Gays brasileiros querem mais direitos

Como noticiei há alguns dias, foi apresentado no Congresso Nacional um anteprojeto de lei com o objetivo de consolidar o assim chamado direitos homossexuais, trata-se do Estatuto da Diversidade Sexual.

Coloco abaixo alguns artigos do anteprojeto para você ter noção do que querem os gays brasileiros.

Art. 7º – É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo proibida
qualquer prática que obrigue o indivíduo a renunciar ou negar sua identidade
sexual.

Art. 11 – É considerado discriminatório, em decorrência da orientação sexual ou
identidade de gênero:
I – proibir o ingresso ou a permanência em estabelecimento público, ou
estabelecimento privado aberto ao público;
II – prestar atendimento seletivo ou diferenciado não previsto em lei;
III – preterir, onerar ou impedir hospedagem em hotéis, motéis, pensões ou
similares; (Pousadas e casas de retiro cristãs serão obrigadas a hospedar parceiros de mesmo sexo como se fossem uma família tradicional?)
IV – dificultar ou impedir a locação, compra, arrendamento ou empréstimo de
bens móveis ou imóveis;
V – proibir expressões de afetividade em locais públicos, sendo as mesmas
manifestações permitidas aos demais cidadãos.

Art. 12 – O cometimento de qualquer desses atos ou de outras práticas
discriminatórias configura crime de homofobia, na forma desta lei, além de
importar responsabilidade por danos materiais e morais.

Art. 14 – A união homoafetiva deve ser respeitada em sua dignidade e merece
a especial proteção do Estado como entidade familiar.
Art. 15 – A união homoafetiva faz jus a todos os direitos assegurados à união
heteroafetiva no âmbito do Direito das Famílias e das Sucessões, entre eles:
I – direito ao casamento;
II – direito à constituição de união estável e sua conversão em
casamento;
III – direito à escolha do regime de bens;
IV – direito ao divórcio;
V – direito à filiação, à adoção e ao uso das práticas de reprodução
assistida;
VI – direito à proteção contra a violência doméstica ou familiar;
VII – direito à herança, ao direito real de habitação e ao direito à
concorrência sucessória.

Art. 21 – É garantido o acesso às técnicas de reprodução assistida particular ou
por meio do Sistema Único de Saúde – SUS, de forma individual ou conjunta.
§ 1º – É admitido o uso de material genético do casal para práticas
reprodutivas.

Art. 23 – Não pode ser negada a habilitação individual ou conjunta à adoção de
crianças e adolescentes, em igualdade de condições, em decorrência da
orientação sexual ou identidade de gênero dos candidatos. (Orfanatos católicos, também?)

Art. 25 – É assegurada licença-natalidade a qualquer dos pais, sem prejuízo do
emprego e do salário, com a duração de cento e oitenta dias.

Art. 26 – Estabelecido o vínculo de filiação socioafetiva, é assegurado o
exercício do poder familiar, ainda que o casal esteja separado.

Art. 32 – Nos registros de nascimento e em todos os demais documentos
identificatórios, tais como carteira de identidade, título de eleitor, passaporte,
carteira de habilitação, não haverá menção às expressões “pai” e “mãe”, que
devem ser substituídas por “filiação”.

Art. 33 – Transexuais, travestis, transgêneros e intersexuais têm direito à livre
expressão de sua identidade de gênero.

Art. 35 – É assegurado acesso aos procedimentos médicos, cirúrgicos e
psicológicos destinados à adequação do sexo morfológico à identidade de
gênero.
Parágrafo único – É garantida a realização dos procedimentos de
hormonoterapia e transgenitalização particular ou pelo Sistema Único de Saúde
– SUS.

Art. 36 – Não havendo risco à própria vida, é vedada a realização de qualquer
intervenção médico-cirúrgica de caráter irreversível para a determinação de
gênero, em recém-nascidos e crianças diagnosticados como intersexuais.

Art. 37 – Havendo indicação terapêutica por equipe médica e multidisciplinar de
hormonoterapia e de procedimentos complementares não-cirúrgicos, a
adequação à identidade de gênero poderá iniciar-se a partir dos 14 anos de
idade.

Art. 38 – As cirurgias de redesignação sexual podem ser realizadas somente a
partir dos 18 anos de idade.

Art. 45 – Em todos os espaços públicos e abertos ao público é assegurado o
uso das dependências e instalações correspondentes à identidade de gênero. (Todas os templos religiosos agora deverão ter um banheiro para gays?)

Art. 48 – É obrigatória a inclusão do quesito orientação sexual e identidade de
gênero nos formulários e prontuários de informação nos sistemas hospitalares
públicos e privados.

Art. 50 – A orientação sexual ou identidade de gênero não pode ser usada
como critério para seleção de doadores de sangue.

Art. 51 – Os leitos de internação hospitalar devem respeitar e preservar a
identidade de gênero dos pacientes.

Art. 53 – É proibido o oferecimento de tratamento de reversão da orientação
sexual ou identidade de gênero, bem como fazer promessas de cura.

Art. 60 – Os profissionais da educação têm o dever de abordar as questões de
gênero e sexualidade sob a ótica da diversidade sexual, visando superar toda
forma de discriminação, fazendo uso de material didático e metodologias que
proponham a eliminação da homofobia e do preconceito.

Art. 61 – Os estabelecimentos de ensino devem adotar materiais didáticos que
não reforcem a discriminação com base na orientação sexual ou identidade de
gênero.

Art. 62 – Ao programarem atividades escolares referentes a datas
comemorativas, as escolas devem atentar à multiplicidade de formações
familiares, de modo a evitar qualquer constrangimento dos alunos filhos de
famílias homoafetivas. (dia dos pais e dia das mães nas escolas).

Art. 65 – Nas escolas de ensino fundamental e médio e nos cursos superiores,
é assegurado aos transexuais, travestis, transgêneros e intersexuais, no ato da
matrícula, o uso do nome social o qual deverá constar em todos os registros
acadêmicos.

Art. 73 – A administração pública assegurará igualdade de oportunidades no
mercado de trabalho a travestis e transexuais, transgêneros e intersexuais,
atentando ao princípio da proporcionalidade.

Art. 74 – A administração pública e a iniciativa privada devem promover
campanhas com o objetivo de elevar a qualificação profissional de travestis e
transexuais, transgêneros e intersexuais.

Art. 84 – Devem ser criadas delegacias especializadas para o atendimento de
denúncias por preconceito de sexo, orientação sexual ou identidade de gênero.

Art. 87 – É assegurado às vítimas de discriminação a assistência do Estado
para acolhimento, orientação apoio, encaminhamento e apuração de práticas
delitivas.

Art. 92 – É assegurado respeito aos homossexuais, lésbicas, bissexuais,
transexuais, travestis, transgêneros e intersexuais, de modo a terem
preservadas a integridade física e psíquica, em todos os meios de
comunicação de massa, como rádio, televisão, peças publicitárias, internet e
redes sociais.

Art. 93 – Os meios de comunicação não podem fazer qualquer referência de
caráter preconceituoso ou discriminatório em face da orientação sexual ou
identidade de gênero.

Art. 94 – Constitui prática discriminatória publicar, exibir a público, qualquer
aviso sinal, símbolo ou emblema que incite à intolerância. (faixas, cartazes, outdoors com frases bíblicas da criação de homem e mulher pode ser considerada homofóbica).

Art. 96 – Configura prática discriminatória negar o fornecimento de bens ou
prestação de serviços ao consumidor em decorrência de sua orientação sexual
ou identidade de gênero

Art. 98 – Nenhum estabelecimento público ou aberto ao público pode impedir
acesso ou estabelecer restrições em face da orientação sexual ou identidade
de gênero. (nem mesmo igrejas)

Art. 106 – A participação em condição de igualdade de oportunidade, na vida
econômica, social, política e cultural do País será promovida, prioritariamente,
por meio de:
I – inclusão nas políticas públicas de desenvolvimento econômico e social;
II – modificação das estruturas institucionais do Estado para o adequado
enfrentamento e a superação das desigualdades decorrentes do preconceito
e da discriminação por orientação sexual ou identidade de gênero;
III – promoção de ajustes normativos para aperfeiçoar o combate à
discriminação e às desigualdades em todas as manifestações individuais,
institucionais e estruturais;
IV – eliminação dos obstáculos históricos, socioculturais e institucionais que
impedem a representação da diversidade sexual nas esferas pública e
privada;
V – estímulo, apoio e fortalecimento de iniciativas oriundas da sociedade civil
direcionadas à promoção da igualdade de oportunidades e ao combate às
desigualdades, inclusive mediante a implementação de incentivos e critérios
de condicionamento e prioridade no acesso aos recursos públicos;
VII – implementação de programas de ação afirmativa destinados ao
enfrentamento das desigualdades no tocante à educação, cultura, esporte e
lazer, saúde, segurança, trabalho, moradia, meios de comunicação de
massa, financiamentos públicos, acesso à terra, à Justiça, e outros.

 

10 mandamentos para a luta espiritual

Thomas Paprocki, Bispo de Springfield (Illinois, EUA) autorizou que seja recitada em sua diocese, no final de cada Santa Missa, a Oração a São Miguel Arcanjo composta pelo Papa Leão XIII. Para isso, informa o jornal diocesano Catholic Times, foram distribuídos às paróquias cartões impressos, contendo num lado a oração e no outro uma carta de Dom Paprocki.

Um dos maiores trunfos de Satanás em sua camuflagem, é a crença de que ele não existe”, afirmou o Bispo norte-americano. Quando não acreditamos “nas forças do mal ficamos incapazes de resistir a elas. Por isso, é bom lembrarmos a Oração a São Miguel Arcanjo” acrescentou.

Por determinação de Leão XIII, essa oração era rezada no final de cada celebração eucarística até o ano de 1965. “João Paulo II e Bento XVI exortavam os fiéis a rezá-la diariamente, sobretudo depois da Missa”, explicou Dom Paprocki.

“O Arcanjo Miguel quando disputava com o diabo, discutindo a respeito do corpo de Moisés, não se atreveu a pronunciar uma sentença injuriosa contra ele, mas limitou-se a dizer: o Senhor te repreenda!” (Judas v.9).  O Diabo existe para alguns teólogos, religiosos, sacerdotes e algumas religiões e seitas o diabo em geral tem sido visto como uma relíquia da superstição: uma invenção humana.

Por isso em 2002 o arcebispo de Genova, Dionigi Tettamanzi, um dos cardeais mais importantes da Itália, causou grande agitação com sua carta pastoral de 40 páginas sobre como opor-se ao diabo.

A carta  “10 mandamentos”:

Primeiro: “Não te esqueças de que o diabo existe”, porque sua “primeira impostura” é “fazer-nos crer que ele não existe”.

Segundo: “Não te esqueças de que o diabo é um tentador… Não penses que tu és imune ou invulnerável”.

Terceiro: “Não te esqueças de que o diabo é muito inteligente e astuto. Ele continua a ser insidioso por fascinar, como fez com o primeiro homem”.

Quarto: “Vigia os olhos e o coração. E sê forte: em espírito e virtude”.

Quinto: “Crê firmemente na vitória de Cristo sobre o tentador”, porque isso “te fará seguro e imperturbável mesmo diante do mais violento ataque que nos possa ser desferido contra ti”.

Sexto: “Lembra-te de que Cristo te faz participante de sua vitória”.

Sétimo: “Continua a escutar a Palavra de Deus”.

Oitavo: “Sê humilde e ama a humilhação”.

Nono: “Ora sempre, sem te cansares”, a fim de vencer a tentação.

Décimo: “Adora o Senhor, teu Deus, e somente a ele rende adoração”.

Com autoridade divina São Paulo Apóstolo afirmou: “Para o os incrédulos, dos quais o “deus deste mundo” obscureceu a inteligência” (2 Cor 4,4).

O apóstolo São Pedro escreveu, Satanás é “como leão que ruge, procurando a quem devorar”. (1 Pd 5,8) Não causa admiração que o apóstolo São João lembrasse aos cristãos: “O mundo inteiro está no poder do maligno.” (1 Jo 5,19)

É exortativo não ignorarmos os ensinamentos dos santos apóstolos de Cristo. “Jesus Cristo se manifestou para destruir as obras do diabo” (1 Jo 3,8). A ferramenta do Diabo foi anunciado que o diabo deixaria seus trabalhos e ofereceria suas ferramentas para qualquer um que deixasse pagar o preço.

No dia da venda, elas foram expostas de maneira atraente: malícia, ódio, maus desejos, inveja, ciúme, sensualidade, fraude…

Todos os instrumentos do mal estavam lá, cada um com o seu preço. Separada do resto, se encontrava uma ferramenta de aparência inofensiva que, apesar de estar usada, tinha o preço superior ao de todas as outras.

Alguém perguntou ao diabo o que era. É o desânimo, respondeu ele.

-Mas por que ela esta tão aborrecido?

- “Porque”, respondeu o diabo, “ela me é mais útil do que todas as outras ferramentas”. Com ela, eu sei entrar em qualquer ser humano, e, uma vez no interior dele, eu posso manobrá-lo da maneira que melhor me convém.

“Essa ferramenta está usada porque eu a ultilizo quase todo o mundo e pouquíssimas pessoas sabem que ela me pertence”.

É supérfluo acrescentar que o preço fixado pelo diabo para o desânimo era tão alto que a ferramenta nunca foi vendida.

O diabo é sempre o proprietário, e ele continua a utiliza-la…O Capitão Capelão António Álvares da Silva (Frei Orlando), Patrono do Serviço de Assistência Religiosa do Exército (SAREX), disse com categoria: “Gente desanimada é gente vencida”.

Longe e bem longe do diabo e de sua ferramenta. Seguir o conselho do apóstolo São Tiago “Sujeitai-vos, pois a Deus, resistir ao diabo e ele fugirá de vos”. “Chegai-vos a Deus e ele chegará a vós” (Tg 4,7.8).O bom Deus fala para nós: “Não temos, porque eu estou contigo, não fiques apavorado, pois eu sou teu Deus; eu te fortaleço sim, eu te ajudo” (Is 41,10).Contra toda a cilada do inimigo e para uma vida vitoriosa a receita é: o estudo da Palavra de Deus, oração, jejum e a Santíssima Eucaristia.

por Pe. Inácio José do Vale

Professor de História da Igreja

PT e aborto: união indissolúvel

A Frente Nacional contra a Criminalização das Mulheres e pela legalização do aborto apresentou, em audiência pública no Auditório Petrônio Portela do Senado Federal, um documento favorável à despenalização do aborto no Brasil, na quinta-feira, dia 18. O encontro foi convocado pela Senadora Lídice da Mata, do PT da Bahia, com o apoio da senadora Ângela Portela, do PT de Roraima, e da senadora Ana Rita, do PT do Espírito Santo.  Vale ressaltar que as mulheres do PT são as que mais ultimamente tem trabalhado pela legalização do aborto no país e isso não é estranho, pois é o partido que está no poder e há um grande financiamento de grandes multinacionais para que as políticas reprodutivas e sexuais (aborto, anticoncepção, diversidade sexual, etc.) sejam cada vez mais implementadas na legislação brasileira.

 
Segundo o Movimento em Defesa da Vida no Brasil (MDV), durante a mencionada audiência no Senado, representantes de várias ONGs, entre as quais entre as quais está a Articulação de Mulheres Brasileiras, a Marcha Mundial de Mulheres, a Liga Brasileira de Lésbicas, a União Nacional dos Estudantes e a Central Única dos Trabalhadores, apresentaram aos senadores o documento da plataforma para legalização do aborto no Brasil. “Por que outros tentam decidir por nós aquilo que nós sabemos melhor sobre nós mesmas? Por que somos consideradas irresponsáveis na hora de tomar decisões?”, indagou Sônia Coelho, representante da Marcha Mundial das mulheres. (o engraçado é que a UNE e a CUT são organizações que lutam, uma em prol dos estudantes e outra, dos trabalhadores e o que eles tem a ver com a luta pela legalização do aborto?)
 
Para Lídice da Mata, o debate sobre o “pertencimento do corpo” está na raiz de toda a discriminação contra as mulheres. A parlamentar disse acreditar que a discussão sobre a legalização do aborto no Congresso deve ocorrer com a mesma liberdade conferida aos demais temas de repercussão nacional.
 
Como já havia sido anunciado pela senadora Marta Suplicy, o tema do aborto deveria ser retomado pelo congresso. Dois dias após o término das eleições de 2010, ao ser questionada por uma repórter sobre “as chances, depois do que aconteceu nas eleições de 2010, do PT retomar bandeiras históricas como o direito ao aborto e ao casamento gay”, a senadora Suplicy respondeu: “certamente a prioridade do governo passará longe disso, e a presidente Dilma se comprometeu e não fará nenhum gesto neste sentido. Porém o congresso é outra coisa, e provavelmente deverá recuperar [o tema]“. Marta Suplicy pensa que o povo é bobo acreditando nas palavras dela. É claro, que a presidente Dilma não agiria para trazer o tema do aborto para debate, ela não precisa disto, pois ela tem uma enormidade de aliados que fariam isso por ela. Ademais, o risco de ela entrar nessa onda é se passarr como mentirosa e cair sua popularidade.
 
Na mesa do auditório, viam-se faixas com expressões como “Aborto é um direito” e “Aborto: legalize já”. Segundo o MDV o documento pretende também “garantir a orientação sexual” nas escolas e “impedir a prática do ensino religioso na rede pública de educação”.
 
Texto adaptado do site Voto Católico
Com informações de ACI Digital e Agência do Senado

Estatuto da Diversidade Sexual e Estatuto do Nascituro

Temos visto nos últimos anos a inclusão na legislação brasileira de vários estatutos: o Estatuto do Idoso, Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), Estatuto do Desarmamento, entre outros.

 Agora, tramitam no Congresso dois estatutos que com certeza vão gerar muita polêmica.

Um é o Estatuto do Nascituro que pretende incluir na legislação brasileira o direito à vida desde a concepção, bem como outros direitos inerentes ao nascituro (bebê que está por nascer). A aprovação deste estatuto é uma batalha enorme a favor da vida e requer toda a pressão da sociedade para que ele seja aprovado, uma vez que o lobby pró-aborto vai tentar barrar com unhas e dentes.

O outro estatuto apresentado no Senado dia 23 perante o Sen. José Sarney é o chamado Estatuto da Diversidade Sexual acompanhado de uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) para incluir a orientação sexual à Carta Magna. O objetivo é inserir proibições à discriminação por orientação sexual, bem como modificar a licença-maternidade para licença-natalidade (o que querem mesmo é garantir licença aos casais gays ao adotarem crianças). Além disso, o estatuto quer garantir direitos à população GLBT como a união civil entre pessoas do mesmo sexo, direito à pensão ao companheiro sobrevivente e outros direitos chamados de “direitos homossexuais”.

Os dois estatutos prevêem a garantia de direitos aos seres humanos, mas um é politicamente incorreto e outro politicamente correto, vez que o primeiro dificilmente será aprovado e o segundo tem um apoio muito grande dos aliados da presidente Dilma.

É hora de mobilizar os cristãos deste país como nunca antes para vencermos a batalha.

Um dos meios de mobilização é a Marcha Nacional da Cidadania pela Vida, a ser realizada no dia 31 de agosto em Brasília. Vamos divulgar essa marcha pelos blogs, pelo twitter, facebook, etc… E aqueles que puderem participar, compareçam!

 

Pensamento sobre a JMJ por Dom Henrique

Hoje, a imprensa da Espanha, da Itália e de outros países comenta, admirada, a Jornada Mundial da Juventude. Fala de um Papa de 84 anos que atraiu dois milhões de jovens; fala da vitória da Igreja sobre o governo esquerdista e anticlerical da Espanha de Zapatero, fala do Papa que sabe falar aos jovens, fala da força da Igreja que renasce na Espanha…
 
 
Meu querido Leitor, é a mesmíssima imprensa que já afirmou repetidamente que Ratzinger não tem carisma algum, que a Igreja já não tem credibilidade nenhuma, que o escândalo dos padres pedófilos colocou por terra o período triunfalista de João Paulo II, que a Igreja entrou numa decadência sem fim e sem cura… A mesma imprensa que tinha certeza de que, sem João Paulo II, os jovens não mais se reuniriam em tamanha multidão…
Que lições devemos tirar de tudo isto? Aquelas que tenho recordado constantemente neste Blog: os cristãos não devem nunca interpretar as coisas de Deus a partir dos critérios do mundo, particularmente aqueles da imprensa! Nossa visão tem que ser a partir do Alto, a partir da cruz e da ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo!
 
Pense um pouco: (1) Os jovens não foram a Madri por causa de Bento XVI – como no passado não foram por causa de João Paulo II: os jovens foram por causa de Cristo, foram para encontrar Jesus! Um Papa nunca é, nunca pode ser uma atração: não dança, não canta, não requebra, não é sarado, não faz pirueta e não aparece sob efeitos especiais! E se fizer isso, não é o Papa, é a Xuxa! Os jovens foram, vão e irão sempre a esses encontros pela sede que consome seus corações: por causa de Cristo, vida da nossa vida e saciedade da nossa esperança! (2) Um Papa não tem que ser “carismático” no sentido mundano. Todo Papa é carismático, porque, uma vez eleito, recebeu o carisma, isto é a cháris, a graça própria do ministério petrino. Pode ser o comunicativo João Paulo II, o simpático João Paulo I, o bonachão João XXIII, o hierático e angelical Pio XII, o feioso Bento XV, o valente Pio XI, o melancólico Paulo VI ou o tímido Bento XVI. O verdadeiro católico não ama um Papa, não ama esse Papa, ama o Papa, escuta o Papa, obedece ao Papa – exatamente porque é o Papa, seja ele quem for! Para o católico todo Papa é Pedro, e basta!
 
 
(3) Essa multidão reunida não é, não deve ser e não pode ser uma prova de força da Igreja! Nossa força está unicamente na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo – é a mesma força da Semana Santa do ano passado, quando a imprensa acusava a Santa Igreja de Cristo de ser uma rede internacional de pedófilos e se diziam misérias contra o Santo Padre! Nossa força é Cristo, nossa vida é Cristo, nossa certeza é Cristo, nossa alegria e esperança é Cristo! (4) É verdade que Zapatero, adversário ferrenho do cristianismo, está passando – como passaram outros e passarão tantos outros. Ficará a Igreja, a Mãe católica amabilíssima, porque Cristo assim o quis e assim o prometeu! Mas, não devemos pensar aqueles jovens como um triunfo da Igreja sobre ninguém. O único triunfo que devemos buscar é o triunfo sobre o pecado nosso e do mundo inteiro! Se Zapatero é um inimigo externo da Igreja, também nós a prejudicamos com nossos pecados e egoísmos, com nossa tibieza e falta de amor… Os piores inimigos da Igreja estão dentro dela! (5) Quanto ao renascimento da Igreja na Espanha ou em qualquer parte do mundo, ele não pode ser medido por números, por multidões ou eventos… Somente o Senhor da Igreja conhece o número dos seus, somente ele sabe do vigor e da fraqueza de sua Santa Esposa, nossa Mãe católica! No entanto, se aquela multidão de jovens na casa dos vinte anos estava lá, significa que nas paróquias, nos grupos, nos movimentos, nas novas comunidades, nas congregações há uma Igreja viva, crente, orante, disposta a testemunhar o Senhor! Lembra do fermento na massa, do grão de mostarda, do tesouro escondido? Pois é, Jesus não erra nunca; Jesus sabe o que diz e sustenta o que fala! (6) Quanto aos elogios a Bento XVI, que sabe falar aos jovens, ele fala de Cristo com simplicidade, clareza e a convicção de quem experimentou o Senhor ao longo de toda a vida. Isto basta! Mais impressionante que aquela multidão escutando o Papa de 84 anos, é vê-la, junto com o ancião pontífice, silenciosa, contida, piedosamente reverente, ante um pedacinho de pão que esses católicos bobos afirmam ser o próprio Jesus imolado e ressuscitado, realmente presente neste mundo! Basta ver isso para perceber a força da fé, a atuação da graça e a esperança do mundo. (7) Para terminar, repito, mais uma vez: se fossem somente vinte jovens a comparecer a Madri, ainda assim Cristo estaria ali, vivo, atuante, potente, matando a sede de todo aquele que dele se aproxime.
 
Lembre dessas coisas, meu Leitor, quando daqui a pouco, por algum motivo, nalguma dificuldade, a imprensa novamente decretar que a Igreja está no fim, que o cristianismo passou, que a religião é coisa do passado… Então: firmes na fé, com os olhos fixos em Cristo!
 
  Escrito por Dom Henrique às 22h00 – 22.08.2011

JMJ Rio – 2013

O Papa anunciou hoje (24) o tema da próxima Jornada Mundial da Juventude que será realizada em Rio de Janeiro – Brasil em 2013.

O tema escolhido foi: “Ide e façais discipulos em todas as nações!”, uma referência ao Evangelho de Mateus (28,19).

Em setembro, a Cruz da JMJ e o ícone de Nossa Senhora chegam ao Brasil para peregrinarem pelas dioceses do Brasil.

JMJ: discurso da Vigília

Muitos viram que sábado (20) o Papa Bento XVI não pode, devido à chuva, pronunciar seu discurso aos jovens na vigília da JMJ. Claro, que o evento em si já falou muito… os jovens mostraram que estão tentando ficar enraizados em Cristo, edificados Nele, a ponto de não ceder às pressões exteriores para abandonar Cristo.

Abaixo o esperado discurso:

Queridos amigos!

Saúdo-vos a todos, e de modo particular aos jovens que me formularam as perguntas, agradecendo-lhes a sinceridade com que expuseram as suas inquietações, que exprimem de certo modo o anseio de todos vós por alcançar algo de grande na vida, algo que vos dê plenitude e felicidade.

Mas, como pode um jovem ser fiel à fé cristã e continuar a aspirar os grandes ideais na sociedade atual? No evangelho que escutamos, Jesus dá-nos uma resposta a esta importante questão: “Assim como o Pai Me tem amor, assim Eu vos amo a vós. Permanecei no meu amor” (Jo 15, 9).

Sim, queridos amigos, Deus nos ama. Esta é a grande verdade da nossa vida e que dá sentido a tudo o mais. Não somos fruto do acaso nem da irracionalidade, mas, na origem da nossa existência, há um projeto de amor de Deus. Assim permanecer no seu amor significa viver radicados na fé, porque esta não é a simples aceitação dumas verdades abstratas, mas uma relação íntima com Cristo que nos leva a abrir o nosso coração a este mistério de amor e a viver como pessoas que se sabem amadas por Deus.

Se permanecerdes no amor de Cristo, radicados na fé, encontrareis, mesmo no meio de contrariedades e sofrimentos, a fonte do júbilo e a alegria. A fé não se opõe aos vossos ideais mais altos; pelo contrário, exalta-os e aperfeiçoa-os. Queridos jovens, não vos conformeis com nada menos do que a Verdade e o Amor, não vos conformeis com nada menos do que Cristo.

Precisamente agora, quando a cultura relativista dominante renuncia e menospreza a busca da verdade, que é a aspiração mais alta do espírito humano, devemos propor, com coragem e humildade, o valor universal de Cristo como Salvador de todos os homens e fonte de esperança para a nossa vida.

Ele, que tomou sobre si as nossas aflições, conhece bem o mistério do sofrimento humano e mostra a sua presença amorosa em todos aqueles que sofrem. Estes, por sua vez, unidos à paixão de Cristo, participam intimamente da Sua obra de redenção. Além disso, a nossa atenção desinteressada pelos doentes e aos desamparados, sempre será um testemunho humilde e silencioso do rosto compassivo de Deus.

Queridos amigos, que nenhuma dificuldade vos paralise: Não tenhais medo do mundo, nem do futuro, nem da vossa fraqueza. O Senhor concedeu-vos viver neste momento da história, repleto de grandes possibilidades e oportunidades, para que, graças à vossa fé, continue a ressoar o nome de Cristo em toda a terra.

Nesta vigília de oração, convido-vos a pedir a Deus que vos ajude a descobrir a vossa vocação na sociedade e na Igreja e a perseverar nela com alegria e fidelidade. Vale acolher dentro de nós o chamado de Cristo e seguir com coragem e generosidade o caminho que Ele nos proponha.

A muitos, o Senhor chama ao matrimônio, no qual um homem e uma mulher, formando uma só carne (cf. Gn 3, 24), se realizam numa profunda vida de comunhão. É um horizonte de vida ao mesmo tempo luminoso e exigente; um projeto de amor verdadeiro, que se renova e consolida cada dia, partilhando alegrias e dificuldades, e que se caracteriza por uma entrega da totalidade da pessoa. Por isso, reconhecer a beleza e bondade do matrimônio significa estar conscientes de que o âmbito adequado à grandeza e dignidade do amor matrimonial só pode ser um âmbito de fidelidade e indissolubilidade e também de abertura ao dom divino da vida.

A outros, diversamente, Cristo chama-os a segui-Lo mais de perto no sacerdócio ou na vida consagrada. Como é belo saber que Jesus vem à tua procura, fixa o seu olhar em ti e, com a sua voz inconfundível, diz também a ti: “Segue-Me” (cf. Mc 2, 14).

Queridos jovens, para descobrir e seguir fielmente a forma de vida a que o Senhor chama cada um de vós, é indispensável permanecer no seu amor como amigos. E, como se mantém a amizade se não com o trato frequente, o diálogo, o estar juntos e o partilhar anseios ou penas? Dizia Santa Teresa de Ávila que a oração não é outra coisa senão “tratar de amizade – estando muitas vezes tratando a sós – com Quem sabemos que nos ama” (Livro da Vida, 8).

Convido-vos, pois, a ficardes agora em adoração a Cristo, realmente presente na Eucaristia; a dialogar com Ele, a expor na sua presença as vossas questões e a escutá-Lo. Queridos amigos, rezo por vos com toda a minha alma; suplico-vos que rezeis também por mim. Peçamos-Lhe, ao Senhor, nesta noite que, atraídos pela beleza do seu amor, vivamos sempre fielmente como seus discípulos. Amém!


JMJ 2011: o Papa fala de si e dos cristãos

O Papa Bento XVI se reuniu hoje com os seminaristas da Espanha. Na sua homilia, ele enfatizou a importância do jovem que caminha para o sacerdócio em buscar o silêncio interior, a oração, o estudo.

Mas o que impressiona nos discursos e homilias do Papa são palavras que falam de si mesmo e das atitudes de todos os verdadeiros cristãos em todas as épocas.

Nesse encontro com os jovens seminaristas ele disse o seguinte: ” Apoiados no seu amor, não vos deixeis amedrontar por um ambiente onde se pretende excluir Deus e no qual os principais critérios por que se rege a existência são, frequentemente, o poder, o ter ou o prazer. Pode acontecer que vos desprezem, como se costuma fazer com quem aponta metas mais altas ou desmascara os ídolos diante dos quais muito se prostram hoje.”

Ele está ou não a falar de si mesmo? Ele, como colaborador da verdade, é o homem público na atualidade que mais aponta metas altas para o ser humano e desmascara os ídolos adorados pelo mundo moderno e como resposta recebe muitas vezes o desprezo. Desprezo vindo daqueles que dentro da Igreja não suportam mais a sã doutrina, desprezo do mundo que não quer mais saber das leis de Deus e nem das coisas eternas.

Também nós cristãos somos chamados a ouvir, acolher e praticar aquilo que Cristo nos ensinou e o Papa hoje nos recorda: não temer as perseguições dos homens contrários a Deus.

JMJ 2011: belas imagens

“O mundo será salvo pela beleza” (Dostoievski), sim, o mundo será salvo pela beleza sempre antiga e sempre nova: Deus. Ele é o Belo e tudo que Ele criou é um reflexo dessa beleza.
A juventude reunida em Madri é reflexo da beleza de Deus…
Curta essas belas imagens (verdadeiramente dá para comover) da JMJ 2011.
Vídeo produzido pelo site www.jmjcampinas.org.br

Veja abaixo a resposta católica ante a Marcha ateísta, anti-Papa e laicista. O cristão reage ante as ofensas de uma forma diferente, pois o próprio Cristo ensinou como deveria agir o cristão ante a ofensa.

Hino da JMJ 2011

Refrão do hino da JMJ 2011 – Acompanhemos e cantemos juntos com os jovens que estão em Madri:

Firmes en la fe, caminamos en Cristo,
Nuestro Amigo, nuestro Señor.
¡Gloria siempre a Él! ¡Gloria siempre a Él!
Caminamos en Cristo firmes en la fe.

Via Crucis dos jovens com o Papa

Na Via Crucis que os jovens fizeram na tarde de sexta-feira 19 com o Papa Bento XVI ficou clara que Cristo continua sofrendo através dos homens que são perseguidos, humilhados, desprezados. Mas sobretudo, fica a imagem de um Deus que ama até às últimas consequências o ser humano, eu e você. Como responder a esse infinito amor? Deixemos o Papa responder-nos:

Quando é límpido e autêntico o olhar da fé, a beleza coloca-se ao seu serviço e é capaz de representar os mistérios da nossa salvação a ponto de nos tocar profundamente e transformar o nosso coração, como sucedeu a Santa Teresa de Ávila ao contemplar uma imagem de Cristo coberto de chagas (cf. Livro da Vida, 9, 1).

À medida que íamos avançando com Jesus até chegar ao cimo da sua entrega no Calvário, vinham-nos à mente as palavras de São Paulo: “Cristo amou-me e a Si mesmo Se entregou por mim” (Gal 2, 20). À vista de um amor assim desinteressado, cheios de admiração e reconhecimento perguntamo-nos agora: Que havemos nós de fazer por Ele? Que resposta Lhe daremos?

São João diz claramente: “Foi com isto que conhecemos o amor: Ele, Jesus, deu a sua vida por nós; assim também nós devemos dar a vida pelos nossos irmãos” (1 Jo 3, 16).

A paixão de Cristo incita-nos a carregar sobre os nossos ombros o sofrimento do mundo, com a certeza de que Deus não é alguém distante ou alheio ao homem e às suas vicissitudes; pelo contrário, fez-Se um de nós “para poder padecer com o homem, de modo muito real, na carne e no sangue (…). A partir de lá entrou em todo o sofrimento humano alguém que partilha o sofrimento e a sua suportação; a partir de lá propaga-se em todo o sofrimento a con-solatio, a consolação do amor solidário de Deus, surgindo assim a estrela da esperança” (Spe salvi, 39).

Queridos jovens, que o amor de Cristo por nós aumente a vossa alegria e vos anime a permanecer junto dos menos favorecidos. Vós que sois tão sensíveis à ideia de partilhar a vida com os outros, não passeis ao largo quando virdes o sofrimento humano, pois é aí que Deus vos espera para dardes o melhor de vós mesmos: a vossa capacidade de amar e de vos compadecerdes.

JMJ Especial: marcha anti-Papa e beijo gay

Ante os insultos, oração. Essa foi a resposta de dezenas de peregrinos de todo o mundo que na quarta-feira 17 se encontraram nas ruas de Madrid com os manifestantes da furiosa marcha anti-Papa convocada por grupos radicais laicistas e de ativistas homossexuais para protestar pela visita do Papa Bento XVI.

Diante da grande publicidade que recebeu a marcha, vários meios de imprensa calculam em dois mil os participantes dela. Entretanto, fontes da polícia de Madrid consideram que a cifra poderia alcançar as cinco mil pessoas, números muito longínquos dos 20 mil que ostentam os mais de cem grupos organizadores do protesto.

Os “anti-Papa” percorreram várias ruas de Madrid sob o lema de “Meus impostos, ao Papa: zero” em uma marcha autorizada pela Delegação do Governo para a véspera da chegada de Bento XVI.

Embora os organizadores tenham defendido seu protesto como “não-confessional e econômico”, os manifestantes acompanharam um falso papa-móvel com um sujeito disfarçado de Pontífice e um demônio como chofer, levavam pôsteres com insultos e vociferavam lemas ofensivos contra o Papa e a Igreja Católica.

Segundo a plataforma cidadã espanhola HazteOir.org, “a tensão começou junto à estação de Cercanias del Sol onde a Polícia Nacional optou por desalojar jovens que defendiam a JMJ para permitir que a marcha seguisse seu curso. Deste modo, com todo a distancia da Porta do Sol ao seu dispor, os manifestantes puderam circular. Entretanto, parte da marcha ficou detida na praça e seguiu repreendendo aos jovens católicos”.

A marcha terminou com violentos enfrentamentos entre os manifestantes anti-Papa e a polícia anti-motins de Madrid que os desalojou à força da praça da Porta do Sol. Ao menos seis manifestantes foram presos.

O jornal El País oferece em sua edição digital uma galeria de fotos em que se apreciam várias imagens de peregrinos resistindo aos insultos de furiosos manifestantes com suas orações.
Entretanto, para a maioria de peregrinos da JMJ Madrid 2011 os fatos de ontem são intrascendentes.

Já hoje, enquanto o Papa passava pelas ruas de Madri um grupo gay da Espanha quis exibir o tal chamado beijo gay. É ou não é uma provocação? Querem respeito, mas não querem respeitar!

 

Adaptação do texto do site www.acidigital.com

Jornada Mundial da Juventude 2011

Trechos do discurso do Papa na chegada a Madri para a Jornada Mundial da Juventude 2011:

Venho aqui para me encontrar com milhares de jovens de todo o mundo, católicos, interessados por Cristo ou à procura da verdade que dê sentido genuíno à sua existência. Chego como Sucessor de Pedro para confirmar todos na fé, vivendo alguns dias de intensa atividade pastoral para anunciar que Jesus Cristo é o Caminho, a Verdade e a Vida. Para animar o compromisso de construir o Reino de Deus no mundo, no meio de nós. Para exortar os jovens a encontrarem-se pessoalmente com Cristo Amigo e assim, radicados na sua Pessoa, converterem-se em seus fiéis seguidores e valorosas testemunhas.

Esta multidão de jovens que veio a Madri… porque e para que vieram? Embora a resposta deva ser dada por eles próprios, pode-se entretanto pensar que desejam escutar a Palavra de Deus, como lhes foi proposto no lema para esta Jornada Mundial da Juventude, de tal maneira que, arraigados e edificados em Cristo, manifestem a firmeza da sua fé.

Muitos deles talvez tenham ouvido a voz de Deus apenas como um leve sussurro, que os impeliu a procurá-Lo mais diligentemente e a partilhar com outros a experiência da força que tem na suas vidas. Esta descoberta do Deus vivo revigora os jovens e abre os seus olhos para os desafios do mundo onde vivem, com as suas possibilidades e limitações. Veem a superficialidade, o consumismo e o hedonismo imperantes, tanta banalidade na vivência da sexualidade, tanto egoísmo, tanta corrupção. E sabem que, sem Deus, seria difícil afrontar estes desafios e ser verdadeiramente felizes, colocando para isso todo o entusiasmo na consecução duma vida autêntica. Mas, com Ele a seu lado, terão luz para caminhar e razões para esperar, não se detendo nem mesmo diante dos ideais mais altos, que hão-de motivar os seus generosos compromissos para a construção de uma sociedade onde se respeite a dignidade humana e uma efetiva fraternidade. Aqui, nesta Jornada, têm uma ocasião privilegiada para colocar em comum as suas aspirações, trocar reciprocamente a riqueza das suas culturas e experiências, animar-se mutuamente num caminho de fé e de vida, no qual alguns se julgam sozinhos ou ignorados nos seus ambientes quotidianos. Mas não! Não estão sozinhos. Muitos da sua idade partilham os mesmos propósitos deles e, confiando inteiramente em Cristo, sabem que têm realmente um futuro à sua frente e não temem os compromissos decisivos que preenchem toda a vida. Por isso me dá imensa alegria poder escutá-los, rezarmos juntos e celebrar a Eucaristia com eles. A Jornada Mundial da Juventude traz-nos uma mensagem de esperança, como uma brisa de ar puro e juvenil, com aromas renovadores que nos enchem de confiança face ao amanhã da Igreja e do mundo.

Não faltam, certamente, dificuldades. Subsistem tensões e confrontos em aberto em muitos lugares do mundo, inclusive com derramamento de sangue. A justiça e o sublime valor da pessoa humana facilmente se curvam a interesses egoístas, materiais e ideológicos. Não sempre se respeita, como é devido, o meio ambiente e a natureza, que Deus criou com tanto amor. Além disso, muitos jovens olham com preocupação para o futuro diante da dificuldade de encontrar um trabalho digno, ou por terem perdido o emprego, ou por ser este muito precário. Há outros que precisam de prevenção para não cair na rede das drogas, ou de uma ajuda eficaz, caso desgraçadamente já tenham caído nela. Há muitos que, por causa da sua fé em Cristo, são vítimas de discriminação, que gera o desprezo e a perseguição, aberta ou dissimulada, que sofrem em determinadas regiões e países. Molestam-lhes querendo afastá-los d’Ele, privando-os dos sinais da sua presença na vida pública e silenciando mesmo o seu santo Nome. Mas, eu volto a dizer aos jovens, com todas as forças do meu coração: Que nada e ninguém vos tire a paz; não vos envergonheis do Senhor. Ele fez questão de fazer-se igual a nós e experimentar as nossas angústias para levá-las a Deus, e assim nos salvou.

Neste contexto, é urgente ajudar os jovens discípulos de Jesus a permanecerem firmes na fé e a assumirem a maravilhosa aventura de anunciá-la e testemunhá-la abertamente com a sua própria vida
. Um testemunho corajoso e cheio de amor pelo homem irmão, ao mesmo tempo decidido e prudente, sem ocultar a própria identidade cristã, num clima de respeitosa convivência com outras legítimas opções e exigindo ao mesmo tempo o devido respeito pelas próprias.

A meditação por Bento XVI

Catequese de Bento XVI sobre a meditação do dia 17/08/11


Queridos irmãos e irmãs,

Estamos ainda sobre a luz da Festa da Assunção, que – como já disse – é uma Festa da Esperança. Maria chegou ao Paraíso e este é o nosso destino: todos nós podemos alcançar o Paraíso. A questão é: como?

Maria chegou. Ela – diz o Evangelho – é “aquela que acreditou no cumprimento daquilo que disse o Senhor” (Lc 1,45). Então, Maria acreditou, confiou em Deus e entrou com a sua na vontade do Senhor e este é, justamente, o caminho correto, estrada em direção ao Paraíso. Acreditar, confiar no Senhor, entrar na sua vontade: esse é o caminho essencial.

Hoje não queria falar sobre todo esse caminho da fé, mas só sobre um pequeno aspecto da vida da oração que é a vida de contato com Deus, isto é, sobre a meditação.

E o que é a meditação? Quero dizer “fazer meditação” daquilo que Deus fez e não esquecer seus tantos benefícios (cfr Sal 103, 2b).

Normalmente vemos somente as coisas negativas; devemos ter em nossa memória também as coisas positivas, os dons que Deus nos deu, sermos atentos aos sinais positivos que vêm de Deus e recordar disso. Então, falamos de um tipo de oração que na tradição cristã é chamada “oração mental”.

Nós conhecemos normalmente a oração com palavras, naturalmente também mente e coração devem estar presentes nesta oração, mas falemos hoje sobre uma meditação que não é de palavras, mas um ‘entrar em contato’ com a nossa mente no coração de Deus. E Maria é um modelo muito real.

O evangelista Lucas repete diversas vezes que Maria “conservava todas aquelas palavras, meditando-as no seu coração” (2,19; cfr 2,51b). Vale não esquecer que ela é atenta a todo aquilo que o Senhor lhe disse e fez, e meditava, isto é, tinha contato com diversas coisas, aprofundando-as em seu coração.

Ela, portanto, que “acreditou” no anúncio do Anjo e se fez instrumento para que a Palavra eterna do Altíssimo pudesse encarnar-se, acolhendo no seu coração o maravilhoso prodígio do nascimento do homem-divino, meditou-o, ela concentrou-se na reflexão sobre aquilo que Deus estava operando nela, para acolher a vontade divina na sua vida e corresponder-Lhe.

O mistério da encarnação do Filho de Deus e a maternidade de Maria é algo tão grande que requer um processo de interiorização, não é somente algo físico que Deus opera nela, mas é algo que exige uma interiorização por parte de Maria, que busca aprofundar na inteligência, interpretando o sentido, para compreender suas implicações e as consequências.

Assim, dia após dia, no silêncio da vida cotidiana, Maria continuou a acolher em seu coração os sucessivos eventos admiráveis dos quais ela era testemunha, até a prova extrema da Cruz e a alegria da Ressurreição.

Maria viveu plenamente sua existência, seus deveres cotidianos, sua missão de mãe, mas soube manter em si um espaço interior para refletir sobre a palavra e a vontade de Deus, sobre aquilo que chegava a ela, sobre os mistérios da vida de seu Filho.

Em nosso tempo, somos absorvidos por tantas atividades e empenhos, preocupações e problemas, normalmente essas coisas ocupam todo o espaço do nosso dia, sem deixar um momento para parar e refletir e nutrir a vida espiritual, o contato com Deus.

Maria nos ensina o quanto é necessário encontrar nas nossas jornadas, com todas as atividades, momentos para nos recolhermos em silêncio meditar sobre quanto o Senhor nos quer ensinar, sobre como está presente e age o mundo e nossa vida: ser capaz de parar um momento e meditar.

Santo Agostinho compara a meditação dos mistérios de Deus com a assimilação dos alimentos e usa um verbo que ocorre ao longo da tradição cristã: “ruminar” os mistérios de Deus, isto é, fazer isso continuamente, ressoar em nós mesmos, porque nos tornamos família, guiando nossa vida, nutrindo-nos com o alimento necessário para nos sustentar.

E Santo Boaventura, referindo-se as palavras da Sagrada Escritura diz que “são sempre ruminadas para poder fixar com ardente aplicação de animo” (Coll. In Hex, ed. Quaracchi 1934, p. 218).

Meditar, portanto, quer dizer criar em nós uma situação de acolhimento, de silêncio interior, para refletir, assimilar os mistérios da nossa fé e aquilo que Deus opera em nós; e não somente as coisas que vão e bem.

Podemos fazer esta “ruminação” de vários modos, tendo, por exemplo, uma breve leitura da Sagrada Escritura, sobretudo dos Evangelhos, os Atos dos Apóstolos, as Cartas dos Apóstolos, ou mesmo uma página de um autor de espiritualidade próxima a nós e ter mais presente as realidades de Deus nos nossos dias, talvez também nos reconciliando com um confessor ou diretor espiritual , lendo e refletindo sobre isso, apoiando nisso, buscando compreender, entender o que isso me diz, o que diz hoje, abrir nossa alma àquilo que o Senhor quer nos dizer e nos ensinar.

Também o Santo Rosário é uma oração de meditação: repetindo o ‘Ave Maria’ somos convidados a repensar e refletir sobre o Mistério que proclamamos. Mas podemos nos concentrar mesmo sobre qualquer intensa experiência espiritual, sobre palavras que nos fizeram impressão durante comunhão da Eucaristia dominical. Assim, vocês podem ver que existem muitas maneiras de meditar e, assim, de estar em contato com Deus e aproximar-se de Deus, e, deste modo, estar no caminho em direção ao Paraíso.

Queridos amigos, a constancia de dar tempo a Deus é um elemento fundamental para o crescimento espiritual; será o Senhor próprio a doar-nos o gosto dos Seus mistérios, das Suas palavras, da Sua presença e ação, sentir como é lindo quando Deus fala conosco; isso nos fará compreender de modo mais profundo o que Ele quer de nós, de mim.

Por fim, é justamente este o objetivo da meditação: nos colocar sempre mais nas mãos de Deus, com confiança e amor, certos que somente no fazer a Sua vontade seremos por fim realmente felizes.

Quem matou mais: os cristãos ou os ateus?

Normalmente escutamos desde o período escolar que os cristãos mataram muitas pessoas, principalmente no período da Inquisição e fica em nossa cabeça que os cristãos mataram uma enormidade de pessoas. A verdade é que alguns cristãos mataram sim milhares de pessoas, infelizmente. Mas o que não é falado é que alguns ateus mataram não milhares de pessoas, mas milhões.

No vídeo abaixo você poderá avaliar…

Abusos litúrgicos nas igrejas em Poços de Caldas

Nós, católicos apostólicos romanos da diocese de Guaxupé, residentes na cidade de Poços de Caldas estamos indignados com a falta de zelo de alguns de nossos sacerdotes e especialmente pela assiduidade dos abusos litúrgicos cometidos especialmente na Santa Missa.

Vejamos alguns (talvez não me lembre de todos):

- padres proibindo fiéis de comungarem na boca e/ou de joelhos e obrigando-os a comungar de pé (ninguém pode ser obrigado a fazer o que sua consciência não permite);

- fiéis sendo proibidos de se ajoelhar na hora da consagração;

- padres retirando do altar o crucifixo e as toalhas (o altar das igrejas estão parecendo altar de igrejas protestantes);

- padres e fiéis no presbitério;

- missas-show, missas da alegria, da libertação, da misericórdia… nas quais se celebra sem seguir as orações eucarísticas e as rubricas do Missal Romano. Alguns padres até improvisam orações eucarísticas e outros pulam totalmente;

- retirada de leituras da missa, ficando somente o evangelho;

- salmos ou outros cantos sem conexão com o salmo responsorial do dia;

- autocomunhão… ministros extraordinários fazendo autocomunhão nas duas espécies e fiéis tingindo a hóstia no cálice;

- celebrante principal que não usa casula, somente a túnica e a estola;

- homilias mais sociológicas do que espirituais, saindo completamente do tema do evangelho ou das leituras ou quando deturpam o sentido do evangelho para causas sociais; há aqueles que ao invés de pregar o evangelho, pregam doutrinas marxistas na missa e exaltam teólogos condenados pela Igreja como Leonardo Boff, Jon Sobrino, Comblin, etc…

- cantos nada litúrgicos recitados na missa e cantos protestantes;

- procissão do Santíssimo Sacramento antes da consagração, após a homilia ou procissão imediatamente após a consagração com o Pão e o Vinho consagrados, sem observar normas para a procissão eucarística;

- procissão da imagem de Nossa Senhora, enquanto o Santíssimo Sacramento está exposto no altar;

- introdução de danças na missa, especialmente na entrada da Bíblia;

- convite aos fiéis para rezarem orações na missa que são feitas somente pelos sacerdotes como oração da paz, doxologia (por Cristo, com Cristo, em Cristo), livrai-nos do mal…

- padres que não mais purificam o cálice e incumbem isso aos ministros extraordinários;

- retirada do sacrário e crucifixo do centro das igrejas;

- fiéis sendo incentivados a participar da celebração da palavra (vulgarmente denominado “culto”) como se fosse missa, e isso acontecendo aos domingos;

- o hino do Glória sendo substituído por cantos não condizentes com o hino e cantos não litúrgicos recitados no Santo… cantos estes que falam coisas que não estão na oração do Santo…

- padre que não fala “corpo de Cristo” na distribuição da comunhão;

Se alguém tiver conhecimento de mais algum abuso litúrgico ocorrido nas paróquias de Poços de Caldas ou nas paróquias de alguma cidade da diocese de Guaxupé favor entrar em contato pelos comentários ou por e-mail: catolicoconservador@gmail.com

 

Esquerda reconhece: “O Brasil ainda é conservador”

A grande mídia procura dar uma impressão desanimadora do Brasil, como se fosse um país cuja maioria prefere a imoralidade e a decadência igualitária. Entretanto, essa visualização é muito parcial.

Geraldo Galindo, dirigente estadual do PCdoB/BA, julgou com olhos comunistas as preferências do Brasil profundo e expôs suas conclusões no site Vermelho.org, mantido pela Associação Vermelho em convênio com o Partido Comunista do Brasil – PCdoB.

  Eis suas palavras:

“[No Brasil] a maioria do povo é contra o aborto, é contra o casamento entre homossexuais, é contra o desarmamento, contra leis que asseguram o estado laico etc.

“Isso é decorrente, entre outros fatores, por conta de uma influência religiosa ainda muito marcante em nossa sociedade ‒ o que tem travado a aprovação de propostas que fariam o país avançar para um ambiente mais civilizado – e também pela força das dezenas de partidos conservadores presentes na disputa política.

“Aqui em Bruzundanga, quando falamos em respeitar os direitos humanos, os direitistas falam que estamos ao lado dos bandidos;
quando defendemos cotas para negros e pobres, eles dizem que estamos premiando a ignorância;
quando dizemos que o corpo da mulher pertence a ela e ela deve decidir sobre ele, os reacionários dizem que o corpo pertence a Deus e que as regras do tal deus é que devem prevalecer e nos acusam ainda de estarmos propondo o assassinato de crianças indefesas;
quando se pretende punir os país que surram os filhos, eles vêm com o argumento de intromissão do governo em assuntos domésticos;
quando propomos a união entre homossexuais e o combate contra a homofobia eles dizem que estamos fazendo campanha para o povo fazer opção pelo homossexualismo;
quando defendemos o desarmamento, eles afirmam que queremos desarmar o povo e deixar os bandidos bem armados;
quando combatemos o racismo, eles dizem que estamos pregando o ódio entre as raças;
se somos contra o ensino de religião nas escolas, falam que somos ateus materialistas e que queremos proibir a bíblia.

“Quando defendemos programas sociais para o povo pobre, eles falam em assistencialismo e estímulo à preguiça,
quando defendemos pesquisas com células-tronco para a cura de doenças, eles falam que estamos ameaçando as leis divinas;
quando bradamos contra o machismo eles dizem que essa é a tradição brasileira;
quando queremos investigar os crimes da ditadura eles nos acusam de revanchistas. (…)

“O pior de tudo é que vez por outras surgem pessoas tidas como de “esquerda”, que em tese deveriam estar ao lado de causas libertárias, assimilando esse tipo de discurso, como a presença de deputados do PT em manifestações públicas contra os homossexuais e contra o direito da mulher fazer aborto. (…)

“Seria bom que todas pessoas pudessem ler o livro “Preconceito Lingüístico” e outros do professor da UNB Margos Bagno (pode-se baixar na internet). Para os conservadores de plantão, a avançada idéia do MEC de se contrapor à ditadura da “gramática culta” seria estimular a ignorância entre os alunos, quando o objetivo vem a ser exatamente o contrário.”

O povo brasileiro ainda possui no mais profundo de sua alma reservas de bom senso e de moralidade que o fazem reagir contra todos os fatores de dissolução social e religiosa.

Porém, ele sente falta de autênticas elites que o representem e conduzam o Brasil no rumo da verdadeira ordem, moral e prosperidade.

Faltam – é doloroso dizê-lo – prelados e eclesiásticos corajosos e íntegros, dispostos a verdadeiramente conduzir a grei de Jesus Cristo pelos caminhos da Civilização Cristã, e não pelos descaminhos que conduzem ao abismo, como o proposto pelo PC do B e assemelhados.

Fonte: http://luzesdeesperanca.blogspot.com/

Quaresma de São Miguel Arcanjo

Inicia-se hoje (15/08) a quaresma de São Miguel Arcanjo. Esta quaresma tem início no dia 15 de agosto (Solenidade da Assunção de Nossa Senhora ao Céu) até o dia 29 de setembro (festa dos Santos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael).

Um pouco sobre esta devoção:

Esta devoção deve-se a São Francisco de Assis que sempre fazia orações especiais à São Miguel, quarenta dias antes da festa do Arcanjo.

Foi difundida através dos seus discípulos que o imitavam nessa devoção e recebiam graças.

E até hoje, temos esse belíssimo costume de consagrar nossas vidas à São Miguel.

O que é necessário?

Antes de tudo, termos os devidos cuidados para não cairmos em superstição.

A superstição é o desvio do sentimento religioso e das práticas que ele impõe. Então o nosso coração deve estar reconciliado com Deus e cheio de bons propósitos.

Após esta análise de sua vida, faça um altar com a imagem ou foto de São Miguel colocando velas ou lamparinas bentas, e flores para enfeitar o altar.

Durante a Quaresma, faça penitências, jejuns e abstinências e uma boa confissão.

Fazer seu pedido particular e principalmente pela libertação da família, quebra de maldição, do jugo hereditário, ocultismo e outras intenções.

Rezar as orações mencionadas abaixo e no dia 29 de setembro participar da Festa de São Miguel com a Santa Missa.

Rezemos a São Miguel nos dez primeiros dias da quaresma por toda cura e libertação de todos os vícios de dependência química (álcool, drogas, cigarros) também vícios de jogos, de compulsividade (para comprar, comer);

Nos dez segundos dias da quaresma rezemos além das nossas intenções particulares, também por toda a cura e libertação de maldições em nossas pontes de gerações, como : desordens sexuais, adultério, roubo, alcoolismo, perseguições, divórcios, abortos, mortes repentinas, idolatrias.

Nos dez terceiros dias da quaresma, rezemos por toda libertação de malefícios a agouros que possam ter atingido sua vida e os seus negócios como também sua profissão e estudos: dificuldades financeiras, perdas, insucessos, invejas, ciúmes, trapaças.

Nos dez quartos dias da quaresma, rezemos por toda cura e libertação física e espiritual: doenças psíquicas como: transtorno bipolar, esquizofrenia, síndrome do pânico, doenças físicas como: dores na coluna, enxaquecas, anemias, desmaios, bronquites, asmas, alergias e outros.

Providenciar um altar para São Miguel com uma imagem ou uma estampa.

Acender uma vela benta;

Oferecer uma penitência para os 40 dias;

Fazer o sinal da cruz.

Rezar a oração inicial;

Rezar a ladainha de São Miguel

Oração Inicial:

São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate, sede nosso refúgio contra a maldade e as ciladas do demônio! Ordene-lhe Deus, instantemente o pedimos; e vós Príncipe da Milícia Celeste, pela virtude Divina, precipitai ao inferno a satanás e a todos os espíritos malignos, que andam pelo mundo para perder as almas. Amém

Sacratíssimo Coração de Jesus! Tende Piedade de nós.

Repetir três vezes.

Ladainha de São Miguel

Senhor, tende piedade de nós

Jesus Cristo, tende piedade de nós

Senhor, tende piedade de nós

Jesus Cristo, ouvi-nos

Jesus Cristo, atendei-nos

Pai Celeste que sois Deus, tende piedade de nós.

Filho Redentor do mundo que sois Deus, tende piedade de nós.

Espírito Santo que sois Deus, tende piedade de nós.

Santíssima Trindade que sois um só Deus, tende piedade de nós.

Santa Maria, Rainha dos Anjos, rogai por nós.

São Miguel, rogai por nós,

São Miguel, cheio de graça de Deus, rogai por nós.

São Miguel, perfeito adorador do Verbo Divino, rogai por nós.

São Miguel, coroado de honra e de glória, rogai por nós.

São Miguel, poderosíssimo Príncipe dos exércitos do Senhor, rogai por nós.

São Miguel, porta e estandarte da Santíssima Trindade, rogai por nós.

São Miguel, guardião do Paraíso, rogai por nós.

São Miguel, guia e consolador do povo Israelita, rogai por nós.

São Miguel, esplendor e fortaleza da Igreja militante, rogai por nós.

São Miguel, honra e alegria da Igreja triunfante, rogai por nós.

São Miguel, luz dos Anjos, rogai por nós.

São Miguel, baluarte da verdadeira fé, rogai por nós.

São Miguel, força daqueles que combatem pelo estandarte da Cruz, rogai por nós.

São Miguel, baluarte da verdadeira fé, rogai por nós.

São Miguel, força daqueles que combatem pelo estandarte da Cruz, rogai por nós.

São Miguel, luz e confiança das almas no último momento da vida, rogai por nós.

São Miguel, socorro muito certo, rogai por nós.

São Miguel, nosso auxílio em todas as adversidades, rogai por nós.

São Miguel, mensageiro da sentença eterna, rogai por nós.

São Miguel, consolador das almas do Purgatório, Vós a quem o Senhor incumbiu de receber as almas depois da morte.

São Miguel, nosso Príncipe, rogai por nós.

São Miguel, nosso Advogado, rogai por nós.

Cordeiro de Deus que tirais o pecado do Mundo, perdoai-nos Senhor

Cordeiro de Deus que tirais o pecado do Mundo, ouvi-nos Senhor

Cordeiro de Deus que tirais o pecado do Mundo, tende piedade de nós, Senhor

Jesus Cristo ouvi-nos.

Jesus Cristo atendei-nos.

Rogai por nós glorioso São Miguel, Príncipe da Igreja de Jesus Cristo.

Para que sejamos dignos das Suas promessas.Amém.

 Oremos:
Senhor Jesus Cristo, santificai-nos por uma bênção sempre nova e concedei-nos, por intercessão de São Miguel, a sabedoria que nos ensina a ajuntar riquezas no Céu e a trocar os bens do tempo presente pelos bens eternos. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Ámen.

 

 

Solenidade da Assunção

Abaixo homilia do Santo Padre nesta Solenidade da Assunção de Nossa Senhora

Queridos irmãos e irmãs,

Reencontramo-nos reunidos, mais uma vez, para celebrar uma das mais antigas e amadas festas dedicadas à Maria Santíssima: a festa da assunção para a glória do Céu em alma e corpo, isto é, em todo o seu ser humano, na integridade da sua pessoa. Nos é dada, assim, a graça de renovar o nosso amor à Maria, graça de admirá-la e de louva-la pelas grande coisas que o Onipotente fez para ela e o que operou nela.

Ao contemplar a Virgem Maria nos é dada uma outra graça: aquela de poder ver em profundidade também a nossa vida. Sim, porque também a nossa existência cotidiana, com seus problemas e sua esperança, recebe a luz da Mãe de Deus, do seu percurso espiritual, do seu destino de glória: um caminho e uma meta que podem e devem se tornar, de qualquer modo, o nosso mesmo caminho e a nossa mesma meta.

Deixando-nos guiar pelas passagens da Sagrada Escritura que a liturgia de hoje nos propõe, gostaria de me concentrar, em particular, numa imagem que encontramos na primeira leitura, tirada do Apocalipse, e que ecoa no Evangelho de Lucas: isto é, aquela da arca.

Na primeira leitura, escutamos: “Abriu-se o templo de Deus no céu e apareceu, no seu templo, a arca do seu testamento” (Ap 11,19).

Qual o significado da arca? O nos que parece? Para o Antigo Testamento, esse é o símbolo da presença de Deus no meio do seu povo. Mas, agora, o símbolo deu lugar a realidade. Assim, o Novo Testamento nos diz que a verdadeira arca da aliança é uma pessoa vida e concreta: é a Virgem Maria.

Deus não vive num objeto, Deus habita numa pessoa, num coração: Maria, naquela que carregou em seu colo o Filho eterno de Deus feito homem, Jesus nosso Senhor e Salvador.

Na arca – como sabemos – eram conservadas as duas tábuas da Lei de Moisés que manifestavam a vontade de Deus para manter a aliança com o seu povo, indicando as condições para ser fiel ao pacto de Deus, para conformar-se a vontade de Deus e assim também a nossa verdade profunda.

Maria é a arca da aliança, porque acolheu em si Jesus; colheu em si a Palavra vivente, todo o conteúdo da vontade de Deus, da verdade de Deus; acolheu em si Aquele que é a nova e eterna aliança, culminando com a oferta do seu corpo e do seu sangue: corpo e sangue recebidos de Maria.

Há razão, portando, a piedade cristã, nas ladainhas em honra a Nossa Senhora, que se voltam a ela invocando como Foederis Arca,ou seja, “arca da aliança”, arca da presença de Deus, arca da aliança do amor que Deus desejou realizar em nodo definitivo com toda a humanidade em Cristo.

A passagem do Apocalipse quer indicar um outro aspecto importante da realidade de Maria. Ela, arca vivente da aliança, tem um destino de glória extraordinária, porque é assim estreitamente unida ao Filho, que acolheu na fé e gerou na carne, capaz de compartilhar integralmente a glória do céu.

É o que nos sugere as palavras escutadas: “Um sinal grandioso apareceu no céu: uma Mulher vestida com o sol, tendo a lua sob os pés e sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas; estava grávida… atormentada para dar à luz. Ela deu à luz um filho, um varão, que Irá reger todas as nações…” (Ap 12,1-2; 5).

A grandeza de Maria, Mãe de Deus, cheia de graça, plenamente dócil a ação do Espírito Santo, vive já no Céu de Deus com todo o seu ser, alma e corpo.

São João Damasceno referindo-se a este mistério, numa famosa homilia, afirma: “Hoje, a santa e única Virgem é conduzida ao templo celeste… Hoje, a arca sagrada e animada pelo Deus vivente, a arca que trouxe no ventre o próprio construtor, repousa no templo do Senhor, não construído pela mão do homem”.(Homilia sobre a Dorminação,  2, p. 96, 723).

E continua: “Era preciso que ela, que hospedou no seu colo, o Logos divino, transferi-se para as tendas do seu Filho… era preciso que a esposa que o Pai escolheu, habita-se no quarto nupcial do Céu” (ibid., 14, p.96, 742).

Hoje, a Igreja canta o amor imenso de Deus por esta sua criatura: a escolhida como verdadeira “arca da aliança”, como aquela que continua a gerar e a doar Cristo Salvador à humanidade, como aquela que no céu divide a plenitude da glória e goza da mesma felicidade de Deus e, ao mesmo tempo, convida-nos também a tornar-nos, em nosso modo modesto, “arca” na qual é presente a Palavra de Deus, que é transformada e vivificada por sua presença, lugar da presença de Deus, para que os homens possam encontrar no outro a proximidade de Deus e, assim, viver em comunhão com Deus e conhecer a realidade do Céu.

O Evangelho de Lucas que escutamos hoje (cfr Lc 1,39-56), nos mostra esta arca vivente, que é Maria, em movimento: deixando sua casa em Nazaré, Maria se coloca em viagem em direção às montanhas, para chegar logo à cidade de Judá, e ir à casa de Zacarias e Isabel.

Parece-me importante destacar a expressão “logo”: as coisas de Deus merecem rapidez, na verdade, as únicas coisas no mundo que merecem rapidez são justamente aquelas de Deus, que têm uma verdadeira urgência para nossa vida.

Então, Maria, entra nesta casa da Zacarias e Isabel, mas não entra sozinha. Entra carregando em seu ventre o Filho, que é Deus próprio feito homem.  Certamente, tinha alguém a sua espera e a espera de sua ajuda; naquela casa, e o evangelista nos guia a compreender que esta expectativa leva a outra, mais profunda.

Zacarias, Isabel e o pequeno João Batista são, de fato, o símbolo de todos os justos de Israel, no qual os corações, ricos de esperança, atendem a vinda do Messias salvador. E é o Espírito Santo que abre os olhos de Isabel e a faz reconhecer em Maria a verdadeira arca da aliança, a Mãe de Deus, que vem para visitá-la.

E assim, a velha parente a acolhe dizendo “em bom tom”: “Bendita és tu entre as mulheres, e bendito o fruto do teu ventre! E de onde me provém isto a mim, que venha visitar-me a mãe do meu Senhor? (Lc 1,42-43).

E é o Espírito Santo que, diante daquela que o Deus feito homem, abre o coração de João Batista no ventre de Isabel. Isabel exclama: “Pois eis que, ao chegar aos meus ouvidos a voz da tua saudação, a criancinha saltou de alegria no meu ventre” (v. 44).

Aqui o evangelista Lucas usa o termo  “skirtan”, isto  é “saltar”, o mesmo termo que encontramos em uma das antigas traduções gregas do Antigo Testamento para descrever a dança do Rei Davi diante da santa arca que voltou finalmente para pátria (2Sam 6,16).

João Batista, no seio da mãe, dança diante da arca da Aliança, como Davi, e reconhecesse assim Maria, a nova arca da aliança, diante da qual o coração exulta de alegria, a Mãe de Deus presente no mundo, que não tem para si a divina presença, mas a oferece, dividindo a graça de Deus. E assim – como diz na oração – Maria realmente é “causa nostrae laetitiae”, a arca na qual realmente o Salvador está presente entre nós”.

Queridos irmãos! Estamos falando de Maria, mas, num certo modo, estamos falando também de nós, de cada um de nós: também nós somos destinados desse imenso amor que Deus reservou – certo, numa maneira absolutamente única e irrepetível – a Maria.

Nesta Solenidade da Assunção olhamos para Maria: ela nos abre a esperança, a um futuro pleno de alegria e nos ensina o caminho para alcançá-Lo: acolher na fé o seu Filho; não perder jamais a amizade com Ele, mas deixar-nos iluminar e guiar pela Sua Palavra; segui-Lo cada dia, também nos momentos no qual sentimos que as nossas cruzes se tornam pesadas. Maria, a arca da aliança que está no santuário do Céu, nos indica com luminosa clareza que estamos no caminho em direção a nossa verdadeira Casa, a comunhão da glória e da paz com Deus. Amém!

JMJ no Brasil em 2013

O porta-voz da Santa Sé, Frederico Lombardi anunciou que a próxima Jornada Mundial da Juventude será realizada no ano de 2013 na cidade do Rio de Janeiro – Brasil.

É uma ótima notícia para a Igreja do Brasil. Mas é preciso ficar de olho, pois muitos oportunistas vão aproveitar para se gabar politicamente do evento. Além disso, temos que ficar de olho também nos padres e bispos da CNBB responsáveis pela jornada, para não deixarem infiltrar ideias liberais no meio. Pois não vão faltar alguns progressistas querendo distribuir preservativos, incentivar o sexo livre, o aborto, o casamento gay, etc…

Desde agora é obrigação de todo católico brasileiro rezar para que a JMJ-Rio seja verdadeiramente católica e possa fazer com que mais jovens adiram à doutrina de Cristo.

A oração e o silêncio por Bento XVI

Catequese de Bento XVI sobre a oração e o silêncio

Queridos irmãos e irmãs,

Em cada época, homens e mulheres que consagraram a vida a Deus na oração – como os monges e as monjas – estabeleceram suas comunidades em lugares particularmente belos, no campo, nas montanhas, em vales, montanhas, lagos ou junto ao mar, ou mesmo em pequenas ilhas. Estes lugares unem dois elementos muito importantes para a vida contemplativa: a beleza da criação, que permanece àquela do Criador, e o silêncio, garantindo a partir do afastamento das cidades e dos grandes meios de comunicação.

O silêncio é a condição ambiental que melhor favorece o recolhimento, a escuta de Deus, a meditação. Já o fato de apreciar o silêncio, para deixar-se, por assim dizer, “encher-se” pelo silêncio, predispõe-nos à oração.

O grande profeta Elias no Monte Horeb – isto é, o Sinai – assistiu a uma onda de vento, então, um terremoto, e, por fim, flashes de fogo, mas em nada disso reconheceu a voz de Deus, mas reconheceu-O numa leve brisa (cf 1 Reis 19,11-13).

Deus fala no silêncio, mas é preciso saber escutar. Por isso, os monastérios são oásis no qual Deus fala a humanidade; e neles se encontram o claustro, um lugar simbólico, porque é um espaço fechado, mas aberto para o céu.

Amanhã [quinta-feira, 11 de agosto], queridos amigos, faremos memória de Santa Clara de Assis. Por isso, gostaria de recordar um destes “oásis” do espírito, particularmente querido para a família franciscana e para todos os cristãos: o pequeno convento de São Damião, situado logo abaixo da cidade de Assis, no meio de olivais inclinada em direção a Santa Maria dos Anjos.  

Nesta igrejinha, a qual Francisco restaurou depois de sua conversão, Clara e suas primeiras companheiras estabeleceram sua comunidade, vivendo de oração e de pequenos trabalhos. Se chamavam as “Irmãs Pobres”, e a forma de vida delas era a mesma dos Frades Menores: “Observando o santo Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo (Regra de Santa Clara, I, 2), conservando a união pela caridade recíproca (cfr ivi, X, 7) e observando em particular a pobreza e a humildade vivida por Jesus e sua santíssima Mãe (cfr ivi, XII, 13).

O silêncio e a beleza do lugar no qual vive a comunidade monástica – beleza simples e austera – constituem um reflexo da harmonia espiritual que a comunidade mesma busca realizar. O mundo está cheio destes “oásis do espírito”, alguns muito antigos, particularmente na Europa, outros recentes, outros restaurados por novas comunidades.

Olhando as coisas numa ótica espiritual, estes lugares do espírito são estruturas importantes no mundo! E não é por acaso que muitas pessoas, especialmente nos períodos de pausa, visitam estes lugares e ali ficam por alguns dias: até a alma, graças a Deus, tem suas exigências!

Recordemos, assim, Santa Clara. Mas recordemos também outras figuras de santos que nos chamam a importância de voltar o olhar “às coisas do céu”, como Santa Edith Stein, Teresa Benedita da Cruz, carmelitana, co-padroeira da Europa, celebrada ontem [terça-feira, 9 de agosto].

E hoje, 10 de agosto, não podemos esquecer de São Lourenço, diácono e mártir , com uma felicitação especial aos romanos, que desde sempre o veneraram como um dos seus padroeiros. E por fim, voltemos nosso olhar a Virgem Maria, para que nos ensine a amar o silêncio e a oração.

Papa convida a ler a Bíblia

Catequese de Bento XVI sobre a leitura da Bíblia – 03 de agosto/11

Queridos irmãos e irmãs!

Estou muito contente de ver vocês aqui na praça de Castel Gandolfo e de retomar as audiências interrompidas no mês de julho.

Eu gostaria de continuar com o tema que iniciamos, isto é, uma “escola de oração”, e que, hoje, de modo um pouco diferente, sem nos distanciarmos do tema, assinalar alguns aspectos de caráter espiritual e concreto, que me parecem úteis não só para quem vive em certas partes do mundo um período de férias de verão , como nós [na Europa], mas também para todos aqueles que estão empenhados no trabalho cotidiano.

Quando temos um momento de pausa em nossas atividades, de modo especial durante as férias, normalmente pegamos nas mãos um livros que desejamos ler. E é justamente sobre este aspecto que gostaria hoje de destacar.

Cada um de nós tem necessidade de um tempo e um espaço para se recolher, meditar, se acalmar… Graças a Deus é assim!

De fato, esta experiência nos mostra que não somos feitos só para trabalhar, mas também para pensar, refletir, ou simplesmente para seguir com a mente e com o coração uma história, uma história que nos coloca de um certo modo “perdidos” para depois nos re-encontrarmos enriquecidos.  

Naturalmente, muitos desses livros de leitura que pegamos durante as férias são, na sua maioria, para “fugir” [da realidade] e isso é normal. Entretanto, várias pessoas, particularmente aquelas que podem ter um espaço de pausa e de relaxamento prolongado, se dedicam a ler algo mais empenhativo.

Gostaria agora de fazer uma proposta: por que não descobrir alguns livros da Bíblia que normalmente não são conhecidos? Ou aqueles que talvez escutamos qualquer pedaço durante a Liturgia, mas que jamais lemos por inteiro?

Na realidade, muitos cristãos nunca leram a Bíblia e tem um conhecimento muito limitado e superficial. A Bíblia – como diz o nome – é uma coleção de livros, um pequena “biblioteca”, nascida com o passar de um milênio.

Alguns desses livrinhos que a compõe permanecem quase que desconhecidos para a maior parte das pessoas, também para bons cristãos. Alguns são bem breves, como o “Livro de Tobias”, um livro que contem um sentido muito alto de família e de matrimônio; o Livro de Ester, no qual a rainha judia, com a fé e a oração, salva seu povo do extermínio. Ou ainda um mais brevre: o Livro de Rute,  uma estrangeira que conhece Deus e experimenta sua providência. Estes pequenos livros podem ser lidos por inteiro em uma hora.

Mais desafiadores, e verdadeiras obras primas, são: o Livro de Jó, que aborda a grande problemática da dor do inocente; o Eclesiastes que debate a desconcertante modernidade na qual coloca em discussão o sentido da vida e do mundo; e o Cantico dos Canticos, estupendo poema simbólico do amor humano.

Como vocês podem ver, estes são todos livros do Antigo Testamento. E o Novo? Certo, o Novo Testamento é mais conhecido e são gêneros menos diversificados. Porém, a beleza de ler um Evangelho completo é a descoberta, bem como recomento os Atos dos Apóstolos ou uma das Cartas.

Em conclusão, queridos amigos, hoje, quero sugerir de ter em mãos, durante às férias ou nos momentos de pausa, a santa Bíblia, para apreciá-la de modo novo, lendo subsequentemente alguns de seus Livros, aqueles menos conhecidos e também aqueles mais notáveis, como o Evangelho, mas uma leitura contínua.

Fazendo assim, os momentos de descanso podem-se tornar, além de um enriquecimento cultural, também um nutrimento do espírito, capaz de alimentar o conhecimento de Deus e o diálogo com Ele, na oração.

Esta parece ser uma uma boa ocupação para as férias: pegar um livro da Bíblia tendo um momento de descontração e, ao mesmo tempo, entrar no grande espaço da Palavra de Deus e aprofundar nosso contato com o Eterno, justamente como propósito do tempo livre que o Senhor nos dá.

STF pode ter mais uma ministra pró-aborto

DEFENSORA DO ABORTO COMO DIREITO HUMANO PODERÁ ASSUMIR VAGA DE MINISTRO DO STF.

No 8 de agosto de 2011 a ministra Ellen Gracie, primeira mulher a assumir a presidência do Supremo Tribunal Federal no Brasil, deverá apresentar sua renúncia ao cargo. A Casa Civil da Presidência da República já recebeu a informação e trabalha na indicação de sua sucessora, entre as quais figura em destaque o nome de Flávia Piovesan, professora de Direito na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e uma das principais promotoras da legalização do aborto no Brasil e do reconhecimento desta prática como um direito humano. A professora Flávia Piovesan já se pronunciou publicamente inúmeras vezes nos últimos 20 anos a favor da completa legalização do aborto no Brasil, e é membro destacado do CLADEM (Comitê Latino Americano e Caribenho para a Defesa dos Direitos da Mulher), uma organização que trabalha para promover o aborto como direito humano em todos os países da América Latina. É o CLADEM quem criou e promove todos os anos, no dia 28 de setembro, simultaneamente em todos os países da América Latina, o Dia Internacional da Luta pela Descriminalização do Aborto. As atividades do CLADEM são financiadas, entre outras organizações, pela Fundação Ford, que foi a criadora, em 1990, através do famoso relatório “SAÚDE REPRODUTIVA: UMA ESTRATÉGIA PARA OS ANOS 90″, do conceito de “direitos sexuais e reprodutivos”, que representou uma nova estratégia para promover em todo o mundo a prática do aborto. O relatório da Fundação Ford, que antes de ficar famoso, já esteve por muitos anos no site da organização, pode hoje ser encontrado em outros endereços da internet. O texto completo em inglês pode ser baixado do site http://www.votopelavida.com/fordfoundation1990.pdf e uma versão resumida em português pode ser encontrada no endereço: http://www.votopelavida.com/fundacaoford1990.pdf Poucos anos depois da publicação deste programa, as orientações do relatório da Fundação Ford foram adotadas em sua íntegra pela ONU. Os principais passos para isto foram dados por ocasião de uma reunião internacional de líderes feministas realizada em 1992 no Rio de Janeiro, da Conferencia do Cairo realizada em 1994, da Conferência da Mulher realizada em Pequim em 1995 e, principalmente, através da conferência realizada a portas fechadas em 1996 em Glen Cove, uma ilha próxima a Nova York, entre as principais organizações que promovem internacionalmente o aborto e os representantes dos Comitês de Monitoramento dos tratados de direitos humanos da ONU.

A professora Flávia Piovesan já foi bolsista da própria Fundação Ford e várias vezes representou o CLADEM junto à ONU para a defesa dos Direitos Sexuais e Reprodutivos, incluindo aí não só o direito ao aborto como também a conseqüente condenação dos países que se recusassem a legalizar a prática como violadores dos direitos humanos das mulheres. Exatamente nesta linha, o CLADEM, do qual a professora Piovesan é membro, encaminhou, em 2010, um relatório à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, em que o Brasil é acusado de “GRAVES VIOLAÇÕES AOS DIREITOS HUMANOS DAS MULHERES”, por recusar-se a legalizar a prática do aborto. O relatório afirma que a ONU “RECONHECEU QUE OS DIREITOS SEXUAIS E REPRODUTIVOS ERAM DIREITOS HUMANOS E QUE O GOVERNO BRASILEIRO, QUANDO ASSINOU TAIS DOCUMENTOS, PASSOU A ASSUMIR UM COMPROMISSO POLÍTICO DE ALCANÇAR AS METAS ALI PREVISTAS”, e lembra que em julho de 2007, o Comitê CEDAW recomendou ao governo brasileiro que “ACELERE A REVISÃO DA LEGISLAÇÃO QUE CRIMINALIZA O ABORTO, COM O FIM DE ELIMINAR AS PROVISÕES PUNITIVAS IMPOSTAS ÀS MULHERES QUE SE SUBMETEM A UM ABORTO”, e que a “CRIMINALIZAÇÃO DO ABORTO COMO UMA FORMA DE DISCRIMINAÇÃO CONTRA A MULHER, QUE RESTRINGE O EXERCÍCIO DE SEUS DIREITOS HUMANOS E LIBERDADES FUNDAMENTAIS”. Esta restrição, lembra ainda o CLADEM à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, “VIOLA OS DIREITOS DAS MULHERES, VIOLANDO OS SEUS DIREITOS SEXUAIS E DIREITOS REPRODUTIVOS”. http://cladem.org/index.php?option=com_rokdownloads&view=file&task=download&id=1267%3Admreunio-presidente-cidh-brasil-2010&Itemid=115  

A nomeação da professora Flávia Piovesan para o Supremo Tribunal Federal, além de contribuir notavelmente para a promoção do aborto como direito humano, contribuirá principalmente para o agravamento do ativismo jurídico por parte do STF. Entende-se por ATIVISMO JUDICIAL a tendência, cada vez mais institucionalizada e instrumentalizada, para que o Poder Judiciário interfira nas atribuições do Poder Legislativo e, sem nenhum controle por parte do povo, legisle como um poder superior ao próprio Legislativo.
 Nos últimos dez anos os juristas brasileiros tem sido doutrinados para considerar o ativismo judicial como um aperfeiçoamento das instituições democráticas, mas na verdade trata-se de uma nova forma de ditadura exercida, desta vez, por parte do judiciário, já em estado adiantado de implantação na União Européia. Se o ativismo judicial é confundido com um progresso para as instituições democráticas é porque as ditaduras, de modo geral, em seus inícios, são formas de governo mais eficientes do que as democracias, e nisto são muitos os que tem razão quando defendem o ativismo judicial, mas estes mesmos esquecem-se que posteriormente a conta que deverá ser paga pelo povo revelar-se-á excessivamente alta. É lição conhecida por todos como Hitler e Mussolini foram, em suas épocas, entusiasticamente aplaudidos por terem sabido tirar a Alemanha e a Itália da miséria, para em seguida submergiram o mundo na mais sangrenta de todas as guerras.
A Fundação Ford, a ONU e o CLADEM, contra todas as evidências mais claras da ciência e do senso comum, consideram que o aborto é um direito humano das mulheres, que aqueles que defendem a vida humana antes do nascimento devem ser acusados como violadores dos direitos humanos e de uma legislação internacional inexistente, e que a prática do aborto deve ser imposta a todo o mundo. A Fundação sabe que o aborto não pode ser imposto, pelo menos no mundo ocidental, pela simples força bruta. Mas não é necessário impô-lo pela força bruta, inclusive porque existem meios muito mais eficientes para impô-lo e que já estão sendo amplamente utilizados como mudança das legislações nacionais por meio do parlamento ou através das Cortes Supremas. Uma vez, que através dos parlamentares há o risco de se perder voto, atualmente trabalha-se mais para que o aborto seja liberado através do próprio Judiciário.
 

Fé sem razão vira superstição

Li recentemente uma frase que merece ser refletida: “Fé sem razão vira superstição“.

De fato, essa frase revela uma grande verdade. Uma fé que não está solidamente edificada sobre a razão vira superstição. A fé tem que ser alimentada da razão.

Se rezamos, precisamos entender para quem rezamos, o que rezamos e porque rezamos. Se eu digo que creio em Deus, devo saber quem é esse Deus que creio e quem sou eu diante desse Deus. Então precisamos alimentar nossa fé com a razão, pois se não ela vai virar uma simples superstição. Vou buscar a Deus como um mágico, um adivinho ou um curandeiro. Recebida a graça que Ele me dá, vou esquecê-Lo até o próximo momento em que eu precisar Dele.

No entanto, a razão precisa também da fé. Não adianta eu me tornar um “teólogo” sem fé. E isso temos exemplos dos mais variados, desde Leonardo Boff até alguns padres (digo da minha diocese de Guaxupé que se gaba de dar curso de teologia, mas uma teologia sem fé). Mas para alguém que busca a Deus através da teologia, faz-se necessária a fé e ela só pode estar presente numa pessoa humilde.

Bento XVI, em uma homilia sua, falou disso com toda propriedade. Ele fala sobre dois modos de usar a razão, uma sem fé e outra com humildade. Deixo você com as sábias palavras do Papa que merece ser lida e refletida:

“Queridos irmãos e irmãs! 
As palavras do Senhor, que há pouco ouvimos no trecho evangélico, são um desafio para nós teólogos, ou talvez para dizer melhor, um convite a um exame de consciência: o que é a teologia? O que somos nós, teólogos? Como fazer bem teologia? Ouvimos que o Senhor louva o Pai porque escondeu o grande mistério do Filho, o mistério trinitário, o mistério cristológico, diante dos sábios, dos doutos – eles não o conheceram – mas revelou-o aos pequeninos, aos népioi, àqueles que não são doutos, que não têm uma grande cultura. A eles foi revelado este grande mistério.
   Com estas palavras, o Senhor descreve simplesmente um facto da sua vida; um facto que começa já na época do seu nascimento, quando os Magos do Oriente perguntam aos competentes, aos escribas, aos exegetas, o lugar do nascimento do Salvador, do Rei de Israel. Os escribas sabem-no, porque são grandes especialistas; podem dizer imediatamente onde nasce o Messias: em Belém! Mas não se sentem convidados a ir: para eles é um conhecimento académico, que não diz respeito à sua vida; eles permanecem fora. Podem dar informações, mas a informação não se torna formação da própria vida.
Depois, durante toda a vida pública do Senhor, encontramos a mesma coisa. É inacessível para os sábios compreender que este homem não douto, galileu, possa ser realmente o Filho de Deus. Permanece-lhes inacessível o facto de que Deus, o grande, o único, o Deus do céu e da terra, possa estar presente neste homem. Sabem tudo, conhecem também Isaías 53, todas as grandes profecias, mas o mistério permanece escondido. Ao contrário, é revelado aos pequeninos, a começar por Nossa Senhora até aos pescadores do lago da Galileia. Eles conhecem, como também o capitão romano, aos pés da cruz, reconhece: Ele é o Filho de Deus.
Os acontecimentos essenciais da vida de Jesus não pertecem unicamente ao passado, mas estão presentes, de vários modos, em todas as gerações. E assim também na nossa época, nos últimos duzentos anos, observamos a mesma coisa. Existem grandes doutos, grandes especialistas, grandes teólogos, mestres da fé, que nos ensinaram muitas coisas. Penetraram nos pormenores da Sagrada Escritura, da história da salvação, mas não puderam ver o próprio mistério, o verdadeiro núcleo: que Jesus era realmente Filho de Deus, que Deus trinitário entra na nossa história, num determinado momento histórico, num homem como nós. O essencial permaneceu escondido! Poder-se-iam citar facilmente grandes nomes da história da teologia destes duzentos anos, dos quais aprendemos muito, mas o mistério não foi aberto aos olhos do seu coração.
 
Em contrapartida, no nosso tempo existem também os pequeninos que conheceram este mistério. Pensemos em Santa Bernadete Soubirous; em Santa Teresa de Lisieux, com a sua nova leitura da Bíblia “não científica”, mas que entra no coração da Sagrada Escritura; até aos santos e beatos da nossa época: Santa Josefina Bakhita, Beata Teresa de Calcutá, São Damião de Veuster. Poderíamos enumerar muitos deles!
 
No entanto, de tudo isto nasce a pergunta: por que é assim? É o cristianismo a religião dos néscios, das pessoas sem cultura, não formadas? Apaga-se a fé onde se desperta a razão? Como se explica isto? Talvez tenhamos que olhar mais uma vez para a história. Permanece verdadeiro o que Jesus disse, aquilo que se pode observar em todos os séculos. E todavia, existe uma “espécie” de pequeninos que são inclusive doutos. Aos pés da cruz encontra-se Nossa Senhora, a humilde serva de Deus, a grande mulher iluminada por Deus. E encontra-se também João, pescador do lago da Galileia, mas é aquele João que será justamente chamado pela Igreja “o teólogo”, porque realmente soube ver o mistério de Deus e anunciá-lo: com olhos de águia, entrou na luz inacessível do mistério divino. Assim, mesmo depois da sua ressurreição o Senhor, no caminho de Damasco, sensibiliza o coração de Saulo, um dos sábios que não vêem. Ele mesmo, na primeira Carta a Timóteo, define-se “ignorante” naquela época, apesar da sua ciência. Mas o Ressuscitado toca-o: ele torna-se cego e, ao mesmo tempo, realmente vidente, começa a ver. O grande douto torna-se um pequenino, e precisamente por isso vê a loucura de Deus que é sabedoria, sapiência maior do que todas as sabedorias humanas.
 
Poderíamos continuar a ler toda a história deste modo. Só mais uma observação. Estes doutos sábios, sofói e sinetói, na primeira leitura, aparecem de outro modo. Aqui, sofia e sínesis são dádivas do Espírito Santo que pairam sobre o Messias, sobre Cristo. O que significa? Sobressai o facto de que existe um uso dúplice da razão e uma maneira dupla de ser sábio ou pequenino. Há um modo de utilizar a razão que é autónomo, que se põe acima de Deus, em toda a gama das ciências, a começar pelas naturais, onde é universalizado um método adequado para a pesquisa da matéria: Deus não faz parte deste método, portanto Deus não existe. E assim, finalmente, também na teologia: pesca-se nas águas da Sagrada Escritura com uma rede que permite capturar somente peixes de uma certa medida, e aquilo que vai além desta medida não entra na rede, e por conseguinte não pode existir. Assim o grande mistério de Jesus, do Filho que se fez homem, reduz-se a um Jesus histórico: uma figura trágica, um fastasma sem carne nem ossos, um homem que permaneceu no sepulcro, que se corrompeu e é realmente um morto. O método sabe “capturar” certos peixes, mas exclui o grande mistério, porque o homem se faz ele mesmo a medida: possui esta soberba, que é contemporaneamente uma grande loucura, porque torna absolutos certos métodos não adequados às grandes realidades; entra neste espírito académico que vimos nos escribas, os quais respondem aos Reis magos: não me diz respeito; permaneço fechado na minha existência, que não é tocada. É a especialização que vê todos os pormenores, mas já não vê a totalidade.
 
E existe o outro modo de utilizar a razão, de ser sábio, a do homem que reconhece quem ele mesmo é; reconhece a própria medida e a grandeza de Deus, abrindo-se na humildade à novidade do agir de Deus. Assim, precisamente aceitando a sua pequenez, fazendo-se pequenino como realmente é, chega à verdade. Desta maneira, também a razão pode expressar todas as suas possibilidades, não é anulada mas amplia-se, torna-se maior. Trata-se de outra sofia e sínesis, que não exclui do mistério, mas é precisamente comunhão com o Senhor, em quem repousam a sapiência e a sabedoria, e a sua verdade.
 
Neste momento, queremos rezar ao Senhor a fim de que nos conceda a verdadeira humildade. Que nos conceda ser pequeninos, para sermos realmente sábios; nos ilumine, nos faça ver o seu mistério do júbilo do Espírito Santo, nos ajude a ser verdadeiros teólogos, que podem anunciar o seu mistério porque foram tocados na profundidade do seu coração, da sua existência. Amém.

Homilia do Papa Bento XVI na Santa Missa com os membros da Comissão Teológica Internacional – Capela Paulina Terça-feira, 1° de Dezembro de 2009

Sexo antes do matrimônio

Posto abaixo “A resposta católica” de Padre Paulo Ricardo sobre o pecado contra a castidade e a comunhão eucarística.

“Para viver a castidade é preciso que o cristão creia que é possível odiar o pecado e buscar a santidade.

A relação sexual fora do matrimônio é uma mentira, pois existe uma contraposição entre o que o corpo expressa e o que a alma experimenta: o corpo insinua uma entrega total; a alma revela a falta de compromisso entre as partes.

Aceitar que é possível, com a ajuda de Deus, sair do pecado e viver da misericórdia é o caminho para o cristão ser vencedor: não fazer do pecado um projeto de vida, eis o caminho para se aproximar da comunhão.

A castidade vem como um dom da misericórdia de Deus.”  Equipe do site de Padre Paulo

Medjugorje e João Paulo II

Da entrevista de Dom Paolo Hnilica, bispo eslovaco e amigo íntimo de João Paulo II, à revista alemã “Pur” de dezembro de 2004 (via Vatican Insider):

Fonte: www.fratresinunum.com

Dom Hnilica, o senhor falou com o Papa [João Paulo II] sobre os acontecimentos de Medjugorje?

Hnilica: Eu visitei o Santo Padre em 1984. Nos encontramos em Castel Gandolfo, sua residência de verão, e conversamos sobre a consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria, que realizei na Catedral da Assunção em Moscou, em 24 de março daquele ano, como Nossa Senhora de Fátima pediu. Quando contei este fato ao Santo Padre, ele ficou muito comovido e disse: “A Virgem Maria o levou até lá sob sua proteção”. Respondi: “Não, Santo Padre, Ela me levou em seus braços”. Então ele me perguntou o que eu pensava sobre Medjurgorje e se eu já estivera lá. Disse a ele que o Vaticano me aconselhara a não ir. O Papa olhou para mim e disse: “Vá a Medjugorje discretamente, como o senhor foi a Moscou. Quem pode impedi-lo?”. O Papa não me autorizou oficialmente a ir, mas encontrou outra solução. Ele me mostrou um livro sobre Medjugorje escrito por Rene Laurentin. Começou a ler alguns capítulos e observou que as mensagens de Medjugorje estão intimamente relacionadas às de Fátima. “Medjugorje é a continuação de Fátima. A Senhora aparece pela primeira vez em países comunistas por causa dos problemas que vêm da Rússia”, disse o Papa, que já tinha abraçado isso como uma missão de seu pontificado.

Entendi a conexão. Após falar com o Papa, visitei Medjugorje incógnito três ou quatro vezes. Mas o bispo de Mostar me escreveu uma carta na qual pedia que eu não visitasse mais Medjugorje e que, se eu recusasse, escreveria ao próprio Papa. Parece que alguém lhe informou sobre minha visita. Porém, não havia motivo para temer o Santo Padre”.

O senhor teve alguma outra oportunidade de falar com o Papa sobre Medjugorje?

Hnilica: Sim. Falamos sobre Medjugorje em 1º de agosto de 1988. Um grupo de médicos de Milão, que examinou as crianças, veio visitar o Papa em Castel Gandolfo. Um dos médicos comentou que o bispo de Mostar prejudicou seus trabalhos. O Papa disse: “Como ele é o bispo daquela região, os senhores têm de respeitá-lo”. Então continuou em tom cordial: “Mas ele responderá diante de Deus caso esteja agindo injustamente”. O Papa então pensou por um instante e disse: “O mundo hoje perdeu o sentido do sobrenatural, isto é, o sentido de Deus. Mas muitas pessoas o redescobrem em Medjugorje através da oração, do jejum e dos sacramentos”. Este é para mim o mais forte e explícito testemunho sobre Medjugorje. O que impressionou mais especial e profundamente é que os médicos que estavam lá disseram “Non constat de supernaturalitate”, enquanto o Papa, pelo contrário, reconhecera muito antes que os eventos acontecendo em Medjugorje são realmente sobrenaturais. Através de várias fontes, o Papa chegou à conclusão de que lá se pode experimentar Deus…

Em 1991, dez anos após a primeira mensagem “Paz, Paz, Paz”, quando a guerra irrompeu na Croácia, encontrei-me novamente com o Papa e ele me perguntou: “Como o senhor pode explicar as aparições de Medjugorje enquanto a guerra flagela a Bósnia?” Realmente, a guerra era horrível. Respondi: “Parece que estamos na mesma situação com relação a Fátima. Se a Rússia tivesse sido consagrada ao Imaculado Coração de Maria, a 2ª Guerra Mundial e a disseminação do comunismo e do ateísmo poderiam ter sido evitados. Santo Padre, após o senhor ter consagrado a Rússia ao Imaculado Coração de Maria em 1984, muitas mudanças ocorreram na Rússia e o comunismo começou a cair. Nossa Senhora em Medjugorje advertiu que a guerra irromperia se não nos convertêssemos. Ninguém levou estas mensagens a sério. Talvez, se os bispos da antiga Iugoslávia tivessem aceitado mais seriamente estas mensagens, isso não tivesse acontecido. Mas é claro que isso não significaria um pleno reconhecimento da Igreja ao fato das aparições continuarem até hoje”. Então o Papa disse: “Então, Dom Hnilica, é verdade que o meu ato de consagração ao Imaculado Coração de Maria foi eficaz?” Respondi: “Certamente foi! O único problema é quantos bispos realmente realizaram aquele ato de consagração junto com o Santo Padre”.

Por que isso é tão importante? Hnilica: Isso expressa a colegialidade da Igreja, em outras palavras, é a unidade dos bispos com o Papa que dá à consagração um significado mais profundo. Em 1978, quando Karol Wojtyla foi eleito Papa, eu o cumprimentei, mas imediatamente disse que algo ficaria faltando em seu pontificado caso ele não consagrasse a Rússia juntamente com todos os bispos. Ele disse: “Se o senhor convencer os bispos, faço isso amanhã”. Assim, após a consagração de 24 de março de 1984, ele me perguntou quantos bispos haviam concelebrado comigo. Como não pude responder à questão, o Papa disse: “Todo bispo tem que preparar sua diocese, todo padre a sua comunidade, todo pai a sua família, pois Nossa Senhora disse que os leigos devem se consagrar ao Seu Coração”.

Madre que morava no Sul de Minas indicada para beatificação

Religiosa foi fundadora do Carmelo São José, em Três Pontas.
Ela viveu no lugar durante 43 anos.

Do G1 MG, com informações da EPTV

A cidade de Três Pontas, na Região Sul de Minas Gerais, tem mais um religioso indicado para a beatificação. A Congregação das Causas dos Santos aceitou o pedido para o início do processo de Madre Tereza do Coração de Maria, que fundou o Carmelo São José. Agora, Madre Tereza pode se tornar beata no futuro. Agora ela se junta a Padre Vítor, que já recebeu o título de “Servo de Deus”.

Madre Tereza Margarida do Coração de Maria, a “Nossa Mãe”, como era chamada por ser a fundadora do carmelo, viveu no lugar durante 43 anos. Ela morreu no dia 14 de novembro de 2005. Quem conviveu com ela, afirma que a principal marca da religiosa era o amor e a humildade. No carmelo que ela fundou em julho de 1962, moram 19 irmãs que vivem enclausuradas. O único contato com o mundo é pelas grades, no chamado “locutório”, onde as freiras recebem os moradores que vão até lá pedir orações e conselhos.

O nome de batismo de Madre Tereza era Maria Luisa Resende Marques, que decidiu seguir a vida religiosa entrando para a Congregação das Carmelitas aos 21 anos de idade. Após a morte da religiosa, o corpo dela foi sepultado no Cemitério Municipal de Três Pontas, mas agora uma capela está sendo construída para abrigar os restos mortais.

Outros processos
Além de Madre Tereza do Coração de Maria, outros quatros religiosos estão com o processo de beatificação em andamento no Sul de Minas: Monsenhor Alderije, de Santa Rita de Caldas; Padre Vítor, também de Três Pontas; Nhá Chica, de Baependi; e Irmã Carmelita Madre Maria Imaculada, fundadora do Carmelo da Sagrada Família, de Pouso Alegre.

Fonte : http://g1.globo.com/minas-gerais/noticia/2011/08/madre-que-morava-no-sul-de-minas-tem-beatificacao-aceita-pelo-vaticano.html

Aborto: direito humano?

Em 1948, a ONU aprovou aquilo que se convencionou a Declaração Universal dos direitos do homem, conhecidos como direitos humanos. Continha em seu conteúdo o direito à vida, saúde, alimentação, bem-estar e outras coisas básicas do ser humano. Embora, há que se falar que independente desta declaração, todos os homens já nascem com esses direitos.

De tempos para cá, há uma forte pressão para que seja reconhecido o aborto como direito humano. Segundo os defensores de tal direito, negar à mulher a escolha entre ter ou não uma criança é negar-lhe um direito e mais: é ferir-lhe a dignidade. Usam o direito à liberdade para respaldar tal ideia.
Para eles, a mulher tem a liberdade de escolher.

No entanto, os defensores do direito ao aborto esquecem que existem direitos que são prioritários em detrimento de outros. O direito à liberdade não pode sobrepor ao direito à vida, visto que aquele depende deste e ferir o direito à vida é abrir camimho para ferir o direito à liberdade. Pensemos como isso acontece: se eu permito em nome da liberdade de escolha que uma mulher tire a vida de um bebê que está por nascer, eu tenho que permitir que uma pessoa mate a outra para alimentar, porque a alimentação também é um direito.

Ademais, vale a pena lembrar que não há expresso em nenhum lugar o direito à matar, a não ser em caso de legítima defesa proporcional ao ataque. No caso do aborto, não existe legítima defesa, visto que o bebê não está agredindo ou violentando sua mãe, pelo contrário, ele será fonte de alegria e expectativa de prosperidade.

Querer pressionar os países da América Latina para legitimar o aborto é algo incompreensível. E é isto que estamos vendo a Europa tentando fazer. Segundo o blog Notícias pró-família há uma pressão dos países ocidentais para que os países da América Latina liberem leis do aborto em nome dos direitos humanos. (ver em http://www.rainhadosapostolos.com/2011/08/america-latina-sob-pressao-para.html)

Que suposto direito humano é este? Quem tem direito à matar? Donde se viu que matar é um direito do ser humano? Seria legítimo sair matando um ser humano por ele ser feio, doente, deficiente? A polícia não tem a obrigação de preservar a vida, mesmo do pior bandido, se ele não estiver colocando a vida dos outros em risco?

É mister que a elite intelectual comece a repensar esse suposto direito humano. É irracional defender que o aborto é um direito da mulher. O direito da mulher é escolher quando engravidar (se as mulheres seguissem as leis de Deus fariam isso dentro do matrimônio!) e não até quando ela pode tirar o bebê.

Rezemos para que o Espírito Santo ilumine os homens do nosso tempo para que acolham e preservem o maior dos direitos humanos: a vida intra e extra-uterina.

O sacerdote

Abaixo podcast do Pe. Paulo Ricardo falando sobre o sacerdote. O sacerdote não é um homem, mas o sacrifício de um homem.
Descubra a artimanha de alguns para destruir o sacerdócio.

O que o ateísmo trouxe de positivo à sociedade

Num debate recente entre o teísta Dinesh d’Souza e o ateu Christopher Hitchens verificou-se um incidente que ilustra bem o Poder transformador de Jesus Cristo.Depois do debate formal, e como é normal em alguns debates, chegou-se à parte das perguntas e respostas. Uma das pessoas a quem foi dada a hipótese de questionar os protagonistas era um senhor de uma das ilhas do pacífico (esqueci-me do nome). A sua pergunta era essencialmente esta:

Sr Hitchens, eu venho de uma área pacífico. Antes da chegada do cristianismo à nossa cultura, nós éramos um povo totalmente diferente, chegando mesmo a practicar o canibalismo. Quando o cristianismo chegou, nós abandonamos muitos dos nossos antigos costumes, inclusive o canibalismo.

O que é que o ateísmo tem para me oferecer em troca?

Podem vêr a resposta do Christopher Hitchens no seu debate, mas de certeza que a sua “resposta” vos vai desiludir.

As palavras de um homem que experimentou uma vida sem Deus, com as ramificações que daí advém, e o testemunho vivo do que aconteceu após a sua cultura de aceite Cristo tem um poder dramático.

O que é que o ateísmo tem para oferecer a um homem assim? Melhor, o que é que o ateísmo tem para oferecer a qualquer pessoa?

Os ateus normalmente usam e abusam da bandeira da racionalidade e de frases onde está subentendido que as sociedades funcionariam melhor se deixassem o cristianismo de parte.

Os dados históricos dizem exatamente o contrário.

Sociedades que abandonam a moral cristã invariavelmente sofrem declínio moral, e este declínio moral é invariavelmente acompanhado por outras tipos de declínio que mais cedo ou mais tarde começam a afectar a sociedade como um todo.

Um dos exemplos mais cabais deste facto é a Inglaterra. Há 4 ou 5 séculos atrás a Inglaterra era um país que dominava os mares, sendo uma das maiores super potências que o mundo já conheceu. O cristianismo era também mais forte durante esses anos.

Os últimos 150/200 revelaram uma Inglaterra cada vez mais secular.

Quais são as consequências disto? Ao nível moral, a Inglaterra está totalmente de rastos.

Devido à secularização da sociedade, os ingleses tem uma natalidade mais fraca. Isto causa a que eles precisem de importar estrangeiros para suprir a baixa natalidade. O problema é que a maior parte dos estrangeiros que estão a chegar às ilhas de sua majestade são pessoas com um credo totalmente distinto do código moral vigente por lá. .

A vida dos mais frágeis também perdeu o seu valor, quer seja dos mais idosos,doentes mentais, ou principalmente, quer seja dos bébés no ventre materno.

Eu uso o exemplo da Inglaterra, mas qualquer outro país secularizado como a Inglaterra serve (Alemanha, França, Suécia). A questão é a mesma: o que é que o ateísmo tem para me oferecer? Porque é que o senhor acima referido deveria abandonar o cristianismo, que causou que ele e as suas gentes deixassem de ser canibais, e passassem a ter fé em Darwin, Dawkins ou Sam Harris?

O que é que o ateísmo produziu de positivo para a sociedade?

Fonte: Blog Carmadelio

Há compatibilidade entre a Igreja e a Maçonaria?

Artigo por Dom Lelis Lara, CSsR

Fonte: www.comshalom.org/blog/carmadelio


Tenho recebido muitas consultas sobre Maçonaria, por exemplo, se um católico pode se inscrever na Maçonaria, se um maçom pode comungar e outras.

Achei oportuno escrever este artigo sobre a matéria, imaginando que muitas pessoas também tenham as mesmas dúvidas e queiram se esclarecer.

Para muitos a Maçonaria é uma entidade filantrópica, semelhante a um clube de serviço como Rotary e o Lions. Para esses poderia parecer implicância da Igreja Católica vetar aos seus fiéis o ingresso na Maçonaria.


Na realidade a Maçonaria não é mera entidade filantrópica. Ela se apresenta também como instituição com princípios filosófico-religiosos.


Por diversas vezes, ao longo dos séculos, a Igreja católica condenou a maçonaria. Nunca ficaram muito claras as razões aduzidas para essas condenações. Podemos talvez dizer que a Igreja condenava a Maçonaria por ser sociedade suspeita de heresia e de maquinar contra os poderes instituídos e contra a própria Igreja.

Com essa última conotação foi introduzida no antigo Código de Direito Canônico uma pena de excomunhão para os que ingressarem na Maçonaria.

Ficou claro para a igreja hoje que a Maçonaria é uma entidade com princípios filosófico-religiosos inconciliáveis com a doutrina cristã. Já não se considera o aspecto de “maquinação contra a igreja”. O novo Código de Direito Canônico não faz nenhuma referência à Maçonaria.

O Episcopado alemão, após seis anos de estudos, concluiu pela inconciliabilidade entre a igreja Católica e Maçonaria, pelos seguintes motivos:

a) o relativismo e o subjetivismo são convicções fundamentais na visão que os maçons têm do mundo;

b) o conceito maçônico da verdade nega a possibilidade de um conhecimento objetivo da verdade;

c) o conceito maçônico da religião é relativista: todas as religiões seriam tentativas, entre si competitivas, de anunciar a verdade divina, a qual, em última análise, seria inatingível.

Tal conceito de religião implica uma visão relativista, que não pode conciliar-se com a convicção cristã; o conceito maçônico de Deus (Grande Arquiteto do Universo) é uma concepção marcadamente deísta: um “ser” neutro, indefinido e aberto a toda compreensão possível e impessoal, minando o conceito de Deus dos católicos e da resposta ao Deus que os interpela como Pai e Senhor;

e) a visão maçônica de Deus não permite pensar numa revelação de Deus, como se dá na fé e na tradição de todos os cristãos;

f) a idéia maçônica de tolerância deriva de seu relativismo com relação à verdade. Semelhante conceito abala a atitude do católico na sua fidelidade à fé e no reconhecimento do magistério da Igreja;

g) a prática ritual maçônica manifesta, nas palavras e nos símbolos, um caráter semelhante ao dos sacramentos, como se, sob aquelas atividades simbólicas, se produzisse algo que objetivamente transformasse o homem;

h) o conceito maçônico acerca do aperfeiçoamento ético do homem é absolutizado e de tal modo desligado da graça divina, que já não resta espaço algum para a justificação do homem, segundo o conceito cristão;

i) a espiritualidade maçônica pede a seus adeptos uma tal e exclusiva adesão para a vida e para a morte, que já não deixa lugar à ação específica e santificadora da igreja. Esta fica, de fato, sobrando.

No dia 26 de novembro de 1983, a Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, deu uma declaração, reafirmando o “parecer negativo da Igreja a respeito das associações maçônicas, pois os seus princípios foram considerados inconciliáveis com a doutrina da Igreja e por isso permanece proibida a inscrição nelas”.

Quem der o seu nome à Maçonaria, diz a Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, está em pecado mortal. “Teria sido mais exato dizer que pratica uma transgressão objetivamente grave” (Pe. Jesús Hortal, Nota ao cân. 1.374 do Código de Direito Canônico).

Outras denominações cristãs aos poucos vão chegando à mesma conclusão que a Igreja Católica. Entre outros, citamos a igreja Anglicana da inglaterra, a Igreja Metodista da Inglaterra, a Igreja Presbiteriana da Escócia, a Igreja Presbiteriana Independente do Brasil.

Paróquia Bom Jesus e o relativismo

O atual Papa tem falado várias vezes sobre a ditadura do relativismo. Expressão curiosa esta, visto que relativo é algo que não é absoluto, rígido, dogmático; pelo contrário, há uma certa flexibilidade. Como então interpretar essa ditadura (segundo o Aurélio ditadura é – poder autoritário, absoluto) do relativismo?

A ditadura do relativismo é um poder autoritário, absoluto daquilo que é relativo. Quem contesta o relativismo é taxado de rígido, dogmático e esquecem que essa defesa do relativismo também é uma defesa rígida.

Cito aqui um exemplo :
A Igreja Católica foi fundada por Jesus sob Pedro. (ideia absoluta)
A Igreja Católica é apenas uma das tantas igrejas fundadas por Jesus (ideia relativista)
A ditadura seria não aceitar que a primeira premissa é verdadeira (“A Igreja Católica foi fundada por Jesus sob Pedro”)

Porque estou falando isso? Pois, recentemente foi inaugurada em Poços de Caldas a Paróquia Bom Jesus da Igreja Católica Carismática e conversando com algumas pessoas fica a sensação de que tudo é igual, o “importante é ter uma religião” , “Deus é um só” – dizem. Recebi até um comentário de um seminarista (sei lá de onde) dizendo que se for de Deus vai continuar, se não será destruído (citando Gamaliel).

Ora, sabemos que a tal Igreja não é Católica, nem Apostólica, nem Romana. Daí que falar que ela pode ser de Deus parece ser ignorância. (claro, independente de qualquer coisa há sementes de verdade em todas as religiões, como já deixou bem claro a Dominus Iesus), mas afirmar que pode ser de Deus é abrir caminho para um relativismo religioso: qualquer igreja então pode ser de Deus. Isso é um absurdo…

Para um católico, há uma verdade absoluta: a Igreja fundada por Cristo e sob Pedro é a Igreja Católica! Negar isso é negar um dos símbolos dos Apóstolos rezado do Credo “Creio na Igreja, Una, Santa, Católica, Apostólica, Romana”.

Dia do sacerdote

Hoje é dia do padre (04 de agosto) – festa de São João Maria Vianney
Posto abaixo uma oração pelos sacerdotes de Santa Terezinha do Menino Jesus.

Oração pelos Sacerdotes

Ó Jesus, Sumo e Eterno Sacerdote, conservai os vossos sacerdotes sob proteção do Vosso Coração Amabilíssimo onde nada de mal lhes possa suceder.
Conservai puros e desapegados dos bens da Terra

os seus corações, que foram selados com o caráter sublime do Vosso Glorioso Sacerdócio.

Fazei-nos crer no amor e fidelidade para convosco e preservai-os do contágio do mundo.

Dai-lhes também, juntamente com o poder que tem de transubstanciar o pão e o vinho em Vosso Corpo e sangue, o poder de transformar os corações dos homens. Abençoai os seus trabalhos com copiosos frutos e concedei-lhes um dia a coroa da vida eterna.
Amém.

Santa Teresinha do Menino Jesus

Curtíssimas

Fiquei uns dias sem postar por aqui, pois estou curtindo um novo tempo em minha vida: meu primeiro filho nasceu!

No parto, quando vi o bebê e toda a proteção que uma criança precisa fiquei pensando nas mães e pais que abandonam seus filhos ou que os matam antes de nascer… Não é algo entendível. Pois um ser tão inocente, indefeso, belo só precisa de carinho e proteção e como recusar isso a um necessitado?

——————————————————————————————————————————————————

Queria somente comentar sobre o evangelho de domingo passado… quem foi à missa ouviu várias interpretações do evangelho, algumas até ridículas e outras desconcertantes. Mas na igreja que fui o padre só cantou o seguinte: “Bastariam cinco pães e dois peixes para o milagre do amor: acabar com tanta fome e dor”. Não preciso falar muito, dá para entender que o sacerdote olhou o milagre de Jesus como a partilha dos pães e, segundo eles, se todos repartissem o pão a fome acabaria no mundo. Não discordo dele neste sentido, mas o que ficou estranho é que ele não falou nenhuma vez do milagre e nem tampouco daquilo que o milagre da multiplicação significa: a Eucaristia. Ele tomou o evangelho, como muitos fazem, para sustentar teses sociológicas.

——————————————————————————————————————————————————

Por fim, deixo mais uma coisa: o Cardeal Canizares, prefeito da congregação para o Culto Divino disse que os cristãos deveriam voltar a comungar de joelhos e na boca.