Poder Global e Religião Universal por Ronald Robson

As engrenagens de um engodo espiritual.

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A rigor, Poder Global e Religião Universal (Ecclesiae, 2012), do Monsenhor Juan Claudio Sanahuja, não traz informações novas nem secretas, mas traz informações fundamentais expostas de forma ordenada, o que lhes dá uma inteligibilidade que geralmente lhes falta, ainda as reputando a personagens e iniciativas bastante concretas – com o que dá nome aos bois. O leitor brasileiro que opina sobre política já não tem desculpas para ignorar ou dar de ombros diante do projeto totalitário de governo mundial que canta como sereia à elite do ocidente: isso, porque tanto A verdadeira história do Clube Bilderberg (Planeta, 2006), do jornalista espanhol Daniel Estulin, como Corporação (Cultrix, 2008), do scholar inglês Nicholas Hagger, estão publicados no Brasil – claro, são só uma ponta do iceberg, mas pelo menos são uma ponta que abre caminho em nosso mercado editorial. Caminho esse, enfim, que é o mesmo do livro de Mons. Sanahuja, que ainda acrescenta uma peculiaridade aos estudos da matéria: o enfoque da “espiritualidade” que há décadas vem sendo forjada e promovida como caixa de ressonância na qual, para o cidadão comum, fará sentido a destruição sistemática de tudo que de mais honrado temos.

Livros como False Dawn, de Lee Penn, interessam-se mais pela “doutrina” (Helena Blavatsky, Alice Bailey, Barbara Hubbard, Teilhard de Chardin etc.), se assim podemos chamá-la, e pelos grandes promotores da religião universal que se quer baixar como decreto. Já ao Mons. Sanahuja interessam os estratagemas com os quais se baixam o decreto: o desenvolvimento de novos “paradigmas éticos” e “paradigmas religiosos” em uma operação multilateral – e cujo controle foge até mesmo aos grandes engenheiros sociais – de imposição de definições sempre mutáveis de “direitos humanos”, “desenvolvimento sustentável” e outras belas palavras que o leitor bem conhece, e cuja fonte irradiadora próxima o autor localiza nas grandes conferências internacionais da década de 1990, inspiradas no Relatório Kissinger (1974). Mas vamos por partes.

Primeiro: em que consiste o projeto de uma nova religião universal? Consiste na tentativa de “dar uma resposta única e universal a todas as questões que possam ser propostas pelos seres humanos, em qualquer situação em que se encontrem e onde quer que estejam. Para tanto, é necessário, como é lógico, colonizar a inteligência e o espírito de todos e de cada um dos habitantes do planeta”, especificamente através de um “credo religioso”, de todo oposto ao cristianismo (“a ética judaico-cristã não poderá ser aplicada no futuro”, afirmou Hiroshi Nakajima, ex-diretor geral da OMS). O leitor mais precavido poderá fazer um muxoxo ao tentar se lembrar de quando viu, se viu, algum João Batista a pregar o novo Messias da ONU. De fato, são raros os sacerdotes de um novo culto paramentados em praça pública a anunciar seu credo. Mas existem muitos burocratas, ongueiros e professores simpáticos a distribuir, como se fez em setembro do ano passado, em Recife, 50 mil exemplares da Carta da Terra (documento oficial da ONU) em forma de cordel a crianças de escolas públicas (http://www.recife.pe.gov.br/2011/09/30/prefeitura_do_recife_lanca_carta_da_terra_em_literatura_de_cordel_179066.php ). É um dos principais documentos da “espiritualidade ecologista” que põe homem e besta no mesmo nível, ao estilo de um panteísmo verde grosseiro à la Mikhail Gorbachev e sua Cruz Verde Internacional, cujos agentes defendem publicamente a substituição dos Dez Mandamentos pelo decálogo da Carta.

É tortuoso o percurso até a elaboração de um documento como esse. Em 1991, aponta Mons. Sanahuja, uma das agendas de trabalho da UNESCO dava conta da elaboração de uma “ética universal de vida sustentável”. De forma muito clara ali era posta a pedra fundamental do discurso ambiental alarmista que hoje conhecemos bem: “É necessário lembrar a verdade indiscutível de que os recursos disponíveis e o espaço da Terra são limitados” (UNESCO, Diez Problemas Prospectivos de Población, Documento de Trabajo, Caracas, Febrero 1991, pp. 6-9).

Vale a pena aqui citar mais extensamente Poder Global e Religião Universal:

“Nestes documentos de trabalho, a nova ética aparece quase como um paradigma messiânico: um ‘chamado a viver uma nova ética que terá que iluminar as interrelações complexas entre os fatores econômicos, o meio-ambiente e a população’. Seus preceitos, afirmam, deverão guiar a tomada de decisões dos governos, já que estas ‘não deverão ser consideradas como medidas sobre assuntos nacionais, mas sobre assuntos de interesse internacional’, pois, por exemplo, o alto crescimento demográfico de um país pobre cria necessariamente um fluxo migratório para países com melhor nível de desenvolvimento, os quais não têm capacidade de acolher novos imigrantes.”

Apontava-se, no mesmo documento, a necessidade de frear o desenvolvimento industrial em países do terceiro mundo (“o progresso industrial dos países desenvolvidos não se estenderá aos Países do Terceiro Mundo”) com vistas a preservar o meio ambiente; mas, de modo incompreensível, chama atenção Mons. Sanahuja, “o documento acrescenta que a única causa de degradação ambiental nesses países é o fator demográfico, e que é intolerável que ‘os pobres, que serão a maioria no futuro, prejudiquem os ecossistemas do mundo para conseguir se desenvolver a qualquer preço’”.

O que ali se plantava depois se colheria nos Princípios para viver de forma sustentável (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente – PNUMA, 1991), em que se lê que “deve-se alcançar o equilíbrio entre a capacidade de carga da Terra, o volume da população e os estilos de vida de cada indivíduo”. Poucos poderiam, à época da apresentação desses princípios, imaginar que a massificação do aborto e do gayzismo seriam meios de salvar o planeta… É que não se pode perder de vista o que Mons. Sanahuja chama de “paradigma da reinterpretação dos direitos humanos”, assentado sobre a idéia de que os direitos humanos são “evolutivos”. Por exemplo, a Convenção Internacional para a Eliminação de todas as Formas de Discriminação Contra a Mulher (CEDAW, 1979) reivindicara programas de “planejamento familiar”. Posteriormente o comitê de monitoramento dessa convenção “interpretaria” tal reivindicação como referência ao estímulo à esterilização, à contracepção e ao aborto, sem que nada disso constasse no texto original. Mais absurdo é o caso do comitê de monitoramento do Tratado Internacional contra a Tortura, que, por uma hermenêutica jurídica feérica, interpretaria o impedimento ao aborto como um ato de tortura contra a mulher.

Notem que isso não se limita a discussões chiques em salões da ONU: em 2009, o Comitê contra a Tortura efetivamente aplicou tal interpretação ao julgar que a Nicarágua, ao proibir o aborto terapêutico, violava o tratado.

Aliás, muitos desses documentos sequer necessitam ter vigência no direito internacional para que “painéis intergovernamentais” se ponham a trabalhar no que em curto prazo já será matéria universitária respeitável e, em seguida, política de governo. Um exemplo são os “Princípios de Yogyakarta”, que, embora não contem com o aval da “comunidade internacional”, vão pouco e pouco divulgando os “direitos humanos em perspectiva homossexual” através de estudos acadêmicos e cumplicidade de autarquias governamentais. Como se vê, atira-se de todos os lados, mas o alvo é um só: pois a destruição dos modelos correntes de sociabilidade (casamento gay, etc.) e a completa desvalorização da vida humana (aborto, etc.) são aríetes a abrir caminho para um novo projeto civilizacional, cujo esteio popular é o bom-mocismo da devoção ecológica à “Terra como Grande Mãe, Magna Mater, Inana e Pachamama”, como disse Leonardo Boff – sim: o homem é ainda hoje muito influente – na Assembléia Geral das Nações Unidas em 2009.

 

Os capítulos 5 e 6 de Poder Global e Religião Universal, “A confusão dentro da Igreja” e “Notas para uma conduta cristã”, endereçam-se especialmente ao leitor católico, delineando estratégias de oposição ao presente estado de coisas. Curiosíssima é a resenha apresentada, no capítulo quinto, de um livro pouco conhecido, o romance Os três diálogos e o relato do Anticristo, escrito em 1900, do filósofo russo Vladimir Soloviev. Trata-se de uma distopia em que o diabo, no fim dos tempos, apresenta-se como “pacifista”, “ecologista” e “ecumenista”… O leitor há de julgar o que vai ou não de profético aí.

O livro do Mons. Sanahuja se encerra com dois apêndices: o artigo “Obama e Blair. O messianismo reinterpretado”, do filósofo belga Michel Schooyans (que inclusive viveu no Brasil), tratando do governo Obama no que diz respeito, por exemplo, a políticas abortistas; e a conferência “A Terra e seu Caráter Sagrado”, que a irmã canadense Donna Geernaert apresentou no Plenário da União Internacional de Superioras Gerais (UISG, Roma, 2007), e a qual ilustra bem o modo como pessoas de dentro da Igreja pervertem a verdade de Cristo e a põem a serviço da adoração da “Mãe Terra” do novo culto sem altar.

Ronald Robson é jornalista e ensaísta e editor do MSM

Publicado originalmente em www.midiasemmascara.org

Sermão sobre Pentecostes de São Leão Magno

odos os corações sabem, caríssimos, que a solenidade de hoje deve ser celebrada como uma das festas mais importantes. Ninguém ignora ou contesta a reverência com que se deve festejar este dia, consagrado pelo Espírito Santo com o milagre excelente de seu dom. Sendo, na verdade, o décimo dia depois daquele em que o Senhor subiu ao céu, para se assentar à direita de Deus, refulge como o dia qüinquagésimo após a sua Ressurreição, e traz em si grandes mistérios, referentes a antigos e novos sacramentos, na mais clara manifestação de que a Graça foi prenunciada pela Lei e a Lei cumprida pela Graça. Sim, do mesmo modo como outrora, no monte Sinai, a Lei fora dada ao povo hebreu, libertado dos egípcios, no dia qüinquagésimo após a imolação do cordeiro, assim também, após a Paixão de Cristo, imolação do verdadeiro Cordeiro de Deus, é no qüinquagésimo dia desde sua Ressurreição que se infunde o Espírito Santo nos apóstolos e na multidão dos fiéis. O cristão diligente facilmente vê como os inícios do Antigo Testamento serviram aos primórdios do Evangelho, e como a segunda Aliança foi criada pelo mesmo Espírito que instituiu a primeira.

Com efeito, diz a narrativa dos apóstolos:

“Como se completassem os dias de Pentecostes e estivessem todos os discípulos juntos no mesmo lugar, repentinamente se fez ouvir do céu um ruído como o de vento que soprava impetuosamente, e encheu toda a casa onde estavam. Apareceram-lhes então como línguas de fogo, que se puseram sobre cada um deles; e todos ficaram cheios do Espírito Santo, começando a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia falarem” 1.

É veloz a palavra da Sabedoria, e onde Deus é o Mestre quão rapidamente se aprende a doutrina! Não houve necessidade de interpretação para o entendimento, não houve aprendizado, não houve prazo para estudo, mas, assim que o Espírito da verdade soprou como quis, as línguas particulares dos diversos povos se tornaram comuns na boca da Igreja.

A partir desse dia ressoou a trombeta da pregação evangélica. A partir desse dia as chuvas de graças, os rios das bênçãos irrigaram todos os desertos e a terra inteira, pois a fim de renovar sua face “o Espírito de Deus pairava sobre as águas”2. E, para a expulsão das trevas de antes, coruscavam os relâmpagos da nova Luz no esplendor das línguas flamejantes. Assim se manifestava a luminosa e ígnea palavra do Senhor, dotada da eficácia de iluminar e da força de abrasar, necessárias ao entendimento e à destruição do pecado.

Porém, caríssimos, embora tenha sido admirável a própria aparência desses acontecimentos e não haja dúvida de que a majestade do Espírito Santo tenha estado presente à harmonia exultante das vozes humanas, não se pense que apareceu a sua divina essência naquilo que se mostrou aos olhes corporais. A natureza invisível e comum ao Pai e ao Filho manifestou a qualidade de seu dom e de sua obra por meio do sinal de santificação que bem lhe aprouve, mas conteve em sua divindade a propriedade de sua essência.

Assim como a visão humana não pode perceber o Pai e o Filho também não percebe o Espírito Santo. Na Trindade, com efeito, nada é dissemelhante, nada é desigual, e todas as coisas que se possam pensar a respeito dessa substância não se distinguem pela excelência, pela glória ou pela eternidade. É verdade que, conforme as propriedades das Pessoas, um é o Pai, outro o Filho, outro o Espírito Santo, mas não há divindade diferente, natureza distinta. Assim como o Filho precede do Pai, igualmente o Espírito Santo é Espírito do Pai e do Filho. Não como as criaturas, que são também do Pai e do Filho, mas como alguém que, como ambos, vive, é poderoso e existe eternamente, desde que existem o Pai e o Filho. Por essa razão o Senhor, quando prometeu a vinda do Espírito Santo aos discípulos, antes do dia da Paixão, disse:

“Ainda muitas coisas vos tenho a dizer: quando, porém, vier o Espírito da verdade, ele vos conduzirá para toda a verdade. Pois não falará de si mesmo, mas falará o que tiver ouvido e vos anunciará as coisas que deverão suceder. Tudo o que o Pai tem é meu; per isto disse que receberá do que é meu e vos anunciará”3.

O Pai, portanto não tem algo que não o tenham o Filho ou o Espírito Santo. Tudo o que tem o Pai, tem o Filho e tem o Espírito Santo. Nunca faltou na Trindade essa perfeita comunhão; nela são uma mesma coisa “tudo possuir” e “sempre existir”. Não imaginemos sucessão de tempo na Trindade, não imaginemos gradações ou diferenças. Se, de um lado não se pode explicar o que Deus é, de outro não se ouse afirmar o que Deus não é. Seria melhor deixar de discorrer sobre as propriedades da natureza inefável de Deus, do que afirmar o que não lhe convém. O que concebem, pois, os corações piedosos a respeito da glória eterna e imutável do Pai, entendam-no ao mesmo tempo do Filho e do Espírito Santo, de um modo inseparável e sem diferença. Nossa confissão é ser a Trindade um só Deus, já que nas três Pessoas não existe diversidade de substancia, poder, vontade ou operação.

Assim, se reprovamos os arianos, que pretendem existir diferença entre o Pai e o Filho, reprovamos igualmente os macedonianos, os quais, embora atribuindo igualdade entre o Pai e o Filho, pensam que o Espírito Santo seja de natureza inferior. Eles não vêem estarem incidindo naquela blasfêmia indigna de ser perdoada tanto no século presente como no futuro, consoante a palavra do Senhor:

“A todo o que disser uma palavra contra o Filho do homem será perdoado, mas ao que disser contra o Espírito Santo não será perdoado nem neste século nem no vindouro”4.

Quem permanece, portanto, nessa impiedade fica sem perdão, pois expulsou de si aquele por meio do qual seria capaz de confessar a verdadeira fé. Jamais se beneficiará do perdão quem não tiver advogado para protegê-lo.

Ora, é do Espírito Santo que procede em nós a invocação do Pai, dele são as lágrimas dos penitentes, dele os gemidos dos que suplicam, “… e ninguém pode dizer Senhor Jesus senão no Espírito Santo”5.

O Apóstolo prega de maneira evidente a onipotência do Espírito, igual à do Pai e do Filho, bem como sua divindade, ao dizer:

“há diversidade de graças, mas um mesmo é o Espírito; e há diversidade de ministérios, mas um mesmo é o Senhor; e há diversidade de operações, mas um mesmo é o Deus que opera tudo em todos”6.

Por estes e outros documentos, através dos quais, de inumeráveis modos brilha a autoridade das palavras divinas, sejamos incitados, caríssimos, unanimemente, à veneração de Pentecostes, exultando em honra do Santo Espírito, por quem toda a Igreja é santificada e toda alma racional é penetrada. Ele é o inspirador da fé, o Mestre da ciência, a fonte do amor, o selo da castidade, o artífice de toda virtude.

Regozijem-se as mentes dos fiéis com o fato de, em todo o mundo, ser louvado pelas diferentes línguas o Deus uno, Pai, e Filho e Espírito Santo; com o fato de prosseguir em seu trabalho e dom aquela santificação que apareceu na chama do fogo. O mesmo Espírito da verdade faz refulgir com sua luz a morada de sua glória, nada querendo de tenebroso ou morno em seu templo.

Foi também por auxílio e instrução desse Espírito que recebemos a purificação do jejum e da esmola. Com efeito, segue-se ao venerável dia de hoje um costume de salutar observância, que os santos julgam de grande utilidade e nós vos exortamos, com pastoral solicitude, a que o celebreis com o maior zelo possível. Assim, se a negligência vos fez contrair em dias passados algo de pecaminoso, seja isto penitenciado pela censura do jejum e pelo devotamento da misericórdia. Jejuemos na quarta e na sexta-feira, para sábado celebrarmos juntos as vigílias, com a habitual devoção. Por Cristo, Nosso Senhor que vive e reina com o Pai e o Espírito santo, pelos séculos dos séculos. Amém


Notas:

1 At 2,1-4

2 Gn 1,2

3 Jo 16,12-13.15

4 Mt 12,32

5 lCor 12,3

6 lCor 12,4-6

Fonte:

GOMES, C. Folch Antologia dos Santos Padres. São Paulo- Ed. Paulinas 1979

Pentecostes: verdade histórica!

No início do seu Evangelho, Lucas diz que fez cuidadosa investigação de tudo, para que o leitor possa perceber a solidez dos fundamentos da fé.

No primeiro capítulo dos Atos dos Apóstolos, o Evangelista Lucas afirma que no seu primeiro livro apresentou tudo que Jesus fez e ensinou. Tudo? Sabendo que Lucas sabia que muitas coisas da vida e das palavras de Jesus não foram relatadas no seu livro anterior, podemos entender a palavra “tudo” em relação ao evangelho dele: que tudo ali é relatório de fatos acontecidos e de palavras de Jesus, tudo colhido em informações de testemunhas consultadas por Lucas.

Não faz muito tempo que duas teorias dominavam o campo da exegese dita científica e eram copiadas cegamente pela maioria: Que o evangelho atribuído a Lucas e os Atos dos Apóstolos seriam de dois autores diferentes, e que o autor dos Atos teria fingido que era companheiro de Paulo para angariar credibilidade. Alguns ainda continuam chamando Lucas de mentiroso, alegando como atenuante que os autores daquele tempo não cuidavam da fidelidade histórica dos seus relatos.

O pano de fundo dos argumentos contra a verdade histórica de muitos textos do Novo Testamento é o preconceito pseudocientífico da impossibilidade de milagres. Eliminando a possibilidade de uma intervenção direta do poder de Deus para realizar e confirmar a Revelação Divina no Jesus histórico, precisam substituir os “milagres” por causas naturais.

Qualquer teoria derivada da exegese histórico-critica do protestantismo alemão com sua pretensão de explicar tudo por métodos de crítica literária e de ter para tudo uma explicação que dizem científica serve para jogar o Novo Testamento na vala comum da mitologia.

O primeiro pressuposto para tais teorias é a demora entre os acontecimentos históricos e a redação dos textos evangélicos, um tempo suficiente para a formação de mitos. No século XIX surgiram teorias que colocaram a redação final dos evangelhos no segundo século.

Muitos copiaram tais teorias e só recuaram diante de provas irrecusáveis para recolocar a redação dos evangelhos para o primeiro século. No entanto, ainda prevalecem teorias que dizem que os evangelhos foram escritos meio século depois da morte e ressurreição de Jesus. Ressurreição ???

Quanto mais complicada a teoria, melhor. Fica mais difícil de ser questionada por pessoas sem doutorado e pós-graduação em ciências da religião. Entre as teorias mais complicadas temos a história das fontes com suas variantes e seus adeptos.

Tenho um conhecimento razoável das teorias de exegetas, mas ainda acredito que a razão de tanta semelhança entre textos de autores diferentes tem explicação melhor que a teoria de cópias de pedaços entre os diversos autores. Os relatos são parecidos porque todos se referem aos mesmos fatos e discursos presenciados pelos autores ou recebidos por eles de outros ouvintes da Palavra de Deus em Jesus e testemunhas dos sinais realizados pelo poder de Deus.

O mal não está nas teorias produzidas por especialistas estudiosos. O mal é que são apresentadas como se fossem a última verdade. São muito propagadas em comentários bíblicos e divulgadas em catecismos e manuais de pregação. Tenho muita curiosidade, mas ainda não encontrei nenhuma prova racional para tanta demora entre a vida terrena de Jesus e a redação dos livros do Novo Testamento.

Não há razão objetiva para duvidar que os Atos dos Apóstolos tenham sido escritos depois do Evangelho de Lucas. Quanto à data da redação dos Atos, tenho uma pergunta muito simples: Por que será que o livro termina com a prisão de Paulo em Roma e não fala nada do martírio dele e de Pedro ? Como se explica tal omissão estranha, se o livro foi escrito vinte anos depois da morte dos dois?

Se podemos confiar nas afirmações de Lucas, o seu evangelho foi escrito antes do seu segundo livro, e antes do seu evangelho já existiam outros relatos sobre a vida e os ensinamentos de Jesus. Não seriam os evangelhos de Marcos e Mateus?

Por outro lado, a data exata da redação dos evangelhos não é tão importante, pelo menos para quem crê na promessa que Jesus fez aos seus discípulos: O Espírito Santo vos fará lembrar e entender meus ensinamentos.

Com essa promessa de inspiração divina dos evangelhos a nossa confiança na presença da Palavra de Deus nos evangelhos não depende de teorias de críticos literários, por mais competentes e dedicados que sejam.

Na festa de Pentecostes, os cristãos celebram um acontecimento histórico, ou uma peça de literatura edificante da religiosidade popular?

Ainda no primeiro capítulo dos Atos, Lucas diz que Jesus, antes de subir ao céu diante dos Apóstolos, prometeu a vinda do Espírito Santo, dentro de poucos dias.

No segundo capítulo, Lucas conta o que aconteceu dez dias depois, 50 dias depois da Ressurreição. A vinda do Espírito Santo, no dia de Pentecostes, marcada por sinais impressionantes, fez dos discípulos medrosos missionários corajosos, inteiramente dedicados à sua missão de anunciar o evangelho ao mundo inteiro. Eles tinham feito a sua parte. Estavam preparados com dias de oração para acolher o dom do Espírito Santo.

No nosso século, o mundo está cheio de doutores da lei que não acreditam que foi assim que aconteceu. Não sabem dizer como foi, mas pretendem saber que não foi assim como está escrito. Então, Lucas foi um mentiroso, escritor de fábulas piedosas?

O abismo criado por modernos escribas e doutores da lei entre o Jesus histórico e o Cristo da fé tomou conta da exegese moderna que esvazia o valor histórico dos evangelhos com preconceitos pseudocientíficos que sufocam a simplicidade da fé apostólica.

Tudo que tem cheiro de milagre, de intervenção direta de Deus na história da humanidade, é substituído por explicações “científicas” trazidas da parapsicologia e da medicina. Onde não encontram explicações naturais, falam de mitologia, de produto do imaginário de crenças e tradições populares sem fundamento histórico. A palavra “sobrenatural” já não pode ser usada na teologia, por ser conhecida com significação deturpada para coisas de assombração.

Fico impressionado com a alegação simplória que duvida da verdade histórica de textos evangélicos aparentemente divergentes sobre o mesmo acontecimento ou sobre o mesmo discurso de Jesus.

Quanto à vinda do Espírito Santo, por exemplo, alegam contradições entre Lucas e João. Segundo João, o Espírito Santo teria sido derramado sobre os apóstolos já no dia da ressurreição: Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados… Segundo Lucas, a vinda do Espírito Santo teria acontecido 50 dias depois. Portanto, um dos dois estaria errado, ou os dois.

Na leitura das Escrituras, assim como na vida, quem procura dificuldades, acha. O evangelista João, conhecedor dos Atos dos Apóstolos, não viu contradição, e também não viu necessidade de repetir o que já estava no texto de Lucas, assim como não repetiu o relato da instituição da Eucaristia que já estava nos outros evangelhos. Realçou o dom especial do Espírito Santo para os Ministros do Sacramento do Perdão, confirmados na sua missão, apesar da fraqueza revelada na hora decisiva.

A Igreja de hoje também fala da presença do Espírito Santo já no Batismo. Mesmo assim, faz questão de um momento especial do Dom do Espírito Santo no Sacramento da Crisma.

Por outro lado, já surgem inovadores que querem abolir a Confirmação como Sacramento separado do Batismo. Outros querem aumentar cada vez mais a idade exigida para crismar, como se esse sacramento fosse um prêmio reservado aos heróis que por força própria conseguiram manter-se fiéis nas turbulências da adolescência.

A confirmação é uma realização especial da presença do Espírito Santo para os anos das primeiras decisões pessoais importantes para a vida toda e para superar as dificuldades próprias dessa idade.

È por isso que as orientações sábias da Igreja não exigem mais que 12 anos de idade para a Confirmação.

A questão das interpretações divergentes dos textos evangélicos nas igrejas cristãs e dentro da própria igreja católica devia ser tratada com mais profundidade, mas não resisti ao impulso de colocar algumas considerações, provocado por teorias alheias à fé católica apresentadas por aí ao nosso povo justamente na festa do Espírito Santo.

Acredito na inspiração divina do Evangelho que merece nossa confiança como Palavra de Deus para nós.

Dom Cristiano Jakob Krapf

Poder Global e Religião Universal

Poder Global e Religião Universal

Já está à venda no site Ecclesia, o livro de Monsenhor Juan Claudio Sanahuja – Poder Global e Religião Universal.

   

Autor: Juan Claudio Sanahuja

Descrição: A crise da Igreja é grave. Tenho a impressão de que não se esconde de ninguém que o cataclismo social – que afeta o respeito à vida humana e à família – tem essa triste situação como causa. Michel Schooyans afirma, sem nenhuma dúvida, que a Nova Ordem Mundial, “do ponto de vista cristão, é o maior perigo que ameaça a Igreja desde a crise ariana do século IV”, quando, nas palavras atribuídas a São Jerônimo, “o mundo dormiu cristão e, com um gemido, acordou ariano”.

(…) Soma-se à atitude vacilante de muitos católicos a ditadura do politicamente correto, muito mais sutil que as anteriores e que reivindica a cumplicidade da religião, uma religião que por sua vez não pode intervir nem na forma de conduta nem no modo de pensar. A nova ditadura corrompe e envenena as
consciências individuais e falsifica quase todas as esferas da existência umana.

A sociedade e o estado excluíram Deus, e “onde Deus é excluído, a lei da organização criminal toma seu lugar, não importa se de forma descarada ou sutil. Isto começa a tornarse evidente ali onde a eliminação organizada de pessoas inocentes – ainda não nascidas – se reveste de uma aparência de direito, por ter a seu favor a proteção do interesse da maioria”.

Juventude e Bioética

De 13 a 15 de julho, em Brasília, as Comissões para Vida e Família e para a Juventude, da CNBB, vão promover o Seminário de Juventude e Bioética. O objetivo é aprofundar os conhecimentos sobre temáticas como aborto, anencefalia, células tronco embrionárias e eutanásia. 

As inscrições já estão abertas e podem ser feitas até o dia 1º de julho clicando neste link.. O valor é R$ 150,00 e dá direito à alimentação e a materiais do evento. Para quem desejar, será oferecida hospedagem em casa de família, com custo zero, o que deverá ser informado no ato da inscrição.

O seminário será voltado a jovens ligados aos diversos campos da bioética: saúde, educação, direito, filosofia, psicologia, ciências sociais etc.

Já estão confirmadas as presenças de Dom Fernando Chomali, da Pontifícia Universidade Católica do Chile; Frei Antônio Moser e Dra. Lenise Garcia, membros da Comissão de Bioética da CNBB; e de Dom Eduardo Pinheiro da Silva e Dom João carlos Petrini, presidentes, respectivamente, das comissões para a Juventude e para a Vida e Família.

As questões relacionadas à bioética tem ganhado cada vez mais relevância no Brasil. Recentemente houve a liberação, pelo Supremo Tribunal Federal, do aborto em casos de anencefalia e do uso de células-tronco embrionárias, além da geração por reprodução assistida de uma criança para ser doadora para a irmã. Além disso, uma comissão de juristas nomeada pelo Senado Federal decidiu propor o aumento de casos em que o aborto não será punido, incluindo a incapacidade psicológica da mãe. Diante de tantos desafios, fazem-se cada vez mais atuais as palavras do Papa Bento XVI:

“Convido-vos a seguir com particular atenção os problemas difíceis e complexos da bioética. As novas tecnologias biomédicas interessam não somente a alguns médicos e pesquisadores especializados, mas são divulgadas através dos modernos meios de comunicação social, provocando esperanças e interrogações em setores sempre mais vastos da sociedade”.

Seguindo esse chamamento, as duas comissões da CNBB começam a preparação do Seminário de Juventude e Bioética. O evento é mais um passo de preparação para a Jornada Mundial da Juventude Rio 2013. Mais informações sobre a programação  serão dadas no site dos Jovens Conectados.

Serviço:

Seminário Nacional Juventude e Bioética – clique para se inscrever

Tema: Os desafios da Bioética e o protegonismo do Jovem Católico

Iluminação Bíblica: “Escolhe, pois, a vida” (Dt 30,19)

Data: 13 a 15 de julho

Local: Centro Educacional Maria Auxiliadora (Cema) – 702 Sul, Brasília, DF

Fonte: Jovens conectados

Mons. Sanahuja: “estamos diante de uma revolução semântica”

No dia 23 de maio o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira promoveu mais um importante evento na capital paulista. O palestrante, Mons. Juan Carlos Sanahuja, veio da Argentina para alertar ao público brasileiro sobre a ameaça da nova religião universal imposta pela ONU.

Dr. Plinio Xavier da Silveira abriu da conferência, em nome do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira,  e o Cel. Paes de Lira fez a apresentação do palestrante e do tema com a leitura do prefácio que escreveu para o livro de Mons. Sanahuja, lançado no evento: Poder global e religião universal.

O sacerdote argentino denunciou uma importante arma da guerra psicológica para a implantação de uma nova moral: a “revolução semântica”, que visa a confundir e embaralhar o significado das palavras, utilizando certos termos conhecidos, mas dando a eles um sentido diverso do original para assim induzir suas vítimas a uma baldeação ideológica inadvertida (Cfr. Baldeação ideológica inadvertida e diálogo, de Plinio Corrêa de Oliveira).

A palavra família, por exemplo, tão simpática a todos, embora conste em documentos da ONU, é entendida no vocabulário revolucionário não como uma instituição constituída entre um homem e uma mulher e seus respectivos filhos, mas como qualquer coabitação entre duas pessoas, mesmo sendo ambas do mesmo sexo, para relações sexuais.

A revolução semântica, mostra Mons. Sanahuja, é uma verdadeira invasão das consciências. O “novo poder global” pretendido pela ONU visa a imposição de uma nova moral ao mundo inteiro. A aceitação da prática homossexual, do aborto, da anticoncepção e dos assim chamados direitos sexuais e reprodutivos são temas sensíveis e indiscutíveis para a nova moral.

“O novo poder global precisa de uma religião universal”, afirmou Mons. Sanahuja apontando que a conferência Millennium World Peace Summit of Religious and Spiritual Leaders [Cúpula do Milênio de Líderes Religiosos e Espirituais  pela Paz Mundial] , ocorrida em Nova Iorque, em agosto de 2.000, realizada pela ONU, se manifestou contra as religiões “dogmáticas”, como portadoras do “fundamentalismo”.

Segundo dados apresentados pelo conferencista, em reunião internacional preparatória para o Cairo+10 em 2004, intitulada “Direitos Sexuais e Reprodutivos, cultura e religião”, organizada pelo Fundo de Populações das Nações Unidas e pelo governo holandês, afirmava que foi “vital” intervir recursos humanos e fundos para “convencer aos líderes religiosos a democratizar seu discurso em matéria de direitos sexuais e reprodutivos”.

Um exemplo que chocou a todos foi o ocorrido com a Caritas Internacional que adotou esses objetivos da FPNU “como se não houvesse uma conduta católica multi-secular para ajudar os mais necessitados”, disse Mons. Sanahuja. Para ele, Caritas, organismo da Santa Sé, adotou essa posição através da secretaria-geral do órgão, Lesley-Anne Knight, uma queniana “teóloga” da libertação, que tomou posse do cargo por imposição das Caritas de países ricos. Na Argentina, as farmácias da Caritas distribuem anticonceptivos. Tal situação levou a Santa Sé, no dia 27 de abril, a determinar seu direito de veto na escolha dos indicados para os cargos administrativos.

No final, Mons. Sanahuja respondeu a perguntas e coube ao príncipe Dom Bertrand as palavras de encerramento, lembrando que o Brasil vai mar alto nessa Revolução para extinguir a verdadeira religião e os princípios católicos. Exemplificou com o Estatuto da Diversidade Sexual, que entre outras coisas pretende que o SUS pague as cirurgias de mudança de sexo, oferecendo tratamento hormonal com este fim para jovens… desde os 14 anos!

O Príncipe Imperial exortou todos a seguirem as palavras de Santo Antônio Maria Claret: A Dios rogando y con el mazo dando, o que, em tradução livre, significaria: “A Deus rezando, e com o tacape dando”. Segundo D. Bertrand, devemos rezar e envidar todos os esforços legais e pacíficos para impedir a imposição dessa nova religião atéia e ditatorial, que pretende colocar a Lei de Deus e a civilização cristã de cabeça para baixo.

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Anselm Grun pode estar espalhando teorias contrárias à doutrina da Igreja, afirmam alguns membros da Igreja

Vi a notícia abaixo e penso por bem reproduzi-la, visto que também tenho algumas ressalvas com alguns escritos do famoso monge escritor Anselm Grun. Em um de seus livros que li, vi uma quantidade enorme de frases relativistas que podem levar a interpretações contrárias à doutrina da Igreja. Além disso, alguns anos atrás, numa palestra em São Paulo, o citado autor elogiou a difusão da teologia da libertação, segundo ele, “tão presente nesta terra”. Esta afirmação está gravada em vídeo.

O diretor do grupo ACI, o jornalista Alejandro Bermúdez Rosell, afirmou que os ensinamentos difundidos pelo monge beneditino Anselm Grün são heréticas, pois vão contra a doutrina da Igreja, a qual não  “uma coisa menor ou opinável”.

Em seu podcast em espanhol chamado “Punto de vista” de 23 de maio, Bermúdez criticou que em suas conferências e livros, alguns deles traduzidos também ao português, Grün tenha reduzido as Sagradas Escrituras a “um manual de terapia psicológica”.

“O Pe. Grün, em vez de oferecer uma alternativa à auto-ajuda New Age ele se incorpora a ela”, indicou.

Bermúdez explicou que o problema não são as boas intenções ou a pessoa mesma de Anselm Grün, mas sim o monge que, através de seu ensino, está “empurrando a todos seus leitores por um caminho que apresentado como se fosse doutrina da Igreja quando completamente o contrário”.

O diretor do grupo ACI assinalou que, em sua interpretação de diversas passagens bíblicas do Antigo e do Novo testamento, o monge beneditino retira “todo sentido sobrenatural e religioso, pretendendo que estas sejam simplesmente metáforas psicológicas”.

O sacerdote jesuíta Gabino Tabossi também criticou a aproximação de Grün a diversas heresias e a teorias psicológicas contrárias ao ensino da Igreja.

Como exemplo, o Pe. Tabossi “assinalou que, em uma de suas obras, Grün considera a relação entre o Abraão e Isaac como “despótica e a que tem com Deus neurótica e fictícia”.

“Tal interpretação, além de psicologista, é pouco ecumênica: que não saibam nossos irmãos maiores que um católico tratou como doente e desequilibrado ao progenitor do judaísmo!”.

O Pe. Tabossi denunciou que o monge beneditino, em seus textos, “relativiza o catolicismo quando augura que a fidelidade à própria consciência, acima de qualquer religião, é caminho seguro para a salvação”.

O jesuíta também destacou que enquanto a Igreja ensina que Jesus sempre foi Deus, “a teologia do Grün ensina ao parecer que Jesus foi se fazendo Deus sobre tudo a partir da iluminação que recebeu no dia de seu batismo“.

De acordo ao Pe. Tabossi, a ética do Pe. Grün ensina que “para salvar-se e ser feliz é preciso pecar, ou ao menos, fugir do desejo de erradicação daquilo que nossos preconceitos culturais consideram como condutas ‘anormais’”.

“Nosso autor acredita que o pecado original foi uma coisa necessária e louvável assim, depois dele, os primeiros pais puderam ‘conhecer o bem e o mal’, ganhar em consciência, aumentar a própria ciência moral”.

Por sua parte, o Arcebispo de La Plata, na Argentina, Dom Héctor Aguer, qualificou de “muito pernicioso” o ensinamento de Anselm Grün, por ser um eco da cultura New Age.

Dom Aguer indicou que toda a espiritualidade difundida por Grün está apoiada nas teorias da psicanálise de Carl Jung, abundantes em gnosticismo.

Para o Prelado argentino, o trabalho do monge beneditino “uma espécie de transcrição pseudoespiritual da simbologia de Jung. Isso vai acabar mal”.

Xuxa e sua revelação bombástica: “fui abusada quando criança”

Revelação irá abafar escândalo de filme de pedofilia que vem assombrando sua vida e carreira durante décadas?

 
No programa Fantástico de domingo passado, Xuxa alegou que sofreu abusos sexuais na infância. Supostamente, foram três homens.
 
 
Xuxa, no Fantástico, revelando-se vítima de pedofilia

Sua declaração forte trouxe uma alta em sua imagem num momento em que sua carreira já não tem o brilho que tinha antes. O brilho tem sido cada vez mais ofuscado por um sombrio esqueleto em seu armário: Em 1982 ela fez o papel principal do filme “Amor estranho amor”, que contém cenas de pedofilia explícita em que ela seduz um menino.

Xuxa vem travando uma batalha judicial sem tréguas para que o filme, que tem perturbado sua carreira e fama, não seja oficialmente comercializado em DVD. Seus produtores haviam chegado a exigir 100 mil reais por ano para manter o filme “extinto”. O desgaste com o obsceno filme pró-pedofilia tem sido um flagelo na fama e bolso da atriz.
 
Xuxa, em filme pró-pedofilia, fazendo sexo com um menino

A trajetória de Xuxa, com suas recentes revelações de pedofilia na infância, teve um início com contexto previsível. Sabe-se que ela, por costume da família ou vontade própria, gostava de andar nua dentro de casa quando era menina. Crianças de lares com tais “hábitos” não raramente enxergam com “naturalidade” o sexo.

Qualquer homem moralmente são teria dificuldade de visitar uma casa onde o pai permite que sua filha de oito, dez ou doze anos ande “ao natural”. Não chega a ser “fora do normal” um lar com nudez descarada produzir abusos sexuais. É um ambiente produtor de tentações.
Tais lares, além de tornarem suas crianças vulneráveis aos oportunistas sexuais, não veem nada de errado em revistas pornográficas.
 
Xuxa como capa da Playboy: ganhando muito dinheiro

Xuxa não só tinha essa visão, mas também chegou a posar nua para várias revistas pornográficas, inclusive a mais famosa, a Playboy. O que era “natural” para ela acabou também virando fonte de renda.

Mesmo com esse histórico moralmente turbulento, ela acabou entrando no mercado infantil, com um programa primeiramente na TV Manchete e depois na TV Globo, onde dançarinas mirins com trajes curtos e a garotada garantiram para ela e para a TV Globo IBOPE e audiência. Ela passou de coelhinha da Playboy à rainha dos baixinhos.
É uma carreira infantil de sucesso alicerçada em assombrações pornográficas e pedofílicas.
Ela não era, é claro, o exemplo ideal para as crianças. Mas o mundo imundo da TV tem valores inversos de uma família que protege os filhos com valores morais.
Durante o governo de Lula, Xuxa encabeçou a campanha nacional “Não Bata, Eduque!”, lançada por Lula em Brasília. A campanha, de modo ostensivo, buscava a criminalização de pais e mães que aplicam castigos físicos como disciplina para o mau comportamento dos filhos.
Xuxa mostrou sua rebelião a esse mundo com limites para as crianças. Talvez ela anseie um mundo onde as crianças possam tranquilamente andar livres dentro de casa — livres de roupas — e assim estar mais preparadas para ver com naturalidade o sexo e a revista Playboy.
Mas a experiência de uma infância sem limites e sem roupas não trouxe felicidade para a menina Xuxa. Trouxe, pelo que alega ela, estupros. E trouxe, pelo que mostra seu currículo, seu estrelato num filme de pedofilia explícita e participação em revistas pornográficas.
Em todas essas décadas, Xuxa jamais reclamou de ter sofrido peso na consciência pela óbvia incoerência entre sua vida no mercado pornográfico e no mercado infantil. O que importava, talvez, fosse obter dinheiro, fosse de qual fosse a procedência.
Na entrevista ao Fantástico, Xuxa se queixa de um pai ausente, mas quando ela teve oportunidade de fazer diferença na sua vida, ela escolheu ter uma filha sem um pai. Ela determinou que a figura do pai ficasse ausente da vida de sua filha.
Depois de sua recente confissão de abuso sexual na infância, Xuxa deveria abandonar seu ativismo contra os direitos dos pais disciplinarem seus filhos e imporem limites — inclusive o uso de roupas — neles. Abuso e violência não é impor limites nos filhos, conforme hoje esbraveja Xuxa com sua campanha anti-pais, mas a falta de limites.
Seu ativismo agora deveria se limitar aos malefícios da nudez dentro de casa, de como essa prática torna as crianças presas fáceis de pedófilos, do sexo casual e da pornografia.
O ativismo dela deveria também incluir uma campanha de alerta para que os pais bloqueiem toda pornografia em seus lares.
E ela poderia também aproveitar e aparecer novamente no Fantástico para pedir perdão às famílias e crianças do Brasil pelo filme “Amor estranho amor”, onde ela mesma, já adulta consciente e com fome de grana, fez descarada propaganda pró-pedofilia.

Cardeal de Viena esclarece algumas polêmicas na entrevista abaixo

Andrea Tornielli- jornal La Stampa.

Há um mês e meio, contra o parecer do pároco, ele havia deixado em seu posto no conselho pastoral de uma paróquia o jovem Florian Stangl (foto), gay assumido. (O jovem de vinte e sete anos foi votado entre os paroquianos, durante as eleições do novo conselho pastoral de Stützenhofen, ao norte de Viena. O pároco, porém, não quis admitir sua designação. E, aí, interveio o arcebispo, que assumindo a responsabilidade, decidiu convalidar a eleição)

O cardeal Christoph Schönborn, dominicano, 67 anos, aluno de Ratzinger, arcebispo de Viena, está em Roma nestes dias, onde discutiu com as autoridades vaticanas a situação da Igreja austríaca.

Nesta entrevista ao jornal La Stampa, depois de semanas de silêncio, ele volta a falar da sua escolha. Ele a defende, mas, ao mesmo tempo, explica que o ensino católico não muda. E se pronuncia também sobre a dissidência que atravessa a Igreja na Áustria, antecipando as iniciativas que irá tomar com relação aos padres signatários do Apelo à desobediência.

Eis a entrevista.

Cardeal Schönborn, pode explicar por que o senhor ratificou a eleição de Stangl ao conselho pastoral?

A minha decisão havia sido uma “não decisão”, eu apenas decidi não interferir na eleição ocorrida. É a paróquia que deve escolher bem os candidatos para o conselho pastoral, em conformidade com os requisitos previstos. No caso sobre o qual falamos, isso infelizmente não aconteceu.

O senhor se encontrou com Stangl. O que lhe chamou a atenção?

Não pretendo entrar em detalhes, porque as pessoas têm direito à sua esfera privada.

O caso suscitou esperanças em quem espera uma mudança de posição da Igreja com relação aos gays…

Diante de casos de irregularidades, de pessoas que coabitam, de divorciados que se casam novamente ou de casais formados por pessoas do mesmo sexo, nós, pastores, devemos manter firmes os ensinamentos da Escritura e da Igreja, não por fideísmo, mas sim porque estamos convictos de que eles representam o caminho rumo à felicidade. E devemos tentar ajudar todos a levar uma vida conforme a esses ensinamentos.

Por que, então, o senhor decidiu não intervir?

Porque devemos reconhecer que não só aqueles que vivem em uma situação objetiva de desordem moral, mas também nós todos precisamos de perdão e de misericórdia. Estamos caminhando rumo a uma meta que nós reconhecemos com o coração e a mente, mas também estamos conscientes de que são necessários passos de conversão e de paciência. Não devemos justificar certas situações, mas sim pedir uma mudança. Como pastor, eu julguei que, nessa situação particular, no caso de que falamos, havia um caminho em andamento.

O senhor irá admitir que se trata de um precedente…

A posição da Igreja sobre esses temas não mudou, e não se trata de um precedente. É só um caso especial, assim como há outros…

A Igreja deveria demonstrar uma atitude mais misericordiosa com relação aos homossexuais?

A Igreja sempre demonstrou misericórdia para com os pecadores, e todos somos pecadores. Mesmo que nos fixemos apenas em certos pecados e em certas situações de desordem moral, todos nós, como cristãos, devemos nos confessar. Mas não há misericórdia sem verdade. É preciso um caminho de conversão: isso vale para os divorciado em segunda união, mas também para quem vive relações homossexuais. É preciso ajudá-los a reconhecer que o projeto de Deus não é esse, e, se eles se sentem incapazes de seguir o ensinamento da Igreja, que o admitam com humildade, pedindo a ajuda de Deus, confessando-se e tentando não pecar mais. Não podemos mudar o seu projeto, mas devemos lembrar que Deus é infinitamente misericordioso para com os nossos pecados.

As associações gays acusam a Igreja de ter uma atitude discriminatória. Como o senhor responde?

A Igreja deve seguir o que foi revelado nas Escrituras, mas condena o pecado, não o pecador. Depois, há lobbies, o “politicamente correto”, as atitudes exibidas com as quais, no entanto, nem todos aqueles que têm inclinações homossexuais concordam. Um certo rumor, uma certa propaganda gay, o fato de querer estender nas escolas um tipo de educação sexual que acabe promovendo também a homossexualidade… Eu me pergunto: se essa é a normalidade, por que se precisa de tanto barulho? Se essa é a felicidade que Deus quis para o ser humano, por que se precisa de tanta propaganda?

Há quem diga que a Igreja hoje fala muito de moral sexual. O que o senhor acha?

O importante é a relação de amizade com Jesus, o encontro pessoal com ele. Bento XVI não se detém muito nas questões relacionadas à sexualidade, mas insiste na amizade com Jesus, ou seja, na fé. Chamou-me a atenção que, durante o primeiro encontro com os jovens em Colônia, em 2005, o papa nunca citou os temas relacionados à sexualidade. E lembro também que João Paulo II, em 2001, disse que todos os ensinamentos morais permanecem como leis exteriores e incompreensíveis sem a experiência da fé, da relação com Jesus.

Há muita dissidência na Igreja austríaca, centenas de padres assinaram um Apelo à desobediência. O que vai acontecer?

Eu gostaria de esclarecer que uma coisa é a Pfarrer-Initiative, de 2006, assinada por 350 sacerdotes. Outra é o Apelo à desobediência, lançado com grande evidência midiática há um ano: este último, promovido pelo Mons. Helmut Schüller, foi feito sem aviso prévio aos signatários, que não sabiam de nada. Eu logo declarei que não se pode brincar com as palavras e que o Apelo à desobediência é inadmissível. Como bispos, fomos pacientes – segundo alguns, até demais – e agora estamos preparando uma carta pastoral para será lançada durante o Ano da Fé, em que responderemos a todas as questões feitas pelos dissidentes.

O papa os citou na Missa da Quinta-Feira Santa…

Nessa homilia, Bento XVI nos deu um modelo de diálogo, tentando entrar nas suas motivações, responder às suas objeções e, por fim, convidá-los a seguir a Cristo na obediência, que é um caminho de redenção e de liberdade.

E se os defensores da Pfarrer-Initiative não cederem?

Nós lhes diremos: agora é o momento de esclarecer. Depois, tomaremos as nossas decisões, incluindo eventualmente também passos que preveem sanções disciplinares. Espero que não seja necessário.

No caso das sanções, a intervenção será sua ou da Santa Sé?

Nós, bispos, é que interviremos, e não Roma. É um dever que compete a nós, pastores.

Como o senhor julga a propagação dessa dissidência, que pede a abolição do celibato, o sacerdócio às mulheres, os leigos no lugar dos padres nas celebrações?

O movimento se espalhou. Há até uma espécie de “Guia Michelin” da dissidência, com os nomes das associações nos vários países. Trata-se, em grande parte, de sacerdotes da geração de 1968: eu digo isso sem nenhum desprezo, como dado documental. Muitos deles sofrem, devem ser respeitados e muitas vezes levantam problemas reais. Concordamos com o diagnóstico: há uma crise. Mas não compartilhamos a terapia. Parece-me que eles têm em mente a situação da Igreja nos anos 1950 e 1960, quando ela era muito mais forte, vigorosa e enraizada.

Qual é a terapia certa, segundo o senhor?

Uma nova descoberta da fé, que aceite ser a luz do mundo. O verdadeiro programa de contraste à Pfarrer-Initiative são as muitas realidades vivas da Igreja austríaca, das quais ninguém fala: o número crescente de famílias jovens que vivem a sua fé no mundo, com o conhecimento de serem uma minoria criativa; os jovens fascinados com a espiritualidade e com a liturgia dos mosteiros. Estamos acostumados a ser maioria e a dizer tudo sobre todos: agora é o momento de nos reconhecermos minoria e de testemunhar, cada um em seu próprio lugar, a nossa fé.

Vaticano fecha acordo com Benetton sobre imagem polêmica do Papa

15.05.2012 – O Vaticano e a grife italiana Benetton chegaram nesta terça-feira a um acordo em relação à publicação de uma imagem do papa Bento 16 beijando o imã Al Azhar, como parte de uma campanha publicitária de novembro de 2011.

 
Papa Bento 16 beija Ahmed Mohamed el Tayeb, imã da mesquita de Al Azhar (do Cairo), em campanha polêmica da Benetton

Além da retirada da imagem, a marca deverá doar uma quantia em dinheiro para um projeto de caridade da Igreja.

O porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, afirmou que a Benetton reconheceu publicamente o uso da “sensibilidade dos crentes” e reiterou que “a imagem do papa deve ser respeitada e usada apenas com autorização prévia da Santa Sé”.

“A Santa Sé não quis pedir indenizações de natureza econômica, mas quis obter o ressarcimento moral de reconhecimento do abuso realizado e afirma a sua vontade de defender, inclusive por meios legais, a imagem do pontífice”, afirmou Lombardi.

De acordo com o porta-voz, “assim se encerra, também do ponto de vista legal, um episódio muito desagradável, que não deveria ter acontecido, mas do qual se espera poder aprender uma lição de respeito com a imagem do papa e das sensibilidades dos fiéis”.

Fonte: Folha SP

Obama protege os gays em detrimento da família

A Associação Católica de Líderes Latinos (CALL, por suas siglas em inglês), expressou sua profunda decepção pelo ataque contra a família realizado pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ao expressar seu apoio ao mal chamado “matrimônio” gay.

No último 9 de maio, em uma entrevista, Obama afirmou que “os casais homossexuais deveriam ter a possibilidade de casar-se”.

Em um comunicado emitido no dia 14 de maio, o presidente da CALL, Robert Aguirre, assinalou que o matrimônio e a família estão no “coração da comunidade latina”. Nas suas palavras, ele afirma que esta agressão do presidente norte-americano se soma ao fato que a comunidade hispânica neste país sofreu mais duramente que qualquer outro grupo o efeito das políticas econômicas da administração Obama, e sentem como outra agressão frontal ao coração de seus lares, ao matrimônio e à família, a atitude pró-gay do presidente e candidato à re-eleição pelo partido democrata.

De acordo às cifras reveladas pelo presidente deste organismo de liderança católica laical, durante o período de Barack Obama, o desemprego entre latinos cresceu de 6.3% a 11%, a taxa de pobreza aumentou que 20.6% a 26.6%, e a pobreza em vizinhanças hispânicas passou de 27.4% a 36.3%.

“Estou comovido, mas não surpreso, de que este presidente tenha a temeridade de tentar dirigir esta grande nação para um caminho vazio da moral e dos valores cristãos”, assinalou Aguirre.

Para o líder católico, “uma vez mais, este presidente ignorou o cálculo político da identidade religiosa e o potencial poder de votação dos católicos, dos latinos, e de toda a gente de fé, para favorecer uma política pública que nos debilita como sociedade e nação, sob o suposto estandarte da justiça e dos direitos individuais”.

“Este deve ser um chamado para todos os hispânicos para que despertem e percebam a gravidade da situação e da força da voz coletiva latina”.

Aguirre sublinhou que a CALL condena a discriminação contra as pessoas que experimentam atração por pessoas do mesmo sexo, entretanto “proteger o matrimônio entre um homem e uma mulher não tem nada a ver com negar os direitos fundamentais” das pessoas.

“Proteger a instituição do matrimônio significa proteger os direitos dos mais vulneráveis entre nós, nossos filhos, que merecem ser recebidos como um resultado do amor entre uma mãe e um pai, e não devem ser privados desse amor por uma legislação ou política”.

Filme “Redenção”

Este final de semana, assisti o filme “Redenção”. O filme conta a história  real do pastor “metralhadora” Sam Childers, que após um processo de envolvimento com crimes e drogas, se converte e se torna missionário no Sudão – África. Lá, a missão do pastor é resgatar crianças que fogem das vilas que serão atacadas pelo LRA de Kony. O pastor, então, constrói um orfanato para as crianças serem abrigadas.

A história é bem interessante! O homem, cheio de coragem, enfrenta situações embaraçosas e muito perigosas com um único objetivo: salvar crianças!

Problema: o pastor acaba se envolvendo demais com a situação e começa a agir com os mesmos meios que os rebeldes agem: com violência. Claro, a intenção é defender as crianças. Mas a disseminação do ódio entre eles seria o melhor caminho? Não fica claro no final do filme, se o pastor está agindo como já opinava Maquiavel: os fins justificam os meios…

Afinal, eu recomendo ou não o filme? Sim, recomendo-o.

Cultura da morte na Argentina

O Senado da Argentina aprovou a chamada lei de “morte digna”. No debate se insistiu em que esta não é uma lei sobre eutanásia, mas a norma contempla a possibilidade de retirar a alimentação e a hidratação dos pacientes terminais.

Esta norma lembra os casos emblemáticos da americana Terri Schiavo (2005) e da italiana Eluana Englaro (2009) que morreram por causa da inanição e da desidratação alguns dias depois da suspensão dos cuidados básicos de alimentação e hidratação por meio de sondas, quando as autoridades decidiram aplicar a eutanásia.

Diversas organizações e personalidades argentinas criticaram esta nova norma que modifica o artigo 2 sobre a lei dos direitos do paciente na sua relação com os profissionais e instituições de saúde.

O novo texto indica que “também será possível retirar os procedimentos de hidratação ou alimentação quando os mesmos produzam como único efeito a prolongação no tempo desse estágio terminal irreversível ou incurável”.

Isto significa que a pessoa não morreria por conseqüência da sua doença, mas sim de fome ou sede, sendo assim, o que se comete é a eutanásia ao tirar deliberadamente a vida do paciente.

A Rede Federal de Famílias qualificou a lei aprovada como “infame” e criticou que facilite a morte de pessoas que padeçam doenças irreversíveis ou incuráveis. “Não são irreversíveis ou incuráveis em certos estágios o câncer, a leucemia, o HIV, a surdez, a cegueira, o mal de Parkinson, a paralisia cerebral, etc.?”, questionou a organização.

Para a plataforma argentina, com a aprovação desta lei “foi decidido que seja legal o gesto homicida de pedir a própria morte ou deixar que morra a quem deveríamos cuidar com maior esmero”.

“Pode haver maior ruína para uma nação? Estamos matando-nos entre nós! Estamos legislando a morte de argentinos”, afirmou.

Por sua parte, o advogado Jorge Vitale indicou que “embora a morte seja considerada iminente, os cuidados ordinários devidos a uma pessoa doente não podem ser legitimamente interrompidos”.

“O uso de analgésicos para aliviar os sofrimentos do moribundo, inclusive com risco de diminuir seus dias, pode ser usado de forma moral conforme a dignidade humana se a morte não é pretendida, nem como fim nem como meio, mas somente prevista como inevitável”.

Para o letrado, “os cuidados paliativos constituem uma forma privilegiada da caridade desinteressada. Por esta razão devem ser alentados”.

Os representantes do grupo pró-vida Marcha dos Escarpines criticaram que os legisladores argentinos “não escutaram as vozes autorizadas, e não abriram o diálogo democrático que é necessário em um tema tão delicado, que pode ser convertido de forma perigosa em ‘eutanásia’, morte provocada intencionalmente”.

Para o Pe. Rubén Revello, membro do Instituto de Bioética da Universidade Católica Argentina (UCA), a nova lei tem um importante aspecto negativo ao compreender a possível retirada do alimento e da hidratação, pois tais medidas desencadeariam a morte.

“Deve-se permitir que o processo da morte continue e não causá-lo”, remarcou.

No meio do debate pela aprovação da lei, a senadora Sonia Escudero pediu precisamente a modificação no artigo referente ao suposto direito do paciente a não ser alimentado nem hidratado, pois isto seria eutanásia.

A legisladora explicou que “a eutanásia ativa é quando dou uma injeção ao paciente para terminar com sua vida. A eutanásia passiva é quando omito a alimentação. Neste caso, é a segunda”.

A doutrina católica sobre a eutanásia está explicada nos numerais 2276 ao 2279 do Catecismo. Aí se explica que “uma ação ou uma omissão que, em si mesma ou com intenção, provoca a morte para suprimir a dor, constitui um homicídio gravemente contrário à dignidade da pessoa humana e ao respeito de Deus vivo, seu Criador”.

Entretanto, a Igreja afirma que “a interrupção dos tratamentos médicos onerosos, perigosos, extraordinários ou desproporcionados aos resultados pode ser legítima. Interromper estes tratamentos é retirar a ‘crueldade terapêutica’. Com isto a pretensão não é provocar a morte, mas sim à aceitação de não poder impedi-la”. 

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por
ACI Digital

Obama trabalhando pela causa gay

Finalmente, Obama confessa que é a favor do “casamento” gay. “Acabo de concluir que para mim pessoalmente, é importante ir em frente e afirmar que penso que as duplas de mesmo sexo têm o direito de se casar”, Obama disse nesta tarde numa entrevista para Robin Roberts, jornalista da ABC News.
Ninguém ficou surpreso com a declaração de Obama, pois seu governo, desde o início, vem promovendo e impondo a agenda gay com agressividade fenomenal. Em dezembro do ano passado, seu governo ordenou que todas as embaixadas e órgãos dos EUA no exterior fizessem da agenda gay prioridade absoluta. Essencialmente, o decreto de Obama transforma os EUA em umapoderosa agência policial mundial a favor do homossexualismo.
 
Obama acha mais seguro usar Jesus, não Maomé, para apoiar “casamento” gay

Antes de chegar à presidência, Obama era um senador esquerdista que apoiava publicamente o “casamento” gay. Mas desde a primeira eleição presidencial, ele tem se mantido em discrição e “silêncio”, dando a entender que mudou de ideia, embora suas ações descaradamente pró-homossexualismo deixassem claro que sua “mudança” era só de lábios.

O que parece ter arrancado Obama do armário da incoerência entre seus lábios e ações foi a vitória que o povo da Carolina do Norte obteve recentemente contra os supremacistas gays. Esquerdistas de peso como o ex-presidente Bill Clinton entraram na votação do estado americano que estava decidindo proibir ou não o “casamento” gay, a união civil gay e todo tipo de parceria gay.
Billy Graham, o maior evangelista do mundo, entrou na briga, e saíram perdendo Bill Clinton e todos os supremacistas gays. Diante do quadro lúgubre para os extremistas, Obama, num momento de muita emoção e revolta contra a derrota decisiva na Carolina do Norte, não se conteve e saiu do armário, determinado a mostrar para o público americano e mundial que o “casamento” gay é certo e que Billy Graham e o povo da Carolina do Norte estão errados.
Contudo, ele não deixou transparecer tal motivação. O que ele apontou como motivação foi sua “fé”, usando como exemplo a declaração onde Jesus diz que devemos tratar os outros como gostaríamos de ser tratados. Ele disse: “Pensamos acerca da nossa fé, que está na raiz de nossas convicções, não só de Cristo se sacrificando em nosso favor, mas também de nos amarmos uns aos outros”.
Mencionar Jesus hoje para apoiar qualquer ideia ou prática perversa não traz consequências. Mas Obama, o grande defensor do islamismo como “religião de paz”, jamais ousaria dizer que a base para seu apoio ao “casamento” gay é Maomé. O mundo islâmico inteiro se levantaria em brados e bombas.
Entretanto, ofender os cristãos, ou insultando Cristo ou usando o nome dEle profanamente para promover ideias e práticas contra a natureza dEle, é conduta normal de esquerdistas.
No passado, os homens que viviam em aberrações confessavam que a base de seus atos era Satã ou Satanás. Mas hoje, homens desse tipo perderam a vergonha, usando e abusando do nome de Jesus em defesa de suas pérfidas escolhas. Só não ousam usar e abusar do nome de Maomé ou do Corão com o mesmo objetivo.
Com sua confissão em reação à derrota esquerdista na Carolina do Norte, Obama se torna o primeiro presidente dos Estados Unidos a declarar apoio público ao “casamento” gay.
Com informações de LifeSiteNews.

“O sentido de pecado diminuiu” – afirma prefeito do Arquivo secreto do Vaticano

Cidade do Vaticano (Terça-feira, 08-05-2012, Gaudium Press) O lançamento dos livros sobre a história da Penitenciaría Apostólica e o Arquivo Secreto Vaticano foi ocasião para aprofundar na história e importância do Sacramento da Penitência, no serviço do qual se criaram estas duas instituições pontifícias. Promover a confissão sacramental é um dever urgente para a Igreja do século XXI, segundo explicou o Prefeito do Arquivo Secreto Vaticano, Dom Sérgio Pagano, em entrevista concedida a Zenit.
“Sendo nós sacerdotes ou bispos, temos este grave problema ao ver que muitos fiéis se aproximam da comunhão sem a confissão”, afirmou o prelado. “Agora, este sentido do pecado e das faltas diminuiu e isto é um grave problema pastoral”.

 

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Dom Sérgio Pagano

Sobre o preocupante abandono da Confissão por parte dos fiéis, que atraiu a atenção durante seu documento, o prefeito do Arquivo Secreto Vaticano convidou a um melhor conhecimento e prática dos aspectos básicos da fé católica: “Talvez seja necessário retomar desde a catequese de base: desde o Credo aos sacramentos da Igreja, por que foram instituídos, o que comportam, qual é a vantagem de recebê-los”. Este trabalho de catequese para que os católicos se aproximem e vivam os sacramentos é necessário para “que nossos fiéis não vejam muitas vezes grandes símbolos incompreenssiveis”.

 

Dom Sérgio Pagano também alertou sobre a preparação dos sacerdotes para celebrar o sacramento da Penitência: “faltam confessores, uns são muito severos, outros muitoamplos, outros querem realizar uma tarefa de inquisidores, psicólogos, ou de diretores, que não é a tarefa do confessor”.

A Confissão sacramental, tal como se pratica hoje em dia, foi o fruto da experiência da Igreja ao longo dos séculos, e é uma graça muito mais fácil de obter na atualidade, segundo expôs o prelado. “A Igreja antiga convidava – como Jesus – à conversão única e decisiva e dava, a quem se arrependia, o perdão dos pecados em um ato único e irrepetível: o batismo”.

Mas esta única oportunidade demonstrou não ser expressão suficiente da misericórdia divina: “Jesus, de fato, havia ensinado a seus discípulos que haviam recebido o perdão de Deus, que era não para si mesmo ou para negá-lo aos outros, mas para perdoar como Deus perdoa, sem limites nem condições, a não ser o arrependimento e a conversão”, comentou Dom Pagano.

A forma de administrar o perdão de Deus foi objeto de muito estudo e discussão: “Foi um caso longo, discutido e aceso”, explicou. “Também sobre quem teria o poder penitencial. E como, por exemplo, a praxis penitencial do século II, em uma pequena Igreja à margem da vida pública era inadequada para o século IV”.
Dom Pagano descreveu formas iniciais do sacramento, realizadas de forma pública e com penas severas, que inclusive eram desaconselhadas aos jovens por sua dureza. Estas formas, explicou, praticaram-se “até o nascimento da penitência privada que originou-se no Século VII e rapidamente foi acolhida e se enrraizou”.

 

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O evento em torno do qual se geraram estas declarações foi presidido pelo Cardeal Manuel Monteiro de Castro, Penitenciário Maior, e contou com a participação de Dom Gianfranco Girotti, regente da Penitenciaría Apostólica, Dom Pagano, prefeito do Arquivo Secreto Vaticano, e o diretor da Librería Editrice Vaticana, Padre Giuseppe Costa, entre outras personalidades especialistas no tema.

 

Os textos apresentados, “A Penitenciaría Apostólica e seu Arquivo”, de Alessandro Saraco e “A Penitência entre o 1º e 2º milênio. Para compreender as origens da Penitenciaría Apostólica”, de Manlio Sodi e Renata Salvarani, permitem conhecer mais profundamente a história do Sacramento da Penitência. “A leitura destes ensaios corrige por um certo lado algumas visões diversas, que é a ótica da penintenciaría, que olha o sacramento e a sua teologia, a sua praxis, e não tanto ao aspecto cultural, eclesial ou pastoral”.

Com informações da Agência Zenit

Cláudio Fonteles: “O Estado laico”

Artigo extraído do blog http://www.claudiofonteles.blogspot.com.br/ - ex – sub-Procurador da República

Não é de hoje, e com persistência, as grandes empresas jornalísticas de nosso País, sempre que atingem amplo espaço público questões pertinentes à defesa da vida, ou à reflexão sobre a família, vociferam, dogmáticas, em defesa do que chamam: o Estado laico

Querem estabelecer que a República laica não tolera o tratamento de assuntos religiosos, confinados, então, à consciência individual de cada uma das pessoas, e inaceitáveis à difusão pública.

Isso nada tem a ver com República laica. Conduz-nos a gritante erro essa imposição do pensar, “politicamente correto”, a que nos submete o stablishment midiático.

O consagrado Professor de Direito Constitucional José Gomes Canotilho, em sua obra Direito Constitucional – 4ª edição – a partir do estudo dos parâmetros republicanos da Constituição portuguesa de 1911, que encerrou o sistema monárquico, é correto no ensinar que:

2. República laicaSe no tocante à estrutura organizatória da República a Constituição de 1911 não fez senão recolher as idéias do liberalismo radical (e nem todas), quanto a outros domínios tentou plasmar positivamente, em alguns artigos, o seu programa político. Um dos pontos desse programa era a defesa de república laica e democrática. O laicismo, produto ainda de uma visão individualista e racionalista, desdobrava-se em vários postulados republicanos: separação do Estado e da Igreja, igualdade de cultos, liberdade de culto, laicização do ensino, manutenção da legislação referente à extinção das ordens religiosas (cfr. art. 3º, nºs 4 a 12). O programa republicano era um programa racional e progressista: no fundo, tratava-se de consagrar constitucionalmente uma espécie de “pluralismo denominacional”, ou seja, a presença na comunidade, com iguais direitos formais de um número indefinido de colectividades religiosas, não estando nenhuma delas tituladas para desfrutar de um apoio estadual  positivo.”  (obra citada – pg. 247/8, grifei)

Portanto, Estado laico não é Estado ateu. Não é Estado que proíba sejam abordados temas religiosos no cotidiano das pessoas que nele vivem.

O Estado laico, justo porque democrático e plural, é o que garante a convivência pacífica e respeitosa dos que professam os mais variados credos, inclusive os que credo não tem.

O Estado laico, insisto, respeita as convicções religiosas e sua livre expressão.

O mesmo emérito Professor José Gomes Canotilho, já agora analisando  o tema à luz dos preceitos da Constituição portuguesa de 1976, demonstra como o texto moderno enfatiza a ampla liberdade de manifestação religiosa. De se ler:

2.2. A deslocação constitucional da “República laica
1.      A “laicidade da República”, a “República laica”, é também uma das noções ligadas à tradição republicana. Para além dos “momentos emocionais” que o laicismo republicano transporta, pode dizer-se que ele assenta principalmente em três princípios:secularização do poder político,neutralidade do Estado perante as Igrejas, liberdade de consciência, religião e culto. Todavia, a Constituição de 1976, embora herdando alguns dos princípios republicanos de 1910 (cfr. supra, Parte II, Cap. 3, E, I), não adjectivou a República Portuguesa como “República laica” e deslocou os problemas fundamentais do “laicismo” para o âmbito dos direitos fundamentais. Para além de evitar a reposição da “questão do clericalismo”, a Constituição considerou que, verdadeiramente, o que estava em causa eram problemas relativos a direitos, liberdades e garantias: liberdade de consciência, de religião e de culto, proibição de discriminação por motivos de convicções ou práticas religiosas, liberdade de organização e existência das igrejas e comunidades religiosas, liberdade de ensino da religião e o princípio da igualdade perante o Estado de todas as religiões (cfr. art. 41º).” (obra citada – pg. 410/411, grifei)            Nossa Constituição partilha dessa mesma diretriz, visto que, expressamente, no inciso VI, do artigo 5º, afirma que            “é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias

O inciso VII também assegura “a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva”, e o inciso VIII não permite, seja privada, qualquer pessoa, de direitos “por motivo de crença religiosa”.

Todo esse quadro normativo – é óbvio – não enclausura religiosos, e não religiosos, no espaço único de sua privacidade.

Religiosos, e não religiosos, com as respectivas crenças, ou sem qualquer crença, têm o amplo direito de expor essas suas variadas concepções de viver na cotidiana formação da democrática sociedade. Democrática porque acolhe, incentiva e resguarda a pluralidade dos posicionamentos, e democrática, também, porque compreende ser infindável a interação humana, enquanto vida houver.

Eis preciosos ensinamentos do padre Mario de França Miranda, como expostos no seu livro: “Igreja e Sociedade”:“Hoje já se reconhece que as religiões têm algo a oferecer à sociedade civil. São elas que denunciam a marginalização a que são condenados os mais pobres, bem como as injustiças de políticas econômicas. São elas que oferecem uma esperança que sustenta e mobiliza os mais fracos. São elas que, livres de um dogmatismo doutrinário e impositivo, oferecem motivações e intuições substantivas ( e não apenas funcionais ) para as questões sujeitas ao debate público. São elas que, numa sociedade neoliberal e prisioneira de um racionalidade funcional em busca de resultados. Desmascaram a frieza burocrática e tecnocrática apontando os efeitos devastadores de certas decisões. São elas que, para além das macrossoluções milagrosas, apontam para a responsabilidade de cada um e para a imprescindível rejeição de um individualismo cômodo,sem as quais a ética na vida pública ou o problema ecológico não serão solucionados. Aqui a sabedoria religiosa talvez possa ser mais eficaz do que muitos discursos dos tecnocratas.”( pg. 139-40, grifos do autor e meu ).

E, em síntese, correta, prossegue Mario de França Miranda:“Porque a sociedade civil pode se tornar presa de ideologias totalitárias, prisioneira da lógica de resultados, ou do sistema econômico dominante, ela necessita de uma instância que a transcenda e a questione, que a desestabilize beneficamente e que a faça progredir.”( pg. 141, grifos do autor e meu ).

Assuntos de tamanha relevância pedem tratamento cuidadoso e responsável, pena comprometer-se a importante missão não só de informar, mas de formar a opinião pública.  

Claudio Fonteles

Notícia pró-vida: Mãe com câncer terminal comove o Papa com sua história

 

Roma, 04 Mai. 12 / 07:30 am (ACI/EWTN Noticias)

Chiara, uma jovem mãe romana comoveu com sua história o Papa Bento XVI. Doente de câncer preferiu não submeter-se ao tratamento para não afetar a saúde do seu terceiro filho Francesco, cujos dois irmãos morreram há pouco: Maria, que sofria de anencefalia e viveu apenas 30 minutos; e David, que nasceu sem pernas e com problemas nos órgãos internos o que lhe causou a morte horas depois do parto.

Chiara, de 28 anos de idade, chegou a cumprimentar o Santo Padre ao final da audiência geral desta quarta-feira, acompanhada de seu marido Enrico de 33. No caso dos dois primeiros filhos já falecidos, rechaçaram a possibilidade de abortá-los logo depois de saber, pelas análise pré-natais realizadas, de suas graves enfermidades.

Conforme assinala o jornal vaticano L’Osservatore Romano (LOR), os esposos chegaram a ver Bento XVI “sorrindo, com serenidade”. “O Papa, visivelmente comovido, acariciou-os afavelmente”, assinala LOR.

Este casal de esposos afirma ser parte da chamada “Geração Wojtyla”, tendo transcorrido seus primeiros anos da fé em uma paróquia sob a espiritualidade franciscana.

Chiara foi diagnosticada com um carcinoma enquanto estava grávida do pequeno Francesco. Por isso recusou seguir o tratamento para não afetar o seu pequeno, e iniciá-lo uma vez que desse à luz. Mas, já era muito tarde.  O avançou com uma violência tal que agora já não há lugar para a esperança de cura, assinala o LOR.

O projeto da família é exposto por Chiara dirigindo-se a Enrico: “quando eu já não estiver aqui me ocuparei de Maria e David, você que fica, cuide bem do Francesco”.

Ambos afirmam ter como mestre de vida no sofrimento o Papa João Paulo II.
“O Papa de sua infância e adolescência (..), sob Sua escola, explicam, confiam-se cotidianamente à consagração a Maria, com a espiritualidade do Totus tuus e rezam o Rosário todas as quintas-feiras com outras famílias amigas”, afirma jornal vaticano.

Brasília: manifestação pedirá aprovação do estatuto do nascituro

 

Brasília, 02 mar (SIR/ACI/EWTN Noticias) – A Associação Mulheres pela Vida e a Associação Nacional em Defesa do Nascituro, convocam pró-vidas de todo o Brasil para uma manifestação em Brasília no próximo dia 9 de maio, para expressar seu apoio aos deputados que vêm lutando contra o aborto no Congresso Nacional e para pedir o mais rápido possível a aprovação do Estatuto do Nascituro (PL478/2007), um projeto de lei que defende a vida do não-nascido.

Depois de uma manifestação ocorrida no último 25 de abril, na qual defensores da vida de várias entidades e de diferentes lugares do Brasil se reuniram protestar contra o ativismo judiciário do Supremo Tribunal Federal que decretou, extrapolando suas funções, o aborto de crianças anencéfalas, os organizadores pretendem se colocar diante do anexo 3, em frente ao Congresso Nacional a partir das 10h pedindo que o Estatuto do Nascituro seja posto em pauta o mais rápido possível. No dia 25 os manifestantes se reuniram com banners e “sepultaram” simbolicamente em um caixão a decisão do STF de aprovar o aborto dos anencefálicos.

Desta vez a ideia é fazer uma manifestação voltada para o público feminino e realizar uma marcha em torno ao prédio do Supremo com mulheres vestidas de luto, rezando jaculatórias para manifestar sua rejeição pela última decisão abortista do Supremo. Cartazes e banners, também serão levados para pedir a aprovação do Estatuto do Nascituro e o fim do ativismo anti-vida e anti-família do STF. “As mulheres brasileiras não querem o direito ao aborto; as mulheres brasileiras amam a vida”, afirmam fontes das associações pró-vida que convocam a manifestação. “Não queremos o título de assassinas”, afirmam também fontes da Associação Nacional Mulheres pela Vida a ACI Digital. Um dos líderes pró-vida que estarão presentes em Brasília para a marcha e para a manifestação junto ao Congresso é o Padre Pedro Stepien do movimento Pró-vida de Brasília, que em diálogo telefônico com a nossa agência recordou que o Estatuto do Nascituro é importantíssimo para garantir a paz no Brasil.

“Como dizia Madre Teresa de Calcutá: Jamais haveremos de calar diante de tanto sangue derramado injustamente….o maior destruidor da paz hoje é o aborto. Não podemos ser participar do silêncio dos bons”, afirmou o Pe. Stepien. O sacerdote pró-vida declarou também que a manifestação será permanente até que os parlamentares brasileiros comecem a votar projetos que representem o povo brasileiro que na sua imensa maioria (mais de 70%) é contrário ao aborto. “Todos os religiosos que defendem a vida estão convocados para manifestação desta quarta-feira, 9 de maio, para defender o nascituro da ameaça do aborto nas leis brasileiras”, concluiu Pe. Pedro Stepien.

1 ano de blog: Glória a Deus!

O blog está fazendo aniversário no dia de hoje. Começamos nossas atividades no dia 30 de abril de 2011.

Agradecemos a Deus pela graça de evangelizar através das mídias sociais.

Agradecemos a todos que têm colaborado com esta iniciativa.

Felicitamos a todos aqueles que visitam este blog, prometendo que numa data próxima teremos mais novidades neste blog.

 

Relato histórico da primeira missa no Brasil

Por Rafael de Mesquita Diehl 
 
Quase todos nós ao ouvirmos falar da primeira Missa celebrada em território brasileiro imediatamente trazemos à nossa mente a imagem imortalizada pela tela de Victor Meirelles de 1860 e atualmente exposta no Museu de Belas Artes do Rio de Janeiro. A pintura, de estilo romântico, representa os indígenas e portugueses assistindo a uma Missa celebrada pelo Frei Henrique de Coimbra, acolitado por um outro frade, diante de uma grande cruz de madeira armada junto do altar da celebração. Por ocasião dos 512 anos da celebração da primeira missa no Brasil, comemorado hoje, dia 26 de abril de 2012, essa imagem está sendo compartilhada nas redes sociais para relembrar o evento. Contudo, a tela de Meirelles retrata na verdade, a segunda Missa no Brasil, celebrada dia 1º de maio. Como assim?!
No dia 26 de abril de 1500, os portugueses celebraram a primeira missa no Brasil, mas na ilha da Coroa Vermelha, uma ilhota que já não existe mais. Era Domingo da Oitava de Páscoa, e a Missa foi celebrada de forma cantada, sobre um altar montada debaixo de um dossel, assistida por cerca de 1000 homens da esquadra de Pedro Álvarez Cabral. Na praia do continente, cerca de 200 indígenas acompanhavam de longe a cerimônia. 
 
Ao domingo de Pascoela pela manhã, determinou o Capitão ir ouvir missa e sermão naquele ilhéu. E mandou a todos os capitães que se arranjassem nos batéis e fossem com ele. E assim foi feito. Mandou armar um pavilhão naquele ilhéu, e dentro levantar um altar mui bem arranjado. E ali com todos nós outros fez dizer missa, a qual disse o padre frei Henrique, em voz entoada, e oficiada com aquela mesma voz pelos outros padres e sacerdotes que todos assistiram, a qual missa, segundo meu parecer, foi ouvida por todos com muito prazer e devoção. 
Ali estava com o Capitão a bandeira de Cristo, com que saíra de Belém, a qual esteve sempre bem alta, da parte do Evangelho.
Acabada a missa, desvestiu-se o padre e subiu a uma cadeira alta; e nós todos lançados por essa areia. E pregou uma solene e proveitosa pregação, da história evangélica; e no fim tratou da nossa vida, e do achamento desta terra, referindo-se à Cruz, sob cuja obediência viemos, que veio muito a propósito, e fez muita devoção.
Enquanto assistimos à missa e ao sermão, estaria na praia outra tanta gente, pouco mais ou menos, como a de ontem, com seus arcos e setas, e andava folgando. E olhando-nos, sentaram. E depois de acabada a missa, quando nós sentados atendíamos a pregação, levantaram-se muitos deles e tangeram corno ou buzina e começaram a saltar e dançar um pedaço. E alguns deles se metiam em almadias — duas ou três que lá tinham — as quais não são feitas como as que eu vi; apenas são três traves, atadas juntas. E ali se metiam quatro ou cinco, ou esses que queriam, não se afastando quase nada da terra, só até onde podiam tomar
pé.
Acabada a pregação encaminhou-se o Capitão, com todos nós, para os batéis, com nossa bandeira alta.”(Carta de Pero Vaz de Caminha a El-Rey Dom Manuel I de Portugal, Porto Seguro, 1º de maio de 1500. Os grifos são meus)
 
O motivo desta celebração ter sido mais afastada foi provavelmente de que o capitão não se sentia seguro de mandar celebrar a liturgia no continente por ainda não ter contatos suficientes com os nativos da terra.
Foi só na sexta-feira, 1º de maio, que o Frei Henrique de Coimbra celebrou Missa solene diante da cruz de madeira plantada na terra da praia de Porto Seguro, a qual assistiu toda a esquadra e uma grande quantidade de indígenas que se juntaram para observarem a cerimônia.
 
E hoje que é sexta-feira, primeiro dia de maio, pela manhã, saímos em terra com nossa bandeira; e fomos desembarcar acima do rio, contra o sul onde nos pareceu que seria melhor arvorar a cruz, para melhor ser vista. E ali marcou o Capitão o sítio onde haviam de fazer a cova para a fincar. E enquanto a iam abrindo, ele com todos nós outros fomos pela cruz, rio abaixo onde ela estava. E com os religiosos e sacerdotes que cantavam, à frente, fomos trazendo-a dali, a modo de procissão. Eram já aí quantidade deles, uns setenta ou oitenta; e quando nos assim viram chegar, alguns se foram meter debaixo dela, ajudar-nos. Passamos o rio, ao longo da praia; e fomos colocá-la onde havia de ficar, que será obra de dois tiros de besta do rio. Andando-se ali nisto, viriam bem cento cinqüenta, ou mais. Plantada a cruz, com as armas e a divisa de Vossa Alteza, que primeiro lhe haviam pregado, armaram altar ao pé dela. Ali disse missa o padre frei Henrique, a qual foi cantada e oficiada por esses já ditos. Ali estiveram conosco, a ela, perto de cinqüenta ou sessenta deles, assentados todos de joelho assim como nós. E quando se veio ao Evangelho, que nos erguemos todos em pé, com as mãos levantadas, eles se levantaram conosco, e alçaram as mãos, estando assim até se chegar ao fim; e então tornaram-se a assentar, como nós. E quando levantaram a Deus, que nos pusemos de joelhos, eles se puseram assim como nós estávamos, com as mãos levantadas, e em tal maneira sossegados que certifico a Vossa Alteza que nos fez muita devoção.
Estiveram assim conosco até acabada a comunhão; e depois da comunhão, comungaram esses religiosos e sacerdotes; e o Capitão com alguns de nós outros. E alguns deles, por o Sol ser grande, levantaram-se enquanto estávamos comungando, e outros estiveram e ficaram. Um deles, homem de cinqüenta ou cinqüenta e cinco anos, se conservou ali com aqueles que ficaram. Esse, enquanto assim estávamos, juntava aqueles que ali tinham ficado, e ainda chamava outros. E andando assim entre eles, falando-lhes, acenou com o dedo para o altar, e depois mostrou com o dedo para o céu, como se lhes dissesse alguma coisa de bem; e nós assim o tomamos!
Acabada a missa, tirou o padre a vestimenta de cima, e ficou na alva; e assim se subiu, junto ao altar, em uma cadeira; e ali nos pregou o Evangelho e dos Apóstolos cujo é o dia, tratando no fim da pregação desse vosso prosseguimento tão santo e virtuoso, que nos causou mais devoção.
Esses que estiveram sempre à pregação estavam assim como nós olhando para ele. E aquele que digo, chamava alguns, que viessem ali. Alguns vinham e outros iam-se; e acabada a pregação, trazia Nicolau Coelho muitas cruzes de estanho com crucifixos, que lhe ficaram ainda da outra vinda. E houveram por bem que lançassem a cada um sua ao pescoço. Por essa causa se assentou o padre frei Henrique ao pé da cruz; e ali lançava a sua a todos — um a um — ao pescoço, atada em um fio, fazendo-lha primeiro beijar e levantar as mãos. Vinham a isso muitos; e lançavam-nas todas, que seriam obra de quarenta ou cinqüenta. E isto acabado — era já bem uma hora depois do meio dia — viemos às naus a comer, onde o Capitão trouxe consigo aquele mesmo que fez aos outros aquele gesto para o altar e para o céu, (e um seu irmão com ele). A aquele fez muita honra e deu-lhe uma camisa mourisca; e ao outro uma camisa destoutras.
E segundo o que a mim e a todos pareceu, esta gente, não lhes falece outra coisa para ser toda cristã, do que entenderem-nos, porque assim tomavam aquilo que nos viam fazer como nós mesmos; por onde pareceu a todos que nenhuma idolatria nem adoração têm. E bem creio que, se Vossa Alteza aqui mandar quem entre eles mais devagar ande, que todos serão tornados e convertidos ao desejo de Vossa Alteza. E por isso, se alguém vier, não deixe logo de vir clérigo para os batizar; porque já então terão mais conhecimentos de nossa fé, pelos dois degredados que aqui entre eles ficam, os quais hoje também comungaram.
Entre todos estes que hoje vieram não veio mais que uma mulher, moça, a qual esteve sempre à missa, à qual deram um pano com que se cobrisse; e puseram-lho em volta dela. Todavia, ao sentar-se, não se lembrava de o estender muito para se cobrir. Assim, Senhor, a inocência desta gente é tal que a de Adão não seria maior — com respeito ao pudor. Ora veja Vossa Alteza quem em tal inocência vive se se convertera, ou não, se lhe ensinarem o que pertence à sua salvação.
Acabado isto, fomos perante eles beijar a cruz. E despedimo-nos e fomos comer.” (Carta de Pero Vaz de Caminha)
 

Fica assim, desfeito o engano. A primeira missa no Brasil foi celebrada em um Domingo, dia 26 de abril, na ilhota da Coroa Vermelha. O que Victor Meirelles representou em seu quadro de 1860 é a primeira Missa celebrada em terras continentais do Brasil, na sexta-feira, 1º de maio de 1500. Nada disso, contudo, anula a memória deste dia, em que comemoramos a primeira Missa celebrada em terras brasileiras, onde por singular graça e sagrado privilégio, nossa Pátria nasceu sendo oferecida a Deus junto com o Santo Sacrifício de Seu Filho e Senhor Nosso, Jesus Cristo.
Brasil: Terra de Santa Cruz!

fonte: http://www.salvemaliturgia.com/

CPI, Lula, esquerda e a aparente vitória do marxismo brasileiro

A cada dia que passa, fico mais indignado com as notícias que vejo na mídia brasileira: histórias e mais histórias de corrupção! Agora, com a instalação da CPI do Cachoeira, estou ainda mais indignado. (Dizendo isto não estou contra a investigação dos casos de corrupção, mas indignado com tanta corrupção neste país).

Por tudo que ando vendo, o PT, incentivado por Lula, para a instalação desta CPI e Lula lá comemora o fato que o mensalão vai ser esquecido pela opinião pública ante o esquema de corrupção montado por Cachoeira, ainda mais que o esquema está recheado de adversários políticos do PT como o DEM e o PSDB. 

Fico questionando: como o PT calou a oposição (ainda que fraca oposição) e conseguiu a hegemonia neste país? Hegemonia na mídia, na política, na educação, no meio empresarial e na religião! São poucas as pessoas do meio político, religioso, midiático, educacional e empresarial que não se dobraram às ideologias petista-marxista. Falar contra o PT, contra o Lula em alguns ambientes é assustador! Parece que você está xingando a Deus… Alguns religiosos são mais corajosos em defender Lula e o PT do que defender a própria religião.

Na atual conjuntura, a corrupação praticada por um petista não dá em nada. Veja o caso do governador do Distrito Federal – Agnelo Queiroz. Já arquivaram o pedido de impeachment do coitado. Diferentemente do que ocorreu com o ex-governador José Roberto Arruda, denunciado por crime de corrupção, conseguiram a prisão do mesmo e o afastamento do cargo.

Agora, além de conseguirem liquidar com o senador Demóstenes Torres (maior opositor do governo no Senado), vão tentar liquidar com a Revista Veja.

Eles (os petistas) estão conseguindo acabar com os seus inimigos pouco a pouco. Daqui um tempo, todos serão ou declaradamente petistas ou simpáticos com a ideias.

Diante deste quadro, tenho a impressão que estamos vendo a “aparente” vitória do marxismo brasileiro. Digo aparente, por que sei que eles não conseguiram e não conseguirão dominar todas as mentes, mas publicamente parecem serem os vitoriosos. Aí eu volto os meus olhos para Deus e clamo a Sua misericórdia sobre o Brasil, e confio na promessa que Nossa Senhora fez em Fátima (falando em língua portuguesa): “… por fim, Meu Imaculado Coração triunfará”. Espero o triunfo de Nossa Senhora sobre as hostes comunistas-marxistas que reinam sobre o Brasil.

Abortos de anencéfalos autorizados recentemente: o que fazer diante deste quadro?

Ante a decisão equivocada do Supremo Tribunal Federal de legalizar/permitir o aborto em casos de bebê com anencefalia, começam a pulular pelo país afora autorizações para a prática do aborto.

Dia 23/04, a Justiça pernambucana autorizou o abortamento de um bebê anencefálico. A mãe está grávida há 4 meses e, após o diagnóstico de anencefalia, recorreu à Justiça e conseguiu do Tribunal de Justiça do Estado, a autorização do aborto.

Outro caso de autorização do aborto se deu em Minas Gerais (minha terra), dia 24/04, na qual o Tribunal de Justiça autorizou a interrupção da gravidez, depois do pedido ter sido considerado improcedente ante a comarca de Brumadinho. É a primeira autorização no Estado do aborto de anencéfalos após a decisão do STF.

Nós, cristãos pró-vida, o que devemos fazer? Se estiver dentro das nossas possibilidades, ir atrás de mulheres que estejam querendo abortar e mostrar os riscos do aborto, as sequelas e a imoralidade do ato. Tendo ou não tendo possibilidade de fazer isso, devemos orar pelas pessoas interessadas no aborto (mãe, pai, família, médicos) para que a luz do Espirito Santo desperte a consciência deles para verificarem o mal que estão planejando. Se se o aborto já aconteceu, resta-nos clamar a misericórdia de Deus e o arrependimento dos que colaboraram e praticaram o infame ato.

 

“Não mais católico por acidente, mas católicos por convicção’ – afirma bispo americano

 

A decisão do Governo dos Estados Unidos de obrigar as instituições católicas a pagar por medicamentos contraceptivos e abortivos nos convênios médicos de seus empregados ainda repercute no país. Agora foi a vez do bispo de Peoria, no estado de Illinois, Estados Unidos, Dom Daniel Jenky, demonstrar todo o seu descontentamento com a medida do Presidente da República Barack Obama.

Durante a missa que presidiu pelo marco da celebração anual da marcha “Um chamado aos Homens Católicos de Fé”, Dom Jenky fez um paralelo entre as medidas favoráveis ao aborto do Governo norte-americano atual e outras perseguições sofridas pela Igreja Católica em sua história. “A Igreja sobreviveu a invasões bárbaras. A Igreja sobreviveu onda após onde de jihads (”guerras santas” islâmicas). A Igreja sobreviveu a era da revolução. A Igreja sobreviveu ao nazismo e ao comunismo”, salientou o prelado.

Neste sentido, “no poder da ressurreição, a Igreja sobreviverá ao ódio de Hollywood, à malícia dos meios de comunicação e à maldade embusteira da indústria do aborto”. E não apenas a isso. Conforme o arcebispo, a Igreja Católica sobreviverá também à corrupção reinante e “a absoluta incompetência de nosso governo do estado de Illinois, incluído o desprezo calculado do Presidente dos Estados Unidos, seus burocratas nomeados no departamento de Saúde e Serviços Humanos e da atual maioria do Senado Federal”.

Não obstante sua reprovação para com os políticos defensores de práticas abortivas, Dom Jenky destacou aos seus fiéis que é preciso “amar nossos inimigos e rezar por aqueles que nos perseguem”. Contudo, conforme o prelado, como cristãos “devemos também ficar de pé pelo que cremos e sempre estar preparados para lutar pela fé”.

“Não podemos ser mais católicos por acidente, senão católicos por convicção”, disse o arcebispo, sublinhando que a situação nos Estados Unidos diante do presidente Barack Obama chegou a um extremo tal “que esta é uma batalha que poderíamos perder, mas ante o tribunal impressionante de Deus Todo poderoso não se trata de uma guerra onde qualquer católico crente pode permanecer neutro”.

Com informações da EWTN notícias.

Os bispos são os olhos do povo, mas a cegueira de alguns deles é preocupante …

23.04.2012 – Nota de  www.rainhamaria.com.br  -  por Dilson Kutscher

Disse São Gregório Magno: (obra — A Regra Pastoral, ou simplesmente Pastoral — tratando dos deveres de um Bispo)

“Os bispos são os olhos do povo. Se os que governam o povo não têm luz, os que lhes estão submetidos só podem cair em confusão e erro”.

Disse também:

A Igreja, nos últimos tempos, será espoliada da sua virtude. O espírito profético esconder-se-á, não mais terá a graça de curar, terá diminuta a graça da abstinência, o ensino esvair-se-á, reduzir-se-á – senão desaparecerá de todo – o poder dos prodígios e dos milagres. Para o anticristo está se preparando um exército de sacerdotes apóstatas”.

O maior sinal que estamos vivendo o fim dos tempos se encontra na falta de respeito ao Sagrado, a substituição das coisas Sagradas de DEUS, pelas profanas do mundo. (dos homens)

INFELIZMENTE e NOVAMENTE, vemos a presença do Bispos envolvidos com a maçonaria.

A Maçonaria é uma seita secreta condenada reiteradas vezes pela Igreja Católica, e não é possível a nenhum católico ser a um tempo maçom e filho da Santa Igreja. Há uma incompatibilidade radical entre a Maçonaria e a Igreja Católica.
Por mais que os maçons procurem iludir os fiéis dizendo se tratar apenas de uma sociedade beneficente e de fins altruísticos, não é possível conciliação alguma entre as duas ideologias. Não se pode ser católico e maçom. Ficam pois assim prevenidos todos quantos estejam para se filiar à Maçonaria que incorrem na pena de excomunhão.
E como excomungados não podem participar da vida da Igreja, estão excluídos do grêmio da Santa Igreja desde o momento em que prestem o juramento maçônico. Esta excomunhão foi lançada pelos Papas Clemente XII, Bento XIV, Pio VII, Gregório XVI, Pio IX, Leão XIII, Pio X e Pio XI. O Código do direito Canônico nos cânones 342, 693, 1065, 1241, 1453, 2353, 2339, inculca penas contra a Maçonaria e os que a ela se filiam. (carta, esclarecendo aos católicos, do Monsenhor Ascânio Brandão)

Noticia que nos chega postada no site http://fratresinunum.com/

O famoso bispo socialista Dom Demétrio Valentini, ordinário de Jales, SP, proferiu uma palestra na terça-feira, dia 10 de abril, na Loja Maçônica Coronel Balthazar, em comemoração ao seu 53º aniversário. Segundo o Jornal da Jales, para Dom Demétrio “ambas as instituições, que tiveram grandes diferenças no passado, estão maduras o suficiente que possam prosperar proveitoso diálogo. D. Demétrio lembrou que, aos 71 anos, ainda tem mais quatro de atividade como bispo, período que poderia ser aproveitado para a aproximação de Igreja e Maçonaria. [...]  Como tem bom diálogo com a Maçonaria jalesense, o bispo entende que poderia partir daqui os canais que pudessem repercutir em nível de Brasil. Segundo ele, há mais ou menos 10 anos, já houve, de maneira discreta, as primeiras tratativas neste sentido. O interlocutor com a Maçonaria, em nome da cúpula da Igreja Católica, foi  o cardeal D. Ivo Lorscheider, já falecido”. [ndr. na realidade, D. Ivo não foi cardeal, mas sim o seu primo, D. Aloísio]

n/d

O Bispo recebendo as honras da Maçonaria

 

n/d

O referido Bispo palestrando em plena maçonaria

 

Nota final de  www.rainhamaria.com.br

Devemos lembrar o seguinte:

Em 17 de fevereiro de 1981, a Congregação para a Doutrina da Fé publicava uma declaração que afirmava de novo a ex-comunhão para os caltólicos que dessem seu nome à seita maçônica e a outras associações do mesmo gênero, com o qual a atitude da Igreja permanece invariável, e invariável permanece ainda em nossos dias.

No Documento da Congregação para a Doutrina da Fé, com data de 26 de novembro de 1983, e que trata da atitude oficial da Igreja frente à Maçonaria, utiliza a expressão “associações maçônicas”, sem distinguir uma das outras. É vedado a todos nós, eclesiásticos ou leigos, ingressar nessa organização e quem o fizer, está ?em estado de pecado grave e não pode aproximar-se da Sagrada Comunhão. Entretanto, quem a elas se associar de boa fé e ignorando penalidades, não pecou gravemente. Permanecer após tomar conhecimento da posição da Igreja, seria formalizar o ato de desobediência em matéria grave.

Será que muitos Sacerdotes, Bispos e demais religiosos não sabem disto? (ou são rebeldes e desobedientes)

No Código de Direito Canônico, L´Osservatore Romano publicava esta Declaração da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, sobre a maçonaria:

“Foi perguntado se mudou o parecer da Igreja a respeito da maçonaria pelo fato de que, no novo Código de Direito Canônico, ela não vem expressamente mencionada como no Código anterior. Esta Sagrada Congregação quer responder que tal circunstância é devida a um critério relacional, seguido também quanto às outras associações igualmente não mencionadas, uma vez que estão compreendidas em categoria mais amplas. Permanece, entretanto, imutável o parecer negativo da Igreja a respeito das associações maçônicas, pois os seus princípios foram sempre considerados inconciliáveis com a doutrina da Igreja, e por isso permanece proibida a inscrição nelas. Os fiéis que pertencem às associações maçônicas estão em estado de pecado grave, e não podem aproximar-se da Sagrada Comunhão. Não compete às autoridades eclesiásticas locais pronunciarem-se sobre a natureza das associações maçônicas, com juízo que implique derrogação de quanto foi acima estabelecido, e isto segundo a mente da Declaração desta Sagrada Congregação, de 17 de fevereiro de 1981 (cf. AAS 73, 1981, pp. 240-241). O Sumo Pontífice João Paulo II, durante a Audiência concedida ao subscrito Cardeal Prefeito, aprovou a presente Declaração, decidida na reunião ordinária desta Sagrada Congregação, e ordenou a sua publicação. Roma, da Sede da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, 26 de novembro de 1983″. (Obra citada, pág. 100 e 101).

Não se pode ser católico e maçom, nem maçom católico.

Será que um Bispo pode dar este exemplo aos católicos, uma mensagem que o parecer da Igreja está ERRADO.

Que os católicos podem participar SIM da maçonaria. (tudo bem, estamos no século XXI, está tudo liberado)

O Papa, a Igreja e a Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé não devem ser CONSIDERADOS E NEM OUVIDOS.

Que cada católico seja livre para seguir as novidades do mundo moderno, não ouçam mais a IGREJA, NÃO É?

Cada um faça oque bem quiser como católico!!!  (se um Bispo pode, eu também posso)

Dizendo isto, pergunto porque o Arcebispo de Porto Alegre, Dom Dadeus, TAMBÉM insiste em participar de cerimônias na Maçonaria?

 

28.07.2011  – CAMPANHA DA FRATERNIDADE APROXIMA MAÇONARIA E IGREJA
Arcebispo de Porto Alegre Dom Dadeus Grings falou na Loja Maçônica Honra e Trabalho

n/d

Na entrada os convidados passaram por baixo de espadas, seguindo o ritual maçom, o Arcebispo é o segundo

Não vou me alongar nesta questão, imagens valem mais do que 1000 palavras.

O que faz um bispo católico na maçonaria?

A foto abaixo, retirada de fratresinunum.com merece reflexão. O que faz um bispo católico (Dom Demétrio Valentini – bispo de Jales/SP) proferindo palestra numa loja maçônica da cidade? Será que ele estava convidando os membros da maçonaria a uma conversão ou à reconciliação com a Igreja Católica? Ou será que ele foi avisar os maçons que ainda permanece inalterada a punição de excomunhão àqueles que são filiados a entidades secretas conforme notificação do Cardeal Ratzinger em 1983? Quem souber o que ele foi fazer lá, nos informe. Precisamos urgentemente saber o que ele foi falar por lá.

O famoso bispo socialista Dom Demétrio Valentini, ordinário de Jales, SP, proferiu uma palestra na terça-feira, dia 10 de abril, na Loja Maçônica Coronel Balthazar, em comemoração ao seu 53º aniversário. Segundo o Jornal da Jales, para Dom Demétrio “ambas as instituições, que tiveram grandes diferenças no passado, estão maduras o suficiente que possam prosperar proveitoso diálogo”.

Curso pró-vida: A ONU e a reengenharia anticristã

Acontecerá em São Paulo – Igreja Nossa Senhora do Brasil – o curso “A ONU e a reengenharia anticristã” ministrado por Monsenhor Dr. Juan Carlos Sanahuja, colaborador da Pontifícia Academia para a Vida, no dia 26 de maio de 2012.

Os interessados para tal evento, deverá se inscrever, enviando e-mail para:  eventos.provida@congressoprovida.com.br

Na ocasião, o mesmo Monsenhor estará lançando/divulgando o livro de sua autoria – “O Poder Global e a Religião Universal”.

Vale a pena conferir!

Uma palavra clara para os defensores do aborto

“A interrupção da gravidez, absolutamente injustificável, que custa a vida como sempre aconteceu, de numerosas crianças inocentes, permanece uma preocupação dolorosa para a Santa Sé e para toda a Igreja. Talvez o atual debate dos responsáveis políticos sobre a interrupção da gravidez em estado avançado pode fortificar a consciência do fato de que a deficiência diagnóstica da criança não pode ser um motivo para abortar porque também a vida com deficiência é querida e apreciada por Deus e que nesta terra ninguém pode ter a certeza de viver sem limites físicos ou espirituais.”

- Papa Bento XVI, ao embaixador da República Alemã
28 de setembro de 2006

César Peluso, ministro pró-vida, fala em nome de todos os pró-vida

Contribuição  de Emanuela Cardoso – blog Carmadelio

Frases corajosas do Presidente do STF, ministro Cezar Peluso, sobre a vida dos bebês anencéfalos (foi difícil selecionar as melhores):

  1. “O ordenamento jurídico reconhece o indivíduo ainda no seio materno como sujeito de direito enquanto portador de vida (…) é sujeito de direito, não coisa nem objeto de direito alheio”

  2. “O doente de qualquer idade, em estado terminal, portador de enfermidade incurável de cunho degenerativo por exemplo, sofre e também causa sofrimento a muitas pessoas parentes ou não, mas não pode por isso ser executado”

  3. “Na ínfima possibilidade de sobrevida, na sua baixa qualidade ou na efemera duração pressuposta, argumento para ceifá-la por impulso defensivo, por economia ou por falsa piedade é insustentável à luz da ordem constitucional que declara, sobreleva e assegura valor supremo à vida humana”

  4. “O bebe anencéfalo pode viver segundos, minutos, horas, dias e até meses, isto é inquestionável (…) a compreensão jurídica do direito à vida legitima a morte dado o curto espaço de tempo da existência humana? Por certo que não!”

 5. “Tenta-se ainda salvar a hipótese de aborto em caso de anencefalia ao confronto com práticas eugênicas, com discriminação contra deficientes, etc. É importante todavia comparar o caso do anencéfalo com outras situações (…) mas que não autorizam de per si a decretação da morte do paciente. A vida humana provida de intrínseca dignidade anterior ao próprio ordenamento jurídico, fora das hipóteses legais específicas, não pode ser relativizada nem pode classificar de seus portadores, segundo uma escala cruel que defina com base em critério subjetivos e sempre arbitrários, quem tem ou não direito a ela”

6. “Havendo vida e vida humana, atributo de que é adotado o feto e bebe anencéfalo, está-se diante de um valor jurídico fundante e inegociável que não comporta margem alguma para esta transigência.”

7. “A curta potencialidade ou perspectiva de vida em plenitude com desenvolvimento perfeito segundo os padrões da experiência ordinária, não figura sob nenhum aspecto razão válida para obstar-lhe a continuidade.”

8. “A ausência dessa perfeição ou potência, embora tenda a acarretar a morte nas primeiras semanas, meses ou anos de vida, não é empecilho ético nem jurídico ao curso natural da gestação, pois a dignidade imanente à condição de ser humano não se degrada nem se decompõe só porque seu cérebro apresenta formação incompleta.”

9. “Independentemente das características que assuma, na concreta e singular organização de sua unidade psicossomática, a vida vale por si mesma mais de qualquer bem humano supremo como suporte pressuposição de todos os demais bens materiais e imateriais”

10. “Tem dignidade qualquer ser humano que esteja vivo, ainda que sofrendo de doença terminal ou potencialmente causando sofrimento ao outro, como o anencéfalo. O feto anencéfalo tem vida, ainda que breve, sua vida é constitucionalmente protegida.”

11. “A alegação de que a morte possa ocorrer no máximo algumas horas após o parto em nada altera a conclusão segundo a qual, atestada a existência de vida em certo momento, nenhuma consideração futura é forte o bastante para justificar-lhe deliberada interrupção. De outro modo, seria lícito sacrificar igualmente o anencéfalo neo-nato.”

12. “Aborto, auxílio ao suicídio, homicídio apresentam objetivamente os mesmos resultados físicos que é subtrair a vida de um ser humano por nascer ou já nascido, sob o argumento de diversas origens tais como liberdade, dignidade, alívio de sofrimento ou direito a autodeterminação.

13. “A mãe não tem poder jurídico de disposição sobre o filho ou filha anencéfalo!”

14. “Nem sempre a Medicina pode garantir que o caso seja de anencefalia. Se há dúvidas sobre o diagnóstico, possível e provavelmente, muitos abortos serão autorizados para casos que não são de anencefalia.”

15. “A natureza não tortura. O sofrimento em si não é alguma coisa que degrade a dignidade humana, é elemento inerente à vida humana.”

16. “Encena-se a atuação avassaladora do ser poderoso e superior e detentor de toda a força infringe a pena de morte ao incapaz de pressentir a agressão e de esboçar qualquer defesa.”

17. “(o aborto) reflete apenas uma certa atitude egocêntrica enquanto sugere uma prática comoda enquanto se vale a gestante para se livrar do sofrimento e da angústia,que são reais.”

18. “A ansiedade (justificativa para o aborto) que, voltada para si mesmo, depende da historia e da conformação psíquica de cada gestante, é exaltada em detrimento do afeto, da piedade, da compaixão, da doação e da abnegação participam da dimensão de grandeza do espírito humano.”

19. “O feto imperfeito não pode ser destruído a fórceps para satisfazer sentimentos quase sempre transitórios de frustração e de insuportabilidade pessoal de uma dor ainda que legítima.”

Festa da Divina Misericórdia

A Festa da Divina Misericórdia que ocorre no primeiro domingo depois da Páscoa, estabelecida oficialmente como festa universal pelo Papa João Paulo II. 

“Por todo o mundo, o segundo Domingo da Páscoa irá receber o nome de Domingo da Divina Misericórdia, um convite perene para os cristãos do mundo enfrentarem, com confiança na divina benevolência, as dificuldades e desafios que a humanidade irá experimentar nos anos que virão” (Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, Decreto de 23 de Maio de 2000).

                                                 Encontra suas origens em Santa Maria Faustina Kowalska,   que na década de 30 obteve de Jesus, revelações acêrca da instituição dessa festa no seio da Igreja, bem como profecias e manifestações que o próprio Cristo mandou que as escrevesse e  retransmitisse à humanidade.  Foi Jesus quem pediu a instituição da festa da Divina Misericórdia a Santa Faustina. Jesus se refere a ela 14 vezes, expressando o imenso desejo do Seu Coração Misericordioso de distribuir, neste dia, as Suas graças.

“Nenhuma alma terá justificação, enquanto não se dirigir, com confiança, à Minha misericórdia. E é por isso que o primeiro domingo depois da Páscoa deve ser a Festa da Misericórdia” (Diário, 570).

Neste dia, estão abertas as entranhas da Minha misericórdia. Derramo todo um mar de graças sobre as almas que se aproximam da fonte da Minha misericórdia;   a alma que se confessar e  comungar alcançará o perdão total das culpas e castigos; nesse dia estão abertas  todas as comportas Divinas, pelas quais fluem as  graças; 

“Que nenhuma alma tenha medo de se aproximar de mim, ainda que seus pecados sejam como escarlate. A minha misericórdia é tão grande que por toda a eternidade não a aprofundará nenhuma mente, nem humana, nem angélica. Tudo que existe saiu das entranhas da minha misericórdia” (Diário, 699).

Dize à humanidade que sofre que se aproxime do meu coração misericordioso, e eu a cumularei de paz (Diário 1074)

                                                 Irmã Faustina era polonesa, natural da vila de Glogowiec, perto de Lodz, a terceira de uma prole de dez filhos. Aos vinte anos entrou para a Congregação de Nossa Senhora da Misericórdia, cujas irmãs se dedicavam à assistência de moças desvalidas ou em perigo de seguir o mau caminho.  Em 1934,  por indicação de  seu diretor espiritual,  iniciou um diário que intitulou “A divina misericórdia em  minh’alma”.  A narração pormenorizada de profundas revelações e de experiências espirituais extraordinárias revela o modo pelo qual Nosso Senhor deseja incumbi-la de uma missão particularíssima – ou seja – a de relançar no mundo a  mensagem da sua misericórdia unida a novas formas de culto quais sejam uma imagem e uma festa comemorativa. 

                                                 A missão da  irmã Faustina iniciou-se em 1931, quando o misericordioso Salvador lhe aparecer em característica visão:  Ela vira de fato Jesus envolto em uma túnica branca. Tinha a mão direita alçada no ato de abençoar, enquanto a esquerda pousava no peito, onde a túnica levemente aberta deixava sair dois grandes raios, um vermelho e outro pálido. A irmã fixou em silêncio o olhar surpreso no Senhor: a sua alma, de início espantada, sentia progressivamente exultante felicidade. Disse-lhe Jesus:  

“Pinta uma imagem de acordo com o modelo que vês com a inscrição embaixo: Jesus, eu confio em Vós! Desejo que esta imagem seja venerada primeiro na vossa capela e  depois no mundo inteiro. 

“Prometo que a alma que venerar esta imagem não perecerá.  Prometo também a  vitória sobre os inimigos já nesta terra mas  especialmente na hora da morte.  Eu mesmo a defenderei com a minha própria glória.”

“Ofereço aos homens um recipiente com o qual deverá vir buscar graças na fonte da misericórdia. O recipiente é esta própria imagem com a inscrição:  Jesus, eu confio em Vós!”

                                                 A pedido de seu diretor espiritual, irmã Faustina perguntou ao Senhor qual era o significado dos dois raios que tanto se destacavam na imagem:  

“Os dois raios representam o sangue e a água. O raio pálido representa a água que justifica as almas, o vermelho representa o sangue, vida das almas.  Ambos os raios saíram das entranhas da minha misericórdia quando na cruz, o meu coração agonizante na  morte foi aberto com a lança”. 

“Estes raios defendem as  almas da ira do meu Pai. Feliz aquele que viver sob a proteção deles, porque não será atingido pelo braço da justiça de Deus.” 

                                                 Em outras ocasiões, Jesus voltou a falar  sobre a imagem: 

“O meu olhar naquela imagem é igual ao meu olhar na Cruz”

“Mediante esta imagem concederei muitas graças às almas;  ela deve recorrer às exigências da  minha misericórdia, pois que a fé, mesmo se fortíssima, nada adiantará sem as obras”.

“Não na beleza da cor, nem na habilidade do artista, mas na minha graça está o valor desta imagem”

TRÊS HORAS DA TARDE: HORA DA MISERICÓRDIA

“Às três da tarde, implora à minha misericórdia, especialmente pelos pecadores e, ao menos por um breve tempo, reflete sobre a minha Paixão, sobretudo sobre o abandono em que me encontrei no momento da minha agonia. Esta é uma hora de grande misericórdia para o mundo inteiro. Nesta hora não negarei nada a alguma que me pedir em nome da minha Paixão. (n. 59)

“Todas as vezes que ouvires soar três horas da tarde, mergulhe toda na minha misericórdia, adorando-a e glorificando-a. Invoca a  sua onipotência para o mundo inteiro, especialmente para os pobres pecadores porque é nessa hora que estará largamente aberta para cada alma. Naquela hora obterás tudo para ti e para os outros. Naquela hora o mundo inteiro recebeu uma grande graça: A misericórdia venceu a justiça.

“Procura nessa hora realizar a Via Sacra, se os teus deveres não te impedirem. Se não for possível vai um momento à capela e venera o meu Coração cheio de misericórdia no Santíssimo Sacramento. Se não puderes ir à capela, recolhe-te um momento em oração no lugar onde te encontrares. 

                                                 Eis uma invocação que se pode dizer às três horas da tarde e que Irmã Faustina repetia freqüentemente durante o dia, para renovar a  sua consagração à Divina Misericórdia: 

“Ó Sangue e Água que jorras do Coração de Jesus como fonte de misericórdia para nós, confio em Vós”. 

Fonte: http://www.paginaoriente.com/santos/festadamisericordia.htm

Ministro do STF, Dias Toffoli, católico?

Vejam esta: o ministro do Supremo Dias Toffoli se considera católico (veja aqui também), vai à missa, comunga. Mas quando deve agir como católico, age como Pilatos que lavou as mãos. Ele se absteve do julgamento no STF, pois como Advogado Geral da União tinha se manifestado favoravelmente ao aborto nos casos de anencefalia. Agora me digam: que catolicismo é este? Igual o catolicismo da Dilma na missa em Aparecida, quando da eleição presidencial em 2012? Católico pode ser favorável ao aborto, casamento gay, envolver com política suja?

A decisão do STF favorece o mais fraco?

Não poderia deixar passar uma notícia tão bombástica como esta: o Supremo Tribunal Federal, por 8 votos a 2, autorizou o aborto de crianças com anencefalia. Como muitos já disseram, o termo anencefalia é incorreto, pois se tem impressão que a criança não tem cérebro. Na verdade, há graus de anencefalia, uns mais graves e outros menos graves. Em algumas, o encéfalo não é formado totalmente e em outras ele quase nem existe.

A decisão do Supremo choca qualquer ser humano com um mínimo de moral e senso comum. Ao autorizar a prática do aborto, os ministros dão liberdade para que os mais fracos sejam espezinhados. Sim, quem é o mais fraco e o que mais precisa de proteção diante do caso de uma mulher grávida de criança anencéfala? A mulher ou a criança? Decidindo pela proteção e direito da mulher, os ministros do Supremo anulam o direito de proteção que também teria a criança, aliás a prioridade que teria a criança neste caso.

O ator pró-vida Eduardo Verastégui bem afirmou no Peru: hoje o lugar mais inseguro do mundo (e que deveria ser o mais seguro) é o ventre da mãe. Infelizmente é verdade: não há mais segurança nem no útero materno! Quem está sendo gerado, corre risco de sofrer uma brutal, horrível violência: o aborto!

Parece estranho: se uma pessoa mata  um bebê  horas depois de ter nascido é crime (infanticídio), mas se uma pessoa resolve matar um bebê antes dele nascer deixa de ser crime. Ou se uma mãe resolve ter o bebê portador de anencefalia, mas um dia após o nascimento da criança, ela enforca, estrangula ou dá uma machadada na criança  isto será considerado crime? Mas se ela fizer isto quando a criança ainda está no ventre materno será considerado “aborto permitido” ou aborto não punido? Cadê a lógica no argumento destes abortistas?

Por fim, gostaria de ressaltar que a introdução da cultura da morte no Brasil não é algo planejado há pouco tempo, mas há muito tempo. Só não fizeram nada antes, porque a população ainda tinha um pouco de moral. Hoje, depois de vários anos de socialistas, marxistas, petistas, gramscistas à frente do Poder, dos meios de comunicação de massa e das universidades, o que se poderia esperar dos intelectuais deste país a não ser cair nas falácias do homem moderno?

E agora o que fazer? Nós temos a obrigação de formar pessoas maduras na fé, conhecedoras da doutrina da Igreja, e fiéis observadoras da moral católica (digo isto para aqueles que são católicos). Para os simples cidadãos (os que não são cristãos ou que são ateus) devemos ser fermento que consegue influenciar a massa, mostrando para o homem moderno o valor da vida humana, seja ela eficiente ou deficiente, e a dignidade de qualquer ser humano. 

 

Canção Nova dando exemplo para todas as dioceses do Brasil

Nas celebrações da Semana Santa, a Comunidade Católica Canção Nova deu um exemplo de liturgia para todas as dioceses do Brasil: imitando o exemplo do Papa Bento XVI, no altar estavam as velas e o crucifixo ao meio; a comunhão distribuída aos fiéis no altar fora de joelhos e na boca e  os sacerdotes que presidiram as celebrações estavam paramentados conforme paramentos tradicionais.

«Sobre a Ressurreição de Cristo, segundo São Marcos» por Agostinho de Hipona

 

 ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo lê-se estes dias, como é costume, segundo cada um dos livros do santo Evangelho. Na leitura de hoje ouvimos Jesus Cristo censurando os discípulos, primeiros membros seus, companheiros seus: porque não criam estar vivo aquele mesmo por cuja morte choravam. Pais da fé, mas ainda não fiéis; mestres – e a terra inteira haveria de crer no que pregariam, pelo que, aliás, morreriam – mas ainda não criam. Não acreditavam ter ressuscitado aquele que haviam visto ressuscitando os mortos. Com razão, censurados: ficavam patenteados a si mesmos, para saberem o que seriam por si mesmos os que muito seriam graças a ele.

E foi deste modo que Pedra se mostrou quem era: quando iminente a Paixão do Senhor, muito presumiu; chegada a Paixão, titubeou. Mas caiu em si, condoeu-se, chorou, convertendo-se a seu Criador.

Eis quem eram os que ainda não criam, apesar de já verem. Grande, pois, foi a honra a nós concedida por aquele que permitiu crêssemos no que não vemos! Nós cremos pelas palavras deles, ao passo que eles não criam em seus próprios olhos.

A ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo é a vida nova dos que crêem em Jesus, e este é o mistério da sua Paixão e Ressurreição, que muito devíeis conhecer e celebrar. Porque não sem motivo desceu a Vida até a morte. Não foi sem motivo que a fonte da vida, de onde se bebe para viver, bebeu desse cálice que não lhe convinha. Por que a Cristo não convinha a morte.

De onde veio a morte?

Vamos investigar a origem da morte. O pai da morte é o pecado.

Se nunca houvesse pecado ninguém morreria. O primeiro homem recebeu a lei de Deus, isto é, um preceito de Deus, com a condição de que se o observasse viveria e se o violasse morreria. Não crendo que morreria, fez o que o faria morrer; e verificou a verdade do que dissera quem lhe dera a lei. Desde então, a morte. Desde então, ainda, a segunda morte, após a primeira, isto é, após a morte temporal a eterna morte. Sujeito. a essa condição de morte, a essas leis do inferno, nasce todo homem; mas por causa desse mesmo homem, Deus se fez homem, para que não perecesse o homem. Não veio, pois, ligado às leis da morte, e por isso diz o Salmo: “Livre entre os mortos” 1.

Concebeu-o, sem concupiscência, uma Virgem; como Virgem deu-lhe à luz, Virgem permaneceu. Ele viveu sem culpa, não morreu por motivo de culpa, comungava conosco no castigo mas não na culpa. O castigo da culpa é a morte. Nosso Senhor Jesus Cristo veio morrer, mas não veio pecar; comungando conosco no castigo sem a culpa, aboliu tanto a culpa como a castigo. Que castigo aboliu? O que nos cabia após esta vida. Foi assim crucificado para mostrar na cruz o fim do nosso homem velho; e ressuscitou, para mostrar em sua vida, como é a nossa vida nova. Ensina-o o Apóstolo: “Foi entregue por causa dos nossos pecados, ressurgiu por causa da nossa justificação” 2.

Como sinal disto, fora dada outrora a circuncisão aos patriarcas: no oitavo dia todo indivíduo do sexo masculino devia ser circuncidado. A circuncisão fazia-se com cutelos de pedra: porque Cristo era a pedra. Nessa circuncisão significava-se a espoliação da vida carnal a ser realizada no oitavo dia pela Ressurreição de Cristo. Pois o sétimo dia da semana é o sábado; no sábado o Senhor jazia no sepulcro, sétimo dia da semana. Ressuscitou no oitavo. A sua Ressurreição nos renova. Eis por que, ressuscitando no oitavo dia, nos circuncidou.

É nessa esperança que vivemos. Ouçamos o Apóstolo dizer: “Se ressuscitastes com Cristo…” 3 Como ressuscitamos, se ainda morreremos? Que quer dizer o Apóstolo: “Se ressuscitastes com Cristo?” Acaso ressuscitariam os que não tivessem antes morrido? Mas falava aos vivos, aos que ainda não morreram… os quais, contudo, ressuscitaram: que quer dizer?

Vede o que ele afirma: “Se ressuscitastes com Cristo, procurai as coisas que são do alto, onde Cristo está assentado à direita de Deus, saboreai o que é do alto, não o que está sobre a terra. Porque estais mortos!”

É o próprio Apóstolo quem está falando. Ora, ele diz a verdade, e, portanto, digo-a também eu… E por que também a digo? “Acreditei e por causa disto falei” 4.

Se vivemos bem, é que morremos e ressuscitamos. Quem, porém, ainda não morreu, também não ressuscitou, vive mal ainda; e se vive mal, não vive: morra para que não morra. Que quer dizer: morra para que não morra? Converta-se, para não ser condenado.

“Se ressuscitastes com Cristo”, repito as palavras do Apóstolo, “procurai o que é do alto, onde Cristo está assentado à direita de Deus, saboreai o que é do alto, não o que é da terra. Pois morrestes e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, que é a vossa vida, aparecer, então também aparecereis com ele na glória”. São palavras do Apóstolo. A quem ainda não morreu, digo-lhe que morra; a quem ainda vive mal, digo-lhe que se converta. Se vivia mal, mas já não vive assim, morreu; se vive bem, ressuscitou.

Mas, que é viver bem? Saborear o que está no alto, não o que sobre a terra. Até quando és terra e à terra tornarás? Até quando lambes a terra? Lambes a terra, amando-a, e te tornas inimigo daquele de quem diz o Salmo: “os inimigos dele lamberão a terra” 5.

Que éreis vós? Filhos de homens. Que sois vós? Filhos de Deus.

O filhos dos homens, até quando tereis o coração pesado? Por que amais a vaidade e buscais a mentira?

Que mentira buscais? O mundo.

Quereis ser felizes, sei disto. Dai-me um homem que seja ladrão, criminoso, fornicador, malfeitor, sacrílego, manchado por todos os vícios, soterrado por todas as torpezas e maldades, mas não queira ser feliz. Sei que todos vós quereis viver felizes, mas o que faz o homem viver feliz, isso não quereis procurar. Tu, aqui, buscas o ouro, pensando que com o ouro serás feliz; mas o ouro não te faz feliz. Por que buscas a ilusão? E com tudo o mais que aqui procuras, quando procuras mundanamente, quando o fazes amando a terra, quando o fazes lambendo a terra, sempre visas isto: ser feliz. Ora, coisa alguma da terra te faz feliz. Por que não cessas de buscar a mentira? Como, pois, haverás de ser feliz? “O filhos dos homens, até quando sereis pesados de coração, vós que onerais com as coisas da terra o vosso coração?” 6 Até quando foram os homens pesados de coração? Foram-no antes da vinda de Cristo, antes que ressuscitasse o Cristo. Até quando tereis o coração pesado? E por que amais a vaidade e procurais a mentira? Querendo tornar-vos felizes, procurais as coisas que vos tornam míseros! Engana-vos o que desejais, é ilusão o que buscais.

Queres ser feliz? Mostro-te, se te agrada, como o serás. Continuemos ali adiante (no versículo do Salmo): “Até quando sereis pesados de coração? Por que amais a vaidade e buscais a mentira?” “Sabei” – o quê? – “que o Senhor engrandeceu o seu Santo” 7.

O Cristo veio até nossas misérias, sentiu a fome, a sede, a fadiga, dormiu, realizou coisas admiráveis, padeceu duras coisas, foi flagelado, coroado de espinhos, coberto de escarros, esbofeteado, pregado no lenho, transpassado pela lança, posto no sepulcro; mas no terceiro dia ressurgiu, acabando-se o sofrimento, morrendo a morte. Eis, tende lá os vossos olhos na ressurreição de Cristo; porque tanto quis o Pai engrandecer o seu Santo, que o ressuscitou dos mortos e lhe deu a honra de se assentar no Céu à sua direita. Mostrou-te o que deves saborear se queres ser feliz, pois aqui não o poderás ser. Nesta vida não podes ser feliz, ninguém o pode.

Boa coisa a que desejas, mas não nesta terra se encontra o que desejas. Que desejas? A vida bem-aventurada. Mas aqui não reside ela.

Se procurasses ouro num lugar onde não houvesse, alguém, sabendo da sua não existência, haveria de te dizer: “Por que estás a cavar? Que pedes à terra? Fazes uma fossa na qual hás de apenas descer, na qual nada encontrarás!”

Que responderias a tal conselheiro? “Procuro ouro”. Ele te diria: “Não nego que exista o que desejas, mas não existe onde o procuras”.

Assim também, quando dizes: “Quero ser feliz” . Boa coisa queres, mas aqui não se encontra. Se aqui a tivesse tido o Cristo, igualmente a teria eu. Vê o que ele encontrou nesta região da tua morte: vindo de outros paramos, que achou aqui senão o que existe em abundância? Sofrimentos, dores, morte. Comeu contigo do que havia na cela de tua miséria. Aqui bebeu vinagre, aqui teve fel. Eis o que encontrou em tua morada.

Contudo, convidou-te à sua grande mesa, à mesa do Céu, à mesa dos anjos, onde ele mesmo é o pão. Descendo até cá, e tantos males recebendo de tua cela, não só não rejeitou a tua mesa, mas prometeu-te a sua.

E que nos diz ele?

“Crede, crede que chegareis aos bens da minha mesa, pois não recusei os males da vossa”.

Tirou-te o mal e não te dará o seu bem? Sim, da-lo-á. Prometeu-nos sua vida, mas é ainda mais incrível o que fez: ofereceu-nos a sua morte. Como se dissesse: “À minha mesa vos convido. Nela ninguém morre, nela está a vida verdadeiramente feliz, nela o alimento não se corrompe, mas refaz e não se acaba. Eis para onde vos convido, para a morada dos anjos, para a amizade do Pai e do Espírito Santo, para a ceia eterna, para a fraternidade comigo; enfim, a mim mesmo, à minha vida eu vos conclamo! Não quereis crer que vos darei a minha vida? Retende, como penhor a minha morte”.

Agora, pois, enquanto vivemos nesta carne corruptível, morramos com Cristo pela conversão dos costumes, vivamos com Cristo pelo amor da justiça.

Não haveremos de receber a vida bem-aventurada senão quando chegarmos àquele que veio até nós, e quando começarmos a viver com aquele que por nós morreu.


Notas:

1 SI 87

2 Rm 4,25

3 Cl 3,1

4 SI 115

5 SI 71,9

6 SI 4,3

7 Ibid

Fonte:


Fonte:

GOMES, C. Folch Antologia dos Santos Padres. São Paulo- Ed. Paulinas 1979

Vigília pela Vida nascente às vésperas do julgamento da ADPF 54

BRASILIA, 03 Abr. 12 / 03:40 pm (ACI)

Para representar 82% dos brasileiros contrários a novas permissões para aborto no país (Vox Populi/2010), católicos de Brasília promoverão vigília de oração pela vida nascente, na Praça dos Três Poderes, diante do Supremo Tribunal Federal (STF) que em breve deverá votar a despenalização do aborto de fetos diagnosticados con anencefalia.

A vigília visa sensibilizar a sociedade brasileira e, especialmente, cada um dos onze ministros do STF que têm em mãos a arguição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF n. 54) cujo objeto é a possibilidade do aborto de bebês deficientes anencefálicos e cujo julgamento está marcado para o dia 11 de abril, no período da Páscoa.

Organizada pelos movimentos Legislação e Vida (São Paulo) e Pró-Vida e Família (Brasília), a vigília terá início às 18h do dia 10 de abril. Além de orações, a ocasião contará com apresentações artísticas gratuitas do cantor Nael di Freitas e da cantora Elba Ramalho que, além de cantarem seus sucessos, conduzirão momentos de oração com o terço dos nascituros o qual, em cada conta, possui representações da criança por nascer.

“Contamos com o apoio do arcebispo de Brasília, Dom Sérgio da Rocha e nossa inspiração é o exemplo do próprio Papa Bento XVI que, em 2010, começou a fazer vigílias no período do advento por toda vida nascente e pediu que toda Igreja também fizesse!”, conta o padre da diocese goiana de Luziânia, Pedro Stepien, membro do Movimento Pró-Vida e Família e responsável por uma casa de apoio a gestantes em sua diocese.

ADPF-54

Na opinião do coordenador do Movimento Legislação e Vida, o advogado e jornalista Hermes Rodrigues Nery, o julgamento da ADPF-54 o STF pratica ativismo judicial, decidindo o que não é da sua competência, mas prerrogativa do Congresso Nacional.

“A vida é um direito inalienável e como tal deve ser reconhecido e respeitado pela sociedade civil e pela autoridade política”, ele defende e continua. “Os direitos do homem não dependem nem dos indivíduos, nem dos pais, e também não representam uma concessão da sociedade e do Estado, pertencem à natureza humana e são inerentes à pessoa em razão do ato criador do qual esta se origina”.

De acordo com padre Pedro Stepien,  a ADPF-54 é uma estrategia sofisticada para legalizar o aborto no brasil a partir do aborto de anencefálicos. “Depois serão as crianças com má formação, até chegar ao ponto que aborto seja direito humano, um verdadeiro absurdo. Pela liberdade de expressão e pela liberdade religiosa vamos nos manifestar, não podemos ficar omissos”, ele diz.

Agende-se

O quê? Vigília de Oração em Defesa da Vida Nascente

Onde? Praça dos Três Poderes, em frente a STF, em Brasília

Quando? Dia 10 de abril, a partir das 18h

Organização? Movimento Pró-Vida e Família e Movimento Legislação e Vida

Maior estátua de Cristo Redentor do mundo e a retirada dos símbolos religiosos

A maior estátua de Cristo Redentor do mundo foi consagrada na católica Polônia, país do saudoso e Beato João Paulo II.

O monumento supera os 52 metros de altura e foi doado pelos 21 mil habitantes da cidade.

 “O monumento é um sinal visível da fé em Cristo”, disse o bispo Stefan Regmunt, um dos consagrantes.

A estátua ‒ mais alta que o Cristo Redentor do Rio de Janeiro ‒ pode ser vista desde a rodovia Varsóvia – Berlim e a vários quilômetros de distância.

Diferentemente do Brasil, onde uma minoria ateia fundamentalista quer retirar qualquer símbolo religioso dos espaços públicos, na Polônia se construiu este belo monumento. Vale lembrar que por lá, também alguns extremistas tentaram impor suas convicções. Acontece que, a maioria católica por lá não é tão pacata como a de cá. E a maioria venceu!

Aqui no Brasil as coisas andam contra a democracia: a maioria da população pode ser favorável à presença de símbolos religiosos nos espaços públicos, mas a minoria consegue retirá-los; a maioria é contrária à eutanásia, aborto e casamento gay, mas uma pequena minoria está conseguindo impor suas ideias. Tem-se uma impressão de que não estamos vivendo numa democracia plena, mas numa democracia manca.

A retirada dos símbolos religiosos aqui no Brasil, mormente nos fóruns das comarcas do Rio Grande do Sul, só vale para símbolos cristãos, pois se valesse para qualquer símbolo religioso, a primeira imagem a ser retirada seria da Deusa da Justiça – Têmis - símbolo presente em todos os tribunais do país.

Por fim, vale lembrar que quem moldou a civilização ocidental - e o Brasil não está fora disso –  foi o cristianismo. Permitam-me dizer: foi o cristianismo católico, pois o cristianismo protestante só veio 1500 anos depois da morte e ressurreição de Cristo e o início da Igreja.

Santo Sudário: mais provas de autenticidade.

Cid Alencastro

O Santo Sudário de Nosso Senhor Jesus Cristo é certamente a relíquia mais preciosa e venerada de toda a Cristandade.

Tendo passado por todo tipo de vicissitudes e desastres ao longo da História, inclusive um princípio de incêndio, ele se encontra atualmente na catedral de Turim, Itália, onde é exposto à visitação dos fiéis em certos períodos.

Trata-se do lençol de linho que envolveu o corpo sagrado do Salvador, descido ao sepulcro onde permaneceu por três dias, após os quais ressuscitou. Quis a Providência Divina que, milagrosamente, a figura de Nosso Senhor ficasse impressa nesse tecido, de forma indelével e humanamente inexplicável. Foi o modo que Deus Padre encontrou para legar aos homens a fotografia impressa de seu Divino Filho.

Sempre presente na vida da Igreja

O Santo Sudário alimentou a fé e a piedade dos primeiros cristãos em Jerusalém, sustentou os mártires e os perseguidos nas catacumbas, inspirou a expansão dos católicos por toda a vastidão do Império Romano, extasiou os homens da Idade Média e, em particular, acendeu o zelo dos cruzados. Nas épocas posteriores, de decadência religiosa, foi ainda o Santo Sudário uma luz de fixação da fidelidade dos fiéis e de esperança de perdão para toda a humanidade.

Chegamos assim aos tempos presentes, em que o considerável desenvolvimento das ciências foi interpretado por muitos ateus, hereges, como sendo o dobre de finados da veneração ao Santo Sudário, o qual não teria mais nenhuma missão a cumprir. As ciências o estudariam, provariam que ele é fruto de simples confecção humana, talvez até uma falsificação feita na Idade Média.

Verificou-se precisamente o contrário. Atraídos pela originalidade daquele misterioso tecido, os mais categorizados cientistas de diversos países, representando os mais diferentes ramos da ciência, debruçaram-se sobre o Sudário para estudá-lo e interpretá-lo, mediante os mais sofisticados aparelhos que a ciência conseguiu inventar, e aplicando os conhecimentos mais recentes. O resultado foi surpreendente para os detratores do Sudário: ficou provado que a figura nele impressa não tem qualquer explicação natural.

Mais ainda, os estudos mostraram que a origem do Sudário se situava na Palestina no primeiro século, e que a figura nele representada coincidia com a descrição dos Evangelhos, sendo totalmente inexplicável pela ciência o modo pelo qual fora ela impressa no linho.

 

A farsa do Carbono 14

Houve uma exceção, em 1987, quando o Cardeal Anastácio Ballestrero, então Arcebispo de Turim, convocou alguns especialistas em datação pelo método do Carbono 14, os quais concluíram, contra tudo quanto até então a ciência havia provado, que se tratava de uma falsificação produzida na época medieval.

Após um pequeno surto midiático de propagação da “falsificação”, diversos cientistas têm estudado o Sudário — objeto de contínua fascinação para a ciência — e mostrado que o método do Carbono 14 havia sido aplicado erradamente, que os tais especialistas do Cardeal Ballestrero nada provaram.

Procuraram ainda os cientistas obter os “dados brutos” dos laboratórios que realizaram o teste do Carbono 14, a fim de ter em mãos as comprovações necessárias, mas nada conseguiram, apesar de reiteradas solicitações. O que só por si lança pesada dúvida sobre a correção científica do episódio.

Dir-se-ia que o milagre do Sudário foi engendrado por Nosso Senhor sobretudo para o nosso tempo, o único capaz de provar cientificamente a sua autenticidade pelo impressionante acervo de conhecimentos de que dispõe.

Nova e importante confirmação

Uma nova confirmação nos chega, e de grandes dimensões. Na Itália, o altamente conceituado órgão científico do governo italiano Agência Nacional para as Novas Tecnologias, a Energia e o Desenvolvimento Sustentável (ENEA) publicou, no final de 2011, um relatório referente a cinco anos de experiências (2005-2010) realizadas com o fim de procurar “conhecer a maneira pela qual ficou estampada sobre a tela do linho do Santo Sudário de Turim a tão particular imagem”.(1)

No seu relatório, os cientistas do ENEA (Di Lazzaro, Murra, Santoni, Nichelatti e Baldacchini) “desmentem, com muito fair play, quase de passagem, mas de modo muito categórico, a hipótese de que o Santo Sudário possa ser obra de um falsificador medieval”.

Diz o relatório: ”A dupla imagem (frontal e dorsal) de um homem flagelado e crucificado que aparece a duras penas no tecido de linho do Santo Sudário de Turim, apresenta numerosas características físicas e químicas de tal modo peculiares que atualmente tornam impossível obter em laboratório uma coloração idêntica. Esta incapacidade de repetir (e, portanto, de falsificar) a imagem do Santo Sudário impede formular uma hipótese confiável a respeito do mecanismo de formação da impressão”.

De fato, mesmo hoje em dia, “a ciência não está em condições de explicar de que modo foi formada a imagem corpórea no Sudário. Até agora, todas as tentativas de reproduzir uma imagem em linho com as mesmas características, fracassaram”.

Poupamos ao leitor os numerosos e complexos dados científicos apresentados pelos cientistas do ENEA. Os interessados poderão encontrá-los no link abaixo.(2)

___________

Notas:

1. Marco Tosati, “La Sindone non è un falso”, Vatican Insider, 15/12/2011.

2. A íntegra do relatório do ENEA pode ser consultada em: http://opac.bologna.enea.it:8991/RT/2011/2011_14_ENEA.pdf.Cid Alencastro

Fonte: http://www.comshalom.org/blog/carmadelio/

“Católicas” pelo Direito de Decidir não recebem status consultivo na ONU

 

Wagner Moura

Temporariamente , a Organizacão das Nações Unidas (ONU) negou o “status consultivo” ao grupo anti-católico e pró-aborto Católicas pelo Direito de Decidir Córdoba (Argentina).

Sem o “status consultivo” a organização argentina não pode ser credenciada para monitorar as atividades desenvolvidas pelo Conselho Econômico e Social e órgãos subsidiários (Comissão e subcomissão de Direitos Humanos) das Nações Unidas.

O comitê que avalia o cadastramento das ONGs junto à ONU alegou que o grupo argetino pró-aborto não poderia se cadastrar com esse nome junto à ONU, uma vez que isso significaria desrespeitar as leis da Argentina. Em seu país de origem o grupo pró-aborto não pode se denominar “católico” por causa de uma lei que submete o uso desse nome à autorização da Igreja Católica.

As informações são do FridayFax, iniciativa do único grupo pró-vida que atua junto à ONU, o C-FAM. O grupo pró-vida também informa que além das Católicas pelo Direito de Decidir, outras centenas de grupos pró-aborto tiveram seu pedido de “status consultivo” negado pela ONU devido a insatisfações de países membros do comitê relativas às atividades de tais grupos.

Como viver bem a semana santa?

Que dizer agora diante da próxima semana? Estamos adentrando a Semana Santa. Nesta semana somos convidados a seguir os passos de Nosso Senhor Jesus Cristo, que não considerando o ser igual a Deus, se fez homem, se humilhou até à morte e morte de cruz. O Cristo que seguimos é o Cristo que antes de ressuscitar passou pela paixão e morte. Hoje, fala-se muito em seguir um Cristo Ressuscitado, que faz milagres, que ressuscita, salva, batiza no Espírito Santo, etc… Sem negar estas verdades, não podemos negar ou esquecer outra: este Cristo que cura, salva, liberta e ressuscita os mortos, é o Cristo que passou pela cruz. Na hora mais angustiante de Sua vida, não realizou portentos maravilhosos para se livrar da cruz, mas aceitou-a livremente por submissão à vontade do Pai. Portanto, devemos seguir e servir o Cristo total: o Cristo que faz milagres, o Cristo ressuscitado, mas também o Cristo crucificado!

Num mundo, onde os homens querem retirar os crucifixos dos espaços públicos e até mesmo de nosso altares (basta participar de algumas paróquias, que você não vê mais o crucifixo no altar), nós queremos como São Paulo pregar o Cristo crucificado, escândalo para os grandes, intelectóides, mas para nós poder e salvação de Deus! Sim, o poder de Deus se manifestou na crucifixão de Seu Filho: por meio dela, nós fomos libertados das garras de satanás, fomos arrancados do poder das trevas e nos introduzidos no reino de Seu Bem-Amado Filho.

Aproveitemos mais uma semana santa que o Senhor Todo-Poderoso nos concede viver e vivamos com esse espírito de que fomos amados, acreditando que Ele nos amou e se entregou por nós. E pensando: e eu, que tenho feito por Ele?

 

 

“Meu pai, Fidel, não se converterá nunca. Se sente imortal”. – afirma sua filha.

A filha de Castro: “Muitos compromissos; Ratzinger deveria ver os dissidentes”.

Por Paolo Mastrolilli, de Havana | Tradução: Fratres in Unum.com

Alina Fernández, filha de Fidel Castro.

Alina Fernández, filha de Fidel Castro.

« Não creio na conversão de meu pai, por um simples motivo: ele se considera imortal ». A estrondosa fuga de Cuba de Alina Fernández foi há vinte anos, mas a amargura e a desilusão permaneceram imutáveis na voz da filha de Fidel Castro. Alina nasceu em 1956, da relação que então o carismático revolucionário tinha com a bela Natalia Revuelta. Cresceu à sombra desta enorme figura até que, em 1993, escapou desfarçada com uma peruca e com os documentos falsos de uma turista espanhola. Primeiro para Madri, depois Miami, onde seu programa radiofônico “Simplesmente Alina” se tornou um dos pontos de referência para a comunidade dos exilados.

Senhora Fernández, o Papa vai a Cuba e é natural que haja rumores sobre a conversão de Fidel. Eles são críveis?

Há tempo também diziam o mesmo de mim, mas [os rumores] careciam de fundamento. Seria belo que meu pai, doente e de idade avançada, regressasse às raízes da fé na qual cresceu, quando estudava com os jesuítas. Isso devolveria a ele a humanidade que perdeu. Mas não o creio, porque acho que ele se considera imortal.

É um acerto a visita do Papa a Cuba?

Me vêm sentimentos contraditórios. Não há dúvida que meu pai e meu tio Raúl aproveitarão ao máximo esta visita, porque ir a um país significa lhe dar legitimidade. No entanto, para os fiéis, a presença do Papa é muito importante. Quando eu era pequena, ser católico em Cuba era um “handicap” ideológico: tinhas que esconder a tua fé, para que não te perseguissem. Agora já não é assim.

Esta visita pode acelerar a mudança no contexto político?

Não acredito. O povo comum tem menos expectativas do que na viagem que fez João Paulo II, por duas razões: a primeira é a personalidade diferente de Bento XVI, e a segunda é que já não acredita na possibilidade de que a visita de um líder religioso possa gerar uma mudança. Isso se deve, em parte, ao comportamento da Igreja Católica local, que, em certos casos, dá a impressão de renunciar a sua missão natural de defender os direitos humanos para poder negociar com o regime. Assim obteve vantagens para os fiéis, mas perderam o povo. Isto é, em Cuba não existe um Jerzy Popieluszko.

O Papa deveria se encontrar com os dissidentes?

Creio que sim. Não quero criticar à distância, mas acredito que seria importante. Dizem que não pode fazê-lo porque se trata de uma visita pastoral, e por isso o Papa não pode realizar gestos políticos, mas é um argumento contraditório que não se sustenta. Não deveria, como pastor, ver os fiéis que estão contra o regime?

Não houve reformas desde que seu tio chegou ao poder?

Raúl era a melhor pessoa da minha família, inclusive me dirigi a ele para que me ajudasse. Mas é um político pragmático e um ótimo administrador: faz apenas o que serve ao regime. É certo que permitiu o trabalho autônomo, em profissões como mecânico, encanador ou agricultor, mas são coisas pequenas para enfrentar uma crise econômica enorme. Em Cuba não há empresários.

Os cubanos esperam pelo Papa que, após passar pelo México, chega à ilha hoje.

Os cubanos esperam pelo Papa que, após passar pelo México, chega à ilha hoje.

Raúl e Fidel já são idosos: qual a estratégia deles?

Manter o poder. Nada além, nada de transição.

Quando foi a última vez que falou com o seu pai?

Há muitos anos, já nem me recordo quando. Fidel foi a tragédia de Cuba, e eu a sofri mais que muitos outros. Hoje falamos muito do fundamentalismo islâmico, mas também existiu o fundamentalismo comunista, e era feroz: se discutias, eras considerado, automaticamente, um inimigo e um traidor. Com maior razão se criticavas desde dentro da família Castro.

A senhora tentou voltar a Cuba?

Não.

Seu pai está velho e doente, não gostaria de falar com ele?

Não acredito que um dia volte a vê-lo.  Não há interesse, de nenhuma parte. Ele não quer me ver e eu não entendo por que teria de procurar por um homem com que não compartilho 90% do que já fez. Até o amor filial e paterno se desvanece se ninguém o alimenta.

PT continua (e continuará) tentando descriminalizar o aborto


Em entrevista à revista Veja, o presidente da Câmara Federal, deputado Marco Maia, do PT, disse que a liberação do aborto “ainda” não será colocada em votação.

O deputado afirmou que “Isso pode, no futuro, quem sabe, contribuir para que uma maioria do país oriente a votação aqui na Câmara dos Deputados”.

Segundo a revista, o que Maia chama de falta de consenso é uma confortável maioria contra o aborto. Por isso, parlamentares favoráveis à prática evitam colocar, por ora, o tema em pauta.

O presidente da Câmara não põe o projeto do aborto em votação porque a maioria é contra o aborto e o projeto deverá ser rejeitado.

Mas o objetivo do PT está sendo perseguido. A Comissão de Reforma do Código Penal do Senado está empenhada em aprovar a liberação do aborto, com o auxílio dos parlamentares do PT e de outros partidos com o mesmo ideário abortista, mesmo que isso custe a violação da Constituição Federal e do Pacto de São José (Min. Eros Grau) ou (Jurista IVES GANDRA MARTINS).

Na 3a. Conferência Nacional de Políticas para Mulheres, convocada pela Presidente Dilma Rousseff, realizada de 12 a 15 de dezembro de 2011, uma resolução específica foi escrita para liberar o aborto, a de n. 58:

“58. Revisão da legislação punitiva do aborto no Brasil, assegurando a descriminalização e a legalização do aborto e o atendimento humanizado na Rede de Saúde Pública do SUS, para que seja garantida a autonomia da mulher e que nenhuma mulher seja punida, maltratada ou humilhada por ter feito um aborto e não corra o risco de morrer.”

O objetivo do PT é aprovar a liberação do aborto, a qualquer custo. Ele estará sempre de tocaia, para dar o bote certeiro e permitir a matança de milhões de crianças nos úteros de suas mães.

Mas nós precisaremos estar espertos para não sermos enganados:

“Quando todo mundo estiver dizendo: “Paz e segurança”, então, de repente, cairá sobre eles a ruína, como as dores sobre a mulher grávida. E não conseguirão escapar. Mas vós irmãos, não estais nas trevas, de modo que esse dia vos surpreenda como um ladrão. Vós todos sois filhos da luz e filhos do dia. Não somos da noite nem das trevas. Portanto, não durmamos, como os outros, mas vigiemos e sejamos sóbrios.” (1Tessalonissenses 5,3-6)

Não podemos dormir! Devemos orar, vigiar e ficar sóbrios. Mas, também precisamos agir, pois as ações dos abortistas estão avançadas. Precisamos agir. todos os 90% de cristãos juntos, para impedir a liberação do aborto.

 

Não podemos ter medo de agir em defesa da vida!

Dom Luiz Gonzaga Bergonzini
Bispo Emérito de Guarulhos
Jornalista MTb 123
http://www.domluizbergonzini.com.br/

Trailer do filme pró-vida “October baby”

Assista abaixo trailer do filme “October baby” – filme baseado na história real de Gianna Jessen, menina que sobreviveu a um aborto “fracassado” e, que aos 19 anos discursou no Congresso dos Estados Unidos perante os deputados daquele país.

A fé em Cristo e a superação dos nossos limites

Ministra (abortista) da Dilma critica médico que não faz aborto legal

Lígia Formenti – O Estado de S. Paulo

A ministra Eleonora Menicucci, da Secretaria de Políticas para Mulheres, criticou a falta de médicos nos serviços que fazem aborto legal no País. Ela observou que muitos centros funcionam apenas na teoria porque profissionais se recusam a fazer o procedimento, alegando objeção de consciência. “É preciso que esses serviços coloquem outra pessoa no lugar”, disse Eleonora ontem, durante reunião do Conselho Nacional de Saúde (CNS).

A lei permite que gestações que coloquem a mulher em risco ou resultem de violência sexual possam ser interrompidas. Atualmente, existem no País 63 centros cadastrados para realização desse tipo de atendimento.

Além de considerar o número insuficiente, grupos feministas relatam que, com frequência, mulheres não conseguem ser atendidas nos serviços, sobretudo em instituições administradas por grupos religiosos.

O discurso da ministra arrancou elogios de grupos feministas, mas foi imediatamente respondido pelo representante da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) no conselho, Clóvis Bonfleur. “Religião é um direito que tem de ser respeitado. É preciso pensar em alternativas. A obrigação de ofertar serviços de saúde é do Estado”, rebateu.Eleonora também citou resultados de pesquisas realizadas demonstrando a falta de qualidade nos serviços de atendimento às vítimas.

Além da melhoria da qualidade, a ministra defendeu a ampliação do acesso aos serviços. Algo que, em sua avaliação, pode ser alcançado com descentralização do atendimento.

Até 2009, 442 hospitais estavam aptos a atender casos de violência sexual e 60 a realizar aborto previsto em lei.

Atualmente, são 557 centros para atendimento das mulheres e 63 capacitados para fazer o aborto. De acordo com ministério, outros 30 estão sendo capacitados para também fazer a interrupção da gestação nos casos permitidos pela lei.

“Esse número de 63 centros é insuficiente. Basta ver as estatísticas de estupro. No Rio, por exemplo, esse número chega a 20 casos por dia”, acrescentou a secretária de enfrentamento à violência contra a mulher, Aparecida Gonçalves.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, não fez comentários sobre a objeção de consciência alegada por médicos que trabalham nos serviços, mas afirmou que a pasta prepara um levantamento para verificar a qualidade de atendimento prestado às vítimas de violência.

Por meio da assessoria de imprensa, o ministério informou que ainda não está definida quando essa estratégia será iniciada e quais critérios serão analisados.

Polêmica

Nem bem foi montada, a estratégia já desperta críticas. O representante do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde, o médico Arilson Cardoso da Silva, avalia que, mais importante do que registros de queixas ou análise de problemas está a capacitação dos profissionais.

O ministério informou ainda que estratégias serão montadas para melhorar a comunicação de dados de violência contra mulher. Durante a apresentação de ontem, foi informado que registros de violência passarão a ser obrigatoriamente inscritos nas fichas de atendimento de média e alta complexidade.

CPI da VERDADE …


CPI da VERDADE sobre o ABORTO JÁ!

 
CPI da VERDADE sobre o ABORTO, JÁ!
 
Os 82% ou 71% do povo brasileiro contra a liberação do aborto precisam saber toda a VERDADE e merecem respeito.  Os Parlamentos brasileiros NÃO PODEM MAIS SE OMITIR! Não dá mais para esconder os financiamentos internacionais e interesses assassinos e escusos por trás da campanha a favor do aborto. Precisamos de “comissões da verdade” para DAR VIDA às pessoas e NÃO MORTE. O Senado e a Câmara Federal podem criar CPIs. As Assembleias Legislativas estaduais e as Câmaras Municipais também podem criar CPIs para investigar entidades abortistas sediadas em seus estados e municípios.
 
CPI DA VERDADE SOBRE O ABORTO JÁ! Há várias justificativas para iniciar a CPI DO ABORTO e mostrar a verdadeira face oculta da CULTURA DA MORTE, da CAMPANHA PELO ABORTO LIVRE.
 
“MATERNICÍDIO”. Os abortistas usam NUMEROS MENTIROSOS para assustar o povo e enganar os parlamentares. Já falaram em três milhões, um milhão e, agora,  falam em 200 mil mortes maternas por ano. Por esses números teríamos um “maternicídio”. Os abortistas usam o número de curetagens em ABORTOS ESPONTÂNEOS realizados pelo SUS (cerca de 180 mil/ano)  para dizer que são abortos clandestinos ou mortes maternas de mulheres negras ou pobres.  VERDADE: o Ministério da Saúde informou: no primeiro semestre de 2011,  foram 705 mortes maternas.  Se o número for repetido no segundo semestre,  serão  1.410 mortes maternas no ano.  Infinitamente menor que 200 mil, um milhão, três milhões!  Um genocídio de bebês não salvará a vida de nenhuma gestante. Precisamos dar condições alimentares e de saúde para salvar a vida dessas 1.410 gestantes.

 
FALTA DE SAÚDE PÚBLICA.  As mortes maternas acontecem por falta de saúde pública adequada. Em BH,  95,5% das mortes maternas foram causadas por falha no atendimento de saúde, em 2010. Em Brasília, uma gestante ficou com o FETO MORTO em seu útero por OITO DIAS e outra recebeu o FETO NUM VIDRO. Gestantes ficam abandonadas pelos corredores hospitalares em várias partes do país. A presidente Dilma Rousseff cortou a verba da saúde em mais de 5 bilhões de reais neste ano. As mortes das mulheres pobres, sem atendimento ou nas portas dos hospitais, é um problema de FALTA DE SAÚDE PÚBLICA. É uma lástima a omissão dos governantes e dos parlamentos com futuro dos brasileirinhos e brasileirinhas. Pergunta-se: IMPEDIR QUE NASÇAM, MATÁ-LOS NO ÚTERO DE SUAS MÃES SERÁ MELHOR PARA O BRASIL?
 
NAZISMO, PRECONCEITO E DISCRIMINAÇÃO. Os abortistas dizem que as mulheres ricas, de todas as cores de peles, têm dinheiro para pagar seus abortos, por isso matariam seus filhos com mais tranqüilidade.  Dizem que as mulheres pobres ou negras (usam a cor para vincular suas propostas ao racismo) morrem porque não têm dinheiro para pagar os abortos. As propostas dos abortistas são todas no sentido de assassinar os filhos das mulheres pobres. Os abortistas são adeptos de Hitler, querem criar uma raça brasileira pura, sem filhos de famílias pobres. O Estado é obrigado a dar “assistência aos desamparados” (art. 6º.CF) e saúde para as mulheres pobres, de qualquer cor, para que seus filhos sejam saudáveis. Pergunta-se: UM PAÍS VERDADEIRAMENTE RICO É UM PAÍS QUE MATA OS FILHOS DOS POBRES?
 
CAPITALISTAS BILIONÁRIOS INTERNACIONAIS. O noticiário informa sobre o financiamento de ONGs e pessoas dedicadas à causa abortista por CAPITALISTAS internacionais BILIONÁRIOS - Fundação Ford - Warren Buffet  Nos EUA abortistas desviaram dinheiro destinado à cura de câncer para praticar abortos. É preciso descobrir como (se legalmente) e quem envia, quem recebe e proibir esse tipo de atividade destinada à matança dos brasileiros. É preciso confiscar esse dinheiro e destiná-lo à saúde. Pergunta-se: PODEMOS DEIXAR DINHEIRO INTERNACIONAL MATAR BRASILEIRINHOS E BRASILEIRINHAS ?
 
PROTEÇÃO À MATERNIDADE.  A Constituição Federal diz, em seu artigo 6º., que são direitos sociais “…a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados…”. A gestação se inicia com a fecundação do óvulo. Portanto, é obrigação do Estado dar proteção à gestante e não propor o assassinato de seu filho. Nunca uma mulher precisou de atestado de psicólogo para declarar se ela estava em “condições psicológicas” para dar à luz e manter uma criança.  Será que a mulher precisará de autorização do psicólogo para ter filhos ? A maternidade é um dom natural.  O Estado, representado pela presidente, os governadores, os prefeitos e os parlamentos têm obrigação de dar proteção à maternidade  e dar assistência às gestantes desamparadas (art. 6º.CF), através de um subsídio mensal, pago diretamente a elas, para terem seus filhos com saúde.
 
ABORTO E ESTUPRO SÃO CRIMES HEDIONDOS.   Em nosso requerimento ao Ministério Público de Guarulhos, demonstramos que o aborto e o estupro são crimes hediondos No aborto,  a vítima, inocente e indefesa,  é assassinada por meios cruéis.  A alteração do Código Penal pode acontecer, mas para suprimir todas as possibilidades de aborto e garantir VIDA AOS NASCITUROS. O exemplo da deputada federal FÁTIMA PELAES (VÍDEO AQUI) mostra que não podemos tirar a vida de ninguém. Para os casos de estupro, os governos e os parlamentos podem criar um subsídio financeiro para a mãe, até o nascimento do bebê, e simplificar a adoção, para reduzir o tempo de espera dos adotantes e evitar disputas judiciais entre a mãe adotiva e a mãe biológica.    
 
DIREITO DO NASCITURO/ANENCÉFALO. O ex-ministro do STF, EROS GRAU, sem nenhuma paixão religiosa, demonstra o direito do nascituro,  inclusive o anencéfalo,  no artigo “Pequena nota sobre o direito a viver”.
 
PACTO DE SAN JOSE DA COSTA RICA. A Convenção Americana de Direitos Humanos foi promulgada pelo Brasil através do decreto nº. 678/92. O art. 4º prevê o direito à vida e é bastante claro: “1. Toda pessoa tem direito de que se respeite sua vida. Esse direito deve ser protegido pela lei e, em geral, desde o momento da concepção. Ninguém pode ser privado da vida arbitrariamente.” Nos termos do art. 44, da Convenção, se aprovada a liberação do aborto, os organismos de defesa da vida poderão denunciar o Governo Brasileiro junto a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, sediada em Washington, Estados Unidos da América.
 
GENOCÍDIO. A antiga “Convenção Para a Prevenção e Repressão do Crime de Genocídio”, promulgada pelo Decreto Presidencial n. 30.822, de 06.05.1952, renovada pelo  Estatuto de Roma, promulgado pelo Decreto Presidencial nº. 4.388, de 25.09.2002, prevê, no seu art. 6o , o crime de Genocídio: “Para os efeitos do presente Estatuto, entende-se por ‘genocídio’, qualquer um dos atos que a seguir se enumeram, praticado com intenção de destruir, no todo ou em parte, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso, enquanto tal:  d) Imposição de medidas destinadas a impedir nascimentos no seio do grupo”. A elaboração de leis que possibilitem o assassinato em massa de filhos de mulheres pobres  tem a conotação de impedir nascimentos no seio desse grupo nacional (pobres), podendo levar a denúncias no Tribunal Penal Internacional.
 
QUEM pratica O MAL MAIOR, pode praticar TODOS OS OUTROS. O assassinato é o crime maior, pois tira A VIDA, o maior bem de uma pessoa. A vida é uma dádiva de Deus.   Precisamos acabar com a CULTURA DA MORTE, para reduzir a violência e gerar a paz. Aqueles que propõem a morte dos filhos dos outros ou matam seus próprios filhos perdem os parâmetros morais e podem praticar qualquer outro crime, sem nenhum peso na consciência.

CONVOCAÇÃO. Convoco as crianças, os jovens, os adultos, os idosos, os CRISTÃOS, de todas as denominações,  os NÃO-CRISTÃOS, todos DEFENSORES DA VIDA para, no dia 21.03.2012, comparecerem na CONCENTRAÇÃO, a partir das 11:00 horas, na escadaria da Catedral da Sé, em São Paulo, para, em seguida, a partir das 12:30 h,   participarem da MANIFESTAÇÃO – CPI DA VERDADE SOBRE O ABORTO, JÁ!, em frente ao FORUM JOÃO MENDES, na Praça João Mendes, Centro de São Paulo.
 
Jesus Cristo nos disse:
“O ladrão só vem para roubar, matar e destruir. Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância.” (Jo 10,10)  “Eu sou o caminho a verdade e a vida.” (Jo 14,6)
O POVO PRECISA DA VERDADE E DA VIDA!
O Beato João Paulo II nos disse: Não tenhais medo! Não tenhamos medo!
Dom Luiz Bergonzini
Bispo Emérito de Guarulhos

A alegria da maternidade

Vale a pena ver e ouvir – a alegria da maternidade celebrada através da música.

http://youtu.be/h82O16T3tlQ

Querem nos enfiar o aborto “goela” abaixo

 

Reinaldo Azevedo- Revista Veja

A cada vez que se pensa em fazer reformas no Brasil, é bom botar as barbas de molho. O risco de que as coisas piorem é gigantesco. Vejam o caso da reforma política. O que se gestou é muito pior do que o que se tem hoje. O debate sobre a atualização do Código Penal segue por essa trilha infeliz. De maneira sorrateira, vigarista, a tal Comissão de Juristas, que elaborou uma proposta para ser debatida no Senado, propôs a legalização do aborto, ainda que dê à coisa outro nome. Os valentes querem o Artigo 128 com esta redação:

Art. 128. Não há crime se:
I – se houver risco à vida ou à saúde da gestante.
II – a gravidez resulta de violação da dignidade sexual, ou do emprego não consentido de técnica de reprodução assistida;
III – comprovada a anencefalia ou quando o feto padecer de graves e incuráveis anomalias que inviabilizem a vida independente, em ambos os casos atestado por dois médicos.
IV – por vontade da gestante até a 12ª semana da gestação, quando o médico constatar que a mulher não apresenta condições psicológicas de arcar com a maternidade.
§ 1º Nos casos dos incisos II e III, e da segunda parte do inciso I, o aborto deve ser precedido de consentimento da gestante, ou quando menor, incapaz ou impossibilitada de consentir, de seu representante legal, do cônjuge ou de seu companheiro.

A Constituição garante a proteção à vida desde a concepção. A proposta dos bacanas a nega. Logo, ela transgride a Constituição. E daí? Não nos faltariam feiticeiros para afirmar, sei lá, que “o espírito da Carta” autoriza tal prática. Vocês sabem o que penso sobre o aborto. É claro que outras pessoas têm o direito de defender o contrário. Que, então, defendam! Mas aí lhes falta coragem. Querem meter a mudança goela abaixo da população sem nem mesmo ter o trabalho de defender um ponto de vista.

Ora, releiam o texto acima. Basta que a mulher queria abortar e seja convincente ao demonstrar “que não tem condições psicológicas”, tudo bem! O aborto será feito.

Atenção para a malandragem: o argumento mais forte dos abortistas é o chamado “direito que a mulher tem sobre seu corpo”. É o valor implícito no texto acima. Reparem que não existe homem na jogada; não existe pai. Bastaria que a mulher se entendesse com os médicos.

O Supremo vai decidir sobre os casos de anencefalia em breve. Afirmei aqui há dias, podem procurar no arquivo, que isso abriria o caminho para toda sorte de horrores. E abrirá. O conceito de “vida independente” é muito vago. Sob muitos aspectos, um indivíduo com Síndrome de Down, por exemplo, não tem uma “vida independente”. Precisará sempre de um monitoramento. Curioso, não? Os “progressistas” chegaram bem depressa à eugenia. Faz sentido. A história demonstra que são irmãos siameses dos fascistas.

Noves fora, o que vai acima se reduz ao seguinte: se a mulher falar que não quer a gravidez de jeito nenhum, faz-se o aborto. Ou será que caberia aos médicos e psicólogos esta improvável decisão: “Bem, ela rejeita a gravidez, não quer o filho de jeito nenhum, deixou claro que o bebê será um transtorno em sua vida, mas nós achamos que ela tem condições psicológicas, sim!”? Acho que isso não acontecerá.

Luiz Carlos Gonçalves, relator da Comissão do Código Penal, que já havia chamado outro dia o aborto de “método contraceptivo”, o que é um absurdo, falou ao Jornal Nacional. Prestem atenção:

”O médico diagnostica essa situação de desespero, de extrema gravidade, na qual a gestante não teria a menor condição de levar à frente a gravidez ou a maternidade em razão dessas situações psicológicas. Imagine, por exemplo, a pessoa que é viciada em crack e que nem sabe como engravidou…”

Imagino, sim! Acho que isso abre as portas não só para o aborto, não é? Por que não esterilizá-las, de vez, como os nazistas faziam com os fracos, os idiotas, os doentes?

Aborto pós-nascimento

Há dias, fizemos aqui um debate sobre uma proposta de dois especialistas, que defendem a legalização do infanticídio. Chamam a isso de “aborto pós-nascimento”. Como escrevi aqui, eles não deixam de ter razão quando afirmam que o status moral do feto e do recém-nascido é o mesmo; se um pode ser morto (e eles acham que pode), por que não o outro? Feto é coisa! Recém-nascido é coisa!

Goela abaixo

Aos poucos, as propostas contidas no “Plano Nacional-Socialista de Direitos Humanos” vão sendo apresentadas. Pretende-se legalizar o aborto no país sem que a sociedade seja chamada a dizer o que pensa a respeito.

Atenção, caras e caros, isso é uma tática para ganhar a opinião pública. Aos poucos, os “progressistas” pretendem deslocar uma posição majoritariamente contrária ao aborto para um ponto de maior tolerância — até que haja, tudo dando certo, uma maioria a favor do aborto.

Por um tempo ao menos, caso essa mudança seja aceita, viveremos a situação esdrúxula de ter uma lei que criminaliza o aborto — exceto no caso de a grávida querer o… aborto! Logo… A propósito: e se uma mulher quiser, a todo custo, interromper a gravidez, mas não o pai da criança? Ora… O pai só passa a ter direito a uma opinião depois de nascida a criança… E isso num país em que a paternidade irresponsável é um problema grave.

Este será um excelente debate. Vamos ver como vão se posicionar os digníssimos parlamentares. Neste exato momento, existem ONGs, lobbies e especialistas em opinião pública fartamente financiados por entidades estrangeiras pró-aborto encarregados de plantar notícias favoráveis à mudança do Código. Tentarão evitar ao máximo a palavra “aborto” — “legalização do aborto”, então, nem pensar! Falarão na “saúde da mulher” e na “proteção à gestante”. O feto será apenas uma “coisa”; é preciso retirar dele quaisquer atributos humanos para que se possa eliminá-lo sem polêmicas — tática usada pelos apologistas do infanticídio.

Notem que já há alguns dias a ministra Eleonora Menicucci (Mulheres) aparece como vítima no noticiário, pobrezinha! Na ONU, ela teria levado uma carraspana de “especialistas”, que estariam a exigir, como se pudessem fazê-lo, que o Brasil modernize a sua legislação sobre o assunto. Agora, será tratada como alguém silenciada por Marcelo Crivella, que seria a garantia, junto à bancada evangélica, de que o governo não tomará medidas para legalizar o aborto.

Na ONU, a propósito, Eleonora disse que caberia ao Congresso tomar as medidas. Este mesmo Congresso que agora passa a ser pressionado por essa reforma do Código Penal, que conta com apoio maciço da imprensa. Para variar, essa gente não percebeu que do mesmo manancial de que sai a legalização do aborto (e do qual derivou a perseguição aos crucifixos) pode sair a censura à imprensa. Debate-se um projeto de sociedade, não uma medida pontual. Os fetos não vão protestar. Este será sempre um confronto entre não-abortados, não é?, pouco importa de que lado se esteja.

Cardeal de São Paulo fala mais uma vez sobre o aborto

 

Dom Odilo P. Scherer

De novo, em pauta a questão do aborto. Estamos num ano eleitoral, os partidos vão costurando suas alianças e, como não podia deixar de ser, na pauta dos ajustes também entram questões polêmicas, em discussão há mais tempo pela opinião pública e também no Congresso Nacional.

Há quem gostaria que certos temas delicados não estivessem nos grandes debates político-eleitorais, talvez para não exigir uma tomada de posição clara perante os eleitores; prefere-se, então, qualificá-las como “questões religiosas”, das quais o Estado laico não se deveria ocupar, nem gastar tempo com elas na discussão política... Não penso assim.

Decisões sobre a vida e a morte de outros seres humanos, sobre o modelo de casamento, família e educação, sobre justiça social e princípios éticos básicos para o convívio social são questões do mais alto interesse e relevância política. Dizer que são “temas religiosos” significa desqualificar a sua discussão pública, relegando-os à esfera da vida privada, ou ao ativismo de grupos voltados mais para interesses particulares do que para o bem comum. Tirar da pauta política esses temas também poderia sugerir que pessoas sem religião não precisam estar vinculadas a valores e convicções éticas, o que é falso e até ofensivo.

Preocupo-me quando ouço que, no Brasil, a cada ano são realizados mais de 1 milhão de abortos “clandestinos” e que tantas mil mulheres (número bem expressivo!) morrem em consequência de abortos mal feitos! Há algo que não convence nesses números e afirmações. Sendo clandestinos, como pode alguém afirmar com tanta certeza dados tão impressionantes? Maior perplexidade ainda é suscitada quando isso é afirmado por uma autoridade representativa do Estado, mostrando que tem, supostamente, conhecimento seguro de uma violação aberta e grave da lei e nada fazendo para que ela seja respeitada para preservar tantas vidas! De fato, continua valendo a lei que veta o aborto indiscriminado no Brasil.

Esses números assombrosos ou estão pra lá de superdimensionados e manipulados para pressionar e atingir, de maneira desonesta, objetivos almejados, ou, então, alguém está faltando com seu dever de maneira consciente e irresponsável, deixando que a lei seja violada impunemente, em casos tão graves, nos quais vidas humanas inocentes e indefesas são ceifadas, às centenas de milhares, ou até na conta dos milhões!

É lamentável a morte de cada mulher em consequência de um aborto clandestino e mal feito. Lamentável também, e muito, é a sorte trágica de cada ser humano que tem a sua vida tolhida antes mesmo de ter visto a luz. Se há um problema de saúde pública a ser encarado, a solução não deveria ser a instrumentalização dessa tragédia humana para promover a legalização do aborto. Dar roupagem legal à tragédia curaria a dor e faria sossegar a consciência? Questão de saúde pública deve ser enfrentada com políticas voltadas para a melhoria da saúde e das condições de vida, e não para a promoção da morte seletiva. Uma campanha de conscientização sobre a ilegalidade das práticas abortistas protegeria melhor a mulher e o ser que ela está gerando. Haveria muito a fazer para alertar contra os riscos do recurso às clínicas – nem tão clandestinas – de “interrupção da gravidez”. Alguém conhece alguma campanha do governo ou alguma política pública para desestimular práticas abortivas contrárias à lei e arriscadas para a saúde da mulher? Não seria o caso de fazer?

Está em curso a discussão sobre a reforma do Código Penal Brasileiro; em muitas coisas, certamente, ele deverá ser revisto e adequado. Chama, no entanto, a atenção e merece uma reflexão atenta da sociedade a proposta relativa ao artigo 128, sobre novos casos de aborto “não puníveis”, além dos dois casos já previstos – risco de vida para a mãe e gravidez resultante de estupro (cf. http:/migre.me/845Dp).

No inciso I do artigo 128, propõe-se que não haja crime “se houver risco de vida ou à saúde da gestante”. A alusão ao “risco à saúde da mulher” é absolutamente vaga e, por si só, já ofereceria base para a universalização do aborto legal.

No inciso II, propõe-se que não haja crime se a gravidez resultar de “violação da dignidade sexual, ou do emprego de técnica não consentida de reprodução assistida”. O que se pretende qualificar como “violação da dignidade sexual”? O delito, neste caso, não aparece configurado e poderia ser facilmente alegado, sem que ninguém fosse capaz de comprovar a real ocorrência dos fatos. Além disso, a “reprodução assistida” já está legalizada e regulamentada no Brasil?

No inciso III do mesmo artigo, propõe-se que não haja punibilidade quando “comprovada a anencefalia, ou quando o feto padecer de graves e incuráveis anomalias que inviabilizem a vida independente, em ambos os casos atestado pelo médico”. Além da anencefalia, já em discussão no Supremo Tribunal Federal, acrescentam-se outras “graves e incuráveis anomalias”, o que é preocupante, pois isso abriria as portas para uma inaceitável, do ponto de vista ético, “seleção pré-natal” dos indivíduos considerados “aptos” a viver e o descarte de outros, considerados “inviáveis”.

É o controle de qualidade aplicado ao ser humano, já praticado em tempos passados por regimes condenados quase universalmente por suas práticas eugênicas. Vamos legalizar isso no Brasil agora?! No inciso IV, propõe-se que, “por vontade da gestante até a 12.ª semana de gestação, quando o médico constatar que a mulher não apresenta condições psicológicas de arcar com a maternidade”, o aborto poderia ser praticado sem penalidades. Passa-se ao médico o peso da decisão sobre a vida ou a morte de seres humanos. Acho isso absolutamente inadequado!

É preciso refletir muito, para não legalizar a banalização da vida humana.

CARDEAL-ARCEBISPO DE SÃO PAULO

Retirada dos símbolos religiosos nos espaços públicos

É do conhecimento de todos (suponho!) que os símbolos religiosos serão retirados das salas dos fóruns do Estado do Rio Grande do Sul, conforme determinação da Justiça daquele Estado, mediante solicitação de um grupo de lésbicas. O que eu não compreendo é a total aversão que alguns grupos têm com relação aos símbolos religiosos, principalmente cristãos.

Já dizia um ditado popular: “quem tem medo da cruz é o diabo!”. Hoje não é somente ele. Muitos têm medo e aversão às cruzes presentes nos espaços públicos e não poucas vezes, até nos espaços religiosos (em alguns altares católicos, a cruz já foi retirada).

Dada a relevância do assunto, o Bispo de Frederico Westphalen, Dom Rossi Keller, emitiu uma nota pastoral que demonstra a preocupação e o zelo deste bispo em relação aos símbolos. Ainda assim, ele afirma algo que temos que ter sempre em mente: podem tirar os símbolos, mas ninguém pode tirar nossa fé e a adesão aos princípios e os valores religiosos.

DOM ANTONIO CARLOS ROSSI KELLER
 
PELA GRAÇA DE DEUS E DA SANTA SÉ APOSTÓLICA
 
BISPO DE FREDERICO WESTPHALEN (RS)
 
Nota Pastoral
 
a respeito da determinação do Tribunal de Justiça
 
do Estado do Rio Grande do Sul,
 
determinando a retirada dos símbolos religiosos dos locais públicos da Justiça.
 

O Conselho da Magistratura do TJ – RS determinou, nesta última terça feira, dia 06 de março, a retirada de todos os símbolos religiosos presentes nos prédios da justiça gaúcha.

O pedido para tal decisão tem a sua origem na Liga Brasileira de Lésbicas, através de uma solicitação protocolada em fevereiro de 2012. Tal decisão contraria o que a antiga administração do TJ – RS já tinha deliberado sobre esta questão, entendendo, na ocasião, não existir qualquer princípio preconceituoso na instalação de símbolos religiosos nas dependências dos prédios da justiça.

Como Bispo Diocesano, quero, através desta Nota Pastoral, expressar minha surpresa e meu repúdio a tal decisão.

É lamentável que o egrégio Tribunal de Justiça dobre-se diante da pressão de um grupo determinado, ideologizado e raivoso, contrariando a opinião da grande maioria da população do Estado do Rio Grande do Sul.

A interpretação dada pelo excelentíssimo relator daquilo que é a laicidade do Estado revela distorção de visão.

Como em outros países, orquestram-se movimentos pela expulsão do crucifixo das salas dos tribunais, das escolas e de outros lugares públicos, sob o pretexto de que o Estado deva respeitar as religiões que não adotam o mesmo símbolo, bem como aqueles que não adotam nenhuma forma de expressão religiosa.

Países com elevada tradição jurídica já rechaçaram tais argumentos, demonstrando cabalmente que a exposição passiva, em público, de símbolos religiosos não pode ser entendida como um proselitismo estatal de favorecimento a algum culto, ou como uma afronta à liberdade dos que ou não professam a fé em Cristo ou não professam algum tipo de fé.

No Brasil, o próprio Conselho Nacional de Justiça indeferiu tal pretensão, afirmando que a presença de um símbolo religioso, in casu o crucifixo em uma dependência de qualquer órgão do Judiciário, “não viola, não agride, não discrimina e nem sequer perturba ou tolhe os direitos e a ação de qualquer tipo de pessoa”, na expressão do então Conselheiro Oscar Argollo.

“A liberdade religiosa consiste na liberdade para professar a fé em Deus. Por isso, não cabe argüir a liberdade religiosa para impedir a demonstração da fé de outrem em certos lugares, ainda que públicos. O Estado, que não professa o ateísmo, pode conviver com símbolos dos quais não somente correspondem a valores que informam sua existência cultural, como remetem a bens encarecidos por parcela expressiva da sua população – por isso, também, não é dado proibir a exibição de crucifixos ou de imagens sagradas em lugares públicos”. [1]

Diante de tal decisão, como Bispo Diocesano, venho solicitar:

1. AOS EXCELENTÍSSIMOS SENHORES MAGISTRADOS dos Fóruns das Comarcas presentes na área compreendida pela Circunscrição Eclesiástica da Diocese de Frederico Westphalen, RESPEITOSAMENTE, aentrega dos símbolos religiosos católicos (crucifixos, demais imagens sagradas, Bíblias, etc..), caso os mesmos pertençam ao Tribunal e não ao Poder Judiciário, para os respectivos párocos das Paróquias Sedes das mesmas Comarcas, para que os mesmos custodiem as referidas imagens e delas cuidem.

2. AOS REVERENDÍSSIMOS SENHORES PÁROCOS das Paróquias nas quais existam Fóruns, que recebam os símbolos religiosos católicos das mãos dos Excelentíssimos senhores Magistrados, emitindo um recibo em três vias, detalhando o que foi entregue, sendo uma via para o Excelentíssimo senhor Magistrado, uma via para a Paróquia e uma via para a Cúria Diocesana.

3. AOS SERVIDORES PÚBLICOS DA JUSTIÇA, que professam a fé católica, que mantenham os sinais religiosos católicos que costumam usar pessoalmente (terços, escapulários, medalhas, crucifixos, etc…) e que, no esmero do trabalho em favor da justiça, especialmente no serviço dos mais necessitados e carentes dela, demonstrem sua fé católica, mantendo Jesus Cristo, Nosso Senhor, sempre presente nestes ambientes públicos.

Podem nos tirar os crucifixos e as imagens expostas em locais públicos. Mas jamais poderão tirar de nós a fé e a adesão aos princípios e valores do Evangelho.

Dada e passada em nossa Sede Episcopal, aos sete dias do mês de março do ano do Senhor de dois mil e doze.

+ Antonio Carlos Rossi Keller

Bispo de Frederico Westphalen (RS)

Ainda em defesa de Padre Paulo Ricardo

Posto abaixo artigo extraído do blog Deus lo vult em defesa de Padre Paulo Ricardo e contra os seus acusadores (que, aliás, não usaram de nenhum argumento digno de crédito para pedir a “cabeça” de Pe. Paulo). Porque estes mesmos não se levantam contra os padres pedófilos, contra os padres heréticos defensores do marxismo, do petismo, do abortismo e do homossexualismo?

Do início da semana para cá, circulou na internet uma carta contra o pe. Paulo Ricardo, escrita por alguns membros do clero de Cuiabá (e adjacências) e endereçada aos “Excelentíssimos e Reverendíssimos Senhores Bispos, Padres e Povo de Deus”. Muito já foi dito sobre o assunto (p.ex., aqui, aqui, aqui e aqui). O resumo da ópera: o pe. Paulo Ricardo exerce um apostolado indiscutivelmente valoroso nos meios de comunicação social, tarefa santa e da mais alta importância que não poderia deixar de lhe angariar alguns desafetos. Querem calar o padre Paulo Ricardo: em suma, é isto o que está acontecendo. E querem calá-lo da forma mais incoerente possível, fazendo eles próprios – no ato mesmo de “denunciar” o conhecido sacerdote – tudo o que alegam ter feito o pe. Paulo Ricardo.

A íntegra da carta pode ser encontrada no primeiro link deste texto. Vou comentar grandes e vários trechos dela, na ordem em que foi escrita; não porque a epístola seja um primor de retórica ou porque contenha algum argumento minimamente sério (aliás, muitíssimo pelo contrário, como se verá); mas para que não reste dúvidas sobre o quanto é descabida esta perseguição toda, e para que fique claro a todos os que se aproximam da polêmica sem preconceitos quem está agindo segundo a Igreja e quem, ao contrário, trabalha contra Ela.

Consternados dirigimo-nos aos senhores para levar a público nossos sentimentos de compaixão e constrangimento com relação ao nosso co-irmão no sacerdócio, Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior, do clero arquidiocesano de Cuiabá. O que nos move é nosso desejo de comunhão, unidade, amor à Igreja e ao sacerdócio e a busca de verdadeira justiça, reconciliação e perdão.

Os autores desta carta devem estar de brincadeira. Esqueceram por completo (ou nunca ligaram para) os princípios mais elementares da correção fraterna, segundo a qual as queixas que porventura se tenha contra um irmão devem ser tratadas em privado. A carta inteira transpira esta incoerência, esta linguagem dupla que mantém, lado-a-lado, uma alegada nobreza de intenções unida ao mais vil e desprezível tratamento reservado ao pe. Paulo Ricardo, conforme será visto.

Diante de um homem amargurado, fatigado, raivoso, compulsivo, profundamente infeliz e transtornado toma-nos, como cristãos e como sacerdotes, um profundo sentimento de compaixão e misericórdia.

Aqui nós encontramos, já desde o começo, a linha mestra que irá conduzir todo o texto: os ataques gratuitos, sem que seja apresentado absolutamente nada para embasar as acusações que são feitas. Causa espécie que uma carta endereçada a bispos e que tem por objetivo denunciar as (alegadas) atitudes negativas de um sacerdote não traga um único exemplo daquilo que alega! O padre Paulo Ricardo é uma figura pública, que possui um site na internet, perfis nas redes sociais e centenas de vídeos no youtube (160 só no seu canal oficial). A coisa mais fácil do mundo seria, portanto, selecionar alguns trechos do (farto!) material produzido pelo padre e apresentá-los como exemplos da tese que se deseja demonstrar. Curiosamente, a carta não traz nada disso e se limita a lançar acusações sem provas; o único trecho de uma pregação do padre que é citado (veja-se mais abaixo) depõe contra os próprios autores da carta, uma vez que ele (como era de se esperar) não contém nenhuma das coisas das quais o padre Paulo é acusado ao longo do texto.

Registre-se ainda, a propósito, a absurda incoerência de pretender que delicadezas como «amargurado, fatigado, raivoso, compulsivo, profundamente infeliz e transtornado» brotem de um «desejo de comunhão, unidade, amor à Igreja e ao sacerdócio e a busca de verdadeira justiça, reconciliação e perdão»! Onde a “comunhão” e a “unidade” em sacerdotes atacando publicamente outro sacerdote? Onde o “amor à Igreja e ao sacerdócio” em provocar escândalo com esta carta lançada aos sete ventos e que expõe uma divisão na Igreja de Mato Grosso? Onde a “verdadeira justiça, reconciliação e perdão” em um monte de (graves!) acusações feitas em público e sem apresentar provas?

Diante de suas reiteradas investidas contra o Concílio vaticano II, contra a CNBB e, sobretudo, contra seus irmãos no sacerdócio invade-nos um profundo sentimento de constrangimento e dor pelas ofensas, calúnias, injúrias, difamação de caráter e conseqüentes danos morais que ele desfere publicamente e através dos diversos meios de comunicação contra nós, sacerdotes e bispos empenhados plenamente na construção do Reino de Deus.

Aqui, a coisa mais fácil do mundo (repetimos) seria apresentar exemplos destas “reiteradas investidas” feitas “publicamente e através dos diversos meios de comunicação” pelo pe. Paulo Ricardo. Impressionantemente, contudo, a carta não apresenta nada! Lança apenas a acusação. Ora, eu não li a totalidade da produção intelectual do pe. Paulo Ricardo, mas já tive contato com parte considerável do que ele fala e escreve e jamais o vi fazer “investidas contra o Concílio [V]aticano II, contra a CNBB” ou contra sacerdote algum em particular. A menos, é claro, que para esta gente:

  1. defender a hermenêutica da continuidade seja investir contra o Vaticano II (e assim o Papa está contra o Vaticano II);
  2. entender que a CNBB não é uma instância hierárquica intermediária entre as dioceses e o Papa seja agir “contra a CNBB” (e assim o Código de Direito Canônico está contra a CNBB); e
  3. exortar os sacerdotes para que sejam fiéis à sua vocação seja caluniar os sacerdotes (e assim a totalidade dos santos sempre esteve contra o clero).

Porque outras coisas não se encontram nas prédicas do padre Paulo Ricardo. Se os seus desafetos têm algo contra ele, que apresentem! No apostolado público do sacerdote, no entanto, não se encontram as coisas das quais ele é acusado. E novamente: lançar em público acusações graves sem apresentar provas do que se diz não pode jamais proceder de uma sincera “busca da verdadeira justiça”, como pretendem os autores da carta!

Depois disso os detratores do pe. Paulo pretendem (enfim) embasar as suas acusações. Citam uma palestra do pe. Paulo proferida durante um encontro chamado “Vinde e Vede”:

Leiam com paciência. Transcreveremos aqui parte de sua palestra proferida na última edição do “Vinde e Vede”. Intitulada “Totus tuus, Maria!”

Leiam a transcrição na íntegra lá na carta. Aqui, por questões de espaço, eu ponho somente o vídeo:

Existe alguma coisa de censurável nesta pregação? Alguma coisa que já não tenha sido dita incontáveis vezes pelos santos (p.ex., Santo Afonso)? Alguma coisa que não seja verdade? Alguma referência nominal a algum sacerdote concreto, que pudesse dar azo a algum constrangimento? Ou porventura não existem maus sacerdotes no mundo? Ou por acaso a gente não pode falar que o clero deve ser santo mas (infelizmente) nem sempre o é de fato? Por qual motivo houve quem se ofendesse com esta pregação? Os que vêem nisso “ofensas”, “calúnias”, “injúrias” ou “difamação de caráter” contra si próprios não estão, eles mesmos, vestindo a carapuça?

Prosseguem os autores da carta:

Pobre em espírito e conteúdo, esta palestra escamoteia um texto não oficial, escrito pelo fundador e personalidade maior do Movimento Sacerdotal Mariano, Padre Stefano Gobbi.

E daí? Estas aparições não foram oficialmente reconhecidas pela Igreja mas também não foram consideradas falsas e nem proibidas.

E, independente disso, o conteúdo da mensagem utilizada pelo pe. Paulo Ricardo é idêntico ao de outras aparições reconhecidas como verídicas pela Igreja (p. ex. La Salette). E quando a Igreja reconhece como verídica uma aparição é porque não encontra nela nada que seja contrário à Fé da Igreja. Qual a razão, portanto, das reclamações aqui? Acaso os signatários desta carta contra o pe. Paulo não querem também escrever denúncias contra a Virgem de La Salette?

Repitamos: não se vê por qual motivo a palestra do pe. Paulo possa ser “desastrosa e danosa à reputação de milhares de sacerdotes”. O pe. Paulo está falando dos sacerdotes de má vida sem citar nominalmente nenhum deles. Ora, se há “milhares de sacerdotes” que se identificam com a descrição do mau padre então estes deveriam fazer um exame de consciência e se empenhar com mais afinco na própria salvação. E não atacar o pe. Paulo Ricardo, que – repetimos – não está inventando nada que já não tenha sido dito pela Igreja incontáveis vezes.

Ainda Bento XVI, por ocasião da Conferência de Aparecida nos advertia: “Não resistiria aos embates do tempo uma fé católica reduzida a uma bagagem, a um elenco de algumas normas e de proibições, a práticas de devoções fragmentadas, a adesões seletivas e parciais da verdade da fé, a uma participação ocasional em alguns sacramentos, à repetição de princípios doutrinais, a moralismos brandos ou crispados que não convertem a vida dos batizados. Nossa maior ameaça é o medíocre pragmatismo da vida cotidiana da Igreja, no qual, aparentemente, tudo procede com normalidade, mas na verdade a fé vai se desgastando e degenerando em mesquinhez” [...]. (DAp. N. 12).

Perfeitamente. No entanto, o que isso tem a ver com a palestra do pe. Paulo Ricardo sobre um texto que faz eco a mensagens da Virgem Santíssima aprovadas pela Igreja? Na verdade, é exatamente o contrário. Esta passagem corrobora tudo quanto o padre Paulo Ricardo disse. Senão vejamos:

Quem defende uma Fé “reduzida a uma bagagem”? O pe. Paulo Ricardo, que clama por coerência entre Fé e vida, ou os maus sacerdotes ávidos por fazerem acordos com o mundo – e para os quais as exigências do Cristianismo são um fardo?

Quem defende que a Fé seja “um elenco de normas e proibições”? O pe. Paulo Ricardo, que testemunha a alegria de ser cristão, ou os maus sacerdotes que querem impôr o silêncio sobre os defensores da Igreja Católica, que querem proibir a pregação do Evangelho?

Quem defende a “prática de devoções fragmentadas”? O pe. Paulo Ricardo, que se esforça por apresentar-se como um sacerdote o tempo inteiro, ou os maus padres que pensam poder acender uma (ou meia…) vela para Deus e outra para o mundo e para o pecado?

Quem defende “adesões seletivas e parciais da verdade da fé”? O pe. Paulo Ricardo, que é perseguido por ser intransigente na defesa radical da Fé íntegra, ou os maus sacerdotes para os quais a parte incômoda do Evangelho “não vale mais” nos dias de hoje?

Quem defende “uma participação ocasional em alguns sacramentos”? O pe. Paulo Ricardo, que defende que os sacerdotes santifiquem-se ministrando os Sacramentos, ou os maus sacerdotes para os quais a Santa Missa e uma reunião de católicos sem a presença de um padre têm o mesmo valor?

Quem defende a mera “repetição de princípios doutrinais”? O pe. Paulo Ricardo, que se esforça por traduzir a Fé da Igreja para os homens do mundo atual, ou os maus sacerdotes que só mencionam os elementos da espiritualidade católica para os ridicularizar?

Quem defende “moralismos brandos ou crispados que não convertem a vida dos batizados”? O pe. Paulo Ricardo, que prega por uma conversão verdadeira, ou os maus sacerdotes interessados em “relativizar” a Moral Católica e que – estes sim! – por conta disso não convertem verdadeiramente ninguém?

Qual é, enfim, “o medíocre pragmatismo da vida cotidiana da Igreja” que faz com que a Fé se vá “desgastando e degenerando em mesquinhez”? É o do pe. Paulo Ricardo, que clama por conversão e pelo abandono dos pecados, ou é o dos maus sacerdotes de vida medíocre para os quais quem defende a Fé da Igreja é um incômodo que deve ser silenciado?

Ora, fica evidente que o texto do Papa – como não poderia ser diferente – vem ao encontro de tudo o que o padre Paulo Ricardo faz no seu valoroso apostolado nos meios de comunicação social. Sendo assim, qual a razão dele ter sido colocado numa carta repleta de acusações infundadas contra um sacerdote do Deus Altíssimo dedicado à realização do seu ministério? O que querem, afinal, os signatários desta carta? Semear a cizânia entre os fiéis católicos e fazer parecer que o padre Paulo Ricardo está contra o Papa Bento XVI gloriosamente reinante?

O moralismo crispado e falso de Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior reduz a rica tradição da Igreja a um pequeno número de normas e restrições, com uma verdadeira obsessão de traços patológicos pelo uso da batina.

Em primeiro lugar, é simplesmente falso que o pe. Paulo Ricardo reduza “a rica tradição da Igreja a um pequeno número de normas e restrições”. Qualquer pessoa que tenha qualquer contato com o apostolado dele sabe que isto é uma mentira grosseira.

Em segundo lugar, a alusão à batina, no texto transcrito, é completamente marginal. O ponto são os sacerdotes que vivem em pecado, e não os que não usam batina.

Em terceiro lugar, ao contrário do que diz a explicação cânonico-macarrônica dos signatários da carta (para os quais o padre não deve usar batina coisa nenhuma, pois a sua identidade sacerdotal “se expressa no testemunho pessoal e nas obras apostólicas e não na batina”), o fato é que existe a obrigatoriedade do uso do traje eclesiástico. Remeto à leitura do estudo completo, e cito só a conclusão para ilustrar:

Pelo Direito Canônico – que mand[a] os clérigos e religiosos usarem o traje -, pelas razões históricas, teológicas, filosóficas, antropológicas, psicológicas e pastorais apontadas – que justificam a obrigação do seu uso -, e pelo Magistério da Igreja – que, nos discursos dos Papas e nos documentos da Cúria, conforma a conveniência, a oportunidade e a legalidade preceptiva do uso do traje -, concluímos, após oportunas refutações a explicitações, que o hábito, o clergyman e a batina são um bem a ser preservado. Só a lei, sem os motivos interiores, seria bastante para ser cumprida pela mente católica. Só os motivos, sem a lei, igualmente, já recomendariam o suficiente para o uso. Os motivos e a lei juntos, portanto, demonstram a impossibilidade de descumprimento ordinário do preceito do traje eclesiástico.

Portanto, são (mais uma vez) descabidas as queixas dos signatários da carta contra o pe. Paulo. O problema deles é com a disciplina católica e com as tradições da Igreja: não com o sacerdote de Cuiabá.

A partir daqui, a carta descamba para [mais] uma série de agressões pessoais injustificadas: o pe. Paulo seria “dono de uma personalidade no mínimo controversa”, teria uma “influência nefasta” que divide o clero e os fiéis, “ultrapassa[ria] os limites do fanatismo quando se trata (sic) de questões teológicas, eclesiais e pastorais”, seria “apenas um polêmico” cheio de “interesses de carreira” (!!). Ainda: “Guardião de ortodoxias e censor de plantão”, o pe. Paulo teria o costume de “ser pouco honesto”. Depois do rosário de impropérios (repetimos, sem que seja apresentado nenhum elemento em favor das acusações feitas: tudo gratuito, sacado da cartola como mágica), o texto prossegue:

Por ocasião da campanha eleitoral para a presidência da república, enfurnou-se em um cordão de calúnias, ameaças e difamação contra candidatos, contra o povo e contra a própria CNBB.

A nossa sorte é que tudo o que aconteceu nas eleições de 2010 está muito bem documentado. Os fatos: a sra. Rousseff (atual presidente do Brasil e então candidata pelo Partido dos Trabalhadores), que já defendera publicamente o aborto e que estava concorrendo à presidência por um partido notoriamente abortista, foi desmascarada pelos corajosos bispos da Regional Sul 1 da CNBB. Os panfletos foram censurados e apreendidos a mando do Governo. O pe. Paulo Ricardo, heroicamente, junto com mais um punhado de padres e bispos católicos, sustentou até o fim que os católicos não podiam apoiar com o seu voto um candidato que fosse defensor do aborto. Por conta disso, a sra. Rousseff perdeu uma vitória certa no primeiro turno, ad majorem Dei Gloriam. E foi obrigada a se disfarçar de cristã e a se comprometer a não mexer na legislação do aborto no Brasil.

Tudo o que pe. Paulo Ricardo fez foi cumprir com o seu dever de sacerdote católico e orientar o povo de Deus a ele confiado! Coisa diferente não disse o Papa Bento XVI na ocasião: quando “os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem, os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas”. Ora, o pe. Paulo Ricardo estava fazendo exatamente aquilo que o Papa depois afirmou ser um “grave dever” dos pastores! Do que se queixam, então, os seus desafetos?

Mas a cereja do bolo vem no final. Após esta carta ridícula repleta de informações sem fundamento, os sacerdotes que a assinaram formulam assim o seu pedido:

Solicitamos, portanto, de Vossas Excelências Reverendíssimas que Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior seja imediatamente afastado das atividades de magistério no Sedac e das demais atividades por ele desenvolvidas nas diversas instituições formativas sediadas na Arquidiocese e fora dela tais como direção espiritual de seminaristas, palestras, conferências e celebrações, pois não tem saúde mental para ser formador de futuros presbíteros. Pedimos também que seja afastado de todos os meios de comunicação social em todo e qualquer suporte, isto é, meios eletrônicos, meios impressos, mídias sociais e rede mundial de computadores.

Ou seja: aqueles que escreveram alegadamente movidos por um angélico “desejo de comunhão, unidade, amor à Igreja e ao sacerdócio e a busca de verdadeira justiça, reconciliação e perdão” não desejam perdoar o pe. Paulo Ricardo, não pedem que os (alegados) erros dele sejam corrigidos nem nada do tipo. Os seus objetivos são bem menos nobres: o que eles querem, pura e simplesmente, é que o padre seja impedido de falar sobre o que quer que seja, em qualquer lugar. Não apenas nas instituições formativas (da Arquidiocese ou fora dela), mas em tudo: da mídia impressa à internet. Não pedem simplesmente que ele seja proibido de falar “em nome da Arquidiocese” (o que já seria disparatado, mas era pelo menos possível), mas é muito mais do que isso: querem que ele seja “afastado de todos os meios de comunicação social em todo e qualquer suporte”. Ou seja: querem que nenhum grupo de católicos convide o padre Paulo para pregar em um retiro, que nenhum canal de televisão transmita uma homilia do pe. Paulo Ricardo, que nenhum blog divulgue nenhum dos seus textos, que o site do pe. Paulo Ricardo seja apagado e que o Youtube apague todos os vídeos do sacerdote, entre outras coisas. O que eles pedem, portanto, é, além de injusto (uma vez que não apresentaram absolutamente nada que desabonasse a conduta do sacerdote no seu apostolado em defesa da Igreja Católica), completamente impossível e nonsense. De onde se pode ver com clareza quem é que “não tem saúde mental” nesta história toda.

Isto, enfim, é o resumo de todo este espetáculo lastimável: um grupo de sacerdotes atacando gratuitamente um padre de reconhecido zelo e cujo apostolado é de indiscutível importância para o momento atual que vive a Igreja Católica no Brasil. Uma carta tornada pública por seus próprios autores – os quais, na verdade, fazem exatamente aquilo de que acusam o pe. Paulo Ricardo: promovem a divisão na Igreja, escandalizam os fiéis católicos, e ainda têm a audácia de assinar “[n]a obediência, na fé e na comunhão para nunca mais acabar”! É contra esta injustiça que clama aos céus que nós, católicos, precisamos nos manifestar.

1. Assinemos esta petição em defesa do pe. Paulo Ricardo, que já conta com mais de seis mil assinaturas.

2. Escrevamos respeitosamente para os bispos da Regional Oeste II, falando em defesa do pe. Paulo Ricardo e testemunhando o bem que ele tem feito pela Igreja no Brasil. Os emails são os seguintes:

Dom Milton Antônio dos Santos SDB
Arquidiocese de Cuiabá
dmilton@terra.com.br

Dom Antônio Emídio Vilar SDB
Diocese de São Luís de Cáceres
diocese.vilar@terra.com.br

Dom Derek John Christopher Byrne SPS
Diocese de Guiratinga
djcbb@yahoo.com

Dom Gentil Delazari
Diocese de Sinop
delazarigentil@hotmail.com

Dom Juventino Kestering
Diocese de Rondonópolis
juvake@terra.com.br

Dom Neri José Tondello
Diocese de Juína
nerijosetondello@yahoo.com.br

Dom Protógenes José Luft SC
Diocese de Barra do Garças
domprotogenes@hotmail.com

Dom Vital Chitolina SCJ
Diocese de Diamantino
diocesedtno@uol.com.br

Dom Benedito Beni dos Santos:
Diocese de Lorena (Diocese da Canção Nova)
dbbsantos@uol.com.br

3. Isto é o mais importante: rezemos com mais fervor e mais afinco pelo clero! A fim de que Nosso Senhor olhe com particular cuidado por Sua Igreja, para que Ele nos faça sempre mais firmes na Fé e para que triunfe, o quanto antes, o Imaculado Coração da Virgem Santíssima.

Levantemo-nos em defesa dos bons sacerdotes. Testemunhemos em favor da seriedade do seu trabalho e dos frutos que dele vêm em abundância. Não deixemos que o estardalhaço dos inimigos da Igreja Católica possa prevalecer sobre a serenidade do apostolado católico; não permitamos que as feras selvagens se lancem sobre os jardins cultivados com tanto suor e lágrimas por aqueles que outra coisa não querem que não o triunfo da Igreja Católica e a propagação do Evangelho na Terra de Santa Cruz. Que São Miguel Arcanjo nos proteja – e nos preserve – no Bom Combate, sempre.

Apoie Pe. Paulo Ricardo

Por amor e pela paz, assinemos o abaixo-assinado em solidariedade ao sacerdote

URGENTE! Solidarize-se com padre Paulo Ricardo participando do abaixo-assinado em apoio às suas ações evangelizadoras na arquidiocese de Cuiabá (MT), na TV Canção Nova, na internet e em todas os encontros e retiros que ele participa como palestrante. Para isso basta acessar o sitehttp://www.peticoesonline.com/peticao/em-apoio-ao-pe-paulo-ricardo-de-azevedo-junior/395
Alvo de quatro páginas de uma carta aberta assinada por religiosos, membros do clero arquidiocesano de Cuiabá e integrantes de outras dioceses mato-grossenses, o sacerdote é “denunciado” por criticar padres pedófilos, corruptos e dados à prostituição no clube Marxismo Cultural, com sede em várias cidades brasileiras.
A carta é endereçada a bispos, padres e povo de Deus, a CNBB, ANP, CNP, CRB, Regional Oeste II Estado de Mato Grosso CNBB e após caluniar padre Paulo Ricardo por fazer “uso ideológico da batina”, “por ser polêmico” e “por não votar em Dilma Rousseff” – mas eu também não voltei, oras! -, arremata com autoridade nenhuma:

“Solicitamos, portanto, de Vossas Excelências Reverendíssimas que Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior seja imediatamente afastado das atividades de magistério no Sedac e das demais atividades por ele desenvolvidas nas diversas instituições formativas sediadas na Arquidiocese e fora dela tais como direção espiritual de seminaristas, palestras, conferências e celebrações, pois não tem saúde mental para ser formador de futuros presbíteros. Pedimos também que seja afastado de todos os meios de comunicação social em todo e qualquer suporte, isto é, meios eletrônicos, meios impressos, mídias sociais e rede mundial de computadores.“

Um assassinato à liberdade de expressão, um assassinato aos direitos de cidadão e a seus direitos de sacerdote, um assassinato à vida pública de Pe. Paulo Ricardo. É o que pedem aqueles que assinam a carta aberta! E é direito deles fazê-lo, ainda que por meio de uma carta que divide a Igreja, que faz sofrer as pessoas que amam padre Paulo Ricardo. Uma carta que se empenha, tão simplesmente, em causar inimizades e intolerância entre os que amam Jesus Cristo!
Pra que isso? Fazer uma carta que foi pensada, trabalhada, que exigiu todo um esforço humano simplesmente para atacar um padre por motivo de opinião? O que que há com os autores dessa carta que não suportam quem pensa diferente deles? É bem sabido que a Igreja não é uma democracia, mas é um lar de liberdade: os que não a amam e que não concordam com ela têm toda liberdade para sair e fazer o que quiserem da própria vida.

O que me dói o coração é ver uma manifestação de ódio – porque escrever uma carta com quatro páginas falando mal de um padre só mesmo motivado por muito, muito, muito ódio – dessas contrária à liberdade de quem quer fazer o bem. Ora, o que tem de mais padre Paulo Ricardo não votar no PT? O que tem de mais ele dizer que padre usa batina e não camisa baby look? O que que tem, minha gente?
Qualquer um pode discordar de padre Paulo Ricardo, discordar de Cristo, discordar de Deus! Mas em nada uma discordância nos pode levar a discursos de ódio contra alguém. O que que é isso? Mas o que que é isso?

Nos solidarizemos com este homem que tanto bem tem feito a multidões que tem sede de conhecimento, justiça e verdade. Sabemos que ele é passível de erros, falhas e equívocos, mas isso não dá a ninguém o direito de promover ódio e divisões em nosso meio.

Acesse agora o site http://www.peticoesonline.com/peticao/em-apoio-ao-pe-paulo-ricardo-de-azevedo-junior/395 e vamos combater o ódio com o amor. Vamos mostrar que para cada página de ódio dessa carta aberta há milhares de pessoas amando este sacerdote, amando a liberdade de expressão e alegres por estarem na comunhão tão incentivada por padre Paulo Ricardo.
***
Leia no blog de Everth Queiroz: Perseguição ao padre Paulo Ricardo

Fonte: http://diasimdiatambem.com/2012/03/06/pe-paulo-ricardo-pode-ser-assassinado/
Assista ao vídeo do Pe Paulo Ricardo no “Vinde e Vede”

Aborto pós-natal = infanticídio.

Falar de aborto pós-natal significa apoiar o infanticídio

 

O Centro de Bioética da Universidade Católica de Roma responde a tese de uma revista científica

 

ROMA, 01 de março de 2012 (ZENIT.org) -. Depois da tomada de posição de dois estudiosos italianos, que sustentam a legitimidade moral e jurídica do infanticídio, chega a resposta do Centro de Bioética da Universidade Católica do Sagrado Coração.

O artigo questionado, com o título After-birth Abortion: Why Should the Baby Live?, foi publicado no Journal of Medical Ethics, assinado por Alberto Giubilini e Francesca Minerva.

“Quem conhece o debate bioético – diz uma nota do Centro de Bioética – sabe que esta tese não é nem um pouco original: é uma reproposta, bem pouco eficazes, dos argumentos do bioético australiano Peter Singer, que sempre foi o defensor da legitimidade do aborto voluntário e do infanticídio”.

A tese singeriana, retomada pelos dois autores italianos, de fato, “legitima o infanticídio – continua o comunicado –  porque os neonatos, mesmo na ausência de uma condição patológica, não teriam nenhum interesse explícito na vida e neste limbo da sua consciência não se beneficiariam nem sequer do status de pessoa”.

De acordo com o que afirma o Instituto da Universidade Católica, cada ser humano manifesta um “interesse explícito pela vida,” a partir já do seu “desenvolvimento primordial.” Portanto, o ser humano “está inscrito nesta condição existêncial pela qual cada um se qualifica como “filho”e não apenas como puro conjunto de órgãos interpretado pelas leis da medicina e da biologia”.

Negar isso significa, de acordo com os estudiosos do Centro de Bioética, “violar definitivamente a perspectiva ética, que já não é puro equilíbrio de interesses, de custos e benefícios”.

A perspectiva expressa pelo Jounal of Medic Ethics, além de “míope” é até “cínica”, porque “legitima o individualismo do mais forte (o adulto saudável) que não tem nenhum “interesse” no desenvolvimento dos interesses daqueles gerou”, acrescenta a nota do Centro de Bioética.

Seria, portanto, uma concepção “reificante” e “proprietária” do gerado, ao qual não é capaz de oferecer aquela hospitalidade que “aprendemos a não negar a nenhum estrangeiro.”

“O problema é que –continua a nota – o fato de que justo o conceito de pessoa, convertido na cultura ocidental no caminho breve para reconhecer a dignidade e direitos de todos os homens, acabe por ser utilizado para legitimar a nível teórico a mais evidente violação dos direitos humanos”.

Em conclusão, de acordo com o Centro de Bioética, o desafio lançado pela revista científica anglosaxã se torna também num fato “político”, porque se não é capaz de “cuidar de quem não é capaz de autocuidar-se”, é uma ameaça para a mesma” idéia de democracia assim como a construimos depois das violências totalitárias”.

Embora, em uma “sociedade liberal e pluralista” continua sendo necessário punir juridicamente, e não somente moralmente, certos comportamentos que, de fato, “ameaçam as mesmas condições da vida civil”, conclui a nota.

A freira que esteve no Oscar

 

Uma freira no Oscar!

Nos anos 50 e 60, Dolores Hart era uma jovem e linda estrelinha em ascenção no cinema, fazia filmes com os galãs mais lindos e famosos da época. Atuou ao lado de Elvis Presley e até dizem que se apaixonou por ele e especulam se Elvis não teria sido o motivo que a fez largar tudo e entrar para um convento…

Em 1962, na última vez em que Dolores caminhou sobre o tapete vermelho rumo ao Academy Awards, ela era uma jovem atriz de bochechas rosadas, cujo contrato valia US$ 1 milhão e que fora a primeira a beijar Elvis na tela. Mas, não mais que de repente, ela largou tudo, sumiu! Desapareceu tão completamente do foco da mídia e dos olhos do público que se tornou praticamente uma miragem do passado…

Contudo, amanhã, neste domingo, Dolores Hart estará pisando novamente o red carpet do Teatro Kodak em Hollywood, na festa de entrega do Oscar e por um motivo muito especial: um documentário sobre sua vida é candidato ao prêmio! Porém, ao contrário das outras celebridades, ela não vestirá nenhuma roupa de griffe ou usará joia de marca importante. Estará vestindo o seu hábito negro, da congregação Beneditina, da qual é freira, e se mostrará como a mulher que escolheu ser: Mãe Dolores, como Superiora da Ordem em que vive em clausura nos últimos 50 anos, nos Estados Unidos, numa fazenda em Bethlehem, Connecticut, na Abadia de Regina Laudis, levando uma vida de trabalho duro, contemplação e orações…

Com 73 anos de idade, Dolores Hart, ou melhor, Mãe Dolores concordou em fazer esta rara aparição para prestigiar o documentário, que conta a sua história de vida, indicado para o Oscar, God Is The Bigger Elvis

Nunca dantes na história da estatueta dourada, uma candidata ao Oscar chegou àquela festa andando de bengala e vestindo hábito, mas Mãe Dolores irá assim e com muita alegria, dizendo-se entusiasmada em participar daquela grande noite, mesmo que por ventura tenha que subir no palco…

Amanhã, ela surgirá no Oscar com os mesmos lindos olhos azuis e a mesma beleza serena, que a fizeram ser, tantas vezes, comparada a outra estrela da época, Grace Kelly

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O ano era 1957, quando Dolores Hart tinha apenas 18 de idade e estreava na tela como a namoradinha que beijava Elvis, no segundo filme do rei do rock, Loving You, causando inveja nas meninas de todo o mundo…

 

Loving You a fez famosa e ela logo atuou em outros filmes com grandes galãs, como Montgomery Clift e Anthony Quinn, e mais outro com Elvis, King Creole, em 1958. Nos cinco anos seguintes, ela fez mais nove filmes, inclusive a a comédia musical “cult” Where The Boys Are, com outro bonitão, George Hamilton. E a música, ninguém esqueceu: Where the boys are/ Someone waits for me

Mesmo trabalhando como atriz, Dolores permanecia uma católica romana devotada, de ir à missa todos os dias, levantando-se às seis da manhã. E sempre rezava o terço durante todas as filmagens. Em 1963, atuou em seu último filme, Come Fly With Me, no papel de uma aeromoça. Em entrevista na época, ela se queixou de que o lado emocional da profissão era muito triste, pois, durante 10 semanas ou mais, eram trabalhos intensos de filmagens e amizades estreitas estabelecidas com pessoas que depois ela nunca mais voltava a ver…

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Foi quando Dolores trabalhava numa peça na Broadway que um amigo sugeriu que ela fosse descansar um fim de semana numa cabana em um convento católico em Connecticut. Ela foi e encontrou ali a paz que procurava desde a infância. Quis logo ingressar no convento, mas foi considerada jovem e imatura. Só depois de três anos foi aceita, terminando antes um noivado de cinco anos com um arquiteto de Los Angeles. E nunca mais voltou atrás…O ex-noivo jamais a esqueceu, mas aceitou os desígnios de Deus e até sua morte continuou devotado a ela, fazendo-lhe visitas e ajudando financeiramente o convento. Uma história de vida que realmente vale um filme…

Quem não gostou nada foram os chefões do Studio MGM, que, furiosos, consideraram a conversão uma traição, e atribui-se muito a esse despeito o rumor difundido na época de que ela teria se apaixonado por Elvis Presley e estaria se escondendo num convento para dar a luz a um filho ilegítimo do cantor, tendo virado freira devido ao amor não correspondido. Dolores se calou, mas hoje que lhe é dada a oportunidade de ser escutada diz que preferiu servir ao Rei dos Reis, do que fazer filme com o Rei Elvis

Mãe Dolores, que vemos nas fotos acima, continua votando para o Oscar, já que faz parte da longa lista dos membros da Academia, e assistindo aos filmes em DVDs, que recebe da Academia. É a sua maneira de saber o que se passa no mundo lá fora. O documentário a seu respeito expõe sua luta, doenças graves e problemas financeiros que enfrentou no convento, onde reza sete vezes ao dia com suas irmãs, desde que se tornou freira, quando tinha apenas 25 anos de idade…


Pe. Demétrio Gomes da Silva

Planos do governo do PT para derrubar projetos de lei pró-vida no Brasil

Nas profundezas de um comitê da ONU em Genebra, autoridades do governo brasileiro apresentaram um relatório criticando o projeto de lei pró-vida do Brasil que está aguardando decisão e descreveram planos para derrotá-lo.
Numa resposta oficial às perguntas apresentadas pelo Comitê da Convenção para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres (conhecido pela sigla em inglês CEDAW), o Brasil parece tratar o aborto como direito. Isso contradiz as leis do Brasil, e o fato de que não existe nenhum direito internacional ao aborto.

Países que ratificam o CEDAW são obrigados a apresentar relatórios a cada quatro anos para o Comitê do CEDAW em seu progresso na implementação da Convenção.

Membros do Comitê frequentemente fazem perguntas envolvendo o aborto, ainda que o tratado não lide com a questão. A maioria dos países informa o Comitê sobre suas leis. No entanto, o Brasil surpreendeu os observadores ao mostrar um apoio razoavelmente apaixonada pelo aborto.

No Brasil, tanto o código penal quanto o código civil restringem o aborto. É permitido somente para salvar a vida da mãe, ou quando a gravidez é resultado de estupro. Mediante uma ordem de tribunal de 2004, os fetos anencefálicos podem ser abortados obtendo-se uma ordem judicial.

Nova legislação pode ser aprovada logo protegendo a vida desde o momento da concepção.

Numa série de perguntas ao Brasil, o Comitê do CEDAW perguntou: “por favor, informe o Comitê sobre as medidas específicas estabelecidas para lidar com a questão dos abortos inseguros no Estado-membro e discriminação contra mulheres e adolescentes que chegam aos postos de saúde com abortos iniciados ou são vítimas de violência por causa de padrões culturais conservadores…”.

A questão ecoou literalmente resumos que o Centro de Direitos Reprodutivos (CDR) rotineiramente apresenta ao Comitê. O CDR é uma organização legal de interesse público que pressiona os países para legalizar o aborto sem nenhuma restrição.

Em resposta, os representantes brasileiros lamentaram que o “direito ao aborto” está sob ameaça do “Estatuto do Nascituro”, um projeto de lei que passou por várias barreiras legislativas e “privaria as mulheres vítimas de estupro e em risco de morte do direito a um aborto… e proibiria pesquisas de células-tronco”.

A resposta da delegada do Brasil espelhou um documento de estratégias de ativistas pró-aborto no Brasil que estão trabalhando para combater o Estatuto do Nascituro. Essa estratégia declara: “garantir o fracasso de um projeto de lei representa um grande desafio, já que a composição da Câmara dos Deputados é projetada para ter uma inclinação mais conservadora na próxima legislatura do que teve no Congresso anterior. Considerando as repercussões amplas da questão nas eleições de 2010 e a desmobilização de importantes movimentos de defesa [do aborto], bloquear a aprovação do projeto de lei que está agora aguardando decisão diante do Congresso será extremamente difícil”.

A estratégia também disse que, “É fundamental que o projeto seja rejeitado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC), e essa rejeição precisará da ação integrada final com os membros da CCJC. Outra iniciativa se concentra em atrair o apoio de cientistas engajados nas pesquisas de célula-tronco para o debate”.

A lei do Brasil reflete uma oposição política crescente ao aborto entre católicos e evangélicos. Esse episódio mais recente com o Comitê do CEDAW coloca em destaque o modo como órgãos internacionais são muitas vezes usados para contornar políticas nacionais em campanhas para mudar leis e políticas nacionais.

Fonte: http://www.c-fam.org

O Congresso Nacional, as crianças e a ideologia de gênero

Veja abaixo o jeito legal que o Plenarinho está agindo para mudar a cabeça das crianças no que tange à sexualidade.

 

” Para ajudar você a já começar o ano em ritmo cidadão, a Turma do Plenarinho resolveu lançar um desafio: que tal participar de um concurso para fazer o roteiro de uma radionovela? Você não sabe o que é isso? É uma novela que em vez de ser filmada, é gravada dentro do estúdio de uma rádio. Se você ainda tá na dúvida, não conseguiu imaginar como isso pode funcionar, clique aqui e ouça a última radionovela da Turma.

Pronto? Ouviu? Então vamos ao que interessa.

Todos os meses, a Turma do Plenarinho lança uma nova história na Rádio Câmara. Já foram tratados assuntos como bullying, trabalho infantil, exploração sexual.

Agora é a hora de falar de gênero. A gente quer saber o que vocês pensam sobre as diferenças entre meninos e meninas. Elas existem? Se existem, onde estão? Será que brincar de bonecas é coisa mesmo só de menina? Por que será que, nos contos de fadas, as princesas só cuidam de casa e dos filhos enquanto os príncipes estão sempre na floresta caçando?

E se um menino gostar de cuidar de casa, então ele não é homem? Hummm, interessante, né?

O Plenarinho vai selecionar o melhor roteiro de radionovela escrito por crianças e adolescentes com idades entre 9 e  14 anos sobre o tema “Gênero”. O objetivo é proporcionar a reflexão, entre os estudantes, sobre a tradição de se considerarem certas atividades como tipicamente masculinas e outras como exclusivamente femininas.

A reflexão sobre a questão de “gênero” nas escolas tem sido cada vez mais recorrente entre pedagogos e outros profissionais de Educação. Diante do crescimento do fenômeno conhecido como “bullying”, é comum ver meninas que jogam bola e meninos que gostam de realizar tarefas domésticas receberem apelidos depreciativos, como forma de crítica à adoção de comportamentos considerados masculinos e femininos, respectivamente.

O assunto é motivo de preocupação entre os especialistas da Organização das Nações Unidas.( Sempre a ONU!!)

Com o objetivo de identificar como as crianças lidam com a questão de “gênero”, o Comitê para a Eliminação da Discriminação contra as Mulheres está realizando uma pesquisa com estudantes e professores de todo o mundo. Para participar, basta responder a questionários disponíveis na internet.

Na Câmara, a equipe do portal Plenarinho também quer estimular crianças e adolescentes brasileiros a refletir sobre o assunto. Para isso, está promovendo um concurso que vai selecionar o melhor roteiro de radionovela escrito por estudantes com idades entre 9 e 14 anos sobre a questão de “gênero”. O vencedor vai ter o texto adaptado para veiculação na Rádio Câmara e receber um jogo, DVD e livro como prêmio. O texto deve ter, no máximo, três páginas (folha A4), redigido em fonte 12, Arial ou Times New Roman, com espaço duplo.

Fonte: http://plenarinho.camara.gov.br/seu_espaco/dicas-da-cida-e-adao/vire-autor-de-radionovela/

A Quaresma e a Campanha da Fraternidade 2012

26.02.2012 – Seguindo a tradição quaresmal de todos os anos escrever sobre o tema da Campanha da Fraternidade, proposta pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil “para melhor vivermos este tempo de penitência” – o que nem sempre de fato acontece -, proponho-me a fazer uma breve reflexão a respeito da “Fraternidade e Saúde Pública”.

http://www.blogdocelio.com/wp-content/uploads/2012/02/Campanha-Fraternidade-Site.jpg

Com efeito, neste ano de 2012, é este o tema ao qual será dado enfoque especial: a saúde pública. Pergunta-se: Como seria possível viver bem este tempo da Quaresma e, ao mesmo tempo, propor-nos a olhar com especial atenção esta Campanha da Fraternidade? Antes de mais nada, aconselhamos que seja lida a mensagem do nosso Santo Padre ao Cardeal Raymundo Damasceno Assis, presidente da CNBB, justamente por ocasião da CF 2012. Em poucas linhas, o Papa Bento XVI explica que, especialmente para nós, católicos, o lema da campanha – “Que a saúde se difunda sobre a terra” (cf. Eclo 38, 8) – “é uma lembrança de que a saúde vai muito além de um simples bem estar corporal”. Destaco:

“No episódio da cura de um paralítico (cf. Mt 9, 2-8), Jesus, antes de fazer com que esse voltasse a andar, perdoa-lhe os pecados, ensinando que a cura perfeita é o perdão dos pecados, e a saúde por excelência é a da alma, pois ‘que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro, mas perder a sua alma?’ (Mt 16, 26). Com efeito, as palavras saúde e salvação têm origem no mesmo termo latino salus e não por outra razão, nos Evangelhos, vemos a ação do Salvador da humanidade associada a diversas curas: ‘Jesus andava por toda a Galiléia, ensinando em suas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino e curando todo o tipo de doença e enfermidades do povo’ (Mt 4, 23).”

Convém, portanto, primeiramente, que lembremo-nos da “cura perfeita”: “o perdão dos pecados”. O tempo da Quaresma é especial para buscarmos o Sacramento da Penitência. Nele, através de um sincero arrependimento de nossas faltas, achegamo-nos ao tribunal da misericórdia do Altíssimo e imploramo-Lo a cura de nossa alma, a nossa saúde espiritual, cuja importância supera – é o Papa quem o diz – a saúde física.

Aqui, faz-se importante traçar algumas rápidas considerações a respeito do que infelizmente a Campanha da Fraternidade tem se tornado em muitas paróquias pelo Brasil afora. Ao invés de convidar os cristãos a um tempo de penitência e oração, em muitas igrejas este apelo litúrgico é substituído pela lembrança de temas que, da maneira como são abordados, não colaboram – nem de longe – para fazer nascer no coração dos fiéis o espírito de jejum, mortificação e ascese. Por isto a necessidade de ler esta última mensagem do Papa. Ela impede – ou pelo menos tenta evitar – que os teólogos da libertação façam da Campanha da Fraternidade apenas mais um “movimento de conscientização social” ou de “mobilização popular”; ao mesmo tempo, recorda aos pastores da Igreja que uma CF verdadeiramente católica não deve dar atenção especial às coisas deste mundo, perecíveis, mas sim àquilo que de fato importa: a glória de Deus, a salvação das almas, a conversão da Igreja.

Quanto ao tema deste ano – “Fraternidade e Saúde Pública” – consideremos o seguinte: a saúde pública de nosso país presta auxílio aos enfermos, e a Igreja, neste tempo de Quaresma, chama os fiéis a praticarem a esmola. O chamado parte do próprio Cristo no Evangelho da Quarta-Feira de Cinzas. Pois bem, aqui está: por que não unir a preocupação que a Igreja desde o princípio manifestou para com os doentes e moribundos a uma ação efetiva de caridade, virtude fora da qual definitivamente não é possível viver uma boa Quaresma?

“Saúde pública”! Esta expressão infelizmente nos remete aos últimos discursos dos defensores da legalização do aborto em nosso país… Sob o lema “Aborto é questão de saúde pública”, os detratores da vida humana fazem um estardalhaço, minimizam o valor da dignidade do ser humano – chegando a compará-lo a um mosquito -, banalizam a benção que é a criança na vida de uma família – merece nota esta feminista que, além de odiar crianças, declara que seria capaz de matar um bebê para que calasse a boca – e, por fim, chegam a manipular dados e estatísticas para defender suas ideias. Esta verdadeira guerra que os servos da “cultura de morte” fazem contra o ser humano, criado à imagem e semelhança de Deus, só mostra como o tema “saúde pública” pode ser distorcido em favor de ideias tirânicas e homicidas.

Esta Quaresma é oportunidade para que travemos este difícil combate, que é, acima de tudo, espiritual. Por meio da esmola, do jejum, da oração – e também do apostolado pró-vida -, é possível, sim, entrar no deserto da preparação para a Páscoa de nosso Senhor e viver, com fruto, a Campanha da Fraternidade deste ano.

Nossa Senhora da Conceição Aparecida nos dê vivenciarmos uma santa Quaresma; e, ao mesmo tempo, livre nossa nação da maldição do aborto.

Graça e paz.
Salve Maria Santíssima!

Por Everth Queiroz Oliveira     -    http://beinbetter.wordpress.com

Bispo de Assis divulga mensagem a favor da vida humana

MENSAGEM AO POVO DE DEUS NA DIOCESE DE ASSIS-SP REFLEXÃO SOBRE A VIDA

“Eu vim para que todos tenham vida, e a tenham em abundância” (Jo 10, 10). Na condição de bispo da Igreja de Jesus Cristo, fui enviado por essa mesma Igreja a essa Igreja particular da Diocese de Assis, a fim de prestar os devidos serviços em favor da obra evangelizadora para o bem dessa porção do povo de Deus, segundo as orientações da sã doutrina e do direito eclesial constituído da referida Igreja.

 Por isso, escrevo aos cristãos católicos autênticos e também aos pseudos católicos que utilizam a Igreja como instrumento de oportunidades. À todos tenho algo muito importante a dizer a respeito da doutrina eclesial sobre a base da vida.Como é de praxe, aos católicos mais interessados, recomendo uma leitura básica, porém atenta, do Catecismo da Igreja Católica. É necessário que os cristãos católicos conheçam melhor a sua Igreja. O grande problema atualmente, é que muitos católicos ou que se dizem católicos, não conhecem a Igreja, quando não a manipulam para extrair vantagens próprias. Diante da constatação dos não poucos ataques à vida que constantemente vem à tona por parte de pessoas e entidades de todos os gêneros, em nível nacional e internacional, através dos recursos das diversas modalidades de comunicação empregadas na defesa da cultura de morte, como bispo dessa Diocese, confesso que ultimamente estou muito preocupado diante das atitudes de grupos e pessoas que revelam-se católicos, mas que demonstram pouco ou nenhum conhecimento da doutrina que dizem pertencer, assim como quanto a participação de vida eclesial, quando não existe, pouco deixa a desejar.

A partir dessa preocupação, em resposta aos tantos ataques aos direitos à vida humana que ultimamente têm chegado ao meu conhecimento, venho a público em defesa da pessoa do inocente indefeso, ainda na condição de zigoto, embrião e feto. Dirijo-me ao Povo de Deus da Diocese de Assis com essa reflexão sobre a vida, que apesar de sua brevidade, a mesma encontra-se totalmente fundamentada nas fontes da fé e na razão humana. O que lhes escrevo, mais do que eu, é o que a Igreja pensa e reconhece como verdade. 1. A história da vida. O aparecimento do ser humano na obra da criação constitui um ponto de chegada. Nesse momento porém, inicia-se a história propriamente dita, que é, em última análise, a história da vida, de seu desenvolvimento, de sua vitória sobre os obstáculos. A vida tende para a plenitude. Também a vida de cada ser humano é um percurso desde o seu início com a “semente da vida”. O óvulo fecundado já possui identidade. Já é uma pessoa portadora de direitos, porém não de deveres. Já é totalmente um ser humano, pois, ele não virá jamais a tornar-se humano, se não o for desde então. (cf. AAS 66 (1974) p. 738, nn. 12 e 13). Do ponto de vista físico e do ponto de vista espiritual, contém toda a potencialidade para o seu desenvolvimento. É a maravilha do código genético. O embrião não é parte integrante do corpo materno, mas membro da espécie humana. Não é um simples organismo biológico, mas um novo sujeito de direitos. É uma vida em evolução. É um fim e não um meio. Possui dignidade. A diferença entre o embrião e a pessoa já nascida, situando-se no mundo como criança, adolescente, jovem, adulto e ancião, deve-se a nutrição e ao tempo. A vida constitui o fundamento mais profundo da ética. O ser humano, ao tomar consciência de sua presença no mundo, se percebe como alguém responsável por um dom recebido, isto é, responsável pela sua vida e pela vida de outros seres, sobretudo, do ser humano.

 2. A vida é um dom sagrado.

Deus é o Ser Vivo por excelência. Não só possui a vida em plenitude, mas é a própria fonte da vida. Ele vive pelos séculos dos séculos (cf. Ap 10,6; 15,7). No areópago de Atenas, Paulo ao anunciar o Deus verdadeiro aos pagãos, afirma: “N`Ele vivemos, nos movemos e existimos” (At 17, 28). Jesus afirmou que “o Pai possui a vida em si mesmo” (Jo 5,26). A história da vida começou com um sopro divino sobre a matéria (cf. Gen 2,7). A vida é pois o primeiro dom de Deus. Toda vida é participação na vida divina. Nós vivemos porque um sopro divino nos tornou vivos. Deus, que é a fonte da vida, gravou no coração humano e confirmou com sua revelação este mandamento: “Não matarás!”(Ex 20,13). Trata-se do dever de respeitar e promover a vida, ainda que incômoda, frágil ou deficiente.

3. Atitudes paradoxais diante do dom da vida.

A existência humana está cheia de contradições sobretudo diante do dom da vida. De um lado, temos o exemplo de mulheres que exultam de encanto e alegria quando percebem que receberam o dom da maternidade. Exultam de encanto e alegria quando tomam em seus braços a criança recém-nascida. Temos o exemplo de pessoas que, cada dia, se consomem para salvar vidas em perigo. Exemplos de pais que acolhem com carinho a vida que nasce com deficiências graves e vai durar poucas horas ou semanas. A mídia anuncia nomes de pessoas que se sacrificam, dia e noite, para salvar vítimas de tragédias de toda a espécie. Anuncia também descobertas da ciência genética destinadas a melhorar a qualidade da vida e a prolongá-la. De outro lado, existe também a postura daqueles que abandonam os filhos recém-nascidos ou destroem a vida antes do nascimento. Aqueles que destroem a vida através da violência, injustiça e guerras.Aqueles que fazem campanhas em favor do aborto e de outras formas de atentados contra a vida. Tudo isso é conseqüência da grande desorientação no campo da moral. Existem ameaças hediondas, que exigem uma tomada de posição em favor do direito à vida de nossos nascituros.

 • Há um programa internacional, que se encontra elaborado no “Relatório Kissinger”, preparado pelo Conselho de Segurança dos Estados Unidos da América em 1974 e mantido secreto até 1989. Neste relatório, que trata de política demográfica, planeja-se que para manter a dominação econômica do primeiro mundo sobre os paises do terceiro mundo seria indispensável limitar o crescimento demográfico de 13 paises-chaves, entre os quais é citado o Brasil, e como meio mais eficaz para este controle demográfico é indicada a legalização do Aborto. Tudo isto é claramente uma ameaça e uma afronta à nossa soberania nacional. Nos últimos vinte anos, algumas fundações norte –americanas como a Ford, McArthur e Rockfeller têm financiado uma forte campanha contra a vida. Tal promoção, efetiva-se através de parcerias estabelecidas com diversas ONG’s espalhadas por todo o Brasil, que investem na proliferação de idéias e programas favoráveis ao aborto na sociedade. Calcula-se que devem entrar anualmente no Brasil, cerca de US$ 20.000.000 (vinte milhões de dólares), para o sustento do trabalho destas ONG’s. Dentre estas, destacamos as seguintes:

CFÊMEA (Centro Feminista de Estudos e Assessoria) Entidade que monitora e acompanha todos os Projetos de Lei que tramitam no Congresso a favor do aborto, esterilização, anticoncepção e os assim chamados “direitos sexuais e reprodutivos” e “questões de gênero”; ANIS (Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero) Entidade que planejou e acompanhou todo o processo da Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF 54) para que o Supremo Tribunal Federal (STF) libere o aborto em caso de anencefalia;

CDD (Católicas pelo Direito de Decidir) Entidade oportunista, que de católica só usurpam o nome, conforme Declaração da Conferência Episcopal dos Estados Unidos da América. O propósito da atuação destas “falsas católicas” é confundir a opinião pública e a mídia, ao investir na difusão da notícia de que existem setores da Igreja favoráveis ao aborto. Calcula-se que elas recebam cerca de US$ 600.000 (seiscentos mil dólares) por ano para as suas atividades.

• As ameaças contra a vida nascente demonstram intensificar-se para os próximos anos. É sintomática a vontade política dos governantes mundial que respondem por certas corporações e fundações multinacionais, quanto ao seu investimento em convencer a opinião pública que o aborto é uma questão de saúde pública, que legalização do aborto é útil e necessária para a nação brasileira, sobretudo em favorecimento dos mais pobres. Comprovadamente, a visão funcionalista da Organização das Nações Unidas = ONU (visão que compreende e procura resolver os problemas sociais sempre a partir dos efeitos de nunca das causas) também trilha neste caminho em relação à questão demográfica do mundo, querendo impor-se ideologicamente à todas as nações. A questão da pobreza se resolve com uma política concretamente voltada à distribuição justa e solidária dos bens de produção em favor dos mais desfavorecidos, e não com a implantação do aborto legal. A descriminalização do aborto corresponde à discriminação dos pobres, legalização do homicídio decretado aos inocentes indefesos, uma espécie de “nascituricídio”, é o inicio para descriminalização da eutanásia e de tantos outros atentados à vida humana, que em outras palavras, significa legalização do assassinato às diversas situações e condições da vida humana.

4. A defesa e a promoção da vida são valores suprapartidários e suprareligiosos.

Como a vida é dom fundamental e sagrado, cada pessoa deve ser um servidor da vida, da vida sua e da vida de qualquer ser humano. Servidor da vida que apenas está se iniciando e também da vida em desenvolvimento. Servidor da vida que nasce plena e forte, mas também servidor da vida que nasce frágil e com defeito. Servidor da vida em seu início, mas também servidor da vida que está se aproximando de seu fim natural. Servidor e defensor da vida devem ser os agentes do Estado de direito, pois a essência do Estado é a defesa e a promoção da vida. A defesa da vida é um valor suprapartidário, no sentido de que deve inspirar qualquer política que esteja a serviço da pessoa humana e da sociedade. É também um valor suprareligioso. A inviolabilidade da vida humana, desde o seu início até o seu fim natural, é uma questão de direito natural. Os cristãos encontram em sua fé um motivo a mais para defender esse direito natural. Não se trata pois de impor à sociedade ou a Estado laico uma convicção religiosa, mas de levá-lo respeitar um direito do ser humano. A Igreja, enquanto instituição da sociedade civil, não só pode mas tem também o dever de assim crer e agir.

5. A Igreja, Povo da Vida e pela Vida.

A Igreja faz parte da novidade que a ressurreição de Cristo provocou na história. Ela é o povo da vida e pela vida. O Ressuscitado é o Vivente. Jesus morreu e ressuscitou para que todos tenham vida em abundância. Por isso, a Igreja jamais será contra a vida.Se o fizesse, seria infiel à sua origem, à sua natureza e missão. A sua doutrina contra a prática do aborto, inclusive dos anencéfalos, contra o uso de células embrionárias para a pesquisa científica, contra a eutanásia, além de ser a defesa de um direito natural é também a conseqüência daquilo que ela é: Povo da vida e pela vida. Chamar de fundamentalismo, de golpismo, de machismo, de atraso, de atitude anti-científica, a defesa corajosa que a Igreja faz da vida é inverter as coisas. É chamar o bem de mal e o mal de bem. Quando isso acontece, a sociedade entra em crise moral e começa a se destruir a partir de dentro. Fiéis ao Evangelho da vida, exorto o povo de Deus em Assis que intensifique todo tipo de ação educativa em favor da vida e seu acolhimento nas várias pastorais, confrontando a mentalidade antinatalista infiltrada também em nossas comunidades e organismos, pois ela é a porta de entrada da mentalidade abortista, (Cf. EV 13). Várias nações, como Argentina, Costa Rica, Nicarágua, Filipinas, México etc. nos dão exemplo de posição pública antiabortista, apesar da pressão que também sofrem por parte das Organizações e Fundações multinacionais. Recentemente temos o exemplo da Hungria, nação que vem do sistema socialista científico, com base nos avanços das ciências sanitárias moderna, optou constitucionalmente em se opor ao aborto. Tudo isso nos mostra, que a questão do aborto, extrapola os níveis ideológico e religioso, não é uma questão de direita ou esquerda, conservadora ou progressista, capitalista ou socialista, é uma questão de reconhecimento do valor inegociável, indiscutível, sobre a vida humana. A vida da pessoa humana vale por si mesma, é um valor humano incondicional. Às pessoas de boa vontade, especialmente aos cristãos de todas confissões e demais seguidores de outras confissões religiosas não cristãs, solicito que, em conjunto e não só isoladamente, que denunciemos o dinheiro estrangeiro que está financiando o trabalho das ONG’s favoráveis ao aborto. Que corajosamente se oponham aos projetos e às decisões que atentam contra a vida. Nesse sentido, no tempo presente em que a Campanha da Fraternidade de 2012 assume a saúde pública com o lema: “que a saúde se difunda sobre a terra”, apoiemos a votação de leis que proíbam a comercialização e o uso, no serviço público, de drogas abortivas, como a chamada “pílula do dia seguinte. Gravidez não é doença, é vida, é de interesse da saúde pública proteger a vida da mulher e de seu filho quanto ao atendimento ágil, acompanhamento de qualidade e medicamentos precisos às gestantes, sobretudo às mulheres pobres sujeitas à gravidez de risco. Por sua vez, aborto não é questão de saúde pública, aborto é morte e tal prática é irreversível. Por intercessão de Nossa Senhora que, com seu “Sim”, colaborou na realização do plano de salvação, concebendo em seu puríssimo seio o Filho de Deus, pedimos a Deus, autor da Vida, que abençoe todos aqueles que acolhem, promovem e defendem a vida humana, sua inviolável dignidade. Amado povo diocesano de Assis, que o Bom Deus abençoe nossas famílias e proteja nossos nascituros e crianças da cultura da morte. “A vida é um presente gratuito de Deus, dom e tarefa que devemos cuidar desde a concepção, em todas as suas etapas, até à morte natural, sem relativismos”. (DA 464). Em Cristo Jesus, Paz e Esperança! Dom

José Benedito Simão Bispo diocesano de Assis-SP

Jovem americano desmascara ONG abortista

. James E. O’Keefe é um jovem norte-americano de 25 anos cuja câmera escondida eletrizou o Congresso dos Estados Unidos, ao apresentar vídeos polêmicos mostrando comportamentos impróprios de funcionários de uma associação nacional, a Acorn, que reúne organizações comunitárias e recebe verbas do governo federal. Até mesmo o presidente Barack Obama comentou o fato.

O jovem gravou a equipe da organização de planejamento familiar Planned Parenthood (IPPF), concordando com a condição de que sua doação serviria apenas para o aborto de bebês negros.

Disfarçados de cafetão e prostituta, O’Keefe e uma amiga que conheceu pelo Facebook, Hanna Giles, de 20 anos, realizaram visitas a vários escritórios da organização Acorn e mostraram seus funcionários de cinco diferentes cidades dispostos a ajudar em evasão fiscal, tráfico humano e prostituição infantil.

Os vídeos começaram incendiando programas de entrevista conservadores e se disseminaram pela imprensa dos Estados Unidos e pelo Congresso.

O apresentador Jon Stewart, do célebre programa de TV “Daily Show”, do canal Comedy Central, deu destaque para os vídeos e, na quinta-feira, uma proposta na Câmara de Deputados de cortar todo o dinheiro federal para a ACORN foi aprovada por 345 a 75 votos.

Uma sucessão de funcionários da Acorn aconselhou o casal sobre como traficar garotas salvadorenhas para os Estados Unidos, falsificar um pedido de empréstimo para comprar uma casa que seria usada como bordel e até declarar as prostitutas menores de idade como dependentes, para retornos fiscais.

Quando ligou para um escritório da Planned Parenthood (IPPF) em Columbus, Ohio, para dizer que queria financiar abortos de minorias, afirmando que “havia negros demais em Ohio”, o assistente administrativo riu ao telefone e concordou com seus termos.

Quando ligou para a filial de Idaho, um prestativo oficial de desenvolvimento lhe disse que com certeza poderia direcionar sua doação somente a abortos de bebês afro-americanos, não levantando qualquer objeção mesmo após a explicação de que seu objetivo era proteger seu filho de competição futura no vestibular devido a ações afirmativas.

Artigo original: http://www.nytimes.com/2009/09/19/us/19sting.html

Bento XVI ensina a CNBB a cuidar da saúde

Ao Venerado Irmão
CARDEAL RAYMUNDO DAMASCENO ASSIS
Arcebispo de Aparecida (SP) e Presidente da CNBB
Fraternas saudações em Cristo Senhor!

De bom grado me associo à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil que lança uma nova Campanha da Fraternidade, sob o lema “que a saúde se difunda sobre a terra” (cf. Ecio 38,8), com o objetivo de suscitar, a partir de uma reflexão sobre a realidade da saúde no Brasil, um maior espírito fraterno e comunitário na atenção dos enfermos e levar a sociedade a garantir a mais pessoas o direito de ter acesso aos meios necessários para uma vida saudável.

Para os cristãos, de modo particular, o lema bíblico é uma lembrança de que a saúde vai muito além de um simples bem-estar corporal. No episódio da cura de um paralítico (cf. Mi_ 9, 2-8), Jesus, antes de fazer com que esse voltasse a andar, perdoa-lhe os pecados, ensinando que a cura perfeita é o perdão dos pecados, e a saúde por excelência é a da alma, pois que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro, mas perder a sua alma?» (Mi 16,26). Com efeito, as palavras saúde e salvação têm origem no mesmo termo latino ‘salus’ e não por outra razão, nos Evangelhos, vemos a ação do Salvador da humanidade associada a diversas curas: “Jesus andava por toda a Galiléia, ensinando em suas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino e curando todo o tipo de doença e enfermidades do povo” (Mt 4,23).

Com o seu exemplo diante dos olhos, segundo o verdadeiro espírito quaresmal, possa esta Campanha inspirar no coração dos fiéis e das pessoas de boa vontade urna solidariedade cada vez mais profunda para com os enfermos, tantas vezes sofrendo mais pela solidão e abandono do que pela doença, lembrando que o próprio Jesus quis Se identificar com eles: (pois Eu estava doente e cuidastes de Mim» (Mt 2536). Ajudando-lhes ao mesmo tempo a descobrir que se, por um lado, a doença é prova dolorosa, por outro, pode ser, na união com Cristo crucificado e ressuscitado, uma participação no mistério do sofrimento d’Ele para a salvação do mundo. Pois, «oferecendo o nosso sofrimento a Deus por meio de Cristo, nós podemos colaborar na vitória do bem sobre o mal, porque Deus toma fecunda a nossa oferta, o nosso ato de amor» (Bento XVI, Discurso aos enfermos de Turim, 2/V/2010).

Associando-me, pois, a esta iniciativa da CNBB e fazendo minhas as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias de cada um, saúdo fraternalmente quantos tomam parte, física ou espiritualmente, na Campanha «Fraternidade e Saúde Pública», invocando — pela intercessão de Nossa Senhora Aparecida — para todos, mas de modo especial para os doentes, o conforto e a fortaleza de Deus no cumprimento do dever de estado, individual, familiar e social, fonte de saúde e progresso do Brasil, tornando-se fértil na santidade, próspero na economia, justo na participação das riquezas, alegre no serviço público, equânime no poder e fraterno no desenvolvimento. E, para confirmar-lhes nestes bons propósitos, envio uma propiciadora Bênção Apostólica.

Vaticano, 11 de fevereiro de 2012

Mensagem do Papa Bento XVI para a Quaresma de 2012

 

Irmãos e irmãs!

A Quaresma oferece-nos a oportunidade de refletir mais uma vez sobre o cerne da vida cristã: o amor. Com efeito este é um tempo propício para renovarmos, com a ajuda da Palavra de Deus e dos Sacramentos, o nosso caminho pessoal e comunitário de fé. Trata-se de um percurso marcado pela oração e a partilha, pelo silêncio e o jejum, com a esperança de viver a alegria pascal.

Desejo, este ano, propor alguns pensamentos inspirados num breve texto bíblico tirado da Carta aos Hebreus: «Prestemos atenção uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras» (10, 24). Esta frase aparece inserida numa passagem onde o escritor sagrado exorta a ter confiança em Jesus Cristo como Sumo Sacerdote, que nos obteve o perdão e o acesso a Deus. O fruto do acolhimento de Cristo é uma vida edificada segundo as três virtudes teologais: trata-se de nos aproximarmos do Senhor «com um coração sincero, com a plena segurança da » (v. 22), de conservarmos firmemente «a profissão da nossa esperança» (v. 23), numa solicitude constante por praticar, juntamente com os irmãos, «o amor e as boas obras» (v. 24). Na passagem em questão afirma-se também que é importante, para apoiar esta conduta evangélica, participar nos encontros litúrgicos e na oração da comunidade, com os olhos fixos na meta escatológica: a plena comunhão em Deus (v. 25). Detenho-me no versículo 24, que, em poucas palavras, oferece um ensinamento precioso e sempre atual sobre três aspectos da vida cristã: prestar atenção ao outro, a reciprocidade e a santidade pessoal.

1. «Prestemos atenção»: a responsabilidade pelo irmão.

O primeiro elemento é o convite a «prestar atenção»: o verbo grego usado é katanoein, que significa observar bem, estar atento, olhar conscienciosamente, dar-se conta de uma realidade. Encontramo-lo no Evangelho, quando Jesus convida os discípulos a «observar» as aves do céu, que não se preocupam com o alimento e, todavia, são objeto de solícita e cuidadosa Providência divina (cf. Lc 12, 24), e a «dar-se conta» da trave que têm na própria vista antes de reparar no argueiro que está na vista do irmão (cf. Lc 6, 41). Encontramos o referido verbo também noutro trecho da mesma Carta aos Hebreus, quando convida a «considerar Jesus» (3, 1) como o Apóstolo e o Sumo Sacerdote da nossa fé. Por conseguinte o verbo, que aparece na abertura da nossa exortação, convida a fixar o olhar no outro, a começar por Jesus, e a estar atentos uns aos outros, a não se mostrar alheio e indiferente ao destino dos irmãos. Mas, com frequência, prevalece a atitude contrária: a indiferença, o desinteresse, que nascem do egoísmo, mascarado por uma aparência de respeito pela «esfera privada». Também hoje ressoa, com vigor, a voz do Senhor que chama cada um de nós a cuidar do outro. Também hoje Deus nos pede para sermos o «guarda» dos nossos irmãos (cf. Gn 4, 9), para estabelecermos relações caracterizadas por recíproca solicitude, pela atenção ao bem do outro e a todo o seu bem. O grande mandamento do amor ao próximo exige e incita a consciência a sentir-se responsável por quem, como eu, é criatura e filho de Deus: o fato de sermos irmãos em humanidade e, em muitos casos, também na fé deve levar-nos a ver no outro um verdadeiro alter ego, infinitamente amado pelo Senhor. Se cultivarmos este olhar de fraternidade, brotarão naturalmente do nosso coração a solidariedade, a justiça, bem como a misericórdia e a compaixão. O Servo de Deus Paulo VI afirmava que o mundo atual sofre sobretudo de falta de fraternidade: «O mundo está doente. O seu mal reside mais na crise de fraternidade entre os homens e entre os povos, do que na esterilização ou no monopólio, que alguns fazem, dos recursos do universo» (Carta enc. Populorum progressio, 66).

A atenção ao outro inclui que se deseje, para ele ou para ela, o bem sob todos os seus aspectos: físico, moral e espiritual. Parece que a cultura contemporânea perdeu o sentido do bem e do mal, sendo necessário reafirmar com vigor que o bem existe e vence, porque Deus é «bom e faz o bem» (Sal 119/118, 68). O bem é aquilo que suscita, protege e promove a vida, a fraternidade e a comunhão. Assim a responsabilidade pelo próximo significa querer e favorecer o bem do outro, desejando que também ele se abra à lógica do bem; interessar-se pelo irmão quer dizer abrir os olhos às suas necessidades. A Sagrada Escritura adverte contra o perigo de ter o coração endurecido por uma espécie de «anestesia espiritual», que nos torna cegos aos sofrimentos alheios. O evangelista Lucas narra duas parábolas de Jesus, nas quais são indicados dois exemplos desta situação que se pode criar no coração do homem. Na parábola do bom Samaritano, o sacerdote e o levita, com indiferença, «passam ao largo» do homem assaltado e espancado pelos salteadores (cf. Lc 10, 30-32), e, na do rico avarento, um homem saciado de bens não se dá conta da condição do pobre Lázaro que morre de fome à sua porta (cf. Lc 16, 19). Em ambos os casos, deparamo-nos com o contrário de «prestar atenção», de olhar com amor e compaixão. O que é que impede este olhar feito de humanidade e de carinho pelo irmão? Com frequência, é a riqueza material e a saciedade, mas pode ser também o antepor a tudo os nossos interesses e preocupações próprias. Sempre devemos ser capazes de «ter misericórdia» por quem sofre; o nosso coração nunca deve estar tão absorvido pelas nossas coisas e problemas que fique surdo ao brado do pobre. Diversamente, a humildade de coração e a experiência pessoal do sofrimento podem, precisamente, revelar-se fonte de um despertar interior para a compaixão e a empatia: «O justo conhece a causa dos pobres, porém o ímpio não o compreende» (Prov 29, 7). Deste modo entende-se a bem-aventurança «dos que choram» (Mt 5, 4), isto é, de quantos são capazes de sair de si mesmos porque se comoveram com o sofrimento alheio. O encontro com o outro e a abertura do coração às suas necessidades são ocasião de salvação e de bem-aventurança.

O fato de «prestar atenção» ao irmão inclui, igualmente, a solicitude pelo seu bem espiritual. E aqui desejo recordar um aspecto da vida cristã que me parece esquecido: a correção fraterna, tendo em vista a salvação eterna. De forma geral, hoje se é muito sensível ao tema do cuidado e do amor que visa o bem físico e material dos outros, mas quase não se fala da responsabilidade espiritual pelos irmãos. Na Igreja dos primeiros tempos não era assim, como não o é nas comunidades verdadeiramente maduras na fé, nas quais se tem a peito não só a saúde corporal do irmão, mas também a da sua alma tendo em vista o seu destino derradeiro. Lemos na Sagrada Escritura: «Repreende o sábio e ele te amará. Dá conselhos ao sábio e ele tornar-se-á ainda mais sábio, ensina o justo e ele aumentará o seu saber» (Prov 9, 8-9). O próprio Cristo manda repreender o irmão que cometeu um pecado (cf. Mt 18, 15). O verbo usado para exprimir a correção fraterna – elenchein – é o mesmo que indica a missão profética, própria dos cristãos, de denunciar uma geração que se faz condescendente com o mal (cf. Ef 5, 11). A tradição da Igreja enumera entre as obras espirituais de misericórdia a de «corrigir os que erram». É importante recuperar esta dimensão do amor cristão. Não devemos ficar calados diante do mal. Penso aqui na atitude daqueles cristãos que preferem, por respeito humano ou mera comodidade, adequar-se à mentalidade comum em vez de alertar os próprios irmãos contra modos de pensar e agir que contradizem a verdade e não seguem o caminho do bem. Entretanto a advertência cristã nunca há de ser animada por espírito de condenação ou censura; é sempre movida pelo amor e a misericórdia e brota duma verdadeira solicitude pelo bem do irmão. Diz o apóstolo Paulo: «Se porventura um homem for surpreendido nalguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi essa pessoa com espírito de mansidão, e tu olha para ti próprio, não estejas também tu a ser tentado» (Gl 6, 1). Neste nosso mundo impregnado de individualismo, é necessário redescobrir a importância da correção fraterna, para caminharmos juntos para a santidade. É que «sete vezes cai o justo» (Prov 24, 16) – diz a Escritura –, e todos nós somos frágeis e imperfeitos (cf. 1 Jo 1, 8). Por isso, é um grande serviço ajudar, e deixar-se ajudar, a ler com verdade dentro de si mesmo, para melhorar a própria vida e seguir mais retamente o caminho do Senhor. Há sempre necessidade de um olhar que ama e corrige, que conhece e reconhece, que discerne e perdoa (cf. Lc 22, 61), como fez, e faz, Deus com cada um de nós.

2. «Uns aos outros»: o dom da reciprocidade.

O fato de sermos o «guarda» dos outros contrasta com uma mentalidade que, reduzindo a vida unicamente à dimensão terrena, deixa de considerá-la na sua perspectiva escatológica e aceita qualquer opção moral em nome da liberdade individual. Uma sociedade como a atual pode tornar-se surda quer aos sofrimentos físicos, quer às exigências espirituais e morais da vida. Não deve ser assim na comunidade cristã! O apóstolo Paulo convida a procurar o que «leva à paz e à edificação mútua» (Rm 14, 19), favorecendo o «próximo no bem, em ordem à construção da comunidade» (Rm 15, 2), sem buscar «o próprio interesse, mas o do maior número, a fim de que eles sejam salvos» (1 Cor 10, 33). Esta recíproca correção e exortação, em espírito de humildade e de amor, deve fazer parte da vida da comunidade cristã.

Os discípulos do Senhor, unidos a Cristo através da Eucaristia, vivem numa comunhão que os liga uns aos outros como membros de um só corpo. Isto significa que o outro me pertence: a sua vida, a sua salvação têm a ver com a minha vida e a minha salvação. Tocamos aqui um elemento muito profundo da comunhão: a nossa existência está ligada com a dos outros, quer no bem quer no mal; tanto o pecado como as obras de amor possuem também uma dimensão social. Na Igreja, corpo místico de Cristo, verifica-se esta reciprocidade: a comunidade não cessa de fazer penitência e implorar perdão para os pecados dos seus filhos, mas alegra-se contínua e jubilosamente também com os testemunhos de virtude e de amor que nela se manifestam. Que «os membros tenham a mesma solicitude uns para com os outros» (1 Cor 12, 25) – afirma São Paulo –, porque somos um e o mesmo corpo. O amor pelos irmãos, do qual é expressão a esmola – típica prática quaresmal, juntamente com a oração e o jejum – radica-se nesta pertença comum. Também com a preocupação concreta pelos mais pobres, pode cada cristão expressar a sua participação no único corpo que é a Igreja. E é também atenção aos outros na reciprocidade saber reconhecer o bem que o Senhor faz neles e agradecer com eles pelos prodígios da graça que Deus, bom e onipotente, continua a realizar nos seus filhos. Quando um cristão vislumbra no outro a ação do Espírito Santo, não pode deixar de se alegrar e dar glória ao Pai celeste (cf. Mt 5, 16).

3. «Para nos estimularmos ao amor e às boas obras»: caminhar juntos na santidade.

Esta afirmação da Carta aos Hebreus (10, 24) impele-nos a considerar a vocação universal à santidade como o caminho constante na vida espiritual, a aspirar aos carismas mais elevados e a um amor cada vez mais alto e fecundo (cf. 1 Cor 12, 31 – 13, 13). A atenção recíproca tem como finalidade estimular-se, mutuamente, a um amor efetivo sempre maior, «como a luz da aurora, que cresce até ao romper do dia» (Prov 4, 18), à espera de viver o dia sem ocaso em Deus. O tempo, que nos é concedido na nossa vida, é precioso para descobrir e realizar as boas obras, no amor de Deus. Assim a própria Igreja cresce e se desenvolve para chegar à plena maturidade de Cristo (cf. Ef 4, 13). É nesta perspectiva dinâmica de crescimento que se situa a nossa exortação a estimular-nos reciprocamente para chegar à plenitude do amor e das boas obras.

Infelizmente, está sempre presente a tentação da tibieza, de sufocar o Espírito, da recusa de «pôr a render os talentos» que nos foram dados para bem nosso e dos outros (cf. Mt 25, 24-28). Todos recebemos riquezas espirituais ou materiais úteis para a realização do plano divino, para o bem da Igreja e para a nossa salvação pessoal (cf. Lc 12, 21; 1 Tm 6, 18). Os mestres espirituais lembram que, na vida de fé, quem não avança, recua.

Queridos irmãos e irmãs, acolhamos o convite, sempre atual, para tendermos à «medida alta da vida cristã» (João Paulo II, Carta ap. Novo millennio ineunte, 31). A Igreja, na sua sabedoria, ao reconhecer e proclamar a bem-aventurança e a santidade de alguns cristãos exemplares, tem como finalidade também suscitar o desejo de imitar as suas virtudes. São Paulo exorta: «Adiantai-vos uns aos outros na mútua estima» (Rm 12, 10).

Que todos, à vista de um mundo que exige dos cristãos um renovado testemunho de amor e fidelidade ao Senhor, sintam a urgência de esforçar-se por adiantar no amor, no serviço e nas obras boas (cf. Heb 6, 10). Este apelo ressoa particularmente forte neste tempo santo de preparação para a Páscoa. Com votos de uma Quaresma santa e fecunda, confio-vos à intercessão da Bem-aventurada Virgem Maria e, de coração, concedo a todos a Bênção Apostólica.

Vaticano, 3 de Novembro de 2011

* Adolescente comove Itália ao oferecer sua vida pela Igreja e pelo o Papa.

 Em outubro de 2006, Carlo Acutis tinha 15 anos de idade e sua vida se apagou por uma agressiva leucemia.O adolescente, oriundo de Milão, comoveu familiares e amigos ao oferecer todos os sofrimentos de sua enfermidade pela Igreja e pelo Papa. Seu testemunho de fé, que em alguns anos poderia valer o início de um processo de beatificação, sacode nestes dias a Itália, com a publicação de sua biografia. “Eucaristia. Minha rodovia para o céu. Biografia de Carlo Acutis” é o título do livro escrito por Nicola Gori, um dos articulistas de L’Osservatore Romano, e publicado pelas Edições São Paulo. Segundo os editores, Carlo “era um adolescente de nosso tempo, como muitos outros. esforçava-se na escola, entre os amigos, era um grande apaixonado por computadores. Ao mesmo tempo era um grande amigo de Jesus Cristo, participava da Eucaristia diariamente e se confiava à Virgem Maria. Morto aos 15 anos por uma leucemia fulminante, ofereceu sua vida pelo Papa e pela Igreja. Sua vida suscitou profunda admiração em quem o conheceu. O livro nasce do desejo de contar a todos sua simples e incrível historia humana e profundamente cristã”. “Meu filho sendo pequeno, e sobre tudo depois de sua Primeira Comunhão, nunca faltou à celebração cotidiana da Santa Missa e do Terço, seguidos de um momento de Adoração Eucarística”, recorda Antonia Acutis, mãe de Carlo. “Com esta intensa vida espiritual, Carlo viveu plena e generosamente seus quinze anos, deixando em quem o conheceu um profundo traço. Era um moço especialista em computadores, lia textos de engenharia informática e deixava a todos estupefatos, mas este dom o colocava a serviço do voluntariado e o utilizava para ajudar seus amigos”, adiciona. “Sua grande generosidade o fazia interessar-se em todos: os estrangeiros, os portadores de necessidades especiais, as crianças, os mendigos. Estar próximo a Carlo era esta perto de uma fonte de água fresca”, assegura sua mãe. Antonia recorda claramente que “pouco antes de morrer Carlo ofereceu seus sofrimentos pelo Papa e pela Igreja. Certamente o heroísmo com a qual confrontou sua enfermidade e sua morte convenceram a muitos que verdadeiramente era alguém especial. Quando o doutor que o acompanhava perguntava se sofria muito, Carlo respondeu: ‘Há gente que sofre muito mais que eu!”. “Fama de santidade” Francesca Consolini, postuladora para a causa dos Santos da Arquidiocese de Milão, acredita que no caso de Carlo há elementos que poderiam levar a abertura de um processo de beatificação, quando se fizerem cinco anos de sua morte, como o pede a Igreja. “Sua fé, singular em uma pessoa tão jovem, era poda e segura, levava-o a ser sempre sincero consigo mesmo e com os outros. Manifestou uma extraordinária atenção para o próximo: era sensível aos problemas e as situações de seus amigos, os companheiros, as pessoas que viviam perto a ele e quem o encontrava dia a dia”, explicou Consolini. Para a especialista, Carlo Acutis “tinha entendido o verdadeiro valor da vida como dom de Deus, como esforço, como resposta a dar ao Senhor Jesus dia a dia em simplicidade. Queria destacar que era um moço normal, alegre, sereno, sincero, voluntarioso, que amava a companhia, que gostava da amizade”. Carlo “tinha compreendido o valor do encontro cotidiano com Jesus na Eucaristia, e era muito amado e procurado por seus companheiros e amigos por sua simpatia e vivacidade”, indicou. “Depois de sua morte muitos sentiram a necessidade de escrever uma própria lembrança dele e outros comentaram que vão pedir sua intercessão em suas orações: isto fez com que sua figura seja vista com particular interesse” e em torno de sua lembrança está se desenvolvendo o que se chama “fama de santidade”, explicou. Fonte: Blog Coração Inquieto.

Alguns motivos porque somos contra o aborto

 

A questão do aborto sempre é matéria de controvérsia, em especial desde que a então Ministra Dilma tornou-se candidata à Presidência da República. Vamos ver se consigo ajudar em algo no texto a seguir, embora se alguém colocar no google vai achar INÚMEROS textos sobre a matéria (contra, a favor, ou nem tanto).

Recentemente a nova ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci (PT), afirmou que o aborto é uma questão de saúde pública. Disse ainda que:

(…) Como sanitarista, tenho que dizer que o aborto é uma questão de saúde pública, não de ideologia, assim como o crack, a dengue e o HIV. (…)
(…) Nenhuma pessoa de gestão que tenha sensibilidade, que ouça os números, admite que mulheres continuem morrendo em decorrência de aborto, assim como não queremos que crianças continuem morrendo por falta de atendimento no parto. (…)

Esta declaração não se limita ao que pensa a Sra. Ministra, mas sim o que diversos membros do Governo Dilma, do PT e tantos outros defendem. E tais pontos devem ser analisados com cuidado, e pretendo fazer isso de uma forma jurídica, moral e fática.

Antes de qualquer coisa, devo dizer que acho engraçado esse negócio de dizerem que o Estado é laico e por isso a religião deve se manter fora dessa discussão … se alguém que professe uma religião se diz contra o aborto, já definem que é por motivos religiosos. Por favor, sejamos inteligentes o bastante para não limitar a questão a uma discussão meramente religiosa, até porque a religião também tem seus fundamentos científicos, jurídicosmorais para defender sua posição. Não deixem o preconceito religioso prevalecer.

Além do mais, a religião faz parte da sociedade, e como tal tem o direito (senão o dever) de manifestar a sua posição.
Sobre o aborto temos alguns posicionamentos:

- muitos dos que defendem a liberação do aborto tem como fundamento que é um direito da mulher decidir se vai levar a gestação em frente ou não;

- tem os que defendem a restrição da prática do aborto dizem que a mulher não pode tomar esta decisão, pois estariam escolhendo se matam uma pessoa (ou não);

- e tem os do “também não é para tanto”, que dizem que em alguns casos deveria ser liberado (em caso de estupro, por exemplo).

Seja qual for o posicionamento adotado, acredito que a discussão deve ser analisada inicialmente sob o ponto de vista do direito (ou não) da mulher decidir se vai realizar aborto, o que tentarei fazer aqui.

Deixo claro desde já que já fui dos “também não é para tanto” e defendia este ponto de vista com veemência, mas por diversos motivos (religiosos, científicos e jurídicos) mudei minha posição. Trago aqui alguns dos motivos pelos quais sou contra a prática do aborto, ainda mais nos moldes pretendidos pelo governo federal.

ANÁLISE JURÍDICA E MORAL

O direito de a mulher decidir deve ser previsto em lei, pois ela não pode ser impedida de fazer algo senão em virtude de lei. É isso que estabelece a Constituição Federal de 1988, no art. 5º, II:

Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:(…)

II – ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei;
Mas e o feto, tem direitos? Se tem, a partir de qual momento da gestação esses direitos existem?
E vejam que situação interessante: recentemente uma discussão dos direitos do nascituro foi amplamente noticiada, pois uma decisão judicial deixou claro que aquele QUE AINDA NÃO NASCEU tem seus direitos:

- caso Wanessa Camargo: Justiça condena Rafinha Bastos por danos morais - veja mais detalhes aqui.
A decisão trouxe a seguinte posição adotada: “a figura da pessoa surgida com a concepção embrionária antecede a personalidade civil”. Ou seja, se reconhece que desde a concepção há uma pessoa, com direitos e entre eles à vida.
O art. 2º do Código Civil estabelece:

Art. 2o A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepçãoos direitos do nascituro.(destaquei)

Se alguém tiver alguma dúvida o que significa o termo “nascituro”, Plácido e SILVA (Vocabulário Jurídico, 1984, p. 228) esclarece o termo nascituro como: (…) Derivado do latim nasciturus, particípio passado de nasci, quer precisamente indicar aquele que há de nascer. (…) Nascituro tem morituro como antítese. (…)
Já a partir desta previsão do Código Civil a discussão poderia se desenrolar para vários lados, e entre eles, está situação de que a pessoa humana já existe juridicamente desde a concepção.
Podemos dizer que mais importante que o Código Civil é a previsão da Convenção Interamericana dos Direitos Humanos – Pacto de São José da Costa Rica, promulgada em 1969, que declara em seu art. 1º, §2º: (…) Para efeitos desta Convenção, pessoa é todo ser humano. (…)
O art. 4º do mesmo instituto legal fixa:
Art. 4º. Toda pessoa tem o direito de que se respeite sua vida. Esse direito deve ser protegido pela lei e, em geral, desde o momento da concepção. Ninguém pode ser privado da vida arbitrariamente.(destaquei)

 
STF e o Pacto de São José - LEIA AQUI

Antes que alguém grite que o Pacto de São José não se aplica à legislação brasileira, já informo que se engana totalmente.
Por meio do Decreto nº 678, de 6 de novembro de 1992, o Pacto de São José foi ratificado pelo Brasil, com a seguinte previsão:
Art. 1° A Convenção Americana sobre Direitos Humanos (Pacto de São José da Costa Rica), celebrada em São José da Costa Rica, em 22 de novembro de 1969, apensa por cópia ao presente decreto, deverá ser cumprida tão inteiramente como nela se contém.(Destaquei)

Diante da nova redação do § 3º, do art. 5º da Constituição Federal (conforme a Emenda Constitucional nº 45/2004), se dá aos tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos a eficácia de emendas constitucionais. Isto é, incorporam-se ao texto permanente da Constituição, quanto à garantia dos direitos humanos.
Como se viu, quando o Brasil subscreveu o Pacto de São José, ficou certo da sua aplicação no Direito interno sem qualquer ressalva.

Diante das previsões legais citadas, temos certo que a pessoa humana existe desde a concepção, e que tem direito à vida.

Vale destacar também o que diz o art. 7º, do Estatuto da Criança e do Adolescente:
Art. 7º A criança e o adolescente têm direito a proteção à vida e à saúde, mediante a efetivação de políticas sociais públicas que permitam o nascimento e o desenvolvimento sadio e harmonioso, em condições dignas de existência.(destaquei)

Não se vê uma norma jurídica de forma isolada, mas a análise tem que ser feita de forma abrangente. Ao se somar as previsões do Pacto de São José, o art. 2º do CCB, o art. 7º do ECA, com os arts. 121, 124, 125 e 126 do Código Penal, e se vê claramente que o nosso ordenamento jurídico protege a vida do nascituro. Entendo inclusive que a previsão do Código Penal no sentido de autorizar o aborto em caso de estupro é inconstitucional.
Pode até se discutir se o feto tem direitos civis ou não (se seria apenas a partir do nascimento), mas à vida tem e isso não se discute.

E a doutrina segue no mesmo sentido:
(…) o respeito à vida humana é a um tempo uma das maiores idéias de nossa civilização e o primeiro princípio da moral médica. É nele que repousa a condenação do abordo, do erro ou da imprudência terapêutica, a não aceitação do suicídio. Ninguém terá o direito de dispor da própria vida, a fortiori da de outrem e, até o presente, o feto é considerado um ser humano (…)(SILVA, José Afonso da. Curso de Direito Constitucional Positivo. 9a. ed. São Paulo: Malheiros, 1994, p. 182)

(…) Tutela-se nos artigos em estudo a vida humana em formação, a chamada vida intra-uterina, uma vez que desde a concepção (fecundação do óvulo) existe um ser em germe, que cresce, se aperfeiçoa, assimila substâncias, tem metabolismo orgânico exclusivo e, ao menos nos últimos meses de gravidez, se movimenta e revela uma atividade cardíaca, executando funções típicas de vida. Protege-se também a vida e a integridade corporal da mulher gestante no caso do aborto provocado por terceiro sem o seu consentimento. Na Itália, o aborto é crime contra a continuidade da estirpe (…)(MIRABETE, Júlio Fabbrini, Manual de Direito Penal, v. 2, Parte especial, 3ª ed, 1996, p. 74)

Diante de tudo que foi exposto, é um absurdo se dizer que neste país não há proteção jurídica da vida a partir da concepção, se o ordenamento jurídico diz que há. Ainda que se retire do Código Penal a tipificação do aborto como crime, outras normas legais (entre elas as de ordem constitucional) deixam claro que o ser humano existe desde a concepção e que tem direito à vida.

Assim, juridicamente cai por terra a ideia de que a mulher tem o direito de decidir se vai continuar com a gestação. Não cabe a ela decidir isto, pois na verdade a sua decisão não é igual a se decidir em extirpar uma verruga do seu corpo. Trata-se de uma pessoa com direitos, e o direito à vida é superior à decisão egoísta e comodista se quer ter um filho ou não.

Ainda que se apagasse toda essa discussão jurídica, várias teses científicas defendem a existência da vida humana desde a concepção. Ora, se cientificamente temos este posicionamento, tem-se por certo que moral e eticamente existem diversos aspectos a serem levantados, mas o principal é: se existe vida humana desde a concepção, alguém pode decidir interromper uma gestação? Se pode, por que motivo?

Infelizmente estamos entrando em um período em que o que importa é o meu direito, e se lasque o direito de outros. Está se perdendo a noção de coletividade e se adotando uma noção individual de direito.

Quando se defende que uma mulher pode decidir se comete ou não um aborto, está se vendo apenas o lado dela. E da criança que está em fase de formação? Ou vai se reduzi-la à condição de verruga (estou usando esta comparação porque é o que parece mesmo) que pode ser tirada do corpo a qualquer momento?
Diante de uma visão moral e ética, não há justificativa plausível para a interrupção da gestação pelo simples “direito da mulher decidir se quer um filho ou não”.

ANÁLISE FÁTICA E SOCIAL

Como citei antes, recentemente a nova ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres afirmou que o aborto é uma questão de saúde pública. Disse que:
(…) Como sanitarista, tenho que dizer que o aborto é uma questão de saúde pública, não de ideologia, assim como o crack, a dengue e o HIV. (…)
(…) Nenhuma pessoa de gestão que tenha sensibilidade, que ouça os números, admite que mulheres continuem morrendo em decorrência de aborto, assim como não queremos que crianças continuem morrendo por falta de atendimento no parto. (…)
Sei que muitos não concordaram com as declarações da Sra. Eleonora, mas de certa forma ela está correta … e antes que alguém me condene e apedreje, leia até o final.
No Brasil estima-se que são realizados muitos abortos por ano e um percentual destes causam lesões às mulheres, e alguns casos levam as mulheres a óbito. Esses casos costumam ser atendidos pelo sistema de saúde pública, e mesmo que não sejam, entram no cômputo de uma situação triste no país.

Perdão, mas diante de uma situação social deste porte, como não lidar como uma questão de saúde pública???
Assim como temos casos de dengue, crack, HIV e tantas outras situações alarmantes, cabe ao governo federal atender a situação como uma questão de saúde pública. Cabe ao governo federal crias alternativas para lidar com a situação que bate às suas portas.
Até aí tudo bem … o problema está nas propostas e ideias que são defendidas.
A partir do momento em que a mulher não tem o direito de decidir se vai abortar, é totalmente descabido se falar em “facilitar” a realização da prática do aborto para se evitar lesões e mortes das mulheres. Quer dizer então que o governo pretende facilitar a realização de um crime???
Se o aborto é feito de forma clandestina, significa que não se deveria fazer. E pelos preceitos legais e morais, o aborto não deve ocorrer. É isto o que defendo. Aborto é um crime e não apenas porque está na lei, mas também por critérios científicos e morais.
Um fato social deve ser encarado com todos os olhos, inclusive o legal. Se a lei é justa, correta, ou não, é outra discussão. Mas a lei existe e está aí, e quem a descumprir deve sofrer as devidas sanções.
Para mim a situação do aborto diverge um pouco da questão do HIV e da dengue, pois muitos casos destes ocorrem sem qualquer ato da vítima que se torne possível o risco de infecção. Mas há alguma semelhança do aborto em relação a dirigir alcoolizado.

Muitos ainda dirigem embriagados, mesmo que a lei diga que não pode. O fato de muitos assim agirem não significa que a lei deve ser alterada. Pelo contrário, se deve fiscalizar para se evitar a transgressão da lei.

Os que assumem o risco de dirigir alcoolizado fazem isso porque acreditam que não serão pegos (como o aborto clandestino) e pelo puro prazer de encher a cara (como fazer o aborto pela comodidade de não se ter um filho).
Não desconsidero o fato de haver aborto clandestino, o que não aceito é a liberação para facilitar a vida dessas pessoas. Se for assim, os postos de saúde deveriam ter estoques de droga para atender os viciados que não conseguem comprar, para evitar que eles roubem, espanquem ou matem outras pessoas.

Existe um problema social e o governo deve lidar com ele de forma global, tanto como questão de saúde pública como de segurança. É o mesmo procedimento em relação ao crack: existe um problema de saúde pública (o grande número de dependentes da droga) que merece a atenção devida e necessária, e a questão da segurança (combate ao tráfico e venda de drogas).

O mesmo ocorre com o aborto: existe um problema de saúde pública (o grande número de mulheres com lesões ou que morrem em virtude da realização do aborto) que merece a atenção devida e necessária, e a questão da segurança (combate ao aborto, seja ele clandestino ou não, EM DEFESA DA VIDA DA CRIANÇA).

Acredito que todos os que são contrários ao aborto não devem se fechar a esta realidade social, mas sim diante dela auxiliar na discussão acerca das medidas a serem tomadas. Devemos defender ideias e auxiliar em medidas preventivas em relação ao aborto.

Vou dar um exemplo de uma pessoa que conheci que teve 11 gestações, ficando com 5 filhos, dando para adoção outros 4, e 2 crianças faleceram durante a gravidez (sem que qualquer ato abortivo fosse realizado).
A pessoa não queria mais ter filhos para cuidar, mas as gestações vieram. O que fazer? Abortar? Esta não foi a opção adotada. Ela decidiu que após o 5º filho não ficaria mais com as crianças, e resolveu dar para adoção … diga-se de passagem é uma medida que ocorre há séculos, em defesa da vida da criança.

 
TJDFT e a política de adoção - LEIA AQUI

Está grávida e não quer o filho? Dê para adoção. Este procedimento pode ser tomado mesmo durante a gestação, quando a gestante receberá atendimento psicológico e orientação profissional. Assim como intensificam campanhas contra a dengue, contra o uso de drogas, contra dirigir alcoolizado, poderiam fazer o mesmo em relação às gestantes que não querem ter o filho.
Ainda, o governo federal e os estaduais poderiam estabelecer parcerias com entidades do terceiro setor para fazer este acompanhamento, já que a máquina estatal parece que não está preparada para isso (ou não quer???).
A então candidata Dilma Rousseff disse em entrevista:
(…) Não se trata de uma convicção pessoal. Não conheço uma mulher que acha o aborto uma coisa fantástica e maravilhosa. É uma violência e um risco de vida. (…)
Ela está correta. O aborto é uma violência, mas quando é realizado o risco de vida é apenas para a mulher. Para a pessoa humana que estava sendo gerada é pena de morte.
O fato de existirem tantos abortos clandestinos realizados que colocam em risco a vida das mulheres, não deve ser a justificativa para facilitar a prática nas unidades de saúde. Estará apenas resolvendo parte do problema (risco de vida da mulher), mas se deixará de lado a situação mais grave: a vida da criança.
Com o devido respeito, mas adotar o aborto como uma opção de atendimento médico é uma afronta à vida, e uma tentativa de se criar um direito de decisão que não existe: se pela minha comodidade eu posso cometer o aborto.
Os que defendem o aborto como opção da mulher, estão olhando apenas o lado da dela. Por que não tentam olhar o lado do ser humano que está sendo gerado?

Vejam que não estou pedindo para que a gestante ame a criança que está em seu ventre, mas apenas que dê a ela a chance de nascer. Não quer o filho, isso é seu direito decidir. O que você não pode decidir é matá-lo.

Espero ter auxiliado em algo. Sei que a matéria é discutida em meio a paixões desenfreadas dos dois lados, e tentei apresentar meu ponto de vista com fundamentos. Provável que terá gente que não concorde, mas pelo menos espero que tenham a capacidade de discutir com sabedoria e olhando para todos os lados da situação.

Fonte:

BRANDALISE, André Luiz de Oliveira, Alguns motivos porque sou contra o aborto, publicado em 14/02/12 no blog “André Brandalise” – http://alobrandalise.blogspot.com/2012/02/alguns-motivos-porque-sou-contra-o.html

Ministra dilmista vai à ONU defender o (abuso de) direito ao aborto

Fonte: Jornal Estado de São Paulo

 

Reunião em comitê internacional inclui preocupação do governo com projetos que querem aumentar restrição à interrupção de gravidez no Brasil

Jamil Chade

A nova ministra da Secretaria de Política para as Mulheres, Eleonora Menicucci, vai estrear a “posição de governo” sobre o aborto na Organização das Nações Unidas, em Genebra. Ela participa nesta semana de reunião do Comitê da ONU para a Eliminação da Discriminação contra as Mulheres. Em documento preparatório para o encontro, enviado semana passada pela antecessora, Iriny Lopes, o governo admite ser contra projetos como o Estatuto do Nascituro, que quer proibir o aborto inclusive nas situações atualmente permitidas pela lei.

Empossada na sexta-feira, Eleonora estará à frente de uma delegação formada por senadoras, deputadas e ativistas femininas que irá à Suiça passar por uma espécie de sabatina sobre a situação da mulher no Brasil e as políticas do governo para combater a discriminação de gênero. Na posse, a presidente Dilma Rousseff afirmou que a ministra seguirá as diretrizes de governo – Eleonora é defensora histórica do direito ao aborto.

No documento já enviado à ONU, a Secretaria de Políticas para as Mulheres diz acompanhar com atenção propostas em debate no Congresso que querem restringir o direito ao aborto no País. Além do Estatuto do Nascituro, são citados outros três projetos de lei análogos.

Hoje, a interrupção da gravidez é permitida pela lei em casos de estupro e nos quais a mãe corre risco de morrer. Em casos de anencefalia, é preciso pedir autorização judicial para realizar o aborto de forma legal.

O governo diz à ONU, em resposta a um questionamento feito pelo comitê em setembro, que monitora o trâmite do Estatuto do Nascituro e trabalha para que o projeto não chegue ao plenário da Câmara. “É fundamental que o projeto seja rejeitado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ)”, diz o documento. O projeto também quer barrar pesquisas com células-tronco e, por isso, o governo espera contar com ajuda da comunidade científica no debate.

Eleições.

A secretaria afirma no documento que barrar a aprovação do Estatuto do Nascituro é um “desafio”, dada a tendência “mais conservadora” da atual formação do Congresso. O texto cita que o tema do aborto teve “ampla repercussão” nas eleições presidenciais de 2010.

A ONU questionou o Brasil sobre “medidas específicas adotadas para lidar com o problema dos abortos inseguros”. Em resposta, o governo cita ações como a contratação de mil médicos e enfermeiras dedicados a atendimentos de urgência em obstetrícia e a ampliação da rede de assistência para mulheres e adolescentes.

Segundo o governo, houve aumento de 350% no atendimento a vítimas de violência sexual – o que inclui tratamento para impedir o início da gravidez após o estupro. Em 2007, 138 vítimas teriam sido atendidas. Em 2010, o governo aponta para 442 casos, dos quais 60 resultaram em serviços legais de aborto.

Os questionamentos da ONU não se limitam ao aborto e atingem áreas como educação, salário e discriminação de gênero. Ao relatar ações para garantir maior participação política das mulheres, o governo alerta: “O afastamento de posições conservadoras em relação ao papel de homens e mulheres em nossa sociedade está ocorrendo mais lentamente do que se desejaria”.

Pe. Roger Luís em defesa da vida e contra a fala da ministra dilmista

Pe. Roger Luís, sacerdote da Comunidade Canção Nova, subiu o tom contra o pronunciamento da nova ministra dilmista sobre o feto. As palavras do sacerdote foram transmitidas ao vivo pela TV numa homilia em que ele presidia a missa.

http://wiki.cancaonova.com/images/thumb/f/f2/31_eventos-005-1-.jpg/165px-31_eventos-005-1-.jpgO feto não é um mosquito, o feto não é uma infecção; é uma vida, é uma pessoa que está ali! (…) Nós precisamos nos despertar, nós, como povo católico, (…) não podemos ser um povo alienado. (…) ‘Ah, padre, vamos fazer uma campanha de oração para que o aborto não seja aprovado no Brasil’… Vamos rezar, mas vamos agir! (…) Eu gosto sempre de usar uma frase (…) de um homem chamado Martin Luther King Júnior: ‘Eu não temo o barulho dos maus, mas eu temo o silêncio dos bons. Eu me aterrorizo com o silêncio dos bons’. (…) Onde estão os bons? Onde estão os comprometidos com a fé?”

“Deixa eu dizer uma coisa: onde estão os senadores e os deputados católicos em Brasília, pra se levantar contra as atrocidades, e irem lá (…) subir no púlpito e defender a vida? Onde estão aqueles que você colocou lá, com o seu voto? É deles que você tem que cobrar! Eu glorifico a Deus pelo deputado Eros Biondini, que hoje subiu na tribuna pra defender a vida… Mas onde estão os outros? Onde estão os outros? Eu quero o nome de cada um, que subiu na tribuna, pra defender a vida, que se diz católico… Eu quero ver o nome de cada um… Onde estão? Porque, na hora de votar, vai na igreja, vai no salão das nossas paróquias, pedir voto… Agora, eu quero ver eles na tribuna… eu quero ver eles contradizendo essa ministra… Onde eles estão?”

Os verdadeiros interesses por trás do aborto

Por trás do projeto para implantar o aborto estão dois interesses:

A Política Internacional de Controle de População, uma nova forma de colonialismo que os países do norte -países ricos – querem impor aos países do sul – países pobres; E o interesse financeiro na lucrativa Indústria do Aborto.

. Existe de fato um esquema armado, bem estruturado com projetos e metas que envolvem Milhões de dólares visando o controle populacional; Estes projetos comportam organizações com representações em diversos países, inclusive no Brasil com o nome de “BEMFAM”, “Católicas Pelo Direito de Decidir”, “CEPIA”, entre outras.

Na cabeça da campanha está o Conselho Populacional da Organização da Nações Unidas (ONU) e uma série de instituições que apoiam e promovem as ações de grupos militantes disfarçados de ONGs. Assim como também é sistematicamente planejada e armada a conquista da lucrativa indústria do aborto.

No Brasil o esquema funciona da seguinte forma:

Grupos Eugenistas internacionais interessados na “melhoria da raça humana” (por isso o motivo do “controle demográfico” sobre os países pobres) e grupos interessados na lucrativa indústria do aborto, são financiados por instituições que abraçaram a causa.

No Brasil criou-se em 1990 a ONG “CEPIA”(Cidadania, Estudo, Pesquisa, Informação e Ação), que tem recebido apoio e verbas de diversas instituições, a maioria internacionais; São elas:

*Fundação Ford

*Fundação Rockefeller

*Fundação MacArthur

*ONU (Unicef, FNUAP e Unifem)

*O Programa de DST/AIDS do Ministério da Saúde

*SPM (Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres)

*Global Fund for Women

*OAK Fundation

São instituições que não desistem da idéia de um mundo dominado por poucos.

 

Para conquistarem seus objetivos, eles investem nas seguintes estratégias:

*Legalização do Aborto

*Esterilização

*União homossexual

*Contracepção

*Cultura de poucos filhos

*Educação Sexual Hedonista

Enfim, tudo que não gera filhos.

No Brasil a taxa de 6 filhos por mulher caiu para menos de 2, da década de 60 até 2006, ou seja, taxa incapaz de repor a própria população existente (“Indicadores Sociodemográficos e de Saúde no Brasil – 2009″. IBGE )

Todo esse projeto que visa o Aborto legalizado, passou a ser conhecido à fundo após o documento do Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos, até então CONFIDENCIAL, ter sido rejeitado pela Casa Branca em 1989;

O Documento foi chamado de Relatório Kissinger e foi a grande cartada na tentativa de implantar, de uma vez por todas, a ideologia da eugenia nazista(sem aspas) em nome do Controle Demográfico visando os interesses dos países ricos.

Este relatório veio à luz porque foi rejeitado pela Casa Branca, mas ganhou força após investimentos privados e se estruturou tornando-se assim uma grande máfia.

O documento, conhecido como Relatório Kissinger foi apresentado para o Governo Americano com o nome de “Implicações de crescimento da população mundial para a segurança e os interesses externos dos Estados Unidos”.

Esse Relatório, assinado pelo então Secretário de Estado Henry Kissinger, foi encaminhado para todas as embaixadas dos Estados Unidos, como instrumento de trabalho para que agentes pudessem pressionar os governos.

No Relatório Kissinger encontramos:

A condição e a utilização das mulheres nas sociedades dos países subdesenvolvidos são particularmente importantes na redução do tamanho da família… As pesquisas mostram que a redução da fertilidade está relacionada com o trabalho fora do lar(NSSM 200, Pag.151)

Ter como prioridade educar e ensinar sistematicamente a próxima geração a desejar famílias menos numerosas (idem pag.111)

A grande necessidade é convencer a população que é para seu benefício individual e nacional ter em média, só 3 ou então dois filhos” (idem pag.158)

…devemos mostrar nossa ênfase no direito de cada pessoa e casal determinar livremente e de maneira responsável o número e o espaçamento de seus filhos e no direito a terem informações, educação e os meios para realizar isso, e mostrar que nós estamos sempre interessados em melhorar o bem-estar de todos (idem pag.22, §34)

Há também o perigo de que alguns líderes dos países menos desenvolvidos vejam as pressões dos países desenvolvidos na questão do planejamento familiar como forma de imperialismo econômico e racial; isso bem poderia gerar um sério protesto” (idem pag.106)

Prestar serviços de planejamento familiar integrados aos serviços de saúde de maneira mais ampla ajudaria aos EUA a combater a acusação ideológica de que os EUA estão mais interessados em limitar o número de pessoas dos países menos desenvolvidos do que em seu futuro bem-estar (idem pag.177)

A assistência para o controle populacional deve ser empregada principalmente nos países em desenvolvimento de maior e rápido crescimento nos que os EUA têm mais interesses políticos e estratégicos especiais. Esses países são Índia, Bangladesh, Paquistão, Nigéria, México, Indonésia, Brasil, Filipinas, Tailândia, Egito, Turquia, Etiópia e Colômbia (idem, pag.14/15, §30)

 

Quanto diretamente ao aborto diz o documento:

 

Certos fatos sobre o aborto precisam ser entendidos:

-Nenhum país já reduziu o crescimento de sua população sem recorrer ao aborto.

-As leis de aborto de muitos países não são estritamente cumpridas e alguns abortos por razões médicas são provavelmente tolerados na maioria dos lugares. É sabido que em alguns países com leis bastante restritivas, pode-se abertamente conseguir aborto de médicos, sem interferência das autoridades.

…sem dúvida nenhuma, o aborto legal ou ilegal, tem se tornado o mais amplo método de controle da fertilidade em uso hoje no mundo (idem.pag. 182/184)

 

A sanha para legalizar o aborto no Brasil não é porque estão interessados na tal “liberdade para as mulheres”, mas porque querem eliminar o números de pobres no país a preço de sangue e claro, implantar uma rede de clínicas de aborto, que no mundo é o segundo mais lucrativo mercado, ficando atrás apenas da indústria do sexo.

Nos EUA já conseguiram, pois a IPPF (a maior instituição que lutou a favor da legalização do aborto) hoje é a dona de 20% de todas as clínicas de aborto dos EUA, faturando Bilhões com a indútria abortista.

. O absurdo não termina por aí, a insensibilidade é tanta que hoje já se encontra nos países onde o aborto é legalizado, a comercialização de Sopa de Feto, venda dos fetos para aproveitamento de órgãos e a venda dos fetos abortados para a indústria de Cosméticos.

Não podemos compactuar com o crime organizado mais terrível dos últimos tempos, e nem nos omitir

fONTE:http://blog.cancaonova.com/tiba/

Reinaldo Azevedo desmascara fraude moral e mentira dos defensores do aborto

Já escrevi dezenas de textos demonstrando por que o aborto é moralmente injustificável. Neste artigo, quero desmontar algumas falácias históricas. Os que, como este escriba, são contrários à legalização, ganham referências e argumentos novos. Os que não se convencerem, quando menos, podem tentar melhorar os próprios argumentos. Em dezembro de 2006, escrevi para a VEJA uma longa resenha, que acabou sendo publicada como “matéria especial”, do livro “The Rise of Christianity: a Sociologist Reconsiders History”, do americano Rodney Stark, hoje já traduzido:“O Crescimento do Cristianismo: Um Sociólogo Reconsidera a História”, publicado pela Editora Paulinas. Leiam-no, cristãos e não-cristãos. A íntegra do texto está aqui. Eu me lembrei de livro e resenha ao ler as declarações da nova ministra das Mulheres, Eleonora Menicucci, que considera o aborto uma espécie, assim, de libertação das mulheres, especialmente das mais pobres. Esse também foi o teor de muitos comentários que chegaram, alguns com impressionante violência. Houve até uma senhora que afirmou que eu deveria ser “executado”. Por quê? Bem, entendi que é porque não concordo com ela. Pelo visto, em nome de suas convicções, ela não se limitaria a eliminar os fetos. Nos dias de hoje, melhor ser tartaruga. Boa parte dos que me atacaram de modo impublicável — sim, há comentários de leitores que discordam de mim — revela, na verdade, um preconceito anticristão, anticatólico em particular, que chega a assustar. Dá para ter uma idéia do que fariam se chegassem ao poder. Estão de tal sorte convictos de que a religião é um mal que chegam a revelar uma semente missionária. Se o estado pelo qual anseiam se concretizasse, aceitariam a tarefa de eliminar os “papa-hóstias” e os evangélicos em nome do progresso social. Constato, um tanto escandalizado, que a defesa incondicional do aborto, em muitos casos, é só uma das manifestações da militância anti-religiosa. Há nesses espíritos certa, como chamarei?, compulsão da desmistificação. Por que alguns fetos não poderiam pagar por isso, não é mesmo? Mas volto àquela magnífica tese do “aborto como expressão a libertação das mulheres”. Retomo parte daquela resenha para que se desnude uma mentira. Vamos a um breve passeio pelos primeiros séculos do cristianismo para que possamos voltar aos dias de hoje. Em seu magnífico livro, Stark, que é professor de sociologia e religião comparada da Universidade de Washington, lembra que, por volta do ano 200, havia em Roma 131 homens para cada 100 mulheres e 140 para cada 100 na Itália, Ásia Menor e África. O infanticídio de meninas — porque meninas — e de meninos com deficiências era “moralmente aceitável e praticado em todas as classes”. Cristo e o cristianismo santificaram o corpo, fizeram-no bendito, porque morada da alma, cuja imortalidade já havia sido declarada pelos gregos. Cristo inventou o ser humano intransitivo, que não depende de nenhuma condição ou qualidade para integrar a irmandade universal. CRISTO INVENTOU A NOÇÃO QUE TEMOS DE HUMANIDADE! As mulheres, por razões até muito práticas, gostaram. No casamento cristão, que é indissolúvel, as obrigações do marido, observa Stark, não são menores do que as das mulheres. A unidade da família era garantida com a proibição do divórcio, do incesto, da infidelidade conjugal, da poligamia e do aborto, a principal causa, então, da morte de mulheres em idade fértil. A pauta do feminismo radical se volta hoje contra as interdições cristãs que ajudaram a formar a família, a propagar a fé e a proteger as mulheres da morte e da sujeição. Quando Constantino assina o Édito de Milão, a religião dos doze apóstolos já somava 6 milhões de pessoas. Se as mulheres, especialmente as mulheres pobres, foram o grande esteio do cristianismo primitivo, Stark demonstra ser equivocada a tese de que aquela era uma religião apenas dos humildes. O “cristianismo proletário” serve ao proselitismo, mas não à verdade. A nova doutrina logo ganhou adeptos entre as classes educadas também. Provam-no os primeiros textos escritos por cristãos, com claro domínio da especulação filosófica. Mas não só. Se o cristianismo era uma religião talhada para os escravos — “os pobres rezarão enquanto os ricos se divertem” (em inglês, dá um bom trocadilho: “the poor will pray while the rich play“) —, Stark demonstra que o novo credo trazia uma resposta à grande questão filosófica posta até então: a vitória sobre a morte. Nos primeiros séculos do cristianismo, a fé se espalhou nas cidades — não foi uma “religião de pastores”. Um caso ilustra bem o motivo. Entre 165 e 180, a peste mata, no curso de quinze anos, praticamente um terço da população do Império Romano, incluindo o imperador Marco Aurélio — o filme Gladiador mente ao acusar seu filho e sucessor, Cômodo, de tê-lo assassinado. Outra epidemia, em 251, provavelmente de sarampo, também mata às pencas. Segundo Stark, amor ao próximo, misericórdia e compaixão fizeram com que a taxa de sobrevivência entre os cristãos fosse maior do que entre os pagãos. Mais: acreditavam no dogma da Cruz e, pois, na redenção que sucede ao sofrimento. O ambiente miserável das cidades, de fato, contribuía para a pregação da fraternidade universal: os cristãos são os inventores da rede de solidariedade social, especialmente quando começaram a contar com a ajuda de adeptos endinheirados e, nas palavras de Stark, “revitalizaram a vida nas cidades greco-romanas”. Os cristãos inventaram as ONGs – as sérias. Falácias Não, grandes bocós!!! O cristianismo, na origem, é a religião da inclusão, da solidariedade e da vida. E A INTERDIÇÃO AO ABORTO — VÁ ESTUDAR, DONA ELEONORA!!! — CONFERIU DIGNIDADE À MULHER E PROTEGEU-A DA HUMILHAÇÃO E DA MORTE, bem como todos os outros valores que constituem algumas das noções de família que vigoram ainda hoje. Isso a que os cretinos chamam “família burguesa” é, na verdade, na origem, a família cristã, muito antes do desenvolvimento do capitalismo. O cristianismo se expandiu, ora vejam, como uma das formas de proteção às mulheres e às crianças. Qualquer estudioso sério e dedicado sabe que não é exatamente a pobreza que joga as crianças nas ruas — ou haveria um exercito delas perambulando por aí. Se considerarmos o número de pobres no Brasil, há poucas. O que lança as crianças às várias formas de abandono — inclusive o abandono dos ricos, que existe — é a família desestruturada, que perdeu a noção de valores. Não precisamos matar as nossas crianças. Precisamos, isto sim, é cultivar valores para fazer pais e mães responsáveis. Morticínio de mulheres Vi há coisa de dois dias uma reportagem na TV sobre a dificuldade dos chineses de arrumar uma mulher para casar. Alguns pagam até R$ 19 mil por uma noiva. É uma decorrência da rígida política chinesa de controle da natalidade, que impõe dificuldades aos casais que têm mais de um filho. Por razões culturais, que acabam sendo econômicas, os casais optam, então, por um menino e praticam o chamado aborto seletivo: “É menina? Então tira!” Nesse particular, a China é certamente o paraíso de algumas das nossas feministas e de muitos dos nossos engenheiros sociais, não é? A prática a que se chama “libertação” por aqui serve para… matar mulheres! Repete-se, assim, o padrão vigente no mundo helênico. Não dispondo da ultrassonografia, muitas meninas eram simplesmente eliminadas ao nascer. E se fazia o mesmo com os deficientes. A China moderna repete as mesmíssimas brutalidades combatidas pelo cristianismo primitivo — com a diferença de que tem como perscrutar o ventre. Os abortistas fazem de tudo para ignorar o assunto. Mas é certo que, nos países que legalizaram o aborto, o expediente é empregado para eliminar os deficientes e, sim, para impedir o nascimento de meninas, ainda hoje consideradas economicamente menos viáveis do que os meninos. Ainda que isso fosse verdade apenas na China — não é —, já estaríamos falando de um quarto da humanidade. Que zorra de humanismo vigarista é esse que estabelece as precondições para que uma vida humana possa ser considerada “intocável”? Se não querem ver no corpo humano a morada de Deus, a exemplo dos cristãos, que o considerem, ao menos, a morada do “Homem”. Por Reinaldo Azevedo Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/

Os dez mandamentos do relativismo

Posto abaixo os dez mandamentos do relativismo que achei na internet traduzido livremente no google.

1. “Nada é verdadeiro e nada é mentira, tudo depende do olho do observador“. Agora, a pequena frase de Campoamor, revelando como qualquer outro para verdades absolutas, é constituída na primeira contradição flagrante: nada é verdadeiro e nada é uma mentira … a menos que esta frase, este princípio, aniquilador este dogma.

2. “Proibido Proibir“, traduzido do Maio francês, uma geração que ainda não abandonar o poder. Agora, se proibir a proibição, porque há algo que é proibido: proibição.

3. “Tudo é discutível“, dizem os homens da sociedade da comunicação. Sim, tudo é discutível, afinal, apenas tudo o que é opinião.

4. “Os dogmas são inadmissíveis.” Só que apenas o mencionado apenas, mas de um improvável título executivo. Em qualquer caso, o homem sempre parte de um dogma, em conclusão, tanto no pensamento e no dedutivo indutivo.

5. “A liberdade de pensamento.” Muito verdadeiro, mas apenas dois mais dois são quatro e em 1 por definição. Ninguém começa a pensar a partir do zero, mas a partir de um eixo de coordenadas que é dado. O pensamento humano está sujeito a regras estreitas, fazendo o que é conhecido como a ciência da lógica, não damos mais e não ter vergonha dele. Afinal, ruim para muitos …

6. “Toda idéia, princípio ou crença é tão respeitável quanto qualquer outro.” São todos? Não, porque eu acabei de escrever vale muito mais do que qualquer outro e tem o direito de o maior respeito.

7. “Vamos educar na liberdade.” Mas isso é impossível, se permitirmos que a liberdade do estudante para receber ou rejeitar a educação, opt mais provável para a liberdade de não educar, especialmente se você considerar a apresentação e esforço envolvidos em fazê-lo. Tudo o que importa é a tolerância não, as idéias que são tolerados. Além disso, a mesma liberdade de expressão é um ataque à liberdade dos outros, como eu poderia influenciar o partido.

8. “Eu não aceito o que não pode ser demonstrado.” Mas eu não posso sequer provar a nossa existência. O Alanza empiricamente demonstrável ou não 0,1% e do conhecimento humano. Eu não posso dar uma razão para minha existência.

9. “O que você vê lá, e que não é, não“. Mas os nossos sentidos nos enganam. Além disso, esta não existe nas luas de Júpiter, nem amor, nem dor, nem beleza, nem arte, nem literatura … Além disso, temos a certeza de que a vida é um sonho e não o sonho real vida?

10. “Ninguém pode dizer o que é certo eo que é errado.” Mas esta política de não-interferência é bom em si mesmo e seus muitos desenvolvimentos na forma de julgamentos morais, esses julgamentos estão constantemente a dizer. Além disso, se acreditamos que algo está em nossas críticas ao que vem ou em nosso louvor (pelo menos aqueles que, uma vez que são menos numerosos).
Nenhum homem maravilha moderna está doente. Intelectual tem vertigem e sintomas são: falta de personalidade insegurança, acentuada em seus talentos. Ou seja, o relativismo levou a um complexo de inferioridade, a tristeza, porque o homem pode ser bom ou ruim, sábios ou ignorantes, mas o que a natureza racional não pode jamais aceitar sem quebrar em pedaços é viver em contradição. O véu só pode esconder a incoerência é uma loucura. E isso é exatamente o objetivo lógico de todo relativismo.

Fonte: http://www.es.catholic.net/temacontrovertido/330/1748/articulo.php?id=25286

 

Eleonora Menicucci: mais uma promotora do aborto no planalto?

A nova ministra Eleonora Menicucci (socióloga e pró-reitora de Extensão da UniFesP) do governo Dilma deve tomar posse por estes dias. Vejam abaixo um excerto de uma entrevista que ela deu em 2004 e tire você mesmo as conclusões de quem é esta mulher e para que ela veio. Se você quise ver a entrevista completa pode ser baixada no endereço abaixo:
Entrevista com Eleonora Menicucci de Oliveira, em 14/10/2004
FONTE: http://www.bibliotecafeminista.org.br/index.php?option=com_remository&Itemid=56&func=startdown&id=179

Eleonora: E eu digo que a questão feminista é tão dentro de mim, e a questão dos Direitos Reprodutivos também, que eu sou avó de uma criança que foi gerada por inseminação artificial na mãe lésbica.

Joana: uhum, uhum.

Eleonora: Então eu digo que sou avó da inseminação artificial…

Joana: (risos)

Eleonora:…alta tecnologia reprodutiva.E aí eu queria colocar a importância dessa discussão que o feminismo coloca, no sentido do acesso às tecnologias reprodutivas.

Joana: Certo.

Eleonora: Entendeu? E eu diria…eu fiz dois abortos, e também digo que sou avó do aborto, também porque por mim já passou.

Hoje (em 2004)… atendemos mulheres que foram vítimas de violência sexual e fazemos o aborto nesses casos.”
“também hoje faço parte das Jornadas Brasileiras pela Legalização do Aborto,no grupo de coordenadoras.”

Compreender y sanar la homosexualidad – entrevista com Richard Cohen

El psicoterapeuta estadounidense y experto en terapia para personas con atracción hacia el mismo sexo, con 23 años de experiencia en este campo, Richard Cohen, explicó que las personas no nacen así y por tanto es posible que los homosexuales dejen de serlo.

En una amplia entrevista concedida a ACI Prensa el 1 de febrero, Cohen cuenta, entre otras cosas, su testimonio personal como exgay, lo que dice la ciencia sobre la homosexualidad y cómo ha ayudado a muchísimas personas a salir de ella.

Relata además que ahora vive felizmente casado, es padre de 3 hijos, no reprime su sexualidad y no se considera “homófobo” ni “antigay”; pues ama y tiene una especial empatía para con los homosexuales. Cuenta asimismo que ha escrito otro libro sobre este complejo tema.

El experto también responde a las críticas del lobby homosexual que lo ha atacado, especialmente en España, presionando para retirar su libro “Comprender y sanar la homosexualidad” (2004), que sin embargo generó un aumento en la demanda y que Cohen visite ese país del 7 al 10 de febrero, invitado por la editorial Libroslibres, que ha reeditado el texto con un tiraje de 7 mil ejemplares.

Cohen presentará su libro “Comprender y sanar la homosexualidad” este martes 7 de febrero a las 20:00 horas en la Universidad CEU San Pablo, c/. Julián Romea, 23, Madrid.

A continuación ACI Prensa presenta la entrevista completa con Richard Cohen:

- ¿Cómo explica el éxito de su libro?

 
- No soy solo un psicoterapeuta profesional, también soy un exhomosexual y comprendo cómo se sienten las personas que experimentan la atracción hacia el mismo sexo no deseada. Mi libro no es solo teoría, es real, ¡y funciona! Si alguien quiere dejar de ser homosexual para ser heterosexual, es posible. Yo lo hice y he ayudado a miles a hacer lo mismo. Las personas pueden visitar nuestro sitio web www.ComingOutLoved.com (Saliendo amados).

- Una de las cosas de las que lo acusa el lobby LGBT (gay) es que usted dice que la homosexualidad es algo que puede curarse. ¿Cómo explica esto?

- Sigo a la ciencia. Sigo la verdad sin importar adonde lleve. Según la American Psychological Association, esencialmente las personas no nacen con atracción hacia el mismo sexo:

“Pese a que se ha hecho mucha investigación sobre las posibles influencias genéticas, hormonales, sociales, culturales y del desarrollo en la orientación sexual, no se ha encontrado datos que permitan a los científicos afirmar que la orientación sexual esté determinada por un factor o varios factores en particular. Muchos creen que la naturaleza y la alimentación cumplen roles complejos, muchas personas experimentan casi nada o nada del sentido de elección sobre su orientación sexual”American Psychological Association © 2008 (página 4).

Más de 80 años de literatura científica ha demostrado que hay muchas razones predecibles por las cuales las personas experimentan sentimientos homosexuales. Lo sé por mi propia vida y las vidas de los cientos con los que he trabajado como terapeuta, y con los miles que he visto en nuestros seminarios de sanación y las clases por teleconferencia.

- Si la homosexualidad es algo que se puede curar, ¿por qué no hay suficientes médicos que se dediquen y por qué esto no es muy difundido?

 
- Los activistas homosexuales han trabajado duro para evitar que las profesiones médicas y de la salud mental ofrezcan ayuda a quienes experimentan la atracción hacia el mismo sexo no deseada. La razón por la que lo han hecho es porque los homosexuales experimentan mucho prejuicio.

Todo lo que quieren es ser amados y aceptados. Por lo tanto, desarrollaron una teoría innata e inmutable: se nace gay y no se puede cambiar. Pero eso es científicamente impreciso.

Que yo diga que alguien puede cambiar de homosexual a heterosexualamenaza a las lesbianas, los gays, los bisexuales y los transgéneros, hombres y mujeres. Entiendo su dolor porque experimenté la discriminación y el prejuicio cuando viví como gay.

Amo tanto y tengo mucha empatía por todos los homosexualeshombres y mujeres, los que viven una vida gay, y aquellos que buscan el cambio para vivir una vida heterosexual.

Somos libres para decidir la vida que queremos vivir. Respetémonos mutuamente en el espíritu del amor y la verdad. Este es asunto de derechos humanos, autodeterminación y libre expresión.

 

- Con su pasado tiene una perspectiva más profunda de la realidad de los homosexuales. Con esto en mente, ¿contra qué cosa cree que es más difícil luchar en la terapia en cuanto al estilo de vida gay?

 
- En mis 23 años de consejería con personas que experimentan sentimientos homosexuales no deseados, he encontrado cuatro tipos de personas:

1) Los jóvenes que tienen una lucha interna o están confundidos por su sexualidad.

2) Los hombres y mujeres que vivieron el estilo de vida gay, tratando deencontrar al señor o a la señora “indicada” y no lo lograron.

3) Hombres y mujeres casados que aman a sus esposos pero están atraídos al mismo sexo; y

4) Los que creen que la conducta homosexual es incompatible con sus creencias espirituales/religiosas. La cuarta categoría puede relacionarse a cualquiera de las otras tres.

Ya que viví como gay y luché contra los sentimientos homosexuales no deseados por muchos años, puedo ver la relación con cualquiera de estas personas. Entiendo lo que genera sentimientos homosexuales, entiendo las causas que llevan a alguien a tener atracción hacia el mismo sexo.

Por lo tanto, tengo mucho éxito ayudando a hombres, mujeres y adolescentes a resolver sus conflictos interiores y cumplir sus sueños (heterosexuales).

- Algunas personas creen que usted solo reprime su homosexualidad. ¿Qué les diría?

 
- Esta pregunta me parece muy graciosa y me la hacen frecuentemente. ¡No saben lo que se siente estar en mi pellejo! Cuando curé las causas que originaron mi atracción hacia el mismo sexo, mis sentimientos homosexuales se disiparon, verdaderamente dejaron mi fisiología y mi psicología.

Hoy en día soy un hombre heterosexual pleno, casado casi por 20 años con mi hermosa esposa con la que tengo tres hijos maravillosos. Estoy viviendo el sueño. Es fantástico y amo mi vida.

-Usted ha dicho que siempre hay una historia dolorosa detrás de una persona homosexual ¿A qué se debe eso?

 
- Enfrentémoslo, todos tenemos nuestros problemas, homosexuales y heterosexuales por igual. Nadie vive sin problemas. Tendemos a mirar a los homosexuales y a señalarlos. ¡Pero cuando lo hacemos, tres o cuatro dedos se levantan hacia nosotros!

Necesitamos amar a todos los hombres y mujeres homosexuales, escuchar sus historias y convertirnos en agentes de amor verdadero para ellos.El cambio es el resultado de la sanación y el amor. El amor es la gran medicina para curar el dolor.

- ¿Cuál sería su mensaje personal para las personas homosexuales?

 
-Sé como se sienten. Los amo. Viví la vida gay por muchos años. Elegí un camino diferente para buscar el cambio y ser heterosexual. Respetémonos mutuamente. Abracémonos y optemos por el amor.

- ¿Qué va a hacer en España y por qué España?
- Muchos editores no tienen las agallas para publicar un libro como “Comprender y Sanar la Homosexualidad”. Estoy muy agradecido a LibrosLibres por llevarme a España para compartir la verdad sobre la homosexualidad: si alguien verdaderamente quiere cambiar de gay a heterosexual, de homosexual a heterosexual, puede hacerlo.

Además, no somos ni antigay ni homofóbicos. De hecho, siempre defenderé los derechos de mis hermanos y hermanas gays, lesbianas, bisexuales y transgéneros.

- ¿Va a algún otro país, cuáles y para qué?

 
- Acabo de terminar un programa de capacitación en consejería en Ciudad de México. Hemos capacitado a 30 terapeutas de México, Venezuela y Colombia para ayudar a quienes experimentan la atracción hacia el mismo sexo no deseada y sus familiares. Son muchos los padres, hermanos y amigos que no saben cómo amar y ayudar a sus familiares y amigos homosexuales.

He escrito otro libro que detalla 12 principios para ayudar a los homosexuales y sus familiares que se titula Gay Children, Straight Parents (Hijos gays, padres heterosexuales).

Mi corazón desea entrenar terapeutas en todo el mundo que quieran ayudar a hombres y mujeres que experimentan la atracción hacia el mismo sexo no deseada, así como a sus familiares y amigos. Estoy muy emocionado por ir a España. La considero una cultura hermosa y excepcional. ¡Nos vemos pronto por allá!

Entrevista imperdível: Quem tiver ouvidos, ouça o que o mundo não quer ouvir!

fevereiro 5th, 2012

Entrevista concedida ao jornalista Romero Vieira Belo, de “O Jornal” pelo  Cônego Henrique, hoje Bispo Dom Henrique, da diocese de Aracaju, Sergipe.

***

Baseada em quê a Igreja condena o homossexualismo?

Primeiro, é necessário distinguir homossexualidade e homossexuais.

A Igreja, fundada na Escritura, sempre ensinou que o plano de Deus para a sexualidade humana é a complementaridade homem-mulher: “Homem e mulher ele os criou!” A relação homoerótica não é de acordo com o plano de Deus. No entanto, a Igreja também ensina que nenhum de nós é mais aquele ser humano que Deus pensara desde o início: somos todos meio desfigurados pelo pecado do mundo; todos temos tendências que nos desfiguram. Ora, na visão cristã, o homoerotismo é uma deturpação do projeto de Deus para a sexualidade. No entanto, as pessoas homossexuais não têm culpa de terem essa tendência e devem ser tratadas com respeito e caridade. No entanto, jamais a Igreja poderá dizer que a relação homossexual é um ideal ou que tanto faz uma relação homo ou heterossexual. Realmente, a Escritura fecha essa possibilidade! Dizer o contrário seria ser fiel à onda atual, mas infiel ao Cristo e ao seu Evangelho.

Ao pregar que o sexo é só para procriação, a Igreja não se distancia da realidade, já que a sociedade hoje vê a relação sexual até como diversão?

A Igreja não prega isso!

O ato sexual é, primeiramente, uma celebração do amor entre um homem e uma mulher que se amam e se deram na construção de uma vida, “na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, amando-se e respeitando-se todos os dias” dessa vida comum… A procriação é somente a segunda finalidade do ato sexual, mas não é essencial.

Um casal que já não possa ter filhos, pode e deve continuar tendo uma vida sexual ativa, e uma vida prazerosa, onde o amor é vivido como mistério de carinho, intimidade e sedução. Ao contrário do que muitos pensam, a Igreja não tem horror à sexualidade! Quem duvidar, compre um manual de moral católica e leia! O que a Igreja não pode é concordar com a banalização da sexualidade instaurada no mundo de hoje. Aliás, ninguém sério e que tenha um pouco de profundidade existencial pode concordar com isso que está aí…

Faz sentido, a essa altura, desestimular o uso da camisinha, expondo os jovens ao contágio da aids e outras DSTs?

A pergunta é simplista demais; é falaciosa.

Primeiro: o que a Igreja recrimina é um programa de educação sexual que se fundamenta simplesmente no “use camisinha”. Isso não é sério! No fundo, a mensagem termina sendo: “Chegou o Carnaval, chegou o Natal, chegou o São João, faça sexo! Tudo é permitido, desde que você use camisinha!” É o programa de banalização sexual do governo.

Ora, isso não é admissível! É preciso falar de sexo e dizer a essa juventude que sexo tem a ver com amor, com responsabilidade, com doação, com valores, com um projeto de vida! Nesse contexto é admissível falar de preservativo, pois nem todos são cristãos e nem todos são castos.

Em segundo lugar: para um cristão, o ideal continua sendo a castidade, isto é, a vida sexual somente no casamento. O sexo fora do casamento foi, é e continuará sendo pecado – esse é o ensinamento do Evangelho e nem a Igreja nem ninguém pode mudar isso! Um discípulo de Cristo que lhe queira ser fiel deve evitar relações fora do matrimônio, com ou sem camisinha.

Fora do casamento, usar camisinha ou não, não faz diferença nenhuma do ponto de vista da fé: é pecado do mesmo jeito. E aí, é melhor usar o famoso preservativo. Fora do casamento, ter relação com camisinha é pecado; ter sem camisinha é pecado e burrice…

A crise sacerdotal não poderia ser superada ou atenuada com o fim do celibato?

Primeiro, graças a Deus, o Brasil nunca teve tantos seminaristas como agora. Só no ano passado tivemos sete ordenações diaconais de uma só vez. Isso só ocorreu aqui em Maceió em 1941. Temos poucos padres porque no Brasil sempre foi assim. Agora é que estamos melhorando. Em segundo lugar, no Oriente, onde os padres católicos podem casar-se, há também crise de vocações. A questão não é de facilidades, mas fidelidade e amor a Jesus, que nos tornam capaz de dar a vida a ele e por ele!

Por que a Igreja defende tanto o celibato, se a Bíblia não contém nenhuma objeção ao casamento de padres?

Realmente, o celibato é apenas um conselho. No entanto, desde o princípio, a Igreja viu nele um valor, um sinal de que não temos aqui na terra morada permanente e também um sinal de entrega indivisa e total a Cristo e à sua missão. É bom recordar que o Cristo foi celibatário, São Paulo também o foi e o recomenda.

Já no Novo Testamento, os ministros ordenados podiam casar-se, mas, ficando viúvos, não poderiam se casar uma segunda vez: deviam ser esposos de uma só mulher. No entanto, a Igreja no Ocidente pode, um dia, mudar a obrigatoriedade do celibato. Como já disse, no Oriente, ele só é obrigatório para os Bispos…

A clonagem viola as leis da natureza, mesmo se o emprego da técnica ficar restrito a animais?

De modo algum. A clonagem de animais ou plantas, com fins científicos justificáveis, é perfeitamente aceitável. O que é imoral é a clonagem humana.

Em casos extremos, como os de crianças nascidas sem cérebro, deve-se recorrer à eutanásia?

Não. Não compete a nós decidir quem deve viver e morrer. Não somos Deus! Uma coisa é a morte como decorrência natural de uma condição deficiente de saúde e outra, bem diferente, é a morte provocada por antecipação em decorrência de convicções ideológicas. Para Hitler, os judeus deveriam morrer porque eram uma raça maligna, os deficientes mentais também. Agora, na Holanda, já se começa a assassinar recém-nascidos com doenças graves. É uma barbárie assassina! Ou a vida humana é sempre humana e deve ser preservada ou estamos abrindo as portas do inferno!

Imaginem quando se decidir matar crianças pobres porque não darão lucro ao sistema ou matar velhinhos porque dão prejuízo à previdência! É este o pecado original do homem: querer ser o seu Deus, querer decidir de modo contrário a Deus o que é bem e o que é mal… Sempre terminamos quebrando a cara!

Para a Igreja, quando começa a vida?

No momento da concepção.

A Igreja teria como definir a vida, do ponto de vista material?

Essa é uma discussão que envolve também cientistas e filósofos. Um erro grave da sociedade atual é achar que a ciência sabe tudo e pode tudo. Definir o que é a vida nunca será tarefa somente da ciência enquanto técnica, mas também da religião e da filosofia. No caso da vida humana, ela é aquela situação que nos constitui como um ser que possui um dinamismo vital autônomo e um patrimônio genético próprio. É uma definição bem precária, essa que estou dando, mas que serve bem para ilustrar por que não se pode brincar com a vida humana, mesmo no ventre materno: o embrião é já uma vida autônoma, não é um órgão da mãe; e já tem suas características genéticas próprias.

O uso de células-tronco pode salvar vidas, curar enfermos. Por que a Igreja é contra?

A pergunta não reflete a realidade. A Igreja é a favor da pesquisa com células-tronco e aplaude tais pesquisas. Ela é contra a pesquisa com células-tronco de embriões humanos, porque os mata. Os embriões já são seres humanos! Assassinar seres humanos é imoral, é crime sempre e em qualquer fase da existência.

Salvar vidas de uns matando outros é imoral! Eu posso dar minha vida por outra pessoa, mas ninguém pode me matar, tirar minha vida contra minha vontade, para salvar outro alguém! A experiência com células-tronco embrionárias é a vitória da razão assassina, da razão atéia, da razão imoral!

Como reagiria a comunidade católica se o papa fosse curado com o uso de células-tronco?

Com o uso de células-tronco adultas, ficaríamos muito contentes e agradecidos a Deus pelo bom uso que o homem faz de sua inteligência. Com o uso de células-tronco embrionárias, seria inaceitável. Não se pode querer ser feliz a qualquer preço! O fim não justifica os meios! O Papa é um homem de princípios, uma verdadeira testemunha do Evangelho da vida!

A Igreja mantém sua posição contrária ao aborto, mesmo em casos de estupro?

Sim. É muito fácil resolver o problema matando o mais fraco.

Sabemos que a experiência de estupro é traumática. Mas, isso não justifica moralmente matar a criança. A atitude correta seria ajudar a mãe a ter seu filhinho e, se ela não quer criá-lo, providenciar imediatamente uma adoção.

A Igreja parece se opor aos avanços da ciência. Deus impôs limites ao homem? Isso está escrito em algum trecho da Bíblia?

De modo algum a Igreja se opõe à ciência. Esta é uma percepção totalmente equivocada! O que a Igreja defende é que a pesquisa científica seja regida por critérios éticos. Aliás, vários cientistas atuais gritam por isso! Sugiro a leitura do site www.nep.org.br: é de cientistas preocupados com a ética na pesquisa científica.

Nem tudo que é tecnicamente possível é moralmente aceitável. Seria aceitável eticamente a bomba atômica? É aceitável escolher uma criança programando até os mínimos detalhes de seus caracteres físicos? É eticamente aceitável uma bomba que mate, mas não destrua nada de material? Quem impõe limites à tecnologia? Com quais critérios? A ciência e a tecnologia são neutras ou, ao invés, servem também a interesses econômicos e ideológicos? São questões seríssimas! A Escritura toda – não é só um trecho não! – insiste que o homem deve ser feliz, deve usar sua inteligência, mas sem cair na ilusão de ser senhor do bem e do mal, de ser Deus! O homem deve usar plenamente sua razão, mas uma razão que seja aberta ao Mistério de Deus

João Paulo II reconheceu que a Igreja errou ao perseguir cientistas como Galileu Galilei. Ao se contrapor à evolução científica atual, no futuro a Igreja não poderá ter que pedir perdão de novo?

A Igreja não se contrapõe à evolução científica; vê-la como algo essencialmente positivo. Ela simplesmente grita por critérios éticos para a ciência. É o que chamamos de filosofia das ciências ou epistemologia. A ONU, recentemente, fez a mesma coisa quando limitou a possibilidade de clonagem humana. Isso não é ser contra a ciência. A Igreja também não pretende impor a visão cristã de ciência; deseja somente uma discussão séria, que dê origem a uma ética civil sobre esses temas. No caso de Galileu a Igreja errou porque quis negar o resultado de uma pesquisa científica. Desde então, não fez mais isso. Repito: a questão agora não é técnico-científica; é moral! É uma falácia monumental misturar as duas coisas. É como perguntar qual é a cor de uma janela e alguém responder que a janela é grande!

Por que o comando da Igreja católica se mantém indiferente ao avanço das seitas evangélicas?

A Igreja não se mantém indiferente não. Apenas não ficamos paranóicos com isso. O problema é complexo. Estamos atravessando uma fase de transição cultural fortíssima: nada mais é certo, nada mais é duradouro, joga-se fora com a maior facilidade os valores dos antepassados, não se está preocupado com a verdade, mas em como conseguir se dar bem e se sentir bem imediatamente. É nesse contexto que se explica o crescimento das várias denominações vindas do protestantismo.

É interessante observar que os católicos realmente praticantes não deixam a sua fé. O problema é que o Brasil tem católicos “de nome” demais e católicos verdadeiros de menos… Isso também se deve a erros no processo de evangelização. Nunca foi uma boa coisa batizar massivamente, sem uma preparação acurada. Particularmente, eu prefiro poucos que se digam católicos, mas que o sejam de fato. Aí sim, seremos sal e luz, como Cristo espera de nós, membros da sua Igreja!

A família tradicional está se decompondo? Há como salvá-la?

Sim, está. A família hoje é um pequeno núcleo de um homem, uma mulher e duas ou três crianças, meio perdidos num mundo que o pressiona por todos os lados. É triste, porque não há esperança para a família – nem para nenhuma sociedade sadia – sem espírito de renúncia, sem ideais, sem a capacidade de ser feliz na felicidade dos outros. Os valores da sociedade moderna – que absolutiza o sucesso o bem-estar e o lucro -, privam os filhos da presença dos pais, sobretudo da mãe e deixam a educação por conta dos meios de comunicação e da escola, que já não educa, mas simplesmente transmite conhecimentos. Ou se muda o paradigma de sociedade e de valores, ou as conseqüências serão muito ruins.

Quem achar que estou sendo negativo, olhe um pouquinho em volta e veja o que está acontecendo com nossos jovens e crianças, que educação estão tendo, que valores estão assimilando… É assustador… A salvação da família está na redescoberta de alguns valores fundamentais, como a convivência, o diálogo, a sobriedade de vida, a solidariedade e, não por último, a prática religiosa, o lugar de Deus na nossa vida…

E o casamento? É instituição ultrapassada?

Para o mundo atual, sim. Para os cristãos, jamais! O problema é que a liberdade descompromissada e o “faça-você-mesmo” que tem substituído os valores cristãos, não realizam as pessoas. É uma falsa liberdade, porque motivada por um egocentrismo de dar pena. Não se encontrará a realização, a plena humanização por um caminho como esse… Os cristãos são convidados a testemunhar os valores do Evangelho também na vida familiar, matrimonial e sexual. Mas, isso só é possível quando a gente descobre o Cristo de verdade. Caso contrário, as exigências do Evangelho não passarão de moralismo castrador.

A liberação da mulher é um avanço ou um retrocesso social?

Um avanço. No entanto, se sob o manto dessa liberdade coloca-se a libertinagem sexual, o falta de tempo para estar com os filhos e a masculinização das mulheres, aí não há avanço, mas distorção. A Igreja defende que a mulher possa ganhar o mesmo que os homens tendo, no entanto, o direito de ter mais tempo com seus filhos. Sua presença junto a eles é indispensável. Muitas feministas dirão que isso é ideologia machista. Não é verdade! É apenas respeito pelas diferenças.

A igual dignidade do homem e da mulher exige tratamento diferenciado, exatamente porque os dois são diferentes – e tal diferença não é só produto cultural, mas é também biológica e psicológica, inclusive na educação dos filhos. O resto é pura ideologia, essa coisa insossa, chata e hipócrita chamada “politicamente correto”.

O catolicismo precisa mudar, se abrir, para acompanhar as transformações que marcam os tempos hodiernos?

O catolicismo não deve se preocupar em “acompanhar as transformações”, mas em ser fiel ao Evangelho.

Claro que a Igreja tem sempre o dever de ser atenta ao melhor modo de se comunicar com a humanidade em cada época e cultura. O Concílio Vaticano II, na década de 60, fez isso, preparando a Igreja para o mundo atual. Mas, isso não quer dizer que a Igreja deva ou possa trair a Verdade do Evangelho ou esconder as exigências morais que Cristo coloca para os seus discípulos. Como dizia a Bem-aventurada Teresa de Calcutá, “nós não somos chamados a fazer sucesso, mas a ser fiéis!” A Igreja, como um organismo vivificado pelo Espírito Santo, estará sempre mudando para ser fiel à sua missão. Mas, sua referência não são as modas do momento, mas unicamente o Cristo, e Cristo crucificado e ressuscitado!

Com tudo que a ciência ensina e pratica atualmente, faz sentido ensinar na missa que Deus fez o homem do barro?

Quem pensa que a Igreja ensina que os primeiros onze capítulos do Gênesis são para ser tomados ao pé da letra, está totalmente enganado. A Igreja não ensina isso e nenhum padre diz isso no sermão! Afirmar que Deus criou o homem do barro é dizer que, por nós mesmos, somos pó e ao pó voltaremos – todos nós.É uma pena que muitos vejam a Igreja como uma coisa totalmente boba, tão distante daquilo que ela realmente é! É interessante: desde os anos cinqüenta, com o Papa Pio XII, que a Igreja insiste que as narrativas do Gênesis não são uma reportagem histórica ou científica, mas uma narrativa simbólica, como as parábolas de Jesus. Já tive oportunidade de fazer palestra sobre isso para o Curso de Letras da UFAL.

Foi uma experiência interessante: abordar a questão dos gêneros literários na Escritura… A Igreja tem intelectuais profundos, filósofos muito sérios e teólogos brilhantes. Não somos um exército de tolos… Há muitos cientistas que são cristãos e há muitos padres e religiosos que se dedicam às ciências… Muitas vezes, as pessoas têm uma visão totalmente infantil do que a Igreja crê, ensina, vive e celebra… Aí não é a Igreja, mas uma triste e ridícula caricatura dela!

Será possível que o cristianismo, daqui a alguns milênios, venha a perder sua essência histórica e transformar-se em algo como uma lenda?

Isso aconteceria se, para agradar o mundo, a Igreja entrasse na onda. Mas, não ocorrerá. Cristo prometeu que, na força do seu Espírito Santo, estará sempre com sua Igreja. Ela já enfrentou as perseguições do Império Romano, a tragédia das invasões bárbaras, as lutas contra os tiranos do Sacro Império e dos monarcas absolutos, déspotas esclarecidos ou não. A Igreja já enfrentou o cativeiro dos papas em Avinhão durante quase setenta anos; sobreviveu à terrível experiência da dilaceração com a Reforma protestante, suportou dez péssimos papas consecutivos na época do Renascimento; já enfrentou a crítica do racionalismo, do iluminismo e do humanismo ateu do século XIX; sobreviveu à perseguição terrível dos regimes pagãos do século XX: o fascismo, o marxismo e o nazismo. Agora luta contra novos gigantes: a secularização, o consumismo, o ateísmo prático, a onda anti-cristã dos meios de comunicação de massa… E vencerá, mais uma vez. Ela perderá sempre mais poder político, poder de barganha, prestígio e até número de fiéis. Mas, isso, ela nunca deveria ter tido; a sua força não consiste nisso. Sua glória, sua força, seu arrimo é unicamente Cristo, loucura, escândalo e fraqueza para o mundo, sabedoria e poder de Deus para os que crêem… “As portas do inferno não prevalecerão” – a promessa do Senhor a Pedro continua de pé!

Relato de uma libertação realizada por Bento XVI

Posto abaixo um relato de um caso de libertação aocntecido na Praça de São Pedro por intervenção do Papa Bentop XVI. Tal relato está no novo livro do mais famoso exorcista da atualidade: Pe. Gabriele Amorth. Seu novo livro “L’ULTIMO ESORCISTA – La mia battaglia contro Satana” (O último exorcista – Minha batalha contra Satanás), ainda não tem edição em português. Ressalto, no entanto, que o Vaticano negou qualquer exorcismo realizado pelo Papa. 

 

 

O jipe dá uma volta larga. Depois sobe à parte superior da praça, a poucos metros da porta da basílica vaticana. O Papa sai e cumprimenta as pessoas das primeiras filas.

Giovanni e Marco, ao mesmo tempo, começam a uivar. Deitados no pavimento, uivam. Uivam altíssimo.“Santidade Santidade, estamos aqui”, grita ao Papa uma das duas mulheres tentando atrair a sua atenção. Bento XVI volta-se, mas
não se aproxima. Ele vê as duas mulheres e vê, no chão, os dois jovens gritando, babando, tremendo, enraivecidos.
Ele vê o olhar de ódio dos dois homens. Um olhar dirigido para ele. O Papa não se perturba. Olha de longe. Levanta um braço e abençoa os quatro. Para os dois possessos é um açoite furioso. Uma chicotada que lhes sacode o  corpo todo. Tanto que os projecta três metros para trás e os deixa como que espancados, no chão.
Agora já não gritam. Mas choram e choram e choram. Gemem durante toda a audiência. Depois, quando o Papa vai embora,reentram em si mesmos. Voltam a si. E não se lembram de nada.
Bento XVI é muitíssimo temido por Satanás. As suas missas, bênçãos, as suas palavras são uma espécie de poderosos exorcismos. Julgo que Bento XVI não faz exorcismos. Ou pelo menos não consta. No entanto, acho que todo o seu pontificado é um grande exorcismo contra Satanás. Eficaz. Potente.  (…)
A maneira como Bento XVI vive a liturgia. O seu respeito pelas rubricas. O seu rigor. A sua atitude. São eficacíssimos contra Satanás. A liturgia celebrada pelo Pontífice é poderosa. Satanás fica ferido de cada vez que o Papa celebra a Eucaristia.
Satanás temeu muito a eleição de Ratzinger para o trono de Pedro. Porque via a continuação da grande batalha contra ele mantida ao longo de 26 anos e meio pelo seu antecessor, João Paulo II.

Aborto não mata mulheres, mata bebês!

Extraído do blog: Carmadelio

Blogueira Míriam Macedo

Aborto não mata mulheres, mata bebês.

As clínicas de aborto não matam ‘monte de mulheres’. Matam milhares de crianças, fetos, bebês, ou embriões (estes últimos, a ciência não sabe dizer se são ou não são seres humanos; logo, podem ser. Todos nós sabemos que são). O aborto não pode ser escolha individual. Se há dúvida sobre ser o embrião vida humana, temos de contemplar a possibilidade de ser. Logo, não se pode abortá-lo.

Todos sabem que um número expressivo de abortos são de bebês completamente fomados, e é por esta realidade chocante e indiscutível que os abortistas detestam quando se exibem fotos e vídeos de bebês perfeitos completamente estraçalhados, prontos para descarte, nas clínicas de aborto.

Pelo menos, este consenso a civilização já atingiu: a lei, a moral, o senso comum não admitem e punem o assassinato de ser humano inocente.

Quanto ao raciocínio torto – ‘quem é contra o aborto é a favor de clínicas clandestinas’ – , eu pergunto: quem é contra a impunidade de assaltantes, implicitamente é a favor da superlotação carcerária? Façam-me-o-favor!

A exibição propagandística de números astronômicos de’ mulheres pobres que morrem por causa de abortos mal-feitos” só faz parte da má-fé e desonestidade de quem só quer matar. Dados oficiais do SUS, de 2002 a 2007, informam que, no período, morrerram 845 mulheres em decorrência de abortos, incluídos aí os abortos espontâneos, gravidez tubáreas e outras complicações. Logo, o número de mulheres mortas por causa de abortos mal feitos é muito abaixo das milhares que são acenadas por defensores do aborto.

Quanto ao uso da camisinha, autoridades mundiais de saúde reconhecem que a ação da Igreja Católica de estimular a abstinência e a fidelidade tem sido a grande responsável pela redução dos alarmantes índices de doenças sexualmente transmissíveis (a pior delas, a AIDS) principalmente na África.

Quanto ao cuidado com órfãos, doentes e desvalidos, a Igreja Católica faz isto há 2 mil anos. Usar ou não camisinha é orientação que a Igreja dá a quem é católico, Quem não é, não precisa nem prestar atenção.

Sobre livre-arbítrio- escolha individual, dizer que, numa sociedade democrática, as pessoas são livres porque podem escolher o que lhes parece melhor é dizer que todos os atos, numa sociedade democrática, são passíveis de escolha livre: nenhum ato, por mais criminoso que seja, pode ser retirado à livre escolha de cada um. Mas, sabemos que não é bem assim. Há decisões que a sociedade deixa à livre escolha de cada um (por exemplo, ir à praia ou ao cinema) e há atos que a sociedade não deixa à livre escolha de cada um (por exemplo, matar o vizinho numa reunião de condomínio).

No aborto, estão em causa os direitos de uma pessoa e os direitos de um feto (ou, como dizem alguns cientista e juristas, uma ‘coisa’, ou’ um não se sabe bem o quê’). Já expliquei lá atrás: se a ciência não pode provar que o feto não é ser humano, o aborto não pode ser permitido. É crime.

O aborto não deixa de ser imoral, inaceitável e vergonhoso só porque a ‘civilização’ decidiu legalizar o genocídio de seres humanos indefesos dentro da barriga da própria mãe. Quem defende o aborto quer liberdade para matar. Ponto.

Em países democráticos como os EUA e o Brasil, a maioria da população, de formação cristã, é contra o aborto. O Brasil é cristão desde o seu surgimento, o país desaparece culturalmente se forem retiradas as bases e influências do cristianismo. A democracia americana é fruto essencialmente da formação cristã de seus fundadores e do fato de não ter se implantado ali uma ‘Igreja de Estado’, como ocorria com a igreja protestante/anglicana na Inglaterra.

Quanto ao laicismo, o Estado não pode ser confessional. E legisladores e governantes, sendo representantes do povo, não deveriam aprovar e defender leis contrárias à opinião e crenças da maioria que eles representam. A opinião da maioria da população destes países contra o aborto é fato documentado.

Ideologia de gênero: neototalitarismo e morte da família

Entrevista com Jorge Scala – por Thácio Siqueira

Fonte: ZENIT.org

 O livro “Ideologia de Gênero: neototalitarismo e a morte da família”, cuja versão em português esteve aos cuidados da editora Katechesis, é um livro do advogado pró-vida, argentino, Jorge Scala, lançado no Brasil em Outubro do ano passado. Zenit entrevistou o autor, que nos explicou brevemente o significado do seu livro e os perigos desta ideologia nas nossas sociedades.

Por que um livro sobre a ideologia de gênero?

A razão é simples: a ONU criou uma Agência do Gênero. Essa agência se dedica a controlar que todos os organismos e programas da ONU incluam o gênero. Por sua vez, a União Européia e o Banco Mundial condicionam os empréstimos para o desenvolvimento dos países pobres, por cláusulas da difusão de Gênero. Finalmente, se incorporou o gênero no sistema educacional dos nossos países. Dado tudo isto, é necessário investigar o que é o gênero.

O que significa dizer que a ideologia de gênero é uma ideologia e não uma teoria ou uma descoberta científica?

Uma teoria é uma hipótese verificada experimentalmente. Uma ideologia é um corpo fechado de idéias, que parte de um pressuposto básico falso – que por isto deve impor-se evitando toda análise racional -, e então vão surgindo as conseqüências lógicas desse princípio falso. As ideologias se impõem utilizando o sistema educacional formal (escola e universidade) e não formal (meios de propaganda), como fizeram os nazistas e os marxistas.

O que é, então, a ideologia do gênero? Como você a descreveria para nossos leitores?

Seu fundamento principal e falso é este: o sexo seria o aspecto biológico do ser humano, e o gênero seria a construção social ou cultural do sexo. Ou seja, que cada um seria absolutamente livre, sem condicionamento algum, nem sequer o biológico -, para determinar seu próprio gênero, dando-lhe o conteúdo que quiser e mudando de gênero quantas vezes quiser.

Agora, se isso fosse verdade, não haveria diferenças entre homem e mulher – exceto as biológicas -; qualquer tipo de união entre os sexos seria social e moralmente boas, e todas seriam matrimônio; cada  tipo de matrimônio levaria a um novo tipo de família; o aborto seria um direito humano inalienável da mulher, já que somente ela é que fica grávida; etc. Tudo isso é tão absurdo, que só pode ser imposto com uma espécie de “lavagem cerebral” global.

Você, em seu livro, a chama de “ideologia totalitária”. Há alguma relação com as ideologias totalitárias que a humanidade tem experimentado na história? Ou é um passo para chegar a estas situações de políticas totalitárias?

O gênero destrói a estrutura antropológica íntima do ser humano, por tanto quem fique à mercê dessa ideologia o fará “voluntariamente”. Não é mais do que uma ferramenta de poder global que, se imposta, levará a um regime totalitário – ainda quando haja eleições e partidos políticos como na Alemanha nazista -. Em contraste, nas outras ideologias conhecidas, o Estado dominava – ou domina como na Coréia do Norte ou em Cuba – pela força bruta.

Parece uma ideologia que entra nos países pelo aspecto legal e jurisdicional. Não será a falta de reconhecer uma lei natural, e a adoção do positivismo, os alicerces deste totalitarismo?

O problema parece mais profundo e complexo. O ethos é aquilo que um povo estima o que está bem e o que está mal, desde as profundezas do seu coração, não importando o que digam as leis e até mesmo o que cada um faça na própria vida. O problema é que o Ocidente perdeu o seu ethos comum, até 30 ou 40 anos atrás, era o cristianismo. O liberalismo fez que muitas pessoas acreditassem que a moral fosse um assunto privado de cada pessoa. Então, para alguns, é bom mentir, roubar, matar e fornicar – em certas circunstâncias -; e como todas as opiniões são iguais, a única maneira de viver em sociedade é que as leis “imponham” um certo ethos, que deve ser aceito por todos, sob certas penalidades. Por isso, nos nossos parlamentos promove-se todos os tipos de leis de gênero. Busca-se com elas que – junto com a educação -, formem o novo ethos dos nossos povos. E se o gênero se converte em ethos, o sistema totalitário funcionará plenamente.

A teoria do gênero é totalitária, mas não vemos ninguém perdendo as suas vidas. Então, por que ter medo de algo que não passa de leis e de idéias? Não é melhor respeitar a opinião de cada um?

Em 2010 a Espanha reformou a sua lei do aborto conforme a ideologia do gênero, considerando-o “direito humano” essencial da mulher. Naquele ano houve 113.031 abortos na Espanha. Essa “lei” e essa “idéia” mataram – só na Espanha e só nesse ano -, muitas pessoas. Não é pra ter medo da ideologia do gênero, mas é necessário enfrentá-la no campo das idéias, que é onde ela pode ser vencida mais facilmente.

Sempre é necessário respeitar as pessoas – independentemente dos seus pensamentos-. No entanto, as opiniões não se respeitam: se discernem. O livro ajudará o leitor a fazer seu próprio discernimento sobre o gênero.

Qual é, então, as conseqüências para nossos filhos, para a próxima geração?

Eu respondo com um fato real. Dei uma palestra sobre esta ideologia, a todos os professores de uma cidade de 7.000 habitantes, numa área rural da minha província. Gente simples e trabalhadora. Ao concluí-la, uma professora comentou em voz alta: ‘Agora eu entendo porque há alguns dias atrás meu filho de 7 anos me perguntou: mamãe eu sou menino ou menina …? As pessoas formadas e maduras estão imunes dessa ideologia, mas se a permitirmos penetrar nas crianças desde tenra idade – cinema, rádio, TV, escola, revistas -, em muitos casos, teremos que lamentar com o tempo tragédias de todo tipo.

“Onde haja um homem – mulher ou varão – , sua inteligência buscará a verdade, sua vontade tentará amar e autodirigir-se para o bem “, é o que você afirma no seu livro. Qual seria a melhor maneira de combater esta e outras ideologias semelhantes que tendem a penetrar nas Constituições e leis dos países? É a formação de homens e mulheres verdadeiros? O que significa um homem ou uma mulher verdadeiros?

Ante todas as idéias insalubres ou absurdas que giram pelo mundo atual, o mais importante não são outras idéias que as combatam; Mas sim, testemunhas da verdade. Mulheres e homens sinceros, de carne e osso. A mulher é a mãe, ou seja: o amor incondicional e que sempre está presente. O varão é o pai, ou seja: a autoridade, o amor que põe limites e condições, para tirar o melhor de si de cada um. Ambos amores são necessários para chegar à maturidade humana. Conhecer um homem e uma mulher assim, é a melhor “vacina” contra a ideologia do gênero.

Todo o dinheiro da venda desse livro no Brasil é revertido para o movimento Pró-vida do Brasil. O livro é distribuído no Brasil pelo Prof Felipe Nery (proffnery@hotmail.com)

Jorge Scala – Argentino. Advogado. Professor de Bioética na Universidad Libre Internacional de las Américas. Professor honorário da Universidad Ricardo Palma. Prêmio Thomas More do Instituto Tomas Moro. Prêmio João Paulo II à defesa da vida da Universidad Fasta. Autor e co-autor de vários livros. Deu mais de 600 palestras em 17 países.

MPF cobra “esclarecimento” da Igreja Católica sobre artigo supostamente homofóbico

 

Remeto à importante denúncia feita pelo blog “Porta da Fé” a respeito de um pedido de “esclarecimentos” feito pelo Ministério Público Federal por conta de um número do Boletim Universitário da Universidade de Londrina (UEL) que trazia um texto contrário ao homossexualismo. O início do texto já sintetiza tudo:

“Igreja e UEL devem esclarecer boletim homofóbico”. A matéria é do portal de notícias Bonde e é referente ao um periódico católico que circulou em setembro do ano passado na Universidade Estadual de Londrina. Entre os artigos publicados pelo “Boletim Universitário”, um chamou a atenção do público acadêmico por fazer sérias críticas ao comportamento homossexual.

A notícia também repercutiu em outros veículos da imprensa local – como p.ex. aqui, sob o título “MPF apura suposta homofobia em texto de Boletim Universitário em Londrina”. Esta reportagem diz que “[j]á foram dados três encaminhamentos relativos ao processo, [sendo] dois para a Arquidiocese de Londrina, em nome do arcebispo Dom Orlando Brandes e do padre César Braga de Paula”.

Cabe notar algumas coisas:

a) Não existe nada de preconceituoso, degradante, desrespeitoso ou coisa parecida no texto do Boletim Universitário da UEL. Trata-se de um texto simples (escrito no formato de diálogo) sobre vocação e matrimônio, claramente destinado a católicos, e que repete o óbvio: só existe Matrimônio entre duas pessoas do sexo oposto.

b) Não existe “homofobia” tipificada no ordenamento jurídico brasileiro!! Causa espécie que o Ministério Público Federal não tenha mais o que fazer a não ser aporrinhar católicos cobrando “esclarecimentos” sobre supostos crimes inexistentes no Brasil!

c) O encaminhamento do processo feito a religiosos – a um bispo e um padre – é uma piada, um acinte ultrajante, uma verdadeira ofensa. Quando os católicos – cidadãos que fazem parte da sociedade brasileira e que, portanto, têm total direito civil de participarem do processo democrático – manifestam as suas posições sobre temas morais contemporâneos, os laicínicos começam com a histeria cretina de que vivemos em um “estado laico”. Não obstante, o Ministério Público pretende intimar a Igreja para determinar como Ela pode ou não ensinar o Catecismo, e aparentemente ninguém vê nada errado nisso! É ridículo.

E assim, com base em uma lei inexistente, um órgão federal pressiona e constrange uma instituição religiosa bimilenar a mudar o ensino de seus princípios morais. É patético, mas é verdade. Contra esta ignomínia, são muitas oportunas as considerações do “Porta da Fé”:

Peço encarecidamente a todos os leitores e amigos que se manifestem contra esta ação do Ministério Público. Mandem e-mails de forma respeitosa a todos os contatos disponíveis no site da Procuradoria Geral da República. Nosso clamor deve ser ouvido.

Também mandem e-mails ao clero e à Arquidiocese de Londrina para que sejam firmes na Fé e não tenham receio de proclamar a Palavra de Deus com valentia e bravura. Para entrar no site da arquidiocese é só clicar aqui.

A situação é tão surreal que faltam até palavras para reagir. Reclamemos, enquanto nos é dado falar. Apontemos o ridículo, ainda que ninguém o perceba e ele tenha a ousadia de se apresentar pomposamente travestido de “progresso” ou “evolução”. Continuemos falando, ainda que intentem nos silenciar. Pois seremos cobrados também pelo nosso silêncio. Se ninguém chamar esta loucura pelo nome, pode ser que o mundo enlouqueça mais rápido – por nossa culpa.

Liberdade religiosa em perigo nos Estados Unidos

 (ZENIT.org) .- A decisão do Governo Federal dos Estados Unidos de obrigar as igrejas a reembolsarem os custos de contraceptivos tem causado uma onda de críticas.

A nova lei sobre os serviços nacionais de saúde, aprovada pelo Congresso de Washington, deixa para o Departamento de Saúde e de Serviços Humanos (HHS, na sigla em Inglês) a decisão sobre quais instituições ficarão isentas da obrigação de pagar as despesas dos seus empregados com contraceptivos em seus planos de saúde.

Neste 20 de janeiro, o Departamento anunciou que as igrejas ficarão isentas, mas não as associações relacionadas com as igrejas, como escolas, hospitais e instituições de caridade, que deverão reembolsar seus empregados.

A única concessão do ministério foi dar os empregadores um tempo adicional para se adequarem à lei, até agosto de 2013. Esta concessão, como foi ressaltado por alguns observadores, apenas desloca a obrigação para depois da próxima eleição.

“Acredito que esta proposta consegue um justo equilíbrio entre a liberdade religiosa e o aumento do acesso a importantes serviços de prevenção”, disse a ministra da Saúde, Kathleen Sebelius, em comunicado de imprensa.

A posição não foi compartilhada por muitas pessoas que, nos dias seguintes, se manifestaram a respeito.

“O presidente está nos dizendo que temos um ano para descobrir como violar as nossas consciências”, disse o cardeal nomeado Timothy Dolan, arcebispo de Nova Iorque e presidente da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos (USCCB, em inglês), através de comunicado de imprensa datado de 20 de janeiro.

De acordo com Dolan, a norma significa que a esterilização e os contraceptivos de efeito abortivo devem ser incluídos nos planos de saúde.
“O governo não deve obrigar os americanos a agirem como se a gravidez fosse uma doença a ser evitada a todo custo”, disse ele.

“Isso nunca aconteceu na história dos Estados Unidos: o governo federal obrigar os cidadãos a pagarem por algo que viola as nossas crenças”, disse o cardeal Daniel DiNardo em 22 de janeiro, em homilia na missa de abertura da Vigília Nacional pela Vida. O que está em jogo, segundo ele, “é a sobrevivência de uma liberdade fundamental constitucionalmente protegida, que garante o respeito pela consciência e pela liberdade religiosa”.

A irmã Carol Keehan, DC, presidente da Associação Católica de Saúde dos Estados Unidos, manifestou a sua decepção com a decisão. “Esta foi uma oportunidade perdida de promover a proteção da liberdade de consciência”.

As críticas vieram de todos os lados. “Eu não consigo imaginar um ataque mais direto e frontal à liberdade de consciência do que a decisão de hoje”, escreveu o cardeal Roger Mahony, em comunicado publicado em seu blog no dia 20 de janeiro. O arcebispo emérito de Los Angeles disse: “Para mim há outra questão fundamental, tão importante quanto esta, agora que entramos em campanha para eleger o presidente e o Congresso”.

Até o Washington Post condenou a decisão do Departamento. Em editorial do dia 23 de janeiro, o jornal escreveu: “O governo fingiu ceder a um compromisso, dando aos empregadores mais um ano para se adaptarem à medida. É uma decisão improdutiva, que não resolve o problema fundamental de obrigar as instituições religiosas a gastarem seu dinheiro de uma forma que contradiz os princípios da sua fé”.

“É imperativo”, disse o papa Bento XVI a um grupo de bispos americanos, no dia anterior à decisão do Departamento, “que toda a comunidade católica nos Estados Unidos esteja ciente das ameaças graves para o testemunho público moral da Igreja, apresentadas por um laicismo radical que se expressa cada vez mais na política e na cultura”.

“Particularmente preocupantes são algumas tentativas de limitar a liberdade mais apreciada na América, que é a liberdade de religião”, insistiu o papa.

Há conjecturas sobre o impacto que esta decisão possa vir a ter sobre as eleições em novembro. Em texto de 24 de janeiro no site do The Wall Street Journal, William McGurn comenta que Barack Obama conseguiu em 2008 a maioria dos votos católicos. Mas agora, muitos católicos que apoiaram Obama estão indignados com a decisão do Departamento. Entre eles há pessoas como o presidente da Universidade Notre Dame, pe. John Jenkins, fortemente criticado por convidar o presidente a discursar e a receber um diploma honorário. McGurn considera paradoxal que “a decisão tenha sido imposta por uma Ministra da Saúde e dos Serviços Humanos que é católica, Kathleen Sebelius, e que trabalha em uma administração cujo vice-presidente, Joe Biden, também é católico”.

Não são apenas os católicos que estão incomodados. Em 21 de dezembro, mais de sessenta líderes protestantes e judeus ortodoxos escreveram uma carta ao presidente Obama pedindo-lhe a não exigência de que as seguradoras privadas cubram a contracepção e a esterilização.

“Não são só os católicos que se opõem profundamente à condição de pagar planos de saúde que cobrem anticoncepcionais abortivos”, escreveram eles. “Acreditamos que o governo federal é obrigado pela Primeira Emenda a respeitar as convicções religiosas de organizações baseadas em todo tipo de fé, tanto católica quanto não católica”, insistiram.

Esta declaração, sem dúvida, será repetida durante os próximos meses, ao se aproximarem as eleições.

Testemunho do padre que foi coroinha de Pe. Pio

Vejam abaixo testemunho do Pe. Armando Brédice, de 94 anos, foi coroinha do padre Pio de Pietrelcina, e atualmente é vigário da paróquia Santa Terezinha, no Cruzeiro Novo, Brasília. Em seu testemunho, ele fala do temperamento, do trabalho e da perseguição empreendida contra o padre pelas autoridades civis, eclesiásticas e pelo Papa Pio XI. Destaca os milagres e outros episódios impressionantes da vida de Pio de Pietrelcina.

Não permita que zombem do Cristo Redentor

Precisamos unir forças, pois a batalha é contra os “maiorais” do carnaval no Rio de Janeiro.

Veja aqui como assinar uma Petição solicitando ao Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta e ao prefeito da cidade, Sr. Eduardo Paes, para que NÃO PERMITAM que levem para a Avenida da imoralidade que é a Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, imagem alguma que sugira ser o Cristo Redentor.

Este insulto não podemos deixar passar em branco!

A petição será enviada a Arquidiocese do Rio de Janeiro e ao Gabinete do Prefeito antes do Carnaval. Por isso pedimos a todos que participem até o dia 10 de fevereiro.

Esta petição foi criada depois que soubemos da grande ofensa que estão armando contra Nosso Senhor Jesus Cristo.

Uma escola de samba resolveu homenagear Joãosinho 30 – um carnavalesco que faleceu ano passado – colocando em seu desfile de imoralidades do carnaval de 2012 uma alegoria onde o Cristo Redentor é motivo de chacota, pois é intitulado “Cristo Mendigo”, tem uma lona o cobrindo inteiro (porque na época do desfile, em 1989, a estátua foi proibida de ser usada) e o insulto óbvio: Imagens santas não devem estar e nem ser expostas em eventos imorais.

Assine agora a Petição e entenda melhor o que acontece nesta página.

Compartilhe esta petição nas redes sociais, por e-mail, em blogs.

Vamos abalar as estruturas desta festa que só tem como objetivo o pecado carnal

Costa Concórdia:o que o feminismo fez do homem moderno.

janeiro 25th, 2012

Que tipo de homem foge, sob o manto da escuridão, de seu navio que está afundando, deixando aproximadamente 4.200 passageiros e tripulação para se virarem sozinhos?

Que tipo de homens empurra violentamente mulheres idosas, menininhas e jovens mães para entrar primeiro nos botes salva-vidas? Ora, ora, os homens modernos, os homens sexualmente emancipados que foram criados conforme as doutrinas do feminismo e de nossos costumes “modernos”.

O que significa uma expressão como “mulheres e crianças primeiro” para homens modernos que foram ensinados a vida inteira que as mulheres nada mais são do que brinquedos sexuais e que as crianças nada mais são do que uma carga descartável?

Os detalhes do tombamento do Costa Concordia, um dos maiores navios cruzeiros que navegam pelo Mediterrâneo, chegaram à imprensa de língua inglesa uma semana mais tarde e todo mundo agora conhece a conversa de telefone gravada na qual o capitão da guarda costeira, Gregorio De Falco, ordena furiosamente que o capitão do navio, Francesco Schettino, volte a seu navio.

Schettino respondeu mentindo repetidamente, enquanto estava tentando fugir num bote salva-vidas.Os passageiros foram abandonados para se resgatarem sozinhos, ajudados por artistas contratados e poucos membros da tripulação.

Uma mulher disse: “Havia homens grandalhões, membros da tripulação, empurrando todos nós para entrarem nos botes salva-vidas”. Outra passageira, uma avó, disse: “Eu estava ao lado dos botes salva-vidas, e homens grandalhões estavam me acertando e empurrando as meninas com brutalidade”.

Nos primeiros dias depois que o Costa Concordia tombou na água rasa a quase 300 metros da praia, toda a Itália foi pega em vergonha com as reportagens sobre a conduta de Schettino. Ele foi preso depois que chegou à praia e acusado de homicídio involuntário e abandono de seu navio. Ele foi apanhado tentando entrar num táxi, tendo, pelo que foi relatado, pedido ao taxista: “Tire-me daqui o mais rápido possível”.

Apelidado de “Capitão Covarde”, Schettino se tornou o centro da fúria nacional para os italianos que já estão fartos do estereótipo — que com demasiada frequência é acurado — dos homens italianos como permanentes adolescentes vaidosos, preguiçosos, irresponsáveis, egoístas e inconfiáveis.

O desastre do Costa Concordia trouxe ao centro das atenções os efeitos que o feminismo, e sua filha prostituta, a Revolução Sexual, tiveram nos homens. O feminismo matou a prioridade cultural dos homens protegendo e se responsabilizando pelas mulheres. Num vídeo, Michael Voris falou da “jornada do herói”, o modelo original da cultura ocidental do rapaz que deixa o lar, enfrenta e vence adversidades e se torna um homem com capacidade de proteger uma família. Mas nossa cultura inspirada pelo feminismo, juntando forças com o materialismo consumista que mata a alma, jogou esses conceitos na lata de lixo.

Ao dizer às mulheres que elas não precisam dos homens e ao demonizar o valor da masculinidade, o feminismo ao mesmo tempo diz aos homens que eles nunca precisam crescer. Se o feminismo disse às mulheres que elas podem sair por aí dormindo com qualquer um “como se fossem homens”, devemos nos lembrar de que isso significa que os homens podem, em retribuição, fazer a mesma coisa.

Em vez de insistirem em que os homens cresçam, se casem com uma mulher e protejam e cuidem de seus filhos, o feminismo oferece aos homens as mulheres como brinquedos e ao mesmo tempo oferece às mulheres a pílula anticoncepcional, aborto e tribunais para resolver questões de pensão alimentícia como plano B.

O feminismo define “igualdade” como homens e mulheres competindo igualmente no mercado de trabalho e usando um ao outro igualmente como objetos.Algum tempo atrás li um site interessante, embora profundamente assustador, que afirmava dar apoio aos homens contra o mundo feminista. Num artigo, os homens claramente irados apontavam para o injusto padrão duplo nas leis relativas à família. O sistema legal, agora preso firmemente nas garras das feministas, mantem os homens financeiramente responsáveis pelos filhos que eles geram quando se separam da mãe. Mas o artigo apontou, com suficiente lógica, que ao mesmo tempo o feminismo exige que a contracepção e o aborto sejam disponibilizados gratuitamente. Por que então, se as mulheres têm agora a liberdade de usar os homens como objetos sexuais, um homem deveria em algum momento ser responsabilizado pela paternidade? Por que os homens deveriam ser rotineiramente arruinados por ações legais de pensão alimentícia quando o aborto é legal e muito mais barato e fácil de conseguir?Realmente, por quê? O feminismo, pelo fato de que é essencialmente desonesto, pueril e age só em causa própria, nunca confessará francamente as conclusões lógicas de suas suposições.

Recentemente, os papas escreveram contra o tipo de feminismo que promove o aborto e a contracepção e ao mesmo tempo cria uma divisão de hostilidade entre homens e mulheres. A promiscuidade geral, a contracepção, o aborto legal, o divórcio fácil, junto com uma cultura que adora a juventude e é loucamente materialista, disseram eles, criaram uma sociedade individualista de consumidores isolados para os quais todos os relacionamentos rotineiramente terminam em abandono. Uma vasta catástrofe cultural que deixa os filhos sem pais, diz às mulheres que elas não precisam dos homens e que diz aos homens que eles podem permanecer a vida inteira como adolescentes felizes e despreocupados.Essa mensagem parece ter tido resultado especialmente evidente na Itália onde é facílimo encontrar homens que são a personificação do estereótipo consumista.

O homem-criança efeminado é uma praga na Itália; meninos das mamães vaidosos, convencidos, superficiais e egoístas que vivem na casa dos pais quando já estão com trinta e quarenta anos de idade. Outrora, o centro de vida dos italianos era a família; agora eles estão cada vez mais se divorciando ou se recusando a casar em primeiro lugar.

A jornalista italiana Rosaria Sgueglia escreve no Huffington Post que o ex-capitão do Costa Concordia é um daqueles homens italianos que estão à altura desse estereótipo ponto por ponto. Os italianos estão “furiosos”, escreveu ela, com “gente como o sr. Schettino que não fazem nada a não ser comprometer a imagem já danificada que o resto do mundo tem do povo italiano”.

Embora os italianos estejam descarregando sua fúria em Francesco Schettino por ser tudo o que eles odeiam em si mesmos, precisamos nos lembrar de que muitos países estavam representados na lista da tripulação do Costa Concordia. O desastre tem, por todos os lados, as impressões digitais de nossa cultura ocidental que está envenenada e morrendo.

Lendo as reportagens do Costa Concordia, não pude evitar reconhecer os resultados das novas prioridades de nossa sociedade. Muitos observadores fizeram a comparação com o desastre do Titanic. Cem anos atrás, os homens da primeira classe levantaram as mulheres e crianças da classe pobre e as colocaram nos botes salva-vidas tendo plena consciência de que estavam dando suas vidas.

O capitão do Titanic, de acordo com os relatos, foi visto pela última vez segurando uma criança em seus braços buscando um jeito de salvá-la. Cem anos mais tarde, o que vemos é um oficial da guarda-costeira gritando para o “Capitão Covarde”: “Vada a bordo, cazzo!” que significa “Volte à bordo, …!”

Eis nosso admirável novo mundo sexualmente emancipado.

Fonte: http://www.lifesitenews.com/news/captain-coward-behold-our-brave-new-sexually-emancipated-world

Começa Revolta contra Agenda LGBT de Obama

 Fonte: www.c-fam.org

Cidadãos de vários países estão fazendo resistência à expressa ordem de política externa pró-LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros) do presidente Obama. Líderes em El Salvador lançaram um site sobre “Obama Está Corrompendo a Política Externa” e estão pedindo ao Senado dos EUA que rejeite a pessoa nomeada para ser embaixadora em seu país.

O presidente Obama anunciou em dezembro que a promoção da conduta lésbica, gay, bissexual e transgênera (LGBT) é política externa prioritária, até mesmo para inspetores militares dos EUA. Ao mesmo tempo, a secretária de Estado Hillary Clinton deu um discurso muito publicado na ONU igualando a condição LGBT com a religião. O Departamento de Estado orientou os embaixadores no mundo inteiro a reconhecerem um “mês de orgulho gay” e divulgou uma “lista de “realizações”, inclusive o fato de que uma embaixadora dos EUA publicou um artigo de jornal promovendo a agenda LGBT em favor dos Estados Unidos. Mari Carmen Aponte, embaixadora temporária em El Salvador, publicou um artigo igualando a desaprovação da homossexualidade à “hostilidade brutal” e “agressão” por parte “daqueles que promovem ódio”. Os salvadorenhos têm a “responsabilidade” de se tornarem promotores das questões LGBT e “informarem nossos vizinhos e amigos sobre o que significa ser lésbica, gay, bissexual ou transgênera”, escreveu ela. O artigo dela saiu num grande jornal salvadorenho, provocando uma explosão de protestos de cidadãos ofendidos. Quase quarenta líderes de países latino-americanos repreenderam a embaixadora.

Numa declaração num jornal salvadorenho, eles acusaram a representante dos EUA de “desprezar nossos profundos valores cristãos, enraizados na lei natural” ao tentar “impor… uma nova visão de valores estrangeiros e bizarros, completamente estranhos à nossa fibra moral, tencionando disfarçar isso como ‘direitos humanos’” com “um ar de superioridade”. A única coisa com que eles concordaram, declararam eles, é que a violência tem de ser repudiada “exatamente como tem de ser repudiada a violência contra os magros, os gordos, os altos ou os baixos”. Os líderes enviaram também uma carta aos senadores dos EUA protestando contra a nomeação de Aponte.

Numa audiência do Congresso em dezembro, o senador Jim DeMint leu a queixa deles e criticou a “presunção de Aponte de achar que representa as opiniões de todos os americanos” em seu artigo. “Gostaria, em nome dos Estados Unidos, de pedir desculpas ao povo salvadorenho e reassegurá-los de que a maioria dos americanos tem os mesmos valores deles”, disse DeMint. Os salvadorenhos perceberam que a agressão veio de gente acima de Aponte e lançaram um site nesta semana desmascarando que “Obama Está Corrompendo as Políticas Externas”. O site registra a campanha orquestrada por autoridades americanas para promover a homossexualidade, e a contra-campanha feita por latino-americanos.

The Washington Times, um grande jornal de Washington, DC, publicou uma carta de líderes latino-americanos avisando que a promoção agressiva de direitos homossexuais constitui “guerra contra a religião”. O governo de Obama vem colocando pessoas de outros países “nas linhas de frente”, disse a carta, e está “humilhando nossa cultura e insultando nossos valores”. Os líderes escreveram: “Apoiamos os direitos humanos legítimos de todos os nossos cidadãos. Não apoiamos ‘direitos homossexuais’ inventados. Não apreciamos que uma embaixadora de outro país venha e passe sermão em nós. Temos a intenção de defender nossos valores morais e preservar nossas famílias”. No Paquistão, a embaixada dos EUA realizou, em suas próprias dependências, uma “celebração de orgulho” LGBT em junho que provocou protestos em várias cidades. O líder de um dos comícios disse: “Os Estados Unidos estão desencadeando uma tempestade de valores imorais” e “resistiremos a todo custo”. O embaixador dos EUA na Sérvia promoveu uma parada de direitos homossexuais nesse país em outubro passado que levou a tumultos com um tom explicitamente antiocidental.

Silêncio e palavra: destaque na mensagem do Papa para o dia das Comunicações Sociais

O Papa Bento XVI destacou na sua última mensagem para o dia das Comunicações Sociais o papel do silêncio e da palavra para a transmissão de mensagens. Segundo ele, faz-se necessário o silêncio para discernir, analisar as mensagens. Parece contraditório para o mundo moderno, mas é mais do que importante, é imprescindível para nossos dias cultivar o silêncio para levar a mensagem para frente. Muitas vezes, devido à falta de reflexão sobre o que se está lendo, a pessoa absorve uma mensagem falsa e a reproduz convencido de que se está falando a verdade. Tal fato ficou evidente na última polêmica envolvendo o nome do Papa: segundo a agência de notícias Reuters o papo havia endurecido o discurso contra o “casamento” gay num discurso aos diplomatas creditados junto à Santa Sé. Na verdade, o Papa, no discurso, só reafirmou o ensino tradicional da Igreja, que a família formada por homem e mulher é capaz de dar uma verdadeira e profunda educação para a prole advinda desta união. O discurso, reproduzido de forma preconceituosa, causou um rebuliço entre os homossexuais, chegando até ao extremo exagero de chamarem o Papa de um “genocida em potencial“, fato este que gerou um verdadeiro twitaço contra a declaração do deputado homossexual. Ora, depois de todo imbróglio, veio a verdade: a agência Reuters dissimulou a mensagem (ver aqui também). E, uma vez que no mundo moderno, não há espaço para o silêncio e reflexão, a mensagem foi reproduzida por todos os meios de comunicação,até por nós blogueiros católicos. A mensagem do Papa deve ser lida e obedecida primeiro por nós! Obrigado Bento XVI por nos alertar do perigo!