Direito à honra de viver para o nascituro!

Hoje quero destacar o fato que a ação judicial proposta por Wanessa Camargo, Marcos Buaiz e o nascituro em face do apresentador Rafinha Bastos foi julgada procedente semana passada (12). Segundo o Tribunal de Justiça, o bebê foi ofendido na sua honra ainda que ele não tenha consciência do ato praticado pelo réu da ação, no caso o apresentador Rafinha Bastos.

O fato abre um precedente: o nascituro pode ser considerado autor de ação judicial, ainda que tenha que ser representado! Pelo que eu saiba, só pode ser autor de uma ação uma pessoa humana, não obstante o Código Civil afirmar que a personalidade jurídica comece com o nascimento com vida. Na esteira do do Pacto de Sao José da Costa Rica, podemos afirmar que : “pessoa é todo ser humano“. Diz ainda o inciso I, art. 4ª da mesma Convenção: Toda pessoa tem o direito de que se respeite sua vida. Esse direito deve ser protegido por lei e, em geral, desde o momento da concepção. Ninguém pode ser privado da vida arbitrariamente“.

Destarte, fica claro que se ao nascituro é concedido os direitos de personalidade, nada mais justo e coerente reconhecer que ele possui o supradireito à vida, vez que este direito precede àqueles. Falta um pouco de lógica nos defensores do aborto, quando estes defendem alguns direitos ao nascituro e nega a ele o direito de nascer. É como se alguém dissesse “você tem direito de morrer”, sem dar a esta pessoa o direito de viver. Ademais, maior ofensa à honra do nascituro seria negar a ele o direito à vida.

Comunista está excomungado?

Padre Paulo Ricardo responde à dúvida presente na cabeça de muitas pessoas: um comunista está excomungado? A resposta, baseada no ensino tradicional e constante da Igreja, é positiva. Não deixe de assistir abaixo:

Governo Obama obrigará empresas a financiar anticoncepção para seus empregados.

Fonte: ACI/EWTN Noticias

Kathleen Sebelius, Secretária do Departamento de Saúde e Serviços Humanos.

A administração Obama anunciou neste 20 de janeiro que não ampliará a isenção para os grupos religiosos que se opõem ao pagamento de planos de seguro médico para seus empregados que incluam esterilização e anticoncepcionais, também aqueles de efeito abortivo.

Kathleen Sebelius, Secretária do Departamento de Saúde e Serviços Humanos, afirmou em um comunicado que os empresários religiosos que se opõem a proporcionar esta cobertura estarão obrigados a cumprir com a lei a partir do dia 1 de agosto de 2013.

Entre os que se opõem ao mandato figuram muitas organizações católicas, tais como escolas, hospitais e entidades sociais.

Entre os que se opuseram à norma figuram o Cardeal Daniel N. DiNardo, presidente do Comitê Pró-vida dos bispos dos EUA advertindo que nem Jesus teria direito à isenção por motivos religiosos.

Em dezembro, um grupo de mais de 60 líderes evangélicos, batistas e judeus expressaram sua oposição ao mandato em uma carta ao presidente Barack Obama. Observou-se que “as organizações religiosas além da comunidade católica têm profundas objeções morais” à proposta.

Embora a norma entre em vigor para a maioria dos empregadores a partir de agosto de 2012, Sebelius disse que haverá um ano de “atraso na aplicação” do mandato dos empregadores sem fins de lucro que atualmente não oferecem cobertura de anticoncepcionais em seus planos de seguros devido a crenças religiosas.

“Este ano adicional permitirá a estas organizações mais tempo e flexibilidade para adaptar-se a esta nova norma”, disse.

Sebelius acrescentou que estes empregadores estarão obrigados a informar os empregados “que os serviços de anticoncepção estão disponíveis em lugares como postos comunitários de saúde, clínicas públicas e hospitais”.

O Departamento de Saúde e Serviços Humanos recebeu dois processos dos advogados do Fundo Becket, um em nome do Belmont Abbey College e a outra pela Universidade Cristã de Colorado (Colorado Christian University).

Hannah Smith, assessora jurídica do Fundo Becket, considera que a administração da Obama sabe que a norma “não pode sobreviver ao escrutínio constitucional” e portanto “tenta atrasar o inevitável dia do julgamento” no ano eleitoral.

A intolerância daqueles que pedem tolerância

Relatório da Campanha realizada em Divinópolis – MG, pelo Instituto Plinio Corrêa de Oliveira A Caravana “Cruzada pela Família”, composta de 32 voluntários do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, passou, na tarde do dia 18 de janeiro de 2012, pela cidade de Divinópolis – MG. Antes de começar o trabalho de divulgação de dois livros de autoria do Pe. David Francisquini, “Homem e mulher, Deus os criou”, e “Catecismo contra o aborto”, o coordenador da Caravana, Daniel Martins, acompanhado de outro voluntário, dirigiu-se à Delegacia de Polícia do lugar, para informar da presença da Caravana e da campanha pública que pretendiam realizar.

Campanha idêntica às já feitas desde o dia 4 deste mês em Brasília, Goiânia, Anápolis e outras 8 cidades, contando sempre com a simpática acolhida da população dessas cidades. Dado o grande número de pessoas aguardando atendimento na Delegacia, os dois não puderam ser recebidos pessoalmente pelo Delegado, mas deixaram com um secretário exemplares dos dois livros e os impressos que seriam difundidos, pedindo que fossem entregues ao Delegado Dr. Fernando. Os caravanistas dirigiram-se a um cruzamento movimentado, confluência das ruas Minas Gerais e 1º de Junho. Distribuíram-se pelas quatro esquinas. Uma imagem de Nossa Senhora de Fátima, com sua base e dossel, ficou exposta numa das esquinas. Na esquina da frente, foi colocado um “banner” com os dizeres “Cruzada pela Família – contra o aborto e a ditadura homossexual – ipco.org.br – Peçamos à Santíssima Virgem que proteja o futuro moral de nossos filhos”, ladeado por dois trompetistas e um proclamador de slogans. Ao longo da calçada da rua 1º de julho, foram desfraldados 3 estandartes do Instituto, a gaita de foles e a caixa musical, além de um segundo proclamador. A campanha iniciou-se às 15:40 e se desenrolou normalmente até por volta de 18:00, com grande receptividade do público, quando então começou uma movimentação suspeita por parte de alguns indivíduos. O coordenador da campanha tomou as precauções devidas, deslocando a imagem para outra esquina mais apropriada e reunindo a maioria dos cooperadores junto a ela. Telefonou também para a polícia, insistindo na atividade pacífica da Caravana e a possibilidade de confronto próximo não desejado. Logo se formou um magote de desordeiros, organizado com o claro intuito de causar distúrbios e atrapalhar o andamento normal da campanha. Procuraram em vão “entrevistar” vários dos cooperadores, os quais dirigiam-nos para o coordenador, conforme é de praxe. Este negou o contato, dado o tom claramente provocativo dos pedidos de “entrevista”. Até esse momento, os agitadores circulavam entre os vários pontos da campanha. Passaram então a um nível mais agressivo. Dois integrantes do magote, aparentemente os mentores de toda a confusão, postaram-se diante da imagem e ali se abraçaram e trocaram gracejos, com o fito de proclamar a “liberdade” dos homossexuais. Os caravanistas a isso responderam apenas com slogans: “Provocadores! Respeitem a Imagem! Quem provoca reconhece que não tem argumento! O homossexualismo é contra o mandamento”. Voltaram os ativistas à carga, desta vez um rapaz e uma moça, e no mesmo local trocaram carícias claramente provocativas. O coordenador da campanha resolveu então reunir todos os cooperadores para circundar a Imagem de Nossa Senhora de Fátima, visto perceber que a intenção dos agitadores era atentar contra esta, que ocupava verdadeiramente o centro da campanha – a atenção dos transeuntes estava todo o tempo voltada para ela.

Nesse momento, os campos tornaram-se mais bem definidos. De um lado da rua 1º de Julho, mais precisamente de frente para a loja “Seabra Confecções”, os caravanistas presididos pela Imagem. (Cabe notar aqui que tinha sido dada a instrução clara a todos os caravanistas de que não usassem força física, a não ser para defender-se ou para proteger a Imagem, objeto de piedade e de arte ali presente. Todos os demais circunstantes, populares e funcionários das lojas ao redor, foram comunicados de nossas intenções. Também o foram dois policiais que passaram por ali certo tempo antes do episódio a seguir relatado). Do outro lado, o magote de agitadores. Estes inventaram então um “factóide”: pintaram as faces e mãos com uma tinta azul trazida por um integrante do grupo. Ficaram por um tempo confabulando, até que resolveram cruzar a rua com a clara intenção de investir contra a Imagem de Nossa Senhora e os caravanistas. Importa notar que um dos caravanistas ouviu um dos agitadores dizer que jogariam tinta na Imagem. Deu-se então o auge do conflito: 6 dos ativistas tentaram furar a barreira humana formada pelos caravanistas. Todas as atitudes dos agitadores até agora relatadas justificavam à saciedade a medida para proteger a Imagem. Os agressores forçaram a passagem por duas vezes mas perceberam que não teriam sucesso. Deslocaram-se então para local um pouco afastado, para confabularem mais à vontade. Aproveitaram também para tentar desinformar as viaturas policiais, que chegaram. Após esse incidente, os cooperadores começaram a recitar o Terço do Rosário, entremeado de slogans e cânticos como o Hino a Nossa Senhora Aparecida e “Queremos Deus”. Os agitadores tentaram atrapalhar, com xingamentos, palavrões, gestos obscenos. Um dos personagens que se ajuntou nesse momento aos agitadores, o único que demonstrava ser supostamente homossexual ostensivo, a todo momento berrava ofensas.

Alguns repórteres da TV Alterosa, sucursal da Rede SBT, os quais já na parte inicial da campanha tinham colhido imagens, voltaram ao local, e passaram a colher depoimentos de ambos os grupos. Repórteres de outro canal de televisão, sucursal da Rede Globo, chegaram ao final da campanha e também colheram depoimentos. O desfecho da campanha foi tendo lugar aos poucos: desmontagem dos estandartes, retirada dos símbolos do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira e dos instrumentos musicais. O banner já não estava mais presente: tinha sido guardado antes da reunião de todos os cooperadores junto à Imagem, no intuito de diminuir o acirramento. Por volta das 19:20 horas, após quase quatro horas de campanha, e mais de uma hora de confronto declarado, tendo os caravanistas evitado chegar às vias de fato, apesar das provocações, a Imagem foi retirada, sob o cântico da “Salve Regina”. A desmontagem final foi realizada e cada caravanista se dirigiu para seu respectivo veículo, sem maiores incidentes, sob a vigilância remota de policiais. Uns vinte minutos ainda decorreram até a partida, tempo em que foi finalizado o contato com os policias encarregados de registrar o ocorrido e dadas as últimas entrevistas. Interessante notar as reações do público que foi se acercando durante o confronto. À parte de poucos que se solidarizavam abertamente com o magote agressor (claramente amigos e simpatizantes convocados para o local), a enorme maioria do público manifestava total simpatia pelos caravanistas. Alguns rezavam o terço, ou benziam-se ao ver a Imagem. Outros declararam abertamente, ao final, estar do lado dos caravanistas. Mesmo pessoas não católicas, tendo presenciado a recitação do Terço, fizeram questão de manifestar seu apoio. Um transeunte que observava de longe a movimentação, mostrou-se indignado com a situação moral da sociedade, com a torpeza que manifestaram os agressores e concluiu afirmando claro apoio à Caravana. Tendo ocupado seus lugares nos respectivos veículos, os caravanistas deixaram a cidade contentes de que a imagem de Nossa Senhora não tivesse sido desrespeitada, e muito satisfeitos também com a boa recepção do público de Divinópolis.

Projeto internacional de liberalização do aborto na América Latina

Informações do site Olavo de Carvalho

A TODOS OS QUE COMPREENDEM O VALOR DA VIDA HUMANA:

A SITUAÇÃO É GRAVÍSSIMA: ESTAMOS NA IMINÊNCIA DA LEGALIZAÇÃO DO ABORTO EM TODO O NOSSO CONTINENTE.

Esta mensagem é grande, mas, por favor, não se importe com isto. Estude com paciência a mensagem, comente-a e divulgue-a para toda a sua lista de contatos. Insista para que seus amigos façam também o mesmo.

A Cultura da Morte que pretende instalar-se em nosso continente, como base de UMA NOVA FORMA DE DITADURA, NÃO USA A FORÇA PARA IMPOR-SE, MAS A
IDEOLOGIA E O CONTROLE DA INFORMAÇÃO.

Para vencer esta batalha contra a vida não precisamos do seu sangue, nem de seu dinheiro. Precisamos apenas de seu conhecimento e de sua iniciativa para difundí-lo. Não há outra maneira de defender a democracia moderna.

Sua contribuição, em termos de conhecimento e de sua difusão, é absolutamente indispensável para impedir este genocídio.

Foi exatamente assim que foram vencidas, nos últimos anos, diversas outras batalhas pela vida. E, toda vez que isto ocorre, todos compreendem melhor o que está acontecendo e a democracia é fortalecida.

PROCURAREI NAS PRÓXIMAS SEMANAS MANTER A TODOS DESTA LISTA INFORMADOS A RESPEITO DO DESENVOLVIMENTO DOS ACONTECIMENTOS.

 Agradeço a todos pelo imenso bem e pelo que estão ajudando a promover. O problema transcende as fronteiras de qualquer país, jáque faz parte de um plano conjunto pesadamente financiado por organizações internacionais que investem na promoção do aborto em todo o mundo. Tenham a certeza de que a participação de cada um é insubstituível e, juntos, iremos fazer a diferença.

ALBERTO R. S. MONTEIRO

============================================

Leia a seguir:

1. O QUE ACONTECEU: EM SESSÃO EXTRAORDINÁRIA, NA SEMANA ENTRE O NATAL E O ANO NOVO, O SENADO DO URUGUAI APROVOU O ABORTO, VIRTUALMENTE DURANTE TODA A GRAVIDEZ.

2. OS PARTIDOS DE ESQUERDA NA AMÉRICA LATINA E O ABORTO.

3. O TRATADO INTERAMERICANO DE DIREITOS HUMANOS.

4. A INTERVENÇÃO DA CONFERENCIA EPISCOPAL URUGUAYA

5. O QUE FAZER.

6. DOCUMENTO APRESENTADO PELA CONFERENCIA EPISCOPAL DO URUGUAY NA COMISSÃO DE SAÚDE DO SENADO EM 29 DE NOVEMBRO DE 2011.

7. CORREIO ELETRÔNICO DOS BISPOS DO URUGUAY.

============================================

1. O QUE ACONTECEU: EM SESSÃO EXTRAORDINÁRIA, NA SEMANA ENTRE O NATAL E O ANO NOVO, O SENADO DO URUGUAI APROVOU O ABORTO, VIRTUALMENTE DURANTE TODA A GRAVIDEZ.

============================================

Em uma votação extraordinária, realizada às pressas no dia 27 de dezembro de 2011, durante a semana do Natal, quando toda a população estava festejando Natal e Ano Novo, em meio a protestos de vários legisladores, tanto da situação como da oposição, o partido de esquerda Frente Amplio, que possui a maioria das cadeiras no Senado do país, convocou uma sessão para aprovar por 17 votos contra 14 uma lei que despenaliza o aborto virtualmente durante todos os nove meses da gravidez.

O projeto de lei original dizia em seu primeiro artigo que o aborto passaria a ser um direito durante os três primeiros meses da gestação, mas o décimo quinto e último artigo do mesmo projeto revogava os artigos do Código Penal que penalizavam todos os tipos de abortos, de modo que qualquer aborto, praticado em qualquer estágio da gravidez, e não apenas durante os três primeiros meses, deixaria de ser crime em qualquer circunstância, desde a concepção até o momento do parto, ainda que a lei parecesse afirmar que o aborto seria um direito durante os três primeiros meses.

Sob orientação dos órgãos de monitoração dos tratados de direitos humanos da ONU, esta estratégia já havia sido tentada sem sucesso no Brasil em 2005 e no final de ano de 2011 na Argentina. A idéia consiste justamente em apresentar um projeto  de lei que parece estar dizendo uma coisa mas na realidade estabelece outra. Apesar de todas as evidências em contrário, os legisladores do Frente Amplio, assim como no Brasil e na Argentina, negaramreiteradamente que tivessem a intenção de legalizar o aborto durante toda a gestação. Diante das denúncias reiteradas da Conferência Episcopal do Uruguai e de outras ONGs a favor da vida, entretanto, o projeto teve que ser alterado, passando a estabelecer que o aborto será um direito durante os três primeiros meses da gestação e, nos meses restantes, será punido com penas alternativas à prisão, mas que o próprio projeto de lei recusou-se a definir quais seriam. A maioria Frente Amplista quis aprovar o projeto imediatamente e deixar para regulamentar quais seriam as tais “penas” alternativas ao aborto durante os últimos seis meses da gravidez apenas depois de aprovada completamente a lei.

Como a agenda internacional que está por trás deste projeto, impulsionada por grandes fundações, redes internacionais de ONGs e pela própria ONU, consiste exatamente em não reconhecer a personalidade jurídica e o direito à vida antes do nascimento, removendo todas as penas ao aborto em qualquer época da gestação e transformando a prática em um problema de saúde pública que deverá ser decidido livremente pela gestante, o que aconteceu foi que trocou-se algo pelo seu  equivalente: o Frente Amplio, com o apoio das grandes Fundações Internacionais e das centenas de ONGs que trabalham para promover a total liberalização do aborto, regulamentará posteriormente a lei de tal modo que ninguém sejarealmente impedido de abortar em qualquer estágio da gravidez, da concepção até o momento do parto.

 O projeto, já aprovado pelo Senado, voltará a ser novamente votado pela Câmara dos Deputados em março de 2012 , onde faltam três votos para que o Frente Amplio alcance a maioria parlamentar. Seaprovado pela Câmara dos Deputados, o infame projeto será transformado em lei. O atual presidente da República, José Mujica, já declarou que não irá vetar a lei. Assim como o Partido dos Trabalhadores no Brasil, o Frente Amplio também se comprometeu a priorizar, em seu programa de governo aprovado em 2008 no Vº Congresso Extraordinário Zelmar Michelini, a despenalização do aborto no país. Esta afirmação pode ser conferida nas páginas 67, 74 e 75 do Vº Congresso Extraordinário Zelmar Michelini do Frente Amplio: “O PRÓXIMO GOVERNO PROGRESSISTA DEVERÁ CONSOLIDAR E APROFUNDAR AS REFORMAS INICIADAS EM SUA PRIMEIRA ADMINISTRAÇÃO. ENTRE OS ASPECTOS PROGRAMÁTICOS A DESENVOLVER SERÃO PRIORIZADAS AS POLÍTICAS NA ÁREA DOS DIREITOS SEXUAIS E REPRODUTIVOS, INCLUINDO A DESPENALIZAÇÃO DO ABORTO”.

http://www.frenteamplio.org.uy/files/Programa%202010-2015_1.pdf

Esta tem sido a política de todos os partidos de esquerda em nosso continente. Ao proceder desta maneira, tais partidos estão traindo as suas próprias ideologias e seguindo, em vez disso, as diretivas de uma agenda internacional muito bem conhecida, traçada pela ONU e por Fundações Internacionais que estão trabalhando neste sentido desde os anos 50 do século XX. Esta agenda não tem como objetivo a promoção das mulheres, mas a redução do crescimento demográfico, principalmente nos países em vias de desenvolvimento. Trata-se em última análise de um imperialismo demográfico que visa impedir o crescimento do mercado interno dos países em desenvolvimento para não ameaçar o monopólio do controle da economia mundial, o que, por parte dos partidos de esquerda, deveria ser objeto de denúncia, e não de uma vergonhosa parceria.

Os partidos de esquerda, em vez de favorecerem o crescimento demográfico moderado que é, reconhecidamente, um dos principais fatores de de desenvolvimento econômico para os países em desenvolvimento, estão promovendo o crescimento demográfico negativo, que é justamente a agenda do imperialismo capitalista que estes mesmos partidos juraram um dia combater. Esta denúncia, repetida constantemente pelos grupos em favor da vida em todo o mundo e analisada detalhadamente em inúmeras publicações científicas, desta vez foi corajosamente apresentada pela Conferência Episcopal do Uruguai em uma audiência pública realizada no dia 29 de novembro de 2011, no Senado Uruguaio. A Conferência Episcopal não somente fez uma longa denúncia, como também acrescentou à mesma uma ampla documentação bibliográfica.

O texto da exposição foi também disponibilizado no site da Conferência Episcopal e, alguns dias depois, publicada e distribuída, pelo jornal oficial da Arquidiocese de Montevidéu, em todas as paróquias da capital. A APROVAÇÃO DO ABORTO NO URUGUAY É APENAS O INÍCIO DE UM PROCESSO PROPOSITALMENTE ORQUESTRADO POR ORGANIZAÇÕES INTERNACIONAIS PARA INTRODUZIR A CULTURA DA MORTE EM TODA A AMÉRICA LATINA.

PRECISAMOS DE SUA AJUDA PARA IMPEDIR A INTRODUÇÃO DESTE GENOCÍDIO EM NOSSO CONTINENTE.

Neste momento o Congresso uruguaio entrou em recesso até o início de março. Precisamos que leia com atenção esta mensagem para saber o que está acontecendo e divulgar os acontecimentos a todas as pessoas que estiverem em sua lista de correspondência. Esta mensagem, ainda que grande, descreve apenas resumidamente os fatos ocorridos e contém o texto da denúncia apresentada pela Conferência Episcopal do Uruguai aos senadores.

É A PRIMEIRA VEZ NA HISTÓRIA RECENTE QUE UMA CONFERÊNCIA EPISCOPAL SE MANIFESTA TÃO CLARA E DOCUMENTADAMENTE SOBRE A QUESTÃO DA DEFESA DA VIDA.

PRECISAMOS NO MOMENTO QUE ESCREVAM UMA MENSAGEM DE APOIO PARA OS BISPOS DO URUGUAI, QUE ENFRENTARÃO NOVAMENTE EM MARÇO A BATALHA CONTRA A INTRODUÇÃO DA CULTURA DA MORTE EM SEU PAÍS E EM NOSSO CONTINENTE.

OS CORREIOS ELETRÔNICOS DOS BISPOS DO URUGUAI ESTÃO NO FINAL DESTA MENSAGEM.

============================================

2. OS PARTIDOS DE ESQUERDA NA AMÉRICA LATINA E O ABORTO.

============================================

O Partido do Frente Amplio no Uruguai já tentou inúmeras vezes legalizar o aborto no país. Foram apresentados e rejeitados projetos neste sentido nos anos de 1985, 1991, 1993, 1998, 2002 e 2006. A opinião pública seguiu crescentemente o discurso partidário até 2005, quando começou-se a registrar uma diminuição constante da aprovação ao aborto no Uruguai. No ano de 2008, para poder repetir pela sétima a tentativa com mais força, o Vº Congresso Zelmar Michelini do Partido doFrente Amplio decidiu incorporar a “DESPENALIZAÇÃO DO ABORTO” como prioridade do atual programa de governo, que é o atualmente exercido sob a presidência de José Mujica.

O objetivo de “DESPENALIZAR O ABORTO”, incorporado ao programa de governo pelo Partido, deve ser lido, diante do que está sendo feito em toda a América Latina, como equivalente a “DERRUBAR TODAS AS PENAS A QUALQUER TIPO DE ABORTO”. É por isso que no Brasil o presidente Lula insistia tão frequentemente que o aborto é um problema de saúde pública. O presidente, e as agências que estão repetindo isto constantemente em todo o mundo, querem dizer com esta linguagem que o aborto deverá ser um problema a ser tratado livremente apenas entre o médico e a gestante, não devendo haver nenhuma lei interferindo nestas decisões e, portanto, não devendo haver nenhuma pena para nenhum tipo de aborto, em nenhum momento da gravidez.

Confira o texto oficial nas páginas 67, 74 e 75 do Vº Congresso Extraordinário Zelmar Michelini: “O PRÓXIMO GOVERNO PROGRESSISTA DEVERÁ CONSOLIDAR E APROFUNDAR AS REFORMAS INICIADAS EM SUA  PRIMEIRA ADMINISTRAÇÃO. ENTRE OS ASPECTOS PROGRAMÁTICOS A DESENVOLVER SERÃO PRIORIZADAS AS POLÍTICAS NA ÁREA DOS DIREITOS SEXUAIS E REPRODUTIVOS, INCLUINDO A DESPENALIZAÇÃO DO ABORTO”.

[http://www.frenteamplio.org.uy/files/Programa2010-2015_1.pdf]

O projeto de lei, elaborado seguindo as diretivas do programa de governo do Frente Amplio estabelecido em 2008, foi apresentado na Comissão de Saúde do Senado em junho de 2011.

http://www0.parlamento.gub.uy/sesiones/AccesoSesiones.asp?Url=/sesiones/diarios/senado/html/20110601s0017.htm

A exposição de motivos do projeto afirma claramente que não deve existir qualquer tipo de pena para qualquer tipo de aborto, e não apenas para os três primeiros meses da gravidez:

“A LEI JÁ EXISTENTE DE DEFESA DO DIREITO À SAÚDE SEXUAL E REPRODUTIVA TORNOU INVÁLIDAS, DESDE SUA APROVAÇÃO, AS PENAS À MULHER QUE ABORTA. TAIS LEIS, POR GARANTIREM O PLENO EXERCÍCIO DOS DIREITOS REPRODUTIVOS DA POPULAÇÃO, AINDA QUE NÃO INCLUAM EXPRESSAMENTE A DESPENALIZAÇÃO DO ABORTO, DERROGAM EM SEU ARTIGO FINAL TODAS AS NORMAS QUE POSSAM SER CONTRÁRIAS AO QUE NELAS SE STABELECEM. NESTE PROJETO, SEGUINDO ESTA TEORIA, POSTULAMOS QUE O QUE ESTÁ PREVISTO NO CÓDIGO PENAL SOBRE AS PENAS ÀS MULHERES QUE ABORTAM, PERDERAM SUA VIGÊNCIA DESDE DEZEMBRO DE 2008, UM REGIME MUITO REPRESSIVO, QUASE REACIONÁRIO”.

http://www0.parlamento.gub.uy/sesiones/AccesoSesiones.asp?Url=/sesiones/diarios/senado/html/20110601s0017.htm

O projeto afirma, em seu artigo primeiro, o direito ao aborto durante as primeiras doze semanas de gestação:

ARTÍCULO 1º. TODA MULHER MAIOR DE IDADE TEM DIREITO À INTERRUPÇÃO VOLUNTÁRIA DE SUA GRAVIDEZ DURANTE AS PRIMEIRAS DOZE SEMANAS DO PROCESSO GESTACIONAL.

http://www0.parlamento.gub.uy/sesiones/AccesoSesiones.asp?Url=/sesiones/diarios/senado/html/20110601s0017.htm

Porém esta afirmação não passou de um modo de enganar a população e os próprios legisladores, fazendo-os pensar erroneamente que a lei somente permitiria o aborto durante as doze primeiras semanas. De fato, no artigo 15 com que termina a mesma lei, derrogam-se todas os artigos do Código Penal que penalizam qualquer tipo de aborto, de modo que o aborto se tornará, de fato, totalmente livre durante todos os nove meses da gravidez:

ARTÍCULO 15º. (DEROGACIONES) DERÓGANSE LOS ARTÍCULOS 325, 325 BIS Y 328 DEL CÓDIGO PENAL.

O projeto começou a ser discutido em novembro de 2011 na Comissão de Saúde do Senado. Devido às diversas denúncias sobre o conteúdo do artigo 15, este foi modificado passando a dizer que

ARTIGO 16 – O ARTIGO 325 DO CÓDIGO PENAL, SERÁ SUBSTITUIDO PELO SEGUINTE:

“ARTIGO 325. A MULHER QUE CAUSAR ABORTO OU NELE CONSENTIR FORA DOS PRAZOS ESTABELECIDOS NA LEI SERÁ SANCIONADA COM PENAS ALTERNATIVAS À PRIVAÇÃO DA LIBERDADE”.

Note que, segundo a nova redação, o projeto não quis estabelecer quais seriam as penas alternativas à privação da liberdade para os abortos realizados nos últimos seis meses da gravidez. O partido quer aprovar o projeto imediatamente e a qualquer custo e somente depois disso regulamentar quais serão as tais “penas” alternativas.

Ou seja, como a intenção do projeto foi, desde o começo, promover o aborto como um direito e torná-lo inteiramente livre, a lei será regulamentada no momento mais oportuno, ou talvez jamais será regulamentada, de modo a que ninguém seja realmente impedido de abortar em qualquer estágio da gravidez.

============================================

3. O TRATADO INTERAMERICANO DE DIREITOS HUMANOS.

============================================

Nenhum país da América Latina poderia legalizar o aborto, uma vez que, em virtude do Tratado Interamericano de Direitos Humanos promulgado em São José da Costa Rica e ratificado por todos os países da América Latina, todos estes países passaram a RECONHECER O DIREITO À VIDA E A PERSONALIDADE JURÍDICA DO SER HUMANO DESDE O MOMENTO DA CONCEPÇÃO.

É IRRELEVANTE, PORTANTO, DO PONTO DE VISTA JURÍDICO, DISCUTIR QUANDO A CIÊNCIA OU A FILOSOFIA AFIRMAM QUE SE INICIA A VIDA HUMANA SEGUNDO, UMA VEZ QUE TODOS OS PAÍSES DA AMÉRICA LATINA ONCORDARAM, NA ORDEM JURÍDICA E NO DIREITO INTERNACIONAL, em virtude deste tratado reconhecido por todas as nossas constituições, QUE A PERSONALIDADE JURÍDICA SE INICIA NO MOMENTO DA FECUNDAÇÃO.

Os países latino americanos estão, portanto, juridicamente comprometidos pelo direito internacional, a reconhecerem a personalidade jurídica do ser humano a partir do momento da concepção e a defender a vida como um direito humano a partir deste momento. Não é, por conseguinte, sem razão que os únicos países de maior importância do continente que até o momento não quiseram ratificar o tratado foram justamente também os únicos onde o aborto é legalizado, isto é, o Canadá e os Estados Unidos. Consulte a este respeito:

http://www.cidh.oas.org/Basicos/Portugues/d.Convencao_Americana_Ratif..htm

O Tratado Interamericano de Dereitos Humanos foi assinado em novembro de 1969, na Conferencia Interamericana de Dereitos Humanos da Organização dos Estados Americanos. DESDE 1970, COMEÇANDO POR COSTA RICA, ATÉ 1993, TERMINANDO CON A ILHA DE DOMINICA, FOI PROGRESSIVAMENTE RATIFICADO POR PRATICAMENTE TODAA AS NAÇÕES LATIONO AMERICANAS, tornando nosso continente o primero a reconhecer a personalidade jurídica e o direito
à vida desde a concepção. Costa Rica, Colombia, Haiti, Honduras, Equador, Venezuela, Grenada, Guatemala, Jamaica, Peru, Republica Dominicana, Panamá, Nicaragua, Bolivia, Mexico, Barbados, Argentina, Uruguai, Suriname, Paraguai, Chile, Trinidad e Tobago, Brasil e Dominica, nesta ordem, entre os anos de 1970 e 1993, ratificaram formalmente que a personalidade jurídica do ser humano se inicia desde a concepção e que o direito a vida deve ser defendido também desde a concepção, deixando aberta apenas a possibilidade para algumas poucas exceções, como quando a vida da mãe está em perigo.

O Tratado de São José da Costa Rica foi ratificado pelo Uruguai em 1985 e foi amplamente invocado, durante este ano de 2011, pelo partido do Frente Amplio para derrubar a Lei de Caducidade, a lei pela qual haviam sido anistiados os crimes políticos do governo militar durante a ditadura dos anos 70. Mas agora, quando a questão é a proteção da vida humana nascitura, o Frente Amplio não aceita discutir o assunto, como se o homem somente tivesse personalidade jurídica e direito à vida depois do nascimento, e como se o Tratado Interamericano de Direitos Humanos, que até algumas semanas atrás era invocado insistentemente como o principal fundamento para derrubar a Lei da Caducidade, agora já não mais existisse e não estivesse incorporado às disposições constitucionais dos países signatários.

Eis o que diz o Tratado Interamericano de Direitos Humanos, e que torna ilegal e inconstitucional a lei que está sendo aprovada:

“ARTIGO 1 – PARA EFEITOS DESTA CONVENÇÃO, PESSOA É TODO SER HUMANO.

ARTIGO 3 – TODA PESSOA TEM DIREITO AO RECONHECIMENTO DE SUA PERSONALIDADE JURÍDICA.

ARTIGO 4 – TODA PESSOA TEM O DIREITO DE QUE SE RESPEITE SUA VIDA. ESSE DIREITO DEVE SER PROTEGIDO PELA LEI E, EM GERAL, DO MOMENTO DA CONCEPÇÃO. NINGUÉM PODE SER PRIVADO DA VIDA ARBITRARIAMENTE”.

http://www.cidh.oas.org/Basicos/Portugues/c.Convencao_Americana.htm

O ex presidente Tabaré Vasquez, quando em 2008 vetou a sexta tentativa promovida pelo Frente Amplio de despenalizar o aborto no Uruguay, citou principalmente o Tratado Interamericano de Direitos Humanos para fundamentar o seu veto:

“A LEGISLAÇÃO URUGUAIA NÃO PODE DESCONHECER A REALIDADE DA EXISTÊNCIA DA VIDA HUMANA EM SUA ETAPA DE GESTAÇÃO, COMO DE MANEIRA EVIDENTE O REVELA A CIÊNCIA.

ADEMAIS, A DESPENALIZAÇÃO DO ABORTO AFETA A ORDEM CONSTITUCIONAL E OS COMPROMISSOS ASSUMIDOS POR NOSSO PAÍS EM TRATADOS INTERNACIONAIS, ENTRE OUTROS O PACTO DE SÃO JOSÉ DA COSTA RICA APROVADO PELA LEI 15.735 DE 8 DE MARÇO DE 1985 E A CONVENÇÃO SOBRE OS DIREITOS DA CRIANÇA APROVADA PELA LEI 16.137 DE 28 DE SETEMBRO DE 1990.

O PACTO DE SÃO JOSÉ DA COSTA RICA, CONVERTIDO ADEMAIS EM LEI INTERNA COMO MANEIRA DE AFIRMAR SUA ADESÃO À PROTEÇÃO E À VIGÊNCIA DOS DIREITOS HUMANOS, CONTÉM DISPOSIÇÕES EXPRESSAS, COMO O SEU ARTIGO 2 E SEU ARTIGO 4, QUE OBRIGAM A NOSSO PAÍS A PROTEGER A VIDA DO SER HUMANO DESDE A SUA CONCEPÇÃO.

ADEMAIS, OUTORGAM-LHE O STATUS DE PESSOA.

SE BEM QUE UMA LEI PODE SER DERROGADA POR OUTRA LEI, NÃO ACONTECE O MESMO COM OS TRATADOS INTERNACIONAIS, QUE NÃO PODEM SER DERROGADOS POR UMA LEI INTERNA POSTERIOR.

SE O URUGUAY QUISER SEGUIR UMA LINHA POLÍTICA DIFERENTE À QUE ESTABELECE A CONVENÇÃO AMERICANA DE DIREITOS HUMANOS, DEVERÁ PRIMEIRAMENTE DENUNCIAR A CONVENÇÃO MENCIONADA, CONFORME O ARTIGO 78 DA MESMA CONVENÇÃO.

MONTEVIDEO 14 NOVEMBRO DE 2008. TABARÉ VASQUEZ. VETO AO PROJETO DO ABORTO”.

http://archivo.presidencia.gub.uy/_Web/proyectos/2008/11/s511__00001.PDF

Por conseguinte, este projeto de lei, que já está em sua sétima tentativa de aprovação, sequer poderia ter sido proposto. Ainda que aprovada, a lei será nula por disposições constitucionais e internacionais.

O FRENTE AMPLIO ESTÁ ENGANANDO O POVO URUGUAIO E ESTÁ PROMOVENDO UMA LEI QUE ESTABELECE A PENA DE MORTE PARA INDIVÍDUOS QUE, POR LEI, POSSUEM PERSONALIDADE E DIREITO À VIDA.

============================================

4. A INTERVENÇÃO DA CONFERENCIA EPISCOPAL URUGUAYA

============================================

A Comissão de Saúde do Senado Uruguaio iniciou os trabalhos para a aprovação do projeto de despenalização do aborto no dia 8 de novembro de 2011. Foram agendadas diversas audiências públicas com personalidades e organizações que poderiam mostrar interesse no tema.

No dia 29 de novembro foi ouvida a Conferência Episcopal do Uruguai, que apresentou um relatório amplamente documentado sobre os vários aspectos do projeto e uma denúncia sobre como o aborto está sendo internacionalmente promovido com o objetivo de controlar o crescimento populacional. Não se trata é uma iniciativa de algum uruguaio ou uruguaia, nem de nenhum político latino americano. Procede de organizações internacionais de países ricos que querem que haja menos pobres.

Apesar da denúncia não ser nova, esta foi a primeira vez que uma Conferencia Episcopal fez uma denúncia tão clara e com uma apresentação de provas documentais tão extensa sobre a atividade das organizações internacionais na promoção do aborto. O texto original continha uma bibliografia de 20 documentos públicos comprovando as denúncias feitas. Mas, além disto, os representantes da Conferência Episcopal deram-se ao trabalho de entregarem a cada um dos senadores, para consulta imediata, um fichário de 500 páginas contendo grande parte do conteúdo da bibliografia mencionada.

No dia seguinte, entretanto, os jornais uruguaios passaram a reproduzir as declarações dos senadores e deputados frente amplistas que se sentiram atingidos pelas denúncias, como a de Ernesto Agazzi, Presidente ad hoc da Comissão de Saúde do Senado, dizendo que as denúncias careciam de fundamento e discordou de maneira contundente com a exposição.

Eis o que os uruguaios puderam ler na manhã do dia 30 de novembro nos principais meios de comunicação do país:

” ‘A EXPOSIÇÃO FOI UM VERDADEIRO DISPARATE’, afirmou a senadora Monica Xavier, a principal autora do projeto que despenaliza o aborto. “OS REPRESENTANTES DA CONFERENCIA EPISCOPAL AFIRMARAM NO PARLAMENTO QUE EXISTE UMA ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL QUE PRESSIONA E FINANCIA ESTE TIPO DE INICIATIVAS EM DISTINTOS LUGARES DO MUNDO. SUA FINALIDADE SERIA CONTROLAR A POPULAÇÃO E DIMINUIR O NÚMERO DE PESSOAS PARA QUE GRUPOS DE PODER FINANCEIRO POSSAM ATRAVÉS DO MONOPÓLIO FINANCEIRO DOMINAR O MUNDO”.

http://www.espectador.com/1v4_contenido.php?id=227500&sts=1

 ” ‘TRATA-SE DE UM VERDADEIRO DISPARATE’, ASSIM DEFINIU A SENADORA MÓNICA XAVIER A EXPOSIÇÃO REALIZADA ONTEM PELOS REPRESENTANTES DA CONFERENCIA EPISCOPAL NA COMISSÃO DESAÚDE DA CÂMARA ALTA.

PARA A CONFERENCIA EPISCOPAL, EXISTIRIA UMA ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL QUE PRESSIONA E FINANCIA ESTE TIPO DE INICIATIVA EM VÁRIOS LUGARES DO MUNDO COM O OBJETIVO DE DIMINUIR A POPULAÇÃO MUNDIAL”.

http://www.ultimasnoticias.com.uy/Edicion-UN/articulos/prints-2011nov30/act01.html

O deputado Fernando Amado, presente na Comissão no dia da audiência, bastante conhecido no Uruguai pelos seus livros sobre a história da Maçonaria no país, afirmou à imprensa que:

“SEM NENHUMA BASE DOCUMENTAL OU CIENTÍFICA PROBATÓRIA, O QUE A CONFERÊNCIA EPISCOPAL AFIRMOU FOI QUE TODOS OS QUE PROMOVÍAMOS PROJETOS DE DESPENALIZAÇÃO DO ABORTO NÃO O FAZÍAMOS POR NOSSAS INICIATIVAS INDIVIDUAIS, MAS POR CAUSA DE UMA ESPÉCIE DE COMPLÔ INTERNACIONAL ORGANIZADO HÁ MUITO TEMPO PARA IMPLANTAR O ABORTO. POR TRÁS DESTE COMPLÔ AFIRMARAM QUE HAVERIA, NA REALIDADE, FUNDAÇÕES MUITO IMPORTANTES E DE MUITO PODER ECONÔMICO”.

http://www.180.com.uy/articulo/23002_Iglesia-denuncia-financiamiento-internacional-para-despenalizar-el-aborto

A princípio a Conferência Episcopal respondeu a estas provocações disponibilizando na primeira página de seu site o texto completo da exposição que havia sido realizada, texto que nenhum órgão da imprensa havia publicado nem comentado. A exposição ainda pode ser lida no site da Conferência, no endereço abaixo ou no fim desta mensagem. É importante observar em seu final as notas bibliográficas que fundamentam a exposição.

http://www.iglesiauruguaya.com/pastoral%20familiar/CNPF_senado2011.pdf

Mas, em vista da insistência com que a imprensa passou a difundir que a exposição carecia de fundamentos e havia sido ofensiva aos senadores, quatro dias depois, no dia 2 de dezembro de 2011, os três bispos do Conselho Permanente da Conferência Episcopal, Monsenhor Carlo Collazzi, bispo de Mercedes, Monsenhor Rodolfo Wirz, bispo de Maldonado e Monsenhor Heriberto Bodeant, bispo de Melo, que são respectivamente o Presidente, o Vice Presidente e o Secretário Geral da Conferência Episcopal, em uma carta aberta enviada ao Senado, confirmou o conteúdo da exposição realizada junto à Comissão de Saúde, afirmando que as denúncias de que o aborto é promovido por interesses internacionais para controlar a população não era uma posição pessoal dos representantes que haviam comparecido ao Senado, mas uma posição que já havia sido defendida não apenas pela Conferência Episcopal do Uruguai como também pela própria Santa Sé:

“A POSIÇÃO DA TOTALIDADE DOS BISPOS QUE INTEGRAM A CONFERÊNCIA EPISCOPAL DO URUGUAY, EM SINTONIA COM O MAGISTÉRIO DA IGREJA CATÓLICA EM TODO O MUNDO ESTÁ EXPRESSADA EM NOSSA CARTA PASTORAL COM
MOTIVO DO BICENTENÁRIO DE NOSSA PÁTRIA, QUE JÁ HAVIAMOS FEITO CHEGAR A TODOS OS PARLAMENTARES.

NESTA CARTA FIZEMOS REFERÊNCIA ÀS REITERADAS DENÚNCIAS DO PAPA JOÃO PAULO II SOBRE A ‘DIFUSÃO INTERNACIONAL DA UMA CULTURA DA MORTE, PROMOVIDA POR INTERESSES QUE QUEREM CONTROLAR A POPULAÇÃO MUNDIAL’. ESTAS PALAVRAS SÃO DO PRÓPRIO PAPA JOÃO PAULO II EM SUA ENCÍCLICA EVANGELIUM VITAE DE 1995.

E, EM SEGUIDA, NÓS TAMBÉM AFIRMAMOS: ‘NÃO É SEGREDO PARA NINGUÉM O INVESTIMENTO QUE INSTITUIÇÕES INTERNACIONAIS FAZEM DE VULTOSAS SOMAS DE DINHEIRO PARA DIFUNDIR A SUA IDEOLOGIA, E QUE CONDICIONAM OS AUXÍLIOS PARA O DESENVOLVIMENTO DE ACORDO COM O MODO COMO OS PAÍSES SE ADAPTEM OU NÃO AOS SEUS INTERESSES’”.

http://www.iglesiauruguaya.com/DOCUMENTOS%20CEU/2011/11%2012%2002%20Carta%20a%20Comision%20Salud%20Senado.pdf

Seis dias depois, no dia 8 de dezembro de 2011, a Arquidiocese de Montevidéu também fez sua a exposição da Conferência Episcopal no Senado, publicando em quatro páginas completas de seu jornal quinzenal, distribuído nos dias 10 e 11 de dezembro em todas as paróquias de Montevidéu, o documento completo lido no Parlamento que nenhum outro periódico do país quis publicar. O documento publicado no quinzenário ‘Entre Todos’ da arquidiocese foi em seguida reproduzido, com a mesma diagramação da edição impressa, no site da Arquidiocese de Montevidéu, que pode ser assessado neste endereço:

http://www.arquidiocesis.net/imagenes/quincenario/pdf/10DicFicha.pdf

No dia 13 de dezembro a organização em favor da vida MADRINAS POR LA VIDA foi ouvida em audiência na Comissão de Saúde do Senado, onde apresentou denúncias semelhantes às que já haviam sido apresentadas pela Conferencia Episcopal no dia 29 de novembro.

http://www0.parlamento.gub.uy/distribuidos/AccesoDistribuidos.asp?Url=/distribuidos/contenido/senado/s20111198.htm

Neste dia 13 a Comissão de Saúde do Senado decidiu repentinamente encerrar em definitivo todas as audiências públicas, tanto as já agendadas como as de inúmeras outras organizações que haviam se inscrito para serem ouvidas. Os senadores marcaram imediatamente a votação do projeto pela Comissão de Saúde para o dia 20 de dezembro e, no dia 16 de dezembro, anunciaram à imprensa que já possuíam todos os votos necessários para aprovar o projeto no plenário do Senado a votação com o corpo completo dos senadores seria agendada para uma sessão extraordinária que se reuniria na terça feira dia 27 de dezembro de 2011, entre Natal e o Ano Novo.

http://www.elpais.com.uy/111216/pnacio-612959/nacional/el-fa-asegura-que-tiene-votos-para-aprobar-ley-de-aborto-en-senado/

Vários legisladores, inclusive do próprio Frente Amplio, criticaram abertamente a súbita pressa de convocar uma plenária do Senado entre Natal e Ano Novo para legalizar o aborto no Uruguai:

“O SENADOR CARLOS BARÁIBAR (DO FRENTE AMPLIO) EXPÔS NA REUNIÃO DO CONSELHO POLITICO NACIONAL, NA TERÇA FEIRA DIA 20, SUAS DÚVIDAS SOBRE A ‘OPORTUNIDADE’ DE VOTAR A INICIATIVA LEGISLATIVA. BARÁIBAR QUESTIONOU QUAL SERIA A URGÊNCIA DE VOTAR ANTES DO FIM DE ANO. ACRESCENTOU QUE ERA ‘INOPORTUNO DO PONTO DE VISTA POLÍTICO’, SEGUNDO AFIRMARAM A EL PAÍS FONTES QUE PARTICIPARAM DO ENCONTRO.

http://www.elpais.com.uy/111222/pnacio-614191/nacional/aborto-baraibar-dijo-que-no-es-oportuno-votar-ley/

Na véspera da votação, os senadores Alfredo Solari e Carlos Moreira divulgaram um documento no qual afirmavam:

“OS SENADORES QUE SUBSCREVEM ESTE DOCUMENTO QUEREM EM PRIMEIRO LUGAR DEIXAR CLARA A SUA DISCREPÂNCIA NO QUE DIZ RESPEITO À OPORTUNIDADE EM QUE SE CONSIDERARÁ O PRESENTE PROJETO PELO CORPO LEGISLATIVO QUE INTEGRAM, EM PLENO RECESSO DE APENAS QUATRO DIAS ANTES DE FINALIZAR O ANO, E POR TRATAR-SE DE UM TEMA DE TANTA PROFUNDIDADE E TRANSCENDÊNCIA, COM CONOTAÇÕES DE ÍNDOLES TÃO DIVERSAS E PARTICULARES, CIENTÍFICAS, JURÍDICAS, ÉTICAS R RELIGIOSAS ENTRE OUTRAS. É PRECISAMENTE POR CAUSA DA RELEVÂNCIA E DA NATUREZA PARTICULAR DO TEMA QUE VAMOS TRATAR QUE DEVERIA TER-SE POSTERGADO SUA CONSIDERAÇÃO ATÉ O PRÓXIMO ANO, APÓS HAVER TERMINADO O RECESSO PARLAMENTAR, DE MODO A PODER RECEBER COM O DEVIDO TEMPO E FORMA AS INSTITUIÇÕES QUE A PRÓPRIA COMISSÃO HAVIA CONVOCADO E A DIVERSAS ORGANIZAÇÕES SOCIAIS QUE ASSIM O HAVIAM SOLICITADO, COMO ASSOCIAÇÕES PROFISSIONAIS E DESTACADOS JURISTAS QUE EXPLICARAM À SECRETARIA DA COMISSÃO A SUA IMPOSSIBILIDADE DE COMPARECER EM DATAS TÃO ESPECIAIS E CHEIAS DE COMPROMISSOS COMO É O CASO DA SEGUNDA QUINZENA DE DEZEMBRO”.

http://vamosuruguay.com.uy/descarga/legislatura/Moreira-Solari%2026-12-2011.pdf

A Mesa Coordenadora pela Vida, uma das muitas organizações que estava na fila para ser ouvida em audiência na Comissão de Saúde, publicou um documento onde denunciou “A FALTA DE TRANSPARENCIA DOS LEGISLADORES QUE NÃO  UEREM QUEESCUTEM NOSSA VOZ E VOTAM ÀS PRESSAS AS LEIS, JUSTAMENTE NOS MOMENTOS EM QUE AS PESSOAS ESTÃO PREOCUPADAS COM AS COMPRAS PARA AS FESTAS DE FIM DE ANO”.

http://www.elpais.com.uy/111221/pnacio-613914/nacional/flexibilizan-penas-a-mujeres-que-abortan-con-mas-de-12-semanas/

“OS LEGISLADORES DOS PARTIDOS BLANCO E COLORADO QUESTIONARAM O FRENTE AMPLO QUE INSISTE EM LEGISLAR ÁS PRESSAS E AFIRMAM QUE O PROJETO NÃO RECONHECE OS DIREITOS DOS PAIS A OPOREM-SE A UM EVENTUAL ABORTO.

‘E ISTO IRÁ SER VOTADO ENTRE O NASCIMENTO DE CRISTO E O DIA DOS INOCENTES!’, AFIRMOU O SENADOR
COLORADO ALFREDO SOLARI”

http://www.ultimasnoticias.com.uy/Edicion-UN/articulos/prints-2011dic21/act12.html

No dia 25 de dezembro de 2011, a maioria dos bispos do Uruguai voltou a se manifestar em suas mensagens de Natal sobre a questão do aborto.

O bispo de Minas, Jaime Fuentes, pediu “QUE A LUZ DE DEUS CHEGUE ÀS INTELIGÊNCIAS DOS LEGISLADORES DA REPÚBLICA, QUE TÊM A RESPONSABILIDADE DE FAZÊ-LO EM FAVOR DO BEM COMUM DOS URUGUAIOS, PARA QUE NO OMETAM A TRAGEDIA DE LEGALIZAR O CRIME DO ABORTO. ESTÃO DECIDIDOS A PROMOVER A MUERTE DOS MAIS INOCENTES ENTRE OS INOCENTES E O FAZEM CONSCIENTEMENTE”.

http://www.elpais.com.uy/111226/pnacio-614866/nacional/obispos-que-luz-de-dios-llegue-a-los-legisladores/

O bispo de Salto, Pablo Galimberti, que presidiu a Conferencia Episcopal entre 2004 y 2006, afirmou que o que está acontecendo é um claro exemplo de “TOTALITARISMO IDEOLÓGICO”. Ele advertiu que “QUANDO PREVALECEM OS TOTALITARISMOS IDEOLÓGICOS, A VIDA HUMANA VALE POUCO OU NADA, A CIÊNCIA NÃO SERVE E AS DECLARACIONES E TRATADOS DE DIREITOS HUMANOS SÃO LETRA MORTA”.

http://www.elpais.com.uy/111226/pnacio-614866/nacional/obispos-que-luz-de-dios-llegue-a-los-legisladores/

O bispo de Mercedes e atual presidente da Conferencia Episcopal, Carlos María Collazzi, observou, em um vídeo de mensagens natalinas postado no site da Conferência Episcopal, junto com as mensagens dos demais bispos, que “SEGUNDO OS DADOS DO CENSO DE 2011, NOS DEPARTAMENTOS DE SORIANO E COLONIA A POPULAÇÃO DIMINUÍU NOS ÚLTIMOS SIETE AÑOS. NOSSA TERRA ESTÁ MAIS DESPOVOADA. O BANQUETE DA VIDA TEM MENOS PARTICIPANTES”.

http://www.elpais.com.uy/111226/pnacio-614866/nacional/obispos-que-luz-de-dios-llegue-a-los-legisladores/

Na segunda feira, dia 26 de dezembro, segundo informe o jornal El País, “UM GRUPO DE INTEGRANTES DE DIFERENTES COLETIVOS SOCIAIS QUE TRABALHAM NA DEFESA DOS DIREITOS HUMANOS NO URUGUAY APRESENTARAM NO SENADO ANTE 500 ASSINATURAS DE CIDADÃOS PEDINDO QUE A VOTAÇÃO DO TEMA FOSSE POSTERGADA ATÉ MARZO. COMPARECERAM FAZENDO USO DO DIREITO CONSEGRADO NO ARTIGO 30 DA CONSTITUIÇÃO”.

[O artigo 30 da Constituição estabelece que "TODO HABITANTE POSSUI DIREITO DE PETIÇÃO DIANTE DE TODAS E QUAISQUER AUTORIDADES DA REPÚBLICA"].

O GRUPO SOLICITOU O ADIAMENTO DA VOTAÇÃO ATÉ QUE TODAS AS ENTIDADES ENVOLVIDAS NO TEMA DA SAÚDE REPRODUTIVA PUDESSEM SE PRONUNCIAR NA COMISSÃO DE SAÚDE”.

http://www.elpais.com.uy/111227/pnacio-615028/nacional/aborto-presentan-firmas-para-aplazar-votacion-en-el-senado/

Todos estes apelos foram em vão. Apesar de todos os pedidos e manifestações do povo, das organizações e até de legisladores do próprio partido, o Frente Amplio anunciou na véspera do dia 27 que tinha todos os votos para aprovar o projeto e que a votação seria realizada de qualquer maneira. Os meios de comunicação do Uruguai, na véspera do dia 27, já anunciavam que no dia seguinte o projeto seria “APROVADO”, não apenas votado:

“DEPOIS DE DÉCADAS DE FRUSTRADAS TENTATIVAS”, anunciava o El Espectador, “OS PROMOTORES DO PROJETO VOLTARÃO A APRESENTÁ-LO NA CÂMARA ALTA, ONDE SERÁ APROVADO PELA MAIORIA DO FRENTE AMPLIO.

A REDUZIDA MARGEM DA MAIORIA NECESSÁRIA EXIGE QUE ESTEJAM PRESENTES NO PALÁCIO LEGISLATIVO TODOS OS SENADORES DO FRENTE AMPLIO, VÁRIOS DOS QUAIS JÁ HAVIAM INICIADO SUAS VIAGENS DE FÉRIAS.

PORÉM, SEGUNDO INFORMOU A EL ESPECTADOR UMA FONTE DA BANCADA DO PARTIDO, TODOS OS 16 SENADORES JÁ CONFIRMARAM QUE ESTARÃO NO PLENÁRIO”.

http://www.espectador.com/1v4_contenido.php?id=229380&sts=1

Na terça feira, dia 27 de dezembro de 2011, a votação se estendeu desde o meio dia até às nove e meia da noite. Todos os 31 parlamentares que compõem o Senado estavam presentes. Os 16 senadores do Frente Amplio votaram a favor do aborto, mesmo havendo alguns que se manifestaram contra o projeto, como foi o caso do Senador Carlos Baráibar.

A oposição, constituída pelos partidos Nacional e Colorado, com apenas uma única exceção, votou unanimemente a favor da vida.

Vários senadores da oposição repetiram no plenário as mesmas denúncias apresentadas pela Conferência Episcopal no dia 29 de novembro.

Outros senadores, citando abundantemente o ex-presidente Tabaré Vasquez, mencionaram a inconstitucionalidade do projeto, tendo como base o Tratado Interamericano de Direitos Humanos incorporado pelo Uruguai ao seu sistema constitucional, que reconhece a personalidade jurídica do nascituro desde a concepção.

Entre todos merecem uma menção especial os senadores Carlos Moreira e Sergio Abreu, ambos do Partido Nacional, que afirmaram vigorosamente no plenário do Senado que se a lei for aprovada, O PAÍS ESTARÁ VIOLANDO TRATADOS INTERNACIONAIS RECONHECIDOS EM SUA CONSTITUIÇÃO. O direito uruguaio, conforme afirmaram dramaticamente estes senadores, em virtude do Tratado Interamericano de Direitos Humanos, estabelece claramente que “O DIREITO À VIDA COMEÇA NO MOMENTO DA CONCEPÇÃO”.

Na oposição somente o senador Jorge Saraiva, hoje pertencente ao Partido Nacional, mas que até alguns meses atrás estava nos quadros do Frente Amplio e havia assinado o projeto quando este mal havia sido elaborado, votou a favor do aborto.

Como resultado final da votação 17 votos a favor do aborto, 16 do Frente Amplio e mais 1 do ex-frente amplista Jorge Saraiva, e 14 votos a favor da vida, todos do Partido Nacional e Colorado.

Não houve indecisos, não houve meios termos. Embora os Partidos Colorado e Nacional se tivessem unido em bloco a favor da vida, eram minoria no Senado.

O Frente Amplio, detentor da maioria das cadeiras da Câmara Alta, em conjunto com os demais partidos de esquerda no continente, entende que o aborto, QUE É UM ATENTADO CONTRA OS DIREITOS HUMANOS E NÃO PASSA DO ASSASSINATO DOS INOCENTES, é, em vez disso, um direito humano. O partido está formalmente comprometido com a total promoção e liberalização da prática no país.

O fato de que a lei uruguaia, assim como a de todos os países latino americanos, reconheça a personalidade jurídica do ser humano desde a concepção, para os legisladores do Frente Amplio não passa de um fato irrelevante a ser simplesmente desconsiderado.

============================================

5. O QUE FAZER.

============================================

Em março o projeto voltará a ser votado na Câmara dos Deputados, onde a predominância do Frente Amplio é grande, mas a maioria não é clara. Se o projeto for aprovado no Uruguai, a Cultura da Morte se estenderá progressivamente a toda a América Latina. É exatamente isto o que se pretende.

Há pouco tempo um representante de um dos grupos em favor da vida no Uruguai deparou-se casualmente, em um bar, com um dos mais importantes líderes da esquerda no país. O caso foi relatado em detalhes durante uma Conferência Internacional, mas como não há prova documental do fato, não se podem citar nomes. O representante, que apesar de defender a vida, confessou que sempre havia sido um profundo admirador do líder da esquerda, aproveitou a rara oportunidade para perguntar-lhe como ele poderia explicar-lhe que durante a ditadura ele houvesse defendido tão corajosamente os direitos humanos no Uruguai, inclusive à custa de colocar em risco a própria vida, e agora ele lutava pela promoção do direito de eliminar tão grande número de vidas humanas antes do nascimento. O líder, visivelmente irado com a pergunta, respondeu:

“O SR. NÃO ENTENDEU NADA. A LEGALIZAÇÃO DO ABORTO NO URUGUAI NÃO TEM NENHUMA IMPORTÂNCIA PARA O PAÍS. ELA É NECESSÁRIA A NÍVEL INTERNACIONAL”.

Um fato semelhante ocorreu também, recentemente, no Brasil. Na quarta feira, dia 10 de outubro de 2007, havia-se realizado no Plenário 7 da Câmara dos Deputados do Brasil a terceira audiência pública para debater o projeto de lei, semelhante ao apresentado agora no Uruguai, elaborado pelo governo Lula, que extinguia totalmente a figura do crime de aborto do Código Penal, legalizando a prática para qualquer caso, por qualquer motivo, durante todos os nove meses da gestação. O então Deputado Luiz Bassuma questionou contundentemente o projeto, e aproveitou para fazer o seguinte comentário, dirigido ao Presidente da Câmara, disponível em áudio.

“SENHOR PRESIDENTE, FAZEM 16 ANOS QUE ESTA CÂMARA VEM RESISTINDO PARA QUE NÃO SE LEGALIZE O ABORTO NO BRASIL. MAS, NO PROGRAMA TELEVISIVO RODA VIVA DA TV CULTURA, NOSSO MINISTRO DA SAÚDE, RECENTEMENTE, FÊZ UMA DECLARAÇÃO GRAVE, GRAVÍSSIMA. EU TENHO A FITA GRAVADA EM MEU ESCRITÓRIO. O MINISTRO DA SAÚDE, JOSÉ TEMPORÃO, FOI PERGUNTADO PELOS JORNALISTAS: “SENHOR MINISTRO, [SE O ABORTO FOR LEGALIZADO], COMO O BRASIL TERÁ CONDIÇÕES DE FINANCIAR [UM MILHÃO E MEIO DE] ABORTOS [QUE DIZEM SER FEITOS TODOS OS ANOS] SE NOS HOSPITAIS ESTÃO FALTANDO GAZES, ESPARADRAPOS E OS BRASILEIROS EM MUITOS LOCAIS NÃO TEM CONDIÇÕES DE FAZER ATÉ MESMO UM SIMPLES EXAME DE SANGUE?”

“SABE O QUE O MINISTRO RESPONDEU, SENHOR PRESIDENTE?” “SE O BRASIL LEGALIZAR O ABORTO, NÃO FALTARÃO PARA ISSO RECURSOS INTERNACIONAIS”.

“ELE DISSE ISSO. EU TENHO A FITA GRAVADA. ISSO É GRAVÍSSIMO. É GRAVÍSSIMO, SENHOR PRESIDENTE!”

[O aúdio do pronunciamento do deputado Luiz Bassuma pode ser ouvido neste endereço:
http://www.pesquisasedocumentos.com.br/bassumaaudiencia.mp3]

Estamos enfrentando, em um aparente silêncio artificialmente mantido pelos meios de comunicação, o maior ataque já desencadeado contra a dignidade da vida humana que já houve na história. O problema transcende Uruguai e Brasil e representa o coroamento de investimentos internacionais estrategicamente planejados há várias décadas que pretendem impor o aborto não só ao Uruguai e ao Brasil como também a toda a América Latina e a todo o mundo. PARA PODER DETER ESTE GENOCÍDIO É NECESSÁRIO QUE O CONHECIMENTO DO QUE ESTÁ ACONTECENDO CHEGUE AO MAIOR NÚMERO DE PESSOAS POSSÍVEL. Esta mensagem é longa, mas é necessário entender que a nova ditadura que está sendo armada em osso continente não se dá pelas armas ou pela violência, mas pela ideologia. Contra a ideologia é inútil a força. É NECESSÁRIA A DIFUSÃO DO CONHECIMENTO.

Se você preza a democracia e deseja impedir o desenvolvimento de uma nova forma de ditadura que irá destruir os princípios dos direitos humanos e do estado de direito, por favor, leia e estude esta mensagem. Leia o relatório apresentado pela Conferência Episcopal no Senado Uruguaio, levante a bibliografia apresentada, difunda esta mensagem entre seus conhecidos, organize um grupo de estudos para compreender toda a extensão do que está acontecendo.

 A SITUAÇÃO É GRAVÍSSIMA. ESTAMOS NA IMINÊNCIA DA INTRODUÇÃO DA CULTURA DE MORTE EM TODO O NOSSO CONTINENTE. PROCURAREMOS NAS PRÓXIMAS SEMANASMANTER A TODOS DESTA LISTA INFORMADOS A
RESPEITO DO DESENVOLVIMENTO DOS
ACONTECIMENTOS.

Estude esta mensagem, comente-a e divulgue-a para toda a sua lista
de contatos. INSISTA PARA QUE SEUS AMIGOS
FAÇAM TAMBÉM O MESMO.

POR FAVOR, NÃO SE INTIMIDE PELO TAMANHO
DESTA MENSAGEM.

PARA VENCER ESTA BATALHA HEDIONDA
CONTRA A VIDA NÃO PRECISAMOS DO SEU
SANGUE, NEM DE SEU DINHEIRO.

PRECISAMOS APENAS DE SEU CONHECIMENTO
E DE SUA INICIATIVA EM DIFUNDÍ-LO.

NÃO HÁ OUTRA MANEIRA DE DEFENDER A
DEMOCRACIA MODERNA.

Peço no momento a todos que escrevam, cada um de sua própria
iniciativa, uma mensagem de encorajamento a todos os bispos do Uruguay
que procederam, tanto diante da Igreja como diante do mundo, de uma
maneira exemplar na defesa da vida. Os bispos necessitam de nosso
apoio para permanecerem firmes em suas posições. Bispos também são
seres humanos e somente tem recebido, até o momento, dos dos meios
oficiais, críticas e acusações pela sua coragem em defender a vida.

OS MAILS DOS BISPOS E DA CONFERÊNCIA
EPISCOPAL DO URUGUAY ENCONTRAM-SE NO
FINAL DESTA MENSAGEM.

Alguns dias antes do Natal, o POPULATION RESEARCH
INSTITUTE, que disponibiliza um dos principais sites
especializados em questões populacionais do mundo, publicou um
comentário sobre o que acontecia no Uruguai. Com visível
incômodo, durante a votação do dia 27 de dezembro, a matéria foi
publicamente mencionada no plenário do Parlamento pelos senadores que
estavam a favor do aborto:

“OS BISPOS URUGUAIOS ESTÃO SOFRENDO
PRESSÕES PARA QUE SE CALEM, PARA QUE
NÃO DENUNCIEM.

OS QUE SE IDENTIFICAM COMO INIMIGOS, OS
INSULTAM. OS QUE SE FAZEM PASSAR POR
‘CATÓLICOS’ LHES PEDEM QUE NÃO
ENFRENTEM A UM PARTIDO DE GOVERNO QUE
EM PLENA ÉPOCA NATALINA NÃO PODE MELHOR
ESPELHAR A HERODES.

MAS A DENÚNCIA QUE FIZERAM OS BISPOS
NÃO MOSTRA SOMENTE A DOENÇA (O ABORTO),
MAS TAMBÉM APONTA CAUSA (A LEGALIZAÇÃO
DO ABORTO É PROMOVIDA POR PODEROSOS
INTERESSES INTERNACIONAIS).

DEBATER SEM ESTE DADO SIGNIFICA PERDER
TEMPO TONTAMENTE, SIGNIFICA DAR UMA
CARTA BRANCA AOS MANIPULADORES DAS
CONSCIÊNCIAS. TODOS SABEMOS QUE PARA
CURAR VERDADEIRAMENTE É NECESSÁRIO
ATACAR A CAUSA E ISTO FOI EXATAMENTE O
QUE A CONFERÊNCIA DOS BIPSO DO URUGUAI
FÊZ.

É NECESSÁRIO AGORA QUE OS APOIEMOS E OS
FELICITEMOS PELA SUA CORAGEM”.

http://www.lapop.org/index.php/boletines/393-boletin-130-conferencia-episcopal-uruguaya-reitera-que-organizaciones-internacionales-promueven-el-aborto

Agradecemos a todos pelo grandíssimo bem que estão ajudando a
promover.

ALBERTO R. S. MONTEIRO

============================================

6. DOCUMENTO APRESENTADO PELA
CONFERENCIA EPISCOPAL DO URUGUAY NA
COMISSÃO DE SAÚDE DO SENADO EM 29 DE
NOVEMBRO DE 2011.

============================================

COMISSÃO NACIONAL DE PASTORAL FAMILIAR
NO SENADO

http://www.iglesiauruguaya.com/pastoral%20familiar/CNPF_senado2011.pdf

Escrito que levaram os integrantes da Comissão Nacional de Pastoral
Familiar como base de sua intervenção na Comissão de Saúde do
Senado que os recebeu em 29 de novembro de 2011.

Boas tardes a todos. Agradecemos a oportunidade de estar presentes na
Comissão de Saúde do Senado, para falar em nome da Pastoral da
Família e da Vida da Conferência Episcopal do Uruguai, sobre um
assunto tão importante.

Ao iniciar queremos deixar por sentado a postura que a Igreja
Católica sempre sustentou, de valorar a dignidade da vida humana do
momento da concepção e a família como escola de humanidade e de
solidariedade. Conceitos que hoje são ratificados pelas ciências
biológicas e sociais. Hoje, entre outras fontes, é a Nathional
Geografic que nos diz: “É o momento da concepção quando se cria o
DNA único de um novo ser, uma assinatura humana que não tinha
existido nunca e nunca se repetirá”.

Hoje é a ciência que nos afirma que existe um novo ser humano a
partir da fecundação e, portanto que, como todo ser humano membro
desta sociedade, tem direitos inerentes à sua pessoa que merecem ser
respeitados e protegidos pelas leis e pela sociedade civil. Agora
passaremos a desenvolver basicamente alguns temas referentes a este
projeto de lei.

1- ESTE PROJETO NÃO RESPEITA A
LAICIDADE, NEM A LIBERDADE RELIGIOSA
CONSAGRADA NO ARTIGO 5° DA
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA.

Já na exposição de motivos incorre em uma grande contradição
dizendo textualmente em um parágrafo: “É conhecido que neste tema
existem posições contrárias que têm seu fundamento em princípios
religiosos e filosóficos diversos, todos por certo muito
respeitáveis.” E no parágrafo seguinte diz: “a despenalização
do aborto contempla a posição de todos, reafirmando assim a laicidade
do Estado consagrada no artigo 5° da Constituição da
República”.

Em primeiro lugar não contempla a laicidade porque, conforme
pesquisas realizadas nos últimos tempos, mais da metade dos uruguaios
está contra despenalizar o aborto. E agora através do Estado,
somos todos os uruguaios e com o FONASA, que com os nossos
recursos vamos financiar os abortos que se pratiquem embora isto seja
contrário a nossas convicções.

E em segundo lugar atenta contra as instituições e todas as pessoas
que as conformamos, como por exemplo a Igreja Católica e nós que
pensamos que o aborto é a forma mais radical de violência
intra-familiar. Considerando que no capítulo II artigo 9°
(Obrigações dos Serviços) diz-nos: “Todos os serviços de
assistência médica, tanto públicos como privados habilitados pelo
Ministério de Saúde Pública, terão a obrigação de realizar a
interrupção voluntária da gestação a quantas usuárias o requeiram
nas hipóteses previstas nesta lei, seja em forma direta ou indireta,
mediante as contratações de serviços pertinentes … quem solicite ser
desculpado de participar de dito ato médico sob nenhuma circunstância
poderá ser objeto de sanções ou atos que afetem seu desempenho
trabalhista.”

Este projeto não só não contempla o que diz o artigo 5° da
Constituição sobre a liberdade de idéias e crenças de cada
religião, mas, além disso, obriga e sanciona rigorosamente as
pessoas e as instituições públicas ou privadas que pensam diferente.

É grave porque faz acreditar que todos os credos estão conforme o
redigido, que estão a favor da despenalização do aborto e o
consideram um ato médico, quando evidentemente não é assim.

2 – ESTE PROJETO DE LEI PROCURA
DESPENALIZAR O ABORTO DURANTE OS NOVE
MESES DA GESTAÇÃO.

A estratégia de despenalizar o aborto nos nove meses da gravidez, que
se apresenta neste projeto, não é nova. Já foi utilizada no
Brasil e na Argentina recentemente, por aqueles que querem
despenalizar o aborto em toda a América Latina para controlar a
população.

Enquanto nos primeiros artigos do projeto dizem que o aborto estaria
despenalizado só até as doze semanas, o artigo 15º, neste caso,
derroga todos os artigos que penalizam e consideram o aborto como um
crime. Além disso, o art. 9 faz constar que o aborto é um ato
médico.

Então se o aborto em si é um ato médico e foram derrogados todos os
artigos que o consideram um delito, o aborto é um ato que pode ser
praticado em todos os casos até em nono mês da gestação.

É no século XXI que se adotou esta nova estratégia para legalizar
o aborto, desenvolvida pelos técnicos das Nações Unidas. Como
todos sabem, as Nações Unidas, do início dos anos 90,
envolveu-se junto com as grandes fundações internacionais na
promoção mundial do aborto. O trabalho em conjunto da ONU com o
tema partiu da Fundação Ford, que em 1990 desenvolveu um amplo
e ambicioso projeto de direitos reprodutivos, conceito inventado pela
própria Fundação. Esta introduziu no mundo a ideologia dos
direitos reprodutivos como uma nova estratégia para reduzir o
crescimento populacional nos países. As Nações Unidas se
envolveram com este projeto em 1994 na Conferência Mundial de
População do Cairo, em 1995 na Conferência Mundial das
Mulheres de Pequim e principalmente em 1996 na Conferência de
Glen Cove, uma reunião mantida em segredo nos primeiros anos, onde
um grupo do ONGs e as agências de direitos humanos da ONU se
comprometiam a impor a legalização do aborto aos países que ainda
não tivessem adotado a prática [5].

Foram os peritos destas agências os que em 2005 orientaram o
governo do Brasil a apresentar um projeto de lei onde se dizia, em seu
início, que o direito ao aborto seria reconhecido até o terceiro mês
da gestação, mas no último artigo se revogavam, mencionados apenas
pelos seus números, todos os artigos do Código Penal que puniam e
definiam o aborto como um crime. Deste modo, se uma mulher queria
abortar não só até o terceiro mês, mas também nos meses seguintes
da gravidez, poderia fazê-lo, porque a própria lei penal
estabelecia que seus artigos deviam ser interpretados de modo estrito e
que o que não estivesse claramente definido na lei como delito deveria
ser considerado um direito do cidadão. De modo geral, portanto,
aprovada a lei, enquanto a criança não nascesse não haveria nenhuma
lei que pudesse impedir a uma mãe matar a seu filho no próprio ventre
[6].

A denúncia desta armadilha foi um dos motivos pelo qual o projeto foi
rejeitado por 33 votos a zero na Comissão de Família da Câmara
dos Deputados e em seguida se converteu em uma das principais
acusações levantadas ao governo do Partido dos Trabalhadores quando
este tentou reeleger-se para a presidência da República em
2011.

O mesmo projeto foi apresentado este ano 2011 na Argentina, com a
mesma estratégia e alguns órgãos da imprensa internacional
denunciaram que se tratava da mesma armadilha que tinha sido utilizada
sem êxito no Brasil, com a diferença que já não era uma armadilha
nova, mas um simples plágio do que tinha sido tentado no vizinho
país. [7].

Agora chegou a vez do Uruguai. Infelizmente este tipo de projeto
não é uma iniciativa local de alguns legisladores, mas sim uma das
estratégias internacionalmente promovidas por instituições que
pretendem para enganar a povos e legisladores e fazê-los aprovar uma
coisa pensando que aprovariam outra. O verdadeiro objetivo destas
estratégias, não é a promoção das mulheres. Aderirmos a estes
programas significa submeter-nos a interesses externos que são cada
vez mais conhecidos por todos e que, a médio prazo, somente servirão
para debilitar a própria base popular sobre que se assenta o prestígio
do partido.

3. O URUGUAI ESTÁ OBRIGADO PELO DIREITO
INTERNACIONAL A PROTEGER A VIDA.

Outra estratégia adotada internacionalmente para impor o aborto aos
países que ainda não o legalizaram, consiste em difundir que o
direito ao aborto está consagrado no direito internacional e nos
tratados de direitos humanos assinados pelos países membros das
Nações Unidas. Portanto, países como o Uruguai e outros
estariam obrigados a legalizar o aborto. Isto simplesmente não é
verdade.

Trata-se de outra armadilha. Não existe nenhum tratado
internacional assinado pelo Uruguai, e não existe nenhum tratado
internacional assinado por nenhum país do mundo, no qual se consagre o
direito ao aborto.

Esta interpretação do direito internacional foi intencionalmente
introduzida pelas agências de direitos humanos da ONU desde
1996, quando se pactuou, na Conferência do Glen Cove, que
dali em adiante se interpretariam distorcidamente os tratados de
direitos humanos por parte das Comissões de Direitos Humanos,
apesar de não possuírem autoridade para criar jurisprudência
vinculante [8].

A verdade é que, muito pelo contrário, existem vários tratados
internacionais que se aplicam aos países da América Latina que lhes
obrigam, em vez disso, a não legalizar o aborto e defender o direito
à vida desde antes do nascimento.

Entre estes se encontra o Pacto de São José da Costa Rica que
foi recentemente utilizado no Uruguai para promover os direitos humanos
de cidadãos que foram violados durante o período da ditadura e que diz
explicitamente em seus primeiros artigos:

“Artigo 1 – §2. Para efeitos desta convenção, pessoa é todo
ser humano.

3º artigo – Direito ao reconhecimento da personalidade jurídica:
Toda pessoa tem direito ao reconhecimento de sua personalidade
jurídica.

4º artigo – Direito à vida:

1. Toda pessoa tem o direito de que se respeite sua vida. Esse
direito deve ser protegido pela lei e, em geral, do momento da
concepção. Ninguém pode ser privado da vida arbitrariamente.

2. Nos países que tenham abolido a pena de morte, esta só poderá
ser imposta para os delitos mais graves, [...] e não se
estenderá sua aplicação a delitos que não se penalizam atualmente.

5. Não se deve impor a pena de morte… ”

Portanto, em virtude deste tratado vinculante, assinado pelo
Uruguai, nosso país está obrigado a defender o direito à vida desde
a concepção e, portanto, o aborto não pode ser legalizado em todos
os casos, nem durante os nove meses, como é o caso do presente
projeto, nem durante os primeiros três meses, pois neste caso não
estaria protegendo, de modo geral, o direito à vida desde a
concepção, como nos comprometemos. A cláusula ‘de modo geral’
foi introduzida no tratado, como se entende das próprias discussões
de sua votação, para permitir que os países que o assinassem
pudessem introduzir alguma exceção e permitir o aborto em algum caso
especial, como os casos de risco de vida para a mãe, mas não para
permiti-lo em todos os casos até uma determinada idade gestacional,
justamente os casos que estão contemplados na presente lei. Pela
Convenção de São José da Costa Rica, o aborto somente poderia
ser realizado, desde o momento da concepção, em casos excepcionais,
jamais em todos os casos.

O caráter vinculante do Pacto de São José a Costa Rica foi
recentemente reconhecido pela Suprema Corte de Justiça do México
quando 18 estados mexicanos reconheceram o direito à vida desde a
concepção. Frente a uma ação introduzida naquela Corte para
declarar a inconstitucionalidade destas novas legislações, os juizes
que assinaram a sentença final da Corte sustentaram em suas
argumentações que não existe nenhum tratado internacional assinado
pelo México que reconhece o aborto como um direito. Ao contrário,
os juizes afirmaram que existe sim um tratado internacional de direitos
humanos que reconhece o direito à vida, de modo geral, desde a
concepção, assinado pelo México, o qual está obrigado a
cumpri-lo. Este tratado é justamente a Convenção de São José
da Costa Rica.

Aqui temos um relatório que explica este ponto com mais detalhe
[9].

4. O NÚMERO DE ABORTOS REALIZADOS
AUMENTAM DEPOIS DA LEGALIZAÇÃO DO
ABORTO.

Salvo escassas exceções este é um fenômeno que acontece na grande
maioria dos países do mundo onde o aborto deixa de ser crime. O
número de abortos cresceu constantemente, depois da legalização, em
Cuba, na Rússia, no Japão, nos EUA, na França, na
Espanha, na Austrália, na Nova Zelândia, no Canadá, na
Índia, em Portugal, no Reino Unido, no Distrito Federal do
México, entre outros.

No dia 15 de novembro de 2011, nesta comissão, o Senador
Solari perguntou ao Dr. Briozzo como ele podia sustentar que quando
se legaliza o aborto seu número diminui e que este é um fenômeno
observado em todos os países do mundo. O senador mencionou, além
disso, que nosso ex-presidente, o Dr. Tabaré Vázquez, em seu
veto ao projeto anterior, havia dito que depois da despenalização os
números de abortos aumentavam extraordinariamente, citando o caso dos
EUA e da Espanha.

O Dr. Briozzo, apesar de haver dito possuir dados a respeito de
todos os países, não respondeu à pergunta, não apresentou seus
dados para provar o contrário, nem para os Estados Unidos, nem para
a Espanha, e se limitou a comentar que Tabaré Vázquez, quando fez
tais afirmações, não tinha mencionado de onde tinha obtido os seus
dados [1].

Para esclarecer este tema explicamos que as fontes dos dados do veto de
Tabaré Vasquez são, nada mais nada menos do que os dados oficiais
dos serviços de saúde dos países onde o aborto foi legalizado. São
fontes que não deveriam ser ignoradas por ninguém que afirme possuir
referências seguras de que em todos os países do mundo onde se
legalizou o aborto seu número diminuiu.

Um exemplo são os dados dos serviços de saúde dos Estados Unidos
que afirmam que 1970 o número de abortos praticados no país foi
próximo aos 200 mil, em 1976 um milhão, em 1979 um
milhão e trezentos mil, existindo atualmente aproximadamente 800
mil. [2].

Outro exemplo são os dados dos serviços de saúde da Espanha que
mostram que o número de abortos cresceu de 400 em 1986 para
17.000 em 1987, para 77.000 em 2002 e continuam em
aumento [3].

A BBC de Londres diz claramente: “O número de abortos cresceu
continuamente no Reino Unido desde que foi legalizado 40 anos
atrás. Houve 22.000 abortos legais em 1968 contra
194.000 em 2006, um aumento de 4% com relação a
2005″ [4].

Como o Dr. Briozzo pôde ignorar estes números? Simplesmente
porque todos sabem que há interesses de grandes fundações
internacionais que estão promovendo a implantação do aborto em todo
mundo. Em todos os países onde se tenta legalizar o aborto se repete
sempre o mesmo, da mesma forma. O mundo atual dispõe de dados
suficientemente claros para saber que ao despenalizar o aborto seu
número aumenta, o que acontece é que isto novamente é uma simples
estratégia internacional, utilizada quando se quer convencer um país
a legalizar o aborto.

4. EXISTEM POR DETRÁS DO ABORTO
PRESSÕES INTERNACIONAIS.

Hoje em dia muito poucas pessoas desconhecem a existência de
interesses internacionais para impor o aborto aos países. Por trás
destas pressões existem fundações internacionais como as
organizações Rockefeller, a Fundação Ford, a Fundação
MacArthur e muitas outras [10].

Todo este esforço se iniciou em 1952 quando John Rockefeller
III fundou, junto com o professor Kingsley Davis, da
Universidade de Califórnia, uma organização chamada Population
Council. Esta financiou estudos demográficos nos cinco continentes e
programas de planejamento familiar nos países em desenvolvimento. Nos
anos 60 passou a promover o lobby político ao governo americano para
que este reconhecesse o crescimento populacional mundial como um
problema de segurança interna dos Estados Unidos [11].

Como fruto deste lobby foi redigido o famoso Relatório Kissinger que
afirmava “certos fatos têm que ser considerados: nenhum país reduziu
o crescimento de sua população sem recorrer ao aborto” [12].

Também se aprovou o Título X (Programas Relacionados ao
Crescimento Populacional) [13] que teve como resultado a
contratação por parte da USAID do Dr. Ravenholt para dirigir
seu departamento populacional. Este departamento, entre 1968 e
meados dos anos 70, gastou 1.700 milhões de dólares para
distribuir centenas de milhares de aparelhos para a prática do aborto
em virtualmente todos os países do mundo, treinar médicos na prática
do aborto, tanto o legal como o clandestino, na esterilização
forçada e na anticoncepção. Foi o mesmo Dr. Ravenholt que
declarou que através de seu trabalho conseguiu impedir, em uma
década, o nascimento de um bilhão de seres humanos, e que ele e sua
equipe conseguiam reduzir sensivelmente os números de crescimento
populacional de qualquer país em cinco anos através da contracepção
e em apenas dois anos através do aborto [14] [15] [16]
[17].

Depois dos anos 70, o trabalho da USAID foi continuado pela
iniciativa privada através de uma organização fundada pela própria
USAID conhecida como IPAS, que promove tanto o aborto legal
como o clandestino. É Frances Kissling, a presidente da ONG
Católicas pelo Direito de Decidir e escritora do prólogo de
Iniciativas Sanitárias no Uruguai quem explica como sua
organização foi fortemente financiada pela Fundação Ford e como
ela trabalhou durante meses no México, a serviço do IPAS, para
criar e organizar clínicas de abortos clandestinos no Distrito
Federal [18].

Todo este esforço, entretanto, não foi suficiente para diminuir o
crescimento populacional a zero, conforme se pretendia. A única
maneira, segundo Kingsley Davis, de obter o crescimento zero seria
através de mudanças drásticas na estrutura social, mudanças que
fizessem com que os casais não quisessem ter mais filhos, explicando
que “mudanças suficientemente básicas para afetar a motivação de
ter filhos seriam mudanças na estrutura da família, no papel das
mulheres e nas normas sexuais” [19].

A Fundação Ford, apoiando-se neste conceito, criou em 1990 o
término “direitos reprodutivos” e elaborou um relatório para
levá-los a cabo, no qual se afirma que “o reconhecimento e o
respeito pelos direitos reprodutivos, com os que o aborto tem relação
direta, é um objetivo estabelecido por este programa” [20].

Isto se está vendo refletido em nosso país claramente através dos
resultados do censo que sendo levado a cabo. Faz já alguns anos nosso
presidente mostra uma preocupação constante pela pouca quantidade de
habitantes que existe no Uruguai, sabendo que este é um fator de
desenvolvimento muito importante para qualquer país do mundo, como
menciona em uma entrevista na rádio El Espectador à Sra.
Margarita Varela.

Não existem motivos de peso para levar adiante este projeto, que abre
as portas para continuarmos perdendo uruguaias e uruguaios, que nos
empobrece como sociedade e que torna insustentável a previdência
social e o futuro sistema de aposentadorias de nosso país.

E com mais razão quando os interesses que se movem por detrás de tudo
isto são o controle do crescimento demográfico dos países,
principalmente aqueles que estão em vias de desenvolvimento, para que
os monopólios possam conservar o controle e o poder econômico no
mundo, embora isto signifique a contracepção e o aborto. Assim não
se conseguiria alcançar um mercado interno mais forte e poderíamos ser
privados por mais tempo do desenvolvimento tecnológico sem necessidade
de redistribuir os fatores geradores de riqueza. O problema
demográfico representa, na realidade, uma das mais recentes
contradições do capitalismo moderno.

Foram os partidos de esquerda os que começaram a denunciar as
contradições do capitalismo logo após a Revolução Francesa,
quando a industrialização se difundiu pela Europa continental. Os
grandes empresários que possuíam os complexos industriais, em sua
busca desenfreada por maiores lucros, passaram a oprimir os
trabalhadores e isto provocou o surgimento de uma nova classe operária
que se fazia cada vez mais pobre à medida que os donos dos meios de
produção se tornavam cada vez mais ricos, o que se agravou quando os
empresários mais prósperos tiveram que unir-se ao sistema bancário
para financiar o crescimento de seus investimentos, criando grandes
monopólios internacionais que passaram a servir-se dos Estados para
criar um imperialismo econômico internacional onde algumas nações,
controladas por estes monopólios financeiros, dominavam outras
nações.

Os lucros obtidos por estes grupos de poder podiam entrar em uma
situação complicada porque nos países do primeiro mundo, como eram
assim chamados, o crescimento populacional começou a retroceder e a
estabilizar-se, enquanto que nos países em vias de desenvolvimento o
crescimento populacional era cada vez mais significativo. Quando foi
necessário pensar em soluções, criaram-se então as diferentes
formas do controle populacional. O que causa admiração é que
deveria ser a esquerda quem, conhecendo e entendendo os verdadeiros
alcances deste tema e conhecendo o esforço internacional gigantesco
promovido pelas fundações que representam os interesses dos
monopólios financeiros e não justamente os das mulheres, as quais
são também outras vítimas inocentes nesta engrenagem do aborto,
tanto aquelas que são mães, como aquelas que se encontram dentro do
seio materno, não seja quem denuncie esta situação, mas, muito ao
contrário, que sejam os seus próprios legisladores os que promovem
estas iniciativas.

Não é explicável para nós como pode o Dr. Aníbal Faundes,
membro do Population Council das organizações Rockefeller, e a
Sra. Francis Kissling, que trabalhou para o IPAS, escreverem
os prólogos de Iniciativas Sanitárias. Devemos velar pelos
interesses dos uruguaios, pelos interesses do povo latino americano e
não nos deixar conduzir por interesses alheios a nós.

Existe vida desde a concepção e o aborto representa uma violação
dos direitos humanos. O projeto de lei proposto discrimina o pai do
bebê recém gerado porque nem sequer é mencionado no projeto,
violando o artigo 41 de nossa Constituição. Pior ainda, o
projeto discrimina e assassina este novo ser humano, uruguaio ou
uruguaia, que está por nascer, principalmente se tiver alguma má
formação. O verdadeiro progressismo e a responsabilidade social,
ultimamente tão mencionados, consistem em proteger a todos nossos
habitantes, a todos nossos cidadãos, como o reconhece e ratifica o
Pacto de São José da Costa Rica.

Como vocês bem sabem, contam com a Igreja Católica para promover a
dignidade de todo ser humano assim como também nós, estimados
senadores, confiamos em vocês para rejeitar totalmente este projeto de
lei.

Sem mais, agradecemo-lhes sua atenção.

NOTAS

[1] Versión taquigráfica de la sesión del día 15 de noviembre
de 2011:
http://www0.parlamento.gub.uy/distribuidos/AccesoDistribuidos.asp?Url=/distribuidos/caratulas/senado/s2011
1137.htm

[2] Abortion Surveillance United States, 1998:
http://www.cdc.gov/mmwr/preview/mmwrhtml/ss5103a1.htm

[3] Número de abortos en España desde que se despenalizó -
Datos oficiales del Ministerio de Sanidad y Consumo:
http://www.unidosporlavida.org/…%20DE%20ABORTOS%20EN%20ESPA%D1A%20DESDE%20QUE%20S
E%20DESPENALIZ%D3.htm

[4] BBC News Health – Abortion numbers increase again:
http://news.bbc.co.uk/2/hi/health/6765953.stm

[5] Acoso y derribo a la vida, la alucinante apuesta de la ONU
por el aborto en America Latina:
http://www.hazteoir.org/documentos/informe_aborto_iberoamerica.pdf

[6] Contextualização da Defesa da Vida no Brasil – Como foi
planejada a introdução da cultura da morte no país:
http://www.votopelavida.com/defesavidabrasil.pdf

[7] Piden llamar a diputados para no aprobar aborto en Argentina
hasta noveno mes:
http://www.aciprensa.com/noticia.php?n=35163

[8] Acoso y derribo a la vida, la alucinante apuesta de la ONU
por el aborto en America Latina:
http://www.hazteoir.org/documentos/informe_aborto_iberoamerica.pdf

[9] Suprema Corte de Justicia de mexico Reconoce el derecho a la
Vida – 26-29 septiembre 2011: texto distribuido a la
Comision de Salud del Senado Uruguayo.

[10] Matthew Connelly: Fatal Misconception, the Struggle to
Control Eorld Population. Harvard University Press. 2008.

[11] John Ensor Harr and Peter J. Johnson: The Rockefeller
Century. Charles Scribner’s Sons, New York, 1988.

John Ensor Harr and Peter J. Johnson: The Rockefeller
Conscience. Charles Scribner’s Sons, New York, 1991.

[12] National Security Study Memorandum 200 (NSSM
200) – April 1974: http://www.populationsecurity.org/28-APP2.html

[13] Donald T. Critchlow: Intended Consequences – Birth
Control, Abortion, and the Federal Government in Modern
America. Oxford University Press, 1999.

[14] World Population Crisis – Challenge and Resolution of the
Global Humanosis Pandemic: http://www.ravenholt.com

[15] USAID Population Program Progress – 1976:
http://www.ravenholt.com/population/usaid.population.zip

[16] Overseas Use of Surgical Laparoscopy:
http://www.ravenholt.com/population/overseas.use.zip

[17] Use of Surgical Laparoscopy for Fertility Management
Overseas: http://www.ravenholt.com/population/laparosc.zip

[18] Population and Reproductive Health Oral History Project
- Francis Kissling:
http://www.smith.edu/library/libs/ssc/prh/transcripts/kissling-trans.pdf

[19] Kingsley Davis: Population Policy, will current programs
succeed? Science, New Series, vol. 158, Issue 3802,
November 10, 1967: 730-739.

[20]Ford Foundation: Reproductive Health, a Strategy for the
1990s:
http://www.votopelavida.com/fordfoundation1990.pdf

============================================

7. CORREIO ELETRÔNICO DA CONFERENCIA
ESPICOPAL DO URUGUAY.

============================================

CONFERENCIA EPISCOPAL DE URUGUAY

ceusecre@adinet.com.uy

DIÓCESIS DE SALTO, OBISPO MONS. PABLO
JAIME GALIMBERTI DI VIETRI

obispadodesalto@adinet.com.uy

DIÓCESIS DE TACUAREMBÓ, OBISPO MONS.
JULIO CÉSAR BONINO BONINO

recepcióntbo@adinet.com.uy; ceutbo@adinet.com.uy;
ceurivera@adinet.com.uy ;

DIÓCESIS DE MELO, OBISPO MONS.
HERIBERTO BODEANT

obispadodemelo@hotmail.com; vicariapastoralmelo@gmail.com;
frmabbtd@adinet.com.uy ;

DIÓCESIS DE MINAS, OBISPO MONS. JAIME
RAFAEL FUENTES MARTÍN

obispojaime@gmail.com

DIÓCESIS DE MALDONADO, OBISPO MONS.
RODOLFO WIRZ

ceumaldo@adinet.com.uy

CANELONES, OBISPO MONS. ALBERTO
SANGUINETTI MONTERO

cancillería.can@adinet.com.uy; curiacan@adinet.com.uy;

DIÓCESIS DE FLORIDA, OBISPO MONS.
MARTÍN PÉREZ SCREMINI

pescre1@yahoo.com.ar, mariboz@hotmail.com;

ARQUIDIÓCESIS DE MONTEVIDEO, OBISPO
MONS. NICOLAS DOMINGO COTUGNO FANIZZI

vicariopastoral@gmail.com; cancilleria@arquidiocesis.net;
secretariadjunta@arquidiocesis.net ;

DIÓCESIS DE SAN JOSE DE MAYO, OBISPO
MONS. ARTURO EDUARDO FAJARDO
BUSTAMANTE

catsj@redfacil.com.uy

DIÓCESIS DE MERCEDES, OBISPO MONS.
CARLOS MARÍA COLLAZZI
Fonte.: Olavo de Carvalho.org

Sobre a liturgia – Dom Henrique Soares

Sobre a Liturgia: insistentes ponderações

 

A liturgia é para nosso alimento, alento e transformação espiritual: ela nos cristifica, isto é, é obra do próprio Cristo que, na potência do Espírito, nos dá sua própria vida, aquela que ele possui em plenitude na sua humanidade glorificada no céu. Participar da liturgia é participar das coisas do céu, é entrar em comunhão com a própria vida plena e glorificada do Cristo nosso Senhor.
 
 
A liturgia não é feita produzida por nós, não é obra nossa! Ela é instituição do próprio Senhor. Para se ter uma idéia, basta pensar em Moisés, que vai ao faraó e lhe diz: “Assim fala o Senhor: deixa o meu povo partir para fazer-me uma liturgia no deserto”. E, mais adiante, explica ao faraó que somente lá, no deserto, o Senhor dirá precisamente que tipo de culto e que coisas o povo lhe oferte.
 
Isto tem a ação litúrgica de específico e encantador: não entramos nela para fazer do nosso modo, mas do modo de Deus; não entramos nela para nos satisfazer, mas para satisfazer a vontade de Deus. Por isso digo tantas vezes que o espaço litúrgico não é primeiramente antropológico, mas teológico: a liturgia é espaço privilegiado para a manifestação e atuação salvífica de Deus em Cristo Jesus nosso Senhor. Nela, a obra salvífica de Cristo é perenemente continuada na Igreja.
 
O problema é que entrou em certos ambientes da Igreja uma concepção errada de liturgia, totalmente alheia ao sentido da genuína tradição cristã: a liturgia como algo que nós fazemos, do nosso modo, a nosso gosto, para exprimir nossos próprios sentimentos. Numa concepção dessas, o homem, com seus sentimentos, gostos e iniciativas, é o centro e Deus fica de lado! Trata-se, então, de uma simples busca de nós mesmos, produzida por nós mesmos; uma ilusão, pois aí só encontramos nós e os sentimentos que provocamos. É o triste curto-circuito: faz-se tudo aquilo (coreografias, palmas, trejeitos, barulho, baterias infernais, sorrisinhos do celebrante, comentários e cânticos intimistas, invenções impertinentes e despropositadas…) para que as pessoas sintam, liguem-se, “participem”… Mas, tudo isto somente liga a assembleia a si mesma. Não passa de uma exaltação subjetiva e sentimental! Aí não se abre de fato para o Silêncio de Deus, para Aquele que vem nos surpreender com sua glória e sua ação silenciosa, profunda, consistente e transformadora. A assembleia já não celebra com a Igreja de todos os tempos e de todos os lugares; muito menos com a Igreja celeste!
 
O sentido da liturgia é um outro: é um culto prestado a Deus porque ele é Deus! O interesse é Deus! A liturgia é algo devido a Deus e instituído pelo próprio Deus. Quando alguém participa de uma liturgia celebrada como a Igreja determina e sempre celebrou, se reorienta, se reencontra, toma consciência de sua própria verdade: sou pequeno, dependente de Deus e profundamente amado por ele: nele está minha vida, meu destino, minha verdade, minha paz. Nada é mais libertador que isso.
 
Vê-se a diferença entre essas duas atitudes ante a realidade litúrgica: na visão que se está difundindo, criamos uma sensação, uma ilusão. É algo parecido com a sensação de bem-estar que se pode sentir diante de uma paisagem bonita, num bloco de carnaval, num show, num momento sublime, numa noite com a pessoa amada… Na perspectiva que a Igreja sempre teve e ensinou, não! Estamos diante da Verdade que é Deus; verdade que não produzimos nem inventamos, mas vem a nós e enche o nosso coração! Devemos procurá-la? Certamente sim: “Fizeste-nos para ti, Senhor, e nosso coração andará inquieto enquanto não descansar em ti!” Mas para isto é indispensável a capacidade de silêncio, de escuta, de abrir os olhos do coração para a beleza de Deus. A liturgia nos dá isto!

____________
Fonte: Blog “SUBSÍDIOS LITÚRGICOS SUMMORUM PONTIFICUM

Médicos sem Fronteiras realizam abortos em países onde este é ilegal

Fonte: ACI

A organização internacional Médicos sem Fronteiras (MSF) admitiu que realiza abortos em países onde esta prática é ilegal, além de contar com um “completo plano” de saúde sexual e reprodutiva.

Conforme informa o jornal espanhol La Gaceta, a MSF desenvolve estas práticas em “contextos humanitários” que incluem a assistência para “prevenir mortes, enfermidades e deficiências relacionadas com gravidezes não desejadas”, tal qual afirma site oficial da entidade.

MSF afirma além que os abortos constituem uma área na qual procuram melhorar a “resposta médica para que sejam seguros”.

O jornal espanhol revelou o conteúdo de um correio eletrônico no qual a MSF responde a uma usuária que mostra sua estranheza ao fato de que esta organização realize abortos.

O correio assinala que “as atividades em saúde reprodutiva do MSF têm como objetivo evitar os abortos mediante medidas preventivas e proteger a integridade e a saúde da mãe” e “nos casos em que esta prevenção não é possível, e sempre dentro dos supostos legais, forma-se as equipes médicas para a realização de abortos seguros segundo as recomendações da OMS”.

Deste modo indicam que os abortos são feitos inclusive “em alguns países apesar de serem ilegais”, justificando que nestes casos “MSF prioriza a vida da mãe”, e acrescenta como argumento fundamental que “as considerações médicas têm que estar por cima das legais”.

“Ali onde são impostas restrições legais ao aborto, embora MSF acate a legislação nacional a respeito, a organização nunca discutirá o direito a praticar um aborto terapêutico se uma avaliação médica determinar que a vida e a saúde da mulher estão em perigo”, afirmam.

A MSF tem além disso um protocolo interno para realizar os abortos aonde esta prática é um delito. Segundo denuncia a Fundação Vida, um relatório interno do Centro Operação Barcelona-Atenas (OCBA) do MSF detalha como devem realizar um aborto os médicos para evitar problemas com a justiça.

Entre as recomendações se alude à participação de “uma equipe estrangeira”, “sem a assistência do pessoal nacional, se for possível”, e se reitera a importância de escolher “um lugar confidencial” para praticar a intervenção.

La Gaceta denunciou também que a MSF facilitou material cirúrgico na Coréia do Norte sabendo que se empregaria para fazer abortos, admitindo que “o 50% dos pacientes hospitalizados por motivos ginecológicos são por abortos”.

No ano 2007 o Presidente da Federação Internacional de Associações de Médicos Católicos, José María Simón, já tinha denunciado a existência deste protocolo no que se instrui sobre os procedimentos para o aborto.

Naquela oportunidade, o médico disse que a MSF “não só insiste a seus facultativos a delinqüir, mas também lhes dá idéias sobre o modo em que podem fazê-lo impunemente”, já que, caso estas práticas sejam descobertas pelas autoridades do país, é mais fácil escapar da Justiça quando o aborto é praticado por pessoal estrangeiro

Veja o que este sacerdote fez em plena praça pública

Vale a pena assistir:

Polêmica da semana: Deputado Jean Wyllys comete crime ao criticar o Papa no Twitter

Escrito por Alessandre Gonçalves
 
O deputado brasileiro Jean Wyllys, homossexual assumido e representante do movimento GLBT (Gays, lésbicas, bi e transsexuais), cometeu um crime nesta semana ao injuriar e difamar o Papa Bento XVI, Chefe do Estado do Vaticano e líder espiritual de pouco mais de 1 bilhão de católicos.
           
 O imbróglio ocorreu após o discurso do Papa Bento XVI aos diplomatas acreditados junto à Santa Sé, no qual o Papa disse que o casamento entre pessoas do mesmo sexo é uma ameaça para o futuro da humanidade. Tal afirmação causou mal estar entre os homossexuais assumidos e políticos engajados na defesa dos supostos direitos homossexuais. O deputado brasileiro, indignado com a declaração do Papa, postou em seu twitter uma série de frases contestando as afirmações do Santo Padre, além de imputar a ele o acobertamento de pedofilia e abusos sexuais realizados por sacerdotes da Igreja Católica. Se não bastasse a imputação de algo que ele em si não tem culpa alguma, ainda  difamou o Sumo Pontifície acusando-o de  ”genocida em potencial”.
 
Analisando as afirmações do deputado e fazendo um paralelo com os artigos do Código Penal brasileiro, no capítulo que trata dos crimes contra a honra, podemos concluir que o referido deputado praticou alguns crimes contra a honra de um chefe de Estado estrangeiro, a saber: injúria e difamação. Segundo o Código Penal brasileiro, há 3 formas de se cometer crimes contra a honra de uma pessoa: injúria, difamação e calúnia. Vejamos de um modo sintético a diferença entre os tipos penais e como se deu o crime cometido pelo deputado brasileiro:
 A difamação consiste em atribuir à alguém fato determinado ofensivo à sua reputação; a calúnia, por sua vez,  é a imputação à alguém de fato falso, fato este definido como crime e a injúria é a imputação de qualidade negativa a alguém, que ofende a dignidade ou decoro da vítima. (ver artigos do Capítulo V, Título I, dos Crimes contra a Pessoa, Parte Especial do Código Penal brasileiro).
A grosso modo, podemos afirmar que o deputado imputou à vítima uma qualidade negativa, além de ofendê-la na sua dignidade (chamou-a de “genocida em potencial”), atribuiu a ela um fato ofensivo à sua reputação (acobertamento de pedofilia e abusos sexuais de sacerdotes).
 No caso em tela, segundo o Código Penal, cabe ao Ministro da Justiça a requisição para ajuizar ação penal contra o ofensor. Ainda que o autor alegue imunidade parlamentar, vale lembrar que o STJ já aceitou queixa-crime contra deputado que acusou outro deputado de corrupção, sem que aquele pudesse alegar imunidade parlamentar, pois segundo o advogado do acusado, Pedro Machado de Almeida Castro “não houve nexo entre suas palavras (as palavras do deputado acusador) e o exercício do cargo”. Podemos fazer uma analogia e deduzir que, também no caso do deputado brasileiro Jean Wyllys, não há nexo entre as suas palavras e o exercício do cargo que ele ocupa, razão pela qual não caberá a ele a alegação de imunidade parlamentar.
 Por ora, basta a população conclamar para que o Ministro da Justiça do Brasil requeira a abertura de uma ação penal perante o Supremo Tribunal Federal, órgão competente para julgar crimes comuns de natureza penal cometidos por agentes políticos , vez que os deputados federais gozam de foro privilegiado.

BBB: 7 razões porque não assistirei o BBB

Texto escrito por Renato Vargens – Crédito a Rainha dos Apóstolos

Definitivamente, a sociedade brasileira se tornou uma feroz consumidora de lixo. Infelizmente, o sucesso do BBB diagnostica que a sociedade a qual fazemos parte, encontra-se profundamente adoecida, além de culturalmente empobrecida.
Confesso que o burburinho da mídia e a agitação do povo diante deste letal programa, produzem em meu coração uma profunda inquietação quanto ao rumo que a sociedade brasileira tem tomado. Assusta-me o fato de que milhões de pessoas neste país, sentem defronte à TV durante horas a fio, jogando fora seu precioso tempo torcendo para que casais se escondam debaixo do edredon para a prática de sexo.
 
Bem sei que existem alguns que ao lerem este texto discordarão substancialmente dizendo: “O que tem de mais em assistir o BBB? Qual é o problema de se divertir diante de um bom Reality Show? Nosso povo é tão sofrido, por que não se descontrair assistindo um bom programa de televisão?”
Preste atenção, não sou daqueles que combatem a diversão e a cultura. Muito pelo contrário, sou adepto da festa, do lúdico e da celebração da vida. Acredito piamente que o incentivo a cultura e a educação podem corroborar significativamente na construção de um país melhor. No entanto, acredito também que determinados programas televisivos em vez de incentivar o despertamento do povo para aquilo que é bom e saudável, age de modo inverso, levando a nossa sofrido povo ao caminho do emburrecimento e da alienação.
 
Diante disto e entendendo que um programa deste nipe prejudica em muito a sociedade brasileira, resolvi que pelas razões abaixo não assistirei o aludido programa:
1- O BBB é um tipo de programa que promove a alienação da sociedade.
2- O BBB é um tipo de programa que afronta os valores cristãos relativizando a família, a moral, e a decência.
3- O BBB promove libertinagem sexual além é claro da relativização de conceitos indispensáveis a saúde da sociedade.
4- O BBB incentiva e contribui com a ” burrificação” da sociedade brasileira.
5- O BBB incentiva a fofoca e a perversidade das relações.
6- O BBB incentiva no inconsciente coletivo da população de que os fins justificam os meios. Isto é, segundo a filosofia desde famigerado programa, tudo é lícito para se ganhar um milhão.
7- O BBB é sem sombra de dúvidas o pior programa da televisão brasileira.

Jean Wyllys chama Papa de “genocida em potencial”

JeanWyllis, deputado federal, homossexual assumido e ex-BBB, chamou o Papa Bento XVI de “genocida em potencial”, isto porque o Papa disse num discurso aos embaixadores acreditados junto à Santa Sé que o “casamento” entre homossexuais “é uma ameaça ao futuro da humanidade”. O pronunciamento do Papa causou mal estar para o deputado defensor da causa LGBT.

Para o deputado, a “ameaça ao futuro da humanidade são o fascismo, as guerras religiosas, a pedofilia e os abusos sexuais praticados por membros da Igreja e acobertados por ele mesmo (o Papa)”. O deputado dizendo isso dá um tiro no próprio pé, pois há uma estreita ligação entre os abusos sexuais cometidos por sacerdotes e o homossexualismo. Ademais, esta afirmação do Papa que o “casamento” gay é uma ameaça para o futuro da humanidade é uma afirmação mais do sóbria, pois imagine se no futuro teremos a continuação da espécie com casamentos deste tipo.

Ademais, chamar o Papa de genocida é uma total ignorância desse senhor a e uma ofensa para nós católicos, pois o genocida assassina outros motivado por questões raciais, étnicas. Pelo que eu saiba, o Papa não está convidando ninguém a matar os homossexuais; pelo contrário, tem chamado eles à vida, vida que o Filho de Deus quer dar: vida em abundância e não uma vida cheia de falsas alegrias e desespero no final.

 

Casamento gay é uma ameça para a família, afirma o Papa Bento XVI

 

O papa Bento 16 disse nesta segunda-feira (09) que o casamento homossexual é uma das várias ameaças atuais à família tradicional, pondo em xeque “o próprio futuro da humanidade”.
Foram as declarações mais fortes já proferidas pelo pontífice contra o casamento homossexual, durante um pronunciamento de ano novo a diplomatas de quase 180 países acreditados no Vaticano, abordando questões econômicas e sociais contemporâneas.
Segundo Bento 16, a educação das crianças precisa de “ambientes” adequados, e “o lugar de honra cabe à família, baseada no casamento de um homem com uma mulher”.
“Essa não é uma simples convenção social”, disse o papa, “e sim a célula fundamental de cada sociedade. Consequentemente, políticas que afetam a família ameaçam a dignidade humana e o próprio futuro da humanidade”.
Em vários países -principalmente no mundo desenvolvido-, autoridades eclesiásticas católicas protestam contra iniciativas voltadas para a legalização do casamento gay. Nos EUA, um dos principais paladinos dessa causa é o arcebispo de Nova York, Timothy Dolan, que será sagrado cardeal pelo papa em fevereiro.
Numa recente carta, Dolan criticou o presidente Barack Obama por sua decisão de não apoiar uma proibição federal ao casamento homossexual, e alertou que essa política pode “precipitar um conflito nacional de enormes proporções entre a Igreja e o Estado”.
A Igreja Católica, que tem 1,3 bilhão de seguidores no mundo, prega que as tendências homossexuais não são pecado, mas que os atos homossexuais são, e que as crianças devem crescer em uma família tradicional, com um pai e uma mãe.
“A unidade familiar é fundamental para o processo educacional e para o desenvolvimento dos indivíduos e Estados; daí a necessidade de políticas que promovam a família e auxiliem na coesão social e no diálogo”, disse Bento 16 a diplomatas.
O casamento gay já é legal em vários países europeus, como Espanha e Holanda. Algumas religiões que autorizam o casamento gay e a ordenação de mulheres e homossexuais como clérigos têm perdido fiéis para o catolicismo, e o Vaticano já tomou medidas para facilitar tais conversões.
Em 2009, Bento 16 decretou que os anglicanos que se converterem ao catolicismo podem manter uma hierarquia paralela, preservando parte das suas tradições. Grande parte dessa migração do anglicanismo para o catolicismo envolve fiéis que consideram a Igreja Anglicana liberal demais.

fonte: www.yahoo.com.br

Lady Gaga é acusada de praticar ritual satânico

http://platform.twitter.com/widgets/hub.1324331373.html

A cantora Lady Gaga está sendo acusada de praticar um ritual satânico de um hotel em Londres. Segundo alguns funcionários, ela teria se banhado em uma banheira cheia de sangue. Não sei se é verdade, mas se for, isto só confirma o porquê das músicas e danças exibidas por ela serem de tão baixo nível, além da baixeza moral desta mulher e sua capacidade de influenciar negativamente os jovens. Veja abaixo a tradução de uma de suas músicas – JUDAS -  e tire você mesmo as conclusões sobre ela:

Oh oh oh oh
Estou apaixonada por Judas

Oh oh oh oh
Estou apaixonada por Judas

Judas! Judaas Judas! Judaas
Judas! Judaas Judas! GAGA

Judas! Judaas Judas! Judaas
Judas! Judaas Judas! GAGA

Quando ele vier a mim, estarei pronta
Lavarei seus pés com meu cabelos, se preciso
Perdoarei quando sua língua mentir por causa de seu cérebro
Mesmo depois dele me trair três vezes

Eu vou derrubá-lo, trazê-lo para baixo, para baixo
Um rei sem coroa, um rei sem coroa

Eu sou apenas um Santa tola, oh baby, ele é tão cruel
Mas ainda estou apaixonada por Judas, baby
Eu sou apenas um Santa tola, oh baby, ele é tão cruel
Mas ainda estou apaixonada por Judas, baby

Oh oh oh oh
Estou apaixonada por Judas

Oh oh oh oh
Estou apaixonada por Judas

Judas! Judaas Judas! Judaas
Judas! Judaas Judas! GAGA

Eu não poderia amar um homem tão puramente
Mesmo as trevas perdoaram seu caminho tortuoso
Aprendi que nosso amor é como um tijolo
Você pode construir uma casa ou afundar um corpo morto

Eu vou derrubá-lo, trazê-lo para baixo, para baixo
Um rei sem coroa, um rei sem coroa.

Eu sou apenas um Santa tola, oh baby, ele é tão cruel
Mas ainda estou apaixonada por Judas, baby
Eu sou apenas um Santa tola, oh baby, ele é tão cruel
Mas ainda estou apaixonada por Judas, baby

Oh oh oh oh
Estou apaixonada por Judas

Oh oh oh oh
Estou apaixonada por Judas

No sentido mais bíblico
Eu vou além do arrependimento
Fama de puta, meretriz prostituída, vomita seus pensamentos
Mas no sentido cultural
Eu só falo sobre o futuro
Judas, beije-me se ficar ofendido
Ou proteja seus ouvidos na próxima vez

Eu quero amar você
Mas algo me afasta de você
Jesus é a minha força
Judas é o demônio a quem agarro
A quem agarro

Eu sou apenas um Santa tola, oh baby, ele é tão cruel
Mas ainda estou apaixonada por Judas, baby
Eu sou apenas um Santa tola, oh baby, ele é tão cruel
Mas ainda estou apaixonada por Judas, baby

Oh oh oh oh
Estou apaixonada por Judas

Oh oh oh oh
Estou apaixonada por Judas

Judas! Judaas Judas! Judaas
Judas! Judaas Judas!

Maçonaria e Igreja Católica: inconciabilidade entre as duas.

Católico e maçom, é possível ser os dois?

Deixemos que as partes envolvidas, a Igreja Católica e a própria Maçonaria, respondam estas indagações.

D. João Evangelista Martins Terra, bispo auxiliar da Arquidiocese de Brasília, escreveu um livro que aborda justamente este assunto: “Maçonaria e Igreja Católica”, que é uma pesquisa histórica sobre a maçonaria, sua expansão e situação no mundo de hoje, especialmente no Brasil. Faz uma análise dessa organização e apresenta a posição da Igreja Católica pós-conciliar.

Usaremos este artigo para mostrar a posição da Igreja Católica para com a maçonaria e como ela orienta a seus fiéis e clérigos.

O CÓDIGO DE DIREITO CANÔNICO (Obra citada, pág. 70 a 72)

“O Código de Direito Canônico de 27-5-1917 contém os seguintes cânones relativos à maçonaria”:

Cân. 684: “Os fiéis fugirão das associações secretas, condenadas, sediciosas, suspeitas ou que procuram subtrair-se à legítima vigilância da Igreja”.

Cân. 2333: “Os que dão seu próprio nome à seita maçônica ou a outras associações do mesmo gênero, que maquinam contra a Igreja ou contra os legítimos poderes civis, incorrem ipso facto na excomunhão simpliciter reservata à Sé Apostólica”.

Cân. 2336: “Os clérigos que cometeram o delito de que tratam os cânones 2334 e 2335 devem ser punidos, não somente com as penas estabelecidas nos cânones citados, mas também com a suspensão ou privação do mesmo benefício, ofício, dignidade, pensão ou encargo que possam ter na Igreja; os religiosos, pois com a privação do ofício e da voz ativa e passiva e com outras penas de acordo com suas constituições. Os clérigos e os religiosos que dão o nome à seita maçônica ou a outras associações semelhantes devem, além disso, ser denunciados à Sagrada Congregação do Santo Ofício”.

Cân. 1399, nº 8 – são ipso facto proibidos: “Os livros que, tratando das seitas maçônicas ou de outras associações análogas, pretendem provar que, longe de serem perniciosas, elas são úteis à Igreja e à sociedade civil”.

Ver ainda os cânones: 693; 1065; § 1 e § 2, 1240; 1241.

“Desses cânones do Código de 1917 resulta claramente que:

Todo aquele que se inicia na maçonaria, incorre, só por este fato, na pena de excomunhão (cân. 2335).

Por ter incorrido na excomunhão, todo maçom: a) deve ser afastado dos sacramentos (confirmação, confissão, comunhão, unção dos enfermos), ainda que os peça de boa fé (cân. 2138, § 1); b) perde o direito de assistir aos ofícios divinos, como sejam: A Santa Missa, a recitação pública do Ofício Divino, procissões litúrgicas, cerimônias da bênção dos ramos etc. (cf. cân. 2259, § 1; 2256, n. 1); c) é excluído dos atos eclesiásticos legítimos (cân. 2263), pelo que não pode ser padrinho de batismo (cân. 765, n. 2) nem de crisma (cân. 795, n. 1); d) não tem parte nas indulgências, sufrágios e orações públicas da Igreja (cân. 2262, § 1).

O maçom não pode ser admitido validamente nas associações ou irmandades religiosas (cân. 693).

Os fiéis devem ser vivamente desaconselhados de contrair matrimônio com maçons (cân. 1065, § 2).

Só após prévia consulta do bispo e garantida a educação católica dos filhos, pode o pároco assistir ao casamento com um maçom (cân. 1065, § 2).

O maçom falecido, sem sinal de arrependimento, deve ser privado da sepultura eclesiástica (cân. 1240).

Deve-se negar aos maçons qualquer missa exequial, assim como quaisquer ofícios fúnebres públicos (cân. 1241).

O Santo Ofício declarou, no dia 20 de abril de 1949, numa resposta ao bispo de Trento, que nada tinha mudado na disciplina do Código de Direito Canônico a respeito da maçonaria”.
Façamos então uma nova pergunta: A situação hoje ainda é a mesma? Ou houve alguma mudança?

Em 27 de novembro de 1983, entrou em vigor um novo Código de Direito Canônico: “O Novo Código apresenta um cânon relativo à maçonaria”:

Cân. 1374: “Quem se inscrever em alguma associação que maquina contra a Igreja seja punido com justa pena; e quem promover ou dirige uma dessas associações, seja punido com interdito”. (Obra citada, pág. 99).

No mesmo dia em que entrava em vigor o novo Código de Direito Canônico, L´Osservatore Romano publicava esta Declaração da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, sobre a maçonaria:

“Foi perguntado se mudou o parecer da Igreja a respeito da maçonaria pelo fato de que, no novo Código de Direito Canônico, ela não vem expressamente mencionada como no Código anterior. Esta Sagrada Congregação quer responder que tal circunstância é devida a um critério relacional, seguido também quanto às outras associações igualmente não mencionadas, uma vez que estão compreendidas em categoria mais amplas. Permanece, entretanto, imutável o parecer negativo da Igreja a respeito das associações maçônicas, pois os seus princípios foram sempre considerados inconciliáveis com a doutrina da Igreja, e por isso permanece proibida a inscrição nelas. Os fiéis que pertencem às associações maçônicas estão em estado de pecado grave, e não podem aproximar-se da Sagrada Comunhão. Não compete às autoridades eclesiásticas locais pronunciarem-se sobre a natureza das associações maçônicas, com juízo que implique derrogação de quanto foi acima estabelecido, e isto segundo a mente da Declaração desta Sagrada Congregação, de 17 de fevereiro de 1981 (cf. AAS 73, 1981, pp. 240-241). O Sumo Pontífice João Paulo II, durante a Audiência concedida ao subscrito Cardeal Prefeito, aprovou a presente Declaração, decidida na reunião ordinária desta Sagrada Congregação, e ordenou a sua publicação. Roma, da Sede da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, 26 de novembro de 1983″. (Obra citada, pág. 100 e 101).
E o que diz a maçonaria? Vejamos.
CATÓLICO E MAÇOM?

C. W. Leadbeater, conhecido escritor maçônico, sustenta que “seria um empreendimento colossal escrever uma história da Maçonaria, pois seriam necessários conhecimentos enciclopédicos e muitos anos de pesquisas”.

Por seu lado, Marius Lepage, em seu livro História e Doutrina Franco-Maçonaria, após perguntar “quem poderia escrever uma história da Ordem em algumas semanas?”, responde que “seriam necessários anos de trabalho”.

Dom Ivo Lorscheiter, Bispo responsável pelo Ecumenismo e Diálogo Inter-religioso da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, escreve e assina: “O estudo da Maçonaria é, sem dúvida, difícil e complexo. Sua história, suas concepções profundas, suas atitudes concretas, as sucessivas severas manifestações do Magistério da Igreja Católica, o espírito de diálogo hoje reinante – tudo parece conduzir a esta pergunta fundamental e de largas conseqüências: Afinal, a Maçonaria e a Doutrina Católica são conciliáveis entra si?”.

Todavia, todas as dificuldades apontadas e conhecidas não impediram que a Maçonaria fosse agredida, injuriada, caluniada e condenada por muitos, mas principalmente pela Igreja Católica Apostólica Romana. Vários Papas, que são os bispos da Diocese de Roma, chefes e reis do Estado Pontifício com sede no Vaticano, têm condenado a Maçonaria, e eles foram:

Clemente XII – Bula “In eminenti” -1738.
Bento XIV – Bula “Provida Romanorum Pontificum” – 1751.
Pio VII – Bula “Ecelesian a Jesus Christo” – l800
Leão XII – Bula “Onde .Graviora” – 1823.
Pio VIII – Encíclica de 20/3/1829.
Pio IX – Encíclica “Omi Pluribus” = 1864 – Alocução de 20/4/1864 – Encíclica Nascita et Nobiscum – 1894 – Constituição Apostólica “SEDIS” – 1869
Leão XIII – Encíclicas de 1872, 1878, 1884 e 1892.
Não vamos comentar todas as Bulas e Encíclicas. Vamos apontar as duas realmente importantes para o nosso trabalho:

Clemente XII: a primeira condenação da Maçonaria. Notem que haviam decorridos apenas 21 anos da constituição da Grande Loja de Londres (24/6/1717), e portanto a Ordem era pouco conhecida do Vaticano. Alguns escritores afirmam que “o motivo da condenação não era religioso, mas de ordem política”.

Entretanto, o Padre Ferrer Benimeli, conhecido maçonólogo, garante que “esta hipótese é totalmente insustentável do ponto de vista histórico, à luz da documentação vaticana da época”.

O Padre Jesus Hortal, é teólogo e canonista, muito ligado aos temas de ecumenismo e diálogo interreligioso; nos esclarece que o documento de Clemente XII é algo obscuro na sua redação, mas que o resumo dele feito na Bula “Providas Romanorum Portificum” promulgada pelo Papa Bento XIV aos 18 de maio de 1751 oferece uma melhor compreensão, pois ali estão enumeradas seis razões para a condenação:

“a primeira é que, nas tais sociedades e assembléias secretas, estão filiados indistintamente homens de todos os credos; daí ser evidente a resultante de um grande perigo para a pureza da religião católica;

“a segunda é a obrigação estrita do segredo indevassável, pelo qual se oculta tudo que se passa nas assembléias secretas;

“a terceira é o juramento pelo qual se comprometem a guardar inviolável segredo, como se fosse permitido a qualquer um apoiar-se numa promessa ou juramento com o fato de furtar-se a prestar declarações ao legitimo poder… ;

“a quarta é que tais sociedades são reconhecidamente contrárias às sanções civis e canônicas …;

“a quinta é que em muitos países as ditas sociedades e agremiações foram proscritas e eliminadas por leis de princípio seculares;

“a última enfim é que tais sociedades e agremiações por homens prudentes e honestos”.

Não é nosso objetivo, pelo menos hoje, discutir ou debater as seis razões apontadas acima, as quais serviram para os Papas Clemente XII em 1738 cominar a pena de excomunhão, e Bento XIV, em 1751, confirmá-la.
Não se iludam. Já se passaram 260 anos da condenação de Clemente XII, e a posição da Igreja de Roma não mudou nada com relação à maçonaria e aos católicos que são iniciados na ordem maçônica, como veremos adiante.

Além de considerar a maçonaria como uma seita, entre outras, conforme se constata na Constituição Apostólica Ecelesian, 13/9/1821, do Papa Pio VII, condenando especificamente a Carbonária, mas estabelecendo um laço de continuidade com os maçons do século XVIII condenados por – Clemente XII e Bento XIV. Ainda mais: O Papa Leão XII na Bula .”Quo Graiora”, 13/5/1825, considerou a maçonaria como uma sociedade – que tem como finalidade “maquinar (ou seja, conspirar) contra a Igreja e os legítimos poderes do Estado”, conforme se lê nos Estudos da CNBB n° 66, produzido pelo Padre Jesus Hortal.

Em 1917, quando foi promulgado o primeiro Código de Direito Canônico, manter-se a proibição dos católicos filiarem-se à Maçonaria. Lá estava bem clara a pena de excomunhão (cânon 2335). Passaram-se mais 57 anos, e, em 1974, a Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé (SCDF) enviou uma carta a algumas conferências Episcopais mantendo a pena do Cânon 2335 (excomunhão) para os que se inscreverem na ordem maçônica.

É muito importante a Declaração dos Bispos Alemães, publicadas em 12/5/1980, que conclui ” pela inconciabilidade, pelos seguintes motivos, entre outros:

“a maçonaria admite um conhecimento objetivo de Deus, no sentido pessoal do “teísmo”. O ´Grande Arquiteto do Universo´ é ´algo´ neutro, indefinido e aberto a qualquer interpretação;

a maçonaria apresenta aos seus membros uma exigência de totalidade, que reclama uma pertença a ela na vida e na morte, o que parece não deixar espaço para a igreja”.
Logo a seguir, uma declaração da SCDF, em 17/2/1981, confirmam e precisa:

“não foi modificada de algum modo a disciplina canônica, que permanece em todo o seu vigor”;

“NÃO FOI PORTANTO AB-ROGADA A EXCOMUNHÃO NEM AS OUTRAS PENAS CANÔNICAS PREVISTAS”.
A 26/11/1983 na véspera da entrada em vigor do novo Código de Direito Canônico, a Congregação para a Doutrina da Fé, agora sob a direção do Cardeal Ratzinger, reafirma:

“Permanece portanto imutável o parecer negativo da Igreja a respeito das associações maçônicas, pois seus princípios FORAM SEMPRE CONSIDERADOS INCONCILIÁVEIS COM A DOUTRINA DA IGREJA e por isso permanece proibida a inscrição nelas. Os fiéis que pertencem às associações maçônicas estão em estado de pecado grave e não podem aproximar-se da Sagrada Comunhão. O Sumo Pontífice João Paulo II, durante audiência concedida ao subscrito cardeal Prefeito, aprovou a presente declaração, e ordenou a sua publicação”.
Parece-nos sem sombra de qualquer dúvida, ser impossível para o católico uma dupla fidelidade eclesial e maçônica.

A linha 5 da CNBB, desde alguns anos vem realizando com a presença de bispos e sacerdotes, bem como um grupo de maçons convidados – nós comparecemos em quatro reuniões – cujo assunto principal era saber se a doutrina católica, era ou é compatível com a doutrina maçônica. Após inúmeras discussões, que duraram anos, os maçons não conseguiram obter nenhuma declaração favorável à maçonaria. Sempre esbarraram nos cânones do Vaticano, em vigor até hoje. Na última reunião, realizada no dia 13/10/l997, o tema conciabilidade entre maçonaria e igreja católica foi abandonado, e agendado: o simbolismo dos três primeiros graus, com interpretação católica e interpretação maçônica.

Por tudo o que já foi apresentado documentadamente, preferimos concordar com o Padre Jesus Hortal:

“Maçonaria e Igreja Católica são simplesmente inconciliáveis, com uma inconciabilidade que não depende de conjunturas históricas, nem de ações particulares, mas que é intrínseca à própria natureza de ambas as instituições”.

Autor: Renato Brenner Napoleão

fonte do artigo escrito: www.rainhamaria.com.br

Facebook cede às pressões dos abortistas

 

A plataforma cidadã Hazteoir.org (HO), criticou a rede social Facebook por ceder à pressão do grupo abortista holandês “Mulheres sobre as ondas” e repor uma imagem na qual se oferece instruções sobre como abortar durante as primeiras semanas de gestação.

 HO se referiu a uma imagem de perfil que dias atrás a diretora do grupo “Mulheres sobre as ondas”, Rebecca Gomperts, colocou em sua conta de Facebook e que incitava ao aborto, com instruções para terminar uma gravidez de até 9 semanas.

 Facebook apagou a imagem e notificou Gomperts que esta caracterizava uma violação aos seus termos de serviço. Entretanto, o grupo abortista procurou justificar-se alegando que a idéia da foto era que “difundir este procedimento (o aborto), é necessário para ajudar as mulheres a terminar sua gravidez de forma segura em países onde o aborto está proibido, como o caso do Chile”.

 HO indicou que “ante a pressão do lobby abortista”, a rede social deu marcha atrás e se desculpou com “Mulheres sobre as ondas”.

 “Nossa equipe revisa centenas de milhares de denúncias semanalmente e, como é previsível, ocasionalmente cometemos um engano eliminando conteúdos que não devíamos. Não há problema se você decide voltar a subir a imagem em questão”, indicou Facebook em uma mensagem publicada pela organização abortista.

A plataforma pró-vida assinalou que com esta desculpa Facebook “se rende ao negócio da morte”.

 “Mulheres sobre as ondas” é uma organização holandesa cujo objetivo é promover o aborto onde este não é legal. Para isto navegam nas costas dos países que não despenalizaram esta prática, recolhem mulheres grávidas e realizam abortos em águas internacionais para fugir das legislações locais.

 “Mulheres sobre as Ondas navega aos países onde o aborto é ilegal. (foto)Isto se faz por convite de organizações locais de mulheres. Com o uso do navio, é possível prover abortos médicos a tempo de maneira segura, profissional e legal”, afirma seu website.

 Além disso recorrem a Internet para difundir o aborto químico. Inclusive violando as leis de países onde o aborto não é legal, como o Peru, Equador, Chile e Brasil, ao proporcionar números telefônicos onde se explica como é possível abortar através de medicamentos.

Carta de um ex-homossexual aos jovens

Michael Glatze, americano, 35 anos, ex-diretor de uma importante revista LGBT dos E.U.A. e ex-homossexual, para a juventude:

A homossexualidade me veio fácil, pois eu já era fraco.

Minha mãe morreu quando eu tinha 19 anos. Meu pai morreu quando eu tinha 13. Bem novo, eu já estava confuso sobre quem eu era e como eu me sentia acerca dos outros.

Minha confusão sobre “desejo” e o fato de que eu percebia que me sentia “atraído” aos rapazes fez com que eu me colocasse na categoria “gay” com a idade de 14. Com 20 anos, saí do armário diante de todos ao redor de mim.

 Com 22, me tornei editor da primeira revista dirigida ao público gay jovem. Seu conteúdo fotográfico era quase pornográfico, mas eu imaginava que eu poderia usá-la como plataforma para coisas maiores e melhores.

Em seguida, nasceu a revista Young Gay America(América Gay Jovem). Seu objetivo era preencher a lacuna que a outra revista (para a qual eu havia trabalhado) havia criado — isto é, qualquer coisa não tão pornográfica, dirigida à população de americanos gays jovens. A revista Young Gay America decolou.

Os gays reagiram com alegria à revistaYoung Gay America, que recebeu prêmios, reconhecimento, respeitabilidade e grandes honras, inclusive o Prêmio Nacional Papel Modelo da grande organização gay Equality Forum (Fórum da Igualdade) — que foi dado ao Primeiro Ministro do Canadá Jean Chrétien um ano depois — e muitas oportunidades para aparecer nos meios de comunicação, do canal da TV pública até a capa da revista Time.

Produzi, com a assistência da TV pública e do Fórum Igualdade, o primeiro filme documentário a lidar com a questão do suicídio entre adolescentes gays, “Jim In Bold”, que viajou o mundo e foi premiado em muitos festivais.

Young Gay America criou uma exposição de fotos e estórias de jovens gays da América do Norte, que foi levada em viagem pela Europa, Canadá e partes dos Estados Unidos.

Young Gay America lançou a Revista YGA em 2004, para fingir ser um complemento puro para as revistas de bancas dirigidas aos jovens gays. Eu digo “fingir” porque a verdade era, YGA era tão prejudicial como todas as outras revistas do tipo no mercado, mas era mais “respeitada”, porque não era explicitamente pornográfica.

Levou quase 16 anos para eu descobrir que o homossexualismo em si não é exatamente uma “virtude”. Era difícil eu explicar meus sentimentos acerca da questão, considerando que minha vida estava muito envolvida no homossexualismo.

O homossexualismo, apresentado às mentes jovens, é por sua própria natureza pornográfico. Destrói mentes facilmente influenciáveis e confunde sua sexualidade em desenvolvimento, porém só vim a reconhecer isso quando eu tinha 30 anos.

A Revista YGA esgotou a venda da sua primeira edição em várias cidades da América do Norte. Havia apoio extremo, de todos os lado, para a Revista YGA; escolas, grupos de pais, bibliotecas, associações governamentais, todo o mundo parecia querer a revista. Atingiu em cheio a tendência de “aceitar e promover” o homossexualismo, e eu era considerado líder. Fui convidado para dar palestra no prestigioso Fórum JFK Jr. na Faculdade Kennedy de Governo da Universidade de Harvard em 2005.

Foi depois de ver minhas palavras numa fita de vídeo dessa atuação que comecei a ter dúvidas sérias quanto ao que eu estava fazendo com minha vida e influência.

Não conhecendo ninguém de quem eu poderia me aproximar com meus questionamentos e dúvidas, voltei-me para Deus. Desenvolvi um relacionamento crescente com Deus, graças a uma crise debilitante de dores intestinais provocadas pelas condutas em que eu estava envolvido.

Logo, comecei a entender coisas que eu jamais tinha sabido que poderiam ser reais, tais como ofato de que eu estava liderando um movimento de pecado e perversão, e minha descoberta não foi baseada em dogmas religiosos.

Cheguei a essa conclusão por mim mesmo.

 Ficou claro para mim, enquanto eu pensava sobre isso — e realmente orava sobre isso — que o homossexualismo nos impede de achar nossa verdadeira personalidade. Quando estamos na cegueira do homossexualismo, não conseguimos ver a verdade.

Cremos, sob a influência do homossexualismo, que a cobiça sexual não só é admissível, mas também que é uma virtude. Contudo, não existe nem um só desejo homossexual que seja desligado dessa cobiça sexual.

A fim de negar esse fato, eu havia lutado para apagar tal verdade custasse o que custasse. Eu me atirava às tentações da cobiça sexual e outras condutas usando as muitas desculpas populares que alegam que não somos responsáveis pelo que fazemos, mas somos vítimas de situações, ou nascemos assim, etc. Eu tinha plena convicção — graças ao clima social e aos líderes mundiais — de que eu estava fazendo a coisa certa.

Movido a buscar a verdade, pelo fato de que nada me fazia sentir bem, busquei dentro de mim mesmo.

O que eu descobri — o que aprendi — sobre o homossexualismo é estupendo. Minha “descoberta” inicial dos desejos homossexuais ocorreu no colégio, quando reparei que eu olhava para os outros rapazes. Minha cura ocorreu quando ficou decididamente claro que eu deveria — a fim de não arriscar prejudicar mais pessoas — prestar atenção a mim mesmo.

Toda vez que sentia a tentação de cobiçar outros homens, eu pegava a tentação e lidava com ela. Eu a chamava pelo seu nome, e então simplesmente a deixava sumir por si mesma. Existe uma diferença imensa e vital entre admiração artificial — de nós mesmos ou de outros — e admiração total. Ao nos amar completamente, não mais precisamos de nada do mundo “de fora” com seus desejos e cobiças sexuais, reconhecimento dos outros ou satisfação física. Nossos impulsos se tornam intrínsecos à nossa própria essência, sem os impedimentos provocados por nossas distrações obsessivas.

O homossexualismo permite que evitemos nos aprofundar em nós mesmos. Ficamos na superficialidade e atrações inspiradas por cobiças sexuais — pelo menos, enquanto a lei “aceita” o homossexualismo. Como conseqüência, um número grande de homossexuais não consegue achar sua personalidade mais real, sua personalidade em Cristo que é presente de Deus.

O homossexualismo, para mim, começou aos 13 anos e terminou logo que eu me isolei das influências externas e me concentrei intensamente na verdade interna — quando eu descobri, com a idade de 30, as profundezas da personalidade que Deus me deu.

Muitos que se encontram aprisionados ao homossexualismo ou a outras condutas lascivas vêem Deus como inimigo, pois Ele os faz lembrar quem e o que eles foram realmente criados para ser. Gente apanhada no ato de seu pecado preferiria permanecer numa “ignorância feliz” e silenciar a verdade e os que a falam, por meio de antagonismo, condenação e aplicando-lhes termos como “racista”, “insensível”, “perverso” e “discriminador”.

Não é fácil se curar das feridas que a homossexualidade provoca — obviamente, há pouco apoio para quem busca ajuda. O pouco de apoio que existe é debochado, ridicularizado e silenciado pela retórica ou criminalizado pela deturpação das leis. A fim de achar apoio, tive de investigar meu próprio estado de vergonha e as vozes “condenadoras” de todos os que eu havia conhecido. Parte da agenda homossexual é fazer com que as pessoas achem que nem vale a pena pensar em conversão — e muito menos pensar que a conversão funciona.

Em minha experiência, “sair do armário” da influência da mentalidade homossexual foi a coisa mais libertadora, bela e estupenda que já experimentei na minha vida inteira.

A cobiça sexual nos tira de nosso corpo, “ligando” nossa mente à forma física de outra pessoa. É por isso que jamais dá para se satisfazer o sexo homossexual — e todas as outras relações sexuais com base na cobiça sexual: É uma rotina de obsessão, não tendo nada de natural e normal. Normal é normal — e se chama normal por uma boa razão.

Anormal significa “aquilo que nos machuca, machuca o que é normal”. A homossexualidade nos tira de nosso estado normal, de nosso estado de união perfeita em todas as coisas, e nos divide, fazendo com que fiquemos eternamente obcecados por um objeto físico externo que jamais conseguimos possuir. Os indivíduos homossexuais — como todas as pessoas — anseiam o verdadeiro amor imaginário, que realmente não existe. O problema com o homossexualismo é que o verdadeiro amor só chega quando não há nada nos impedindo de deixá-lo brilhar do nosso interior. Não conseguimos ser nós mesmos quando nossas mentes estão presas num ciclo de mentalidade grupal de cobiça sexual sancionada, protegida e celebrada.

Deus me visitou quando eu estava confuso e perdido, sozinho, com medo e angustiado. Ele me disse — por meio da oração — que eu não tinha absolutamente nada a temer, e que eu estava “em casa”; tudo o que eu precisava era fazer uma limpeza geral em minha mente.

Creio que todas as pessoas, intrinsecamente, conhecem a verdade. Creio que é por isso que o Cristianismo deixa as pessoas tão assustadas — por fazê-las lembrar de sua consciência, que todos possuímos.

A consciência nos ajuda a fazer uma diferença entre certo e errado e é uma orientadora por meio da qual podemos crescer e nos tornar seres humanos mais fortes e livres. Ser curado do pecado e da ignorância é sempre possível, mas a primeira coisa que alguém deve fazer é sair das mentalidades que dividem e conquistam nossa essência humana.

Dá para se achar a verdade sexual, contanto que estejamos dispostos e motivados a aceitar que a sociedade em que vivemos permite condutas que prejudicam a vida. Não se deve deixar que o sentimento de culpa seja desculpa para evitar as perguntas difíceis.

O homossexualismo roubou quase 16 anos da minha vida e os comprometeu com uma mentira ou outra, perpetuada por meio dos meios de comunicação nacionais dirigidos às crianças. Nos países europeus, o homossexualismo é considerado tão normal que as crianças do primeiro grau estão recebendo livros sobre crianças “gays” como leitura obrigatória nas escolas públicas.

A Polônia, um país que conhece muito bem a experiência da destruição de seu próprio povo por forças externas, está corajosamente tentando impedir a União Européia de doutrinar suas crianças com a propaganda homossexual. Em resposta, a União Européia chamou o primeiro ministro da Polônia de “repugnante”.

Por muito tempo, eu era repugnante. Eu ainda lido com toda a culpa que sinto por esse estilo de vida.

Como um dos líderes do movimento homossexual nos Estados Unidos, tive a oportunidade de me dirigir ao público muitas vezes. Se eu pudesse desfazer algumas das coisas que eu disse, eu desfaria.

Agora sei que a homossexualidade tem tudo a ver com a cobiça sexual e a pornografia. É um pacote completo. Por isso, jamais deixarei que alguém tente me convencer do contrário, não importa que suas estórias sejam doces ou tristes. Tenho experiência própria. Conheço a verdade.

Deus nos deu a verdade por um motivo. A verdade existe para que possamos ser nós mesmos. Existe para que possamos ter parte na nossa própria personalidade individual no mundo, para aperfeiçoar o mundo. Isso não é trama irreal ou ideal estranho — isso é a Verdade.

A nossa cura dos pecados do mundo não acontecerá num instante. Mas acontecerá — se não deixarmos que o orgulho a bloqueie. E, caso você não saiba, no final quem vence é Deus.

Postado em: http://carloslopesshalom.wordpress.com/

“Ninguém nasce homossexual”, afirmam cientistas

Sabemos que basta um caso de mudança de orientação sexual para provar que os homossexuais não são prisioneiros inevitáveis desse estilo de vida, e que a orientação sexual não é uma característica imutável, como a raça. Como diz o ditado, é impossível encontrar um ex-negro, mas agora se constatou que não é impossível encontrar um ex-homossexual.

Na verdade, há um monte deles por aí.

A pesquisa provando que é possível um homossexual corrigir sua situação foi publicada em uma revista científica. Tendo sido conferida pelos próprios interessados, isso invalida uma velhaca e irritante objeção alardeada pelo conluio de desviados sexuais.

Stanton L. Jones e Mark A. Yarhouse publicaram no Journal of Sex and Marital Therapy um estudo estatístico sobre mudança de orientação sexual por meios religiosos (Vol. 37, páginas 404-427). Apesar de os ativistas homossexuais insistirem em que a mudança de orientação é impossível, e que a tentativa de alteração é prejudicial, estes pesquisadores descobriram que de fato o oposto é que é verdadeiro.

No passado, a Associação Americana de Psicologia (APA) enfiou os dedos nos próprios ouvidos, e estupidamente entoou: “A homossexualidade não pode ser mudada – os riscos potenciais da terapia reparadora são grandes, incluindo depressão, ansiedade e comportamento autodestrutivo”.

Mas ela está absolutamente errada.

Jones e Yarhouse acompanharam durante 6 a 7 anos 61 indivíduos que completaram o trabalho de terapia reparadora com a Exodus International. Desses 61 homens e mulheres, 53% tiveram resultados bem sucedidos. Vinte e três por cento conseguiram uma conversão bem sucedida para a heterossexualidade, tanto na orientação como na funcionalidade, enquanto outros 30% alcançaram castidade comportamental bem como substancial “des-identificação” com a orientação homossexual (vinte por cento abandonaram o processo e aderiram totalmente à identidade homossexual).

Quanto a ser prejudicial o próprio tratamento, na média o sofrimento psicológico não aumentou, e para muitos houve melhorias significativas.

Os autores têm o cuidado de advertir contra projeções exageradas com base em suas pesquisas, mas evidentemente suas descobertas são uma dramática recusa para o estribilho de que a mudança é impossível, e que a própria tentativa de mudança é prejudicial.

Os autores ressaltam algumas atitudes a tomar. Uma delas é que, sendo a mudança de orientação sexual claramente possível, a decisão de pessoas que procuram mudá-la deve ser respeitada e sustentada.

Quais as probabilidades de ser confrontado pela comunidade homossexual com algo assim: “Já tomei minha decisão, não me confunda com os fatos”? A probabilidade está entre mínima e nenhuma, pois a esquerda é profundamente anti-científica, e sua reação a essas descobertas será previsivelmente anti-científica.

Da mesma forma, se os defensores do homossexualismo fossem honestos e acatassem os resultados da pesquisa científica, deixariam agora de invalidar a terapia corretora para pessoas interessadas em corrigir de orientação sexual. Infelizmente, o compromisso cego, irracional e emocional deles com a própria agenda torna isso impossível, exceto para os poucos dentre eles que não são preconceituosos.

Um desses poucos não preconceituosos é Nicholas Cummings, ex-presidente da American Psychological Association. Quando os pesquisadores publicaram seus resultados preliminares no livro “Ex-gays?”, Cummings afirmou: “Este estudo abriu novos caminhos [...] e abre novos horizontes para a investigação. [...] Esperei mais de trinta anos por este estudo refrescante, penetrante”. Em seguida passou a referir-se ao livro como “leitura obrigatória” para os terapeutas, conselheiros e psicólogos acadêmicos.

Essas descobertas refletem o que afirmou, em 2003, o psiquiatra Dr. Robert Spitzer, de Columbia, depois de estudar 200 ex-homossexuais que obtiveram algum grau de mudança: “As alterações que se seguiram à terapia reparadora não se limitaram ao comportamento sexual e ao reconhecimento da própria orientação sexual. Abrangeram atração sexual, excitação, fantasia, desejo, como também o sentir-se incomodado por sentimentos homossexuais. São mudanças que abrangem os principais aspectos da orientação sexual”.

Estas observações do Dr. Spitzer são particularmente importantes, pois foi ele quem liderou a campanha política que em 1973 retirou a homossexualidade da lista oficial de transtornos mentais da Associação Americana de Psiquiatria. A APA vai ter que atualizar seu website, pois contém esta declaração cientificamente incorreta: “Até esta data, não houve nenhuma pesquisa científica adequada para demonstrar que a terapia que visa mudar a orientação sexual [...] é segura ou eficaz”.

Bem, agora existe a “pesquisa cientificamente adequada” para mostrar que a mudança é possível. Será que a APA vai afinal entrar no século 21 e admitir isso? Não alimente grandes esperanças.

O próprio procurador-geral, Eric Holder, está confinado na mentalidade depressiva e anti-ciência dos fundamentalistas, pois sustentou em fevereiro acreditar que “a orientação sexual é uma característica imutável”. Parece que precisamos de um novo procurador-geral.

Última linha: A mudança de orientação sexual é possível, e este estudo é a prova. Deixemos para trás a insensatez biológica e psicológica de que homossexuais “nascem assim”, e que nada se pode fazer sobre isso. Tanto a Sagrada

Escritura quanto a investigação científica dizem algo muito diferente.

***
Por Bryan Fischer

Traduzido de: http://www.renewamerica.com/columns/fischer/111027

Fonte: ttp://www.paraclitus.com.br

Ravasi: um cardeal cibernético

Ravasi, ministro da Cultura do Vaticano, usa redes sociais, abriu um blog, fala com o administrador do Google e explica por que a Igreja deve ir para rede. A reportagem é de Marco Ansaldo, publicada no jornal La Repubblica A tradução é de Moisés Sbardelotto.

 “O homem é o único animal capaz de corar. Mas também é o único que precisa disso (Mark Twain)”. “Cair não é perigoso, nem é desonroso. Mas não se levantar é as duas coisas (Konrad Adenauer)”. O comentário de um dos seus 4.419 seguidores: “Se todos seguissem @CardRavasi ninguém pediria que a Igreja pagasse o ICI [imposto municipal sobre os imóveis]“. Uma piada, obviamente, mas que dá conta da popularidade de um cardeal agora ativo também no Twitter. Um cardeal que estreou na rede com um blog pessoal, que colabora com jornais “seculares” online, que vai à TV, que escreve todos os dias a coluna Mattinale do jornal dos bispos Avvenire, que participa em conferências que vão desde a mídia à música contemporânea, que organiza encontros inéditos no Vaticano para blogueiros jovens. Ele defende que chegou a hora da Internet. Ele também viaja o mundo com a sua iniciativa do “Atrio dos Gentios”, que se abriu aos seculares e até mesmo aos ateus.

Quem está fazendo isso não é um herege revolucionário, mas sim o presidente do Conselho Pontifício para a Cultura do Vaticano, Sua Eminência Reverendíssima o cardeal Gianfranco Ravasi. Papável, segundo muitos observadores. O cardeal midiático, de 69 anos, por outro lado, é um vulcão de projetos, e, ouvindo a sua secretária pessoal, ele já tem uma agenda cheia de compromissos para 2012. “Não há nada a fazer – abre os braços, sorrindo, Mons. Pasquale Iacobone, responsável pelo Departamento de Arte e Fé do Pontifício Conselho –, ele é um milanês”. E, nas palavras do principal colaborador do purpurado, lê-se: ele é um grande trabalhador, um obstinado, que não desiste nunca. Com um forte senso de tradição, mas ao mesmo tempo um inovador. Presente hoje no fronte da comunicação como nenhum outro na hierarquia eclesiástica. Os seus tuítes vão de citações cultas (os Evangelhos, as cartas de São Paulo, os grandes escritores) a anúncios sobre os eventos que não se pode perder, até os seus encontros, da Cáritas ao CEO do Google. Grande biblista, teólogo, hebraísta e arqueólogo: todas atividades que, nas sábias mãos de Ravasi, não ficam empoeiradas e inacessíveis, mas adquirem sabor e vigor novos, transformadas em impulsos de ação e de reflexão. Sua Eminência escreve em um dos últimos posts do blog, intitulado Zitti! [Calados]: “É difícil viver com os homens, porque é muito difícil fazer com que fiquem em silêncio. Depois de uma viagem de trem de algumas horas é difícil não dar razão ao pessimismo que marca essa consideração de Nietzsche. (…) Às vezes, vem o desejo de que se cumpra o anúncio do livro do Apocalipse: ‘Fez-se silêncio no céu por cerca de meia hora’ (8, 1). É como se ressoasse sobre o planeta um poderoso ‘Calados!’”. “Ainda há um longo caminho a ser feito – explica o cardeal –, mas agora é o momento de estar na Internet. Existe um espaço que deve ser preenchido, depois do divórcio entre a linguagem dos sacerdotes e a dos fiéis da Igreja. A Igreja tem à sua frente um problema duplo. De um lado, deve conseguir encontrar uma nova abordagem. De outro, fazer com que a nova linguagem não desgaste o conteúdo: há grandes muito valores que, se reduzidos em um formato muito frio, correm o risco de desaparecer. Eis o complicado desafio: a alma deve entrar em um pequeno formato – e Ravasi parece se referir aos SMS – mesmo sendo infinita”.

E os blogs, então, Eminência? Não há medo no Vaticano dessa onda? “Quem que segue esse fronte – responde o alto prelado, que em maio passado organizou um encontro para os blogueiros no auditório São Pio X – sabe que pode ser um campo muito perigoso, porque é fácil que uma frase, mesmo que mínima, possa ter a força de uma ofensa. Mas não podemos nos isentar. Devemos olhar para todo o complexo da informação. E então como podemos ignorar os blogueiros? Os blogs são sujeitos fundamentais da comunicação, mesmo que o seu modo de se relacionar seja diferente com relação a quem, como eu, ainda escreve cartas à mão”.

De fato, Ravasi é um homem capaz de conjugar instrumentos nascidos há pouco com meios amplamente consolidados. Sua Eminência insiste na necessidade de informação. “Este mundo, que às vezes parece um emaranhado de absurdos, é, no entanto, o nosso mundo. E a leitura do jornal – continua, citando Hegel – é a oração da manhã do homem moderno. É preciso ler os jornais. E é um atitude esnobe aquela de quem diz que nunca lê os jornais, ou melhor, nem sequer os olha: uma atitude equivocada. O próprio fiel, de manhã, deve ter a Bíblia e o jornal, no qual verifica, mede, cruza a sua existência”. O seu compromisso se estende assim dos tuítes aos blogs, a partir dos artigos para a Internet às comunicações mais tradicionais. Como os programas religiosos no Canale 5, ou os livros (as suas reflexões no Avvenire foram recém-publicadas pela Ed. Mondadori com o título Le parole del mattino), ou as conferências internacionais para o“Átrio dos Gentios”. Um projeto que remete ao espaço do antigo Templo de Jerusalém. Um lugar que se tornou academia de diálogo, com intelectuais de diferentes origens. E que, de Madri, Paris e Florença, está se espalhando para Bucareste, Tirana, Estocolmo, Chicago.

O cardeal Dionigi Tettamanzi, pouco antes de deixar para Angelo Scola a diocese de Milão, se dirigiu assim a uma catedral lotada: “Muitos dentre os presentes encontraram em ti um autêntico mestre da Palavra”. Não há dúvida de que, com sua prosa pacata, Ravasi tem a capacidade dos grandes divulgadores de tornar fácil e comestível aquilo que é difícil e complexo. Ele representa o mais alto exemplo de uma reviravolta na Igreja, como destacou recentemente Eugenio Scalfari no jornal L’Espresso, “do diálogo através do qual se convence o interlocutor ou do qual se está convencido, sem preconceitos”. Ravasi observa que, “nos últimos anos, houve uma mudança antropológica”. Mc Luhan, explica, “ensinou-nos que os meios de comunicação tornaram-se a nossa prótese. E essa atmosfera tão permeante atravessa a todos, até mesmo aqueles que se obstinam a não TV em casa ou o computador. A Igreja também está envolvida. Devemos adaptar o diálogo, atualizando-nos. Giovanni Battista Montini, o futuro Paulo VI, dizia em 1950 ao filósofo Jean Guitton: ‘É preciso ser antigo e moderno. De que serve dizer a verdade, se os nossos contemporâneos não nos entendem?”

Mais um ano, renasce a esperança!

Sim, já estamos em pleno ano 2012! No mínimo, um ano curioso, pois se difundiu mundo afora que é o ano do fim do mundo. Há alguns que acreditam que até 21 de dezembro, o mundo vai acabar. Falam isso por causa de uma certa teoria de que os maias profetizavam o fim do mundo para 2012. Essa ideia já foi refutada por vários pesquisadores que afirmam que nos escritos maias existem menções a acontecimentos após o ano de 2012, o que prova que não há profecia sobre o fim do mundo para este ano. A teoria ganhou mais força ainda após o lançamento do filme 2012. Além disso, alguns aproveitam o clima para lançar na internet supostas aparições e mensagens celestes afirmando que em fevereiro de 2012 aparecerá o anti-Cristo e que ele reinará até pelos meses de novembro.

No entanto, para nós cristãos, católicos, conservadores, o mais importante para o início do ano é renovar as esperanças, as pequenas esperanças que o Papa Bento XVI cita em sua Carta Encíclica Spe Salvi: esperança de um mundo melhor, de pessoas melhores e sobretudo de sermos mais santos, a fim de que um dia nossa grande esperança – a esperança da visão beatífica de Deus – se realize, aí então poderemos ver Deus face a face.

Feliz ano novo para todos! Vamos em frente que temos muito trabalho a favor da  fé, da vida, da verdade, da liberdade e da família! Avante!

A esquerda católica e os conservadores

Artigo escrito por Leonardo Bruno no site MSM.  

Título original: O fetiche da batina

Uma questão bastante incômoda, pela inércia ou mesmo quietismo entre os católicos, é a incapacidade de denunciar a infiltração maciça dos esquerdistas e comunistas na Igreja Católica e na CNBB. E pior, ninguém, nem mesmo alguns autonomeados conservadores (pelo menos eles se identificam como tais), possuem a coragem para se confrontar com a realidade cristalina de um clero decadente e comprometido com as causas petistas, como o aborto, o “casamento” gay, a campanha anti-“homofobia”, o desarmamento civil, o MST e outras bandeiras vermelhas. Com exceção da TFP e de alguns grupos tradicionalistas autênticos, a espiral do silêncio domina o espírito da Igreja.

Ao que parece, os católicos brasileiros atuantes sofrem de uma curiosa síndrome, o fetiche da batina. Não interessa se o padre é comunista, gayzista, pedófilo, homossexual, apologeta do MST ou eleitor do PT. Basta que o sacripanta tenha uma batina e os fiéis entram numa confusão mental entre o hábito e a autoridade moral do monge. É como se a formalidade e a aparência superassem a própria essência do sacerdócio, que é a autoridade moral implicada no sacramento, nas ações e no caráter de quem é ordenado.  

 

Imaginemos que o nosso país fosse a Rússia, se tornasse realmente comunista e todas as esferas da sociedade civil fossem pulverizadas por um sistema totalitário. Alguém comungaria com um padre de alguma KGB da vida, para ouvir nossas confissões ou ministrar a missa? Se a confissão católica fosse escutada por algum membro da polícia política, não sobraria um católico livre para contar a história. No entanto, bestializados, alguns católicos, ainda que conscientes da realidade, reverenciam a batina fake do petismo clerical. Reverenciam seus próprios algozes, pela ficção de parecerem amigos.

Aliás, é interessante escutar as falácias de alguns ditos “conservadores”: eles dizem que não adianta nada criticar a CNBB. Alguns propõem rezar para que a Igreja se recupere. Outros se acovardam, com medo cego das batinas dos padres e bispos. E os demais justificam a reverência tosca do sacerdócio, como se este fosse um fim em si mesmo, para se eximirem de defender a doutrina católica e a Santa Madre Igreja.

A esquerda católica, porém, não mede esforços em destruir a ortodoxia, os conservadores e espalhar a mentira, a heresia e a apostasia. Não poupa nem mesmo o papa e o Vaticano. O “papa”, por assim dizer, da esquerda católica e da CNBB, é o PT, é o comunismo internacional. Ou quem sabe, Lula é o seu Messias e Salvador. Para padres e bispos esquerdistas, a igreja é tão somente um instrumento útil e dócil do Partido-Estado auto-divinizado.

É obrigação moral de qualquer católico sério exigir a compostura dos padres. Nenhuma batina deve dar imunidade, permitindo que alguns membros do clero corrompam a Igreja. Nenhum padre ou bispo pode justificar quaisquer alianças com os inimigos da Igreja, sem estar sob o preço de traí-la e de não merecer o menor respeito dos seus próprios fiéis. Na verdade, deveriam rasgar as vestes desses padres e bispos vermelhos, pois eles podem o ser em aparência, mas não o são em espírito. São indignos do sacerdócio pelo qual foram investidos. São os santos do pau oco. Estão longe de serem vigários de Cristo. No máximo, são vigaristas.

Por que os bispos da CNBB se sentaram para conversar com Marta Suplicy, já que esta se declara inimiga dos cristãos e quer impor atribulações e perseguições aos católicos? Por que se rebaixam tanto? Com certeza ela teve esse espaço entre o clero, menos pelo amor evangélico aos inimigos do que pela traição de Judas contra Nosso Senhor Jesus Cristo.

O clero da CNBB é como um pastor que joga o seu rebanho de ovelhas aos lobos. Com a lei anti-“homofobia” e demais políticas da esquerda, os fiéis católicos sinceros serão jogados aos leões. Com as bênçãos dos bispos e padres de passeata. 

Dica para viver um bom ano de 2012

 

Nossa língua deveria ser utilizada somente para rezar, nosso coração para amar, nossos olhos para chorar.

São João Maria Vianney

A Bíblia e os gays

O artigo abaixo escrito por “Frei” Betto revela a grande ignorância deste “teólogo” da libertação em relação ao homossexualismo e à Bíblia.

Primeiro, ele afirma que ninguém escolhe ser homo ou hetero, mas a pessoa nasce assim (ideia refutada por vários psiquiatras, como exemplo cito Van Ardweeg – psiquiatra holandês que trata pessoas com problemas na identificação sexual. Segundo o psiquiatra, o homossexualismo se desenvolve devido ao ambiente).

Depois, ele alega o grande número de homossexuais mortos no Brasil por causa da discriminação. Fato que não é sempre comprovado, porque as causas da morte de um homossexual nem sempre são por causa de discriminação, mas por envolvimento com drogas, relacionamentos conturbados, brigas, etc. Falar que toda morte de um homossexual é por discriminação é uma ignorância tremenda!

Além  destas afirmações errôneas, o autor ainda usa a Palavra de Deus para defender o que é indefensável: para ele, se o amor vem de Deus, porque ignorar o amor entre pessoas do mesmo sexo? Ora, se esse raciocínio estivesse correto, afirmar “eu matei fulano de tal porque a amo” seria plenamente aceitável, visto que o que motivou um indivíduo ao homicídio é o amor. O amor que leva a matar teve origem em Deus? Não seria uma forma errada de amar? Podemos concluir que o amor entre pessoas do mesmo sexo é uma forma errada de amar. O amor dado ou recebido por qualquer ser humano é algo legítimo e bom, mas o suposto amor entre pessoas do mesmo sexo é uma forma não acertada de dar e de receber amor. Não seria talvez um egoísmo?

Por fim, vale lembrar que todo teólogo deve ter uma hermenêutica de interpretação da Bíblia segundo o magistério da Igreja e a Igreja sempre viu que a prática homossexual é algo que desvirtua o caráter do ser humano, fecha o ser humano à vida e procriação e peca gravemente contra o 6º mandamento. Ou seja, este “teólogo” nã está em sintonia com o ensino tradicional da Igreja em 2000 anos, portanto não merece ser ouvido por aqueles que são católicos. Ele é um herege!

 

É no mínimo surpreendente constatar as pressões sobre o Senado para evitar a lei que criminaliza a homofobia. Sofrem de amnésia os que insistem em segregar, discriminar, satanizar e condenar os casais homoafetivos. No tempo de Jesus, os segregados eram os pagãos, os doentes, os que exerciam determinadas atividades profissionais, como açougueiros e fiscais de renda. Com todos esses Jesus teve uma atitude inclusiva. Mais tarde, vitimizaram indígenas, negros, hereges e judeus. Hoje, homossexuais, muçulmanos e migrantes pobres (incluídas as “pessoas diferenciadas”…).

Relações entre pessoas do mesmo sexo ainda são ilegais em mais de 80 nações. Em alguns países islâmicos elas são punidas com castigos físicos ou pena de morte (Arábia Saudita, Irã, Emirados Árabes Unidos, Iêmen, Nigéria etc). No 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, em 2008, 27 países-membros da União Europeia assinaram resolução à ONU pela “despenalização universal da homossexualidade”.

A Igreja Católica deu um pequeno passo adiante ao incluir no seu catecismo a exigência de se evitar qualquer discriminação a homossexuais. No entanto, silenciam as autoridades eclesiásticas quando se trata de se pronunciar contra a homofobia. E, no entanto, se escutou sua discordância à decisão do STF ao aprovar o direito de união civil dos homoafetivos.

Ninguém escolhe ser homo ou heterossexual. A pessoa nasce assim. E, à luz do Evangelho, a Igreja não tem o direito de encarar ninguém como homo ou hetero, e sim como filho de Deus, chamado à comunhão com Ele e com o próximo, destinatário da graça divina.

São alarmantes os índices de agressões e assassinatos de homossexuais no Brasil. A urgência de uma lei contra a violência simbólica, que instaura procedimento social e fomenta a cultura da satanização.

A Igreja Católica já não condena homossexuais, mas impede que eles manifestem o seu amor por pessoas do mesmo sexo. Ora, todo amor não decorre de Deus? Não diz a Carta de João (I,7) que “quem ama conhece a Deus” (observe que João não diz que quem conhece a Deus ama…).

Por que fingir ignorar que o amor exige união e querer que essa união permaneça à margem da lei? No matrimônio são os noivos os verdadeiros ministros. E não o padre, como muitos imaginam. Pode a teologia negar a essencial sacramentalidade da união de duas pessoas que se amam, ainda que do mesmo sexo?

Ora, direis, ouvir a Bíblia! Sim, no contexto patriarcal em que foi escrita seria estranho aprovar o homossexualismo. Mas muitas passagens o subtendem, como o amor entre Davi por Jônatas (I Samuel 18), o centurião romano interessado na cura de seu servo (Lucas 7) e os “eunucos de nascença” (Mateus 19). E a tomar a Bíblia literalmente, teríamos que passar ao fio da espada todos que professam crenças diferentes da nossa e odiar pai e mãe para verdadeiramente seguir a Jesus.

Há que passar da hermenêutica singularizadora para a hermenêutica pluralizadora. Ontem, a Igreja Católica acusava os judeus de assassinos de Jesus; condenava ao limbo crianças mortas sem batismo; considerava legítima a escravidão;e censurava o empréstimo a juros. Por que excluir casais homoafetivos de direitos civis e religiosos?

Pecado é aceitar os mecanismos de exclusão e selecionar seres humanos por fatores biológicos, raciais, étnicos ou sexuais. Todos são filhos amados por Deus. Todos têm como vocação essencial amar e ser amados. A lei é feita para a pessoa, insiste Jesus, e não a pessoa para a lei.

Eventos mundiais que repercutirão em 2012

A comemoração do 50.º aniversário da abertura do Concílio Vaticano II com um ‘Ano da Fé’ e a realização de um Sínodo dos Bispos sobre a ‘Nova Evangelização’ são pontos centrais da agenda católica mundial para 2012.

Para o teólogo João Duque, presidente do Centro Regional de Braga da Universidade Católica Portuguesa (UCP), considera que estes são momentos que podem promover uma “redescoberta da identidade”.

“Penso que estes 50 anos de distância nos permitirão uma reflexão que conduza o Concílio aos seus núcleos fundamentais e permita compreender quais os seus contributos para a profunda transformação da Igreja, no permanente caminho de aproximação à sua identidade e aproximação ao mundo, para o qual existe”, sublinha o especialista, em texto publicado no semanário Agência ECCLESIA.

“Nessa redescoberta, considero fundamental a orientação da fé, pois é nela que se encontra a base da correta ou incorreta realização do que pretendeu o Concílio”, acrescenta.

Bento XVI anunciou, em outubro deste ano, a convocação de um ‘Ano da Fé’ entre outubro de 2012 e novembro de 2013, para assinalar os 50 anos da abertura do Concílio Vaticano II (1962-1965).

Na carta apostólica ‘A porta da fé’, o Papa explica os objetivos da iniciativa: “Pareceu-me que fazer coincidir o início do ano da fé com o cinquentenário da abertura do Concílio Vaticano II poderia ser uma ocasião propícia para compreender que os textos deixados em herança pelos padres conciliares”.

Também em 2012, de 7 a 28 de outubro, vai ter lugar a 13ª Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, dedicada ao tema “A nova evangelização para a transmissão da fé cristã”.

O texto preparatório desta reunião magna destaca que, desde o Concílio Vaticano II até hoje, “a nova evangelização se propôs, cada vez mais com maior lucidez, como o instrumento” para enfrentar “com os desafios de um mundo em acelerada transformação”.

Elias Couto, editor da revista digital ‘Cristo e a Cidade’  e colaborador habitual da Agência ECCLESIA, sublinha a “crise da fé”, na Europa, e diz que “a criação do Conselho Pontifício para a Nova Evangelização, por Bento XVI”, juntamente com a realização do próximo Sínodo, representam “uma tentativa de «forçar» o andamento”, dada a “urgência da situação”.

“Não se trata de uma estratégia, mas do regresso à originalidade da fé e à capacidade de síntese que fez das primeiras Igrejas poderosos focos geradores de cultura, uma cultura nova que reinventou o mundo antigo”, assinala,acrescentando que “a nova evangelização é um dever da Igreja face à antiga Europa cristã”.

Ainda no novo ano, Bento XVI vai deslocar-se pela primeira vez ao México e Cuba, acontecimento que para o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, será um dos “momentos-chave dos próximos meses”

Novo Código Penal pode vir a favorecer a causa abortista

Edson Carlos de Oliveira

Segundo informa o Painel da Folha de São Paulo (26/12/2011), o anteprojeto de reforma do Código Penal pretende uma “abertura na legislação sobre o aborto, para ampliar o leque de situações em que a interrupção da gravidez é permitida”.

“Não teremos nenhum tabu. Vamos enfrentar todos os temas”, afirma o ministro do STJ, Gilson Dipp, presidente da comissão de juristas criada pelo senado para redigir o anteprojeto.

Atualmente, o artigo 128 do Código Penal considera como crime toda forma de aborto consentido, mas suspende a pena quando a gravidez é resultante de estupro, ou quando configura risco de vida para a mãe.

Já essa suspensão do cumprimento da pena é algo moralmente inaceitável. Acrescente-se que a mídia se aproveita disso para alimentar na sociedade a ideia de que é “aceitável” a prática de um crime contra o nascituro nessas condições. E os ativistas pró-aborto interpretam tendenciosamente essa concessão jurídica não como uma “não punição”, mas como um “direito” à prática daquilo que eles chamam de “aborto legal”.

Descriminalizar o aborto em alguns casos ou aumentar as hipóteses em que a pena do aborto não é aplicada favorecerá ainda mais o assassinato de inocentes.

 

Fonte: http://www.ipco.org.br

Cientistas italianos confirmam autenticidade do Santo Sudário.

Cientistas italianos fizeram uma série de experimentos avançados que confirmaram que as marcas encontradas no Sudário de Turim ou Santo Sudário, presumivelmente deixado pelo corpo de Cristo, não podem ter sido forjadas com a tecnologia que estava disponível naquele tempo, informou o  ”The Telegraph” da Inglaterra.

A pesquisa chegou como um presente de Natal para os crentes do sudário. Entretanto, um outro grupo têm sustentado que o sudário é uma falsificação medieval, e testes de radiocarbono realizadas por laboratórios em Oxford, Zurique e Arizona, em 1988, apontaram que ele teria sido feito entre os anos 1260-1390.

No entanto, estes testes foram por sua vez, contestados, com a alegação de que eles foram influenciados pela contaminação das fibras do tecido usado para reparar a relíquia quando foi danificado por um incêndio na Idade Média.

“A imagem dupla (frente e verso) de um homem açoitado e crucificado, pouco visível na pano de linho do Sudário de Turim, tem muitas características físicas e químicas …é impossível de obter em um laboratório “, afirmaram os  especialistas da Agência Nacional de Novas Tecnologias, Energia e Desenvolvimento Econômico Sustentável Italiano (ENEA).

“Os cientistas identificaram os processos físicos e químicos capazes de gerar uma cor semelhante à imagem do Sudário. Eles concluíram que o tom exato, textura e profundidade das pegadas no tecido pode ser produzido apenas com a ajuda de laser ultravioleta, uma tecnologia que não estava claramente disponíveis nos tempos medievais” afirma em nota a agencia.

O Professor Paolo Di Lazzaro, líder da equipe, disse: “Esperamos que nossos achados podem abrir um debate filosófico e teológico, mas vamos deixar as conclusões dos peritos, e, finalmente, à consciência dos indivíduos.”
A conclusão é que as marcas não foram feitas com tintas, pigmentos ou corantes e a imagem não era “o produto de um artista”, mas ao mesmo tempo não poderia ser explicado pela ciência moderna.

“Não há substância química conhecida ou métodos físicos que podem ser responsáveis por toda a imagem, ou qualquer combinação de condições físicas, químicas, biológicas ou médicas para explicar a imagem certa.”

FONTE: Noticias Cristiana

Natal e humildade

Excerto da homilia do Santo Padre por ocasião da missa de Natal de 2011:

Hoje, quem entra na igreja da Natividade de Jesus em Belém dá-se conta de que o portal de outrora com cinco metros e meio de altura, por onde entravam no edifício os imperadores e os califas, foi em grande parte tapado, tendo ficado apenas uma entrada com metro e meio de altura. Provavelmente isso foi feito com a intenção de proteger melhor a igreja contra eventuais assaltos, mas sobretudo para evitar que se entrasse a cavalo na casa de Deus.

Quem deseja entrar no lugar do nascimento de Jesus deve inclinar-se. (veja foto acima) Parece-me que nisto se encerra uma verdade mais profunda, pela qual nos queremos deixar tocar nesta noite santa: se quisermos encontrar Deus manifestado como menino, então devemos descer do cavalo da nossa razão «iluminada». Devemos depor as nossas falsas certezas, a nossa soberba intelectual, que nos impede de perceber a proximidade de Deus. Devemos seguir o caminho interior de São Francisco: o caminho rumo àquela extrema simplicidade exterior e interior que torna o coração capaz de ver. Devemos inclinar-nos, caminhar espiritualmente por assim dizer a pé, para podermos entrar pelo portal da fé e encontrar o Deus que é diverso dos nossos preconceitos e das nossas opiniões: o Deus que Se esconde na humildade dum menino acabado de nascer. Celebremos assim a liturgia desta Noite santa, renunciando a fixarmo-nos no que é material, mensurável e palpável. Deixemo-nos fazer simples por aquele Deus que Se manifesta ao coração que se tornou simples. E nesta hora rezemos também e sobretudo por todos aqueles que são obrigados a viver o Natal na pobreza, no sofrimento, na condição de emigrante, pedindo que se lhes manifeste a bondade de Deus no seu esplendor, que nos toque a todos, a eles e a nós, aquela bondade que Deus quis, com o nascimento de seu Filho no estábulo, trazer ao mundo. Amém

 

Nesta noite linda, em que nasce o Salvador, desejamos aos leitores do blog um feliz e santo Natal!

Notificação de Dom Antonio Rossi Keller, bispo de Frederico Westphalen, sobre a recepção da Sagrada Eucaristia.

Que o Menino Deus inspire os bispos do Brasil a seguir o exemplo de Dom Antonio Rossi Keller.

 

DOM ANTONIO CARLOS ROSSI KELLER

PELA GRAÇA DE DEUS E DA SANTA SÉ APOSTÓLICA

BISPO DE FREDERICO WESTPHALEN (RS)

NOTIFICAÇÃO A RESPEITO DA RECEPÇÃO DA SAGRADA EUCARISTIA

A Igreja sempre ensinou a necessidade da devida preparação para a recepção da Sagrada Comunhão.

Tal preparação é, antes de tudo, espiritual, mas inclui também aspectos materiais e formais. Para se receber bem a Santíssima Eucaristia, deve-se:

a. Estar em estado de Graça santificante, o que significa dizer, que não se tenha nenhum pecado grave na alma;

b. Saber a quem se vai receber na Sagrada Comunhão, ou seja, ser capaz de distinguir o Pão Eucarístico: Corpo, Sangue, Alma e Divindade do Senhor, alimento de nossa alma, do pão comum, alimento do nosso corpo;

c. Guardar o jejum eucarístico, ou seja, não tomar nenhum alimento durante o período de 1 hora que antecede a Sagrada Comunhão. Água e medicamentos não quebram o jejum.

São estas as indicações fundamentais para a recepção digna da Sagrada Eucaristia. Naturalmente que a recepção frutuosa depende muito mais do que o simples cumprimento destas regras: é preciso acolher amorosamente o Senhor que vem ao nosso encontro, na Sagrada Comunhão.

Além disso, materialmente, a recepção da Sagrada Comunhão deve realizar-se através das diversas formas indicadas pela Igreja:

a. Sempre respondendo “AMÉM” após o Sacerdote ou o Ministro Extraordinário da Comunhão Eucarística ter dito “O Corpo de Cristo”;

b. Desejando receber a Sagrada Eucaristia em pé, seja diretamente na boca ou na mão, antes deve-se fazer uma inclinação profunda, como sinal de respeito e adoração;

c. Recebendo a Sagrada Eucaristia na mão, deve-se estender a mão esquerda, espalmada, e colocando a mão direita por baixo desta, depois, na frente de quem entregou a Sagrada Comunhão, leva-se a Sagrada Comunhão à própria boca, usando para isto a mão direita;

d. Recebendo-se a Sagrada Comunhão de joelhos, e portanto, na boca, não está previsto nenhum tipo de gesto anterior.

Nesta NOTIFICAÇÃO PASTORAL gostaria de comunicar que, a partir da Missa da Noite do Natal do Senhor de 2011, na Catedral Santo Antonio, o Bispo Diocesano distribuirá sempre que possível, a Sagrada Comunhão para pessoas ajoelhadas em genuflexório, colocado no corredor central da Catedral. Os demais sacerdotes e Ministros Extraordinários da Comunhão Eucarística continuarão a distribuir a Comunhão nos outros locais, para as pessoas que costumam comungar nas demais formas.

A razão fundamental para esta decisão fundamenta-se no DIREITO que os fiéis cristãos têm em também receber a Sagrada Comunhão de joelhos. “…a negação da Santa Comunhão a um dos fiéis, por causa de sua postura de joelhos, deve ser considerada uma violação grave de um dos direitos mais básicos dos fiéis cristãos, nomeadamente daquele de serem assistidos pelos seus pastores através dos sacramentos (CDC, cânon 213). Mesmo lá onde a Congregação aprovou a legislação em que declarou o estar de pé como posição para a Santa Comunhão, de acordo com as adaptações permitidas às Conferências Episcopais… assim o fez estipulando que aos fiéis que comungam, e escolhem de ajoelhar, não deve ser negada a Santa Comunhão por este motivo. (S. Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, Carta de 1 de julho 2002; Notitiae (2002), 582-585).

Nestes últimos anos, o Santo Padre o Papa Bento XVI, tanto em Roma, como em outros lugares, por ocasião de suas visitas apostólicas, tem distribuído a Sagrada Comunhão para fiéis que se colocam sempre de joelhos. A intenção do Santo Padre é clara: além de recuperar um direito muitas vezes esquecido, fundamentalmente visa fortalecer uma visão de sacralidade que a Sagrada Eucaristia deve sempre ter na vida do cristão.

Além de determinar tal uso na Catedral, nas Missas presididas pelo Bispo Diocesano, peço também aos senhores padres que generosamente favoreçam este uso em suas Paróquias e Comunidades, para aqueles fiéis que assim gostariam de receber a Sagrada Comunhão.

Desejando a todos os diocesanos um Santo Natal e um ano de 2012 cheio das graças do Senhor, a todos abençôo no Senhor.

Frederico Westphalen, 24 de dezembro de 2011.

+ Antonio Carlos Rossi Keller

Bispo de Frederico Westphalen

Lei da homofobia: uma lei ilógica, injusta e provavelmente inútil…

 No dia 8 de dezembro passado deveria ter ocorrido a votação no Senado Brasileiro do projeto de lei 122, que pretende criminalizar a chamada “homofobia”. A votação não ocorreu devido ao incendido debate ocorrido e pelo medo de que o dito projeto fosse rejeitado pela maioria dos senadores. A lição tirada naquele dia foi que o assunto precisa ser aprofundado e que o diálogo na sociedade brasileira deve continuar. Entramos, então, num tempo de reflexão. O projeto de lei contra a “homofobia” tinha sido formulado pela primeira vez em 2006 e desde então espera a votação. Para que essa pudesse ter ocorrido, a senadora Marta Suplicy fez uma pequena alteração no mesmo, acrescentando o artigo terceiro: “Essa lei não se aplica à manifestação pacífica de pensamento decorrente da fé e da moral fundada na liberdade de consciência, de crença e de religião de que trata o inciso VI do art. 5º da Constituição Federal”. O objetivo de tal inciso é claro: ganhar o apoio de senadores religiosos ou os que escutam os argumentos provenientes dessa grande parte do tecido social brasileiro. O resultado foi que, além da votação do projeto ser adiada, agora conta com a oposição ainda mais forte de grupos religiosos e também dos chamados grupos LGBT, que não aceitam a inserção do citado artigo. Desse modo o PL 122 vem sendo cada vez mais rejeitado e suscitando sérias reflexões. Nossa opinião é que dito projeto de lei é inaceitável porque o seu texto é pouco lógico, ambíguo e suscita mais dúvidas do que certezas.

Vamos analisar o que diz o texto de tal projeto, o que esse supõe, as dúvidas que suscita na hora da sua aplicação prática e quais poderiam ser as consequências da aprovação dessa lei na sociedade brasileira. Em primeiro lugar parece evidente que o PL 122 parte de dois princípios. Supõe, por um lado, que há grande diversidade entre os comportamentos sexuais no nosso País. (“Para efeito desta Lei, o termo sexo refere-se à distinção entre homens e mulheres; orientação sexual, à heterossexualidade, homossexualidade ou bissexualidade; e identidade de gênero, à transexualidade e à travestilidade”, diz no art. 2). E, por outro lado, dito projeto leva implícito que, de fato, não há tanta diversidade na sociedade brasileira. Pois o espírito dessa lei dá a ideia de que há uma imensa maioria heterossexual que oprime a minoria homossexual no Brasil. Ou seja, por um lado, o projeto quer se basear na existência de grande distinção dentro do âmbito da sexualidade humana. E, ao mesmo tempo, supõe que há muito pouca diversidade no comportamento e no modo de pensar do povo brasileiro. Em outras palavras, tal projeto, assim como a Ideologia que o inspira, está inserido numa dialética que afirma, concomitantemente, duas coisas não somente diferentes, mas sim contraditórias. Mas o PL 122 pode parecer ainda mais estranho se analisarmos detalhadamente partes do seu conteúdo. No primeiro artigo o projeto diz: “Esta Lei define crimes resultantes de preconceito de sexo, orientação sexual ou identidade de gênero”. Ora, se é assim, essa lei poderia ser aplicada não somente contra quem comete crimes, por motivos de preconceitos, contra homossexuais, mas também contra heterossexuais, bissexuais, transexuais e travestis, homens ou mulheres. Ou seja, dita lei não pode ser considerada como uma lei que criminaliza a “homofobia”, mas sim toda expressão contrária à diversidade existente. Sendo assim, é compreensível que grande parte da comunidade LGBT é contrária a esse projeto. Nos outros artigos, o PL 122 elenca o que, a partir de sua aprovação, passaria a ser considerado “crime”, com penas previstas entre um e três anos de reclusão: “Deixar de contratar ou nomear alguém ou dificultar sua contratação ou nomeação, quando atendidas as qualificações exigidas para o posto de trabalho, motivado por preconceito de sexo, orientação sexual ou identidade de gênero”; “conferir tratamento diferenciado ao empregado ou servidor, motivado por preconceito de sexo, orientação sexual ou identidade de gênero” (art. 4); “recusar ou impedir o acesso de alguém a estabelecimento comercial de qualquer natureza ou negar-lhe atendimento, motivado por preconceito de sexo, orientação sexual ou identidade de gênero” (art. 5); “recusar ou impedir o acesso de alguém a repartição pública de qualquer natureza ou negar-lhe a prestação de serviço público motivado por preconceito de sexo, orientação sexual ou identidade de gênero” (art. 6); “induzir alguém à prática de violência de qualquer natureza, motivado por preconceito de sexo, orientação sexual ou identidade de gênero” (art. 7). Não há como não considerar assustador o fato de que uma pessoa não querer contratar alguém, ou tratar de modo diferenciado alguém no ambiente de trabalho, ou atender mal um cliente num estabelecimento comercial ou público possa ser considerado um crime, punido com tanto tempo de prisão. E nesse ponto surgem algumas dúvidas: não seriam exageradas essas punições? Estamos dispostos a aceitar como “crime” tão grave algo que pode ser banal e ordinário? Agora passemos a pensar nas manifestações práticas do que até aqui foi elencado como hipótese abstrata. Imaginemos o caso de um advogado ou de um contador que trabalha sozinho no seu escritório e começa a procurar alguém jovem para que possa trabalhar com ele. Suponhamos o caso de que esse empregador seja casado e que pretenda manter a fidelidade a sua esposa. Ele poderia pensar que fosse conveniente contratar uma pessoa do seu mesmo sexo, ao qual não sente nenhuma atração, simplesmente por não querer correr riscos, ao ter que passar oito horas por dia perto de uma jovem de 18 anos. Suponhamos que duas pessoas vão procurar esse emprego, um jovem e uma jovem. Se o empregador escolhesse o jovem, essa lei poderia dar àquela jovem a possibilidade de denunciar o empregador por “crimes resultantes de preconceito de sexo” e esse correria o risco de passar um bom período longe da sua família. Seria justa tal decisão judicial? Estamos dispostos a enviar essa pessoa a um dos presídios brasileiros? Uma pessoa não pode ter preferências na hora de contratar seus empregados? Ou deverá estar condenada a um medo constante da justiça? Outra situação seria o caso de quem achar que não foi bem atendido num estabelecimento comercial. Com essa lei em vigor essa pessoa poderia denunciar aos vendedores ou aos donos daquele estabelecimento que sofreu preconceito devido a sua orientação sexual. Uns poderiam dizer que sofreram preconceitos porque são gays; outros porque não o são; uns porque são mulheres, outros porque são homens, uns porque são bissexuais, outros porque são transexuais etc. De fato, isso não seria absurdo, visto que todas as possibilidades estão contempladas em dita lei, que pretende combater todo tipo de preconceito por motivos “de sexo, orientação sexual ou identidade de gênero”. Imaginemos quanto poderia crescer o trabalho da polícia e também o número de processos parados ou atrasados na justiça brasileira. Pensemos outro caso hipotético: uma pessoa vai procurar emprego numa das dezenas de ONGs existentes no Brasil, que trabalham para ampliar os chamados direitos da comunidade LGBT. Se essa pessoa consegue o emprego e, com o tempo, percebe-se que essa não é um homossexual. Essa pessoa seria demitida? No caso que o fosse, poderia denunciar o empregador como “criminal”, devido ao fato de tê-lo demitido “por motivos de preconceitos contra sua orientação sexual”? Os interrogativos surgidos dessa lei são muitos, muito mais do que as certezas. Levantemos outros ainda. A aprovação dessa lei obrigará a fechar os estabelecimentos próprios do chamado “turismo gay” (bares, hotéis, boates etc.) no nosso País, como negócios discriminatórios contra os heterossexuais? Se não, qual seria o motivo que justificaria tal posição? Pensemos ainda outra possibilidade. Quando uma pessoa vai procurar um emprego. Com essa lei ativa, o empregador deverá perguntar ao interessado qual é seu “sexo, orientação ou identidade sexual”? Se o fizer, essa pessoa deveria responder tal pergunta? Evidentemente que não, pois isso faz parte da intimidade de cada pessoa, algo considerado inviolável pela nossa Constituição (art. 5, X). O que essa lei nos leva a pensar é que para que alguém sofra preconceito a pessoa “preconceituosa” deve, por definição, viver e pensar de modo diverso de quem sofre o preconceito. Imaginemos a seguinte situação: alguém (homossexual ou não) começa a trabalhar e depois de algum tempo é demitido. Essa pessoa julga que o motivo foi um preconceito por parte do empregador e decide entrar na justiça contra o “preconceituoso”. O dito patrão, quando for convocado pela polícia ou pelo juiz deverá responder em algum momento à seguinte pergunta: “você demitiu essa pessoa por que ela é homossexual?” (ou heterossexual, ou transexual, ou bissexual etc. tudo está incluído no texto dessa lei). Se o empregador respondesse no juízo: “mas como posso ser preconceituoso, se sou homossexual como ele?” (ou heterossexual, ou transexual, ou bissexual etc.). Nesse caso parece óbvio que dito processo deveria ser encerrado, visto que é absurdo que alguém seja considerado preconceituoso consigo mesmo (ou com quem vive e pensa de modo igual a si mesmo). Nesse caso, poderiam os advogados ou os juízes investigar se de fato o acusado tem efetivamente o “sexo”, ou a “orientação sexual” ou a “identidade de gênero” que declarou ter naquele momento? Evidentemente não, eles não têm essa capacidade, uma vez que é inviolável a intimidade da pessoa e que a “orientação sexual” de cada pessoa é, segundo muitos, algo instável. Na prática não existe um documento no nosso País que conste qual é a “orientação sexual” ou a “identidade de gênero” de cada pessoa, em base à qual essa possa ser julgada como preconceituosa. Alguém poderia pensar, então, que a solução para os problemas surgidos da aprovação do PL 122 seria adotar esse tipo de documento. Mas se alguém chegasse algum dia a exigir isso, além de violar a legítima intimidade de cada pessoa, cometeria uma nova contradição. Pois é um dogma perfeitamente assentado pelos defensores da Ideologia do Gênero (Gender) que “ninguém é 100% uma só coisa”, que ninguém possui uma identidade sexual permanente, pois essa é e sempre deve ser mudada. Evidentemente, há quem observe que os defensores de dita Ideologia não são nesse ponto muito coerentes, porque defendem, ao mesmo tempo, que todos os heterossexuais podem (ou devem) se tornar homossexuais, (o que vulgarmente chamam de “sair do armário”) e ao mesmo tempo um homossexual jamais pode voltar a ser heterossexual. Ou seja, a ideia de um documento que conste a “orientação sexual” ou a “identidade de gênero” seria um grande absurdo. A questão jurídica séria que aparece aqui é o fato de que ninguém pode comprovar qual seja a orientação sexual de outra pessoa e, simultaneamente, ninguém é obrigado a declarar qual essa seja. E conhecer dita identidade, no caso de que exista, seria indispensável para que pudesse haver um juízo sério contra uma pessoa acusada de “preconceito”, em razão de “sexo, orientação sexual ou identidade de gênero”, como prevê esse projeto de lei. Isso é assim porque o Direito só pode julgar os atos externos das pessoas, realizados através do corpo, e não pode julgar alguém segundo suas intenções mais íntimas. O Direito não possui instrumentos para provar que uma pessoa agiu de determinado modo porque possui essa ou aquela intenção, essa ou aquela maneira de pensar, pois não pode (e nem deve) conhecer a intimidade das pessoas. Tudo isso nos faz concluir que dita lei é pouco racional e absolutamente inútil. Irracional por causa dos princípios contraditórios dos quais parte, por causa da ambiguidade do seu texto (capaz de deixar perplexos até mesmo os líderes do movimento LGBT), porque exige do sistema judicial algo que esse não pode comprovar: o fato de que houve realmente um “preconceito”. Dita lei é inútil porque qualquer acusado poderia se defender alegando que não é preconceituoso porque pensa, no âmbito da sexualidade humana, do mesmo modo que pensa o acusador, algo que não pode ser comprovado por nenhum juiz humano. E o caso do artigo sétimo de tal lei? Tem algum sentido? O texto diz: “induzir alguém à prática de violência de qualquer natureza, motivado por preconceito de sexo, orientação sexual ou identidade de gênero”. É difícil ver sentido nesse texto devido à sua ambiguidade, o que poderia causar graves injustiças. Em particular, o que significa “violência de qualquer natureza”? Segundo uma parte da filosofia contemporânea, de base nietzschiana, alguém que pretende dizer algo, considerado como “verdade”, comete já um ato de violência. Para esses filósofos ninguém pode afirmar de possuir a verdade, de modo que “dizer a verdade” é uma forma de violência contra quem não pensa de modo igual. Evidentemente esses filósofos defendem como se fosse uma verdade absoluta o fato de que ninguém pode conhecer a verdade e demostram haver muito mais convicção de quem humildemente reconhece que a verdade é um bem social, que pode ser conhecida por quem a busca, sempre em modo parcial e gradual, e que essa pode ser descoberta através do diálogo. Mas o importante aqui é que se essa lei fosse aprovada os julgamentos passariam a depender da postura filosófica do juiz. Se “ato que induz a prática da violência” for considerado simplesmente o “dizer algo com valor de verdade”, isso poderia levar à prisão não somente quem pregasse contra o homossexualismo nos cultos religiosos, mas sim a qualquer pessoa que se expressasse contra uma conduta sexual diversa da sua. Se assim o fosse, dita lei deixaria de ser inútil e passaria a ser a base para todo tipo de arbitrariedade. De modo que além de violar efetivamente a liberdade de expressão, essa lei poderia ser a base legal para todo tipo de injustiças. Além disso, uma lei que limita a liberdade de expressão é algo totalmente anacrônico, pois voltaria a institucionalizar a “censura” numa época em que cada um pode se expressar através de internet e de tantos meios de comunicação social. Se essa lei fosse aprovada, sendo essencialmente irracional, não poderia ser considerada como uma lei, mas como a regulamentação estatal de uma injustiça. Toda lei deveria ser um ordenamento racional, instituída e promulgada pela autoridade competente em vistas ao bem comum da sociedade. Mas o PL 122 promoveria um mal comum, ou seja, a censura contra toda pessoa que se pronunciasse sobre como acha que se deve viver a sexualidade humana. Se assim o fosse, ocorreria uma consequência trágica: a população seria condenada ao silêncio nessas questões, ou pelo menos ao medo constante da prisão. Por fim devo fazer uma confissão: essa lei me parece tão ilógica que chega a ser cômica. Talvez o leitor possa se lembrar do conto “O Alienista” de Machado de Assis. Naquele texto um médico, o grande cientista de uma pequena cidade brasileira, havia conquistado tanto a simpatia dos poderes políticos da mesma, que lhe foi outorgado o poder de prender no hospício por ele fundado (a Casa Verde) todos os que ele julgasse loucos. Durante o conto, vemos que várias pessoas ingressam e saem do hospício segundo muda a ideia de “saúde mental” daquele sábio cientista. Pouco antes do final do conto, aquele curioso personagem conseguiu a proeza de meter naquela prisão toda a população daquela cidade. Então, depois de refletir um pouco mais, aquele médico concluiu que todos na cidade estavam, na verdade, sadios e somente ele era realmente louco. De modo semelhante, o PL 122 pode dar motivos às autoridades civis de fazer com que um grande número de brasileiros passe uma temporada na prisão (que certamente não será tão agradável como era a Casa Verde machadiana) ou pode, simplesmente, não servir para absolutamente nada. De modo que essa lei conseguiu por de acordo todo o mundo: homossexuais e heterossexuais; católicos, evangélicos e ateus; “homófobos”, “homomaníacos” e toda a maioria do povo brasileiro que ainda conserva sua saúde mental. Todos pedimos aos nossos respeitáveis senadores e deputados o abandono integral de dito projeto de lei (e outros semelhantes). O motivo principal desse pedido é que essa lei antes de ser um atentado contra a liberdade de expressão é um atentado contra a nossa razão. Queremos pedir e encorajar os nobres representantes do povo brasileiro que se empenhem com coragem e inteligência na elaboração de leis que, efetivamente, sejam ordenamentos racionais que sirvam ao bem comum da nossa sociedade, mais do que na elaboração de projetos injustos e ideológicos.

Escrito em Roma em 12/12/2011.  Anderson Machado Alves, Doutorando em filosofia na Pontifícia Universidade da Santa Cruz, em Roma.

O twitaço contra a Record significa alguma coisa?

Repercute o twitaço feito contra a TV Record, a rede de televisão pertencente ao grupo de Edir Macedo, devido à exibição de reportagem tendenciosa da emissora contra a Jornada Mundial da Juventude 2013. O twitaço ficou em 4º lugar no trending topics – Brasil (ver figura abaixo).

Para mim o que mais me impressiona é que alguns católicos que querem viver a fé cristã de acordo com a verdadeira doutrina de Cristo tem conseguido grandes êxitos de um ano para cá. Cite-se como exemplo a introdução do tema do aborto na campanha eleitoral de 2010, o cancelamento do empréstimo de uma catedral católica para uma sagração episcopal da Igreja Anglicana, a retirada dos políticos da grade de programação da TV Canção Nova (embora o deputado Gabriel Chalita tenha sido o convidado do programa “Memórias do Líbano”, fazendo um programa quase que eleitoral). Isto mostra que se nós católicos nos unirmos e deixarmos de ser covardes conseguiremos que o cristianismo não seja banido da vida pública deste país. Vamos lá gente… “somos mais que vencedores pela virtude daquilo que nos amou”!

 

Evento: “O cristão na vida pública” emite carta aberta de afirmação dos valores cristãos na sociedade brasileira.

Carta de São Carlos

Nós, líderes de movimentos universitários e de profissionais liberais católicos, reunidos na sede da Comunidade Católica Totus Mariae, na cidade de São Carlos, em São Paulo, Brasil, no dia 10 de dezembro de 2011, no evento “O cristão na vida pública” emitimos a seguinte carta pública:

Diante de uma série de problemas que angustiam o homem e a sociedade contemporânea, dos quais é possível citar: o relativismo moral, a corrupção, a negação da verdade, o secularismo absolutista, que tentam negar o direito ao culto religioso e a participação dos fiéis na vida pública, e a alienação reinante nos meios de comunicação, declaramos:

1. A universidade, demais centros de formação superior, assim como o universo do trabalho, devem estar abertos para todas as ideias e discussões, inclusive as discussões fundamentadas em ideologias ateístas e seculares. No entanto, repudia-se o processo de exclusão que a religião, especialmente o Evangelho de Cristo, sofre dentro desses ambientes. Trata-se de ambientes plurais que, em tese, devem estar abertos a todas as ideias, inclusive ao Evangelho.

2. Rejeita-se o marxismo cultural que tenta, por meio da infiltração dentro das universidades, da mídia e de outros espaços públicos, construir uma sociedade sem Deus, sem fé e sem a presença da Igreja. A sociedade que essa versão do marxismo quer construir é uma sociedade autoritária e fechada, onde não há espaço para a livre reflexão e muito menos para a expressão dos valores e sentimentos religiosos. Vale ressaltar que esses valores fundamentam as bases de qualquer modelo civilizatório.

3. Rejeitamos a cultura de morte. Uma cultura que se apresenta de diversas formas, como, por exemplo, o aborto, a união homossexual, a eutanásia, o suicídio assistido, a contracepção artificial, a destruição e o comércio de embriões humanos, a escravidão, a legalização das drogas, etc. Infelizmente trata-se de uma cultura que, juntamente com o marxismo cultural, é muito difundida nos ambientes universitários e dos profissionais liberais. Uma sociedade justa, ética e alicerçada pelo Evangelho não pode ser orientada pela cultura de morte. Pelo contrario, tem que ser orientada pela cultura da vida e “vida em abundância” (Jo 10, 10), que promove o aperfeiçoamento de todas as dimensões da vida e da dignidade da pessoa humana.

4. Rejeitamos o secularismo absolutista e autoritário que, ao se apropriar de palavras, como, por exemplo, “razão”, “liberdade” e “revolução”, que, muitas vezes, são utilizadas fora de seu real sentido, desejam banir e até mesmo proibir qualquer ato de manifestação de fé em espaço público. A fé é um direito fundamental do ser humano. Por isso, nenhuma ideologia, grupo empresarial, partido político ou organização social de qualquer natureza tem o direito de limitar sua livre expressão.

5. Por fim, conclamamos a todos os universitários, profissionais liberais e homens e mulheres de boa fé a lutarem para que sejam garantidos os direitos religiosos, para que, em nome de um secularismo autoritário, a livre expressão da fé não seja, por diversos meios, proibida. Para que isso aconteça é preciso que os cristãos se façam presentes, cada vez mais, na vida pública. Essa presença deve ser materializada, por exemplo, na vida política partidária, dentro das mídias (rádio, jornal, blog, site, etc), na vida cultural (cinema, teatro, etc), dentro das universidades e demais centros de formação superior, e de qualquer outro espaço público que seja permitido, dentro dos limites da Lei, a livre expressão do pensamento.

São Carlos, SP, Brasil, 10 de dezembro de 2011.

Assinam essa carta:

Marcos Gregório Borges – Coordenador da Missão Universitária de Guarulhos
Prof. Dr. Marcelo Melo Barroso – Comunidade Católica Totus Mariae
Profa. Ms. Julianita Maria Scaranello Simões – Comunidade Católica Totus Mariae
Ms. Idalíria de Moraes Dias – Co-fundadora da Comunidade Católica Totus Mariae
Wilson José Dino dos Anjos – Fundador da Comunidade Católica Totus Mariae
Profa. Ms. Vanessa Burque Ricci – Comunidade Católica Totus Mariae
Michelle Stephânia Pacheco Moraes – Comunidade Católica Totus Mariae
Daniela Inocêncio de Oliveira – Militante do Ministério Universidades Renovadas
Yanina Mara Rocha Nascimento – Militante do Ministério Universidades Renovadas
Prof. Ms. Marcos Vinicius de Freitas Reis – Renovação Carismática Católica
Marcelo Pastre – Apostolado Teologia do Corpo
Viviane G. C. Pastre – Apostolado Teologia do Corpo
Luis Enrique Paulino Carmelo – Coordenador do grupo de Jovens Hesed (ministério Jovem RCC) e do Grupo Universitário Obra Nova
Thais Zaninetti Macedo – Coordenadora do Grupo de Jovens Hesed (ministério Jovem RCC)
Luis Gustavo Paulino Carmelo – Coordenador do Grupo de Jovens Hesed (ministério Jovem RCC)
Joice Basílio Machado – mestranda em Ciência da Computação pela USP
Ms. Maria Alice Soares de Castro – Comunidade Católica Totus Mariae

Pense nisso…

 

Todo homem tem desejo natural de saber; mas que aproveitará a ciência, sem o temor de Deus? Melhor é, por certo,o humilde camponês que serve a Deus, do que o filósofo soberbo que observa o curso dos astros, mas se descuida de si mesmo. Aquele que se conhece bem se despreza e não se compraz em humanos louvores. Se eu soubesse quanto há no mundo, porém me faltasse a caridade, de que me serviria isso perante Deus, que me há de julgar segundo minhas obras?

Kempis, Tomás. A imitação de Cristo.

Pe. Fábio de Melo eleito um dos mais sexy do mundo por revista gay

O padre Fábio de Melo está na lista dos dez homens mais sexy do mundo escolhidos pelos leitores da revista “Junior”, voltada ao público gay. Na lista também estão Cauã Reymond, o repórter Franklin David, Ricardo Tozzi e Lucas Malvacini. Que coisa, hein?

Será que ele ficou feliz por mais este título?

fonte: www.yahoo.com.br

 Louvado seja Deus pelo nosso Sumo Pontificie Papa Bento XVI, que nos presenteou com o ano sacerdotal. Sabendo da demolição satânica que enfurecidamente vem sobre os padres católicos com o fim de exterminar o corpo Santíssimo de Cristo da face da terra, nos convidou a olhar a beleza do sacerdócio bem como rezar e reparar suplicando um reavivamento em nosso clero a cerca desta verdade maravilhosa, que é o padre católico grande dom de Deus para a humanidade. Oremos por nossos padres para que se comportem como sal da terra e luz do mundo despertando nos fiéis e infeis o amor a Cristo pela sua conduta deixando desejo de eternidade em nossas almas, pois diz santa teresinha a nossa vida é um brevíssimo segundo. Que o movimento gay possa se deparar com sacerdotes santos gerando neles não suspiros de erotismo libidinosos mas vontade de confessar os seus pecados e viver em santidade e castidade esperando o premio eterno II Tim 2, 5). Que Nossa Senhora mãe dos sacerdotes pise o modernismo em nosso clero levantando padres piedosos como São Pio de Piltreutina, que dizia: “ou o padre é um santo ou um demônio”.

Fonte: Rainha dos Apóstolos

Igreja Católica é a maior “empresa” caritativa do mundo!

Nicélia Pinheiro

Para todos aqueles que acham que a Igreja Católica não faz obras e para confirmar a fé e crença daqueles que sabem o que ela faz, veja m os dados abaixo:

A Igreja Católica mantém na:

ÁSIA
1.076 hospitais
3.400 dispensários
330 leprosários
1.685 asilos
3.900 orfanatos
2.960 jardins de infância

África
964 hospitais
5.000 dispensários
260 leprosários
650 asilos
800 orfanatos
2.000 jardins de infância

América
1.900 hospitais
5.400 dispensários
50 leprosários
3.700 asilos
2.500 orfanatos
4.200 jardins de infância

Oceania
170 hospitais
180 dispensários
1 leprosario
360 asilos
60 orfanatos
90 jardins de infância

Europa
1.230 hospitais
2.450 dispensários
4 Leprosários
7.970 asilos
2.370 jardins de infância

O Conselho Pontifício –Cor Unum – ( organismo da Santa Sé encarregado de promover e organizar as instituições de caridade e assistência da Igreja) publicou num cd , um guia com 1.100 organismos da Igreja comprometidos com a ação social-caritativo, que ajudam, principalmente, em casos de catástrofes ou necessidades, sem distinção de religião.

Fonte: Carmadelio

Eu adiro à Campanha: “Católico não assiste a TV Record”

Devido às reportagens tendenciosas da Rede Record de Televisão contra a Igreja Católica, todo católico é convidado a aderir a esta bela iniciativa. Vamos mostrar para estes líderes da IURD que os católicos são maioria no Brasil e devem ser respeitados. Ainda que fossem minoria, deveriam ser respeitados.

A campanha foi iniciada após a reportagem da citada TV “denunciando” a emenda da deputada católica Myriam Rios, para que o governo do estado do Rio de Janeiro subvencione a estrutura da Jornada Mundial da Juventude, a ser realizada na cidade do Rio em 2013. Além desta reportagem, recentemente a emissora exibiu uma notícia negativa sobre a construção de um hotel em Aparecida-SP pelos missionários redentoristas,  cujo empreendimento tem empréstimo do BNDES.

13.000 crianças salvas da interrupção da gravidez

Fonte: Zenit

Um Centro de Auxílio à Vida de Milão conta a sua história

 

Padre Piero Gheddo

Nunca terminamos de conhecer e de admirar as personagens e as muitas iniciativas que nascem da fé em Cristo e na Igreja. No sábado passado, 03 de dezembro, no “Círculo da Imprensa “, ponto de encontro dos jornalistas da rua Veneza 48 em Milão, conheci a Sra. Paola Marozzi Bonzi, fundadora e diretora do Centro de Assistência à Vida (CAV) da clínica Mangiagalli em Milão, que em 27 anos já salvou 13 mil crianças do aborto.

O encontro no Círculo da Imprensa celebrou o primeiro aniversário do jornal online “La bussola quotidiana “, cujo diretor Riccardo Cascioli lançou a guerra cultural contra o aborto que, após a intervenção oportuna de Massimo Introvigne e de Luigi Amicone (diretor do semanal Tempi), atingiu seu ápice com o testemunho comovente e convincente de Paula Bonzi, conselheira familiar e mãe de três filhas, fundadora e diretora do Centro de Assistência à Vida.

Conheci brevemente a senhora Paola que se apresentou depois que eu tinha, por uma hora, respondido às perguntas de Gerolamo Fazzini sobre o porquê da missão ad gentis hoje e sobre o que as jovens Igrejas no Sul do mundo ensinam à nossa Igreja italiana. Paola me disse: “O senhor, padre, falou dos missionários que dão à luz a Igreja, onde ela não existe ainda; eu falo de voluntários e voluntárias do CAV que convencem e ajudam mães, em dificuldades e muitas vezes tentadas a abortar, a gerarem o filho”.

O entusiasmo desta mãe carismática pela missão de salvar as crianças e as suas respectivas mães me comoveu. Também esta é uma “missão” querida e abençoada por Deus. Depois eu li o seu livro “Oggi è nata una mamma – Storie e sfide del Centro di Aiuto alla Vita Mangiagalli”, com prefácio de Giuliano Ferrara (São Paulo 2009). O CAV em Milão tem uma sólida fama e vive por causa da ajuda de muitos voluntários e voluntárias e benfeitores.

Nasceu em 1984 a fim de ajudar cada mulher a escolher a vida e cada criança a ser acolhida com alegria. Uma maternidade imprevista, a dificuldade econômica, a ausência ou o afastamento de amigos e parentes, a possível falta de um cônjuge, podem fazer que a ausência de um filho seja vivida com medo, ânsia, preocupação e um profundo senso de solidão. O objetivo da associação é de acompanhar as mulheres à nova condição de mãe, sustentar psicologicamente e materialmente até um ano de vida da criança, ajudando-os a superar as dificuldades contingentes e a estabelecer o relacionamento com seu próprio filho.

O plano de ajuda proposto, adaptado para atender as necessidades de cada mulher, pode envolver diferentes intervenções: o apoio psicológico, o aconselhamento do educador e da parteira para ajudar a mãe e o bebê a crescerem bem juntos, oferecendo tudo que o bebê necessita (fraldas, enxovais, equipamentos) e o que se precisa para assegurar o bem-estar da família (“bolsa despesa”, um subsídio de 200 euros por mês pagos por 18 meses), o alojamento temporário.

O CAV funciona desde 1984 dentro da clínica Mangiagalli em Milão. Os resultados alcançados em 26 anos são: 15.204 mulheres encontradas, 13.120 bebês nascidos, 272 núcleos famíliares hospedados até conseguirem uma casa própria; 127 crianças matriculadas em creches geridas pela associação, abertas em 2004; 6,600,064.49 euros destinados em subsídios em dinheiro. Em 2010 as novas usuárias foram 1.688, as crianças nascidas e seguidas com o projeto de ajuda 995.

Paola Bonzi comoveu falando de modo apaixonado das “meninas que tiveram uma gravidez indesejada, os sentimentos de insegurança e de medo que sentem, as incertezas e incapacidades de levarem adiante uma vida, a necessidade de serem ouvidas e compreendidas.” E acrescentava: “Nós pensamos imediatamente em julgar casos como estes, que as vezes terminam no aborto, porque a sociedade não as ajuda. Eu digo: não julguemos, porque todos somos responsáveis​​”.  

Tocou os corações de todos. Enquanto Paola fala eu penso: Olha quão grande é o mundo e quão diversificadas as missões da Igreja. Esta manhã falei das missões aos povos, que é a minha vida, agora venho conhecer a missão de ajudar as jovens mulheres a não abortarem, a deixarem nascer as crianças e também isto é Evangelho vivido!

 

Dilma condecora ministro do STF por defender “supostos” direitos homossexuais

A presidente Dilma condecorou o ministro do STF – Carlos Ayres Brito – por sua atuação como relator do processo que  reconheceu a união estável entre casais gays, na categoria “Garantia dos direitos da população GLBT” do Prêmio Direitos Humanos 2011. O prêmio Direitos Humanos é entregue para aquelas pessoas que se dde outro parceiro. estacam no ano por sua atuação em prol dos direitos humanos.

Agora, pergunto: é legítimo condecorar o ministro por defender algo que, não é só prejudicial espiritualmente para os próprios parceiros, bem como para toda a sociedade? A união “estável” entre parceiros gays existe de fato? Segundo Van Ardweeg, psiquiatra holandês que já atendeu mais de 300 casos de pessoas que queriam rever sua orientação sexual, disse que a estabilidade entre parceiros do mesmo sexo é muito menor do que a estabilidade entre casais heterossexuais. Para ele, a instabilidade emocional do parceiro homossexual faz com que ele viva sempre em busca de um parceiro que satisfaça suas reais necessidades de afeto de pessoas do mesmo sexo, visto que há uma deficiência afetiva nessa área entre os homossexuais.

A verdadeira defesa dos direitos humanos relacionado ao homossexual deve ser a ajuda necessária nos momentos de tentação, o auxílio à uma vida dedicada a Deus e à espiritualidade e a compreensão nos momentos de queda, mas nunca institucionalizar um comportamento inadequado.

A Virgem de Guadalupe

Medite sobre isso: Escute, meu filho, não há nada que temer, não fique preocupado nem assustado; não tema esta doença, nem outro qualquer dissabor ou aflição. Não estou eu aqui, a seu lado? Eu sou a sua Mãe dadivosa. Acaso não o escolhi para mim e o tomei aos meus cuidados? Que deseja mais do que isto? Não permita que nada o aflija e o perturbe“.

Num sábado, no ano de 1531, a Virgem Santíssima apareceu a um indígena que, de seu lugarejo, caminhava para a cidade do México a fim de participar da catequese e da Santa Missa enquanto estava na colina de Tepeyac, perto da capital. Este índio convertido chamava-se Juan Diego (canonizado pelo Papa João Paulo II em 2002).
Nossa Senhora disse então a Juan Diego para que fosse até o Bispo, pedindo que naquele lugar fosse construído um santuário para a honra e glória de Deus. O Bispo local, usando de prudência, pediu um sinal da Virgem ao indígena que, somente na terceira aparição, foi concedido. Foi quando Juan Diego estava indo buscar um sacerdote para o tio doente:

 

Escute, meu filho, não há nada que temer, não fique preocupado nem assustado; não tema esta doença, nem outro qualquer dissabor ou aflição. Não estou eu aqui, a seu lado? Eu sou a sua Mãe dadivosa. Acaso não o escolhi para mim e o tomei aos meus cuidados? Que deseja mais do que isto? Não permita que nada o aflija e o perturbe. Quanto à doença do seu tio, ela não é mortal. Eu lhe peço, acredite agora mesmo, porque ele já está curado. Filho querido, essas rosas são o sinal que você vai levar ao Bispo. Diga-lhe em meu nome que, nessas rosas, ele verá minha vontade e a cumprirá. Você é meu embaixador e merece a minha confiança. Quando chegar diante dele, desdobre a sua “tilma” (manto) e mostre-lhe o que carrega, porém, só em sua presença. Diga-lhe tudo o que viu e ouviu, nada omita…”

448.jpg

O Bispo viu não somente as rosas, mas o milagre da imagem de Nossa Senhora de Guadalupe, pintada prodigiosamente no manto do humilde indígena. Ele levou o manto com a imagem da Virgem para a capela, e ali, em meio às lágrimas, pediu perdão a Nossa Senhora. Era o dia 12 de dezembro de 1531. Uma linda confirmação deu-se quando Juan Diego fora visitar o seu tio, que sadio narrou: “Eu também a vi. Ela veio a esta casa e falou a mim. Disse-me também que desejava a construção de um templo na colina de Tepeyac e que sua imagem seria chamada de ‘Santa Maria de Guadalupe’, embora não tenha explicado o porquê”.Diante de tudo isso muitos se converteram e o Santuário foi construído.

O grande milagre de Nossa Senhora de Guadalupe é a sua própria imagem. O tecido, feito de cacto, não dura mais de 20 anos e este já dura há mais de quatro séculos e meio. Durante 16 anos, a tela esteve totalmente desprotegida, sendo que a imagem nunca foi retocada e até hoje os peritos em pintura e química não encontraram na tela nenhum sinal de corrupção. No ano de 1971, alguns peritos inadvertidamente deixaram cair ácido nítrico sobre toda a pintura. Pois nem a força de um ácido tão corrosivo estragou ou manchou a imagem. Com a invenção e ampliação da fotografia descobriu-se que, assim como a figura das pessoas com as quais falamos se reflete em nossos olhos, da mesma forma a figura de Juan Diego, do Bispo e do intérprete se refletiu e ficou gravada nos olhos do quadro de Nossa Senhora. Cientistas americanos chegaram à conclusão de que estas três figuras estampadas nos olhos de Nossa Senhora não são pintura, mas imagens gravadas nos olhos de uma pessoa viva.

Disse o Papa Bento XIV, em 1754: “Nela tudo é milagroso: uma Imagem que provém de flores colhidas num terreno totalmente estéril, no qual só podem crescer espinheiros… uma Imagem estampada numa tela tão rala que através dela pode se enxergar o povo e a nave da Igreja… Deus não agiu assim com nenhuma outra nação”.

Pense nisso…

Poema de  Charles Péguy para meditarmos:

“Disseram-me que há homens
Que trabalham bem e dormem mal.
Que não dormem. Que tem falta de confiança em mim.
É quase pior do que
se não trabalhassem mas dormissem, porque a preguiça
Não é pecado maior do que a ansiedade …
Não falo, diz Deus, daqueles homens
que não trabalham e não dormem.
Esses são pecadores, é claro …
Falo daqueles que trabalham e não dormem …
Tenho pena deles. Eles não confiam em mim …
Governam muito bem seus assuntos durante o dia.
Mas não querem confiar-me o governo durante a noite…
Quem não dorme é infiel à Esperança… “

Fonte: Ch. Péguy, Il portico del mistero della seconda virtù, Jaca Book, Milano 1978

Conferência Nacional das mulheres vai tratar sobre o aborto.

Vez ou outra, volta à tona o tema do aborto… agora é a vez da Conferência Nacional de Política para as Mulheres que, mais uma vez, vai tratar do tema. Veja a notícia abaixo.

Estadão

A descriminalização do aborto, um dos temas mais polêmicos e que mais desgastaram a candidata Dilma Rousseff e o PT na campanha presidencial do ano passado, volta à cena política.

Na 3.ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, que será aberta amanhã em Brasília pela presidente, a militância feminista vai cobrar do governo empenho na articulação de um projeto de lei que garanta às mulheres o direito de interromper a gravidez indesejada. Hoje a lei só autoriza o aborto em casos de estupro e de risco de vida para a mãe.

Para o movimento feminista, a descriminalização é considerada direito fundamental – por envolver o livre exercício da sexualidade e a não imposição da maternidade como destino. Para os movimentos de direitos humanos, trata-se de passo decisivo na defesa da saúde feminina: seus representantes argumentam que, na rede de saúde pública, as complicações decorrentes de abortos em condições inseguras aparecem em terceiro lugar entre as causas de mortalidade materna. Mas, para Dilma e o PT, trata-se de terreno minado.

Escaldada com a campanha, quando pressões de grupos católicos e evangélicos a levaram a assinar a carta na qual se declarou contrária ao aborto e favorável à atual legislação, Dilma deve passar ao largo do tema na conferência. Segundo a ministra Iriny Lopes, da Secretaria de Políticas para as Mulheres, organizadora do evento, a presidente se mantém fiel ao que disse como candidata, no ano passado.

“Ela foi muito clara com o Brasil quando afirmou que respeitaria integralmente a legislação”, diz Iriny. “Quanto à mudança da lei, qualquer resolução da conferência deve ser encaminhada ao Legislativo. As mulheres debatem e o governo aceita as decisões da conferência, mas não se pode substituir poderes.”

Além de cobrar apoio a projetos de mudança da lei, a conferência deve exigir do governo melhorias nos serviços de saúde destinados a atender as mulheres nos casos de aborto legal. Segundo relatórios enviados a Brasília pelas conferências estaduais, mulheres com direito ao aborto ainda são maltratadas e discriminadas na rede pública. Algumas sofrem com a falta de informação dos médicos e demora nas decisões judiciais.

Recuo do PT.

Temas relativos ao aborto já fazem parte do 2.º Plano Nacional de Políticas para as Mulheres. Lançado em 2008, durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, o plano serviu de texto-base para todas as discussões preparatórias da conferência que começa amanhã e que mobilizaram cerca de 200 mil mulheres em todo o País.

 

O dia em que o senador protestante falou como católico…

Ontem (08/12), na Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal, quando o senador Magno Malta se pronunciou contra o PLC 122 -  projeto de lei que visa criminalizar aqueles que discriminarem homossexuais – o então senador falou como um católico… defendeu a tolerância religiosa em face da acusação das minorias homossexuais de que alguns grupos religiosos têm-se mostrado intolerante com a causa homossexual. E mais: protestou contra a intolerância dos militantes homossexuais na parada gay 2011, quando foram expostas ao público imagens de santos católicos de forma sensual.

Parabéns ao senador que, mesmo sendo protestante, soube reconhecer que os símbolos religiosos devem ser respeitados. Citou até o chute à imagem de Nossa Senhora Aparecida exibida num canal de televisão como exemplo de falta de respeito ao sentimento religioso. (Se o movimento homossexual quer ser respeitado, deve sempre respeitar aqueles que lhes são contrários). E (pasmem!) se mostrou admirado com os líderes da Igreja Católica que não fizeram nenhuma manifestação contrária à exibição de imagens religiosas na parada gay. (Causa-me vergonha ver um protestante mostrando para nós católicos que estamos inertes frente à profanação religiosa que se comete neste país).

Por fim, posso afirmar: o senador protestante falou como um católico que sabe defender a verdade.

Parabéns ao senador!

Fórmula de consagração a Nossa Senhora conforme o método de São Luís Maria

Hoje, 08 de dezembro de 2011, várias pessoas pelo Brasil inteiro estão se consagrando a Jesus Cristo, através da Virgem Maria, pelo método de São Luís Maria Grignion de Montfort. Postei abaixo a fórmula da consagração a ser recitada. Vale lembrar que o Beato João Paulo II é o exemplo (mais recente) de homem que se consagrou a Virgem Maria através deste método.

 
Ó Sabedoria Eterna e Encarnada! Ó amabilíssimo e adorável Jesus, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, Filho único do Pai Eterno e de Maria sempre Virgem!

Eu vos adoro profundamente no seio e nos esplendores do vosso Eterno Pai, durante a eternidade, e no seio de Maria vossa Mãe Santíssima, no tempo de vossa Encarnação.

Agradeço-vos terde-vos aniquilado, tomando a forma de um escravo, para me arrancardes à cruel escravidão do demônio. Eu vos louvo e glorifico por vos terdes querido submeter a Maria, vossa Santa Mãe, em todas as coisas, a fim de me tornardes por Ela vosso fiel escravo.

Mas, ai de mim, ingrato e infiel que sou! Não guardei os votos e as promessas que tão solenemente vos fiz no meu Batismo. Não cumpri com minhas obrigações, não mereço ser chamado vosso filho nem vosso escravo, e, como nada há em mim que não mereça senão vossas repulsas e vossa cólera, já não ouso por mim mesmo aproximar-me de vossa santa e augusta Majestade.

É por essa razão que recorro à intercessão de vossa Mãe Santíssima, que me deste por Medianeira junto de Vós, e é por seu intermédio que espero obter de Vós a contrição e o perdão de meus pecados, a aquisição e a conservação da Sabedoria.

Eu vos saúdo, pois, ó Maria Imaculada, Tabernáculo vivo da Divindade, onde a Sabedoria Eterna escondida quer ser adorada dos anjos e dos homens!

Eu vos saúdo, ó Rainha do céu e da terra, a cujo império está sujeito tudo o que existe abaixo de Deus!

Eu vos saúdo, ó refúgio seguro dos pecadores, cuja misericórdia jamais a ninguém faltou!

Atendei aos desejos que nutro pela Divina Sabedoria e recebei para isto os votos e ofertas que minha baixeza Vos apresenta.

Eu, (nome de quem se consagra), pecador infiel, renovo e ratifico hoje, entre vossas mãos, os votos de meu Batismo.

Renuncio para sempre a Satanás, suas pompas e suas obras.

E me entrego inteiramente a Jesus Cristo, a Sabedoria Encarnada, para levar minha cruz em seu seguimento, todos os dias de minha vida, e para que eu seja mais fiel do que lhe tenho sido até agora.

Eu Vos escolho hoje, ó Maria, na presença de toda a corte celeste, por minha Mãe e Mestra. Eu vos abandono e consagro, na qualidade de vosso escravo, meu corpo e minha alma, meus bens interiores e exteriores, e o valor mesmo de minhas boas ações passadas, presentes e futuras, deixando-Vos inteiro e pleno direito de dispor de mim e de tudo o que me pertence, sem exceção segundo o vosso beneplácito, para a maior glória de Deus, no tempo e na eternidade.

Recebei, ó Virgem benigna, esta pequenina oferta de minha escravidão, em honra e união à submissão que a Sabedoria Eterna se dignou manifestar à vossa Maternidade, em homenagem ao poder que Vós ambos tendes sobre este pequeno verme e miserável pecador, em ação de graças pelos privilégios com que a Santíssima Trindade Vos favoreceu.

Eu protesto querer daqui por diante, como vosso verdadeiro escravo, procurar vossa honra e obedecer-Vos em todas as coisas.

Ó Mãe admirável, apresentai-me a vosso caro Filho, na qualidade de escravo eterno, a fim de que, tendo-me resgatado por Vós, por Vós também me receba.

Ó Mãe de misericórdia, fazei-me a graça de obter de Deus a verdadeira Sabedoria, e de me colocar para isso no número daqueles a quem amais, ensinais, conduzis, nutris e protegeis como a vossos filhos e vossos escravos.

Ó Virgem fiel, tornai-me em todas as coisas um tão perfeito discípulo, imitador e escravo da Sabedora Encarnada, Jesus Cristo, vosso Filho, que eu chegue por vossa intercessão e a exemplo vosso à plenitude de sua idade na terra e de sua glória nos céus. Amém.

A hora da graça (8 de dezembro, meio-dia)

A Hora da Graça
8 de dezembro ao meio-dia

(Solenidade da  Imaculada Conceição da Santíssima Virgem Maria)

 A Hora da Graça significa CONVERSÕES EM MASSA pelo mundo todo. A Hora da Graça foi pedida pela primeira vez pela Santíssima Virgem em Montichiari onde apareceu como Rosa Mística no ano de 1947 para a enfermeira Pierina Gilli.

Ela deve ser feita todos os anos no dia 08 de dezembro, sempre ao meio-dia. Se não puder ser feita na Igreja, pode ser feita em casa ou em outro lugar desde que as almas boas rezem pelos pecadores.

Não é preciso que seja feita diante do Santíssimo Sacramento exposto.  Eis as palavras da Mãe de Deus em Montichiari sobre a Hora da Graça.

 “ A Hora da Graça será um evento com grandes e numerosas conversões. Tudo isso tu falarás pessoalmente… Para o dia 08 de dezembro, preparem-se com oração e penitência. Rezem três vezes ao dia (por estes nove dias de preparação, ou) todos os dias , o salmo 50, Miserere, de braços abertos…

Almas endurecidas, gélidas como mármore, serão atingidas pela Graça Divina, e tornar-se-ão fiéis e amantes do Senhor.
Desejo que todos os anos, no dia 08 de dezembro, realize-se a Hora da Graça Universal. Com essa prática, serão alcançadas numerosas Graças espirituais e corporais…

 Nosso Senhor, o Meu Divino Filho Jesus, concede toda a Sua Misericórdia , desde que os bons continuem a rezar pelos irmãos pecadores. O quanto antes, seja avisado ao Santo Padre da Igreja Católica, o Papa Pio XII, que desejo que esta Hora da Graça seja conhecida e divulgada em todas as partes do mundo…

Mesmo aqueles que não puderem ir ás Igrejas e permanecerem rezando em suas casas ao meio dia, concederei muitas graças.

Eis o Coração que tanto ama os homens e que da maior parte deles só recebe ofensas… Quando os bons e também os maus estiverem unidos na Oração, receberão deste Coração, Misericórdia e Paz.

Agora os bons por meu intermédio, receberam de Deus Misericórdia que barrou um grande flagelo.”

 A Hora da Graça consiste em rezar à Nossa Senhora o Rosário, meditando os Mistérios com piedade e devoção,  iniciando-se ao meio dia do dia 08 de dezembro de cada ano. Se possível, que se toquem os sinos das Igrejas em honra de Nossa Senhora.

Gabriel Chalita: “A religião está sendo usada de maneira desonesta” (rs)

‘A religião está sendo usada de maneira desonesta’, diz Chalita

Em entrevista ao iG, pré-candidato fala sobre eleições 2012, relação com o tucanato, religião, aborto e vida amorosa

Nara Alves e Ricardo Galhardo, iG São Paulo

Ávido por concorrer à Prefeitura de São Paulo pelo PMDB, o deputado Gabriel Chalita (PMDB-SP) descarta ceder às pressões para se retirar da disputa. “Eu não aceitaria ser ministro da Educação ou de qualquer outra área, ou candidato a vice-prefeito de São Paulo. Eu só aceito ser candidato a prefeito de São Paulo”, garante o deputado, que minimiza a afirmação de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva trabalha para demovê-lo da ideia de concorrer. Recém-filiado ao PMDB, ele afirma em entrevista ao iG que entra na campanha com a consciência de que ainda paga o preço pelo apoio à então candidata à Presidência Dilma Rousseff, no auge da polêmica sobre a descriminalização do aborto em 2010.

Quando eu resolvi apoiar Dilma, começou uma rede de boatos na internet de que eu havia virado abortista”, lembra o deputado. Ele insiste em exaltar sua afinidade com a presidenta e deixa claro que não se arrepende de apoiá-la. Chalita também critica o uso da religião como ferramenta de campanha eleitoral, reforça sua posição contrária à descriminalização do aborto e faz críticas ao fundamentalismo religioso. “A religião está sendo usada de maneira desonesta” (o honesto para ele seria a religião se omitir de assuntos na vida pública?), diz o parlamentar. Segundo ele, um “grupo restrito” (de quem ele está falando?) comandou “um bombardeio na internet”, que culminou, por exemplo, no cancelamento de seu programa na emissora de televisão Canção Nova, na semana passada.

Para a disputa na capital paulista, o deputado cobra uma postura ética dos demais candidatos, que terão por trás de suas campanhas três máquinas governamentais – o governo federal, que trabalha pela pré-candidatura do ministro da Educação, Fernando Haddad (PT); o governo estadual, que dará sustentação ao candidato do PSDB do governador Geraldo Alckmin; e o governo municipal, que poderá ser representado na corrida pelo PSD do prefeito Gilberto Kassab. “Espero que as máquinas não sejam usadas”, afirma.

Na entrevista ao iG, o deputado fala, ainda, sobre sua relação com o ex-governador tucano José Serra. “Ficou uma relação difícil. Em alguns momentos eu tentei cumprimentá-lo e ele não me cumprimentou”, conta. E completa: “Mas eu era muito pequeno para ele (Serra) ter tanta raiva de mim”. Já com relação a Alckmin, ele nega enxergar qualquer possibilidade de o governador, seu padrinho político, trabalhar nos bastidores a favor de sua candidatura: “Alckmin não é dissimulado”.

Sobre seus 63 livros publicados, Chalita analisa, sem falsa modéstia, que “todos são bons”. Admite ter ficado chateado com críticas, mas propõe um desafio: “Seria interessante se as pessoas, antes de não gostarem, lessem primeiro”. Solteiro aos 42 anos, ele desconversa sobre sua vida amorosa, mas não descarta a possibilidade de se casar em um futuro próximo. Ele conta que seu pai se casou aos 44 anos, apenas três meses depois de conhecer sua mãe. “Ainda tenho dois anos”, brinca.

O poder da Eucaristia até nas prisões

O Cardeal Van Thuan foi presidente do Pontifício Conselho Justiça e Paz. Faleceu em Roma no dia 16 de setembro de 2002, depois de uma dolorosa doença. Durante os exercícios espirituais da quaresma do ano 2000 para a Cúria romana, ele contou o seu testemunho pessoal (abaixo), depois de ter passado 13 anos na prisão comunista do Vietnã.

Palavras de Esperança 

“Quando te sentes esmagado pelo sofrimento,
levanta o olhar para a cruz, abraça-a,
e fica em silêncio, como Maria.” 

                                          

   

A minha experiência pessoal

A celebração faz do sacerdote um santo. É por causa disto que eu quero compartilhar com vocês a minha experiência eucarística, assim como a experiência de outras pessoas íntimas que me marcaram com a sua fé, com a sua devoção à Eucaristia.

No seminário, minha formação se inspirou na vida do Cura D´Ars, são João Maria Vianney, e do Padre Pio. Eles me acompanharam durante toda a vida sacerdotal. Quando eu celebrava sozinho na prisão, João e Pio estavam sempre diante de mim e celebravam comigo. Foi graças ao seu sacrifício e ao seu amor pela Eucaristia que eu pude sobreviver na prisão. Lembro-me de que o Padre Pio celebrava a missa não em vinte ou trinta minutos, mas em uma hora, uma hora e meia. Ninguém reclamava da duração da missa, porque todos estavam fascinados pela sua maneira de celebrar, inclusive os bispos que assistiam. Entretanto, algumas pessoas mal-intencionadas pediram ao Santo Ofício que o proibisse de celebrar a Eucaristia desta forma, e então o Padre Pio foi obrigado a celebrar a missa em no máximo 45 minutos. O Padre Pio obedeceu à ordem, mas os fiéis pediram à Santa Sé a permissão para o frade celebrar a missa como antes, e Pio XII deu a autorização.

Alguém perguntou a São João Maria Vianney porque às vezes ele chorava e outras vezes sorria quando celebrava a missa. Ele respondeu que sorria quando pensava no dom da presença de Jesus na Eucaristia e chorava quando pensava nos pecadores que não podem receber tal dom. Quando fui preso, retiraram todos os meus pertences, mas me permitiram escrever para casa e pedir roupa e remédios. Eu pedi que me enviassem vinho em frascos de remédio para o estômago. No dia seguinte, o diretor da prisão me chamou para perguntar se eu estava mal do estômago, e se tinha algum remédio. Depois de escutar as minhas respos-tas afirmativas, me entregou um pequeno frasco de vinho com uma etiqueta que dizia “remédio para a dor de estômago”. Este foi um dos dias mais felizes da minha vida! Desta forma eu pude celebrar a missa dia após dia, com três gotas de vinho e uma gota d´água na palma da mão e com um pouco de hóstia que me davam para a celebração, e que eu guardava com muito cuidado contra a umidade.

Depois, quando estava com outras pessoas de fé católica, era abastecido de vinho e de hóstias, que os seus familiares levavam quando iam visitá-los. De um modo ou de outro, eu quase sempre pude celebrar a missa, sozinho ou acompanhado. Celebrava depois das nove e meia da noite, porque a essa hora não havia luz e conseguíamos juntar umas seis pessoas. Todos dormiam numa cama comum, 25 em cada parte. Cada um dispunha de 50 centímetros: estávamos como sardinhas

Quando celebrava e dava a comunhão, secávamos o papel dos maços de cigarro dos prisioneiros e, com arroz, os pregávamos para fazer uma pequena bolsa na qual colocávamos o Santíssimo. Todas as sextas-feiras tínhamos uma aula de marxismo, e todos eram obrigados a participar. Depois havia um pequeno intervalo, e era quando os cinco católicos levavam o Santíssimo a outros grupos. Eu também o levava num pequeno pacote que colocava na minha bolsa, e assim a presença de Jesus me ajudava a ser corajoso, generoso, amável, e a dar testemunho de fé e de amor aos outros.

A presença de Jesus fazia maravilhas, porque entre os católicos também havia alguns que eram pouco fervorosos, menos praticantes… Havia ministros, coronéis, generais e, na prisão, cada um em particular fazia uma Hora Santa todas as tardes, uma hora de adoração e de oração diante de Jesus eucarístico. Assim, na solidão, na fome… uma fome terrível, foi possível sobreviver. Desta maneira dávamos testemunho na prisão.

A semente tinha sido semeada. Ainda não sabíamos como ia germinar, mas pouco a pouco, um a um, budistas, membros de diversas religiões, inclusive fundamentalistas hostis ao catolicismo manifestavam o desejo de ser católicos. Nos tempos livres eu ensinava catecismo a todos juntos. Batizava às escondidas e… era até padrinho. A presença da Eucaristia mudou a prisão, que era lugar de vergonha, de tristeza, de ódio e que tinha se transformado em lugar de amizade, de reconciliação e em escola de catecismo. Sem saber, o governo tinha feito uma escola de catecismo!

A presença da Eucaristia é muito forte, a presença de Jesus é irresistível. Eu e todos os meus companheiros de prisão somos testemunhas disto.

Lei da homofobia será votada dia 08/12

Segundo alguns sites, a chamada “Lei da homofobia” – aquela que criminaliza quem se pronunciar contra o pecado da prática homossexual – deverá ser votada nesta quinta-feira (08/12), Festa da Imaculada Conceição – dia propício para que que a pureza da Virgem Maria derrote este projeto de lei.

Por Carmadelio

Depois de muito debate sobre o PLC 122, lei que criminaliza a homofobia e ataca diretamente a crença cristã, A senadora Marta Suplicy (PT-SP) – foto, confirmou que o projeto deverá ser votado na próxima semana, na quinta-feira (8), a partir das 9h, na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH).

O senador Magno Malta (PR-ES) convocou os senadores da Frente Parlamentarem Defesa da Família, contrária ao projeto, para “sepultá-lo de vez” na CDH.

“Alexandre teve a vida ceifada pela homofobia, preconceito e ódio. Foi barbaramente torturado e morto”, comentou Marta Sublicy, lembrando o aniversário de nascimento, nesta quarta-feira (30) do jovemAlexandre Ivo, assassinado aos 14 anos. Ele foi torturado e morto, supostamente por ser homossexual.

A exemplo da “Lei Maria da Penha” o PLC 122, será batizado de “LeiAlexandre Ivo”.

Na última terça-feira (29) os parlamentares se reuniram para debater o Projeto de Lei. A audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado. Apesar de terem sidos convocados os defensores do Projeto, Marta Suplicy, autora do substitutivo, não compareceu a sessão mesmo estando no Senado, assim como nenhum ativista gay ou seus defensores compareceram.  Nenhum deles esteve presente.

Para o Dr. Rubens Teixeira, “A lei já contempla que não haja discriminação contra qualquer pessoa. A legislação penal já inclui qualificadoras para os que cometerem crimes contra quem quer que seja que apresente vulnerabilidade ou por motivo torpe”, disse.

“Sou contra o preconceito a homossexuais, como sou contra a qualquer outro tipo de preconceito. Se tem que haver uma lei antipreconceito, deve contemplar todas as formas desse mal. Do contrário, será mais uma distorção que se criará no nosso ordenamento jurídico. O Congresso Nacional tem dado mostras de sobriedade no debate sobre esses temas. Eu acredito que dessa vez não será diferente”, comentou o pastor Rubens ao ser questionado sobre o tema.

Entre em contato com seus Senadores e peça pra eles se posicionarem contra o PLC 122. “É importantíssimo enviar e-mails para os senadores que fazem parte da Comissão de Direitos Humanos”.

Contatos:

ana.rita@senadora.gov.br;
martasuplicy@senadora.gov.br;
paulopaim@senador.gov.br;
wellington.dias@senador.gov.br
cristovam@senador.gov.br;
crivella@senador.gov.br;
simon@senador.gov.br;
eduardo.amorim@senador.gov.br
garibaldi@senador.gov.br;
sergiopetecao@senador.gov.br;
paulodavim@senador.gov.br;
clovis.fecury@senador.gov.br
mozarildo@senador.gov.br;
gim.argello@senador.gov.br;
magnomalta@senador.gov.br;
marinorbrito@senadora.gov.br

Rede Globo a serviço da causa homossexual

A Rede Globo, em parceria com o PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) e com a Unesco (Organização das Nações Unidas para Educação, a Ciência e a Cultura), elaborou uma campanha de combate à “homofobia” que foi assistida e aprovada pela presidente petista Dilma Rousseff e pela Secretaria de Comunicação da Presidência. A campanha em massa será dirigida ao público durante 15 dias, dando tempo suficiente para Suplicy poder obter da população apoio para a sua ambicionada meta de aprovar a lei federal anti-“homofobia”, mais conhecida como PLC 122.

A propaganda, que durará 30 segundos, terá como slogan “discriminar homossexuais é crime. Cidadania, a gente vê por aqui”. A Secretaria Especial de Direitos Humanos (SDH) declarou que o governo federal não precisou gastar um centavo com a campanha, que foi bancada completamente pela Rede Globo.

Entretanto, a SDH deixou claro que o governo de Dilma Rousseff vai produzir sua própria campanha anti-“homofobia” em massa dirigida à população brasileira em 2012.

A SDH é dirigida pela militante petista radical Maria do Rosário, que tem um projeto de lei para proibir os pais de aplicar correção física nos filhos. De forma oposta, ela apoia o aborto legal e a doutrinação homossexual das crianças nas escolas. De acordo com ela, aplicar disciplina física nos filhos não pode. Mas pode-se, conforme a ideologia dela, matar os filhos antes de nascer e doutriná-los no homossexualismo se não forem abortados.
Se a população vacilar, o PLC 122 será aprovado, trazendo piores consequências do que as consequências que já estão ocorrendo no Estado de São Paulo, onde em 2001 o PSDB aprovou uma lei estadual anti-“homofobia”. Graças a essa lei, obscenidades homossexuais em público estão protegidas pelo governo estadual, que está perseguindo igrejas que divulgam publicamente o que a Bíblia diz sobre o homossexualismo.
O apoio explícito da Rede Globo à relatora do PLC 122 não é de estranhar. Anos atrás, Marta Suplicy era funcionária da Globo, apresentando na TV o sexo anormal como se fosse normal. Seu esculachado programa de besteirol sexual acabou virando profissão política. Hoje, mamãe global e filha suplício trabalham com a mesma meta.
 

Papa Bento XVI aos teólogos

Abaixo discurso do Santo Padre aos teólogos do mundo inteiro reunidos em Roma por ocasião da Conclusão da Plenária anual realizada pela Comissão Teológica Internacional de 28 de novembro a 2 de dezembro.

Senhores cardeais,
Venerados irmãos no Espiscopado
Ilustres professores e professoras, caros colaboradores!

É com grande alegria que acolho-vos na conclusão da anual sessão Plenária da Comissão Teológica Internacional. Gostaria de exprimir, antes de tudo, um agradecimento pelas palavras que o Cardeal William Levada, em qualidade de presidente da Comissão, dirigiu-me em nome de todos. Os trabalhos desta sessão coincidiram com a primeira semana do Advento, ocasião que nos faz recordar como todo teólogo é chamado a ser homem do advento, testemunha da espera vigilante, que ilumina as vias da inteligência da palavra que se fez carne.

Podemos dizer que o conhecimento do verdadeiro Deus se volta e se nutre daquela ‘hora’, que nos é desconhecida, na qual o Senhor voltará. Ter essa vigilância e vivificar a esperança da espera não são, portanto, um objetivo secundário para um reto pensamento teológico, que encontra a sua razão na Pessoa daquele que vem ao nosso encontro e ilumina o nosso conhecimento da salvação. Hoje tenho o prazer de refletir novamente convosco sobre os três temas que a Comissão Teológica Internacional está estudando nos último anos. O primeiro está relacionado a questão fundamental de toda reflexão teológica: a questão de Deus e em particular a compreenssão do monosteísmo. A partir desse amplo horizonte doutrinal aprofundastes também um tema de caráter eclesial: o significado da Doutrina Social da Igreja, reservando depois, uma atenção particular a uma temática que hoje é de grande atualidade para o pensamento teológico sobre Deus: a questão do status da teologia hoje, nas suas prospectivas, nos seus principios e critérios.

Atrás da profissão da fé cristã no Deus único, se encontra a cotidiana profissão de fé do povo de Israel: “Escuta, Israel, o Senhor e o nosso Deus, único Deus é o Senhor” (Dt 6,4). O excepcional cumprimento da livre disposição do amor de Deus direcionada a todos os homens, se realizou na encarnação do Filho em Jesus Cristo. Em tal revelação da intimidade de Deus e da profundidade da sua ligação de amor com o homem, o monoteísmo de Deus único se iluminou com uma luz completamente nova: a luz trinitária. E no mistério trinitário, se ilumina também a fraternidade entre os homens. A teologia cristã, junto com a vida dos fiéis, deve restituir a feliz e cristalina evidência da comunidade da revelação trinitária. Apesar dos conflitos etnicos e religiosos no mundo tornar mais dificil acolher a singularidade do pensar cristão de Deus e do humanismo que se inspira nele, os homens podem reconhecer no Nome de Jesus Cristo a verdade de Deus Pai para o qual o Espirito Santo clama diante de cada gemido das criaturas. A teologia, em fecundo diálogo com a filosofia, pode ajudar os fiés a tomar consciência e a testemunhar que o monosteímo trinitário é a verdadeira fonte da paz pessoal e universal.O ponto de partida de toda teologia cristã é o acolhimento desta revelação divina: o acolhimento pessoal do verbo feito carne, a escuta da Palavra de Deus na Sagrada Escritura. Sobre tal base de partida, a teologia ajuda a inteligência fiel da fé e sua transmissão.

Toda a história da Igreja mostra que o reconhecimento do ponto de partida não basta para chegar à unidade da fé. Cada leitura da Bíblia se coloca necessariamente em um determinado contexto de leitura, e o único contexto no qual o fiel pode estar em plena comunhão com Cristo é a Igreja e sua Tradição viva. Devemos viver sempre novamente a experiencia dos primeiros discípulos que eram perseverantes no ensinamento dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e na oração.

Nessa prospectiva, a comissão estudou os princípios e critérios segundo os quais uma teologia pode ser católica e também refletiu sobre a contribuição atual da teologia. É mportante recordar que a teologia católica, sempre atenta a ligação entre fé e razão, teve um papel histórico no nascimento da Universidade. Esse papel é hoje mais que necessário, para tornar possivel uma sinfonia das ciências e para evitar as derivas violentas de uma religiosidade que se opõe à razão e de uma razão que se opõe à religião.

A Comissão Teológica estuda ainda a relação entre a Doutrina Social da Igreja e a Doutrina cristã. O compromisso da Igreja não é somente algo humano, nem mesmo com uma teoria social. A transformação da sociedade operada pelos cristãos durante os séculos é uma resposta à vinda no mundo do Filho de Deus: explendor de tal Verdade e caridade ilumina toda cultura e sociedade. São João afirma: “Nisso conhecemos o amor; no fato que ele nos deu sua vida por nós, portanto, também nós devemos dar a vida pelos nossos irmãos”. Os discipulos de Cristo redentor sabem que na atenção ao outro, no perdão, no amor também aos inimigos, nenhuma comunidade humana pode viver em paz; e isso começa na primeira e fundamental sociedade que é a família.

Na necessária colaboração em favor do bem comum também com quem não partilha da mesma fé, devemos fazer presentes os verdadeiros e profundos motivos religiosos no nosso compromisso social, assim como esperamos dos outros que nos manifestem as suas motivações, a fim que a colaboração se faça com clareza. Quem perceber os fundamentos do agir social cristão poderá também encontrar um estímulo para levar em consideração a mesma fé em Jesus Cristo.

Caros amigos, o nosso encontro confirma em modo significativo o quanto a Igreja tenha necessidade da competente e fiel reflexão dos teólogos sobre o mistério do Deus e Jesus Cristo e de sua Igreja. Sem uma sã e vigorosa reflexão teológica, a Igreja cairia no risco de não exprimir plenamente a harmonia entre fé e razão. Ao mesmo tempo, sem a fiel vivência da comunhão com a Igreja e a adesão ao seu magistério, como espaço vital da própria existência, a teologia não conseguiria dar uma adequada razão do dom da fé.

Transmito através de vós o encorajamento a todos os irmãos e irmãs teólogas que estão espalhados nos vários contextos eclesiais, invoco sobre vós a intercessão de Maria, Mulher do Advento e Mãe do Verbo encarnado, a qual é para nós paradigma do reto teologar, o modelo sublime do verdadeiro conhecimento do Filho de Deus. Seja ela, a estrela da Esperança a guiar e proteger o precioso trabalho que desenvolveis para a Igreja e em nome da Igreja. Com esses sentimentos de gratidão, vos renovo a minha benção apostólica.

Canção Nova exibe programa sobre o aborto

Ontem (30) quando liguei a TV me deparei com Padre Paulo Ricardo no programa Revolução Jesus (programa jovem da TV Canção Nova). O tema do programa era sobre o aborto. Pe. Paulo, como sempre, defendeu a moral católica sobre o aborto ante o ataque dos defensores do aborto. No programa, também foram apresentadas entrevistas com alguns dos palestrantes no II Congresso Internacional pela Verdade e pela Vida, realizado em São Paulo, no começo do mês de novembro. Parabéns ao programa, diretores e apresentadores do programa!

Você pode assistir aqui parte das entrevistas:

“Lei da homofobia” pode ser votada semana que vem

Adaptação do texto do http://foraplc.blogspot.com
 
Segundo notícias da blogosfera, o senador Paulo Paim (PT-RS) defendeu nesta terça-feira (29), na audiência pública realizada no Senado sobre   lei que criminaliza a homofobia (PLC 122/2006), o desejo de que ela seja votada semana que vem na Comissão de Direitos Humanos.
 
Foram convidados para a audiência o presidente o presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Raymundo Damasceno Assis, os pastores Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, e Wilton Costa, presidente da Frente Nacional Cristã de Ação Social e Política (Fenasp), além do  presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante.
 
Wilton Costa alegou que existe um “debate falso” quando se trata da lei da homofobia. Para ele, o que se crer criminalizar é a  fé das pessoas e a garantia de liberdade religiosa.
- Nós temos pontuado, ao longo dos anos, todas as fragilidades do processo, todos os vícios inconstitucionais. Aqui no Senado é que temos encontrado a oportunidade de fazer o debate amplo e é importante que todos sejam ouvidos. O nosso apelo a essa comissão é que rejeite de fato o PLC 122 – afirmou o pastor, que prometeu entregar à CDH uma relação de entidades do movimento gay que recebem dinheiro público.
 
Mas o maior destaque se deve dar ao pastor Silas Malafaia, que não poupou críticas ao movimento pró-homossexualismo, chamando os ativistas gays  de “parasitas do Estado”, se referindo ao dinheiro público que as ONGs pró-homossexualismo recebem do Governo. “A minha instituição é bancada por quem acredita em mim, mas eles são parasitas do Estado”, momento em que foi aplaudido por alguns presentes.
Ele também lamentou a ausência dos demais convidados, dos movimentos homossexuais e de Marta Suplicy.
- Eu gostaria de dizer que não estamos precisando da ajuda dela [Marta] para ter liberdade religiosa e de expressão. Ah, que pena que ela não está aqui. Eu gosto de falar é na cara, não mando recado – assinalou.
 
Ouvida pela Agência Senado, Marta disse que, na hora da audiência, estava presidindo a sessão plenária. De qualquer forma, acrescentou, não esperava nenhum argumento novo dos grupos contrários ao PLC 122/2006.
- Eu estudo esse tema há mais de 20 anos e sabia que seria difícil [surgir] um argumento novo, como efetivamente não surgiu – disse a senadora. Sobre a possibilidade de votação do projeto já na próxima semana, Marta disse que “está conversando com Paim”.
 
Malafaia também repudiou a equiparação dos homossexuais aos negros, por exemplo, como parcela discriminada na sociedade. Segundo o pastor, diferentemente do que ocorre com outros grupos protegidos em lei, no caso do homossexualismo, trata-se de uma escolha comportamental.
- O que é o homossexualismo? É um homem ou uma mulher, por determinação genética, e homossexual por preferência aprendida ou imposta. Não tem ordem cromossômica homossexual. Que paridade esses caras estão querendo? – questionou.
O pastor disse que, mantido o raciocínio, será preciso fazer leis para todos os comportamentos dos seres humanos. Segundo ele, os homossexuais querem ficar livres para acusar outras pessoas de serem homofóbicas.
- Existe uma diferença entre criticar comportamento e discriminar pessoas. Eles querem dizer que a crítica ao comportamento é discriminação. Eu não quero privilégios para os evangélicos. Os que querem eliminar a discordância, amanhã podem querer eliminar os que discordam. Querem liberdade, mas não querem respeitar o direito dos outros. É o grupo social mais intolerante da pós-modernidade – afirmou.
 
O senador Magno Malta (PR-ES), contrário ao projeto de lei e autor do requerimento para realização da audiência com o senador Vicentinho Alves (PR-TO), afirmou perante os presentes- Eu não sou homofóbico. O sujeito que comete crime contra um homossexual nesse país é capaz também de espancar um deficiente físico, uma criança com síndrome de Down. O que devemos uns aos outros é o respeito. Toda discriminação é criminosa, está na Constituição, não há necessidade de criar uma casta especial no país. Se querem uma lei de qualquer jeito, vamos fazer uma que fale de intolerância – afirmou.
 
O senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) lamentou que os defensores do PLC 122/2006 não tenham comparecido à audiência pública. Ele afirmou que o discurso dos evangélicos não tem ódio, mas é veemente. Crivella disse duvidar que um homossexual seja expulso de qualquer igreja. - Nós somos cristãos, nós amamos com um amor que não é fingido, não é encoberto, não é o amor de quem quer fazer discurso para ganhar voto, para sair bem na fita, para agradar a imprensa – afirmou.
 
 
 
  

Os males da masturbação

“Fornicação e qualquer impureza… nem sequer se nomeiem entre vós, como convém a santos”.

O apóstolo não condena somente a fornicação, mas qualquer impureza. Edições Theologica comenta: “Nos nossos dias são muitos os cristãos aos quais toca viver, tal como os da Ásia Menor, no meio de uma sociedade um tanto paganizada, inclinada a certas imoralidades (cfr Rm 1, 24-27). Entre elas não costuma faltar, como então, a fornicação e a impureza em geral (cfr Cl 3,5). Não obstante, a corrupção de costumes, por muito espalhada que esteja no ambiente, deve ser combatida com toda a energia, sobretudo com o exemplo da vida limpa, própria daqueles que aspiram à santidade, por serem templos do Espírito Santo (cfr l Cor 6,19) e membros de Cristo (cfr l Cor 6,15).

Por isso o Apóstolo adverte: ‘A fornicação e toda a impureza ou ambição, nem sejam sequer mencionadas entre vós’. A última parte da frase também se poderia traduzir: ‘nem se diga a respeito de vós’ ou seja, os cristãos hão de viver com tal esmero a castidade e as virtudes com ela relacionadas, que nem sequer devem dar a mais mínima ocasião aos estranhos para os acusar de impuros. Não obstante, a razão última pela qual há de viver a virtude da pureza não é o medo ao que dirão, mas o amor a Deus, que é nosso Pai, e o respeito pelo próprio corpo, que é a morada da Santíssima Trindade”.

O que é a masturbação? Por masturbação se deve entender a excitação voluntária dos órgãos genitais, a fim de conseguir um prazer venéreo.

A Santa Igreja nos orienta: “É finalidade de uma autêntica educação sexual favorecer um progresso contínuo no domínio dos impulsos; para se abrir, no tempo oportuno, a um amor verdadeiro e oblativo. Um problema particularmente complexo e delicado que se pode apresentar, é o da masturbação e das suas repercussões no crescimento integral da pessoa. A masturbação, conforme a doutrina católica constitui, uma grave desordem moral, principalmente porque é uso da faculdade sexual numa maneira que contradiz essencialmente a sua finalidade, não estando ao serviço do amor e da vida conforme o plano de Deus. Um educador e conselheiro perspicaz deve esforçar-se por individuar as causas do desvio, para ajudar o adolescente a superar a imaturidade que está por baixo deste hábito. Do ponto de vista educativo, é preciso lembrar que a masturbação e outras formas de auto-erotismo, são sintomas de problemas muito mais profundos, os quais provocam uma tensão sexual que o sujeito procura superar recorrendo a tal comportamento. Este fato exige também a necessidade de que a ação pedagógica seja orientada mais para as causas do que para a repressão direta do fenômeno. Mesmo tendo em consideração a gravidade objetiva da masturbação, use-se da cautela necessária na apreciação da responsabilidade subjetiva. Para ajudar o adolescente a sentir-se acolhido numa comunhão de caridade e arrancado da cela do próprio eu, o educador ‘deverá tirar todo o drama do fato da masturbação e não diminuir a sua estima e benevolência para com o sujeito’; deverá ajudá-lo a integrar-se socialmente, abrir-se e interessar-se pelos outros, para poder libertar-se desta forma de auto-erotismo, encaminhando-se para o amor oblativo, próprio de uma afetividade madura; ao mesmo tempo o estimulará a recorrer aos meios indicados pela ascese cristã, como sendo a oração e os sacramentos e a empenhar-se nas obras de justiça e de caridade” (Sagrada Congregação para a Educação Católica, Orientações educativas sobre o amor humano – linhas gerais para uma educação sexual, 98-100).

É hoje frequente pôr em dúvida ou negar explicitamente a doutrina de sempre do Magistério da Igreja, que considera a masturbação como grave desordem moral.

Apoiando-se na Psicologia ou na Sociologia, há quem procure demonstrar que se trata de fenômeno normal da evolução sexual, sobretudo na juventude, e que, portanto, se não pode dar falta real e grave senão na medida em que deliberadamente se procura o prazer.

Ainda que, em muitos casos, se apresente o apoio das estatísticas, não se pode esquecer que os inquéritos sociológicos não fazem mais que registrar fatos, e os fatos não podem constituir critério para julgar da moralidade dos atos humanos, pois esse critério está apenas na Lei moral objetiva.

O ensino da Igreja é claro: “Apesar de certos argumentos de ordem biológica ou filosófica, de que por vezes se têm servido os teólogos, tanto o Magistério da Igreja, de acordo com a tradição constante, como o senso moral dos fiéis, têm afirmado sem dúvida alguma que a masturbação é um ato intrínseco e gravemente desordenado. A razão principal é que o uso deliberado da faculdade sexual fora das relações conjugais normais contradiz essencialmente a sua finalidade, seja qual for o motivo que o determine” (n. 9 da Declaração da Sagrada Congregação).

A masturbação é pecado mortal: “O homem, portanto, peca gravemente, não só quando as suas ações procedem do desprezo direto do amor de Deus e do próximo, mas também quando ele, consciente e livremente, faz a escolha de um objeto gravemente desordenado, seja qual for o motivo dessa sua eleição. Nessa escolha… está incluído pelo mandamento divino: o homem aparta-se de Deus e perde a caridade” (Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, Declaração sobre alguns pontos da ética sexual, 10). Basta uma masturbação para abrir as portas do inferno.

Francisco Sequeira escreve: “Os rapazes deparam, sobretudo, com os problemas da masturbação. Não é que as moças não o possam ter, e por isso, valem para elas, com as devidas adaptações, as ponderações que se façam aos rapazes.

O hábito da masturbação pode surgir antes da puberdade, mas torna-se mais frequente e mais difícil de combater a partir desta fase, em consequência dos apelos do corpo causados pelas mudanças hormonais que nele ocorrem, tanto nas glândulas sexuais como nas demais glândulas de secreção interna produtoras de hormônios(Notadamente a hipófise, alojada no cérebro, que é a que verdadeiramente comanda as demais glândulas endócrinas).

O pai deve abordar a questão com os filhos homens, e a conversa não será nenhum sofrimento se o pai, sem nenhum clima de suspeita, mas de aberta confiança, souber mostrar que apenas pretende prevenir o filho.

— Olhe, meu filho, Deus nos deu o órgão viril para que o homem se una no devido tempo àquela que tiver escolhido como esposa e gere filhos com ela. O casamento é uma coisa santa, a tal ponto que Deus fez dele um dos sete sacramentos, como você sabe. Da família depende o bem do homem e da mulher, o bem dos filhos e, em grande parte, o bem de toda a sociedade, isto é, de todas as instituições humanas. Ora um bem tão grande exige uma preparação que não se consegue apenas fazendo um curso de noivos três semanas antes. É uma preparação que reclama o amadurecimento da pessoa — físico, do caráter e espiritual —, e esse amadurecimento é lento e exige anos.

Quando você cultiva o sentido de responsabilidade nos estudos e no aproveitamento do tempo, quando vive a lealdade e o respeito à palavra, quando é generoso, está preparando-se para o casamento. Quando procura cumprir os seus deveres de cristão e chegar à amizade pessoal com Deus, está preparando-se para o casamento.

Ora, o mesmo acontece — nem mais, nem menos — com o aspecto sexual. Aqui também a preparação vem de longe, e por isso o sexo desperta muito antes que chegue o momento de casar. Você terá com frequência excitações sexuais, às vezes aborrecidas e implicantes. Isso é normal e não deve assustá-lo. O que você deve pensar é que é uma oportunidade que tem de aprender a dominar-se. É nisso que consiste a preparação sexual para o casamento. Não é simplesmente abster-se, é conservar todas as suas energias vitais para aquela que ainda não sabe quem é, mas que, se escolher bem, está já fazendo o mesmo para se entregar por inteiro a você, sem lhe reservar uns meros restos.

As coisas que valem a pena exigem treino e custamsacrifícios. Também lhe custa sacrifício estudar quando não tem vontade, treinar-se no basquete regularmente, mesmo quando está mal disposto, ou assumir valentemente a culpa de uma coisa errada que fez. Mas com esses sacrifícios você vai-se preparando para ser um bom profissional, um ótimo esportista e um homem com sentido de responsabilidade. Pois bem, não custa nem mais nem menos do que isso dominar o impulso sexual. É um treino formidável. Repare só em que consiste:

— Ter o tempo todo ocupado: não faltar às aulas, ter um horário mínimo de estudo diário, fazer um curso de línguas ou de violão etc.;

— Ter o tempo livre bem planejado: leitura — pedindo conselho antes —, esporte, passeios e excursões, programas de valorização cultural;

— Intensidade e seriedade em tudo o que faz: esforço de concentração mental e diligência no estudo, nos encargos materiais em casa, nas leituras. Não os ‘papos furados’ com os amigos sentados em cima do muro para ver a banda passar;

— O convívio com colegas e amigos que abram horizontes de entusiasmo pelo estudo e pela cultura, que sejam exemplo de virtudes humanas — delicadeza, sinceridade, força de vontade, ordem, companheirismo – e de virtude cristãs: limpeza de alma, rezar sem beatices, conhecer a vida de Cristo, frequentar os sacramentos, ação a serviço dos outros.

Não é verdade que a masturbação produza doenças físicas ou mentais. Esses perigos não são reais na quase totalidade dos casos. O maior estrago que a masturbação pode causar, é você se habituar a isso e depois ser incapaz de livrar-se. É daí que resultam esses jovens de pele murcha e ‘olhar de peixe morto’, que você já deve conhecer e que acabam sendo uns egoístas incapazes de amar de verdade”.

Meios para levar uma vida casta: “Na linha destes convites instantes, os fiéis, também hoje, e mesmo mais do que nunca, devem empregar os meios que a Igreja sempre recomendou para levar uma vida casta: a disciplina dos sentidos e da mente, a vigilância e a prudência para evitar as ocasiões de quedas, a guarda do pudor, a moderação nas diversões, as ocupações sãs, o recurso frequente à oração e aos sacramentos da penitência e da eucaristia. Os jovens, sobretudo, devem ter o cuidado de fomentar a sua devoção à Imaculada Mãe de Deus e propor-se como modelo a vida dos santos e daqueles outros fiéis cristãos, particularmente dos jovens, que se distinguiram na prática da virtude da castidade. Importa, em particular, que todos tenham um conceito elevado da virtude da castidade, da sua beleza e da sua força de irradiação. É uma virtude que enobrece o ser humano e que capacita para um amor verdadeiro, desinteressado, generoso e respeitoso para com os outros”(Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, Declaração sobre alguns pontos da ética sexual, 12).

Pe. Divino Antônio Lopes FP.

Fonte: Paraclitus

Audiência pública sobre o PLC 122

Os senadores da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) realizarão hoje mais uma audiência pública para discutir o projeto de lei que criminaliza a homofobia. Dessa vez eles vão falar sobre a ampliação da Lei 7.716/1989, que trata sobre a discriminação decorrente de raça, religião e origem.

A ideia é acrescentar à essa legislação os crimes de discriminação por gênero, sexo e orientação sexual, esse é o objetivo do famigerado PLC 122/2006 que já esteve em pauta na CDH em maio deste ano, mas foi retirada por falta de entendimento para votação.

A proposto será discutida com os os presidentes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante; da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Raymundo Damasceno Assis; e da Frente Nacional Cristã de Ação Social e Política (Fenasp), Wilton Costa.

A audiência pública foi sugerida pelo senador Magno Malta (PR-ES) que é contrário à alguns itens do texto do PL 122, o mais polêmico se refere as opiniões contrárias ao homossexualismo, classificando-as como crime.

Padre americano defende ordenação de mulheres

Um padre americano que defende a ordenação de mulheres para o sacerdócio foi detido na segunda-feira (17/10/11) ao fazer uma manifestação no Vaticano pedindo o fim da restrição imposta a elas. Roy Bourgeois e dois simpatizantes foram retirados da Praça São Pedro em um carro da polícia.

  Durante a manifestação, o grupo gritava: “o que nós queremos? mulheres padres!”. Bill Quigley, um dos advogados de Burgeois, disse que a polícia tentou tomar os cartazes dos manifestantes, que resistiram.
 Burgeois, integrantes da Conferência para a Ordenação de Mulheres e de outros grupos de apoio a mulheres padres foram a Roma para entregar uma petição em apoio ao pedido do americano. Ele deve ser afastado de sua ordem religiosa – a Maryknoll – por sua defesa da ordenação de mulheres.
 

Também um grupo de ativistas católicos que defendem que mulheres sejam ordenadas padres tentou entregar uma petição ao Vaticano, mas foi impedido de entrar na Praça São Pedro. Alguns deles foram detidos pela polícia.

Testemunhas afirmaram que policiais italianos à paisana detiveram o grupo de cerca de 15 manifestantes, formado por diversas mulheres vestidas com roupas de padres, e confiscaram uma faixa na qual se lia ‘Deus está convocando mulheres para ser padres’.

O grupo, liderado pelo padre católico norte-americano Roy Bourgeois, do estado da Geórgia, queria deixar a petição assinada por cerca de 15 mil pessoas na entrada do Vaticano.

“O escândalo de exigir silêncio sobre a questão da ordenação de mulheres reflete a arrogância absoluta da hierarquia (da Igreja Católica Romana) e o seu trágico fracasso em aceitar as mulheres como iguais em dignidade aos olhos de Deus”, disse Erin Hanna, diretora-executiva da Conferência da Ordenação de Mulheres, com sede nos EUA.

Em uma outra carta aberta às autoridades do Vaticano, Bourgeois disse: “Se o chamado para ser padre é um dom e vem de Deus, como podemos, como homens, dizer que nosso chamado de Deus é autêntico, mas o chamado de Deus às mulheres não?”

Bourgeois e Hanna foram colocados em carros de polícia na entrada da Praça São Pedro e levados a uma delegacia próxima.

 O Vaticano afirma que as mulheres não podem ser ordenadas padres porque Jesus Cristo escolheu apenas homens como apóstolos e se tivesse escolhido mulher, Sua Mãe seria a mais digna – o que não ocorreu – (acréscimo meu).

 (Fonte: o globo)
 

 

PT e Dilma são o pai e a mãe das mentiras e da corrupção.

Por Dom Luiz Gonzaga Bergonzini

 

No dia 22 de outubro de 2010, escrevemos que “O PT é o Partido da Mentira e da Morte” .  Escrevemos isso porque o PT mentiu no TSE para obter a apreensão dos documentos, apelidados pejorativamente de “panfletos”, que são legítimos, legais e verdadeiros, e porque o PT defende o assassinato de crianças inocentes, no útero de suas mães, através da a liberação do aborto.

Como fizemos em 2006 e 2008, antes das eleições presidenciais de 2010,  escrevemos um documento denominado  “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”, publicado em 01.07.2010, para orientar o voto dos fiéis de Guarulhos contra os candidatos contrários aos princípios cristãos, entre eles a candidata à presidência Dilma Rousseff, favorável à liberação do aborto.

Posteriormente, a seção regional de São Paulo da CNBB, denominada CNBB-Regional Sul-1, que representa e compreende as 41 Dioceses do estado de São Paulo, produziu o documento denominado “Apelo a Todos os Brasileiros e Brasileiras”, assinado por três Bispos, no qual orientou o voto contra os candidatos partidários da liberação do aborto. A CNBB-Regional Sul-1 liberou a impressão do documento para todas as Dioceses, pastorais e organizações que defendem os princípios cristãos, para que o distribuíssem a quem quisessem.

 

A candidata Dilma Rousseff e seu grupo político pediram,  ao Tribunal Superior Eleitoral, a apreensão dos documentos – “panfletos” – impressos, que ainda estavam na gráfica, sob duas alegações mentirosas: que o documento era falso e que havia crime contra o PT e contra a candidata Dilma, porque o documento dizia que o PT sempre defendeu a liberação do aborto.

A propagação contínua da mentira pelo PT e seus aliados nas eleições de 2010 – os partidos comunistas seguem a máxima do líder propagandista de Hitler, Joseph Goebbels, segundo a qual  “uma mentira dita cem vezes torna-se verdade”,  foi tão forte que até utilizou o Bispo de Jales, Dom Demétrio Valentini, para conceder entrevista a jornal de Guarulhos e dizer que nós tínhamos cometido ”crime eleitoral”.

Provamos, no TSE, que o documento assinado pelos três Bispos é verdadeiro e provamos que o PT e a candidata Dilma defendem, sim, a liberação do aborto. E o Ministério Público Federal garantiu que não praticamos crime eleitoral e pediu a devolução do material para a Diocese de Guarulhos.  O TSE mandou a Polícia Federal devolver o material apreendido.  A documentação está todinha em nosso blog, www.domluizbergonzini.com.br. A Igreja Católica tem o direito legítimo de defender o Evangelho e seus princípios, em qualquer época.

Naquele momento e de repente,  a candidata Dilma Rousseff, para enganar os católicos e cristãos, se declarou “devota” de Nossa Senhora Aparecida e até foi ao Santuário da Padroeira do Brasil.  Se católica ou cristã fosse, ela deveria ter promovido uma missa antes de sua posse como presidente.  Quem é católico, não precisa se envergonhar de sê-lo.

Se devota de Nossa Senhora Aparecida fosse, teria, como todos os devotos têm, uma imagem da Mãe de Jesus Cristo em seu gabinete de trabalho. Em vez disso, no seu primeiro dia de trabalho, ela mandou retirar Jesus Cristo Crucificado e a Bíblia do seu gabinete.

Aguardamos, ansiosamente, que ela comparecesse em Aparecida, no dia 12 de outubro de 2011, para demonstrar sua devoção a Nossa Senhora Aparecida e mostrar para todos os brasileiros e para o mundo que ela não havia enganado os cristãos brasileiros para obter votos em 2010. E que, pelo menos, confessasse e comungasse.  Porém, nada disso aconteceu.

O povo brasileiro está enredado por mentiras. Já vimos acima o caso da apreensão ilegal dos documentos da Igreja, nas eleições de 2010. No caso das mortes maternas dizem, mentirosa e preconceituosamente, que as mulheres morrem por serem negras ou pobres; na verdade elas morrem pela precariedade do SUS e do sistema de  saúde  que lhes é oferecido (Brasil recebe condenação inédita da ONU por morte materna).

A mentira gera ou tenta esconder a corrupção e interesses escusos. Lula apresentou Dilma como “gerentona”  do governo, que sabia de tudo e conhecia todos os ministros.  Nunca antes na história deste país houve tantos ministros, nomeados pelo presidente da república, afastados por denúncias de corrupção (AQUI).

O povo brasileiro está tentando lutar contra as mentiras e a corrupção. Os brasileiros  somente conseguirão combatê-las se começarem, como digo sempre, a “dar nomes aos bois”, ou dar os nomes dos pais e da mães das mentiras e da corrupção.

Lembram-se como antigamente davam nomes aos bois?  Era assim: Fora Ditadura, Fora Collor,  Fora FHC, e tantos outros “foras”.  Agora, os brasileiros precisam fazer o mesmo. No caso do governo federal, os nomes do pai e da mãe das mentiras e da corrupção, ou maracutaias, como diziam antigamente, ou malfeitos, como dizem agora, são o PT e Dilma.  No caso dos governos estaduais, os nomes são os dos governadores. E no caso dos governos municipais, os nomes são os dos prefeitos.

As pessoas estão com medo de dar os nomes dos responsáveis. Não tenham medo de dizer:  Fora PT,  Fora Dilma, Fora (Fulano de Tal),  seja governador, prefeito, deputado, vereador, enfim,  fora todos os que consomem até 69 bilhões de reais em atos de corrupção,  sugados dos impostos pagos com muito sacrifício pelos brasileiros.  Fora os que querem afastar o povo dos princípios morais cristãos e  mantê-lo sem educação, sem segurança e, principalmente,  sem atendimento de saúde suficiente para garantir uma vida digna para cada brasileiro – a vida é uma dádiva divina-, desde o momento da fecundação até a morte natural na velhice.

“NÃO LEVANTARÁS FALSO TESTEMUNHO CONTRA TEU PRÓXIMO”.(Ex 20,16) é o mandamento.  Levantar falso testemunho é mentir, como mentiram na época das eleições e continuam mentindo.

Chega de mentiras! Chega de corrupção!

Não tenham medo!  Vamos, juntos, restaurar os princípios morais cristãos e Mudar o Brasil.

22.11.2011

Dom Luiz Bergonzini
Bispo Diocesano de Guarulhos

Quem é Satanás realmente?

Por Zenit

Palestra do padre Gabriel Amorth no Umbria International Film Fest

por Lucas Marcolivio

TERNI, quinta-feira, 24 de novembro, 2011 (ZENIT.org) – Quem é o diabo? Qual é seu nome real? Quão poderoso é? Como se manifesta a sua obra destruidora nas vidas dos homens?
Estas e outras perguntas semelhantes foram respondidas pelo Padre Gabriel Amorth, célebre exorcista italiano, em uma vídeo-intrevista projetada ontem à tarde durante o Umbria International Film Fest, pouco antes da projeção do filme O rito de Mikael Hafstrom, cujo objeto é precisamente o exorcismo.

O diabo, disse o padre Amorth, é essencialmente “um espírito puro criado por Deus como um anjo”. Como os homens, também os anjos foram submetidos à uma prova de obediência, que Satanás – que era o mais brilhante dos espíritos celestes – se rebelou.

Satanás é, portanto, o primeiro diabo da história sagrada, e o mais poderoso de todos. Assim como no céu, com os santos e anjos, nas suas várias categorias, também no inferno há uma hierarquia. Enquanto o Reino de Deus é governado pelo amor, o reino de Satanás é dominado pelo ódio. “Os demônios se odeiam entre si e a sua hierarquia é baseada no terror”, disse o padre Amorth.

“Um dia – disse o exorcista – eu estava quase liberando uma pessoa possuída por um demônio que não era nem mesmo um dos mais fortes. Por que você não vai embora?, perguntei-lhe. Porque – me respondeu – se eu sair Satanás me punirá “. A finalidade da existência dos demônios é “arrastar o homem ao pecado e trazê-lo para o inferno”, disse Amorth.

O que é, então, que impulsiona o homem a esta louca obra de auto-destruição e condenação? Segundo o padre Amorth, o homem é sempre impulsionado pela “curiosidade”, uma inclinação que pode ser “positiva ou negativa dependendo das circunstâncias”.

O verdadeiro ‘triunfo’ do demônio, porém, é que ele está “sempre escondido” e a coisa que mais deseja é que não se “acredite na sua existência”. Ele “estuda a cada um de nós, nas suas tendências para o bem e para o mal, e depois suscita as tentações”, aproveitando-se das nossas fraquezas.

A época contemporânea, afinal de contas, é representada precisamente pelo total esquecimento da figura do diabo que, assim, consegue os seus mais importantes sucessos. Se a humanidade perde o sentido do pecado, é quase automático que entrem ideias de que “o aborto e o divórcio sejam uma conquista da civilização e não um pecado mortal”, disse Amorth.

É óbvio que o diabo está por trás de práticas como o ocultismo e a magia, e até aqui, “aproveitando a nossa curiosidade”. Quem quiser “conhecer o próprio futuro ou falar com os mortos”, por exemplo, vai, ainda sem querer, encontrar-se com o demônio.
O padre Amorth não descarta nem sequer o filme Harry Potter: o ídolo literário e cinematográfico de tantas crianças ao redor do mundo é, de fato, de acordo com o exorcista, uma mensagem publicitária da “magia” apesar de ser vendido “até mesmo em livrarias católicas”.

Perigosas e desonestas, para Amorth, são também as práticas orientais aparentemente inócuas como o Yoga: “Você acha que está fazendo para relaxar, mas leva ao Hinduísmo – explicou o exorcista – Todas as religiões orientais são baseadas na falsa crença da reencarnação “.

Perguntado se Satanás atormenta mais as almas dos ateus ou aquelas dos crentes, o padre Amorth disse que o mundo pagão é mais vulnerável ao diabo do que o mundo cristão ou crente, no entanto, “um ateu é mais difícil que venha visitar um sacerdote”.

Amorth, que disse ter exorcizado também “muçulmanos e hindus”, salientou: “Se viesse comigo um ateu eu diria para mim mesmo que, de todos modos, estou agindo em nome de Jesus Cristo e lhe recomendaria que se informasse sobre quem fosse Cristo “.

Um aspecto curioso  e nem por isso secundário do trabalho de um exorcista está ligado aos nomes dos demônios. “A primeira coisa que eu pergunto ao possuído é qual seja o seu nome – disse o padre Amorth -. Se ele me responde com o nome verdadeiro para o diabo já é uma derrota:  foi forçado a dizer a verdade, a sair do esconderijo”.

Caso contrário, o diabo vai responder cada vez com um nome diferente. “Os demônios na realidade, como os anjos, não têm nomes – disse Amorth – mas se atribuem apelidos até mesmo bobos, como Isbò: este era um diabo com um nome estúpido, mas poderosíssimo, ao ponto de ter conseguido matar um exorcista e um bispo “.

O padre Amorth também afirmou que a pessoa possuída não está necessariamente em pecado mortal, porque “Satanás pode tomar o corpo, mas não a alma”, e advertiu que o demônio não só atua com a possessão, mas também com o assédio, a obsessão e a infestação (esta última referida principalmente a locais físicos).

O malefícios associados à práticas ocultas (feitiços, vudú, macumba, faturas, etc.), são “muito raros”, disse o exorcista.

Aqueles que rezam e que confiam constantemente em Deus “não devem ter medo” do demônio. Além disso, o padre Amorth disse que nunca teve medo do diabo durante os exorcismos. “Às vezes – deixou claro – eu estive com medo de  machucar fisicamente alguém porque, por exemplo, é arriscado exorcizar uma pessoa doente do coração”.

Amorth concluiu a entrevista confirmando que muitas pessoas, de fato, vendem sua alma ao diabo, mas, ironicamente, ele acrescentou, “Eu tenho queimado muitos contratos ….”

Assista a uma concepção “visual e científica” de uma criança!

Por Carmadelio

Alexander Tsiaras é um artista e tecnólogo que usa um software de visualização científica para mostrar a anatomia humana. Nesta palestra de uma conferência TED recente, ele mostra o “mistério, magia e divindade” do desenvolvimento humano desde a concepção até o nascimento.

Desenho animado Up, altas aventuras mostrando a harmonia conjugal

Canção Nova e os políticos

Há anos que a Comunidade Canção Nova é visada pelos políticos que, conhecendo o raio de influência da emissora, se aproximam dela com objetivo de angariar votos dos católicos. Vários políticos têm aparecido nos encontros e acampamentos realizados pela comunidade e transmitidos pela televisão.

Anos atrás, o ex-deputado Salvador Zimbaldi (não sei de que partido) andava pelos corredores da Canção Nova e, devido à sua presença “caridosa”, a Canção Nova quase entrou numa fria. O deputado queria doar  ambulâncias superfaturadas para a comunidade (ver a notícia aqui).

O deputado federal Gabriel Chalita (hoje PMDB, mas ex-PSB e ex-PSDB) sempre foi um homem presente na comunidade, visto que é nascido em Cachoeira Paulista, cidade onde está a sede da comunidade. O deputado é um grande colaborador da obra e quem tem aproximado a direção da Canção Nova com os políticos. Foi através dele, quando ainda Secretário de Educação de São Paulo, que a comunidade recebeu de doação do governador paulista uma fazenda de 87 hectares (ver aqui).

O problema é que vários políticos que se aproximam da comunidade católica se dizem cristãos, mas pregam ou vivem uma moral política diferente da moral católica. Claro, isso escandaliza os fiéis que pensam mais ou menos assim: “como pode um homem deste estar na Canção Nova e defender o aborto, o casamento gay ou participar de esquemas de corrupção?” Não que estes (os políticos) não sejam homens falíveis, mas pelo menos deveriam dar exemplo na vida pública.

O  fato mais recente envolvendo a Canção Nova e um político foi a presença do deputado Edinho Silva, presidente do diretório estadual do PT em São Paulo. O deputado, ao lado do bispo de Jales – Dom Demétrio Valentini – se tornou apresentador do programa “Justiça e Paz” na TV católica, fato que desencadeou um enorme protesto entre os católicos, pois o dito deputado foi um dos responsáveis pela apreensão dos folhetos da regional sul I da CNBB nas eleições presidenciais de 2010 que alertava os católicos para não votar em candidatos que apoiavam o aborto, além de que ele havia manifestado recentemente apoio ao movimento GLBT por ocasião de uma passeata. Ressalte-se que o mesmo afirma em seu site ser um católico da teologia da libertação, a heresia condenada pelos Papa João Paulo II e Bento XVI por incorporar conteúdos marxistas.

Após a presença do então deputado no programa da TV Canção Nova, a quantidade de protestos solicitando a coerência da comunidade ganhou repercussão entre a blogosfera católica e chegou até ao blog do Reinaldo Azevedo. Fato que fez que Dom Benedito Beni, bispo da diocese de Lorena, intervisse e pedisse a retirada do deputado petista do programa. Diante disso, a direção da emissora resolveu retirar do ar todos os programas apresentados por políticos, desde o petista Edinho Silva até o deputado Gabriel Chalita, passando por Eros Biondini, Myriam Rios, Paulo Barbosa e Lu Alckimin.

É preciso ressaltar que até o Pontifício Conselho das Comunicações parabenizou a Canção Nova pela retirada dos políticos da grade de programação da emissora.

tuite-vaticano

É preciso ficar de olho nestes políticos oportunistas que usam da religião para proveito pessoal!

 

Os sinais no céu na visita do Papa à África

Por Fratresinunum

O Vaticano está atônito, e até mesmo embaraçado; pois na viagem a África, que acaba de terminar, segundo muitos fiéis sem contato entre si, teriam ocorrido no céu fenômenos semelhantes aos que foram verificados durante as aparições mais famosas do século passado, como Fátima e Tre Fontane. Um parente de um bispo teria produzido uma documentação fotográfica ou vídeo do evento, que teria sido entregue ao Secretário de Estado, o Cardeal Tarcisio Bertone.

No dia seguinte à missa celebrada por Bento XVI no Estádio de l’Amitié, em Cotonou, até os bispos de Benim se questionaram sobre o extraordinário fenômeno que permitiu, às 8 horas da manhã, aos 80.000 fiéis presentes, ver juntos a lua e o sol, um evento raríssimo na África naquela latitude, o que causou grande assombro na multidão, como disse aos jornalistas o diretor da sala de imprensa do Vaticano, padre Federico Lombardi. Ainda mais porque não poucos fiéis disseram ter visto também o sol se mover e brilhar sem ofuscar, de modo a poder olhá-lo por um bom tempo sem problemas (mesmo os que baixavam os olhos e os levantavam não tinham nenhum incômodo visual).

Um fenômeno interpretado pelos africanos como um prodígio devido à presença do Papa, mas que também perturbou a mídia e muitos bispos, até porque, pelo que soubemos, não foi um fato isolado, mas se repetiu outras vezes ao longo da visita. Dom René-Marie Ehuzu, Bispo de Porto Novo e Presidente da Comissão Pastoral Social da Conferência Episcopal de Benim, também responsável pela organização da visita papal no país, declarou à AGI que “na tarde de sábado, quando o Papa, a caminho da paróquia de Santa Rita, na periferia de Cotonou, parou para saudar e abençoar os doentes do hospital localizado nas proximidades, se verificou um fenômeno semelhante, tanto que os hóspedes do hospital quiseram ir para a capela para uma oração de agradecimento”. Por todos os três dias da visita — afirmou o prelado — há testemunho de eventos similares e fotos tiradas com os celulares de testemunhas, em alguns casos sacerdotes. Pessoalmente não posso dar uma explicação, mas excluo que se trate de um fenômeno de histeria coletiva”.

“A lua está agora muito perto do sol (uma pequena crescente visível antes da alvorada), por isso é impossível vê-la junto com o sol, isto é, quando ele está alto no céu. Se era visível, é evidente que a claridade do sol foi temperada, precisamente como dizem as testemunhas. Há uma clara analogia com os muitos milagres solares ligados às aparições de Nossa Senhora”, comenta por sua vez um perito no blog “Amici di Papa Ratzinger” e, na discussão que se abriu, os fiéis italianos concordam com os seus companheiros na África, outros posts afirmando, de fato, que se tratou de um milagre: “O Papa trouxe a luz de Cristo”. “Sem a proteção e a força que vem de Deus, como ele poderia superar estes seis anos e meio de ataques ferozes?”, se pergunta Laura; e um anônimo comenta: “Jesus nos diz que o Reino de Deus está entre nós, e não o diz apenas em palavras, mas também através de sinais e prodígios. Deus, com esta Sua intervenção divina,    nos chama à esperança à conversão”.

Como se sabe, o “milagre do sol” ocorreu em Fátima na seqüência das aparições marianas e mais vezes em Roma, em Tre Fontane. Na Cova da Iria, onde rezavam os pastorinhos, em 13 de outubro de 1917 – relatam as crônicas — o sol apareceu como uma gigantesca roda iridescente, que girava e irradiava cores múltiplas. Ele parou três vezes e então parecia se destacar do firmamento para se precipitar sobre a terra. Um fenômeno extraordinário, semelhante ao que ocorreu em Portugal, foi visto por milhares de fiéis em Tre Fontane em 12 de abril de 1947 e se repetiu em 1968 e 1980 (enquanto em Fátima uma réplica teria ocorrido no último 13 de maio). Em Tre Fontane, o disco solar inicialmente se comportou como em Fátima (exceto o fenômeno de parecer prestes a cair sobre a terra), mas em um segundo momento tomou a cor de uma hóstia, como se fosse coberto por uma gigantesca hóstia. Uma nota privada de Pio XII publicada recentemente pelo vaticanista Andrea Tornielli testemunha um episódio análogo nos jardins do Vaticano, que, em 1950, foi interpretado pelo Papa Pacelli em seu coração como uma confirmação da validade do dogma da Assunção de Maria, que estava prestes a proclamar.

Canção Nova: aparente vitória das redes sociais

Depois de toda a movimentação dos internautas, a TV Canção Nova resolveu tirar do ar todos os programas apresentados por políticos. O que deflagrou a decisão foi a presença do deputado petista Edinho Silva na grade de programação da emissora. O deputado, perseguidor da Igreja quando o bispo de Guarulhos publicou comunicado aos fiéis para que não votassem em candidatos a favor do aborto, estava apresentando o programa “Justiça e Paz”, programa que tem como objetivo ensinar a doutrina social da Igreja. Outros políticos que perderão seus programas na TV Canção Nova: Gabriel Chalita, Eros Biondini, Lu Alckimin, Paulo Barbosa e  Myriam Rios.

A decisão da emissora é uma aparente vitória daqueles que defendem a doutrina católica não-mesclada com o marxismo. O movimento #cancaonovasemPT ganhou força no Twitter, nos últimos dias. Além disso, vários blogs, sites denunciaram a manobra política de alguns para infiltrar no meio católico. O blogueiro mais lido no país – Reinaldo Azevedo – também comentou sobre a presença petista no canal católico.

Agora, resta observar os passos da emissora, pois, apesar destes políticos perderem seus programas, eles não deixarão de influenciar em algumas decisões ou programas da TV Canção Nova. Fiquemos de olho!

Papa pede missa participativa, mas não sentimental!

O Papa expressou hoje (18), numa entrevista dada no avião que o levava a Benin na África, que a liturgia seja participativa e não sentimental. Parece até que o Papa estava falando para o Brasil. Por quê? Porque, por aqui, nas últimas décadas, se valorizou demais na liturgia o aspecto sentimental. Se a missa é alegre, festiva, cheia de cantos, danças, é  uma missa boa, “gostosa de ir” – como dizem alguns. Há aqueles que dizem mais ou menos assim: “eu sei que há coisas erradas naquela missa, mas eu me sinto bem”. É a ditadura do “sentir-se bem”. Mas se a missa é uma missa “normal”, seguindo as rubricas do Missal Romano, é uma missa “fria”. É o que está acontecendo em nossas paróquias.

Há uma supervalorização do sentimento em detrimento do rito. Alguns padres, seduzidos por essa ideia, tem inventado coisas para colocar na Santa Missa. Alguns inventaram procissão do Santíssimo no meio da missa; outros (como eu já vi) rezam a oração eucarística de uma forma espontânea, improvisada (alguns cometem erros de português absurdos!) e tem aqueles que pulam leituras, orações na Santa Missa para incrementar com cantos e danças (se não pular, a missa fica muito demorada).

É hora de ouvir o Papa! Nós fiéis e todo o povo católico (padres e bispos) deveriam voltar à Santa Missa para participar do Sacrifício Eucarístico, da renovação/atualização do Sacrifício de Jesus e não ficarmos em busca do “sentir-se bem”. A missa, seja ela cantada, curta, longa é a renovação do Sacrifício de Cristo e para validade d´Ela não importa se eu sinto bem ou não, este sacrifício acontece.

Comunicado do Padre Paulo Ricardo sobre a Canção Nova e sua relação com o Partido dos Trabalhadores

Por Padre Paulo Ricardo

  Inúmeras pessoas têm me cobrado uma posição a respeito da recente decisão da Rede Canção Nova de Comunicação de incluir em sua grade televisiva um programa sobre a Doutrina Social da Igreja, apresentado por um líder do Partido dos Trabalhadores.

1. Com relação às opções ideológicas do referido partido, penso que as minhas manifestações públicas em defesa do ensinamento do Magistério da Igreja, em geral, e do Santo Padre o Papa, em especial, são tão claras e tão amplamente divulgadas que não creio que sejam o objeto do pedido em questão. Luto e lutarei sempre contra a ideologia marxista e suas agressões culturais aos valores cristãos (nos movimentos gayzista, abortista, etc.) e sua maléfica infiltração na Igreja.

2. Com relação à Canção Nova, é meu dever esclarecer o seguinte:

a. Recordo que, embora não seja membro da Comunidade Canção Nova, sou, mesmo assim, convidado regular para as várias atividades evangelizadoras que a Canção Nova mantém, nos diversos meios de comunicação. Apostolado este que desempenho voluntariamente e consciente de estar em plena comunhão com a Igreja.

b. Considero, portanto, que seja meu dever, em primeiro lugar, manifestar minha opinião sobre a atuação de alguns líderes da Canção Nova através do caminho institucional e privado, e só em segunda instância passar às possíveis manifestações públicas. Queimar esta etapa seria, a meu ver, uma falta de lealdade e de ética.

c. Com isto não quero absolutamente censurar as manifestações do público em geral e dos sócios contribuintes da Canção Nova. Manifestar a opinião de forma caridosa e legítima é direito do cidadão e dever do cristão. Atuo na Canção Nova porque tenho a firme convicção de que, sem ela, a Igreja estaria, em muitos lugares, numa situação desastrosa. Com isto não atribuo à Canção Nova, nem enquanto comunidade, nem enquanto liderança, o caráter de inerrância ou de indefectibilidade, que, aliás, nenhum de nós possui.

Estou convencido de que, na atual conjuntura do Brasil, a Canção Nova ainda seja um instrumento da Providência Divina. Por isto, não posso concordar com aqueles que torcem para que ela pereça ou diminua sua influência. O que eu faço, e tenho feito sempre, é prestar minha ajuda, seja na ação, seja na oração, para que em meio à guerra espiritual e cultural que nós enfrentamos, a Comunidade Canção Nova seja fiel à sua vocação divina.

Várzea Grande, 15 de novembro de 2011. Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior

Empresa italiana volta a atacar Igreja ofendendo o Papa em suposta “campanha mundial contra cultura do ódio.”

Fonte: Carmadelio 

A imagem abaixo causou perplexidade a alguns anos atrás, a de cima é a “pérola” de agora.

Nossa resposta? simples..Ninguem compra roupa dessa marca e escreve para eles, protestando.

Site: http://www.benettongroup.com/en/contacts.htm

Campanha mostra o Papa Bento XVI aparentemente beijando o Imã do Cairo na boca em uma fotomontagem.

A campanha publicitária ‘contra o ódio’, promovida pela marca de roupas, começou nesta quarta-feira (16) em outdoors em Milão e em Roma -um deles, bem próximo do Vaticano.

Mulher grávida com câncer tem bebê saudável

A Folha online noticiou hoje um caso um tanto curiosa: uma britânica que, com 4 meses de gravidez, descobriu que tinha um câncer na língua. Embora ela tenha sido submetida a uma cirurgia para retirada de uma parte da língua, o resultado não foi satisfatório o que levou os médicos a um tratamento mais agressivo: a radioterapia. Ocorre que os médicos não sabiam como o bebê reagiria ao tratamento que a mãe estaria sendo submetida. Diante da necessidade, o médico decidiu colocar um escudo de chumbo na barriga da gestante para evitar que o bebê no ventre recebesse radiação. O resultado final foi excelente: o bebê nasceu no dia em que o tratamento chegou ao final.

     
Sarah Best, 30 anos, que tratou câncer durante gravidez e ganhou bebê saudável

Foto da mãe e do bebê (retirada do site Folha.com)

Esta é uma ótima notícia, diferente daquilo que querem impor: a ”necessidade” do aborto nestes casos. 

 

A batalha pela masculinidade

Por Carmadelio  Peter Baklinski

Walt Heyer era um menininho crescendo na Califórnia em meados da década 1940, interessado em cowboys, carros e violões quando certo dia, a avó dele teve a imaginação estranha de que ele queria ser uma menina. Ela ingenuamente lhe fez um vestido roxo de baile, com fita de enfeite, que ele costumava usar quando a visitava.

De acordo com Walt, usar aquele vestido roxo com fita de enfeite desencadeou algo que o colocou numa longa trajetória de 35 anos que o levou a um vale escuro de “tormento, desilusão, mágoas e tristezas”. Sua confusão com sua identidade sexual o levou ao alcoolismo, vício de drogas e tentativa de suicídio.No fim, Walt recorreria à “cirurgia de mudança de sexo” com vaginoplastia para fazê-lo se parecer como uma mulher, algo que ele veio a lamentar profundamente e que ele agora aconselha indivíduos com confusão sexual a evitar. “Ele (Deus) havia me criado como homem, do jeito que eu era, e nenhuma faca iria jamais mudar isso”, Walt disse para LifeSiteNews.com numa recente entrevista.

Envergonhado de Ser Homem

Em seu livro de 2006, “Trading my Sorrows” (Negociando minhas Tristezas), Walt relata que o vestido roxo foi apenas a primeira de muitas influências em sua vida que fizeram com que ele sentisse vergonha de ser homem. Houve o abuso sexual que ele sofreu nas mãos de seu tio que ele diz que fez com que ele sentisse vergonha de seus órgãos sexuais.

Havia a austera disciplina de seu pai — praticamente indistinguível de abuso físico, diz ele — que fez com que ele se sentisse incapaz de ser o menino que seu pai queria que ele fosse.Walt se lembra de nunca se sentir bem o suficiente para seus pais, nunca conseguir agradar a eles e nunca receber os elogios que ele muito desejava.“O que eu desesperadamente queria era elogios dos meus pais pelas coisas que eu fazia muito bem, e encontrar meu próprio lugar ideal onde eu pudesse me expressar, desenvolver meus talentos e fazer algo de que eu gostasse”, explicou Walt em seu livro.

O menininho que não tinha nenhuma autoestima começou a desprezar a si e a seu corpo. Walt começou a se consolar se vestindo como menina e guardando esse segredo de seus pais. Vestir-se como uma menina se tornou seu esconderijo onde ele se sentia a salvo da disciplina e conflitos dolorosos que seu pai e mãe lhe davam.

A Mulher Tirana Interior

Quando passou pela adolescência, Walt diz que a menina que estava dentro de sua cabeça foi ficando mais forte e exigia mais de seu tempo. Apesar do fato de que Walt adorava carros que chamavam a atenção e namorou mocinhas atraentes no colegial, não importava quanto ele se esforçasse, ele não conseguia expulsar a obsessão de se tornar uma mulher. Depois da escola secundária, Walt saiu da casa de seus pais e foi morar em sua própria casa, de modo que ele pudesse usar roupas de mulher na privacidade de seu próprio lar. Nessa altura, ele havia amontoado muitas roupas femininas, mas ainda sentia uma vergonha profunda de seu hábito secreto.Walt acabou se casando, ficou rico e a partir de todas as aparências exteriores, estava vivendo o sonho americano. Ele continuava suas contínuas escapadas para o mundo de seu segredo de mulher.

Walt diz que estava vivendo três vidas diferentes de “homem de negócios bem-sucedido e beberrão, o quadro perfeito de um pai e marido amoroso e um travesti mulherzinha”. Contudo, por dentro, Walt estava experimentando desastre e desilusão. Tudo na vida dele começou a desmoronar.

Ele recorreu ao álcool como um mecanismo para lidar com seus problemas, mas isso só aumentou seu desejo de se tornar uma mulher. Ele diz que permitiu que a menina que estava dentro de sua cabeça se expressasse mais e mais à medida que ele desesperadamente tentava agarrar momentos de alívio do furioso mar de sofrimento e tristeza que estava sua vida.No fim, Walt colocou todas as suas esperanças na cirurgia de sexo como a solução que faria seu sofrimento desaparecer permanentemente.

A Cirurgia

Primeiro, vieram os grandes peitos, implantados pela cirurgia plástica. Então, veio o procedimento que Walt mais lamenta, a transformação cirúrgica de seu órgão reprodutor masculino para a aparência de um órgão reprodutor feminino.

Walt havia esperado que o procedimento aliviasse sua “debilitante angústia psicológica” e fizesse cessar, uma vez por todas, o conflito que o havia atormentado desde sua infância. Mas para seu desânimo e grande tristeza, rearranjar seus órgãos sexuais e mudar sua aparência não efetuou a mudança correspondente em seu interior.Depois da cirurgia, a mente de Walt se tornou um campo de batalha de pensamentos e desejos conflitantes que ele só poderia descrever como “agravantes, desoladores, deprimentes, contraditórios, distorcidos e imprevisíveis”.

Depois da cirurgia, cada dia que passava deixava mais claro para Walt que ele havia cometido um “erro imenso”. Seu vício à cocaína e ao álcool, numa tentativa de entorpecer o sofrimento emocional, só aumentou seu tormento, depressão e solidão.Walt agora sabia que a faca do cirurgião e a amputação consequente não o haviam transformado de homem para mulher. Ele percebeu que a cirurgia era uma “fraude completa”. Ele sentia que não tinha escolha, senão viver uma vida como uma mulher cirúrgica, um “impostor”.

Tentativa de suicídio

Nesse ponto, ele chegou ao fundo do poço. A cirurgia havia destruído a identidade de Walt, sua família, seu círculo social e sua carreira. Ele estava sentindo que nada mais lhe restava, a não ser morrer. Walt, que estava se passando pelo nome de Laura Jensen, tentou atirar-se de cima de um prédio, mas foi impedido por um transeunte.Sem ter onde morar e sem um centavo no bolso, o arruinado “transexual” teria terminado vivendo na rua se um bom samaritano não tivesse lhe dado um lugar para dormir numa garagem. Esse novo amigo incentivou Walt a frequentar as reuniões dos Alcoólatras Anônimos onde ele percebeu que precisava se conectar a uma “força mais elevada” se quisesse escapar da bagunça em que havia se metido.

Walt começou a compreender mais e mais que ele era verdadeiramente um homem, mas um homem que estava encoberto num “disfarce de mulher”.“Eu estava muito consciente de que estava agora na lata de lixo da raça humana, uma vida desperdiçada e jogada fora, pervertida por minhas próprias escolhas. O álcool, as drogas e a cirurgia haviam me deixado inútil para qualquer um. Eu havia fracassado de forma desgraçada como o homem que Deus havia me criado para ser”.

Saindo do Vale da Escuridão

Com a ajuda de alguns amigos cristãos que ele havia descoberto recentemente, Walt começou uma jornada em direção à cura e à descoberta de sua verdadeira identidade como homem. Walt percebeu que a chave para ganhar a batalha que assolava dentro de si era a sobriedade. O lema e constante oração interior dele se tornaram: “Permaneça sóbrio — não importa o que aconteça — permaneça sóbrio”. Ele colocou de lado o álcool e se voltou para Jesus como uma fonte recém-encontrada de força.Certa vez, durante um tempo de oração com seu psicólogo cristão, Walt diz que sentiu espiritualmente o Senhor, todo vestido de branco, que se aproximou dele com os braços estendidos, abraçou-o completamente e disse: “Agora você está para sempre a salvo comigo”. Foi nesse momento que Walt soube que encontraria a cura e a paz que ele desejava tão intensamente em Jesus.

Walt disse para LifeSiteNews numa entrevista que aqueles que estão passando por lutas com relação à sua identidade como homem ou mulher e acham que a operação de sexo é a solução “precisam ir a um psicólogo ou psiquiatra e iniciar uma terapia e cavar profundo para descobrir o que está provocando esse desejo, pois há alguma questão psicológica ou psiquiátrica obscura que não foi resolvida e que precisa ser investigada — quer seja abuso sexual, quer seja abuso físico ou quer seja uma questão de modelos na vida.

Pode levar um ano investigar as questões profundas que estão ocorrendo e então, quando você faz essa investigação, você pode levar a pessoa a um ponto em que ela pode começar a entender seu sexo e começar a aceitar seu sexo e querer viver o sexo que Deus lhe deu”.Agora, como um homem idoso, Walt crê que se pudesse voltar no tempo e dizer algumas palavras significativas para si como um homem mais jovem, ele orientaria o homem mais jovem a evitar a cirurgia de sexo, e descobrir a causa principal por trás do desejo pela cirurgia.  Walt acredita que sua vida dá testemunho do poder da esperança, que nunca devemos desistir de alguém, não importa quantas vezes ele ou ela falhe ou quantas reviravoltas haja no caminho para a recuperação. Acima de tudo o mais, diz Walt, nunca devemos “subestimar o poder curador da oração e amor nas mãos do Senhor”.

Para entrar em contato com Walt Heyer
E-mail: waltsbook@yahoo.com

POÇOS DE CALDAS-MG

Instalações Nacional Inn

EVENTOS PARA 2OOO MIL PESSOAS EM POÇOS DE CALDAS – MG

A Rede Nacional Inn de Hotéis oferece uma estrutura de 04 hotéis e mais Centro de Convenções.

Venha conferir! Ligue (35) 3722.2000

Canção Nova: mais um escândalo!

Canção Nova, escândalo novo: deputado petista, gayzista e perseguidor da Igreja estréia programa!

Por Fratresinunum

A TV Canção Nova acaba de lançar seis novos programas. Assim informa o seu próprio sítio: “Segundo o diretor artístico da emissora, Gilberto Maia, as produções terão formato diferenciado e serão inovadoras no estilo e no conteúdo, com o intuito de atender a todos os públicos“.

Todos os públicos mesmo. Ao lado de um “conservador” “Pergunte e responderemos”, do sempre passivo Felipe Aquino, foi lançado, entre outros, o programa “Justiça e Paz“, que vai ao ar nas quintas-feiras, das 23:30 à meia-noite.

E quem são as grandes estrelas do novo show?

Deixemos que fale a assessoria de imprensa da Canção Nova: “O bispo de Jales (SP), Dom Demétrio Valentini e o sociólogo Edinho Silva vão discutir temas sociais a partir da doutrina social da Igreja, contida no Catecismo da Igreja Católica. Entrarão em pauta assuntos como democracia, saúde [ndr: aborto? afinal, para eles é questão de saúde pública...], educação, greves, sindicatos e liberdade religiosa“.

O Epíscopo-vermelho de Jales todos conhecem. Do ignóbil episcopado brasileiro, é o que há de mais abjeto. Mas, quem é Edinho Silva?

Um leitor de Araraquara, conterrâneo do sociólogo, informa: Edinho Silva é Deputado Estadual em São Paulo pelo PT. E continua: “Quando prefeito de Araraquara, iniciou a revolução homossexual com a semana do orgulho homossexual com palestras e passeatas” [Prova disso está na página da web do Deputado].

Em sua biografia estão suas raízes ideológicas: “Como cristão engajou-se nas pastorais da Igreja Católica e seguindo os passos da Teologia da Libertação“. Não é a toa que conseguiu no bispo de Jales um companheiro de programa a seu nível.

No entanto, caro leitor, se tudo isso é ruim, lembre-se que, tratando-se da Canção Nova, pode ficar ainda pior.

Você se recorda da apreensão de folhetos do Regional Sul 1 da CNBB em uma gráfica de São Paulo, no ápice da campanha eleitoral de 2010?

De acordo com o Estado de São Paulo, “a ação da Polícia Federal obedeceu a uma representação do PT acolhida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE)”.

O presidente do PT-SP na época? Edinho Silva, a estrela da Canção Nova, cujo nome vemos na Folha de Sâo Paulo em 16/10/2010: “Segundo o presidente do PT paulista, Edinho Silva, os advogados da campanha irão à Justiça Eleitoral para impedir a continuidade da impressão“. Edinho foi reeleito em 2010 e permanece até hoje presidente do Partido da Morte no estado de São Paulo.

É estarrecedor, mas não surpreendente: a Canção Nova, cujo departamento de jornalismo realizou há menos de uma semana uma excelente cobertura do Congresso pela Verdade e pela Vida, está promovendo o que há de mais descarado e escrachado da “cultura de morte”! Socialismo e seus filhos gayzismo e abortismo numa tacada só!

O primeiro programa “Justiça e Paz” teve como convidados, segundo o sítio do Deputado Edinho, “Gilberto de Carvalho, Ministro-Chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Wellington da Silva Jardim, mais conhecido como Eto, presidente da Canção Nova, Gabriel Chalita, deputado federal, professor e apresentador do programa Papo Aberto, também da Rede Canção Nova e Eros Biondini, deputado federal e apresentador do programa Mais Brasil”.

Como não ver nessa gama de convidados e no programa em si uma nova demonstração dos brumosos interesses políticos da Canção Nova?

O “amigo Professor Edinho”, que está “entrando na equipe Canção Nova”, recebeu as boas-vindas e a aprovação do sr. Eto [aquele mesmo senhorzinho ignorante, autor de livrecos de auto-ajuda dos mais chinfrins, que, arrogando a si um poder eclesiástico, pretendeu calar o Padre José Augusto depois deste sacerdote ter se indignado com a postura política de certos católicos, numa clara insinuação à própria Canção Nova]:

Direito à vida: o primeiro de todos os direitos

Por AciPrensa

O Presidente da Human Life International (HLI), P. Shena Boquet, disse que é possível mudar o mundo quando você está lutando pelo direito à vida, que é o fundamento de todos os outros direitos.

Durante o 2 º Congresso Internacional para a Verdade e a Vida , o padre disse que trabalhar com o movimento pró-vida implica considerar  todos os elementos que põe em risco a este direito fundamental (a vida humana), como o estilo de vida homossexual, aborto e contracepção, porque todos estão ligados à dignidade da vida dada por Deus aos homens.

O P. Boquet também questionou sobre o estado atual da defesa da vida no país. “Será que vamos ser testemunhas mudas para o que está acontecendo, ou de apoio?”

O líder da HLI lembrou as palavras de Paulo VI na sua encíclica Humanae Vitae, e disse “aquilo para o que estamos trabalhando é a verdadeira civilização, de modo que a pessoa seja um humano completo, pleno em Cristo.”

“Deus tem algo para nós, todos nós temos direito de viver. Todos os outros direitos se tornam sem sentido, não existem sem o principal, sem o direito à vida”, disse ele. Ele acrescentou que “os cristãos são pessoas de esperança, fé, confiança, no amor de Deus (…). Ele nos enviou a levar o Evangelho da Vida”.

O sacerdote traçou uma analogia entre as clínicas de aborto e as câmaras de gás usadas pelos nazistas, e acredita que o drama atual do aborto é um genocídio como ou pior que o Holocausto.

“Queremos e podemos mudar o mundo, sejamos pessoas de luz que levem o amor ao mundo”, disse ele.

 

Surpreendente: casal americano com 20 filhos

Foto de arquivo mostra a família ainda após o nascimento do 17º filho, em 2007 (Foto: AP)

Na foto acima tirada do G1, casal tinha 17 filhos.

 O casal americano Jim Bob e Michelle Duggar (foto do G1) anunciou dias atrás no programa de TV “19 Kids and Counting” que aguarda o nascimento de mais um filho: o 20º do casal.

O casal, que se autodenomina “cristãos conservadores”, garante que nunca usou método anticoncepcional e aceitou ter os filhos que Deus mandasse.

Lula, Dilma e a ditadura do aborto

Abaixo o vídeo que mostra o esforço que a turma do PT, sob os auspícios de Lula e Dilma, faz para conseguir a legalização do aborto no Brasil. É uma verdadeira ditadura, na qual eles querem liberar o aborto de qualquer jeito. Não importa se a maioria da população brasileira seja contra, o que importa é o valor que as transnacionais estão injetando no Brasil para financiar o aborto.

A salvação espiritual da sociedade

“A salvação espiritual, a liberdade, a honra, a dignidade, de uma época ou de uma sociedade dependem, em última análise, do facto de que existam homens apaixonados pelos valores e capazes de colocar a realização deles (dos valores) acima de tudo, mas prescindindo de si mesmos em tal empenho”.  Romano Guardini, sacrdote, escritor e teólogo (+1968)

Células embrionárias podem causar tumores, afirma funcionário do vaticano

Em entrevista a ACI, o responsável pelo Departamento Científico do Conselho Pontifício da Cultura – Monsenhor Tomas Trafny -  disse que o tratamento com  células estaminais embrionárias pode não ser tão seguro como querem nos fazer crer, pois, segundo ele,  ”criam tumores, criam por exemplo teratomas, é uma atividade que ao mesmo tempo cria importantes questões desde o ponto de vista da segurança da aplicação clínica”. Ademais, desde o ponto de vista da moral católica, é inaceitável  o tratamento com células estaminais embrionárias, visto que “se cria a vida para explorá-la e depois suprimi-la” e a moral católica defende a sacralidade da vida desde o momento da fecundação.

O citado funcionário do Vaticano vai participar do Simpósio Internacional “Células Adultas Estaminais: Ciência e Futuro do Homem e a Cultura”, no Vaticano. Durante o simpósio, ele deve sustentar a necessidade de se buscar o tratamento com células estaminais adultas, por não ser contrário à moral católica e ter os efeitos mais promissores, além da maior segurança do ponto de vista médico no que tange ao tratamento.

 

Feminista faz topless no Vaticano

Fonte: Terra

Uma feminista do movimento ucraniano Femen, cujas mulheres costumam se manifestar com os seios à mostra, conseguiu neste domingo se despir parcialmente na praça de São Pedro, no Vaticano, logo depois da oração do Angelus, constatou um fotógrafo da AFP.

Outras quatro feministas do Femen foram detidas pela polícia, mas antes de chegarem ao Vaticano. Estas mulheres queriam chamar a atenção para a sua causa no momento em que o papa Bento XVI pronunciava a tradicional oração dominical do Angelus na praça de São Pedro.

Uma das cinco jovens, uma loira alta vestida com uma calça jeans apertada e uma espécie de blusa transparente, conseguiu chegar até a praça e remover a parte de cima da vestimenta, surpreendendo fiéis e turistas. A jovem carregava um cartaz com o slogan “Freedom for women” (Liberdade para as mulheres), e o logotipo do Femen. Posteriormente, a polícia a retirou do local.

As outras quatro militantes foram detidas na avenida da Conciliazione, que conduz ao Vaticano, quando ainda estavam vestidas, e foram levadas em carros da polícia à delegacia mais próxima.

II Congresso Internacional pela Verdade e pela Vida

Infelizmente não pude ir ao Congresso, mas acompanhei integralmente pela internet. As palestras foram ótimas. Destaque importante para a palestra sobre o poder global e a religião universal e a imposição do aborto pelos globalistas. Também muito boa a palestra do Pe. Paulo Ricardo sobre o marxismo cultural, mostrando porque o aborto é tão importante para a causa marxista.

  Para aqueles que tiverem tempo e vontade de conhecer um pouco mais sobre os temas abordados no congresso, vale a pena assistir pelo canal: www.livestream.com/congressoprovida . No site do congresso serão disponibilizados as apresentações em power point.

Importante ressaltar as três iniciativas para um defensor da vida, sugeridas por Raymond de Souza – oração, estudo e ação.

Oração: adoração, missa, terço, devoção ao Sagrado Coração e a São Miguel Arcanjo.

Estudo: estudar os documentos da Igreja, especialmente aqueles que dizem respeito à vida como, por exemplo,  a Encíclica Evangelium Vitae do Beato João Paulo II.

Ação: iniciativas a favor da vida e da família como rezar nas portas das clínicas de aborto, campanhas de conscientização sobre o aborto, criar Pastorais da Vida, Comissões em defesa da vida e da família a nível paroquiano e diocesano, etc.

 

Preparação para a consagração a Nossa Senhora

Começa dia 08 de novembro a preparação para a II Campanha Nacional de Consagrações a Nossa Senhora pelo método de São Luis Maria de Montfort

12 dias preliminares (pedindo o desapego do mundo) – de 08/11 a 19/11 – Ver Tratado n. 227
Orações Diárias (“Veni, Creator Spiritus” e “Ave Maris Stela”)

     Vem, Espírito Criador (Veni, Creator Spiritus)
     Vem, ó Criador Espírito, As almas dos teus visita; Os corações que criaste Enche de graça infinita.
Tu paráclito és chamado, Dom do Pai Celestial, Fogo, caridade, fonte Viva e unção espiritual.
Tu dás septiforme graça; Dedo és da destra paterna; Do Pai, solene promessa, Dás força da voz superna.
Nossa razão esclarece, Teu amor no peito acende, Do nosso corpo a fraqueza Com tua força defende.
De nós afasta o inimigo, Dá-nos a paz sem demora, Guiai-nos; e evitaremos Tudo quanto se deplora.
Dá que Deus Pai e seu Filho por ti nós bem conheçamos e em ti, Espírito de ambos, em todo tempo creiamos.
A Deus Pai se dê a glória E ao Filho ressuscitado, Paráclito e a ti também com louvor perpetuado. Amém.

Enviai o vosso Espírito, e tudo será criado E renovareis a face da Terra.
Oremos: Ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, concedei-nos que no mesmo Espírito conheçamos o que é reto, e gozemos sempre as suas consolações. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.
Ave, Estrela do Mar (Ave, Maris Stela)
Ave do mar Estrela, De Deus Mãe bela, Sempre Virgem, da morada Celeste feliz entrada.
Ó tu que ouviste da boca Do anjo a saudação;
Dá-nos paz e quietação; E o nome de Eva troca. As prisões a os réus desata E a nós, cegos, alumia; De tudo que nos maltrata Nos livra, o bem nos granjeia.
Que os rogos do povo seu Ouça aquele que, nascendo Por nós, quis ser Filho teu.
Ó Virgem especiosa,
Toda cheia de ternura, Extintos nossos pecados, Dá-nos pureza e brandura. Dá-nos uma vida pura, Põe-nos em via segura,
Para que a Jesus gozemos, E sempre nos alegremos. A Deus Pai veneremos; A Jesus Cristo também, E ao Espírito Santo; demos Aos três um louvor. Amém.

Religião universal e poder global

   Abaixo entrevista dada à editoria da Canção Nova, do jornalista e doutor em Teologia pela Universidade de Navarra (Espanha), monsenhor Juan  Claudio Sanahuja, que abordou o tema “Poder Global e Religião Universal” em uma das palestras deste sábado, 05, durante o II Congresso Internacional pela Verdade e pela Vida, promovido pela Human Life International no Mosteiro de São Bento, em São Paulo.

 Não é necessário falar muito, mas o palestrante falou sobre a religião universal e o poder globalista e a forma como eles têm infiltrado em vários organismos da sociedade e até mesmo em organismos católicos.

noticias.cancaonova.com – De que forma funcionam essas estratégias de estabelecimento de um poder global e religião universal?
Monsenhor Juan Claudio Sanahuja – É algo fabricado pelos mesmos lobbys antivida, porque precisam transformar a cultura dos países cristãos, a fim de que a mensagem antivida possa ser aceita nesses países. Para isso, precisam “trocar” as crenças dos povos cristãos, especialmente católicos, e isso desgraçadamente é favorecido por uma situação de “crise” no interior da Igreja, pois há pessoas, inclusive eclesiásticos, que não aceitam os pronunciamentos magisteriais.

Justamente estes projetos de nova ética internacional baseiam-se no relativismo ético. Portanto, os documentos do Magistério que afirmam verdades imutáveis são rechaçados por esses projetos. E querem inculcar isso no povo cristão e católico, em parte valendo-se de alguns eclesiásticos que não aceitam o ensinamento da Igreja.

noticias.cancaonova.com – Já tivemos na história regimes políticos que promoveram o ateísmo, e, depois, surgiu essa tendência de promover a religião aconfessional. Qual é a diferença desses dois mecanismos?
Monsenhor Sanahuja – As pessoas são quase sempre as mesmas e tudo está impregnado de um neomarxismo. Então, o que ocorre é que querem substituir a religião revelada, cristã, por uma outra, de valores relativos, utilizando inclusive as mesmas palavras que têm grande valor para a religião cristã. Por exemplo, a “paz”. É uma palavra que tem forte embasamento de conteúdo cristão. Por isso, não bastam as palavras: temos que ver quem diz e por que as diz.

É o que o então Cardeal Joseph Ratzinger chamou de moralismo político. Não basta falar sobre paz, proteção das crianças, igualdade. Tem-se que ver quem diz e qual é a sua ideologia, pois podem ser palavras enganosas, embora baseadas em conteúdo católico. Então, aqueles que pregavam ateísmo há uns anos são os mesmos, ou discípulos desses, e agora pregam uma nova ética de valores relativos, mutáveis. Assim, tudo o que seja verdade imutável é fundamentalismo e, portanto, rechaçável, condenável. Por isso, alguns dizem que a posição da Igreja em relação ao aborto altera a paz, tanto social quanto mundial. Já outros abordam as formas de se combater a Aids: a Igreja fala sobre o cultivo de bons costumes, e há quem acuse isso de crime!

noticias.cancaonova.com – De que forma os padres e bispos podem ajudar nesse contexto? E o povo católico, já abriu os olhos para essa realidade?
Monsenhor Sanahuja – Sendo fiéis ao Magistério, pregando a doutrina ensinada por Jesus. Acontece que nós sacerdotes, os clérigos, inclusive bispos, temos a pressão do ambiente, do “politicamente correto”. Temos que pregar a Jesus e a conduta que Ele nos ensina a ter, apesar da presença do politicamente correto. Com a ajuda de Deus, não podemos ceder às pressões. Isso é inadmissível. Os sacerdotes devem pregar Jesus e a doutrina católica, em sua integridade, e não se deixar pressionar, ainda que isso possa trazer dor de cabeça.

Documentário anti-aborto: mais de um milhão de acesso

O vídeo abaixo já recebeu mais de um milhão de acessos em apenas um mês. É um documentário anti-aborto, no qual o entrevistador leva os entrevistados a analisar o holocausto de milhões de judeus pelos nazistas – fato tremendamente repugante para a maioria dos entrevistados – e a analisar o holocausto de bebês no útero materno através do aborto. Se você ainda não viu, vale a pena ver.

França: muçulmanos apedrejam procissão católica.

 
Esta notícia não vem do Egito nem do Irã, as vítimas são católicos franceses atacados nas ruas por muçulmanos.
 
 
Segundo reportado pelo Petit Echos d’Oran, na cidade de Nîmes, sul da França, muçulmanos atacaram e apedrejaram uma procissão católica. O episódio é apenas mais um entre as constantes agressões que muçulmanos tem protagonizado contra os cristãos na França e em outras partes da Europa. Tem tornado-se constante os ataques não apenas contra os cristãos, mas contra suas igrejas e cemitérios. Infelizmente, essas agressões não encontram eco na imprensa, ou quando são noticiadas, omitem a verdadeira motivação por trás dos ataques, com objetivo de proteger e minimizar os atos anticristãos dos muçulmanos.
 
O ataque ocorreu contra a comunidade católica dos antigos “pés negros” (europeus que viviam na Argélia no período colonial). A reunião atual da confraria “La Joyeuse Union Don Bosco” ocorre em Nîmes, no santuário da Virgem de Santa Cruz, construído pelos repatriados de Orán no final da Guerra da Argélia. Depois das celebrações participantes da Romaria foram apedrejados por jovens imigrantes da região. A polícia imediatamente interveio para proteger aos romeiros. Segundo a imprensa ninguém foi detido.
 

Jesus, comunista?

Esta é a ideia presente na cabeça de muitos teólogos, padres e bispos atualmente. Não só. Também políticos afirmam essa bobagem. Hugo Chávez da Venezuela afirmou isso algum tempo atrás. Agora, o  premiado ator Matthew Modine quer passar também essa ideia através do filme “Jesus was a commie” (Jesus era um comunista).

Para o ator, se Jesus estivesse entre nós de carne e osso (esse senhor esquece ou não crê  que Ele está entre nós com Seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade), Ele apoiaria o movimento “Ocupe Wall Street”. Para ele, se “houvesse um homem barbudo, de pés descalços falando sobre paz, liberdade, amor e virasse a mesa dos especuladores de Wall Street, ele seria crucificado pela mídia”.

O filme, um curta-metragem, mostra o Filho de Deus como um líder socialista fazendo pregações a favor dos pobres. No início do filme aparece o Bispo brasileiro já falecido Dom Helder Câmara, expoente da teologia da libertação nos anos 80 e 90, com a seguinte frase: “Se eu dou comida aos pobres, eles me chamam de santo. Se eu pergunto por que os pobres não têm comida, eles me chamam de comunista”.

Pe. Renato Leite agora pela internet

Aproveito este espaço para divulgar mais uma bela iniciativa apostólica:

Pe. Renato da Silva Leite, pároco da Paróquia Santa Isabel de Portugal da Diocese de Santo Amaro – SP, está fazendo um trabalho apostólico  e  catequético pela internet. Para ouví-lo semanalmente é so clicar aqui .