.paginaoriente.com/santos/festadamisericordia.htm

Ministro do STF, Dias Toffoli, católico?

Vejam esta: o ministro do Supremo Dias Toffoli se considera católico (veja aqui também), vai à missa, comunga. Mas quando deve agir como católico, age como Pilatos que lavou as mãos. Ele se absteve do julgamento no STF, pois como Advogado Geral da União tinha se manifestado favoravelmente ao aborto nos casos de anencefalia. Agora me digam: que catolicismo é este? Igual o catolicismo da Dilma na missa em Aparecida, quando da eleição presidencial em 2012? Católico pode ser favorável ao aborto, casamento gay, envolver com política suja?

A decisão do STF favorece o mais fraco?

Não poderia deixar passar uma notícia tão bombástica como esta: o Supremo Tribunal Federal, por 8 votos a 2, autorizou o aborto de crianças com anencefalia. Como muitos já disseram, o termo anencefalia é incorreto, pois se tem impressão que a criança não tem cérebro. Na verdade, há graus de anencefalia, uns mais graves e outros menos graves. Em algumas, o encéfalo não é formado totalmente e em outras ele quase nem existe.

A decisão do Supremo choca qualquer ser humano com um mínimo de moral e senso comum. Ao autorizar a prática do aborto, os ministros dão liberdade para que os mais fracos sejam espezinhados. Sim, quem é o mais fraco e o que mais precisa de proteção diante do caso de uma mulher grávida de criança anencéfala? A mulher ou a criança? Decidindo pela proteção e direito da mulher, os ministros do Supremo anulam o direito de proteção que também teria a criança, aliás a prioridade que teria a criança neste caso.

O ator pró-vida Eduardo Verastégui bem afirmou no Peru: hoje o lugar mais inseguro do mundo (e que deveria ser o mais seguro) é o ventre da mãe. Infelizmente é verdade: não há mais segurança nem no útero materno! Quem está sendo gerado, corre risco de sofrer uma brutal, horrível violência: o aborto!

Parece estranho: se uma pessoa mata  um bebê  horas depois de ter nascido é crime (infanticídio), mas se uma pessoa resolve matar um bebê antes dele nascer deixa de ser crime. Ou se uma mãe resolve ter o bebê portador de anencefalia, mas um dia após o nascimento da criança, ela enforca, estrangula ou dá uma machadada na criança  isto será considerado crime? Mas se ela fizer isto quando a criança ainda está no ventre materno será considerado “aborto permitido” ou aborto não punido? Cadê a lógica no argumento destes abortistas?

Por fim, gostaria de ressaltar que a introdução da cultura da morte no Brasil não é algo planejado há pouco tempo, mas há muito tempo. Só não fizeram nada antes, porque a população ainda tinha um pouco de moral. Hoje, depois de vários anos de socialistas, marxistas, petistas, gramscistas à frente do Poder, dos meios de comunicação de massa e das universidades, o que se poderia esperar dos intelectuais deste país a não ser cair nas falácias do homem moderno?

E agora o que fazer? Nós temos a obrigação de formar pessoas maduras na fé, conhecedoras da doutrina da Igreja, e fiéis observadoras da moral católica (digo isto para aqueles que são católicos). Para os simples cidadãos (os que não são cristãos ou que são ateus) devemos ser fermento que consegue influenciar a massa, mostrando para o homem moderno o valor da vida humana, seja ela eficiente ou deficiente, e a dignidade de qualquer ser humano. 

 

Canção Nova dando exemplo para todas as dioceses do Brasil

Nas celebrações da Semana Santa, a Comunidade Católica Canção Nova deu um exemplo de liturgia para todas as dioceses do Brasil: imitando o exemplo do Papa Bento XVI, no altar estavam as velas e o crucifixo ao meio; a comunhão distribuída aos fiéis no altar fora de joelhos e na boca e  os sacerdotes que presidiram as celebrações estavam paramentados conforme paramentos tradicionais.

«Sobre a Ressurreição de Cristo, segundo São Marcos» por Agostinho de Hipona

 

 ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo lê-se estes dias, como é costume, segundo cada um dos livros do santo Evangelho. Na leitura de hoje ouvimos Jesus Cristo censurando os discípulos, primeiros membros seus, companheiros seus: porque não criam estar vivo aquele mesmo por cuja morte choravam. Pais da fé, mas ainda não fiéis; mestres – e a terra inteira haveria de crer no que pregariam, pelo que, aliás, morreriam – mas ainda não criam. Não acreditavam ter ressuscitado aquele que haviam visto ressuscitando os mortos. Com razão, censurados: ficavam patenteados a si mesmos, para saberem o que seriam por si mesmos os que muito seriam graças a ele.

E foi deste modo que Pedra se mostrou quem era: quando iminente a Paixão do Senhor, muito presumiu; chegada a Paixão, titubeou. Mas caiu em si, condoeu-se, chorou, convertendo-se a seu Criador.

Eis quem eram os que ainda não criam, apesar de já verem. Grande, pois, foi a honra a nós concedida por aquele que permitiu crêssemos no que não vemos! Nós cremos pelas palavras deles, ao passo que eles não criam em seus próprios olhos.

A ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo é a vida nova dos que crêem em Jesus, e este é o mistério da sua Paixão e Ressurreição, que muito devíeis conhecer e celebrar. Porque não sem motivo desceu a Vida até a morte. Não foi sem motivo que a fonte da vida, de onde se bebe para viver, bebeu desse cálice que não lhe convinha. Por que a Cristo não convinha a morte.

De onde veio a morte?

Vamos investigar a origem da morte. O pai da morte é o pecado.

Se nunca houvesse pecado ninguém morreria. O primeiro homem recebeu a lei de Deus, isto é, um preceito de Deus, com a condição de que se o observasse viveria e se o violasse morreria. Não crendo que morreria, fez o que o faria morrer; e verificou a verdade do que dissera quem lhe dera a lei. Desde então, a morte. Desde então, ainda, a segunda morte, após a primeira, isto é, após a morte temporal a eterna morte. Sujeito. a essa condição de morte, a essas leis do inferno, nasce todo homem; mas por causa desse mesmo homem, Deus se fez homem, para que não perecesse o homem. Não veio, pois, ligado às leis da morte, e por isso diz o Salmo: “Livre entre os mortos” 1.

Concebeu-o, sem concupiscência, uma Virgem; como Virgem deu-lhe à luz, Virgem permaneceu. Ele viveu sem culpa, não morreu por motivo de culpa, comungava conosco no castigo mas não na culpa. O castigo da culpa é a morte. Nosso Senhor Jesus Cristo veio morrer, mas não veio pecar; comungando conosco no castigo sem a culpa, aboliu tanto a culpa como a castigo. Que castigo aboliu? O que nos cabia após esta vida. Foi assim crucificado para mostrar na cruz o fim do nosso homem velho; e ressuscitou, para mostrar em sua vida, como é a nossa vida nova. Ensina-o o Apóstolo: “Foi entregue por causa dos nossos pecados, ressurgiu por causa da nossa justificação” 2.

Como sinal disto, fora dada outrora a circuncisão aos patriarcas: no oitavo dia todo indivíduo do sexo masculino devia ser circuncidado. A circuncisão fazia-se com cutelos de pedra: porque Cristo era a pedra. Nessa circuncisão significava-se a espoliação da vida carnal a ser realizada no oitavo dia pela Ressurreição de Cristo. Pois o sétimo dia da semana é o sábado; no sábado o Senhor jazia no sepulcro, sétimo dia da semana. Ressuscitou no oitavo. A sua Ressurreição nos renova. Eis por que, ressuscitando no oitavo dia, nos circuncidou.

É nessa esperança que vivemos. Ouçamos o Apóstolo dizer: “Se ressuscitastes com Cristo…” 3 Como ressuscitamos, se ainda morreremos? Que quer dizer o Apóstolo: “Se ressuscitastes com Cristo?” Acaso ressuscitariam os que não tivessem antes morrido? Mas falava aos vivos, aos que ainda não morreram… os quais, contudo, ressuscitaram: que quer dizer?

Vede o que ele afirma: “Se ressuscitastes com Cristo, procurai as coisas que são do alto, onde Cristo está assentado à direita de Deus, saboreai o que é do alto, não o que está sobre a terra. Porque estais mortos!”

É o próprio Apóstolo quem está falando. Ora, ele diz a verdade, e, portanto, digo-a também eu… E por que também a digo? “Acreditei e por causa disto falei” 4.

Se vivemos bem, é que morremos e ressuscitamos. Quem, porém, ainda não morreu, também não ressuscitou, vive mal ainda; e se vive mal, não vive: morra para que não morra. Que quer dizer: morra para que não morra? Converta-se, para não ser condenado.

“Se ressuscitastes com Cristo”, repito as palavras do Apóstolo, “procurai o que é do alto, onde Cristo está assentado à direita de Deus, saboreai o que é do alto, não o que é da terra. Pois morrestes e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, que é a vossa vida, aparecer, então também aparecereis com ele na glória”. São palavras do Apóstolo. A quem ainda não morreu, digo-lhe que morra; a quem ainda vive mal, digo-lhe que se converta. Se vivia mal, mas já não vive assim, morreu; se vive bem, ressuscitou.

Mas, que é viver bem? Saborear o que está no alto, não o que sobre a terra. Até quando és terra e à terra tornarás? Até quando lambes a terra? Lambes a terra, amando-a, e te tornas inimigo daquele de quem diz o Salmo: “os inimigos dele lamberão a terra” 5.

Que éreis vós? Filhos de homens. Que sois vós? Filhos de Deus.

O filhos dos homens, até quando tereis o coração pesado? Por que amais a vaidade e buscais a mentira?

Que mentira buscais? O mundo.

Quereis ser felizes, sei disto. Dai-me um homem que seja ladrão, criminoso, fornicador, malfeitor, sacrílego, manchado por todos os vícios, soterrado por todas as torpezas e maldades, mas não queira ser feliz. Sei que todos vós quereis viver felizes, mas o que faz o homem viver feliz, isso não quereis procurar. Tu, aqui, buscas o ouro, pensando que com o ouro serás feliz; mas o ouro não te faz feliz. Por que buscas a ilusão? E com tudo o mais que aqui procuras, quando procuras mundanamente, quando o fazes amando a terra, quando o fazes lambendo a terra, sempre visas isto: ser feliz. Ora, coisa alguma da terra te faz feliz. Por que não cessas de buscar a mentira? Como, pois, haverás de ser feliz? “O filhos dos homens, até quando sereis pesados de coração, vós que onerais com as coisas da terra o vosso coração?” 6 Até quando foram os homens pesados de coração? Foram-no antes da vinda de Cristo, antes que ressuscitasse o Cristo. Até quando tereis o coração pesado? E por que amais a vaidade e procurais a mentira? Querendo tornar-vos felizes, procurais as coisas que vos tornam míseros! Engana-vos o que desejais, é ilusão o que buscais.

Queres ser feliz? Mostro-te, se te agrada, como o serás. Continuemos ali adiante (no versículo do Salmo): “Até quando sereis pesados de coração? Por que amais a vaidade e buscais a mentira?” “Sabei” – o quê? – “que o Senhor engrandeceu o seu Santo” 7.

O Cristo veio até nossas misérias, sentiu a fome, a sede, a fadiga, dormiu, realizou coisas admiráveis, padeceu duras coisas, foi flagelado, coroado de espinhos, coberto de escarros, esbofeteado, pregado no lenho, transpassado pela lança, posto no sepulcro; mas no terceiro dia ressurgiu, acabando-se o sofrimento, morrendo a morte. Eis, tende lá os vossos olhos na ressurreição de Cristo; porque tanto quis o Pai engrandecer o seu Santo, que o ressuscitou dos mortos e lhe deu a honra de se assentar no Céu à sua direita. Mostrou-te o que deves saborear se queres ser feliz, pois aqui não o poderás ser. Nesta vida não podes ser feliz, ninguém o pode.

Boa coisa a que desejas, mas não nesta terra se encontra o que desejas. Que desejas? A vida bem-aventurada. Mas aqui não reside ela.

Se procurasses ouro num lugar onde não houvesse, alguém, sabendo da sua não existência, haveria de te dizer: “Por que estás a cavar? Que pedes à terra? Fazes uma fossa na qual hás de apenas descer, na qual nada encontrarás!”

Que responderias a tal conselheiro? “Procuro ouro”. Ele te diria: “Não nego que exista o que desejas, mas não existe onde o procuras”.

Assim também, quando dizes: “Quero ser feliz” . Boa coisa queres, mas aqui não se encontra. Se aqui a tivesse tido o Cristo, igualmente a teria eu. Vê o que ele encontrou nesta região da tua morte: vindo de outros paramos, que achou aqui senão o que existe em abundância? Sofrimentos, dores, morte. Comeu contigo do que havia na cela de tua miséria. Aqui bebeu vinagre, aqui teve fel. Eis o que encontrou em tua morada.

Contudo, convidou-te à sua grande mesa, à mesa do Céu, à mesa dos anjos, onde ele mesmo é o pão. Descendo até cá, e tantos males recebendo de tua cela, não só não rejeitou a tua mesa, mas prometeu-te a sua.

E que nos diz ele?

“Crede, crede que chegareis aos bens da minha mesa, pois não recusei os males da vossa”.

Tirou-te o mal e não te dará o seu bem? Sim, da-lo-á. Prometeu-nos sua vida, mas é ainda mais incrível o que fez: ofereceu-nos a sua morte. Como se dissesse: “À minha mesa vos convido. Nela ninguém morre, nela está a vida verdadeiramente feliz, nela o alimento não se corrompe, mas refaz e não se acaba. Eis para onde vos convido, para a morada dos anjos, para a amizade do Pai e do Espírito Santo, para a ceia eterna, para a fraternidade comigo; enfim, a mim mesmo, à minha vida eu vos conclamo! Não quereis crer que vos darei a minha vida? Retende, como penhor a minha morte”.

Agora, pois, enquanto vivemos nesta carne corruptível, morramos com Cristo pela conversão dos costumes, vivamos com Cristo pelo amor da justiça.

Não haveremos de receber a vida bem-aventurada senão quando chegarmos àquele que veio até nós, e quando começarmos a viver com aquele que por nós morreu.


Notas:

1 SI 87

2 Rm 4,25

3 Cl 3,1

4 SI 115

5 SI 71,9

6 SI 4,3

7 Ibid

Fonte:


Fonte:

GOMES, C. Folch Antologia dos Santos Padres. São Paulo- Ed. Paulinas 1979

Vigília pela Vida nascente às vésperas do julgamento da ADPF 54

BRASILIA, 03 Abr. 12 / 03:40 pm (ACI)

Para representar 82% dos brasileiros contrários a novas permissões para aborto no país (Vox Populi/2010), católicos de Brasília promoverão vigília de oração pela vida nascente, na Praça dos Três Poderes, diante do Supremo Tribunal Federal (STF) que em breve deverá votar a despenalização do aborto de fetos diagnosticados con anencefalia.

A vigília visa sensibilizar a sociedade brasileira e, especialmente, cada um dos onze ministros do STF que têm em mãos a arguição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF n. 54) cujo objeto é a possibilidade do aborto de bebês deficientes anencefálicos e cujo julgamento está marcado para o dia 11 de abril, no período da Páscoa.

Organizada pelos movimentos Legislação e Vida (São Paulo) e Pró-Vida e Família (Brasília), a vigília terá início às 18h do dia 10 de abril. Além de orações, a ocasião contará com apresentações artísticas gratuitas do cantor Nael di Freitas e da cantora Elba Ramalho que, além de cantarem seus sucessos, conduzirão momentos de oração com o terço dos nascituros o qual, em cada conta, possui representações da criança por nascer.

“Contamos com o apoio do arcebispo de Brasília, Dom Sérgio da Rocha e nossa inspiração é o exemplo do próprio Papa Bento XVI que, em 2010, começou a fazer vigílias no período do advento por toda vida nascente e pediu que toda Igreja também fizesse!”, conta o padre da diocese goiana de Luziânia, Pedro Stepien, membro do Movimento Pró-Vida e Família e responsável por uma casa de apoio a gestantes em sua diocese.

ADPF-54

Na opinião do coordenador do Movimento Legislação e Vida, o advogado e jornalista Hermes Rodrigues Nery, o julgamento da ADPF-54 o STF pratica ativismo judicial, decidindo o que não é da sua competência, mas prerrogativa do Congresso Nacional.

“A vida é um direito inalienável e como tal deve ser reconhecido e respeitado pela sociedade civil e pela autoridade política”, ele defende e continua. “Os direitos do homem não dependem nem dos indivíduos, nem dos pais, e também não representam uma concessão da sociedade e do Estado, pertencem à natureza humana e são inerentes à pessoa em razão do ato criador do qual esta se origina”.

De acordo com padre Pedro Stepien,  a ADPF-54 é uma estrategia sofisticada para legalizar o aborto no brasil a partir do aborto de anencefálicos. “Depois serão as crianças com má formação, até chegar ao ponto que aborto seja direito humano, um verdadeiro absurdo. Pela liberdade de expressão e pela liberdade religiosa vamos nos manifestar, não podemos ficar omissos”, ele diz.

Agende-se

O quê? Vigília de Oração em Defesa da Vida Nascente

Onde? Praça dos Três Poderes, em frente a STF, em Brasília

Quando? Dia 10 de abril, a partir das 18h

Organização? Movimento Pró-Vida e Família e Movimento Legislação e Vida

Maior estátua de Cristo Redentor do mundo e a retirada dos símbolos religiosos

A maior estátua de Cristo Redentor do mundo foi consagrada na católica Polônia, país do saudoso e Beato João Paulo II.

O monumento supera os 52 metros de altura e foi doado pelos 21 mil habitantes da cidade.

 “O monumento é um sinal visível da fé em Cristo”, disse o bispo Stefan Regmunt, um dos consagrantes.

A estátua ‒ mais alta que o Cristo Redentor do Rio de Janeiro ‒ pode ser vista desde a rodovia Varsóvia – Berlim e a vários quilômetros de distância.

Diferentemente do Brasil, onde uma minoria ateia fundamentalista quer retirar qualquer símbolo religioso dos espaços públicos, na Polônia se construiu este belo monumento. Vale lembrar que por lá, também alguns extremistas tentaram impor suas convicções. Acontece que, a maioria católica por lá não é tão pacata como a de cá. E a maioria venceu!

Aqui no Brasil as coisas andam contra a democracia: a maioria da população pode ser favorável à presença de símbolos religiosos nos espaços públicos, mas a minoria consegue retirá-los; a maioria é contrária à eutanásia, aborto e casamento gay, mas uma pequena minoria está conseguindo impor suas ideias. Tem-se uma impressão de que não estamos vivendo numa democracia plena, mas numa democracia manca.

A retirada dos símbolos religiosos aqui no Brasil, mormente nos fóruns das comarcas do Rio Grande do Sul, só vale para símbolos cristãos, pois se valesse para qualquer símbolo religioso, a primeira imagem a ser retirada seria da Deusa da Justiça – Têmis – símbolo presente em todos os tribunais do país.

Por fim, vale lembrar que quem moldou a civilização ocidental – e o Brasil não está fora disso –  foi o cristianismo. Permitam-me dizer: foi o cristianismo católico, pois o cristianismo protestante só veio 1500 anos depois da morte e ressurreição de Cristo e o início da Igreja.

Santo Sudário: mais provas de autenticidade.

Cid Alencastro

O Santo Sudário de Nosso Senhor Jesus Cristo é certamente a relíquia mais preciosa e venerada de toda a Cristandade.

Tendo passado por todo tipo de vicissitudes e desastres ao longo da História, inclusive um princípio de incêndio, ele se encontra atualmente na catedral de Turim, Itália, onde é exposto à visitação dos fiéis em certos períodos.

Trata-se do lençol de linho que envolveu o corpo sagrado do Salvador, descido ao sepulcro onde permaneceu por três dias, após os quais ressuscitou. Quis a Providência Divina que, milagrosamente, a figura de Nosso Senhor ficasse impressa nesse tecido, de forma indelével e humanamente inexplicável. Foi o modo que Deus Padre encontrou para legar aos homens a fotografia impressa de seu Divino Filho.

Sempre presente na vida da Igreja

O Santo Sudário alimentou a fé e a piedade dos primeiros cristãos em Jerusalém, sustentou os mártires e os perseguidos nas catacumbas, inspirou a expansão dos católicos por toda a vastidão do Império Romano, extasiou os homens da Idade Média e, em particular, acendeu o zelo dos cruzados. Nas épocas posteriores, de decadência religiosa, foi ainda o Santo Sudário uma luz de fixação da fidelidade dos fiéis e de esperança de perdão para toda a humanidade.

Chegamos assim aos tempos presentes, em que o considerável desenvolvimento das ciências foi interpretado por muitos ateus, hereges, como sendo o dobre de finados da veneração ao Santo Sudário, o qual não teria mais nenhuma missão a cumprir. As ciências o estudariam, provariam que ele é fruto de simples confecção humana, talvez até uma falsificação feita na Idade Média.

Verificou-se precisamente o contrário. Atraídos pela originalidade daquele misterioso tecido, os mais categorizados cientistas de diversos países, representando os mais diferentes ramos da ciência, debruçaram-se sobre o Sudário para estudá-lo e interpretá-lo, mediante os mais sofisticados aparelhos que a ciência conseguiu inventar, e aplicando os conhecimentos mais recentes. O resultado foi surpreendente para os detratores do Sudário: ficou provado que a figura nele impressa não tem qualquer explicação natural.

Mais ainda, os estudos mostraram que a origem do Sudário se situava na Palestina no primeiro século, e que a figura nele representada coincidia com a descrição dos Evangelhos, sendo totalmente inexplicável pela ciência o modo pelo qual fora ela impressa no linho.

 

A farsa do Carbono 14

Houve uma exceção, em 1987, quando o Cardeal Anastácio Ballestrero, então Arcebispo de Turim, convocou alguns especialistas em datação pelo método do Carbono 14, os quais concluíram, contra tudo quanto até então a ciência havia provado, que se tratava de uma falsificação produzida na época medieval.

Após um pequeno surto midiático de propagação da “falsificação”, diversos cientistas têm estudado o Sudário — objeto de contínua fascinação para a ciência — e mostrado que o método do Carbono 14 havia sido aplicado erradamente, que os tais especialistas do Cardeal Ballestrero nada provaram.

Procuraram ainda os cientistas obter os “dados brutos” dos laboratórios que realizaram o teste do Carbono 14, a fim de ter em mãos as comprovações necessárias, mas nada conseguiram, apesar de reiteradas solicitações. O que só por si lança pesada dúvida sobre a correção científica do episódio.

Dir-se-ia que o milagre do Sudário foi engendrado por Nosso Senhor sobretudo para o nosso tempo, o único capaz de provar cientificamente a sua autenticidade pelo impressionante acervo de conhecimentos de que dispõe.

Nova e importante confirmação

Uma nova confirmação nos chega, e de grandes dimensões. Na Itália, o altamente conceituado órgão científico do governo italiano Agência Nacional para as Novas Tecnologias, a Energia e o Desenvolvimento Sustentável (ENEA) publicou, no final de 2011, um relatório referente a cinco anos de experiências (2005-2010) realizadas com o fim de procurar “conhecer a maneira pela qual ficou estampada sobre a tela do linho do Santo Sudário de Turim a tão particular imagem”.(1)

No seu relatório, os cientistas do ENEA (Di Lazzaro, Murra, Santoni, Nichelatti e Baldacchini) “desmentem, com muito fair play, quase de passagem, mas de modo muito categórico, a hipótese de que o Santo Sudário possa ser obra de um falsificador medieval”.

Diz o relatório: ”A dupla imagem (frontal e dorsal) de um homem flagelado e crucificado que aparece a duras penas no tecido de linho do Santo Sudário de Turim, apresenta numerosas características físicas e químicas de tal modo peculiares que atualmente tornam impossível obter em laboratório uma coloração idêntica. Esta incapacidade de repetir (e, portanto, de falsificar) a imagem do Santo Sudário impede formular uma hipótese confiável a respeito do mecanismo de formação da impressão”.

De fato, mesmo hoje em dia, “a ciência não está em condições de explicar de que modo foi formada a imagem corpórea no Sudário. Até agora, todas as tentativas de reproduzir uma imagem em linho com as mesmas características, fracassaram”.

Poupamos ao leitor os numerosos e complexos dados científicos apresentados pelos cientistas do ENEA. Os interessados poderão encontrá-los no link abaixo.(2)

___________

Notas:

1. Marco Tosati, “La Sindone non è un falso”, Vatican Insider, 15/12/2011.

2. A íntegra do relatório do ENEA pode ser consultada em: http://opac.bologna.enea.it:8991/RT/2011/2011_14_ENEA.pdf.Cid Alencastro

Fonte: http://www.comshalom.org/blog/carmadelio/

“Católicas” pelo Direito de Decidir não recebem status consultivo na ONU

 

Wagner Moura

Temporariamente , a Organizacão das Nações Unidas (ONU) negou o “status consultivo” ao grupo anti-católico e pró-aborto Católicas pelo Direito de Decidir Córdoba (Argentina).

Sem o “status consultivo” a organização argentina não pode ser credenciada para monitorar as atividades desenvolvidas pelo Conselho Econômico e Social e órgãos subsidiários (Comissão e subcomissão de Direitos Humanos) das Nações Unidas.

O comitê que avalia o cadastramento das ONGs junto à ONU alegou que o grupo argetino pró-aborto não poderia se cadastrar com esse nome junto à ONU, uma vez que isso significaria desrespeitar as leis da Argentina. Em seu país de origem o grupo pró-aborto não pode se denominar “católico” por causa de uma lei que submete o uso desse nome à autorização da Igreja Católica.

As informações são do FridayFax, iniciativa do único grupo pró-vida que atua junto à ONU, o C-FAM. O grupo pró-vida também informa que além das Católicas pelo Direito de Decidir, outras centenas de grupos pró-aborto tiveram seu pedido de “status consultivo” negado pela ONU devido a insatisfações de países membros do comitê relativas às atividades de tais grupos.

Como viver bem a semana santa?

Que dizer agora diante da próxima semana? Estamos adentrando a Semana Santa. Nesta semana somos convidados a seguir os passos de Nosso Senhor Jesus Cristo, que não considerando o ser igual a Deus, se fez homem, se humilhou até à morte e morte de cruz. O Cristo que seguimos é o Cristo que antes de ressuscitar passou pela paixão e morte. Hoje, fala-se muito em seguir um Cristo Ressuscitado, que faz milagres, que ressuscita, salva, batiza no Espírito Santo, etc… Sem negar estas verdades, não podemos negar ou esquecer outra: este Cristo que cura, salva, liberta e ressuscita os mortos, é o Cristo que passou pela cruz. Na hora mais angustiante de Sua vida, não realizou portentos maravilhosos para se livrar da cruz, mas aceitou-a livremente por submissão à vontade do Pai. Portanto, devemos seguir e servir o Cristo total: o Cristo que faz milagres, o Cristo ressuscitado, mas também o Cristo crucificado!

Num mundo, onde os homens querem retirar os crucifixos dos espaços públicos e até mesmo de nosso altares (basta participar de algumas paróquias, que você não vê mais o crucifixo no altar), nós queremos como São Paulo pregar o Cristo crucificado, escândalo para os grandes, intelectóides, mas para nós poder e salvação de Deus! Sim, o poder de Deus se manifestou na crucifixão de Seu Filho: por meio dela, nós fomos libertados das garras de satanás, fomos arrancados do poder das trevas e nos introduzidos no reino de Seu Bem-Amado Filho.

Aproveitemos mais uma semana santa que o Senhor Todo-Poderoso nos concede viver e vivamos com esse espírito de que fomos amados, acreditando que Ele nos amou e se entregou por nós. E pensando: e eu, que tenho feito por Ele?

 

 

“Meu pai, Fidel, não se converterá nunca. Se sente imortal”. – afirma sua filha.

A filha de Castro: “Muitos compromissos; Ratzinger deveria ver os dissidentes”.

Por Paolo Mastrolilli, de Havana | Tradução: Fratres in Unum.com

Alina Fernández, filha de Fidel Castro.

Alina Fernández, filha de Fidel Castro.

« Não creio na conversão de meu pai, por um simples motivo: ele se considera imortal ». A estrondosa fuga de Cuba de Alina Fernández foi há vinte anos, mas a amargura e a desilusão permaneceram imutáveis na voz da filha de Fidel Castro. Alina nasceu em 1956, da relação que então o carismático revolucionário tinha com a bela Natalia Revuelta. Cresceu à sombra desta enorme figura até que, em 1993, escapou desfarçada com uma peruca e com os documentos falsos de uma turista espanhola. Primeiro para Madri, depois Miami, onde seu programa radiofônico “Simplesmente Alina” se tornou um dos pontos de referência para a comunidade dos exilados.

Senhora Fernández, o Papa vai a Cuba e é natural que haja rumores sobre a conversão de Fidel. Eles são críveis?

Há tempo também diziam o mesmo de mim, mas [os rumores] careciam de fundamento. Seria belo que meu pai, doente e de idade avançada, regressasse às raízes da fé na qual cresceu, quando estudava com os jesuítas. Isso devolveria a ele a humanidade que perdeu. Mas não o creio, porque acho que ele se considera imortal.

É um acerto a visita do Papa a Cuba?

Me vêm sentimentos contraditórios. Não há dúvida que meu pai e meu tio Raúl aproveitarão ao máximo esta visita, porque ir a um país significa lhe dar legitimidade. No entanto, para os fiéis, a presença do Papa é muito importante. Quando eu era pequena, ser católico em Cuba era um “handicap” ideológico: tinhas que esconder a tua fé, para que não te perseguissem. Agora já não é assim.

Esta visita pode acelerar a mudança no contexto político?

Não acredito. O povo comum tem menos expectativas do que na viagem que fez João Paulo II, por duas razões: a primeira é a personalidade diferente de Bento XVI, e a segunda é que já não acredita na possibilidade de que a visita de um líder religioso possa gerar uma mudança. Isso se deve, em parte, ao comportamento da Igreja Católica local, que, em certos casos, dá a impressão de renunciar a sua missão natural de defender os direitos humanos para poder negociar com o regime. Assim obteve vantagens para os fiéis, mas perderam o povo. Isto é, em Cuba não existe um Jerzy Popieluszko.

O Papa deveria se encontrar com os dissidentes?

Creio que sim. Não quero criticar à distância, mas acredito que seria importante. Dizem que não pode fazê-lo porque se trata de uma visita pastoral, e por isso o Papa não pode realizar gestos políticos, mas é um argumento contraditório que não se sustenta. Não deveria, como pastor, ver os fiéis que estão contra o regime?

Não houve reformas desde que seu tio chegou ao poder?

Raúl era a melhor pessoa da minha família, inclusive me dirigi a ele para que me ajudasse. Mas é um político pragmático e um ótimo administrador: faz apenas o que serve ao regime. É certo que permitiu o trabalho autônomo, em profissões como mecânico, encanador ou agricultor, mas são coisas pequenas para enfrentar uma crise econômica enorme. Em Cuba não há empresários.

Os cubanos esperam pelo Papa que, após passar pelo México, chega à ilha hoje.

Os cubanos esperam pelo Papa que, após passar pelo México, chega à ilha hoje.

Raúl e Fidel já são idosos: qual a estratégia deles?

Manter o poder. Nada além, nada de transição.

Quando foi a última vez que falou com o seu pai?

Há muitos anos, já nem me recordo quando. Fidel foi a tragédia de Cuba, e eu a sofri mais que muitos outros. Hoje falamos muito do fundamentalismo islâmico, mas também existiu o fundamentalismo comunista, e era feroz: se discutias, eras considerado, automaticamente, um inimigo e um traidor. Com maior razão se criticavas desde dentro da família Castro.

A senhora tentou voltar a Cuba?

Não.

Seu pai está velho e doente, não gostaria de falar com ele?

Não acredito que um dia volte a vê-lo.  Não há interesse, de nenhuma parte. Ele não quer me ver e eu não entendo por que teria de procurar por um homem com que não compartilho 90% do que já fez. Até o amor filial e paterno se desvanece se ninguém o alimenta.

PT continua (e continuará) tentando descriminalizar o aborto


Em entrevista à revista Veja, o presidente da Câmara Federal, deputado Marco Maia, do PT, disse que a liberação do aborto “ainda” não será colocada em votação.

O deputado afirmou que “Isso pode, no futuro, quem sabe, contribuir para que uma maioria do país oriente a votação aqui na Câmara dos Deputados”.

Segundo a revista, o que Maia chama de falta de consenso é uma confortável maioria contra o aborto. Por isso, parlamentares favoráveis à prática evitam colocar, por ora, o tema em pauta.

O presidente da Câmara não põe o projeto do aborto em votação porque a maioria é contra o aborto e o projeto deverá ser rejeitado.

Mas o objetivo do PT está sendo perseguido. A Comissão de Reforma do Código Penal do Senado está empenhada em aprovar a liberação do aborto, com o auxílio dos parlamentares do PT e de outros partidos com o mesmo ideário abortista, mesmo que isso custe a violação da Constituição Federal e do Pacto de São José (Min. Eros Grau) ou (Jurista IVES GANDRA MARTINS).

Na 3a. Conferência Nacional de Políticas para Mulheres, convocada pela Presidente Dilma Rousseff, realizada de 12 a 15 de dezembro de 2011, uma resolução específica foi escrita para liberar o aborto, a de n. 58:

“58. Revisão da legislação punitiva do aborto no Brasil, assegurando a descriminalização e a legalização do aborto e o atendimento humanizado na Rede de Saúde Pública do SUS, para que seja garantida a autonomia da mulher e que nenhuma mulher seja punida, maltratada ou humilhada por ter feito um aborto e não corra o risco de morrer.”

O objetivo do PT é aprovar a liberação do aborto, a qualquer custo. Ele estará sempre de tocaia, para dar o bote certeiro e permitir a matança de milhões de crianças nos úteros de suas mães.

Mas nós precisaremos estar espertos para não sermos enganados:

“Quando todo mundo estiver dizendo: “Paz e segurança”, então, de repente, cairá sobre eles a ruína, como as dores sobre a mulher grávida. E não conseguirão escapar. Mas vós irmãos, não estais nas trevas, de modo que esse dia vos surpreenda como um ladrão. Vós todos sois filhos da luz e filhos do dia. Não somos da noite nem das trevas. Portanto, não durmamos, como os outros, mas vigiemos e sejamos sóbrios.” (1Tessalonissenses 5,3-6)

Não podemos dormir! Devemos orar, vigiar e ficar sóbrios. Mas, também precisamos agir, pois as ações dos abortistas estão avançadas. Precisamos agir. todos os 90% de cristãos juntos, para impedir a liberação do aborto.

 

Não podemos ter medo de agir em defesa da vida!

Dom Luiz Gonzaga Bergonzini
Bispo Emérito de Guarulhos
Jornalista MTb 123
http://www.domluizbergonzini.com.br/

Trailer do filme pró-vida “October baby”

Assista abaixo trailer do filme “October baby” – filme baseado na história real de Gianna Jessen, menina que sobreviveu a um aborto “fracassado” e, que aos 19 anos discursou no Congresso dos Estados Unidos perante os deputados daquele país.

A fé em Cristo e a superação dos nossos limites

Ministra (abortista) da Dilma critica médico que não faz aborto legal

Lígia Formenti – O Estado de S. Paulo

A ministra Eleonora Menicucci, da Secretaria de Políticas para Mulheres, criticou a falta de médicos nos serviços que fazem aborto legal no País. Ela observou que muitos centros funcionam apenas na teoria porque profissionais se recusam a fazer o procedimento, alegando objeção de consciência. “É preciso que esses serviços coloquem outra pessoa no lugar”, disse Eleonora ontem, durante reunião do Conselho Nacional de Saúde (CNS).

A lei permite que gestações que coloquem a mulher em risco ou resultem de violência sexual possam ser interrompidas. Atualmente, existem no País 63 centros cadastrados para realização desse tipo de atendimento.

Além de considerar o número insuficiente, grupos feministas relatam que, com frequência, mulheres não conseguem ser atendidas nos serviços, sobretudo em instituições administradas por grupos religiosos.

O discurso da ministra arrancou elogios de grupos feministas, mas foi imediatamente respondido pelo representante da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) no conselho, Clóvis Bonfleur. “Religião é um direito que tem de ser respeitado. É preciso pensar em alternativas. A obrigação de ofertar serviços de saúde é do Estado”, rebateu.Eleonora também citou resultados de pesquisas realizadas demonstrando a falta de qualidade nos serviços de atendimento às vítimas.

Além da melhoria da qualidade, a ministra defendeu a ampliação do acesso aos serviços. Algo que, em sua avaliação, pode ser alcançado com descentralização do atendimento.

Até 2009, 442 hospitais estavam aptos a atender casos de violência sexual e 60 a realizar aborto previsto em lei.

Atualmente, são 557 centros para atendimento das mulheres e 63 capacitados para fazer o aborto. De acordo com ministério, outros 30 estão sendo capacitados para também fazer a interrupção da gestação nos casos permitidos pela lei.

“Esse número de 63 centros é insuficiente. Basta ver as estatísticas de estupro. No Rio, por exemplo, esse número chega a 20 casos por dia”, acrescentou a secretária de enfrentamento à violência contra a mulher, Aparecida Gonçalves.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, não fez comentários sobre a objeção de consciência alegada por médicos que trabalham nos serviços, mas afirmou que a pasta prepara um levantamento para verificar a qualidade de atendimento prestado às vítimas de violência.

Por meio da assessoria de imprensa, o ministério informou que ainda não está definida quando essa estratégia será iniciada e quais critérios serão analisados.

Polêmica

Nem bem foi montada, a estratégia já desperta críticas. O representante do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde, o médico Arilson Cardoso da Silva, avalia que, mais importante do que registros de queixas ou análise de problemas está a capacitação dos profissionais.

O ministério informou ainda que estratégias serão montadas para melhorar a comunicação de dados de violência contra mulher. Durante a apresentação de ontem, foi informado que registros de violência passarão a ser obrigatoriamente inscritos nas fichas de atendimento de média e alta complexidade.

CPI da VERDADE …

CPI da VERDADE sobre o ABORTO JÁ!

 
CPI da VERDADE sobre o ABORTO, JÁ!

 
Os 82% ou 71% do povo brasileiro contra a liberação do aborto precisam saber toda a VERDADE e merecem respeito.  Os Parlamentos brasileiros NÃO PODEM MAIS SE OMITIR! Não dá mais para esconder os financiamentos internacionais e interesses assassinos e escusos por trás da campanha a favor do aborto. Precisamos de “comissões da verdade” para DAR VIDA às pessoas e NÃO MORTE. O Senado e a Câmara Federal podem criar CPIs. As Assembleias Legislativas estaduais e as Câmaras Municipais também podem criar CPIs para investigar entidades abortistas sediadas em seus estados e municípios.
 
CPI DA VERDADE SOBRE O ABORTO JÁ! Há várias justificativas para iniciar a CPI DO ABORTO e mostrar a verdadeira face oculta da CULTURA DA MORTE, da CAMPANHA PELO ABORTO LIVRE.
 
“MATERNICÍDIO”. Os abortistas usam NUMEROS MENTIROSOS para assustar o povo e enganar os parlamentares. Já falaram em três milhões, um milhão e, agora,  falam em 200 mil mortes maternas por ano. Por esses números teríamos um “maternicídio”. Os abortistas usam o número de curetagens em ABORTOS ESPONTÂNEOS realizados pelo SUS (cerca de 180 mil/ano)  para dizer que são abortos clandestinos ou mortes maternas de mulheres negras ou pobres.  VERDADE: o Ministério da Saúde informou: no primeiro semestre de 2011,  foram 705 mortes maternas.  Se o número for repetido no segundo semestre,  serão  1.410 mortes maternas no ano.  Infinitamente menor que 200 mil, um milhão, três milhões!  Um genocídio de bebês não salvará a vida de nenhuma gestante. Precisamos dar condições alimentares e de saúde para salvar a vida dessas 1.410 gestantes.

 
FALTA DE SAÚDE PÚBLICA.  As mortes maternas acontecem por falta de saúde pública adequada. Em BH,  95,5% das mortes maternas foram causadas por falha no atendimento de saúde, em 2010. Em Brasília, uma gestante ficou com o FETO MORTO em seu útero por OITO DIAS e outra recebeu o FETO NUM VIDRO. Gestantes ficam abandonadas pelos corredores hospitalares em várias partes do país. A presidente Dilma Rousseff cortou a verba da saúde em mais de 5 bilhões de reais neste ano. As mortes das mulheres pobres, sem atendimento ou nas portas dos hospitais, é um problema de FALTA DE SAÚDE PÚBLICA. É uma lástima a omissão dos governantes e dos parlamentos com futuro dos brasileirinhos e brasileirinhas. Pergunta-se: IMPEDIR QUE NASÇAM, MATÁ-LOS NO ÚTERO DE SUAS MÃES SERÁ MELHOR PARA O BRASIL?
 
NAZISMO, PRECONCEITO E DISCRIMINAÇÃO. Os abortistas dizem que as mulheres ricas, de todas as cores de peles, têm dinheiro para pagar seus abortos, por isso matariam seus filhos com mais tranqüilidade.  Dizem que as mulheres pobres ou negras (usam a cor para vincular suas propostas ao racismo) morrem porque não têm dinheiro para pagar os abortos. As propostas dos abortistas são todas no sentido de assassinar os filhos das mulheres pobres. Os abortistas são adeptos de Hitler, querem criar uma raça brasileira pura, sem filhos de famílias pobres. O Estado é obrigado a dar “assistência aos desamparados” (art. 6º.CF) e saúde para as mulheres pobres, de qualquer cor, para que seus filhos sejam saudáveis. Pergunta-se: UM PAÍS VERDADEIRAMENTE RICO É UM PAÍS QUE MATA OS FILHOS DOS POBRES?
 
CAPITALISTAS BILIONÁRIOS INTERNACIONAIS. O noticiário informa sobre o financiamento de ONGs e pessoas dedicadas à causa abortista por CAPITALISTAS internacionais BILIONÁRIOS – Fundação Ford Warren Buffet  Nos EUA abortistas desviaram dinheiro destinado à cura de câncer para praticar abortos. É preciso descobrir como (se legalmente) e quem envia, quem recebe e proibir esse tipo de atividade destinada à matança dos brasileiros. É preciso confiscar esse dinheiro e destiná-lo à saúde. Pergunta-se: PODEMOS DEIXAR DINHEIRO INTERNACIONAL MATAR BRASILEIRINHOS E BRASILEIRINHAS ?
 
PROTEÇÃO À MATERNIDADE.  A Constituição Federal diz, em seu artigo 6º., que são direitos sociais “…a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados…”. A gestação se inicia com a fecundação do óvulo. Portanto, é obrigação do Estado dar proteção à gestante e não propor o assassinato de seu filho. Nunca uma mulher precisou de atestado de psicólogo para declarar se ela estava em “condições psicológicas” para dar à luz e manter uma criança.  Será que a mulher precisará de autorização do psicólogo para ter filhos ? A maternidade é um dom natural.  O Estado, representado pela presidente, os governadores, os prefeitos e os parlamentos têm obrigação de dar proteção à maternidade  e dar assistência às gestantes desamparadas (art. 6º.CF), através de um subsídio mensal, pago diretamente a elas, para terem seus filhos com saúde.
 
ABORTO E ESTUPRO SÃO CRIMES HEDIONDOS.   Em nosso requerimento ao Ministério Público de Guarulhos, demonstramos que o aborto e o estupro são crimes hediondos No aborto,  a vítima, inocente e indefesa,  é assassinada por meios cruéis.  A alteração do Código Penal pode acontecer, mas para suprimir todas as possibilidades de aborto e garantir VIDA AOS NASCITUROS. O exemplo da deputada federal FÁTIMA PELAES (VÍDEO AQUI) mostra que não podemos tirar a vida de ninguém. Para os casos de estupro, os governos e os parlamentos podem criar um subsídio financeiro para a mãe, até o nascimento do bebê, e simplificar a adoção, para reduzir o tempo de espera dos adotantes e evitar disputas judiciais entre a mãe adotiva e a mãe biológica.    
 
DIREITO DO NASCITURO/ANENCÉFALO. O ex-ministro do STF, EROS GRAU, sem nenhuma paixão religiosa, demonstra o direito do nascituro,  inclusive o anencéfalo,  no artigo “Pequena nota sobre o direito a viver”.
 
PACTO DE SAN JOSE DA COSTA RICA. A Convenção Americana de Direitos Humanos foi promulgada pelo Brasil através do decreto nº. 678/92. O art. 4º prevê o direito à vida e é bastante claro: “1. Toda pessoa tem direito de que se respeite sua vida. Esse direito deve ser protegido pela lei e, em geral, desde o momento da concepção. Ninguém pode ser privado da vida arbitrariamente.” Nos termos do art. 44, da Convenção, se aprovada a liberação do aborto, os organismos de defesa da vida poderão denunciar o Governo Brasileiro junto a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, sediada em Washington, Estados Unidos da América.
 
GENOCÍDIO. A antiga “Convenção Para a Prevenção e Repressão do Crime de Genocídio”, promulgada pelo Decreto Presidencial n. 30.822, de 06.05.1952, renovada pelo  Estatuto de Roma, promulgado pelo Decreto Presidencial nº. 4.388, de 25.09.2002, prevê, no seu art. 6o , o crime de Genocídio: “Para os efeitos do presente Estatuto, entende-se por ‘genocídio’, qualquer um dos atos que a seguir se enumeram, praticado com intenção de destruir, no todo ou em parte, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso, enquanto tal:  d) Imposição de medidas destinadas a impedir nascimentos no seio do grupo”. A elaboração de leis que possibilitem o assassinato em massa de filhos de mulheres pobres  tem a conotação de impedir nascimentos no seio desse grupo nacional (pobres), podendo levar a denúncias no Tribunal Penal Internacional.
 
QUEM pratica O MAL MAIOR, pode praticar TODOS OS OUTROS. O assassinato é o crime maior, pois tira A VIDA, o maior bem de uma pessoa. A vida é uma dádiva de Deus.   Precisamos acabar com a CULTURA DA MORTE, para reduzir a violência e gerar a paz. Aqueles que propõem a morte dos filhos dos outros ou matam seus próprios filhos perdem os parâmetros morais e podem praticar qualquer outro crime, sem nenhum peso na consciência.

CONVOCAÇÃO. Convoco as crianças, os jovens, os adultos, os idosos, os CRISTÃOS, de todas as denominações,  os NÃO-CRISTÃOS, todos DEFENSORES DA VIDA para, no dia 21.03.2012, comparecerem na CONCENTRAÇÃO, a partir das 11:00 horas, na escadaria da Catedral da Sé, em São Paulo, para, em seguida, a partir das 12:30 h,   participarem da MANIFESTAÇÃO – CPI DA VERDADE SOBRE O ABORTO, JÁ!, em frente ao FORUM JOÃO MENDES, na Praça João Mendes, Centro de São Paulo.
 
Jesus Cristo nos disse:
“O ladrão só vem para roubar, matar e destruir. Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância.” (Jo 10,10)  “Eu sou o caminho a verdade e a vida.” (Jo 14,6)
O POVO PRECISA DA VERDADE E DA VIDA!
O Beato João Paulo II nos disse: Não tenhais medo! Não tenhamos medo!
Dom Luiz Bergonzini
Bispo Emérito de Guarulhos

A alegria da maternidade

Vale a pena ver e ouvir – a alegria da maternidade celebrada através da música.

http://youtu.be/h82O16T3tlQ

Querem nos enfiar o aborto “goela” abaixo

 

Reinaldo Azevedo- Revista Veja

A cada vez que se pensa em fazer reformas no Brasil, é bom botar as barbas de molho. O risco de que as coisas piorem é gigantesco. Vejam o caso da reforma política. O que se gestou é muito pior do que o que se tem hoje. O debate sobre a atualização do Código Penal segue por essa trilha infeliz. De maneira sorrateira, vigarista, a tal Comissão de Juristas, que elaborou uma proposta para ser debatida no Senado, propôs a legalização do aborto, ainda que dê à coisa outro nome. Os valentes querem o Artigo 128 com esta redação:

Art. 128. Não há crime se:
I – se houver risco à vida ou à saúde da gestante.
II – a gravidez resulta de violação da dignidade sexual, ou do emprego não consentido de técnica de reprodução assistida;
III – comprovada a anencefalia ou quando o feto padecer de graves e incuráveis anomalias que inviabilizem a vida independente, em ambos os casos atestado por dois médicos.
IV – por vontade da gestante até a 12ª semana da gestação, quando o médico constatar que a mulher não apresenta condições psicológicas de arcar com a maternidade.
§ 1º Nos casos dos incisos II e III, e da segunda parte do inciso I, o aborto deve ser precedido de consentimento da gestante, ou quando menor, incapaz ou impossibilitada de consentir, de seu representante legal, do cônjuge ou de seu companheiro.

A Constituição garante a proteção à vida desde a concepção. A proposta dos bacanas a nega. Logo, ela transgride a Constituição. E daí? Não nos faltariam feiticeiros para afirmar, sei lá, que “o espírito da Carta” autoriza tal prática. Vocês sabem o que penso sobre o aborto. É claro que outras pessoas têm o direito de defender o contrário. Que, então, defendam! Mas aí lhes falta coragem. Querem meter a mudança goela abaixo da população sem nem mesmo ter o trabalho de defender um ponto de vista.

Ora, releiam o texto acima. Basta que a mulher queria abortar e seja convincente ao demonstrar “que não tem condições psicológicas”, tudo bem! O aborto será feito.

Atenção para a malandragem: o argumento mais forte dos abortistas é o chamado “direito que a mulher tem sobre seu corpo”. É o valor implícito no texto acima. Reparem que não existe homem na jogada; não existe pai. Bastaria que a mulher se entendesse com os médicos.

O Supremo vai decidir sobre os casos de anencefalia em breve. Afirmei aqui há dias, podem procurar no arquivo, que isso abriria o caminho para toda sorte de horrores. E abrirá. O conceito de “vida independente” é muito vago. Sob muitos aspectos, um indivíduo com Síndrome de Down, por exemplo, não tem uma “vida independente”. Precisará sempre de um monitoramento. Curioso, não? Os “progressistas” chegaram bem depressa à eugenia. Faz sentido. A história demonstra que são irmãos siameses dos fascistas.

Noves fora, o que vai acima se reduz ao seguinte: se a mulher falar que não quer a gravidez de jeito nenhum, faz-se o aborto. Ou será que caberia aos médicos e psicólogos esta improvável decisão: “Bem, ela rejeita a gravidez, não quer o filho de jeito nenhum, deixou claro que o bebê será um transtorno em sua vida, mas nós achamos que ela tem condições psicológicas, sim!”? Acho que isso não acontecerá.

Luiz Carlos Gonçalves, relator da Comissão do Código Penal, que já havia chamado outro dia o aborto de “método contraceptivo”, o que é um absurdo, falou ao Jornal Nacional. Prestem atenção:

”O médico diagnostica essa situação de desespero, de extrema gravidade, na qual a gestante não teria a menor condição de levar à frente a gravidez ou a maternidade em razão dessas situações psicológicas. Imagine, por exemplo, a pessoa que é viciada em crack e que nem sabe como engravidou…”

Imagino, sim! Acho que isso abre as portas não só para o aborto, não é? Por que não esterilizá-las, de vez, como os nazistas faziam com os fracos, os idiotas, os doentes?

Aborto pós-nascimento

Há dias, fizemos aqui um debate sobre uma proposta de dois especialistas, que defendem a legalização do infanticídio. Chamam a isso de “aborto pós-nascimento”. Como escrevi aqui, eles não deixam de ter razão quando afirmam que o status moral do feto e do recém-nascido é o mesmo; se um pode ser morto (e eles acham que pode), por que não o outro? Feto é coisa! Recém-nascido é coisa!

Goela abaixo

Aos poucos, as propostas contidas no “Plano Nacional-Socialista de Direitos Humanos” vão sendo apresentadas. Pretende-se legalizar o aborto no país sem que a sociedade seja chamada a dizer o que pensa a respeito.

Atenção, caras e caros, isso é uma tática para ganhar a opinião pública. Aos poucos, os “progressistas” pretendem deslocar uma posição majoritariamente contrária ao aborto para um ponto de maior tolerância — até que haja, tudo dando certo, uma maioria a favor do aborto.

Por um tempo ao menos, caso essa mudança seja aceita, viveremos a situação esdrúxula de ter uma lei que criminaliza o aborto — exceto no caso de a grávida querer o… aborto! Logo… A propósito: e se uma mulher quiser, a todo custo, interromper a gravidez, mas não o pai da criança? Ora… O pai só passa a ter direito a uma opinião depois de nascida a criança… E isso num país em que a paternidade irresponsável é um problema grave.

Este será um excelente debate. Vamos ver como vão se posicionar os digníssimos parlamentares. Neste exato momento, existem ONGs, lobbies e especialistas em opinião pública fartamente financiados por entidades estrangeiras pró-aborto encarregados de plantar notícias favoráveis à mudança do Código. Tentarão evitar ao máximo a palavra “aborto” — “legalização do aborto”, então, nem pensar! Falarão na “saúde da mulher” e na “proteção à gestante”. O feto será apenas uma “coisa”; é preciso retirar dele quaisquer atributos humanos para que se possa eliminá-lo sem polêmicas — tática usada pelos apologistas do infanticídio.

Notem que já há alguns dias a ministra Eleonora Menicucci (Mulheres) aparece como vítima no noticiário, pobrezinha! Na ONU, ela teria levado uma carraspana de “especialistas”, que estariam a exigir, como se pudessem fazê-lo, que o Brasil modernize a sua legislação sobre o assunto. Agora, será tratada como alguém silenciada por Marcelo Crivella, que seria a garantia, junto à bancada evangélica, de que o governo não tomará medidas para legalizar o aborto.

Na ONU, a propósito, Eleonora disse que caberia ao Congresso tomar as medidas. Este mesmo Congresso que agora passa a ser pressionado por essa reforma do Código Penal, que conta com apoio maciço da imprensa. Para variar, essa gente não percebeu que do mesmo manancial de que sai a legalização do aborto (e do qual derivou a perseguição aos crucifixos) pode sair a censura à imprensa. Debate-se um projeto de sociedade, não uma medida pontual. Os fetos não vão protestar. Este será sempre um confronto entre não-abortados, não é?, pouco importa de que lado se esteja.

Cardeal de São Paulo fala mais uma vez sobre o aborto

 

Dom Odilo P. Scherer

De novo, em pauta a questão do aborto. Estamos num ano eleitoral, os partidos vão costurando suas alianças e, como não podia deixar de ser, na pauta dos ajustes também entram questões polêmicas, em discussão há mais tempo pela opinião pública e também no Congresso Nacional.

Há quem gostaria que certos temas delicados não estivessem nos grandes debates político-eleitorais, talvez para não exigir uma tomada de posição clara perante os eleitores; prefere-se, então, qualificá-las como “questões religiosas”, das quais o Estado laico não se deveria ocupar, nem gastar tempo com elas na discussão política... Não penso assim.

Decisões sobre a vida e a morte de outros seres humanos, sobre o modelo de casamento, família e educação, sobre justiça social e princípios éticos básicos para o convívio social são questões do mais alto interesse e relevância política. Dizer que são “temas religiosos” significa desqualificar a sua discussão pública, relegando-os à esfera da vida privada, ou ao ativismo de grupos voltados mais para interesses particulares do que para o bem comum. Tirar da pauta política esses temas também poderia sugerir que pessoas sem religião não precisam estar vinculadas a valores e convicções éticas, o que é falso e até ofensivo.

Preocupo-me quando ouço que, no Brasil, a cada ano são realizados mais de 1 milhão de abortos “clandestinos” e que tantas mil mulheres (número bem expressivo!) morrem em consequência de abortos mal feitos! Há algo que não convence nesses números e afirmações. Sendo clandestinos, como pode alguém afirmar com tanta certeza dados tão impressionantes? Maior perplexidade ainda é suscitada quando isso é afirmado por uma autoridade representativa do Estado, mostrando que tem, supostamente, conhecimento seguro de uma violação aberta e grave da lei e nada fazendo para que ela seja respeitada para preservar tantas vidas! De fato, continua valendo a lei que veta o aborto indiscriminado no Brasil.

Esses números assombrosos ou estão pra lá de superdimensionados e manipulados para pressionar e atingir, de maneira desonesta, objetivos almejados, ou, então, alguém está faltando com seu dever de maneira consciente e irresponsável, deixando que a lei seja violada impunemente, em casos tão graves, nos quais vidas humanas inocentes e indefesas são ceifadas, às centenas de milhares, ou até na conta dos milhões!

É lamentável a morte de cada mulher em consequência de um aborto clandestino e mal feito. Lamentável também, e muito, é a sorte trágica de cada ser humano que tem a sua vida tolhida antes mesmo de ter visto a luz. Se há um problema de saúde pública a ser encarado, a solução não deveria ser a instrumentalização dessa tragédia humana para promover a legalização do aborto. Dar roupagem legal à tragédia curaria a dor e faria sossegar a consciência? Questão de saúde pública deve ser enfrentada com políticas voltadas para a melhoria da saúde e das condições de vida, e não para a promoção da morte seletiva. Uma campanha de conscientização sobre a ilegalidade das práticas abortistas protegeria melhor a mulher e o ser que ela está gerando. Haveria muito a fazer para alertar contra os riscos do recurso às clínicas – nem tão clandestinas – de “interrupção da gravidez”. Alguém conhece alguma campanha do governo ou alguma política pública para desestimular práticas abortivas contrárias à lei e arriscadas para a saúde da mulher? Não seria o caso de fazer?

Está em curso a discussão sobre a reforma do Código Penal Brasileiro; em muitas coisas, certamente, ele deverá ser revisto e adequado. Chama, no entanto, a atenção e merece uma reflexão atenta da sociedade a proposta relativa ao artigo 128, sobre novos casos de aborto “não puníveis”, além dos dois casos já previstos – risco de vida para a mãe e gravidez resultante de estupro (cf. http:/migre.me/845Dp).

No inciso I do artigo 128, propõe-se que não haja crime “se houver risco de vida ou à saúde da gestante”. A alusão ao “risco à saúde da mulher” é absolutamente vaga e, por si só, já ofereceria base para a universalização do aborto legal.

No inciso II, propõe-se que não haja crime se a gravidez resultar de “violação da dignidade sexual, ou do emprego de técnica não consentida de reprodução assistida”. O que se pretende qualificar como “violação da dignidade sexual”? O delito, neste caso, não aparece configurado e poderia ser facilmente alegado, sem que ninguém fosse capaz de comprovar a real ocorrência dos fatos. Além disso, a “reprodução assistida” já está legalizada e regulamentada no Brasil?

No inciso III do mesmo artigo, propõe-se que não haja punibilidade quando “comprovada a anencefalia, ou quando o feto padecer de graves e incuráveis anomalias que inviabilizem a vida independente, em ambos os casos atestado pelo médico”. Além da anencefalia, já em discussão no Supremo Tribunal Federal, acrescentam-se outras “graves e incuráveis anomalias”, o que é preocupante, pois isso abriria as portas para uma inaceitável, do ponto de vista ético, “seleção pré-natal” dos indivíduos considerados “aptos” a viver e o descarte de outros, considerados “inviáveis”.

É o controle de qualidade aplicado ao ser humano, já praticado em tempos passados por regimes condenados quase universalmente por suas práticas eugênicas. Vamos legalizar isso no Brasil agora?! No inciso IV, propõe-se que, “por vontade da gestante até a 12.ª semana de gestação, quando o médico constatar que a mulher não apresenta condições psicológicas de arcar com a maternidade”, o aborto poderia ser praticado sem penalidades. Passa-se ao médico o peso da decisão sobre a vida ou a morte de seres humanos. Acho isso absolutamente inadequado!

É preciso refletir muito, para não legalizar a banalização da vida humana.

CARDEAL-ARCEBISPO DE SÃO PAULO

Retirada dos símbolos religiosos nos espaços públicos

É do conhecimento de todos (suponho!) que os símbolos religiosos serão retirados das salas dos fóruns do Estado do Rio Grande do Sul, conforme determinação da Justiça daquele Estado, mediante solicitação de um grupo de lésbicas. O que eu não compreendo é a total aversão que alguns grupos têm com relação aos símbolos religiosos, principalmente cristãos.

Já dizia um ditado popular: “quem tem medo da cruz é o diabo!”. Hoje não é somente ele. Muitos têm medo e aversão às cruzes presentes nos espaços públicos e não poucas vezes, até nos espaços religiosos (em alguns altares católicos, a cruz já foi retirada).

Dada a relevância do assunto, o Bispo de Frederico Westphalen, Dom Rossi Keller, emitiu uma nota pastoral que demonstra a preocupação e o zelo deste bispo em relação aos símbolos. Ainda assim, ele afirma algo que temos que ter sempre em mente: podem tirar os símbolos, mas ninguém pode tirar nossa fé e a adesão aos princípios e os valores religiosos.

DOM ANTONIO CARLOS ROSSI KELLER
 
PELA GRAÇA DE DEUS E DA SANTA SÉ APOSTÓLICA
 
BISPO DE FREDERICO WESTPHALEN (RS)
 
Nota Pastoral
 
a respeito da determinação do Tribunal de Justiça
 
do Estado do Rio Grande do Sul,
 
determinando a retirada dos símbolos religiosos dos locais públicos da Justiça.
 

O Conselho da Magistratura do TJ – RS determinou, nesta última terça feira, dia 06 de março, a retirada de todos os símbolos religiosos presentes nos prédios da justiça gaúcha.

O pedido para tal decisão tem a sua origem na Liga Brasileira de Lésbicas, através de uma solicitação protocolada em fevereiro de 2012. Tal decisão contraria o que a antiga administração do TJ – RS já tinha deliberado sobre esta questão, entendendo, na ocasião, não existir qualquer princípio preconceituoso na instalação de símbolos religiosos nas dependências dos prédios da justiça.

Como Bispo Diocesano, quero, através desta Nota Pastoral, expressar minha surpresa e meu repúdio a tal decisão.

É lamentável que o egrégio Tribunal de Justiça dobre-se diante da pressão de um grupo determinado, ideologizado e raivoso, contrariando a opinião da grande maioria da população do Estado do Rio Grande do Sul.

A interpretação dada pelo excelentíssimo relator daquilo que é a laicidade do Estado revela distorção de visão.

Como em outros países, orquestram-se movimentos pela expulsão do crucifixo das salas dos tribunais, das escolas e de outros lugares públicos, sob o pretexto de que o Estado deva respeitar as religiões que não adotam o mesmo símbolo, bem como aqueles que não adotam nenhuma forma de expressão religiosa.

Países com elevada tradição jurídica já rechaçaram tais argumentos, demonstrando cabalmente que a exposição passiva, em público, de símbolos religiosos não pode ser entendida como um proselitismo estatal de favorecimento a algum culto, ou como uma afronta à liberdade dos que ou não professam a fé em Cristo ou não professam algum tipo de fé.

No Brasil, o próprio Conselho Nacional de Justiça indeferiu tal pretensão, afirmando que a presença de um símbolo religioso, in casu o crucifixo em uma dependência de qualquer órgão do Judiciário, “não viola, não agride, não discrimina e nem sequer perturba ou tolhe os direitos e a ação de qualquer tipo de pessoa”, na expressão do então Conselheiro Oscar Argollo.

“A liberdade religiosa consiste na liberdade para professar a fé em Deus. Por isso, não cabe argüir a liberdade religiosa para impedir a demonstração da fé de outrem em certos lugares, ainda que públicos. O Estado, que não professa o ateísmo, pode conviver com símbolos dos quais não somente correspondem a valores que informam sua existência cultural, como remetem a bens encarecidos por parcela expressiva da sua população – por isso, também, não é dado proibir a exibição de crucifixos ou de imagens sagradas em lugares públicos”. [1]

Diante de tal decisão, como Bispo Diocesano, venho solicitar:

1. AOS EXCELENTÍSSIMOS SENHORES MAGISTRADOS dos Fóruns das Comarcas presentes na área compreendida pela Circunscrição Eclesiástica da Diocese de Frederico Westphalen, RESPEITOSAMENTE, aentrega dos símbolos religiosos católicos (crucifixos, demais imagens sagradas, Bíblias, etc..), caso os mesmos pertençam ao Tribunal e não ao Poder Judiciário, para os respectivos párocos das Paróquias Sedes das mesmas Comarcas, para que os mesmos custodiem as referidas imagens e delas cuidem.

2. AOS REVERENDÍSSIMOS SENHORES PÁROCOS das Paróquias nas quais existam Fóruns, que recebam os símbolos religiosos católicos das mãos dos Excelentíssimos senhores Magistrados, emitindo um recibo em três vias, detalhando o que foi entregue, sendo uma via para o Excelentíssimo senhor Magistrado, uma via para a Paróquia e uma via para a Cúria Diocesana.

3. AOS SERVIDORES PÚBLICOS DA JUSTIÇA, que professam a fé católica, que mantenham os sinais religiosos católicos que costumam usar pessoalmente (terços, escapulários, medalhas, crucifixos, etc…) e que, no esmero do trabalho em favor da justiça, especialmente no serviço dos mais necessitados e carentes dela, demonstrem sua fé católica, mantendo Jesus Cristo, Nosso Senhor, sempre presente nestes ambientes públicos.

Podem nos tirar os crucifixos e as imagens expostas em locais públicos. Mas jamais poderão tirar de nós a fé e a adesão aos princípios e valores do Evangelho.

Dada e passada em nossa Sede Episcopal, aos sete dias do mês de março do ano do Senhor de dois mil e doze.

+ Antonio Carlos Rossi Keller

Bispo de Frederico Westphalen (RS)

Ainda em defesa de Padre Paulo Ricardo

Posto abaixo artigo extraído do blog Deus lo vult em defesa de Padre Paulo Ricardo e contra os seus acusadores (que, aliás, não usaram de nenhum argumento digno de crédito para pedir a “cabeça” de Pe. Paulo). Porque estes mesmos não se levantam contra os padres pedófilos, contra os padres heréticos defensores do marxismo, do petismo, do abortismo e do homossexualismo?

Do início da semana para cá, circulou na internet uma carta contra o pe. Paulo Ricardo, escrita por alguns membros do clero de Cuiabá (e adjacências) e endereçada aos “Excelentíssimos e Reverendíssimos Senhores Bispos, Padres e Povo de Deus”. Muito já foi dito sobre o assunto (p.ex., aqui, aqui, aqui e aqui). O resumo da ópera: o pe. Paulo Ricardo exerce um apostolado indiscutivelmente valoroso nos meios de comunicação social, tarefa santa e da mais alta importância que não poderia deixar de lhe angariar alguns desafetos. Querem calar o padre Paulo Ricardo: em suma, é isto o que está acontecendo. E querem calá-lo da forma mais incoerente possível, fazendo eles próprios – no ato mesmo de “denunciar” o conhecido sacerdote – tudo o que alegam ter feito o pe. Paulo Ricardo.

A íntegra da carta pode ser encontrada no primeiro link deste texto. Vou comentar grandes e vários trechos dela, na ordem em que foi escrita; não porque a epístola seja um primor de retórica ou porque contenha algum argumento minimamente sério (aliás, muitíssimo pelo contrário, como se verá); mas para que não reste dúvidas sobre o quanto é descabida esta perseguição toda, e para que fique claro a todos os que se aproximam da polêmica sem preconceitos quem está agindo segundo a Igreja e quem, ao contrário, trabalha contra Ela.

Consternados dirigimo-nos aos senhores para levar a público nossos sentimentos de compaixão e constrangimento com relação ao nosso co-irmão no sacerdócio, Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior, do clero arquidiocesano de Cuiabá. O que nos move é nosso desejo de comunhão, unidade, amor à Igreja e ao sacerdócio e a busca de verdadeira justiça, reconciliação e perdão.

Os autores desta carta devem estar de brincadeira. Esqueceram por completo (ou nunca ligaram para) os princípios mais elementares da correção fraterna, segundo a qual as queixas que porventura se tenha contra um irmão devem ser tratadas em privado. A carta inteira transpira esta incoerência, esta linguagem dupla que mantém, lado-a-lado, uma alegada nobreza de intenções unida ao mais vil e desprezível tratamento reservado ao pe. Paulo Ricardo, conforme será visto.

Diante de um homem amargurado, fatigado, raivoso, compulsivo, profundamente infeliz e transtornado toma-nos, como cristãos e como sacerdotes, um profundo sentimento de compaixão e misericórdia.

Aqui nós encontramos, já desde o começo, a linha mestra que irá conduzir todo o texto: os ataques gratuitos, sem que seja apresentado absolutamente nada para embasar as acusações que são feitas. Causa espécie que uma carta endereçada a bispos e que tem por objetivo denunciar as (alegadas) atitudes negativas de um sacerdote não traga um único exemplo daquilo que alega! O padre Paulo Ricardo é uma figura pública, que possui um site na internet, perfis nas redes sociais e centenas de vídeos no youtube (160 só no seu canal oficial). A coisa mais fácil do mundo seria, portanto, selecionar alguns trechos do (farto!) material produzido pelo padre e apresentá-los como exemplos da tese que se deseja demonstrar. Curiosamente, a carta não traz nada disso e se limita a lançar acusações sem provas; o único trecho de uma pregação do padre que é citado (veja-se mais abaixo) depõe contra os próprios autores da carta, uma vez que ele (como era de se esperar) não contém nenhuma das coisas das quais o padre Paulo é acusado ao longo do texto.

Registre-se ainda, a propósito, a absurda incoerência de pretender que delicadezas como «amargurado, fatigado, raivoso, compulsivo, profundamente infeliz e transtornado» brotem de um «desejo de comunhão, unidade, amor à Igreja e ao sacerdócio e a busca de verdadeira justiça, reconciliação e perdão»! Onde a “comunhão” e a “unidade” em sacerdotes atacando publicamente outro sacerdote? Onde o “amor à Igreja e ao sacerdócio” em provocar escândalo com esta carta lançada aos sete ventos e que expõe uma divisão na Igreja de Mato Grosso? Onde a “verdadeira justiça, reconciliação e perdão” em um monte de (graves!) acusações feitas em público e sem apresentar provas?

Diante de suas reiteradas investidas contra o Concílio vaticano II, contra a CNBB e, sobretudo, contra seus irmãos no sacerdócio invade-nos um profundo sentimento de constrangimento e dor pelas ofensas, calúnias, injúrias, difamação de caráter e conseqüentes danos morais que ele desfere publicamente e através dos diversos meios de comunicação contra nós, sacerdotes e bispos empenhados plenamente na construção do Reino de Deus.

Aqui, a coisa mais fácil do mundo (repetimos) seria apresentar exemplos destas “reiteradas investidas” feitas “publicamente e através dos diversos meios de comunicação” pelo pe. Paulo Ricardo. Impressionantemente, contudo, a carta não apresenta nada! Lança apenas a acusação. Ora, eu não li a totalidade da produção intelectual do pe. Paulo Ricardo, mas já tive contato com parte considerável do que ele fala e escreve e jamais o vi fazer “investidas contra o Concílio [V]aticano II, contra a CNBB” ou contra sacerdote algum em particular. A menos, é claro, que para esta gente:

  1. defender a hermenêutica da continuidade seja investir contra o Vaticano II (e assim o Papa está contra o Vaticano II);
  2. entender que a CNBB não é uma instância hierárquica intermediária entre as dioceses e o Papa seja agir “contra a CNBB” (e assim o Código de Direito Canônico está contra a CNBB); e
  3. exortar os sacerdotes para que sejam fiéis à sua vocação seja caluniar os sacerdotes (e assim a totalidade dos santos sempre esteve contra o clero).

Porque outras coisas não se encontram nas prédicas do padre Paulo Ricardo. Se os seus desafetos têm algo contra ele, que apresentem! No apostolado público do sacerdote, no entanto, não se encontram as coisas das quais ele é acusado. E novamente: lançar em público acusações graves sem apresentar provas do que se diz não pode jamais proceder de uma sincera “busca da verdadeira justiça”, como pretendem os autores da carta!

Depois disso os detratores do pe. Paulo pretendem (enfim) embasar as suas acusações. Citam uma palestra do pe. Paulo proferida durante um encontro chamado “Vinde e Vede”:

Leiam com paciência. Transcreveremos aqui parte de sua palestra proferida na última edição do “Vinde e Vede”. Intitulada “Totus tuus, Maria!”

Leiam a transcrição na íntegra lá na carta. Aqui, por questões de espaço, eu ponho somente o vídeo:

Existe alguma coisa de censurável nesta pregação? Alguma coisa que já não tenha sido dita incontáveis vezes pelos santos (p.ex., Santo Afonso)? Alguma coisa que não seja verdade? Alguma referência nominal a algum sacerdote concreto, que pudesse dar azo a algum constrangimento? Ou porventura não existem maus sacerdotes no mundo? Ou por acaso a gente não pode falar que o clero deve ser santo mas (infelizmente) nem sempre o é de fato? Por qual motivo houve quem se ofendesse com esta pregação? Os que vêem nisso “ofensas”, “calúnias”, “injúrias” ou “difamação de caráter” contra si próprios não estão, eles mesmos, vestindo a carapuça?

Prosseguem os autores da carta:

Pobre em espírito e conteúdo, esta palestra escamoteia um texto não oficial, escrito pelo fundador e personalidade maior do Movimento Sacerdotal Mariano, Padre Stefano Gobbi.

E daí? Estas aparições não foram oficialmente reconhecidas pela Igreja mas também não foram consideradas falsas e nem proibidas.

E, independente disso, o conteúdo da mensagem utilizada pelo pe. Paulo Ricardo é idêntico ao de outras aparições reconhecidas como verídicas pela Igreja (p. ex. La Salette). E quando a Igreja reconhece como verídica uma aparição é porque não encontra nela nada que seja contrário à Fé da Igreja. Qual a razão, portanto, das reclamações aqui? Acaso os signatários desta carta contra o pe. Paulo não querem também escrever denúncias contra a Virgem de La Salette?

Repitamos: não se vê por qual motivo a palestra do pe. Paulo possa ser “desastrosa e danosa à reputação de milhares de sacerdotes”. O pe. Paulo está falando dos sacerdotes de má vida sem citar nominalmente nenhum deles. Ora, se há “milhares de sacerdotes” que se identificam com a descrição do mau padre então estes deveriam fazer um exame de consciência e se empenhar com mais afinco na própria salvação. E não atacar o pe. Paulo Ricardo, que – repetimos – não está inventando nada que já não tenha sido dito pela Igreja incontáveis vezes.

Ainda Bento XVI, por ocasião da Conferência de Aparecida nos advertia: “Não resistiria aos embates do tempo uma fé católica reduzida a uma bagagem, a um elenco de algumas normas e de proibições, a práticas de devoções fragmentadas, a adesões seletivas e parciais da verdade da fé, a uma participação ocasional em alguns sacramentos, à repetição de princípios doutrinais, a moralismos brandos ou crispados que não convertem a vida dos batizados. Nossa maior ameaça é o medíocre pragmatismo da vida cotidiana da Igreja, no qual, aparentemente, tudo procede com normalidade, mas na verdade a fé vai se desgastando e degenerando em mesquinhez” […]. (DAp. N. 12).

Perfeitamente. No entanto, o que isso tem a ver com a palestra do pe. Paulo Ricardo sobre um texto que faz eco a mensagens da Virgem Santíssima aprovadas pela Igreja? Na verdade, é exatamente o contrário. Esta passagem corrobora tudo quanto o padre Paulo Ricardo disse. Senão vejamos:

Quem defende uma Fé “reduzida a uma bagagem”? O pe. Paulo Ricardo, que clama por coerência entre Fé e vida, ou os maus sacerdotes ávidos por fazerem acordos com o mundo – e para os quais as exigências do Cristianismo são um fardo?

Quem defende que a Fé seja “um elenco de normas e proibições”? O pe. Paulo Ricardo, que testemunha a alegria de ser cristão, ou os maus sacerdotes que querem impôr o silêncio sobre os defensores da Igreja Católica, que querem proibir a pregação do Evangelho?

Quem defende a “prática de devoções fragmentadas”? O pe. Paulo Ricardo, que se esforça por apresentar-se como um sacerdote o tempo inteiro, ou os maus padres que pensam poder acender uma (ou meia…) vela para Deus e outra para o mundo e para o pecado?

Quem defende “adesões seletivas e parciais da verdade da fé”? O pe. Paulo Ricardo, que é perseguido por ser intransigente na defesa radical da Fé íntegra, ou os maus sacerdotes para os quais a parte incômoda do Evangelho “não vale mais” nos dias de hoje?

Quem defende “uma participação ocasional em alguns sacramentos”? O pe. Paulo Ricardo, que defende que os sacerdotes santifiquem-se ministrando os Sacramentos, ou os maus sacerdotes para os quais a Santa Missa e uma reunião de católicos sem a presença de um padre têm o mesmo valor?

Quem defende a mera “repetição de princípios doutrinais”? O pe. Paulo Ricardo, que se esforça por traduzir a Fé da Igreja para os homens do mundo atual, ou os maus sacerdotes que só mencionam os elementos da espiritualidade católica para os ridicularizar?

Quem defende “moralismos brandos ou crispados que não convertem a vida dos batizados”? O pe. Paulo Ricardo, que prega por uma conversão verdadeira, ou os maus sacerdotes interessados em “relativizar” a Moral Católica e que – estes sim! – por conta disso não convertem verdadeiramente ninguém?

Qual é, enfim, “o medíocre pragmatismo da vida cotidiana da Igreja” que faz com que a Fé se vá “desgastando e degenerando em mesquinhez”? É o do pe. Paulo Ricardo, que clama por conversão e pelo abandono dos pecados, ou é o dos maus sacerdotes de vida medíocre para os quais quem defende a Fé da Igreja é um incômodo que deve ser silenciado?

Ora, fica evidente que o texto do Papa – como não poderia ser diferente – vem ao encontro de tudo o que o padre Paulo Ricardo faz no seu valoroso apostolado nos meios de comunicação social. Sendo assim, qual a razão dele ter sido colocado numa carta repleta de acusações infundadas contra um sacerdote do Deus Altíssimo dedicado à realização do seu ministério? O que querem, afinal, os signatários desta carta? Semear a cizânia entre os fiéis católicos e fazer parecer que o padre Paulo Ricardo está contra o Papa Bento XVI gloriosamente reinante?

O moralismo crispado e falso de Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior reduz a rica tradição da Igreja a um pequeno número de normas e restrições, com uma verdadeira obsessão de traços patológicos pelo uso da batina.

Em primeiro lugar, é simplesmente falso que o pe. Paulo Ricardo reduza “a rica tradição da Igreja a um pequeno número de normas e restrições”. Qualquer pessoa que tenha qualquer contato com o apostolado dele sabe que isto é uma mentira grosseira.

Em segundo lugar, a alusão à batina, no texto transcrito, é completamente marginal. O ponto são os sacerdotes que vivem em pecado, e não os que não usam batina.

Em terceiro lugar, ao contrário do que diz a explicação cânonico-macarrônica dos signatários da carta (para os quais o padre não deve usar batina coisa nenhuma, pois a sua identidade sacerdotal “se expressa no testemunho pessoal e nas obras apostólicas e não na batina”), o fato é que existe a obrigatoriedade do uso do traje eclesiástico. Remeto à leitura do estudo completo, e cito só a conclusão para ilustrar:

Pelo Direito Canônico – que mand[a] os clérigos e religiosos usarem o traje -, pelas razões históricas, teológicas, filosóficas, antropológicas, psicológicas e pastorais apontadas – que justificam a obrigação do seu uso -, e pelo Magistério da Igreja – que, nos discursos dos Papas e nos documentos da Cúria, conforma a conveniência, a oportunidade e a legalidade preceptiva do uso do traje -, concluímos, após oportunas refutações a explicitações, que o hábito, o clergyman e a batina são um bem a ser preservado. Só a lei, sem os motivos interiores, seria bastante para ser cumprida pela mente católica. Só os motivos, sem a lei, igualmente, já recomendariam o suficiente para o uso. Os motivos e a lei juntos, portanto, demonstram a impossibilidade de descumprimento ordinário do preceito do traje eclesiástico.

Portanto, são (mais uma vez) descabidas as queixas dos signatários da carta contra o pe. Paulo. O problema deles é com a disciplina católica e com as tradições da Igreja: não com o sacerdote de Cuiabá.

A partir daqui, a carta descamba para [mais] uma série de agressões pessoais injustificadas: o pe. Paulo seria “dono de uma personalidade no mínimo controversa”, teria uma “influência nefasta” que divide o clero e os fiéis, “ultrapassa[ria] os limites do fanatismo quando se trata (sic) de questões teológicas, eclesiais e pastorais”, seria “apenas um polêmico” cheio de “interesses de carreira” (!!). Ainda: “Guardião de ortodoxias e censor de plantão”, o pe. Paulo teria o costume de “ser pouco honesto”. Depois do rosário de impropérios (repetimos, sem que seja apresentado nenhum elemento em favor das acusações feitas: tudo gratuito, sacado da cartola como mágica), o texto prossegue:

Por ocasião da campanha eleitoral para a presidência da república, enfurnou-se em um cordão de calúnias, ameaças e difamação contra candidatos, contra o povo e contra a própria CNBB.

A nossa sorte é que tudo o que aconteceu nas eleições de 2010 está muito bem documentado. Os fatos: a sra. Rousseff (atual presidente do Brasil e então candidata pelo Partido dos Trabalhadores), que já defendera publicamente o aborto e que estava concorrendo à presidência por um partido notoriamente abortista, foi desmascarada pelos corajosos bispos da Regional Sul 1 da CNBB. Os panfletos foram censurados e apreendidos a mando do Governo. O pe. Paulo Ricardo, heroicamente, junto com mais um punhado de padres e bispos católicos, sustentou até o fim que os católicos não podiam apoiar com o seu voto um candidato que fosse defensor do aborto. Por conta disso, a sra. Rousseff perdeu uma vitória certa no primeiro turno, ad majorem Dei Gloriam. E foi obrigada a se disfarçar de cristã e a se comprometer a não mexer na legislação do aborto no Brasil.

Tudo o que pe. Paulo Ricardo fez foi cumprir com o seu dever de sacerdote católico e orientar o povo de Deus a ele confiado! Coisa diferente não disse o Papa Bento XVI na ocasião: quando “os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem, os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas”. Ora, o pe. Paulo Ricardo estava fazendo exatamente aquilo que o Papa depois afirmou ser um “grave dever” dos pastores! Do que se queixam, então, os seus desafetos?

Mas a cereja do bolo vem no final. Após esta carta ridícula repleta de informações sem fundamento, os sacerdotes que a assinaram formulam assim o seu pedido:

Solicitamos, portanto, de Vossas Excelências Reverendíssimas que Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior seja imediatamente afastado das atividades de magistério no Sedac e das demais atividades por ele desenvolvidas nas diversas instituições formativas sediadas na Arquidiocese e fora dela tais como direção espiritual de seminaristas, palestras, conferências e celebrações, pois não tem saúde mental para ser formador de futuros presbíteros. Pedimos também que seja afastado de todos os meios de comunicação social em todo e qualquer suporte, isto é, meios eletrônicos, meios impressos, mídias sociais e rede mundial de computadores.

Ou seja: aqueles que escreveram alegadamente movidos por um angélico “desejo de comunhão, unidade, amor à Igreja e ao sacerdócio e a busca de verdadeira justiça, reconciliação e perdão” não desejam perdoar o pe. Paulo Ricardo, não pedem que os (alegados) erros dele sejam corrigidos nem nada do tipo. Os seus objetivos são bem menos nobres: o que eles querem, pura e simplesmente, é que o padre seja impedido de falar sobre o que quer que seja, em qualquer lugar. Não apenas nas instituições formativas (da Arquidiocese ou fora dela), mas em tudo: da mídia impressa à internet. Não pedem simplesmente que ele seja proibido de falar “em nome da Arquidiocese” (o que já seria disparatado, mas era pelo menos possível), mas é muito mais do que isso: querem que ele seja “afastado de todos os meios de comunicação social em todo e qualquer suporte”. Ou seja: querem que nenhum grupo de católicos convide o padre Paulo para pregar em um retiro, que nenhum canal de televisão transmita uma homilia do pe. Paulo Ricardo, que nenhum blog divulgue nenhum dos seus textos, que o site do pe. Paulo Ricardo seja apagado e que o Youtube apague todos os vídeos do sacerdote, entre outras coisas. O que eles pedem, portanto, é, além de injusto (uma vez que não apresentaram absolutamente nada que desabonasse a conduta do sacerdote no seu apostolado em defesa da Igreja Católica), completamente impossível e nonsense. De onde se pode ver com clareza quem é que “não tem saúde mental” nesta história toda.

Isto, enfim, é o resumo de todo este espetáculo lastimável: um grupo de sacerdotes atacando gratuitamente um padre de reconhecido zelo e cujo apostolado é de indiscutível importância para o momento atual que vive a Igreja Católica no Brasil. Uma carta tornada pública por seus próprios autores – os quais, na verdade, fazem exatamente aquilo de que acusam o pe. Paulo Ricardo: promovem a divisão na Igreja, escandalizam os fiéis católicos, e ainda têm a audácia de assinar “[n]a obediência, na fé e na comunhão para nunca mais acabar”! É contra esta injustiça que clama aos céus que nós, católicos, precisamos nos manifestar.

1. Assinemos esta petição em defesa do pe. Paulo Ricardo, que já conta com mais de seis mil assinaturas.

2. Escrevamos respeitosamente para os bispos da Regional Oeste II, falando em defesa do pe. Paulo Ricardo e testemunhando o bem que ele tem feito pela Igreja no Brasil. Os emails são os seguintes:

Dom Milton Antônio dos Santos SDB
Arquidiocese de Cuiabá
dmilton@terra.com.br

Dom Antônio Emídio Vilar SDB
Diocese de São Luís de Cáceres
diocese.vilar@terra.com.br

Dom Derek John Christopher Byrne SPS
Diocese de Guiratinga
djcbb@yahoo.com

Dom Gentil Delazari
Diocese de Sinop
delazarigentil@hotmail.com

Dom Juventino Kestering
Diocese de Rondonópolis
juvake@terra.com.br

Dom Neri José Tondello
Diocese de Juína
nerijosetondello@yahoo.com.br

Dom Protógenes José Luft SC
Diocese de Barra do Garças
domprotogenes@hotmail.com

Dom Vital Chitolina SCJ
Diocese de Diamantino
diocesedtno@uol.com.br

Dom Benedito Beni dos Santos:
Diocese de Lorena (Diocese da Canção Nova)
dbbsantos@uol.com.br

3. Isto é o mais importante: rezemos com mais fervor e mais afinco pelo clero! A fim de que Nosso Senhor olhe com particular cuidado por Sua Igreja, para que Ele nos faça sempre mais firmes na Fé e para que triunfe, o quanto antes, o Imaculado Coração da Virgem Santíssima.

Levantemo-nos em defesa dos bons sacerdotes. Testemunhemos em favor da seriedade do seu trabalho e dos frutos que dele vêm em abundância. Não deixemos que o estardalhaço dos inimigos da Igreja Católica possa prevalecer sobre a serenidade do apostolado católico; não permitamos que as feras selvagens se lancem sobre os jardins cultivados com tanto suor e lágrimas por aqueles que outra coisa não querem que não o triunfo da Igreja Católica e a propagação do Evangelho na Terra de Santa Cruz. Que São Miguel Arcanjo nos proteja – e nos preserve – no Bom Combate, sempre.

Apoie Pe. Paulo Ricardo

Por amor e pela paz, assinemos o abaixo-assinado em solidariedade ao sacerdote

URGENTE! Solidarize-se com padre Paulo Ricardo participando do abaixo-assinado em apoio às suas ações evangelizadoras na arquidiocese de Cuiabá (MT), na TV Canção Nova, na internet e em todas os encontros e retiros que ele participa como palestrante. Para isso basta acessar o sitehttp://www.peticoesonline.com/peticao/em-apoio-ao-pe-paulo-ricardo-de-azevedo-junior/395
Alvo de quatro páginas de uma carta aberta assinada por religiosos, membros do clero arquidiocesano de Cuiabá e integrantes de outras dioceses mato-grossenses, o sacerdote é “denunciado” por criticar padres pedófilos, corruptos e dados à prostituição no clube Marxismo Cultural, com sede em várias cidades brasileiras.
A carta é endereçada a bispos, padres e povo de Deus, a CNBB, ANP, CNP, CRB, Regional Oeste II Estado de Mato Grosso CNBB e após caluniar padre Paulo Ricardo por fazer “uso ideológico da batina”, “por ser polêmico” e “por não votar em Dilma Rousseff” – mas eu também não voltei, oras! -, arremata com autoridade nenhuma:

“Solicitamos, portanto, de Vossas Excelências Reverendíssimas que Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior seja imediatamente afastado das atividades de magistério no Sedac e das demais atividades por ele desenvolvidas nas diversas instituições formativas sediadas na Arquidiocese e fora dela tais como direção espiritual de seminaristas, palestras, conferências e celebrações, pois não tem saúde mental para ser formador de futuros presbíteros. Pedimos também que seja afastado de todos os meios de comunicação social em todo e qualquer suporte, isto é, meios eletrônicos, meios impressos, mídias sociais e rede mundial de computadores.“

Um assassinato à liberdade de expressão, um assassinato aos direitos de cidadão e a seus direitos de sacerdote, um assassinato à vida pública de Pe. Paulo Ricardo. É o que pedem aqueles que assinam a carta aberta! E é direito deles fazê-lo, ainda que por meio de uma carta que divide a Igreja, que faz sofrer as pessoas que amam padre Paulo Ricardo. Uma carta que se empenha, tão simplesmente, em causar inimizades e intolerância entre os que amam Jesus Cristo!
Pra que isso? Fazer uma carta que foi pensada, trabalhada, que exigiu todo um esforço humano simplesmente para atacar um padre por motivo de opinião? O que que há com os autores dessa carta que não suportam quem pensa diferente deles? É bem sabido que a Igreja não é uma democracia, mas é um lar de liberdade: os que não a amam e que não concordam com ela têm toda liberdade para sair e fazer o que quiserem da própria vida.

O que me dói o coração é ver uma manifestação de ódio – porque escrever uma carta com quatro páginas falando mal de um padre só mesmo motivado por muito, muito, muito ódio – dessas contrária à liberdade de quem quer fazer o bem. Ora, o que tem de mais padre Paulo Ricardo não votar no PT? O que tem de mais ele dizer que padre usa batina e não camisa baby look? O que que tem, minha gente?
Qualquer um pode discordar de padre Paulo Ricardo, discordar de Cristo, discordar de Deus! Mas em nada uma discordância nos pode levar a discursos de ódio contra alguém. O que que é isso? Mas o que que é isso?

Nos solidarizemos com este homem que tanto bem tem feito a multidões que tem sede de conhecimento, justiça e verdade. Sabemos que ele é passível de erros, falhas e equívocos, mas isso não dá a ninguém o direito de promover ódio e divisões em nosso meio.

Acesse agora o site http://www.peticoesonline.com/peticao/em-apoio-ao-pe-paulo-ricardo-de-azevedo-junior/395 e vamos combater o ódio com o amor. Vamos mostrar que para cada página de ódio dessa carta aberta há milhares de pessoas amando este sacerdote, amando a liberdade de expressão e alegres por estarem na comunhão tão incentivada por padre Paulo Ricardo.
***
Leia no blog de Everth Queiroz: Perseguição ao padre Paulo Ricardo

Fonte: http://diasimdiatambem.com/2012/03/06/pe-paulo-ricardo-pode-ser-assassinado/
Assista ao vídeo do Pe Paulo Ricardo no “Vinde e Vede”

Aborto pós-natal = infanticídio.

Falar de aborto pós-natal significa apoiar o infanticídio

 

O Centro de Bioética da Universidade Católica de Roma responde a tese de uma revista científica

 

ROMA, 01 de março de 2012 (ZENIT.org) -. Depois da tomada de posição de dois estudiosos italianos, que sustentam a legitimidade moral e jurídica do infanticídio, chega a resposta do Centro de Bioética da Universidade Católica do Sagrado Coração.

O artigo questionado, com o título After-birth Abortion: Why Should the Baby Live?, foi publicado no Journal of Medical Ethics, assinado por Alberto Giubilini e Francesca Minerva.

“Quem conhece o debate bioético – diz uma nota do Centro de Bioética – sabe que esta tese não é nem um pouco original: é uma reproposta, bem pouco eficazes, dos argumentos do bioético australiano Peter Singer, que sempre foi o defensor da legitimidade do aborto voluntário e do infanticídio”.

A tese singeriana, retomada pelos dois autores italianos, de fato, “legitima o infanticídio – continua o comunicado –  porque os neonatos, mesmo na ausência de uma condição patológica, não teriam nenhum interesse explícito na vida e neste limbo da sua consciência não se beneficiariam nem sequer do status de pessoa”.

De acordo com o que afirma o Instituto da Universidade Católica, cada ser humano manifesta um “interesse explícito pela vida,” a partir já do seu “desenvolvimento primordial.” Portanto, o ser humano “está inscrito nesta condição existêncial pela qual cada um se qualifica como “filho”e não apenas como puro conjunto de órgãos interpretado pelas leis da medicina e da biologia”.

Negar isso significa, de acordo com os estudiosos do Centro de Bioética, “violar definitivamente a perspectiva ética, que já não é puro equilíbrio de interesses, de custos e benefícios”.

A perspectiva expressa pelo Jounal of Medic Ethics, além de “míope” é até “cínica”, porque “legitima o individualismo do mais forte (o adulto saudável) que não tem nenhum “interesse” no desenvolvimento dos interesses daqueles gerou”, acrescenta a nota do Centro de Bioética.

Seria, portanto, uma concepção “reificante” e “proprietária” do gerado, ao qual não é capaz de oferecer aquela hospitalidade que “aprendemos a não negar a nenhum estrangeiro.”

“O problema é que –continua a nota – o fato de que justo o conceito de pessoa, convertido na cultura ocidental no caminho breve para reconhecer a dignidade e direitos de todos os homens, acabe por ser utilizado para legitimar a nível teórico a mais evidente violação dos direitos humanos”.

Em conclusão, de acordo com o Centro de Bioética, o desafio lançado pela revista científica anglosaxã se torna também num fato “político”, porque se não é capaz de “cuidar de quem não é capaz de autocuidar-se”, é uma ameaça para a mesma” idéia de democracia assim como a construimos depois das violências totalitárias”.

Embora, em uma “sociedade liberal e pluralista” continua sendo necessário punir juridicamente, e não somente moralmente, certos comportamentos que, de fato, “ameaçam as mesmas condições da vida civil”, conclui a nota.

A freira que esteve no Oscar

 

Uma freira no Oscar!

Nos anos 50 e 60, Dolores Hart era uma jovem e linda estrelinha em ascenção no cinema, fazia filmes com os galãs mais lindos e famosos da época. Atuou ao lado de Elvis Presley e até dizem que se apaixonou por ele e especulam se Elvis não teria sido o motivo que a fez largar tudo e entrar para um convento…

Em 1962, na última vez em que Dolores caminhou sobre o tapete vermelho rumo ao Academy Awards, ela era uma jovem atriz de bochechas rosadas, cujo contrato valia US$ 1 milhão e que fora a primeira a beijar Elvis na tela. Mas, não mais que de repente, ela largou tudo, sumiu! Desapareceu tão completamente do foco da mídia e dos olhos do público que se tornou praticamente uma miragem do passado…

Contudo, amanhã, neste domingo, Dolores Hart estará pisando novamente o red carpet do Teatro Kodak em Hollywood, na festa de entrega do Oscar e por um motivo muito especial: um documentário sobre sua vida é candidato ao prêmio! Porém, ao contrário das outras celebridades, ela não vestirá nenhuma roupa de griffe ou usará joia de marca importante. Estará vestindo o seu hábito negro, da congregação Beneditina, da qual é freira, e se mostrará como a mulher que escolheu ser: Mãe Dolores, como Superiora da Ordem em que vive em clausura nos últimos 50 anos, nos Estados Unidos, numa fazenda em Bethlehem, Connecticut, na Abadia de Regina Laudis, levando uma vida de trabalho duro, contemplação e orações…

Com 73 anos de idade, Dolores Hart, ou melhor, Mãe Dolores concordou em fazer esta rara aparição para prestigiar o documentário, que conta a sua história de vida, indicado para o Oscar, God Is The Bigger Elvis

Nunca dantes na história da estatueta dourada, uma candidata ao Oscar chegou àquela festa andando de bengala e vestindo hábito, mas Mãe Dolores irá assim e com muita alegria, dizendo-se entusiasmada em participar daquela grande noite, mesmo que por ventura tenha que subir no palco…

Amanhã, ela surgirá no Oscar com os mesmos lindos olhos azuis e a mesma beleza serena, que a fizeram ser, tantas vezes, comparada a outra estrela da época, Grace Kelly

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O ano era 1957, quando Dolores Hart tinha apenas 18 de idade e estreava na tela como a namoradinha que beijava Elvis, no segundo filme do rei do rock, Loving You, causando inveja nas meninas de todo o mundo…

 

Loving You a fez famosa e ela logo atuou em outros filmes com grandes galãs, como Montgomery Clift e Anthony Quinn, e mais outro com Elvis, King Creole, em 1958. Nos cinco anos seguintes, ela fez mais nove filmes, inclusive a a comédia musical “cult” Where The Boys Are, com outro bonitão, George Hamilton. E a música, ninguém esqueceu: Where the boys are/ Someone waits for me

Mesmo trabalhando como atriz, Dolores permanecia uma católica romana devotada, de ir à missa todos os dias, levantando-se às seis da manhã. E sempre rezava o terço durante todas as filmagens. Em 1963, atuou em seu último filme, Come Fly With Me, no papel de uma aeromoça. Em entrevista na época, ela se queixou de que o lado emocional da profissão era muito triste, pois, durante 10 semanas ou mais, eram trabalhos intensos de filmagens e amizades estreitas estabelecidas com pessoas que depois ela nunca mais voltava a ver…

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Foi quando Dolores trabalhava numa peça na Broadway que um amigo sugeriu que ela fosse descansar um fim de semana numa cabana em um convento católico em Connecticut. Ela foi e encontrou ali a paz que procurava desde a infância. Quis logo ingressar no convento, mas foi considerada jovem e imatura. Só depois de três anos foi aceita, terminando antes um noivado de cinco anos com um arquiteto de Los Angeles. E nunca mais voltou atrás…O ex-noivo jamais a esqueceu, mas aceitou os desígnios de Deus e até sua morte continuou devotado a ela, fazendo-lhe visitas e ajudando financeiramente o convento. Uma história de vida que realmente vale um filme…

Quem não gostou nada foram os chefões do Studio MGM, que, furiosos, consideraram a conversão uma traição, e atribui-se muito a esse despeito o rumor difundido na época de que ela teria se apaixonado por Elvis Presley e estaria se escondendo num convento para dar a luz a um filho ilegítimo do cantor, tendo virado freira devido ao amor não correspondido. Dolores se calou, mas hoje que lhe é dada a oportunidade de ser escutada diz que preferiu servir ao Rei dos Reis, do que fazer filme com o Rei Elvis

Mãe Dolores, que vemos nas fotos acima, continua votando para o Oscar, já que faz parte da longa lista dos membros da Academia, e assistindo aos filmes em DVDs, que recebe da Academia. É a sua maneira de saber o que se passa no mundo lá fora. O documentário a seu respeito expõe sua luta, doenças graves e problemas financeiros que enfrentou no convento, onde reza sete vezes ao dia com suas irmãs, desde que se tornou freira, quando tinha apenas 25 anos de idade…


Pe. Demétrio Gomes da Silva

Planos do governo do PT para derrubar projetos de lei pró-vida no Brasil

Nas profundezas de um comitê da ONU em Genebra, autoridades do governo brasileiro apresentaram um relatório criticando o projeto de lei pró-vida do Brasil que está aguardando decisão e descreveram planos para derrotá-lo.
Numa resposta oficial às perguntas apresentadas pelo Comitê da Convenção para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres (conhecido pela sigla em inglês CEDAW), o Brasil parece tratar o aborto como direito. Isso contradiz as leis do Brasil, e o fato de que não existe nenhum direito internacional ao aborto.

Países que ratificam o CEDAW são obrigados a apresentar relatórios a cada quatro anos para o Comitê do CEDAW em seu progresso na implementação da Convenção.

Membros do Comitê frequentemente fazem perguntas envolvendo o aborto, ainda que o tratado não lide com a questão. A maioria dos países informa o Comitê sobre suas leis. No entanto, o Brasil surpreendeu os observadores ao mostrar um apoio razoavelmente apaixonada pelo aborto.

No Brasil, tanto o código penal quanto o código civil restringem o aborto. É permitido somente para salvar a vida da mãe, ou quando a gravidez é resultado de estupro. Mediante uma ordem de tribunal de 2004, os fetos anencefálicos podem ser abortados obtendo-se uma ordem judicial.

Nova legislação pode ser aprovada logo protegendo a vida desde o momento da concepção.

Numa série de perguntas ao Brasil, o Comitê do CEDAW perguntou: “por favor, informe o Comitê sobre as medidas específicas estabelecidas para lidar com a questão dos abortos inseguros no Estado-membro e discriminação contra mulheres e adolescentes que chegam aos postos de saúde com abortos iniciados ou são vítimas de violência por causa de padrões culturais conservadores…”.

A questão ecoou literalmente resumos que o Centro de Direitos Reprodutivos (CDR) rotineiramente apresenta ao Comitê. O CDR é uma organização legal de interesse público que pressiona os países para legalizar o aborto sem nenhuma restrição.

Em resposta, os representantes brasileiros lamentaram que o “direito ao aborto” está sob ameaça do “Estatuto do Nascituro”, um projeto de lei que passou por várias barreiras legislativas e “privaria as mulheres vítimas de estupro e em risco de morte do direito a um aborto… e proibiria pesquisas de células-tronco”.

A resposta da delegada do Brasil espelhou um documento de estratégias de ativistas pró-aborto no Brasil que estão trabalhando para combater o Estatuto do Nascituro. Essa estratégia declara: “garantir o fracasso de um projeto de lei representa um grande desafio, já que a composição da Câmara dos Deputados é projetada para ter uma inclinação mais conservadora na próxima legislatura do que teve no Congresso anterior. Considerando as repercussões amplas da questão nas eleições de 2010 e a desmobilização de importantes movimentos de defesa [do aborto], bloquear a aprovação do projeto de lei que está agora aguardando decisão diante do Congresso será extremamente difícil”.

A estratégia também disse que, “É fundamental que o projeto seja rejeitado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC), e essa rejeição precisará da ação integrada final com os membros da CCJC. Outra iniciativa se concentra em atrair o apoio de cientistas engajados nas pesquisas de célula-tronco para o debate”.

A lei do Brasil reflete uma oposição política crescente ao aborto entre católicos e evangélicos. Esse episódio mais recente com o Comitê do CEDAW coloca em destaque o modo como órgãos internacionais são muitas vezes usados para contornar políticas nacionais em campanhas para mudar leis e políticas nacionais.

Fonte: http://www.c-fam.org

O Congresso Nacional, as crianças e a ideologia de gênero

Veja abaixo o jeito legal que o Plenarinho está agindo para mudar a cabeça das crianças no que tange à sexualidade.

 

” Para ajudar você a já começar o ano em ritmo cidadão, a Turma do Plenarinho resolveu lançar um desafio: que tal participar de um concurso para fazer o roteiro de uma radionovela? Você não sabe o que é isso? É uma novela que em vez de ser filmada, é gravada dentro do estúdio de uma rádio. Se você ainda tá na dúvida, não conseguiu imaginar como isso pode funcionar, clique aqui e ouça a última radionovela da Turma.

Pronto? Ouviu? Então vamos ao que interessa.

Todos os meses, a Turma do Plenarinho lança uma nova história na Rádio Câmara. Já foram tratados assuntos como bullying, trabalho infantil, exploração sexual.

Agora é a hora de falar de gênero. A gente quer saber o que vocês pensam sobre as diferenças entre meninos e meninas. Elas existem? Se existem, onde estão? Será que brincar de bonecas é coisa mesmo só de menina? Por que será que, nos contos de fadas, as princesas só cuidam de casa e dos filhos enquanto os príncipes estão sempre na floresta caçando?

E se um menino gostar de cuidar de casa, então ele não é homem? Hummm, interessante, né?

O Plenarinho vai selecionar o melhor roteiro de radionovela escrito por crianças e adolescentes com idades entre 9 e  14 anos sobre o tema “Gênero”. O objetivo é proporcionar a reflexão, entre os estudantes, sobre a tradição de se considerarem certas atividades como tipicamente masculinas e outras como exclusivamente femininas.

A reflexão sobre a questão de “gênero” nas escolas tem sido cada vez mais recorrente entre pedagogos e outros profissionais de Educação. Diante do crescimento do fenômeno conhecido como “bullying”, é comum ver meninas que jogam bola e meninos que gostam de realizar tarefas domésticas receberem apelidos depreciativos, como forma de crítica à adoção de comportamentos considerados masculinos e femininos, respectivamente.

O assunto é motivo de preocupação entre os especialistas da Organização das Nações Unidas.( Sempre a ONU!!)

Com o objetivo de identificar como as crianças lidam com a questão de “gênero”, o Comitê para a Eliminação da Discriminação contra as Mulheres está realizando uma pesquisa com estudantes e professores de todo o mundo. Para participar, basta responder a questionários disponíveis na internet.

Na Câmara, a equipe do portal Plenarinho também quer estimular crianças e adolescentes brasileiros a refletir sobre o assunto. Para isso, está promovendo um concurso que vai selecionar o melhor roteiro de radionovela escrito por estudantes com idades entre 9 e 14 anos sobre a questão de “gênero”. O vencedor vai ter o texto adaptado para veiculação na Rádio Câmara e receber um jogo, DVD e livro como prêmio. O texto deve ter, no máximo, três páginas (folha A4), redigido em fonte 12, Arial ou Times New Roman, com espaço duplo.

Fonte: http://plenarinho.camara.gov.br/seu_espaco/dicas-da-cida-e-adao/vire-autor-de-radionovela/